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Daniel Ferreira

Volta a Portugal 2014

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Rui Sousa :prayer:

 

Em relação à volta, ganhou isto o melhor no contra-relógio que se conseguiu aguentar na montanha, pois parto do princípio que no próximo CR vai aumentar a vantagem para a concorrência. É sempre assim em todas as edições? Já não via há uns anos.

Editado por Enzo Dios Perez

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O Délio ia na roda do Rui Sousa há 10 kms e estava 30 segundos à frente dele na classificação geral; é melhor contrarrelogista e muito provavelmente iria mais fresco para vencer também a etapa. Com esta estratégia não só perderam a etapa, como a vantagem para o Rui Sousa é menor do que seria em relação ao Délio se o tivessem deixado ir sossegado. E fariam, muito certamente, 1º e 2º na Volta.

 

Há coisas que não percebo.

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Uma bela etapa e grande Rui, merecido.

 

E aquela oops só mesmo na Volta haha ficar completamente parado, não havia necessidade nenhuma de o Délio parar, acho que foi mais medo do Veloso perder a volta para o companheiro. Depois do trabalho que o Delio tem feito ficava bem uma vitoria de etapa, mas pronto, parabéns ao Veloso.

 

E muito bem o Sandro Pinto e o Brandão

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Isto fez-me lembrar o Froome no ano do Wiggins.

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Rui Sousa :prayer:

 

Em relação à volta, ganhou isto o melhor no contra-relógio que se conseguiu aguentar na montanha, pois parto do princípio que no próximo CR vai aumentar a vantagem para a concorrência. É sempre assim em todas as edições? Já não via há uns anos.

 

Sim. E continuará a ser enquanto meterem tantos kms de contrarrelógio como de chegadas em alto.

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Rui Sousa :prayer:

 

Em relação à volta, ganhou isto o melhor no contra-relógio que se conseguiu aguentar na montanha, pois parto do princípio que no próximo CR vai aumentar a vantagem para a concorrência. É sempre assim em todas as edições? Já não via há uns anos.

no ano passado foi assim. Nas vitórias do Blanco ou do Mestre não.

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no ano passado foi assim. Nas vitórias do Blanco ou do Mestre não.

 

Não concordo nada, pah. A do Mestre, então, foi ganha no contrarrelógio, que até foi disputado antes da Serra da Estrela onde a Tavira se limitou a gerir a corrida. As do Blanco ainda vá que não vá, mas mesmo assim as diferenças eram feitas no contrarrelógio e na montanha ele limitava-se a gerir os adversários.

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Um :prayer: ao Sandro Pinto pelo que está a fazer no seu 1º ano na Volta.

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Não concordo nada, pah. A do Mestre, então, foi ganha no contrarrelógio, que até foi disputado antes da Serra da Estrela onde a Tavira se limitou a gerir a corrida. As do Blanco ainda vá que não vá, mas mesmo assim as diferenças eram feitas no contrarrelógio e na montanha ele limitava-se a gerir os adversários.

O Blanco só uma vez não ganhou na Torre. Sabes quantos CRI's ganhou na volta? 0

Ele mostrou sempre ser o mais forte em todos os terrenos. Ganhava tempo aos contra-relogistas na montanha e aos trepadores nos CRI's, mas vendo bem as coisas era mais as vezes que ganhava tempo a todos a subir do que nos CRI's.

 

A aposta foi no Ricardo Mestre e o adversário era o Brôcon na Torre o Brôco, à sua maneira, broncou e perdeu uns 2 minutos para os outros. O único gajo que fez frente ao Mestre foi o Cardoso e só lhe ganhou um par de segundos na Torre.

 

mas yah, o problema da volta é que tem subidas muito grandes para os contra-relogistas (Sabido) e cri's muito grandes para os trepadores (Rui Sousa).

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O Blanco só uma vez não ganhou na Torre. Sabes quantos CRI's ganhou na volta? 0

Ele mostrou sempre ser o mais forte em todos os terrenos. Ganhava tempo aos contra-relogistas na montanha e aos trepadores nos CRI's, mas vendo bem as coisas era mais as vezes que ganhava tempo a todos a subir do que nos CRI's.

 

A aposta foi no Ricardo Mestre e o adversário era o Brôcon na Torre o Brôco, à sua maneira, broncou e perdeu uns 2 minutos para os outros. O único gajo que fez frente ao Mestre foi o Cardoso e só lhe ganhou um par de segundos na Torre.

 

mas yah, o problema da volta é que tem subidas muito grandes para os contra-relogistas (Sabido) e cri's muito grandes para os trepadores (Rui Sousa).

