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Ricardo Salgado detido

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Ricardo Salgado foi detido esta manhã na sua casa, no Estoril, e vai ser ouvido em Tribunal, a partir das 10h00, no âmbito da Operação Monte Branco.

 

O antigo presidente executivo do BES foi esta manhã detido na casa onde reside, no Estoril, numa operação desencadeada pelo Ministério Público com o apoio de inspectores tributários e liderada pelo juiz Carlos Alexandre, de acordo com o Correio da Manhã.

 

A detenção foi levada a cabo no âmbito do envolvimento do ex-banqueiro na chamada Operação Monte Branco, adianta o mesmo jornal.

 

O Económico confirmou junto do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa que Ricardo Salgado será ouvido em "primeiro interrogatório" a partir das 10h00 desta quinta-feira.

 

A operação Monte Branco, recorde-se, está relacionada com um alegado esquema de fuga ao fisco e branqueamento de capitais através da Akoya, sociedade suíça de gestão de fortunas detida por dois dos arguidos neste processo, Michel Canals e Nicolas Figueiredo, antigos quadros do banco suíço UBS, além de Álvaro Sobrinho, presidente não executivo do BES Angola.

 

Segundo o Ministério Público, , em causa está um conjunto de movimentos financeiros, ocorridos entre 2006 e 2012, realizados no quadro de um esquema de ocultação da origem dos fundos e da sua conversão em numerário, abrangendo montantes, na totalidade, "superiores a 30 milhões de euros".

 

O caso começou a ser investigado tendo por base factos identificados na investigação do caso BPN e factos descobertos por via da prevenção do branqueamento de capitais. Trata-se de uma investigação do circuito financeiro entre gestores de fortunas suíços e centenas de clientes portugueses, e a utilização de contas do suspeito Francisco Franco Canas, em particular junto do BPN IFI.

 

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a investigar o processo 'Monte Branco' desde Junho de 2011, um caso de fraude fiscal e branqueamento de capitais que já levou à detenção, em Maio, de quatro banqueiros portugueses e suíços.

 

O caso começou a ser investigado tendo por base factos identificados na investigação do caso BPN e factos descobertos por via da prevenção do branqueamento de capitais. Trata-se de uma investigação do circuito financeiro entre gestores de fortunas suíços e os seus clientes portugueses, e a utilização de contas do suspeito Francisco Franco Canas, em particular junto do BPN IFI. Teve por base factos identificados na investigação do caso BPN e factos descobertos por via da prevenção do branqueamento de capitais.

 

No processo, foram identificados fluxos financeiros, desde 2006, já com utilização da conta BPN IFI que atingem cerca de 200 milhões de euros. Várias personalidades da vida política, económica e desportiva portuguesa já foram ouvidos, citados e apanhados nas malhas do processo 'Monte Branco' que é considerado o maior caso de fraude fiscal e branqueamento de capitais de sempre em Portugal.

 

O presidente executivo do BES foi ouvido no final de 2012 no DCIAP no âmbito da operação que investiga um conjunto de movimentos financeiros ocorridos entre 2006 e 2012, por suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal. Num despacho, a PGR disse já que Ricardo Salgado não é suspeito, nem havia indícios à data para lhe imputar prática de ilícito fiscal. Na altura, quanto às notícias sobre a sua adesão ao programa RERT (regularização de capitais no estrangeiro) e rectificações da declaração de rendimentos, o presidente executivo do BES falou pela primeira vez do assunto, deixando uma garantia: "Nunca fugi aos impostos nem sou suspeito disso ou de qualquer outra coisa".

 

Ricardo Salgado nunca deu explicações públicas sobre as transferências feitas pelo construtor José Guilherme para a Savoices, a sua sociedade offshore. Nem perante a família esclareceu a razão destes rendimentos, que não foram de 8,5 milhões de euros [montante avançado na altura], mas sim 14 milhões. Este dinheiro foi a razão por que teve de corrigir a sua declaração de IRS de 2011, e que o obrigaram a aderir ao RERT, em 2012.

