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[Discussão Geral] Teatro

Publicações recomendadas

Mais uma excelente peça que fui ver hoje, Clarabóia, em cena n'A Barraca. O cenário está excelente e há mulheres nuas. :mrgreen:

 

14 € é um nadinha puxado mas recomendo-vos.

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A Cornucópia, um dos mais importantes teatros portugueses, encerra amanhã. :(

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Ando com uma sorte danada cada vez que quero ir ver uma peça.

 

Há uns tempos, no Dia Mundial do Teatro, ia ver uma peça em cena no Fórum Cultural do Seixal, mas quando lá chego o espectáculo tinha sido cancelado porque um dos elementos da companhia estava desaparecido.

 

Hoje, no âmbito do Festival de Teatro de Almada, ia ver a peça "Apre – melodrama burlesco", mas chego ao local e já não havia bilhetes. :lol:

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Citação de Maffu, há 1 hora:

Depende a quem perguntas e depende a quem te vai responder.

Há "vários" pontos de vista aqui, todos eles são aceites e todos eles te vão apontar uma resposta diferente sobre "o que vai acontecer".

O primeiro ponto é que, culturalmente, nós nunca tivemos um forte investimento na cultura e, como em muitos outros aspectos, acabamos por ficar para trás da cauda da Europa. E, com isto, tens o primeiro problema, a falta de hábito de ir ao teatro (e quem diz teatro, fala em outros eventos culturais existentes) que, de si, torna a questão problemática.

Quanto as questões do público, é muito muito mais profundo e depende muito a quem perguntas. Isto porque vai depender, bastante, da tua visão sobre o teatro e a arte em geral. 

Naquilo que eu te digo, e naquilo que vejo, há problemas de base. Ou seja, tu não consegues ter público senão investes no público que queres ter. E o que cada vez mais se ouve é um "aquilo não é para mim.". Aliás, iria mais longe. Se perguntares a maior parte das pessoas encenadores nacionais, diria que tirando o La Féria (e dou-te, talvez, o Tiago Rodrigues), muita gente nem sequer vai saber dizer um.

 

Agora entra aqui a segunda questão: Como puxas, então, novos públicos ao teatro? E, acredita, já ouvi muito sobre este tema, já ouvi opiniões diversas mas, neste momento, aquilo que me parece é que, cada vez mais, tens um público extremamente etilista e fechado, onde cada vez mais vês as mesmas pessoas a frequentar os mesmos circulos. E, no caso português, muito virado ao teatro clássico.

Há coisa de um/dois anos, fiz, por acaso, essa mesma pergunta. Porque razão estamos a alienar público jovem? Então, na altura comecei simplesmente a fazer esta mesma pergunta a maior parte das pessoas. E as respostas mais comuns passavam por "não é lugar para mim", "não gosto disso".

E abre-se aqui, agora, a grande questão. Vou dar um grande IMO aqui. O "problema" da abertura do teatro é o facto de só estudares clássicos e, de certa forma, os clássicos que assistes durante o ensino obrigatório serem, em grande parte, feitos com vista mais a obtenção de lucros do que, propriamente, a qualidade do que se está a realizar.

Vamos, então, entrar na questão do público jovem. Aqui, vamos ser sinceros, quantos miúdos (e por miúdos, vamos entender 10-18) querem ficar fechados numa sala, por uma hora que seja, simplesmente a assistir a uma obra teatral sem se poderem pronunciar e/ou, utilizar as redes sociais? E vais ter um número reduzido deles. E, novamente, sejamos sinceros, para tal, grande parte da esfera jovem para ao cinema.

Se, então, a grande vantagem do teatro passa pela interação com o público e a presença deste frente a frente com o performer, a solução poderia ser óbvia. Aboles a quarta parede, colocas o público como principal ponto de ação. Ultimamente, muito também pela influência da performance, vês cada vez mais isto a acontecer, o público passa de mero espetctador para um papel activo, por vezes até sendo espectator, criando uma dinâmica completamente diferente. 

Passado a minha experiência pessoal, (que em contexto escolar é alguma, apesar de não vasta), consigo-te dizer que, de certo modo, isto funciona bastante melhor do que um clássico. Nesse mesmo prisma, acredito plenamente que a visão passe exactamente por esta "mudança" no paradigma entre público/espectador.

Agora, vamos também dar um disclaimer, eu não tenho interesse por clássicos, acho os clássicos extremamente redutores e estou bastante mais ligado a um teatro ultra interactivo. Daí, também, a minha visão estar enviesada neste sentido. Mas, no geral que sinto, há uma maior abertura por parte do público jovem a este tipo de experiências, particularmente porque começas a jogar em parâmetros que a eles estão habituados. A partir dai, se lhes dás esta abertura, existe uma maior possibilidade de frequencia do circuito artistico por parte dos jovens. Algo importante de relembrar, se chamas um jovem para o evento, ele provavelmente irá arrastar o seu grupo de amigo (ou parte deste). E passa, por ai, uma das possiveis soluções.

