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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

EU penso que a devolução do cachecol estará relacionada com o poder incitar á violência. Imaginem num jogo, gente com cachecol do Benfica, Porto etc.. não sei, honestamente não me interessa..

 

Btw, o que o antifa sublinhou é importante. Ainda há 1 mês ou o que foi, foi libertado um tipo que esteve preso preventivamente 1 ano e saiu sem acusação sequer!

 

Acho que o código penal devia ser revisto no sentido de suavizar os requisitos da prisão preventiva como está a acontecer em alguns Países. O único requisito deveria de ser o de flagrante delito em alguns crimes. Já viram o que é estar preso sem acusação se são inocentes? Não só deve ser tremendamente mau para a pessoa como vai linchar a sua vida privada no futuro.

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Guest Dpitz

hoje à tarde o exército ucraniano "deixou cair" um projéctil no principal hospital da República Popular de Donetsk. Caiu mesmo numa das entradas e várias dezenas de civis ficaram feridos.

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OCDE concorda com descentralização de competências na educação

 

A OCDE aplaude algumas das medidas que foram ou estão a ser levadas a cabo pelo Governo na área da educação. A descentralização de competências para os municípios é uma delas. O vocacional outra.

 

Medidas de “alta importância”. É desta forma que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) se refere ao aumento da autonomia e à descentralização de competências que estão a ser levadas a cabo ou discutidas no setor da educação em Portugal.

 

“Aumentar a autonomia das escolas e a gestão ao nível subnacional enquanto se otimiza a utilização dos recursos financeiros são também de grande importância”, indica o relatório “Perspetivas das Políticas Educativas para 2015: Concretizar as Reformas”, divulgado esta segunda-feira, na análise aos problemas chave e objetivos para o país.

 

Esta referência surge numa altura em que se está a discutir em Portugal a descentralização de competências do Estado para os municípios em várias áreas, entre elas a da educação. A ideia é em setembro o Governo avançar com projetos-piloto em 10 municípios. Além da gestão dos equipamentos escolares e do pessoal não docente, o governo pretende que as autarquias tenham uma palavra a dizer na gestão dos currículos dos alunos, bem como na construção dos horários escolares e no processo de matrículas, por exemplo. Tudo, sempre, em articulação com os diretores escolares.

 

Já na análise às medidas que afetam os docentes a OCDE considera que “Portugal precisa de continuar a trabalhar na definição mais clara dos percursos profissionais dos professores e dos diretores de escolas, garantindo formação relevante e implementando a reforma do sistema de formação”.

 

Sem novidade, neste estudo são novamente destacados os resultados alcançados por Portugal quanto às taxas de matrícula no pré-escolar das crianças entre os três e os quatro anos, acima da média da OCDE, os elevados números de retenção e abandono escolar e o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos. Segundo a OCDE, esta medida coloca Portugal entre os países com os mais longos períodos de escolaridade obrigatória, o que se apresenta como um desafio para as autoridades nacionais. Contudo, as taxas de conclusão dos níveis secundário e superior ainda têm de ser melhoradas. Por exemplo no que diz respeito ao ensino superior, menos de 30% dos portugueses têm um canudo, abaixo da média da OCDE (39%).

Os investigadores da OCDE deixam ainda alguns comentários ao ensino vocacional, uma das grandes apostas do ministro Nuno Crato. Com esta medida, que reorienta os alunos para um percurso mais profissional e ligado às empresas, o Governo português tem também combatido o insucesso e o abandono escolar.

 

Ao longo deste relatório, a OCDE debruça-se e põe em comparação os 450 programas e medidas postos em prática entre 2008 e 2014 nos 34 países membros, com o objetivo de melhorar os resultados dos alunos, as escolas e a qualidade do ensino. Mas, em comunicado, a organização deixa uma crítica aos vários governos: falta de avaliação. Apenas uma em cada dez medidas foram alvo de avaliação por parte dos respetivos governos.

