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Red Prince

Tommy, Kiko, Hercules e Leo considerados chimpanzés e não pessoas

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Tommy, Kiko, Hercules e Leo considerados chimpanzés e não pessoas

 

Tribunais dos Estados Unidos recusaram o estatuto de pessoa a quatro chimpanzés mantidos em cativeiro. Processos tinham sido entregues na semana passada.

Os chimpanzés e os humanos partilham 99% do genoma DR

 

Os juízes decidiram: Tommy, Kiko, Hercules e Leo, mantidos em cativeiro nos Estados Unidos, não são pessoas – são chimpanzés. Por isso, os juízes consideraram que não se aplicava o pedido de habeas corpus para os quatro chimpanzés, figura jurídica que procura assegurar que uma pessoa detida ilegalmente seja libertada, apresentado na semana passada por um grupo de defesa dos animais.

 

Todos estes chimpanzés estão no estado de Nova Iorque. Tommy vive numa jaula em Gloversville, segundo o grupo de defesa dos animais Nonhuman Rights Project. Nos Estados Unidos, ao contrário do que acontece em Portugal, as pessoas podem ter chimpanzés em casa como animais de estimação. Também Kiko tem um dono particular, na zona das cataratas do Niagara. E Hercules e Leo pertencem a um laboratório de investigação da Universidade de Stony Brook, onde são utilizados em estudos sobre a locomoção e as origens do bipedismo nos humanos.

 

O Nonhuman Rights Project defendia que estes chimpanzés – os primeiros de várias acções legais que tenciona apresentar noutros estados norte-americanos, numa campanha a nível nacional – fossem libertados do seu cativeiro e que fossem viver para um dos santuários da North American Primate Sanctuary Alliance.

 

Para serem libertados, o grupo norte-americano entregou um pedido de habeas corpus, o que implicaria considerar os quatro chimpanzés como pessoas em termos legais e, assim, com direito à liberdade. Para um animal não humano, o pedido de habeas corpus é inédito.

 

Mas o juiz Gerard Asher, do Supremo Tribunal de Justiça do Condado de Suffolk, não necessitou de ouvir os advogados do Nonhuman Rights Project para chegar a uma decisão sobre os chimpanzés da Universidade de Stony Brook, segundo noticia o site da revista Science: não se qualificam para o habeas corpus porque não são “pessoas”.

 

Todos humanos, eles e nós?

Os outros juízes ouviram os argumentos dos advogados do grupo de defesa dos animais, mas não ficaram convencidos. “Como gosto muito de animais, aprecio o vosso trabalho”, disse o juiz Joseph Sise, do Supremo Tribunal de Justiça do Condado de Fulton, que apreciou o caso do chimpanzé Tommy. Apesar de dizer que o Nonhuman Rights Project apresentou “argumentos muito fortes”, também não concorda com a aplicação da figura do habeas corpus a chimpanzés. Por fim, Ralph Boniello, do Supremo Tribunal de Justiça do Condado do Niagara, que apreciou o caso de Kiko, declarou que não queria ser o primeiro “a dar esse salto de fé”, igualando chimpanzés a seres humanos.

 

Para a directora do Nonhuman Rights Project, Natalie Prosin, este resultado não foi inesperado e o grupo está agora a preparar os pedidos de recurso: “Estamos agradavelmente surpreendidos pelo respeito dos juízes, especialmente os dois que nos permitiram as audiências orais”, disse Natalie Prosin ao site da Science. “Agora temos algo que podemos usar nos pedidos de recurso.”

 

Esta não foi a primeira vez que foi pedida – e negada – a aplicação do estatuto de pessoa a chimpanzés. Em 2007, uma professora de inglês em Viena, a britânica Paula Stibbe, começou por apresentar um pedido semelhante para Hiasl, um chimpanzé que vivia num santuário que faliu, em Voesendorf, na Áustria.

 

A britânica queria ser tutora legal de Hiasl, mas a juíza que apreciou o caso rejeitou essa pretensão, dizendo que só se pode ser tutor de uma pessoa e que considerar alguém como tutor de um chimpanzé poderia criar a ideia de que os animais têm o mesmo estatuto legal dos humanos. O caso não ficou por aí. E, para garantir a guarda do chimpanzé, a Associação contra as Fábricas de Animais, de Viena, levou o caso ao Supremo Tribunal de Justiça da Áustria – que, em 2008, decidiu que Hiasl não era uma pessoa.

 

Para lá do debate de os chimpanzés serem ou não considerados legalmente pessoas, entre a comunidade científica tem havido propostas para os classificar com novos nomes científicos, incluindo-os dentro do mesmo género a que nós próprios pertencemos. Afinal, chimpanzés e humanos partilham 99% do genoma. Assim, os chimpanzés, Pan troglodytes, passariam a pertencer género Homo, ou seja, seriam considerados biologicamente humanos. Enquanto eles seriam Homo troglodytes, nós continuaríamos como Homo sapiens. A mesma regra aplicar-se-ia aos bonobos (Pan paniscus), também conhecidos como chimpanzés-pigmeus.

