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Undertaker

Homens devem poder recusar paternidade

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Guest fiasco

Eu não acho justo é fazer parte do acto que gera uma criança e depois não aceitar a mesma porque aconteceu um acidente ou se meteu no buraco errado.

Saber que existe uma criança por ai que era tb minha e rejeitar a assumir para mim é fugir das responsabilidades. Uma fuga que só me leva a pensar em vergonha e no que isso pode afectar uma criança que não tem a menor culpa de nada.

Portanto, não me cabe na cabeça não assumir a paternidade. Vai contra a minha forma de ser e mesmo contra os meus simples instintos.

 

PS: Votei a favor da despenalização do aborto e sou um grande defensor da mesma causa.

 

Então mas isso mesmo é o que a mulher faz quando aborta.

"Foge da responsabilidades de um acidente ou de uma p*xa errada"

 

Ao menos deixava de haver muitas gravidas empurradas da escada abaixo.. :-

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E SAS, da maneira que falas, dás a entender que é suposto toda a raça humana se manter virgem até ao momento em que tenham condições (mentais, financeiras e de estabilidade) para criar um filho, correcto? (estou mesmo a perguntar)

 

Obviamente que não :lol::lol::lol: Se não já tinha traído os meus princípios à muito :mrgreen:

 

O que não falta são maneiras de tentar impedir a gravidez e ainda existe o aborto. No caso de ocorrer gravidez e a criança estiver para nascer só me passa pela cabeça aceitar a criança e ajudar ao sustento da mesma.

Editado por SAS_Operative

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Eu não acho justo é fazer parte do acto que gera uma criança e depois não aceitar a mesma porque aconteceu um acidente ou se meteu no buraco errado.

Saber que existe uma criança por ai que era tb minha e rejeitar a assumir para mim é fugir das responsabilidades. Uma fuga que só me leva a pensar em vergonha e no que isso pode afectar uma criança que não tem a menor culpa de nada.

Portanto, não me cabe na cabeça não assumir a paternidade. Vai contra a minha forma de ser e mesmo contra os meus simples instintos.

 

PS: Votei a favor da despenalização do aborto e sou um grande defensor da mesma causa.

 

Eu acho muito bem que mantenhas os teus princípios e valores. O que tu dizes faz todo o sentido. A grande questão aqui é que a mulher tem o poder de decidir mas o homem não. A mulher não quer a criança, aborta ou toma a pilula do dia seguinte e o homem o q pode fazer?

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Então mas isso mesmo é o que a mulher faz quando aborta.

"Foge da responsabilidades de um acidente ou de uma p*xa errada"

 

Ao menos deixava de haver muitas gravidas empurradas da escada abaixo.. :-

 

Não vejo como a mesma coisa.

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A mãe teve a chance de decidir se queria ser mãe. Assim o pai também teria.

Daí eu sugerir um modelo diferente para a lei do aborto. Agora, existindo a criança, tem de ser mantida. É um ser humano porra, tem de ter o mínimo de condições para se desenvolver.

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Obviamente que não :lol::lol::lol: Se não já tinha traído os meus princípios à muito :mrgreen:

 

O que não falta são maneiras de tentar impedir a gravidez e ainda existe o aborto. No caso de ocorrer gravidez e a criança estiver para nascer só me passa pela cabeça aceitar a criança e ajudar ao sustento da mesma.

Ah, bem me parecia matulão :mrgreen:

 

O problema é que nem sempre essas condições para ajudar ao sustento e/ou educar uma criança existem. E não é propriamente difícil uma gravidez (indesejada ou não) passar despercebida por tempo suficiente para depois ser impossível abortar, bastam as circunstâncias certas.

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Então para onde vai a igualdade de géneros?

A igualdade de géneros vai para a possibilidade de ambos poderem "escolher ser pais". A mulher escolhe abortar ou não. O homem escolhe assumir a paternidade do filho ou não. Assim, ambos teriam a escolha. E por muito que me venham dizer agora que é uma tristeza para a criança não ter direito a conhecer o seu pai biológico, há que ter em mente que tal foi uma consequência do que a mãe decidiu.

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A igualdade de géneros vai para a possibilidade de ambos poderem "escolher ser pais". A mulher escolhe abortar ou não. O homem escolhe assumir a paternidade do filho ou não. Assim, ambos teriam a escolha. E por muito que me venham dizer agora que é uma tristeza para a criança não ter direito a conhecer o seu pai biológico, há que ter em mente que tal foi uma consequência do que a mãe decidiu.

Mas isso não daria igualdade nenhuma. E se a mãe quiser abortar, mas o pai quiser ser pai?

 

E mais uma vez digo, não se trata de conhecer ou não o pai, isso é o menos. Importa é garantir que a criança tem condições para viver.

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Guest fiasco

Daí eu sugerir um modelo diferente para a lei do aborto. Agora, existindo a criança, tem de ser mantida. É um ser humano porra, tem de ter o mínimo de condições para se desenvolver.

 

E o que é que o mínimo de condições e ter ambos os pais têm a ver uma coisa com a outra?

Conheço mitras com pais casados e médicos sem pai ou mãe.

Conheço gajos com os dois pais e a morar na buraca, e mães solteiras a viver no Estoril.

 

Se ela acha que consegue sustentar a criança sozinha. Go ahead.