 

Isso não é grande indicador. Ele na montanha não fazia diferenças; era nos CRI que a cavava para os trepadores. Tudo certo, eventualmente venceria mesmo sem eles, mas a grande diferença era feita no crono. Se o Blanco tivesse as características do Laddomada até poderia vencer todas as etapas em alto...

 

Onde eu quero chegar é que nesta Volta tens de ser contrarrelogista para vencer. Até podes ser mais forte na montanha ou, pelo menos, não perder tempo lá, mas se não fores forte naquela especialidade estás lixado. Basta ver a lista de vencedores, o último trepador a ganhar foi o Nuno Ribeiro em 2003.

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Isso não é grande indicador. Ele na montanha não fazia diferenças; era nos CRI que a cavava para os trepadores. Tudo certo, eventualmente venceria mesmo sem eles, mas a grande diferença era feita no crono. Se o Blanco tivesse as características do Laddomada até poderia vencer todas as etapas em alto...

 

Onde eu quero chegar é que nesta Volta tens de ser contrarrelogista para vencer. Até podes ser mais forte na montanha ou, pelo menos, não perder tempo lá, mas se não fores forte naquela especialidade estás lixado. Basta ver a lista de vencedores, o último trepador a ganhar foi o Nuno Ribeiro em 2003.

 

aí é que te enganas, fazia as diferenças que tinha que fazer para ganhar.

E isso dos trepadores é em quase todas as voltas, se não se aguentam no CRI's não ganham nada. O último que se pode dizer que era trepador e ganhou alguma coisa foi o Schleck ou o Quintana. Gajos como o Ladomada o máximo que podem ambicionar é ganhar algumas etapas de montanha, as diferenças que fazem nunca são suficientes para se aguentarem no CRI.

Basicamente é ganham subir e aguentam nos CRI's ou então aguentam a subir e ganham nos CRI's.

 

É pá, e se as subidas fizessem tão pouca diferença o Cândido Barbosa tinha uma volta no bolso e o Gamito teria umas 3 ou 4.

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Barroselas :prayer: Rui Sousa e Sandro Pinto muito bem :prayer: Tenho pena pelo Rui, deve ser o ciclista da história da volta com mais top3 sem nunca ter vencido a prova.

 

Hernâni Broco voltou a chorar na Torre

PORTUGUÊS FOI UM DOS QUE TENTOU MEXER NA CORRIDA

 

A Torre voltou a fazer chorar Hernâni Broco (Louletano-Dunas Douradas), que tentou de longe, mas acabou afundado na classificação geral individual da 76.ª Volta a Portugal em bicicleta. Cortada a meta, Broco, que andou em fuga vários quilómetros, deixou a emoção apoderar-se de si e voltou a chorar no sítio onde, em 2010, se desfez em lágrimas na frente de um grupo reduzido de jornalistas, ao recordar os tempos difíceis na Liberty Seguros (terá sido excluído da extinta equipa em duas seleções para a Volta a Portugal por ter recusado dopar-se).

 

"Tentei mexer na corrida, saio de consciência tranquila", salientou à Agência Lusa. De lágrimas no rosto, o ciclista de Torres Vedras explicou que foi "corajoso" ao atacar de longe: "Fui o único a tentar fazer a diferença. As equipas mais fortes não colaboraram, não sei porquê. Fico triste".

 

Depois de agradecer ao colega de equipa Micael Isidoro, "um verdadeiro companheiro", que andou com ele na fuga, Broco reconheceu a derrota. Outra coisa não seria de esperar diante do 12.º posto da geral, a 5.30 minutos do líder Gustavo Veloso (OFM-Quinta da Lixa).

 

De referir que Broco ficou em 19.º na etapa, a 4.58 de Rui Sousa, caindo para 12.º na classificação geral, a 5.30 do camisola amarela Gustavo Veloso.

 

in Record

 

Hernani Broco a ser Hernani Broco :lol:

Editado por M. Porter

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Vitor Gamito

Etapa rainha da Volta a Portugal - Serra da Estrela

 

Ansiada por uma dúzia de ciclistas do pelotão, mas temida pela maioria.

Apesar de nunca ter sido considerado um trepador nato quase sempre me dei bem com os ares da Serra da Estrela. Ao contrário, por exemplo, da Sra. da Graça.

Venci “apenas” uma vez no alto da Torre, precisamente no ano que consegui levar a camisola amarela até Lisboa. Não me recordo ao certo, mas além dessa vitória, cortei a meta no ponto mais alto de Portugal continental por mais que uma vez em segundo lugar.

Além da minha vitória isolado no ano 2000, nunca mais me irei esquecer da subida à Torre do ano de 94, um percurso muito parecendo à etapa de ontem, mas em que as condições climatéricas eram terríveis! Chuva, nevoeiro, frio.