Outra das coisas que principalmente a performance te trás (não te digo que seja única e exclusivamente, porque não é), é a maior acessibilidade ao teatro fora dos lugares convencionais. Se é bastante mais complicadp? É. Mas, ao mesmo tempo, há algo que o site-specific te oferece que, nesse mesmo modo, pode trazer as pessoas. Se crias uma peça com a associação da rua de baixo, fazes na rua de baixo com elementos da rua de baixo, não só estás a entrar no modo cultural local, como estás a criar uma base para provar, ao público, que nem todos os assuntos que são tratados em cena são, possivelmente, fora do contexto deste.

Agora, isto é tudo muito bonito, mas há mais dois ou três pontos que explicam o que dizes. O primeiro é que, enquanto vender, as coisas estão bem. E vender é "relativamente" fácil. Basta colocares 1/2 atores com nomes em novelas que as coisas acabam por se resolver (e há bastantes companhias que optam por esta solução). E, enquanto houver público para este tipo de apresentações, não há problema para as coisas mudarem.

No segundo ponto, é compreender para quem e para onde vai o financiamento a nível da cultura e, ai, talvez comeces a compreender que existem várias burocracias que fazem com que tudo aponte para o mesmo lado e se mantenha como está.

Por fim, é a clara vontade dos artistas. Ainda há muito um estigma e uma vontade enorme do teatro clássico e do subir ao palco do nacional para fazer um Shakespeare. E, enquanto assim for, e houver público para tal, não há grande problema em o continuar.

Portanto, e um tl;dr, depende a quem perguntares. Há muita gente que não está preocupada com isso, há gente que diz que ou puxas novos públicos ou vais ter uma crise tremenda mas, do que leio e ouço, as coisas estão como sempre estiveram, senão houver uma mudança cultural (e muito a propria comunidade artistica deveria fazer para isso), vais continuar a ter os mesmos públicos que vão assegurando os mesmos espetáculos.

Also, penso que o @Lebohang te poderá dar um insight melhor que o meu. Porque, como digo, além de estar virado para uma participação diferente, muito da minha parte faz parte do teatro comunitário/escolar, pelo que apesar de ler e saber desse tipo de questões, estou um pouco fora disso, baseia-se mesmo naquilo que ouço falar, mais do que aquilo que efectivamente tento fazer acontecer, pela minha área de interesse ser outra.

Epa eu nem falo de putos dos 0-18 porque desses ainda havia alguns que tinham ido com os pais, mas tirando esses, a minha gf devia ser a unica pessoa ali com menos de 30 anos. Fui ver aquela dos Perfeitos Desconhecidos, creio que existem vários filmes (FR e IT pelo menos) "iguais" e isto foi adaptado para teatro e para comedia em PT. até é uma cena relativamente "jovem" até, é aquele do jantar com os telemoveis À vista de todos. E até tá bem conseguido, passei la um bom bocado, gostei do espetaculo e das actuações.

Por outro lado, eu fui ver a Severa pre-covid, e digo-te já que aquilo não é mesmo para mim, mas papou-se +-, até porque tava à boleia e não tinha escolha senão ficar lá. Muitos berros sem necessidade, e musical, não é a minha cena. Num espetaculo desse genero até entendo que sejam só "cotas" na plateia, e que não seja muito apelativo para jovens (sub30), tanto o tema, como o enredo, como se calhar o formato. Não estou a ver os jovens de hoje a interessarem-se pela Severa daqui a 20 anos.

A cena de estar fechado, não entendi bem a frase porque acho que te faltou uma palavra, mas no meu tempo os jovens gostavam de ir ao cinema e já tinhamos telemóveis, não acho que seja tanto esse o problema, mas tambem ja nao vou ao cinema desde o tenet.

A divulgação tambem nao deve ser a melhor, porque eu nunca sei que peças estão em cena, excepto as vezes as do la feria, e que evito meter la o cu, porque aparecem na tv. As vezes estão uns cartazes no fertagus, vá. Malta que por norma não vai, tambem nao vai andar a seguir paginas desse genero para ver nas redes sociais por exemplo.

 

Editado por lastdance

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Citação de lastdance, há 48 minutos:

Epa eu nem falo de putos dos 0-18 porque desses ainda havia alguns que tinham ido com os pais, mas tirando esses, a minha gf devia ser a unica pessoa ali com menos de 30 anos. Fui ver aquela dos Perfeitos Desconhecidos, creio que existem vários filmes (FR e IT pelo menos) "iguais" e isto foi adaptado para teatro e para comedia em PT. até é uma cena relativamente "jovem" até, é aquele do jantar com os telemoveis À vista de todos. E até tá bem conseguido, passei la um bom bocado, gostei do espetaculo e das actuações.