 

O então presidente do BES teve de dar explicações ao Banco de Portugal e ao DCIAP. Terá dado a simples explicação: foi uma oferta em dinheiro de um construtor agradecido pelos conselhos do banqueiro e é um ato com enquadramento jurídico e nome ("liberalidade"), explicou no livro "O Último Banqueiro", da autoria das jornalistas Maria João Gago e Maria João Babo.

 

Três anos depois, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) continua no terreno com a "Operação Monte Branco", que também já deu origem, no âmbito de escutas efectuadas, a um outro inquérito para investigar as privatizações da EDP e da REN. Em causa está a conduta de alguns assessores financeiros do Estado que conduziram o processo, sob os quais recaem suspeitas de tráfico de influências, abuso de informação e ganhos ilícitos. Em causa está a investigação sobre o processo de venda em 2008 de acções da EDP, transacção que envolveu o BES Vida e em que há suspeitas de crimes contra o mercado. O BESI foi uma das entidades que montou a operação de entrada em bolsa da EDP Renováveis. Entre os arguidos contam-se José Maria Ricciardi e Amílcal Morais Pires.

 

Já na semana passada, a Procuradoria-Geral da República anunciou hoje que abriu vários inquéritos relacionados com a crise no Banco Espírito Santo (BES), tendo começado a investigar o caso antes da divulgação das notícias das últimas semanas.

 

"Existem inquéritos em curso relacionados com esta matéria e que são até anteriores às notícias das últimas semanas", disse ao Económico fonte oficial da PGR. De acordo com a mesma fonte, o Ministério Público está a acompanhar "a situação, coligindo, desde a primeira hora, todos os elementos que têm vindo a público e analisando a eventual relevância penal dos mesmos".

 

Escusando-se a avançar mais pormenores sobre as investigações em curso, a mesma fonte da PGR referiu que "o Ministério Público tem levado a cabo todas as diligências que se mostram pertinentes à descoberta da verdade e não deixará de continuar a fazê-lo". Adiantou ainda que o DCIAP vem mantendo contactos com as entidades reguladoras [Comissão de Mercado

de Valores Mobiliários e Banco de Portugal], não tendo, até ao momento, recebido quaisquer denúncias de particulares que se considerem lesados"

 

Nas últimas semanas, foram sendo tornados públicos vários problemas em empresas da área não financeira do GES, que têm levantado receios de contágio ao BES, cuja gestão acabou de mudar de mãos. O novo presidente executivo do BES, Vítor Bento, que substituiu o líder histórico Ricardo Salgado, disse na semana passada - no dia em que entrou em funções -que a prioridade no banco é "reconquistar a confiança dos mercados" e pôr fim à especulação.

 

O Banco de Portugal já veio várias vezes a público garantir a solidez financeira do BES, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, também já tranquilizou os depositantes do banco.

@Economico

Editado por depina

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Um caso que remonta a 2006, um dos envolvidos é detido em 2014, após sair da comissão executiva do Banco Espírito Santo.

 

Como disse no outro tópico, alguém deu com a língua nos dentes.

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é bom rapaz! aliás cá em Portugal é tudo bons rapazes, nunca ninguém vai preso. As cadeias estão cheias é de desgraçados que por uma razão ou outra acabaram no tráfico de droga, um ladrãozeco ou outro, e malta que conduziu muito bêbado. Ah, e é tudo da classe baixa. Os que roubam milhões, esses são sempre bons rapazes e nunca ninguém vai preso.

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é bom rapaz! aliás cá em Portugal é tudo bons rapazes, nunca ninguém vai preso. As cadeias estão cheias é de desgraçados que por uma razão ou outra acabaram no tráfico de droga, um ladrãozeco ou outro, e malta que conduziu muito bêbado. Ah, e é tudo da classe baixa. Os que roubam milhões, esses são sempre bons rapazes e nunca ninguém vai preso.

Milhões não se roubam, desviam-se

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Um caso que remonta a 2006, um dos envolvidos é detido em 2014, após sair da comissão executiva do Banco Espírito Santo.