Eu, o Joaquim Gomes, e o Orlando Rodrigues, cortámos a meta na Torre sem sequer nos apercebermos disso! Eu até pensava que nem sequer tínhamos chegado à Lagoa Comprida! Lembro-me de sermos "bloqueados" por uma multidão de pessoas e imediatamente cobertos com mantas e toalhas.

Eu só perguntava, a bater o dente: “Então mas anularam a etapa?”. E um outro dizia:” Deixem-nos continuar!”. Mas afinal já estávamos na Torre.

Em 1998 fiz a subida desde a Covilhã até à Torre em fuga com o conhecido ciclista italiano Vlademir Belli. Ele venceu a etapa e eu vesti a amarela. Mas alguns dias depois perdi a amarela.

 

Óbvio que a minha expectativa para ontem não era nada semelhante à dos anos que acabei de referir. Nunca me passou pela cabeça vencer, nem sequer chegar com os primeiros. Mas confesso que ambicionava um pouco mais em relação ao que consegui fazer.

As minhas sensações têm vindo a melhorar de dia para dia. E estava com a esperança de conseguir chegar com o grupo dianteiro pelo menos até Seia, antes da subida final para a Torre.

Antes desta ainda subimos da Covilhã para as Penhas da Saúde, uma das mais duras da Estrela, e ainda de Manteigas para as Penhas Douradas, uma das menos difíceis desta serra. Mas o ritmo forte imposto logo á entrada da Covilhã foi forte demais para as minhas capacidades! E tive que ceder! Curiosamente no mesmo local onde há 14 anos desferi o ataque para a vitória!

Nessa altura já muitos ciclistas tinham ficado para trás. Segui um ritmo capaz de aguentar os cerca de 45 minutos que ainda iria demorar até chegar ao topo das Penhas da Saúde. E ainda guardar energia para as subidas das Penhas Douradas e da Torre.

Entretanto já bem perto das Penhas da Saúde fui alcançado por pelotão atrasado enorme (cerca de 30-40 unidades) no qual segui praticamente até final da etapa na Torre.

 

Independentemente da minha prestação física ter ficado um pontos abaixo da minha expectativa, esta será uma etapa que ficará gravada eternamente na minha memória.

Enquanto subia pela centésima vez (ou possivelmente mais) às Penhas da Saúde, tinha noção que esta seria a última vez que estava a fazer com dois dorsais fixados na minha camisola.

Desfrutei de cada curva, de cada centímetro de asfalto de uma forma muito intensa. Tentei memorizar tudo. A minha respiração ofegante, as dores musculares nas pernas, braços e costas, o suor a cair em fio pelo queixo e testa, o ladrar rouco do cão que continua no bar/café dos Montes Herminios, mas que já mal se ouve tal a idade avançada do animal, mas sobretudo o apoio do público! Em praticamente toda a subida só se ouvia “Gamito, Gamito, Gamito!”.

E quanto mais me aproximava das Penhas da Saúde mais eram os incentivos. Até que um senhor, a correr ao meu lado, me disse simplesmente: “Obrigado Gamito”. Não resisti mais! Fiquei com um arrepio que desceu da cabeça aos pés, e desatei a chorar! Demasiada emoção para um homem só!

Os últimos 2 quilómetros desta subida fiz a chorar, e quase perdia as forças de tanta emoção. Para mim, neste dia, acabara de vencer mais uma vez a chegada à Torre!

Não cheguei em primeiro, mas sim com mais de 30 minutos de atraso, mas isso foi o menos importante, pois tinha recebido a homenagem da minha vida!

 

Quando cheguei à Torre, cansado, mas com um sorriso nos lábios, desci da bicicleta e beijei a linha de meta. Aquela linha que tantas alegrias me deu em 20 anos de carreira como ciclista profissional.

 

A minha única preocupação neste momento é o meu joelho direito. Ontem cedeu perante tanta dureza. Mas se aguentou até aqui, não terá outra hipótese senão aguentar mais 3 dias.

 

O caminho prossegue até Lisboa, pois esse continua a ser o meu destino final desta longa viagem que começou à 30 anos quando participei na minha primeira competição, em Peniche.

 

OBRIGADO do FUNDO DO CORAÇÃO!

 

#‎ImpossibleIsNothing

 

---------------

Obrigado, Campeão !

 

:cry: :cry:

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Ri-me com os 3 fugitivos a 50 km do fim, mas ri-me muito. A brincar a brincar ainda deram algum espectáculo mas aquilo pareceu-me muito amadorismo.

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Também não percebi muito bem, não perdiam nada em colaborar um com o outro para pelo menos tentarem chegarem o mais longe possível, agora aquilo foi uma comédia...

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Os carros de apoio da OFM hoje serão Ferraris e Lamborghinis entre outras maquinas aparentemente.

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