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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Guest Dpitz

alguém me consegue explicar essa solução para o BES como se eu fosse muito burro?

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Ai e tal BES é bom porque o Cristiano põe lá o dinheiro, põe o crl é que põe :lol:

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Só espero que o Seguro não ganhe as próximas eleições. O Passos tem estado a limpar bem o país.

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Por milagre esta semana vão já ver o "Novo Banco" com branding e já tudo preparado, tudo feito esta semana claro!

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Guest Dpitz

 

 

Por milagre esta semana vão já ver o "Novo Banco" com branding e já tudo preparado, tudo feito esta semana claro!

Isso já está preparado há mais de quatro anos.

Já existe um "Novo Banco"... :lol: Que amadorismo isto tudo

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duvido que façam branding do nome, afinal é apenas provisório até ser comprado por alguem.

Editado por Kaz

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isso é uma aberração de todo o tamanho.

Os privados devem ser responsabilizados pelos défices mas não é eles ficarem com o "lixo" e os novos ficarem só com o activo.

 

É a única solução para que apareçam "novos" interessados sem que o lixo fique para todos nós como aconteceu com o BPN.

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Três perguntas que ninguém parece querer fazer sobre o “novo banco”

 

Durante o fim de semana, deu-se o milagre: alguns comentadores terão recebido um telefonema cordial do ministério das finanças a dar a cada um, em primeira mão e em total exclusivo, os detalhes explicadinhos da engenharia financeira que o Governador haveria de anunciar às 22.53 deste domingo, no meio da sua enxurrada de autojustificações.

 

O telefonema foi simpático, mas esqueceu-se de dar três detalhes, e os destinatários, encantados com a distinção, parece que não perguntaram.

 

Primeiro detalhe: os bancos que se responsabilizam pelo empréstimo da troika ao Fundo de Resolução não exigem uma garantia do Estado? Quem acredita que Ulrich ou Amado vão tirar as castanhas do lume dos Espírito Santo, arriscando os seus próprios bancos, que levante a mão. Se, além disso, acredita que estes bancos esperam em seis meses recuperar o valor (para ser logo depois ser vendido a um novo proprietário que lhes vai disputar o mercado) de um banco de que tanta gente vai tirar os depósitos na 2ªf de manhã, então merece ser santificado. O Estado, ou seja, as nossas carteiras, vai dar a garantia. Vamos ter de pagar.

 

Segundo detalhe: os credores que foram exilados no “banco mau”, mas que fizeram operações com o BES, o tal banco de dois milhões de depositantes, vão aceitar agora perder o seu dinheiro sem levarem a tribunal o Estado ou o “novo banco”? E os pequenos accionistas? Vamos ter de pagar, se a coisa corre mal.

 

Terceiro detalhe: nos empréstimos com dinheiro da troika ao BCP e BPI, o Estado ficava com acções do banco (embora fossem acções especiais com direitos diminuídos) e tinha ainda assim uma palavra nas suas operações. Agora, vai emprestar a um Fundo que não tem recursos próprios, entrega o controlo da coisa aos outros bancos e não tem uma palavra a dizer sobre a condução e estratégia das operações financeiras. É dar o ouro ao concorrente do bandido.

 

Qual o prazo, quais os juros, quais os contratos, quais os despedimentos, tudo isso é mistério. Mas as três perguntas que não ficaram respondidas é que vão custar muito caro aos contribuintes.

 

http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2014/08/03/tres-perguntas-que-ninguem-parece-querer-fazer-sobre-o-novo-banco/

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Guest Dpitz

Só mudaram as frases. A imagem de fundo já era essa há alguns dias, penso eu.

 

o design do site é o mesmo de sempre.

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Quais as consequências da aplicação desta medida de resolução para os acionistas do BES? Os acionistas do BES vão receber alguma indemnização?

Os acionistas do BES assumem prioritariamente os prejuízos resultantes do desequilíbrio financeiro do BES.

A circunstância de ter sido transferido um conjunto de ativos e passivos do BES não confere aos seus acionistas, por si só, o direito a qualquer indemnização.

Tendo em conta que a atividade do BES que não foi transferida para o Novo Banco integrará o processo de liquidação judicial, os direitos que poderão caber aos acionistas deverão ser exercidos no processo de liquidação do BES, nos termos da lei.

 

http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?labelid=novobanco

 

 

Tem todo o ar que daqui a 20 anos ainda vamos estar com processos para trás e para a frente.

