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Peplin

OPEP decide não cortar produção

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OPEP decide não cortar produção

O cartel do petróleo reunido em Viena na sua 166ª reunião optou por não mexer no objetivo de produção. A ministra nigeriana foi eleita presidente da reunião para 2015.

 

 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu na sua 166ª sessão manter o objetivo de produção em 30 milhões de barris por dia para os próximos seis meses. A maioria dos analistas ouvidos pela Bloomberg antecipava uma não mexida e acertou. A "guerra de preços" vai continuar.

 

Meia hora antes da conferência de imprensa, um tweet de Nour E. Al-Hammoury dizia que um delegado na reunião tinha referido que a "OPEP decidiu manter a produção sem alteração". A Reuters referia, também, minutos antes da comunicação oficial, que o ministro saudita dos petróleos teria confirmado a decisão de não mexer no objetivo de produção. O ministro dos petróleos do Kuwait soletrou, à saída da reunião, duas palavras: "No change". A estratégia dos exportadores do Golfo de manter a "guerra do petróleo barato" mantem-se e lidera o cartel. A OPEP tem estado a produzir acima do teto dos 30 mil milhões de barris por dia.

 

A reação no preço do Brent entre as 14h30 e as 15h20 foi clara: a cotação caiu de 76,47 dólares para 74,75%. E na variedade WTI seguiu o mesmo padrão: o preço do barril desceu de 72,55 dólares para 70,91 dólares. Os preços do barril de crude fixam novos mínimos do ano, depois de terem estado em junho acima de 117 dólares no caso do Brent e 107 dólares no caso do WTI.

 

O secretário-geral da OPEP referiu que a organização não tem um objetivo em termos de preço do barril - apesar de múltiplas declarações de analistas que o "preço justo" seria 100 dólares. Interrogado sobre se o preço verificado esta quinta-feira seria um "preço justo", respondeu "não sei". E acrescentou: "temos de viver com as novas circunstâncias". A OPEP considera em comunicado que a queda dos preços do barril "pode não ser exclusivamente atribuída a dados fundamentais do mercado do petróleo", numa alusão à especulação financeira em "barris de papel".

 

Na análise macroeconómica, a OPEP considerou que o crescimento mundial subirá de 3,2% em 2014 para 3,6% no próximo ano, e que a procura mundial em 2015 aumentará em 1,1 milhões de barris por dia.

 

Nas contas do cartel, a sua oferta oficial para os próximos seis meses manter-se-á nos 30 milhões de barris diários (mbd), enquanto os produtores fora da OPEP aumentarão a sua produção em 1,4 milhões de barris por dia para uma média de 57,3 mbd. O comunicado refere que a região designada por "OCDE Américas" deverá ser "o principal contribuinte fora da OPEP para o crescimento da oferta, suportada por alguns aumentos no Brasil".

 

A próxima reunião realizar-se-á a 5 de junho de 2015.

 

Alguns analistas falam de uma reedição da guerra de preços baratos entre dezembro de 1985 e março de 1986 impulsionada pela OPEP e inspirada pelo líder do cartel, a Arábia Saudita.

 

Presidência no feminino com um desejo

 

A outra novidade da reunião em Viena foi a eleição da ministra dos recursos petrolíferos da Nigéria para presidente da sessão da OPEP em 2015. Dieziani Alisom-Madueke é a primeira mulher a liderar uma sessão do cartel.

 

A nova presidente referiu que para o próximo ano espera que se consiga uma "estabilização do mercado" e "uma maior conexão" com os países que não fazem parte da OPEP. Mais "unidade", frisou.

 

Manifestou, também, o desejo de que não se desça a um patamar de 70 dólares por barril, o que seria um "desafio" não só para o cartel, mas para todos os produtores do "ouro negro".

 

OPEP mantém produção e faz afundar preço do petróleo

Rublo em novo mínimo face ao Euro

 

Entretanto a cotação do petróleo já desceu abaixo dos 70 dólares. A economia russa encontra-se em risco de entrar em recessão, uma vez que mais de metade do Orçamento de Estado russo depende das receitas do petróleo e gás. Por outro lado, esta queda de preços coloca em causa a rentabilidade da exploração de gás de xisto por parte dos EUA (um dos grandes veículos do crescimento de produção nos últimos tempos), que se estima situar no patamar mínimo dos 60 a 80 dólares.

Editado por Peplin

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Visitante

Curioso para ver qual será o impacto que terá na Europa, visto que há vantagens em ter acesso a energia barata, mas desvantagens por esta situação afectar de sobremaneira algumas das economias mais importantes do mundo e que são responsáveis por grande parte do investimento directo estrangeiro :)

Europa aka União Europeia

Editado por Visitante

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Para a Europa, o problema coloca-se, nesta altura, sobretudo ao nível da inflação. Esta baixa na cotação do petróleo pode colocar a União Europeia numa situação de deflação.

