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Danskin

Foi assim que aconteceu...

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Simplesmente Roma é o único clube do mundo, onde o seu nome fala de amor (ROMA=AMOR)

 

:mrgreen:

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Sempre que me lembro de existir que me lembro de ser do Benfica. Lembro-me de me tentarem fazer mudar para o Sporting, de ir à casa de uns amigos dos meus pais e me darem uma camisola do Sporting e de não à trazer para casa. As tentativas ainda continuaram, mas o meu pai pôs fim àquilo, talvez a única coisa de bom que me deu durante a minha vida. Vi alguns textos de outros users a dizer que com o tempo sentiram a paixão que tinham pelo clube e que houve um momento que os fez mesmo ver que eram desse clube (como o Vieira, o DeRossi,etc). Não querendo criar cisões entre os adeptos dos vários clubes, acho que se perguntarem à maioria dos benfiquistas como é que se tornaram benfiquistas a resposta vai ser a mesma. Nasce connosco, é algo que não consigo explicar, a minha cor preferida sempre foi o vermelho, sempre que escolhia qualquer coisa sentia-me sempre atraído pelo vermelho. Uma coisa tão básica como escolher uma palhinha, um caderno, era sempre atraído para aquele que tinha aquela cor, o vermelho.

A primeira memória que tenho do futebol é de fazer a caderneta da época 95/96 e uma caderneta do Benfica que saiu por aquelas alturas. Lembro-me de ver o Preud-Homme, o William, Ricardo, Valdo, Hélder, Paredão, Mauro Airez, João Pinto, Hassan, Edgar, Iliev, Panduru e especialmente do Brassard nessas cadernetas. O primeiro jogo que me lembro de ver nem me lembro muito bem qual foi, só me lembro de ver o Marcelo marcar um golo de cabeça com a bola quase rasteira. Depois lembro-me da final da taça dessa época. Ainda me lembro, Mauro Airez abre a contagem e JVP mata o jogo com dois golos. Lembro-me de ver a notícia da morte do adepto do Sporting e de ter medo de ver as repetições do jogo. Depois não tenho nenhuma memória de qualquer jogo em particular até ao 3-0 ao Porto em 97/98. Lembro-me que já não ganhávamos ao Porto há algum tempo, o campeonato estava mais que decidido, e aquele bando de cepos dar tudo o que tinham e ganhar aquela equipa do Porto deixou-me imensamente feliz.

E o que seria de uma história de amor sem o momento em que se conhece a amada. O dia era 12 de Novembro de 2000, a tarde chuvosa. Jogávamos contra o Farense e após 8 anos a pedir, finalmente me levam ao Estádio. Não dormi naquela noite com a excitação. Depois do almoço seguimos para a Luz, ao entrar no estádio fico deslumbrado. Que coisa maravilhosa, perfeita. A minha cabeça não parava quieta, sempre a rodar para garantir que via todos os centímetros daquela maravilha. Até a chuva tinha parado de cair. Quando ouvi o hino e vi os meus meninos a entrarem com o manto no corpo senti uma alegria imensa como nunca senti na vida. Começa o jogo. Primeira parte aborrecida. Metade da segunda igual, e aos 70 minutos o Farense marca. Choro a pensar que o Benfica vai perder o meu primeiro jogo na Luz. Quando a bola volta a rolar a intempérie começa. Chuva a cair forte e feio e lá se vamos nós abrigar debaixo da tribuna, que tinha um palmo de chão saliente e que permitia aos que tavam cá em baixo se abrigarem. O coração continuava apertado. Mas é penalti para o Benfica. O Van Hooijdonk não falha de certeza. E não falhou. 1-1 a 5 minutos do fim. A emoção era demasiada. Não parava quieto a olhar para o relvado. De repente, o mesmo Van Hooijdonk pega na bola e faz o 2-1. Festejo como se de uma champions se tratasse. Olho para o meu pai e ele levanta-me ao colo e festejo com ele. Quando me mete no chão, um perfeito desconhecido que estava ao nosso lado faz-me o mesmo. Naquele momento senti o benfiquismo a correr-me nas veias no lugar do sangue.

 

Contudo, não foram só esses jogos que me ficaram marcados para sempre. A final da taça de 2003/2004 (pela nova vitória após muito tempo sobre o Porto, e por ser contra a equipa que dominou o campeonato e a Europa a seu bel-prazer), o jogo contra o Marítimo e contra o Sporting na época em que fomos campeões. Depois toda aquela campanha europeia em 2005/2006 (o jogo em Liverpool, aquele golo do Simão fez-me levar as mãos à cabeça e o passe/remate do Beto no 2º golo do Miccoli fez-me chamar de tudo aquele meco) e o jogo contra o Sporting para a taça desse mesmo ano. Toda a época em que fomos campeões, todos os jogos me fazem ter um sorriso na cara. Talvez me lembre mais daquele jogo contra o Porto na Luz (novamente a quebrar um enguiço).

 

Ídolos até 2000, só havia um. João Vieira Pinto. Aquela 8 a correr no campo fazia-me doido. Depois ganhei-lhe um ódio por ir para o Sporting, sem perceber muito bem porque o tinha feito. Quando era grande e vi como tinha sido escorraçado do meu clube, feza admiração que tinha por ele voltar.

Depois de ele sair, entrou o Simãozinho. Como não podia ele ser meu ídolo, a equipa era ele e mais 10. Depois veio o Mantorras, sempre a marcar nos momentos decisivos. E de há uns tempos para cá, Pablo César Aimar Giordano, pela classe, fora e dentro de campo. Também nutria um carinho especial pelo Javi, que foi o primeiro que me fez sentir orgulho na 6 que escolhi quando fui jogar basket e me ficou para sempre no coração, como podem ver pelo nick. Tive outro ídolo benfiquista, mas no pavilhão, o Panchito, que fazia o impossível com um stick.

 

No estrangeiro não sigo nenhum clube em particular. Tenho tempos em que puxo por uns e outros em que puxo por outros, mesmo sendo rivais. Já gostei do Barça quando tava lá o Figo, depois gostei do Real Galácticos, já vibrei com duas vitórias do Man Utd na champions, noutras sinto um carinho especial pelo L'pool e a sua massa adepta. Gosto do Arsenal, mas também não desgosto dos Spurs :mrgreen:. Mas acho que há três que me puxam mais. Quer dizer, dois e outro vai variando.

Um é o clube onde está o Mourinho, uma das pessoas que nutro grande carinho por tudo o que ele representa, tanto pessoalmente como desportivamente. Depois, Societá Sportiva Calcio Napoli e Club Atletico Boca Juniors, não de ver os jogos religiosamente, mas que gosto de ver como andam, novamente devido a uma singela pessoa de nome Diego Armando Maradona Franco. Sempre soube que ele existia, mas foi quando vi aquele golo contra a Inglaterra (o segundo, não o primeiro) que me ficou para sempre marcado na mente. Depois li a sua biografia, e ao ver as montanhas que ele teve que subir para ser o que foi a uma altura, depois descendo-as novamente, mas mesmo assim ainda ter forças para conseguir voltar a subi-las, não até onde esteve, mas a garantir que a sua imagem já não está tão ligada as linhas da coca, mas sim às linhas da "cancha", fez de mim um seguidor da fé maradoniana. Tenho tentado convencer a minha família a celebrar o Natal a 30 de Outubro, mas essa ainda é uma missão que não consegui concretizar :mrgreen:

 

Eish, que parede de texto :estrelas:

Editado por Grilo06

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