 

@Observador.pt

 

Sala da comissão do BES provoca urticária a deputados do PSD

 

Dois deputados e dois assessores ganharam alergia na última semana. PSD pede para que se faça uma "limpeza exaustiva" à sala onde decorre a comissão de inquérito ao BES

 

Literalmente. Este é um título que de irónico não tem nada, embora pareça. Dois deputados do PSD e dois assessores ganharam uma alergia na última semana e apontam o dedo à sala da comissão de inquérito ao Banco Espírito Santo (BES).

 

Os deputados têm passado longas horas na sala de inquérito ao BES, a sala 6, onde têm decorrido todas as audições desde novembro e a semana passada dois deputados social-democratas estavam com alergias graves, sendo que um deles chegou a receber assistência médica.

 

A alergia parece, no entanto, só ter atacado os deputados do PSD. Um parlamentar contava ao Observador que uma justificação possível pode ser do ar condicionado que está do lado onde se sentam estes parlamentares e os assessores, uma vez que não há mais espaços que sejam partilhados pelas quatro pessoas.

 

Perante o estado de saúde dos dois deputados e dos dois assessores (que por norma se sentam atrás dos deputados dos respetivos grupos parlamentares), o coordenador dos social-democratas, Carlos Abreu Amorim, terá mesmo escrito uma carta ao presidente da comissão, Fernando Negrão, a pedir para que seja feita uma “limpeza exaustiva”, de acordo com o Jornal de Notícias. O deputado pede não só que seja feita uma limpeza aos filtros do ar condicionado como aos aquecedores.

 

O presidente da comissão de inquérito garantiu na semana passada ao Observador que não seria preciso mudar a sala da comissão, contudo esta tem sido uma sala que já deu que falar. Tudo porque é mais pequena que a sala onde decorrem audições com mais público (a sala 1) e porque para acolher todos os jornalistas tiveram de ser colocadas mais filas de cadeiras na assistência.

 

A comissão de inquérito volta a reunir-se esta terça-feira às 15h para ouvir o presidente da auditora externa PricewaterhouseCoopers, José Pereira Alves, e os deputados do PSD pedem para que sejam garantidas as condições de higiene até lá.

 

@Observador.pt

 

Para quem tem estado a acompanhar a Comissão de Inquérito ao BES/GES, hoje, às 15h, será ouvido o Presidente da PwC.

Editado por Vaart

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hoje à tarde o exército ucraniano "deixou cair" um projéctil no principal hospital da República Popular de Donetsk. Caiu mesmo numa das entradas e várias dezenas de civis ficaram feridos.

A situação está complicada. Vídeo de hoje:

 

 

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Estão a despejar tudo em cima de Donetsk sem fazer distinção entre zonas residenciais ou não.

Por outro lado os separatistas estão cada vez mais perto de começarem o ataque a Mariupol, cidade a Sul ainda sob controlo Ucraniano, fundamental caso o objectivo seja cortar o país em 2 e conseguir um acesso terrestre à Crimeia.

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Estão a despejar tudo em cima de Donetsk sem fazer distinção entre zonas residenciais ou não.

Por outro lado os separatistas estão cada vez mais perto de começarem o ataque a Mariupol, cidade a Sul ainda sob controlo Ucraniano, fundamental caso o objectivo seja cortar o país em 2 e conseguir um acesso terrestre à Crimeia.

São so rumores. O objectivo deles deve passar por ter total controlo sobre o aeroporto (já o têm sob controlo mas ainda restam alguns soldados) e vilas próximas (Peski e Avdeevka).

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Sim, mas são objectivos diferentes, os combates pelo aeroporto são para impedir que o exército ucrâniano tenha uma posição onde possa colocar artilharia que vá atingir Donetsk e para conter o seu previsível ataque com uma linha defensiva mais longe da cidade.

O objectivo de tomar Mariupol é mais no longo prazo, naquilo que será a questão de estabelecer as fronteiras de uma hipotética Novarrussia independente, que tanto se pode manter como está ou então como se apresenta em vários cenários, cortando a Ucrânia a meio pelo rio Denipro, ligando-se à Crimeia ou então o caso mais extremo, capturar todo o sul da Ucrânia e ligar-se à Transnistria, na Moldávia.