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Uma noticia a dizer que juízes decidiram que chimpanzés são chimpanzés.... há com cada deficiente que até dá pena...

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E eis que de repente se abre todo um novo universo de oportunidades para os trogloditas e os paniscas!!!!

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A culpa é da associação de defesa dos animais que teve a brilhante ideia de entrar com um pedido de habeas corpus para os 4 chimpanzés. Os juízes não tiveram outro remédio senão deliberar.

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quando li a mensagem pensei que se tratava do Leo ex-benfas e outro jogadores da bola...

 

Só são da nossa espécie se puderem fazer germinar a nossa sementinha

 

que comentário maravilhoso..

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Discordo, está incompleto pois esqueci-me da parte do vice-versa

 

This is what beeing a 12 year old is all about...

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This is what beeing a 12 year old is all about...

 

Então publica aí na National Geographic cuja redacção concerteza diriges o derradeiro estudo que prova que chimpanzés = humanos

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epá ó perdigas ainda não chega disso? Não queres comentar a notícia, fazes como tantos users fazem: passam aqui, dão uma vista de olhos e fazem marcha-atrás. Agora sistematicamente mandar esses "random posts" já enjoa um bocado. Just saying...

 

 

 

Quanto à notícia, única decisão lógica. Mesmo partilhando 99% do ADN, o percentual remanescente, faz uma diferença do crl. Completamente ilógico entrar, sequer, com um pedido desses em tribunal, mas na 'Murica vale tudo...

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Então publica aí na National Geographic cuja redacção concerteza diriges o derradeiro estudo que prova que chimpanzés = humanos

*com certeza

 

Isso não é o que está em causa nos teus comentários. Mesmo que chimpanzés e seres humanos se conseguissem reproduzir entre si, isso não seria razão suficiente para considerar os dois da mesma espécie. Tens o exemplo do leão e tigre, ambas as espécies são capazes de produzir híbridos entre si, mas é algo apenas conseguido em cativeiro, ou seja, não se verifica na Natureza. Este último aspeto é um fator fundamental quando se tenta diferenciar espécies baseando-se nas suas capacidades reprodutivas.

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*com certeza

 

Isso não é o que está em causa nos teus comentários. Mesmo que chimpanzés e seres humanos se conseguissem reproduzir entre si, isso não seria razão suficiente para considerar os dois da mesma espécie. Tens o exemplo do leão e tigre, ambas as espécies são capazes de produzir híbridos entre si, mas é algo apenas conseguido em cativeiro, ou seja, não se verifica na Natureza. Este último aspeto é um fator fundamental quando se tenta diferenciar espécies baseando-se nas suas capacidades reprodutivas.

 

Já agora podias ter falado na vírgula que faltou ali no meio para separar as orações, mas prontos

 

É verdade. Sendo assim, o que define uma espécie? Eu tive geometria em vez de biologia no secundário

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Já agora podias ter falado na vírgula que faltou ali no meio para separar as orações, mas prontos

 

É verdade. Sendo assim, o que define uma espécie? Eu tive geometria em vez de biologia no secundário

Não há uma definição universal ou 100% certa. Seja como for, uma espécie tem de produzir descendência fértil.

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A variedade de seres vivos existentes dificulta uma resposta universal, mas a capacidade de organismos se reproduzirem entre si, livremente, em condições naturais é uma definição que, em regra geral, funciona.

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*com certeza

 

Isso não é o que está em causa nos teus comentários. Mesmo que chimpanzés e seres humanos se conseguissem reproduzir entre si, isso não seria razão suficiente para considerar os dois da mesma espécie. Tens o exemplo do leão e tigre, ambas as espécies são capazes de produzir híbridos entre si, mas é algo apenas conseguido em cativeiro, ou seja, não se verifica na Natureza. Este último aspeto é um fator fundamental quando se tenta diferenciar espécies baseando-se nas suas capacidades reprodutivas.

 

wtf? Nem sabia :blink:

 

Tem video, artigo sobre isso? Fiquei curioso agora...

Editado por totch

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O facto de se considerar esse pressuposto na definição de espécie tem a ver com o facto de que, na Natureza, as espécies terem um "instinto" para não acasalar com outra espécie que não a sua. Atenção que isto é o caso mais normal, mas há N exemplos de casos em que cruzamentos interespecíficos acontecem naturalmente - normalmente em espécies aparentadas.

 

Outro caso super conhecido é o da mula, que resulta do cruzamento de um burro com uma égua (sendo as mulas inférteis).

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