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Ello, a rede social anti-Facebook sem anúncios

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Ello, a rede social anti-Facebook sem anúncios

 

PÚBLICO - 29/09/2014 - 14:38

 

Rede social pretende ser uma alternativa às actuais comunidades online. “Tu não és um produto”, lê-se no manifesto.

 

Ello-Budnitz-thumb-620x442-91112.jpg

 

Independente, livre de anúncios e acessível apenas por convite. É assim que se apresenta o Ello, uma rede social que começou por ser privada mas que, com o crescente número de pedidos de acesso, acabou por tornar-se pública — mas com entrada controlada. Criada por sete artistas e programadores, é já conhecida como a rede social anti-Facebook.

 

Com um simples smile preto e branco, o Ello apresentou-se ao mundo online como uma alternativa “simples, bonita e sem anúncios” às redes sociais convencionais, aberta a todos mas com um toque de exclusividade. Para se aceder à rede social é necessário ser convidado por um utilizador ou que o pedido de entrada seja aceite pela equipa responsável pelo Ello. Aqueles que já sejam utilizadores apenas poderão enviar entre cinco a dez convites.

 

O facto de não permitir anúncios é o ponto forte da rede social e o que é mais sublinhado na sua apresentação: “O Ello não vende anúncios. Nem vende dados sobre ti a terceiros.” A equipa do Ello considera que recolher e vender os dados pessoais dos utilizadores, ler as mensagens enviadas a amigos e rastrear as ligações sociais de cada utilizador em troca de lucros é “simultaneamente assustador e antiético”.

 

Num manifesto publicado na sua página em versão beta, os criadores do Ello dizem acreditar que existe uma melhor solução que a de tratar o utilizador como um “produto que é comprado e vendido” e onde a privacidade fica comprometida. “Acreditamos que uma rede social pode ser uma ferramenta para dar poder. Não uma ferramenta para enganar, coagir e manipular — mas um lugar para nos ligarmos, criarmos e celebrar a vida. Tu não és um produto”, conclui o manifesto.

 

O Ello recusa comparações com outras redes sociais mas, na verdade, elas já estão a ser feitas, principalmente com o Facebook. Um dos fundadores do Ello, Paul Budnitz, falou ao Mashable. Budnitz diz que os utilizadores do Facebook acomodaram-se de tal forma que a rede social deixou de ser uma “verdadeira rede social”. “Não nos vemos a competir com eles porque o que estamos a fazer parece ser muito diferente.”

 

Essa alegada diferença parece estar a reflectir-se no número de pessoas que querem aderir à comunidade. Ao site BetaBeat, Budnitz diz que o o Ello recebe uma média de 31 mil pedidos de acesso por hora e que há mesmo convites à venda no eBay.

 

A questão de como o Ello se pode vir a sustentar tem sido levantada. Além dos investimentos pessoais dos seus sete criadores, a rede social beneficiou de um investimento da FreshTracks, uma empresa de venture capital, de cerca de 435 mil dólares. A empresa tem um lugar na administração do Ello e questiona-se agora se não irá pressionar a rede social a permitir a entrada de anúncios e esta acabe por ceder aos parâmetros normais de um negócio. Ao BetaBeat, Budnitz observou que isso seria “ridículo”.

 

"Se alguma vez vendermos os dados dos nossos utilizadores ou publicarmos anúncios, todos — incluindo nós — deixaríamos a rede", defendeu, por sua vez, Todd Berger, outro dos fundadores, ao site.

 

Apesar de ter utilização gratuita, o Ello pretende fornecer ocasionalmente serviços especiais a que o utilizador poderá ter acesso a troco de uma “pequena quantia em dinheiro”. “Queremos fazer um negócio de sucesso que faça dinheiro, mas não precisamos de ter uma empresa de 30 mil milhões de dólares”, comentou Budnitz.

 

http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/ello-a-rede-social-antifacebook-sem-anuncios-1671234

 

 

https://ello.co/

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Muito nice, mandei um request só pa ver se aceitam :mrgreen:

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O Facebook não tinha anúncios. O Youtube tb não.

 

Qualquer pessoa que decida investir o seu tempo neste género de coisas espera ter algum retorno financeiro, mais tarde ou mais cedo.

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O meu facebook não tem publicidade. Basicamente rejeitava sempre que via um e eles perguntaram se achava o facebook com bastante publicidade. E eu disse que sim. E a partir daí nunca mais vi publicidade em lado nenhum.