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Concordo contigo mas acho que a ofensiva a Mariupol ainda vai demorar.

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PS chama Arnaut à comissão de inquérito ao BES

 

Socialistas querem ouvir o ex-ministro que, segundo o Wall Street Journal, terá sido decisivo no empréstimo de 706 milhões de euros do Goldman Sachs ao BES, a um mês do colapso do banco.

 

O PS quer chamar José Luís Arnaut ao Parlamento para que o ex-ministro Adjunto do primeiro-ministro seja ouvido na comissão de inquérito à gestão do Banco Espírito Santo (BES) e do Grupo Espírito Santo (GES).

 

Através de um requerimento enviado ao presidente da comissão, o social-democrata Fernando Negrão, os deputados socialistas limitam-se a pedir a presença do ex-membro dos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, atualmente membro do Conselho Consultivo Internacional da Goldman Sachs.

 

Isto na sequência de o Wall Street Journal (WSJ) ter noticiado que Arnaut e o partner do Goldman Sachs António Esteves estiveram envolvidos no empréstimo superior a 706 milhões de euros do banco norte-americano ao BES.

 

Segundo uma notícia publicada seguda-feira na edição online do jornal norte-americano que cita fontes ligadas ao processo, o empréstimo de cerca de 706,5 milhões de euros do Goldman Sachs ao BES (a um mês do colapso do banco) "resultou de um esforço concertado" e de "vários meses" envolvendo vários dos mais altos membros da instituição financeira, entre eles Arnaut e António Esteves.

 

O empréstimo que está agora sob análise do Banco de Portugal, que está a tentar desbravar a rede de acordos e ligações do BES na altura do seu colapso, foi aprovado por pelo menos três comités do Goldman Sachs, "compostos por altos executivos do banco" e que foram "designados para avaliar rigorosamente as transações e o potencial para prejudicar a reputação do banco".

 

@DN.pt

 

Depois de ler a notícia só me interrogo sobre uma coisa, como é que o pessoal vai parar à Goldman Sachs?

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O NY Times recusou publicar um cartoon do Charlie Hebdo e convidou a Marine Le Pen a escrever um artigo de opinião no jornal.

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Guest Dpitz

o Juntos Podemos ('tuguês) já tem cisões

aparentemente o Gil Garcia queria apoderar-se daquilo :lol:

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Quem é que já viu o troll do Obama ontem no discurso do Estado da União?

 

 

Resumo discurso Estado da União

 

Obama quer usar a força contra o Estado islâmico e manter a Rússia isolada

 

No discurso do Estado da Nação surgiu um Obama confiante, com uma mensagem de que a crise acabou e que a diplomacia dos EUA tem de ser diferente. Mas a guerra ao terrorismo é para continuar.

 

Um Barack Obama triunfante e desafiante fez durante a noite passada em Washington, já pela madrugada, um dos seus últimos discursos do Estado da Nação perante um Congresso onde o seu partido já não tem maioria, tentando fazer avançar a sua agenda política e ameaçando os republicados com o cenário de veto caso tentem reverter as politicas que fez aprovar nos últimos anos, como é o caso da reforma na imigração.

 

Depois de cinco anos a gerir um país em profunda crise, Barack Obama apresentou-se perante o país (e o mundo que espera todos os anos por este discurso) para apresentar as suas prioridades no próximo ano.

 

Boa parte do seu discurso girou à volta da situação da economia norte-americana, mas desta vez o tom era diferente: “A sombra da crise passou”, declarou triunfante perante o Congresso, que agora tem maioria republicana nas suas duas câmaras. Obama seguiu a lista das suas vitórias, desde o crescimento da economia, a baixa taxa de desemprego (que não seria tão baixa nem antes da crise), o número recorde de pessoas que acabou o ensino secundário, que terminou estudos superiores, que tem agora seguro de saúde, entre outros.