Por outro lado, eu fui ver a Severa pre-covid, e digo-te já que aquilo não é mesmo para mim, mas papou-se +-, até porque tava à boleia e não tinha escolha senão ficar lá. Muitos berros sem necessidade, e musical, não é a minha cena. Num espetaculo desse genero até entendo que sejam só "cotas" na plateia, e que não seja muito apelativo para jovens (sub30), tanto o tema, como o enredo, como se calhar o formato. Não estou a ver os jovens de hoje a interessarem-se pela Severa daqui a 20 anos.

A cena de estar fechado, não entendi bem a frase porque acho que te faltou uma palavra, mas no meu tempo os jovens gostavam de ir ao cinema e já tinhamos telemóveis, não acho que seja tanto esse o problema, mas tambem ja nao vou ao cinema desde o tenet.A divulgação ta
mbem nao deve ser a melhor, porque eu nunca sei que peças estão em cena, excepto as vezes as do la feria, e que evito meter la o cu, porque aparecem na tv. As vezes estão uns cartazes no fertagus, vá. Malta que por norma não vai, tambem nao vai andar a seguir paginas desse genero para ver nas redes sociais por exemplo.

 

A questão é exactamente essa, se queres entrar pelo futuro. Onde é que vais buscar essa faixa etária. Porque, sejamos sinceros, a menos que em seio familiar te incutam a ida ao teatro, tu não a vais ganhar, excepto, cá está, se alguém no teu grupo de amigos frequentar esse tipo de espaços. Muito raramente alguém vai dizer "vamos ao teatro" como sugestão. E, então, tens de responder a questão "como vais buscar essas faixas etárias?". E ai as respostas variam, não te vou dizer que há "uma" solução. Há públicos que vão sempre ser alienados, porém, se me perguntas a mim, o trabalho tem de começar a nível escolar, primeiro na escolha do que vão ver (e por amor de Deus, parem de mostrar apenas clássicos a miúdos) e depois na forma como se trabalha o texto dramático. Mesmo nas escolas, existe muita pouca acessibilidade ao teatro, a performance e a demais aspectos. Tudo isto acaba por alienar as pessoas do teatro. Falando em público futuro, é sempre necessário pensar nesta parte, só atrais jovens se constróis, de raiz, com eles e se tiveres algo que lhes tenha interesse.

Novamente, depende. Depende muito do que faças, depende muito do público que tenhas. Primeiro porque teatro musical é uma parte bastante especifica. Depois, é musical. Vais ter gente a cantar, dançar e tudo mais durante toda a duração. Curiosamente, deve ser do que mais dificilmente morre, há sempre público para musicais. Ai tens a questão. Suponho que seja a adaptação do La Féria. Tudo o que vem dele é praticamente reciclado e feito muito de forma standard, tu sabes ao que vais e sabes o que vais ver. E nada contra, atenção, é uma forma natural de fazer as coisas. Também é perfeitamente legitimo que exista muito público que se afaste deste tipo de apresentações. E há bastantes musicais que acabam por chamar pessoal mais novo. Faz um Fantasma da Opera ou uns Miseráveis e vais ter casa cheia, principalmente com o mínimo de star power. O porquê é toda uma outra conversa. (E vou dar aqui uma achega, em que o Les Mis é provavelmente das coisas mais impressionantes que já vi.)

Agora, perguntas, há maneiras de fazer musicais sem cair neste mesmo estilo? Se sim, como? E, mais importante, que públicos existem para esse tipo de apresentações? Se eles estão por cima é porque, na maioria, é aquilo que mais facilmente é procurado. E, muitas vezes, as novas ideias que existem simplesmente demoram até terem um público que faça com que seja viável a sua repetição. Muitas vezes, em produções artisticas, acaba-se a fazer o que há, não de seguir uma ideia original (novamente, há muita burocracia e critério, dependendo da produção e do financiamento que tenhas).

A cena de estar fechado é, um pouco, a forma como estás numa sala. Pensa, como público, existe um acordo pré-existente com o performer, este acordo diz que tu vais estar no teu lugar, sentado, em silêncio quando possível e, em troca, vais ter um espetáculo. Muitas das vezes, este acordo diz, também, que não irá existir uma interacção entre público e espectador (a tal quarta parede). Quando te dou este exemplo, dou-te num pensamento sobre como deves interagir com essas faixas etárias. Ou seja, tu se estás numa turma, vamos supor de ensino secundário, vais-me dizer que é credivel que, durante 50 minutos, que seja, vais controlar 30 alunos sem que estes se manifestem e cumpram esse acordo pre-existente? Não é credivel. Se alguma vez foste ao teatro pela escola, sabes que tal não acontece. E, o que também acontece em muitos casos, é que essas mesmas narrativas vigentes forçam a que os alunos estejam calados, etc etc, dependendo da forma como forem agir. Ou seja, neste caso, já vais ter parte da plateia completamente alienada do teu objetivo, fora todos aqueles que estão lá porque é um dia fora da escola (ou fora das aulas).