 

Como disse no outro tópico, alguém deu com a língua nos dentes.

 

É o que dá já não ser o dono disto tudo.

 

Provavelmente alguém com mais poder e dinheiro que ele ficou a arder.

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hmm... devem ter apanhado o gajo errado. O Ricardo Salgado vive em Cascais e não no Estoril.

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Não deixa de ser curioso que isto aconteça logo depois da sua saída do BES.

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Não deixa de ser curioso que isto aconteça logo depois da sua saída do BES.

 

Tem tanto de curioso como de esperado. Só estavam à espera que ele saísse do BES (coisa que já anda a ser falada ao tempo...), para o encavarem.

Editado por Oblivion

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Não deixa de ser curioso que isto aconteça logo depois da sua saída do BES.

 

Por algum motivo o Vieira não sai do Benfica, porque quando sair!!!!!!!!! :mrgreen:

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Tem tanto de curioso como de esperado. Só estavam à espera que ele saísse do BES (coisa que já anda a ser falada ao tempo...), para o encavarem.

 

Pois, com a crise que andava/anda, nomeadamente nos bancos, não quiseram contribuir mais para a instabilidade, agora que já há instabilidade no BES e ele já saiu não têm mais motivos para não o chamar.

 

Por algum motivo o Vieira não sai do Benfica, porque quando sair!!!!!!!!! :mrgreen:

 

Se calhar estás a brincar, mas aquelas "manobras" que ele fez nas últimas eleições cheiraram a medo... medo que lhe aconteça o mesmo que ao Vale Azevedo que só quando saiu do Benfica é que foi preso!!

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é bom rapaz! aliás cá em Portugal é tudo bons rapazes, nunca ninguém vai preso. As cadeias estão cheias é de desgraçados que por uma razão ou outra acabaram no tráfico de droga, um ladrãozeco ou outro, e malta que conduziu muito bêbado. Ah, e é tudo da classe baixa. Os que roubam milhões, esses são sempre bons rapazes e nunca ninguém vai preso.

ah, mas agora ter razões para andar no tráfico de droga e para conduzir muito bêbado e correr o risco de causar acidentes gravíssimos dá desculpas para não ir preso? TIL.

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ah, mas agora ter razões para andar no tráfico de droga e para conduzir muito bêbado e correr o risco de causar acidentes gravíssimos dá desculpas para não ir preso? TIL.

Não. Mas SÓ prender essa gente e deixar criminosos de colarinho branco SISTEMATICAMENTE fora da cadeia, é desigualdade intolerável. Hoje, de facto, temos um sistema judicial para ricos e outro para pobres.

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Se calhar estás a brincar, mas aquelas "manobras" que ele fez nas últimas eleições cheiraram a medo... medo que lhe aconteça o mesmo que ao Vale Azevedo que só quando saiu do Benfica é que foi preso!!

 

Foi um misto de brincadeira com algo que até penso que é bastante provável acontecer

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A lista de benfiquistas notáveis do Benfica é tudo gente da PJ e o crl. Só mesmo quando ele sair é que lhe caem em cima e mesmo é assim é porque é a lei que o obriga, senão éramos todos amigos na mesma.

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Parece que alguns clientes milionários do Salgado não estão muito contentes com o facto de ele não conseguir pagar a muitos deles. Tanto que o Salgado já se pôs a pau e já se rodeou de seguranças ex mossad.

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Citação do jornal "A Bola" online

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CMVM suspende negociação das ações do BESRedação

A Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM) decidiu suspender, esta sexta-feira, a negociação das ações do Banco Espírito Santo (BES). A suspensão vigora até divulgação de informação relevante.

Hoje, as ações do BES voltaram a registar mínimos históricos. Valem agora apenas 0,12 euros.

A quebra do valor das ações agravou-se ainda mais esta tarde, depois da notícia de que o Goldman Sachs deixou ter uma participação qualificada no capital da instituição bancária.
Editado por Harvey Spector

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