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O Facebook não tinha anúncios. O Youtube tb não.

 

Qualquer pessoa que decida investir o seu tempo neste género de coisas espera ter algum retorno financeiro, mais tarde ou mais cedo.

Como é óbvio. Mas era bom que se isto tivesse sucesso eles se lembrassem desta frase “Queremos fazer um negócio de sucesso que faça dinheiro, mas não precisamos de ter uma empresa de 30 mil milhões de dólares”.

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Na minha ótica o único defeito do Facebook é ter a funcionalidade de ter amigos, uma palavra que se tornou ambígua com o aparecimento das redes sociais, de resto está impecável e a não ser que haja uma grande mudança de paradigma na forma como se usa a internet, como aconteceu com o aparecimento da Web 2.0, não me parece que o Facebook possa ser derrotado por outra rede social.

 

Em tempos teve outro enorme defeito, relacionado com a segurança, mas aprenderam alguma coisa com o Google+ e a política de privacidade mudou imenso.

 

Os anúncios pouco ou nada me incomodam (na verdade eu nem sequer tenho nenhum, será do AdBlock?), e a cena de "vender os teus dados a terceiros" na verdade dá um jeitaço do caraças, em quantos sites (de confiança, claro), não fiz eu login com o Facebook...

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Na minha ótica o único defeito do Facebook é ter a funcionalidade de ter amigos, uma palavra que se tornou ambígua com o aparecimento das redes sociais, de resto está impecável e a não ser que haja uma grande mudança de paradigma na forma como se usa a internet, como aconteceu com o aparecimento da Web 2.0, não me parece que o Facebook possa ser derrotado por outra rede social.

 

Em tempos teve outro enorme defeito, relacionado com a segurança, mas aprenderam alguma coisa com o Google+ e a política de privacidade mudou imenso.

 

Os anúncios pouco ou nada me incomodam (na verdade eu nem sequer tenho nenhum, será do AdBlock?), e a cena de "vender os teus dados a terceiros" na verdade dá um jeitaço do caraças, em quantos sites (de confiança, claro), não fiz eu login com o Facebook...

O problema de uma rede social é conectar-te com pessoas? wtf

 

Eu pelo contrário chateia-me mais duas coisas: os jogos/aplicações + os n pedidos que surgem disso e um certo nível de spam de vídeos e "imagens engraçadas" por parte de certas páginas (e que acabam no feed de notícias porque alguém pôs gosto ou comentou). Se quisesse jogar certamente teria muito mais lados para isso e a mesma coisa se quisesse andar numa de ver vídeos e imagens, há algumas coisas interessantes mas 90% é lixo.

 

De resto acho o facebook um sítio ideal para comentar/partilhar coisas entre amigos, uso muito a aplicação deles de mensagens visto que o msn acabou e o skype é fraco/não tem toda a gente, é muito prático para organizar eventos e combinar coisas com amigos, a partilha de informação através de grupos (quando bem usados) também é muito útil. E também não tenho problemas com publicidade, em parte por usar adblock mas em grande parte devido aos questionário que já foram aí referidos, foi dizer que não queria ver publicidade e publicações do género e desapareceu tudo...

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Não, o problema de uma rede social é teres de adicionar ou remover "amigos" e fazer "pedidos de amizade", colocado entre aspas porque o significado dessas palavras já muda muito de pessoa para pessoa. Seguir pessoas, grupos e páginas sim, deveria ser o princípio de qualquer rede social.

Editado por Mica

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Não, as instruções não são suficientemente claras.

 

Agora sem ironias, o poder de seguires quem queres e deixares que vejam o que tu queres que (não) se veja é mais do que suficiente, o conceito de amizade nas redes sociais atualmente não faz sentido.

Editado por Mica

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Como é óbvio. Mas era bom que se isto tivesse sucesso eles se lembrassem desta frase “Queremos fazer um negócio de sucesso que faça dinheiro, mas não precisamos de ter uma empresa de 30 mil milhões de dólares”.

quando estiverem os investidores à perna daqui a 6 meses para lhes devolverem 10x o cash que investiram, quero ver se se vão lembrar dessa frase. Até vendem o cu, se for preciso.

 

E tudo isto é mt bonito, mas não passa de moda. Tal e qual como a entrepreneurship bubble dos US (e restante Mundo), onde investidores metem quantidades gigantes de $ em algo que sabem que não vão monetizar tão cedo...