 

Terminada a lista de sucessos, o Presidente dos Estados Unidos lançou uma provocação aos republicanos: “isto são boas notícias, senhores”, disse, olhando para a bancada republicana e provocando alguns risos na sala, como se os republicanos não fossem capazes de reconhecer estas boas notícias.

 

Com o orçamento quase a ser enviado para o Congresso, a parte central do discurso de Obama centrou-se em torno do que chama “middle class economics”, ou, a economia da classe média. Para concretizar os seus planos, que custarão cerca de 235 mil milhões de dólares que deverão ser conseguidos com o aumento de impostos sobre os mais ricos (o que os republicanos estão frontalmente contra), Barack Obama defende a criação de uma baixa médica paga (que não existe atualmente) de sete dias, leis que promovam a igualdade nos salários de homens e mulheres, e cortes nos impostos para a classe média.

 

Outra das provocações de Barack Obama aos republicanos, aconteceu com o salário mínimo, que os republicanos se recusam a aprovar, apesar de em alguns Estados esta medida já ter ido avante: “para todos neste Congresso que se recusam a passar uma lei para garantir o salário mínimo, isto é o que vos tenho a dizer: Se acreditam mesmo que conseguem trabalhar a tempo inteiro e suportar uma família com menos de 15 mil dólares por ano, então experimentem. Se não, então votem para aumentar o salário a milhões de americanos”, disse.

 

Apesar das provocações, os republicanos mantiveram-se impávidos e serenos. O protocolo do Estado da Nação não dá margem para provocações à margem, chegando mesmo a bater palmas ao Presidente dos Estados Unidos quando este disse que queria criar condições para que as grandes empresas se estabelecessem em território norte-americano.

 

Sobre o impasse partidário em Washington, Barack Obama alertou para os riscos de voltar aos impasses do passado, dizendo que o país não se pode dar a esse luxo e que “as políticas vão continuar a funcionar, desde que a política não as bloqueie”, mas também deixou um aviso aos republicanos: “se chegar uma lei à minha secretária que tente reverter alguma destas coisas, eu vou vetá-la”, disse.

 

Fechar o capítulo no Afeganistão

 

Depois de uma cerimónia mais formal para marcar o fim da guerra no Afeganistão no final do ano passado, agora foi a vez de Barack Obama marcar o fim no Congresso e tentar explicar o que considera ser um novo rumo na política externa norte-americana, com base nas lições do passado: “A questão não é se a América vai liderar o mundo, mas como. Quando tomamos decisões precipitadas, reagindo às manchetes em vez de usar as nossas cabeças; quando a primeira resposta a um desafio é enviar as nossas tropas, então arriscamo-nos a ser arrastados para conflitos desnecessários e negligenciar a estratégia necessária para um mundo mais seguro e mais próspero. Isso é que os nossos inimigos querem que nós façamos”, disse.

 

Ainda assim, o Presidente dos EUA quis passar uma mensagem de força, garantindo que os EUA estão ao lado de todos os que combatem o terrorismo no mundo, “desde uma escola no Paquistão às ruas de Paris”, e que o país irá continuar a perseguir os terroristas e a desmantelar as suas redes, e que se “reservam ao direito de agir unilateralmente”, como têm feito desde o 11 de setembro sempre que houver uma ameaça direta aos EUA e aos seus aliados.

 

No Congresso, democratas e republicados uniram-se numa homenagem aos mortos no ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, empunhando lápis amarelos.

 

Usar a força contra o Estado Islâmico

 

Barack Obama defendeu ainda a estratégia que tem sido usada no Iraque e na Síria, no combate ao Estado Islâmico, onde os EUA fazem parte de uma coligação maior e onde tem dado sobretudo apoio a forças locais no terreno. Esta estratégia, diz, “vai levar o seu tempo e requere determinação, mas irá ter sucesso”, pedindo ao Congresso que aprove uma resolução que autorize o uso da força contra o Estado Islâmico, para demonstrar ao mundo a união nos EUA contra o terrorismo.