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Tem todo o ar que daqui a 20 anos ainda vamos estar com processos para trás e para a frente.

 

Disso não tenho grandes dúvidas.

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Mas agora a sério, a antiga direcção do BES não vai ser chamada à responsabilidade?

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Parece-me a solução menos má para esta trapalhada toda. Só tenho pena dos infelizes que investiram a totalidade (se foram burros) ou parte das suas poupanças em acções do BES e que não têm culpa nenhuma e vão ficar a arder.

 

Agora que se faça alguma coisa para punir a corja toda.

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Obviamente que o novo banco mau não tem capacidade para pagar as dívidas. Compete à justiça obrigar os Salgados desta vida a entrarem com o património pessoal para pagar o mais possível.

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Parece-me a solução menos má para esta trapalhada toda. Só tenho pena dos infelizes que investiram a totalidade (se foram burros) ou parte das suas poupanças em acções do BES e que não têm culpa nenhuma e vão ficar a arder.

 

Agora que se faça alguma coisa para punir a corja toda.

 

nao concordo com este raciocionio, quem investe em accoes, sabe ou deveria saber que é um produto de risco e se querem ter retornos acima do que o mercado dá, existe sempre a possibilidade de perderem o dinheiro. É um pouco como o BPN, pensavam serem muito inteligentes quando estavam a meter o dinheiro a taxas de 8-9% quando o mercado andava nos 2-3%...pois existe uma razao para esse BPN ter dado taxas tao boas. O BES a "oferecer" titulos de divida a percentagens tao altas tambem tinha que ter algum problema.

E nao, nao estou a dizer que sabia disto, nao sabia porque tambem nao tenho quase nada em bancos portugueses, logo nao me fui informar, mas quem tem deveria ter-se informado melhor e pensado duas vezes

 

 

Obviamente que o novo banco mau não tem capacidade para pagar as dívidas. Compete à justiça obrigar os Salgados desta vida a entrarem com o património pessoal para pagar o mais possível.

 

Duvido...ele podera ter que pagar o que "roubou" para proveito proprio, mas nunca ser responsabilizado com os bens pessoais por investimentos feitos pelo banco ou estrategias seguidas...

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Quem sobreviveu ao naufrágio do BES? O Goldman Sachs

 

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O banco norte-americano vendeu mais de 4 milhões de ações do BES no passado dia 23 de julho, ou seja poucos dias antes da CMVM ter decidido a suspensão da negociação dos títulos em bolsa.

 

O Goldman tinha superado a fasquia dos 2% do capital do BES no dia 15 de julho, na sequência da compra de mais de 89 milhões de ações do banco e da aquisição de quase 38 milhões de instrumentos financeiros.

 

Na altura, o banco justificou a compra das posições, que lhe permitiram ficar com 2,27% do capital do BES, "no sentido de facilitar a transação de clientes".

 

No entanto, na passada sexta-feira, o Goldman Sachs, que conta com o ex-ministro-adjunto de Durão Barroso, José Luis Arnaut, no seu conselho consultivo internacional, anunciou que, no passado dia 23 de julho vendeu 4,45 milhões de ações do BES, deixando de ter uma participação qualificada, ou seja passou a deter menos de 2% do capital do BES (as compras foram feitas em representação de clientes do Goldman Sachs). Após esta venda, o Goldman Sachs ainda ficou com uma participação no BES, detendo 107,2 milhões de ações do banco, correspondentes a uma posição economica longa de 1,91% do capital do BES.

 

Recorde-se que, no mesmo dia desse anúncio, a CMVM decretou a suspensão da negociação das ações do BES e, com a decisão ontem anunciada pelo Banco de Portugal, serão os acionistas que assumem prioritariamente os prejuízos resultantes do desequilíbrio financeiro do BES.

Esta notícia foi alterada às 18h40, acrescentando informação sobre a representação dos clientes e participação ainda detida pelo Goldman Sachs

 

@DNEconomia

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Cá não há essa coisa da crise.

Daqui a 1 mês rebenta a bolha por ai, estão é atrasados como sempre :mrgreen:

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KPMG avisou Banco de Portugal sobre novo ‘buraco’ no BES

 

 

Supervisor garantiu a 25 de Julho que a almofada do BES era suficiente. Mas três dias antes fora informado sobre novas imparidades.