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Visitante

Aparentemente a Arábia Saudita tem reservas na ordem dos 600 milhões de barris e consegue um preço entre os 5 e os 8 dólares por barril, por isso estão a tentar entalar tanto a Rússia como o Irão para que sejam estes a abdicar da quota de mercado e cortem na produção, transferindo assim os ganhos a médio prazo para a Arábia Saudita. Agora, acho engraçado como uma organização que funciona em cartel é caracterizada por uma completa falta de solidariedade entre os seus membros :lol:

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De queda em queda o petróleo já andou hoje a rondar os 55 dólares, valor mais baixo desde Maio de 2009.

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Isso implica a queda dos preços dos combustíveis? Ou um aumento dos lucros para as gasolineiras?

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Isso implica a queda dos preços dos combustíveis? Ou um aumento dos lucros para as gasolineiras?

Ambos.

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Visitante

Se bem que a queda dos preços dos combustiveis em Portugal vão ser atenuados pela entrada em vigor do "imposto verde" :)

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Se bem que a queda dos preços dos combustiveis em Portugal vão ser atenuados pela entrada em vigor do "imposto verde" :)

 

Portanto provavelmente vai voltar a compensar mais abastecer em Espanha, diferença essa que se tem reduzindo nos últimos anos

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O que vai acontecer se a Rússia der o estouro?

 

mais ou menos o mesmo que aqui...

 

http://en.wikipedia.org/wiki/1998_Russian_financial_crisis

 

por enquanto concentrem-se em comprar coisas em rublos como voos para a Asia com a Aeroflot (basta mudarem para precos em RUB) e num voo por exemplo Munique-Tokyo (via Moscovo) ida e volta pagam 450 euros

 

ou podem se aveturar a comprar um iphone com 30% de desconto num site russo...

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E o que é que está a causar isso? Todas as sanções que lhes foram impostas ou agora esta questão do petróleo?

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Apple shuts Russian online store after rouble plunges

iPhone maker closes online store in Russia after rouble's plunge makes it difficult to fix local prices

 

Apple has halted online sales of iPhones, iPads and Macs in Russia as the rouble's plunge made it difficult for sellers of imported goods to fix local prices.

 

The US consumer electronics giant suggested the halt was temporary and only related to the country's currency crisis, which has seen the rouble plummet 20pc against the dollar this week and about a third in a month, despite Moscow's attempts to defend it.

 

"Due to extreme fluctuations in the value of the rouble, our online store in Russia is currently unavailable while we review pricing. We apologise to customers for any inconvenience," a company spokeswoman said.

 

The Central Bank of Russia has ratcheted up interest rates from 10.5pc to 17pc to stem the outflow of currency from the country.

But the move resulted in very sharp swings in the currency and it ended Tuesday lower than before the rate hike.

 

Reports from Moscow said retailers of everything from electronics to wine were having trouble fixing local prices to their goods and Russians were hurrying to buy before local prices were increased.

 

@Telegraph.co.uk

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E o que é que está a causar isso? Todas as sanções que lhes foram impostas ou agora esta questão do petróleo?

 

é sobretudo o problema do preco do petroleo, alias nao é apenas o rublo que esta a desvalorizar consideravelmente, o mesmo esta a acontecer com a Naira nigeriana, o Peso mexicano a coroa Norueguesa entre outras (apenas as divisas do medio oriente se estao a safar por terem a moeda pegged ao dollar), ou seja é um problema dos paises produtores de petroleo.

 

no caso da Russia assim com em Angola por exemplo, a fatia do orcamento que é derivada do rendimento petrolifero é muito consideravel. Quando o budget anual do estado é feito dá se um valor medio de flutuacao do barril do petroloe, que penso que a russia calculou um pouco a norte dos 80 USD. No entanto com a descida continuada e por periodos perlongados do preco do barril no mercado internacional faz com que a Russia aumente o defice significativamente, ou seja o estado endivida-se com o barril do petroleo a x, quando esse x passa a x - 50%, comeca a ser mais caro para eles financiarem-se internacionalmente, com isso vem inflacao, e obviamente a desvalorizacao da divisa. Se nos tivessemos optado por sair do euro no ano passado teria acontecido mais ou menos o mesmo por outras razoes.

 

O problema da Russia é um problema estrutural que se resume ao facto de eles nao produzirem praticamente nenhum bem exportavel a nao ser as materias primas. Paises como os estados unidos ou o canada tambem sao grandes produtores de petroleo mas enquanto no Canada o petroleo (Oil Rents) representa 3% do GDP ou nos EUA perto do 1%, na russia essa percentagem chega aos 14%

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E também há o efeito "pescadinha de rabo na boca". A moeda russa desvaloriza, com as sanções e bla bla bla. Se a moeda desvaloriza, o petróleo russo sai mais barato aos estrangeiros. Se sai mais barato, pelos motivos elencados pelo Burkina, a Rússia fica à rasca. Se a Rússia fica à rasca, a moeda desvaloriza. E por aí fora.

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Qual será o potencial impacto, para a Europa, de uma eventual crise financeira na Rússia?