O que eu te proponho é mudar este mesmo acordo, mudar esta forma não só de ver o teatro mas de ver o espectador dentro do teatro. E passar do papel de "tu estás aqui para me ver" para "tu estás aqui para fazer parte disto". Ao fazeres isto vais ter um espectáculo totalmente diferente, sem qualquer dúvida e, novamente, nem toda a gente da tua plateia vai gostar. Se o teu interesse foi unica e exclusivamente por teatro clássico, acredito que vá ser uma experiência aterradora. Porém, também vais abrir uma porta para o outro tipo de público, aquele que não gosta de teatro porque não conhece para lá da convenção clássica e, nessas idades, vais dar experiências que, possivelmente, eles quererão repetir.

Agora é um processo totalmente diferente. O objeto artistico final é totalmente diferente, a forma como executas é totalmente diferente, o risco em que trabalhas é totalmente diferente e o que pedes a um performer quando faz uma obra deste estilo é totalmente diferente do que pedes nos canones clássicos. Da experiência pessoal que tenho, isto acaba por funcionar melhor com estas faixas etárias mais jovens. Deixar-los estar a vontade, no seu ambiente, e acabar por deixar que tudo se desenrole. Porque, apesar de tudo, vais acabar por "controlar" e evitar teres um público que te está a ignorar. Porque, e se o objetivo é atraires novos públicos, teres a maior parte da plateia a ignorar-te vai ser contra-producente.

Agora, vamos lá ver novamente, isto é uma visão particular minha. Há quem defenda os metodos tradicionais e te diga que isto nunca vai funcionar e/ou atrair gente. É totalmente plausível e tudo parte daquilo que queres que a experiência artística te ofereça. Agora, neste momento, penso que o que ocorre, de oferecer maioritariamente experiências que se passam dentro da area mais clássica e muitas das vezes com as peças em estudo nas unidades curriculares, acaba por não atrair esse mesmo tipo de público e, desse modo, fomentar o interesse na área.

Penso que dá para perceber o que quis dizer, pensa numa dicotomia preso na sala/dentro da sala, se conseguir explicar assim qual seria o meu argumento. E, novamente, quando falo na parte do cinema, falo quer da parte cultural (onde existe uma maior abertura culturalmente para ires ao cinema face a ida ao teatro) e falo naquilo que te pode oferecer que, muitas vezes, existe uma maior valorização por parte do público da obra cinematográfica face a obra teatral, com tudo o que isso possa acarretar, levando a uma preferência de um sobre o outro (novamente, totalmente natural).

Esse, depois, é outro dos grandes problemas. Principalmente porque nos falta o principal veiculo de divulgação, o word of mouth. Se tu não sabes o que está a acontecer, se o teu grupo de amigos/relações não sabe o que está a acontecer, dificilmente a informação circula. E, na maior parte dos casos, muitos dos cartazes que estão principalmente pelas grandes cidades acabam por ser completamente secundários. Neste caso, surgem grandes perguntas, principalmente a nível de marketing e de divulgação, até mesmo de que modo tal poderá ser feito. Concordo na totalidade que é algo que, de si, acaba por afastar grande parte do potencial público, principalmente para quem não detém grandes meios. Então como fazer? Olha, não tenho solução para isto.

Novamente, tudo isto passa por uma visão pessoal do que vejo e fui fazendo ao longo dos últimos tempos. Não tomo como uma verdade absoluta porque, certamente, não será e, com quase toda a certeza, haverá gente melhor colocada e com outros métodos de trabalho que conseguem resultados na obtenção de públicos.

Por fim, volto a ressalvar, a forma como eu vejo o teatro no futuro (e aquilo que me tentarei especializar, se conseguir), parte muito mais desta iteração entre público e espectador, na criação de uma experiência única. Não é algo inovador, quer dizer, basta ver Brecht para tal acontecer, mas, que de outro modo, te permite ter experiências totalmente diferentes do que vejo, muitas vezes, serem criticadas. Como tudo na arte, depende muito da forma como te posicionas e vês um objecto artístico, agora, também há que ver a realidade e que, em muitos casos, há ideias que não se realizam acabando por te obrigarem a fazer aquilo que acabe por te dar lucros.

 

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