 

O Banco de Portugal (BdP) garantiu a 25 de Julho, em comunicado, que a almofada de capital do BES era suficiente para acomodar as perdas com créditos problemáticos ao Grupo Espírito Santo (GES). Porém, três dias antes, já a CMVM e o auditor externo KPMG tinham informado o BdP sobre a existência de imparidades adicionais que causariam um novo ‘buraco' de 1,2 mil milhões, que obrigaria o BES a registar os maiores prejuízos de sempre, no primeiro semestre, apurou o Económico.

Segundo fontes ligadas ao processo, a KPMG informou o Banco de Portugal e a CMVM da existência de imparidades adicionais, ainda por quantificar, a 22 de Julho. Os valores preliminares foram apresentados ao BdP no dia 25 e confirmados em duas reuniões que tiveram lugar a 28 de Julho.

 

Ora o BdP assegurou a 25 de Julho, em comunicado, que o BES tinha uma almofada de capital apropriada. E sustenta que só a 30 de Julho soube das imparidades adicionais que levaram às perdas gigantescas de 3,5 mil milhões de euros do BES no semestre.

 

Na semana passada, sob pressão da opinião pública portuguesa e dos ‘media' internacionais, o BdP reagiu com dureza ao anúncio do prejuízo histórico do BES. Em comunicado, o supervisor justificou aquele valor gigantesco com os "factos supervenientes identificados pelo auditor externo apenas na segunda quinzena de Julho". O BdP alega que não é sua missão assegurar a certificação das contas dos bancos e que tal é da responsabilidade dos auditores externos.

 

Além das perdas com os créditos a empresas da família Espírito Santo, na origem dos prejuízos apresentados pelo BES, estão imparidades de 1,2 mil milhões de euros que o banco teve de reconhecer na sequência de um complexo esquema que servia para financiar o GES com dinheiro de clientes do BES, por via de obrigações emitidas e de seguida recompradas pelo banco (ver caixa ao lado).

 

Este esquema foi descoberto pela KPMG a partir de 11 de Julho, dia em que o BES começou a recomprar as obrigações. Face à recusa do BES em identificar as verdadeiras contrapartes daquelas emissões, o auditor externo ameaçou não assinar as contas semestrais. Face a isto, os responsáveis do departamento financeiro do BES (que estiveram anos sob a alçada de Morais Pires, braço-direito de Ricardo Salgado) terão admitido que se tratava de uma forma camuflada de financiar o GES, alegadamente com contornos criminais. A informação foi de seguida transmitida pela KPMG à CMVM e ao BdP, ainda antes do fecho das contas do semestre. E após a comunicação da auditora, também a CMVM abordou o assunto com o BdP, sabe o Diário Económico.

 

Nesta altura, era já claro para todos os intervenientes que os resultados do BES no primeiro semestre seriam fortemente afectados por aquelas imparidades adicionais. Por essa razão, sabe o Diário Económico, o BES adiou a apresentação dos resultados semestrais de 25 para 30 de Julho. A dúvida estava apenas no nível de imparidades que teriam de ser reconhecidas pelo BES, não existindo um consenso entre a KPMG e o BdP. Os auditores reconheceram como imparidade 76% dos 1,5 mil milhões de euros em créditos ao grupo. Já o BdP recomendou aos bancos que têm financiamentos ao GES um provisionamento de 50%.

 

O comunicado do BdP de 25 de Julho foi divulgado no dia seguinte ao da audição do presidente da CMVM, Carlos Tavares, no Parlamento. Na altura, o supervisor da bolsa avisou que os investidores deveriam estar atentos aos resultados que o BES iria divulgar, porque tinha conhecimento dos problemas detectados pela KPMG. "Penso, também, que haverá mais informação para além desta que está, neste momento, no mercado. Creio que há agora um momento crucial, um novo momento importante, que é o da divulgação das contas semestrais do BES e o respectivo relatório dos auditores, porque entretanto penso que houve mais trabalho sobre isso, inclusivamente, por parte dos auditores do banco", disse Carlos Tavares aos deputados. Não foi possível obter esclarecimentos de fontes oficiais da CMVM, KPMG e BdP, até ao fecho da edição.

 

http://economico.sapo.pt/noticias/kpmg-avisou-banco-de-portugal-sobre-novo-buraco-no-bes_199017.html

 

juntar isto à notícia da goldman sachs

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