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O sector do calçado, ali na zona de Felgueiras, já está a sofrer. Um dos principais mercados era o russo (de forma directa, ou indirecta, através de entrepostos no centro da Europa). Como neste momento nenhum banco emite cartas de crédito, ou garantias de bom pagamento de empresas russas, puffff.

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Ainda bem que uma vez pedi pescadinha de rabo na boca, não tava grande coisa mas pelo menos já consegui entender a expressão. E não, nunca tinha comido ou visto isso.

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Guest Dpitz

é sobretudo o problema do preco do petroleo, alias nao é apenas o rublo que esta a desvalorizar consideravelmente, o mesmo esta a acontecer com a Naira nigeriana, o Peso mexicano a coroa Norueguesa entre outras (apenas as divisas do medio oriente se estao a safar por terem a moeda pegged ao dollar), ou seja é um problema dos paises produtores de petroleo.

 

no caso da Russia assim com em Angola por exemplo, a fatia do orcamento que é derivada do rendimento petrolifero é muito consideravel. Quando o budget anual do estado é feito dá se um valor medio de flutuacao do barril do petroloe, que penso que a russia calculou um pouco a norte dos 80 USD. No entanto com a descida continuada e por periodos perlongados do preco do barril no mercado internacional faz com que a Russia aumente o defice significativamente, ou seja o estado endivida-se com o barril do petroleo a x, quando esse x passa a x - 50%, comeca a ser mais caro para eles financiarem-se internacionalmente, com isso vem inflacao, e obviamente a desvalorizacao da divisa. Se nos tivessemos optado por sair do euro no ano passado teria acontecido mais ou menos o mesmo por outras razoes.

 

O problema da Russia é um problema estrutural que se resume ao facto de eles nao produzirem praticamente nenhum bem exportavel a nao ser as materias primas. Paises como os estados unidos ou o canada tambem sao grandes produtores de petroleo mas enquanto no Canada o petroleo (Oil Rents) representa 3% do GDP ou nos EUA perto do 1%, na russia essa percentagem chega aos 14%

de vez em quando até fazes uns bons posts.

E pensava que o petróleo representava algo entre os 20-25% do PIB russo. Mesmo assim, 14% é muito.

 

Já agora, como começou esta desvalorização do petróleo? Cheira-me a jogada para entalar os russos

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Visitante

Começou devido a vários motivos, como a crescente exploração de petróleo dos EUA, recorrendo não só a novos poços, como a outras alternativas mais em conta e que diminuiu a sua procura de petróleo (eram o país com maior procura); crescimento económico mundial abaixo do esperado a nível mundial, sobretudo da China (e restantes BRICS); cada vez mais são explorados outros combustiveis alternativos mais amigos do ambiente; a recusa dos países da OPEP em diminuir a produção e forçar assim o preço a subir, visto que há falta de solidariedade entre os países que compõem este cartel, e nenhum país quer ser o primeiro a cortar, visto que haveria uma transferência de riqueza para os países rivais visto que esses manteriam a produção, mas com o preço mais alto; depois há outros motivos com menos importância, mas a queda das moedas em sistema de câmbios flexiveis de países produtores de petróleo tem vindo a agravar desde Outubro a tendência de queda dos preços de petróleo que se tem verificado desde Junho ;)

Editado por Visitante

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Embora concorde em parte com o que o ElliotReid diz penso que a razao mais forte para a queda do preco do petroleo é obviamente um novo equilibrio de mercado liderado pelo aumento da oferta:

 

- Os EUA aumentaram o nivel de producao de petroleo e direvados numa percentagem gigante de há 5 anos para cá, com novos tipos de exploracoes, reduzindo tambem a importacao do mesmo

 

- A Libia voltou a produzir petroleo para exportacao, coisa que nao fazia desde 2011

 

- A OPEP nao baixa a producao devido a guerras internas sobretudo por parte dos paises onde o custo de producao por barril anda abaixo dos 10$

 

 

Por outro lado do lado da procura:

 

- Existem novas formas de energia que tem vindo a ganhar terreno (embora isto nao seja significativo ainda)

 

- Os paises do sudoeste asiatico sobretudo devido a pressao sobre a rupiah indonesia, o baht tailandes e outras um pouco menos importantes, obrigou estes paises a reduzirem consideravelmente o consumo de energia que tem que importar

 

- A obvia desacelaracao da economia mundial, com a China a crescer menos do que o esperado, o Brasil a estancar e tambem com uma crise inflacionista a porta e a Europa praticamente estanque.

 

 

Obvio que o Peplin tem razao quando diz que isto tambem é feito um pouco pelos EUA que com este movimento e com a sua producao a inundar o mercado fazem com a Russia que ja estava sem crescimento caia numa espiral inflacionista e que a China (e a Alemanha que também nao tem sido amiguinha dos EUA) que é de longe o maior mercado importador russo fique a arder no caso de default como os russos ja fizeram na crise de 1998.

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