 

A Rússia está isolada

 

Obama lançou ainda farpas à Rússia. O Presidente dos EUA aproveitou para dizer ao país que está a fazer valer o princípio de que “os países grandes não podem fazer bullying com os pequenos”, opondo-se à “agressão russa” e apoiando a democracia ucraniana.

 

Barack Obama disse que “a Rússia está isolada”, com a economia em crise, enquanto os Estados Unidos estão mais fortes e unidos com os seus aliados, quando há um ano muitos elogiavam a estratégia de Putin.

 

Acabar o embargo com Cuba

 

Depois dos passos sem precedentes dados com o anúncio de negociações para retomar as relações diplomáticas cortadas há quase meio século, Obama foi ao Congresso pedir para acabar com o embargo ao país vizinho, dizendo que a estratégia face a Cuba já passou o prazo de validade há muito.

 

“A nossa mudança em relação à política face a Cuba tem o potencial para acabar um legado de desconfiança no nosso hemisfério, de acabar com desculpas esfarrapadas para manter restrições a Cuba, defender os valores democráticos e estender uma mão amiga ao povo cubano. Este ano, o Congresso deve começar o trabalho para acabar este embargo”, disse.

 

Continuar a negociar com o Irão

 

Barack Obama elogiou ainda os progressos que tem sido feito em relação ao Irão, que levou os dois países a sentarem-se à mesa e conversarem pela primeira vez na última década, ainda que seja apenas para discutir o programa nuclear iraniano e os progressos tardem em transformar-se num acordo.

 

Ainda assim, diz Obama, os EUA têm a possibilidade de até à primavera conseguirem um acordo abrangente que garantiria a segurança do país e dos aliados na região, como é o caso de Israel, evitando mais um conflito no Médio Oriente.

 

“Não há garantias que as negociações vão chegar a bom porto, e eu vou manter todas as opções em aberto para evitar um Irão com capacidade nuclear. Mas aprovar novas sanções neste Congresso vão impedir o sucesso da diplomacia, alienar os EUA dos seus aliados e garantir que o Irão reativa o seu programa nuclear. Não faz sentido. É por isso que irei vetar novas sanções que ameacem reverter este progresso. O povo americano espera que entremos em guerra apenas em último recurso, e eu pretendo manter-me fiel a esse princípio”, disse.

 

Promessa de fechar Guantanamo mantém-se

 

É uma promessa de longa data, mas Barack Obama continua a manter que vai fechar Guantanamo. A população da prisão norte-americana ao largo de Cuba já foi reduzida para metade durante a presidência de Obama, e é agora “tempo para finalizar o trabalho”. “Não vou ceder na minha determinação de a fechar. Nós não somos assim”, disse, sobre uma prisão que reconhece ser muito criticada pela comunidade internacional e que os próprios terroristas usam como desculpa para recrutar.

 

@Observador.

 

Manuel Caldeira Cabral: A política do PS “é só ligeiramente diferente, mas é importante”

 

Conselheiro de António Costa explica, em entrevista, o que distingue a política económica do PS e da direita. Fala de uma nova fase na UE - também com o Syriza. E elogia a "prudência" do líder do PS.

 

“O PS tem feito propostas no sentido de uma enorme moderação” – e o programa eleitoral que está a ser preparado será “rigoroso”. Manuel Caldeira Cabral é um dos 11 economistas que António Costa convocou para lhe prepararem o ‘cimento’ das suas propostas nas legislativas – as perspetivas orçamentais para os próximos anos, que dirão ao líder do PS que margem há para que medidas.

 

Em entrevista a Maria João Avillez, Caldeira Cabral explica o que podem os socialistas fazer de diferente, se e quando chegarem ao Governo. A diferença principal? Centrar as políticas “numa estratégia de consolidação orçamental claríssima a médio prazo, mas que, no curto prazo, assuma que naquele ano “possa haver alguma pequena oscilação no défice”.