 

A cena delas é terem users e isso vão conseguir fácil. Depois é só arranjarem uma maneira gira e criativa de fazerem dinheiro através desses mesmos utilizadores; sendo que, com frases proferidas como essa e com o sentimento "anti-capitalista" que parecem ter, vão ser sempre mal vistos assim que apareça uma situação onde os users estão a ser usados como forma de ganhar dinheiro.

Editado por Boo

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Qual o investimento, estimado de uma coisa destas, sabes?

dou-te um exemplo, a app que eu e os meus amigos estamos a lançar tem um valor de mercado (caso fosse de outsourcing - a empresa X a requerer um serviço à empresa Y) de + de 100k, a brincar. Ou seja, o preço tá claramente inflacionado devido ao ecossistema que está actualmente montado, a nível mundial.

 

A nível de investimento, com o freeware todo que anda aí à solta os serviços tecnológicos têm um custo inicial baixíssimo, o que é mais dificil de arranjar é mao de obra qualificada e competente para fazer as coisas.

 

Para te dar um exemplo, em San Francisco, 2 programadores que tenham uma ideia interessante (nem precisam de ter nada feito, nem um pivot nem nada do género) é tipo "ok voces sao 2, é um milhao a cada um e vamos embora fazer isso asap". Daí eu dizer que esta bolha vai rebentar - inevitavelmente - e mt mais depressa do que mt gente espera (opinião pessoal, do que oiço de portugueses que lá estão ou estiveram e do que leio de sites internacionais).

 

O grande problema de qlq negócio tecnológico é mesmo os RH para executar tal trabalho, e é por isso que nós portugueses somos tão bem vistos lá fora e é também por isso que se vê cada vez mais investimento estrangeiro cá em PT: porque nós somos muitissimos competentes, com mais soft skills que outro tipo de países e - o principal factor - somos baratos. E isto é válido tanto para malta que esteja a abrir um negócio ou informáticos que estejam à procura de trabalho.

 

Se eu soubesse antes o que sei hoje, tinha ido para Eng.Multimédia ou Eng.Informática.

Editado por Boo

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Obrigado pelos exemplos, não tinha bem noção. Pois, eu passo os dias a ouvir falar pelos meus professores para, se formos competentes, não nos preocuparmos em arranjar trabalho. (apesar de estar em Comunicação e Multimédia, os professores referem-se ao pessoal que aposta mais na multimédia, programação).

 

Espero que consiga algo bem decente para começar, ai pelos lados de Lisboa :mrgreen:

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Aprende o máximo sozinho, mete-te em grupos de facebooks onde a malta se entreajuda, vê vídeos, wtv

 

quem domina programação (principalmente mobile), arranja o € que quer. Fácil.

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Sim, algum pessoal mais velho do meu curso acho que embarcou todo para a Novabase, sempre que preciso de alguma coisa, normalmente estão disponiveis. E sim, videos/forums de partilha é o pão nosso de cada dia para nós, ás vezes é preciso é saber filtrar o que se aproveita.

 

Vamos ver no que dá :compinchas:

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Força nisso. Se for preciso, quando quiseres vir para Lx e para uma startup (não garanto que haja um salário mt bom, mas pelo menos aprende-se imenso), diz-me algo para tentar ver com alguma malta. O que não falta é gente a precisar de informáticos e engenheiros.

Abraço

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Btw, não andava por aí a informação de que o Facebook ia abandonar as partilhas e que os "X pessoa gosta disto" iam desaparecer do feed?

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Não, as instruções não são suficientemente claras.

 

Agora sem ironias, o poder de seguires quem queres e deixares que vejam o que tu queres que (não) se veja é mais do que suficiente, o conceito de amizade nas redes sociais atualmente não faz sentido.

Isso é ser um bocado picuinhas. E o "seguir" só veio mais tarde no fb, nem sequer sei bem se é igual a ser "amigo" mas só num sentido ou não.

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Daí eu dizer que esta bolha vai rebentar - inevitavelmente - e mt mais depressa do que mt gente espera (opinião pessoal, do que oiço de portugueses que lá estão ou estiveram e do que leio de sites internacionais).

3 anos no máximo dos máximos.

Para os países emergentes (China, Brasil, Angola) rebenta a bolha imobiliária.

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