Se acha que só consegue criar a criança com a ajuda do pai e mesmo assim quis avançar, o pai deveria ter o direito a dizer que não. (não estamos a discutir a moralidade de cuidar ou não de um filho, estamos a discutir o direito)

Se depois o pai diz que não ou que sim, é outro assunto completamente diferente. Haverá gente que dirá que não, mas viverão com a sua decisão. Pior é assumir paternidade, largar a nota e mesmo assim não meter um olho no puto. E vive o miudo com uma mae de m*rda, um pai ausente....mas tem comida na mesa.

 

Assim como no aborto não estamos a discutir a moralidade de abortar, mas sim o direito a ter essa escolha.

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E o que é que o mínimo de condições e ter ambos os pais têm a ver uma coisa com a outra?

Conheço mitras com pais casados e médicos sem pai ou mãe.

Conheço gajos com os dois pais e a morar na buraca, e mães solteiras a viver no Estoril.

 

Se ela acha que consegue sustentar a criança sozinha. Go ahead.

Se acha que só consegue criar a criança com a ajuda do pai e mesmo assim quis avançar, o pai deveria ter o direito a dizer que não. (não estamos a discutir a moralidade de cuidar ou não de um filho, estamos a discutir o direito)

Se depois o pai diz que não ou que sim, é outro assunto completamente diferente. Haverá gente que dirá que não, mas viverão com a sua decisão. Pior é assumir paternidade, largar a nota e mesmo assim não meter um olho no puto. E vive o miudo com uma mae de m*rda, um pai ausente....mas tem comida na mesa.

 

Assim como no aborto não estamos a discutir a moralidade de abortar, mas sim o direito a ter essa escolha.

No caso do pai não poder pagar a pensão de alimentos, o Estado ajuda, penso eu.

 

Mas sim, de certa forma até percebo o que vocês dizem. Não concordo, mas percebo. Sinceramente não acho que haja um modelo totalmente igualitário.

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Mas isso não daria igualdade nenhuma. E se a mãe quiser abortar, mas o pai quiser ser pai?

 

E mais uma vez digo, não se trata de conhecer ou não o pai, isso é o menos. Importa é garantir que a criança tem condições para viver.

Isso é o que acontece agora. O filho será abortado porque a mãe tem esse poder. Ou seja, acontece o que já acontece agora.

Enquanto que no teu modelo da despenalização do aborto, pode haver pais forçados, aqui não há. Pai que queira ser pai adopta ou faz como o Ronaldo.

 

Precisamente por isso é que não defendo a tua ideia dos pais forçados. Vejo pelo meu caso. Se engravidasse a minha namorada, eu não tinha rendimentos para lhe dar condições. E como eu haverão certamente mais.

 

O meu raciocínio baseia-se na ideia de que o mais importante é garantir essas condições. E assim, pressupõe-se que elas estão garantidas pois os pais fazem a escolha de ter um filho.

Editado por Diogo Santos

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Mas essas condições são sempre garantidas, pelo que eu conheço da lei. Se o(s) pai(s) não puderem pagar, o Estado ajuda.

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Mas essas condições são sempre garantidas, pelo que eu conheço da lei. Se o(s) pai(s) não puderem pagar, o Estado ajuda.

Vou-te ser sincero, não posso dizer se isso é verdade ou não porque ainda não tenho conhecimento na matéria.

Mas darias a educação que queres mesmo para o teu filho? Seria de certeza o suficiente para lhe poderes garantir as condições mínimas, acredito. Mas pessoalmente, quando for pai, quero ter o suficiente para lhes poder dar uma educação onde posso dar-lhes certas experiências para desejar incutir determinados valores.

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Guest fiasco

Vou-te ser sincero, não posso dizer se isso é verdade ou não porque ainda não tenho conhecimento na matéria.

Mas darias a educação que queres mesmo para o teu filho? Seria de certeza o suficiente para lhe poderes garantir as condições mínimas, acredito. Mas pessoalmente, quando for pai, quero ter o suficiente para lhes poder dar uma educação onde posso dar-lhes certas experiências para desejar incutir determinados valores.

 

também quero levar o meu ás p*tas e a amesterdão :mrgreen:

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Vou-te ser sincero, não posso dizer se isso é verdade ou não porque ainda não tenho conhecimento na matéria.

Mas darias a educação que queres mesmo para o teu filho? Seria de certeza o suficiente para lhe poderes garantir as condições mínimas, acredito. Mas pessoalmente, quando for pai, quero ter o suficiente para lhes poder dar uma educação onde posso dar-lhes certas experiências para desejar incutir determinados valores.

É claro que preferia dar-lhe uma educação mais "normal" e "folgada" a nível financeiro, mas qualquer coisa seria melhor que a mãe abortar ou eu cagar nele.

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E porque é que te estás a cingir apenas ao lado financeiro da questão?

Não estou, mas é importante. Estás a falar da educação?

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Também. Questões sociais, prioridades, conflitos familiares, indefinição nas relações... Está tudo interligado e tudo é relevante quando surge a possibilidade de vir uma criança ao mundo.

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Também. Questões sociais, prioridades, conflitos familiares, indefinição nas relações... Está tudo interligado e tudo é relevante quando surge a possibilidade de vir uma criança ao mundo.

Isso já era ir para situações bastante hipotéticas e específicas mas, segundo os meus princípios, tudo é preferível ao aborto (exceto certas condições, como já expliquei) ou abandono.

Editado por Ghelthon

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Já eu, antes de ser pró-vida, sou pró-condições de vida. Já está é algo desperto da temática inicial e o assunto está mais do que batido.

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Já eu, antes de ser pró-vida, sou pró-condições de vida. Já está é algo desperto da temática inicial e o assunto está mais do que batido.

Sim, não vale a pena voltar a essa discussão e desviar do assunto do tópico. ;)

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