 

“É só ligeiramente diferente, nesse aspeto, mas é importante: pode evitar aumentos substanciais de desemprego e pode ter efeito na retoma do investimento”, diz o economista, professor na Universidade do Minho.

 

Uma outra diferença prende-se com a forma como os socialistas encaram a competitividade do país: pela antítese do que entendem ter sido a política da direita, de “desvalorização salarial”. Um exemplo, dado pelo próprio:

 

“É preciso olhar para outros fatores, como a inovação, por exemplo – que teve um corte de despesa muito superior à média. Mas para isso é preciso ter uma visão da competitividade não se faz só pelo corte dos salários. O que eu estou a dizer não é ‘Vamos gastar mais com as universidades ou com estes centros tecnológicos’. O que estou a dizer é ‘vamos dar dinheiro de forma a criar incentivos, a pô-los a trabalhar em conjunto e a produzirem melhores resultados. Isto é pôr o Estado a funcionar melhor. A ideia de que os países que se desenvolveram foi a cortar no Estado contrasta muito com a realidade.”

 

Se o lema do PSD e CDS tem sido “menos Estado, melhor Estado”, Caldeira Cabral propõe outro para o PS — “Melhor Estado sem ser maior Estado”.

 

O atual Governo falhou muito na ideia de menos Estado – não diminuiu. Há uma coisa que se conseguiu: pior Estado. Várias neste momento clara evidência de que várias funções importantes do Estado estão a funcionar pior. “É muito importante olhar para as funções importantes do Estado, principalmente na economia para pôr a funcionar melhor. Pôr a Justiça a funcionar melhor não é obrigatoriamente gastar o dobro, pode passar por alguns gastos adicionais no curto prazo em coisas que melhorem a eficiência.” E vem outro exemplo:

 

“Em vez de andar a cortar nas universidades, se se der maiores incentivos a que trabalhem mais com as empresas e, com isso, consigam um melhor aproveitamento dos fundos comunitários”, tanto melhor.

 

A crítica vem de seguida: o Governo atual não conseguiu reduzir o Estado – e prejudicou o funcionamento de áreas centrais, como a Educação e Saúde.

 

A ajudar? Petróleo, euro e… os ventos da UE

 

Mas a margem é curta, assume o economista, que semana após semana se tem juntado ao grupo de apoio a Costa. E haverá muitas decisões difíceis para tomar. “Tem que se fazer um estudo sério e uma progressiva retirada sobretudo das medidas extraordinárias, mas isso tem que ser feito com conta, peso e medida, e em paralelo com outras questões” – como o nível da reposição dos salários da função pública. Todas essas medidas têm, “de ser ponderadas em conjunto e depois enquadradas em qual é o crescimento económico” estimado para a legislatura seguinte.

 

E que expectativas tem o PS sobre esse crescimento? Caldeira Cabral assinala os fatores que vê como positivos:

 

“A perspetiva de descida do petróleo pode dar condições favoráveis, a de desvalorização da moeda única também é bastante interessante. A perspetiva europeia de interpretação flexível do Tratado Orçamental pode dar uma margem – uma margenzinha”.

 

Será suficiente, essa margem, para uma inversão da estratégia do país? Não são margens muito grandes, “deve haver cuidado e contenção”, diz Caldeira Cabral, acentuando que não tem visto sinais em Costa de otimismo exagerado. “Não o ouvi fazer promessa de que vai aumentar aqui, fazer ali. Ninguém no PS tem feito isso”. Mas essa abordagem é a que, acredita, “está mais no que é o quadro da União Europeia hoje em dia”. E mesmo sendo marginal, essa “margem pode fazer muita diferença”.

 

Agora, no PS, é tempo de preparar “documentos”, para trabalho interno. O deadline é a última semana de maio, para quando Costa pré-agendou a conferência onde apresentará o seu programa.

 

Até lá, muita coisa pode mudar. Começando este domingo, com as eleições na Grécia. Caldeira Cabral tem expectativas moderadas quando ao desfecho:

 

“O Syriza é um partido muito radical em termos de discurso. Na prática vai ter que mudar algumas coisas. Frequentemente o que acontece é alguma coisa no meio das duas”: entre o ‘muda tudo’ e o ‘não muda nada’. Também é falsa a ideia de que se ganhar o Syriza não muda nada, como já se vê pela reação das instituições europeias – a acomodarem a ideia de que fazer uma conferência sobre a dívida passou a ser aceitável.”

 

Mas acredita o economista que já há uma inversão do rumo europeu? “Pelo menos declarações mais soft”. Mas também pelo plano de investimento anunciado pela Comissão e pela atuação do BCE. Depois da Grécia, as instituições europeias “vão acomodar em parte o Syriza, trazer o Syriza para posições mais moderadas”. Uma vitória deste partido “vai dizer aos países europeus de que uma linha dura pode gerar posições radicais”. E outras podem seguir-se, insiste, desde logo em Espanha e no Reino Unido, “onde o risco de saída da UE é muito grande” se houver referendo.

 

Do lado contrário, a evolução também será notada, espera o economista: a eleição na Grécia “também pode demonstrar que estas propostas quando chegam ao poder têm que ter uma base muito mais realista” – o que “pode trazer algum desalento”.

 

Mas a Europa já tirou lições a crise, conclui Caldeira Cabral. “A consolidação devia ter sido feita com uma política moderadamente expansionista nos países que tinham margem. A austeridade toda ao mesmo tempo em todos os países deu resultados muito moderados. A Grécia em 2010 estava com um problema e a UE, com a ideia do risco moral, disse na altura que era para punir severamente a Grécia. A solução que se impôs foi de um acerto de contas muito violento, que atirou a economia para uma enorme recessão – não deixando que as contas ajustarem-se”.

 

A Grécia não tinha de fazer um ajustamento? “Sim, não está em causa”. Mas “tinha de ter havido um perdão imediato ou, pelo menos, um parquear da dívida e uma intervenção que, hoje, o BCE está disposto a fazer – mas na altura não estava”.

 

@Observador.pt

 

75 momentos fotográficos da crise grega: http://observador.pt/especiais/cronica-de-uma-tragedia-moderna/

Editado por Vaart

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Portugal vai antecipar reembolso ao FMI

 

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje no parlamento que Portugal vai proceder ao pagamento antecipado do empréstimo contraído ao Fundo Monetário Internacional (FMI) durante o resgate financeiro do país.

 

A governante, que está hoje a ser ouvida na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, disse que o Estado acumulou "um montante de reservas de liquidez muito significativo" que permite "enfrentar com muita tranquilidade" eventuais dificuldades futuras.

 

Por isso, e tendo em conta aquilo que Maria Luís Albuquerque disse ser uma "situação de normalização do acesso ao mercado", Portugal "está em condições e vai iniciar os procedimentos necessários para o reembolso antecipado ao FMI".

 

De acordo com o calendário de amortizações de dívida direta do Estado do IGCP -- Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, Portugal começa a reembolsar o montante emprestado pelo FMI em 2015, estando prevista a amortização de 500 milhões de euros do envelope financeiro total de 26,91 mil milhões de euros concedido pelo Fundo.

 

@SICNoticias.sapo.pt

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O discurso do Obama foi de congratulação. E a verdade é que internamente tem muito com que se congratular.

Já externamente a conversa é outra...

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O discurso do Obama foi de congratulação. E a verdade é que internamente tem muito com que se congratular.

Já externamente a conversa é outra...

 

Exato. Mas penso que externamente continua a ser melhor que os antecessores. Não se meteu em loucuras de invasões, iniciou um processo de normalização de relações com Cuba, está a contribuir para o isolamento económico da Rússia, creio que vai fechar ainda guantanamo. É claro que cometeu erros, ma acho que não é a desilusão que muitos dizem.

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O gajo a falar da fiscalidade verde e saca um Lego verde. :lol: Muito bom!

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Vinha ver se alguém já tinha posto isto. Parti-me a rir, mas foi uma excelente ideia.

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