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Mayday

[Podcast] Uma nêspera no cu

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Dilema #1

 

A partir de hoje, todas as vossas refeições são feitas fora de casa. Isto inclui, pelo menos, pequeno-almoço, almoço e jantar diários. Nunca menos. Incluem-se também todos os cafés, finos ou saídas nocturnas. Não podem levar comida de casa num tupperware, não podem ir a máquinas de vending, não podem pedir a um amigo que vos leve qualquer coisa. Todas as refeições têm que ser feitas em restaurantes, bares ou semelhantes. Exige-se contacto humano, basicamente. Estas refeições nunca podem ser pagas ou oferecidas, seja por vocês ou por companhia vossa. E vão ter que viver com os inconvenientes. Vão ter que fugir, a certa altura mudar de cidade, de emprego, e tudo o que essa fama de caloteiro trouxer consigo.

 

OU

 

Tornam-se desempregados de profissão. Nos primeiros meses têm direito ao subsídio de desemprego. Daqui a meio ano passam a sobreviver apenas com o Rendimento Social de Inserção (180,99€). Além disto vão ter um apoio camarário que garante a habitação. Ao abrigo deste apoio, e porque a vossa autarquia quer diminuir a procura de emprego, passam a ter o vosso dia programado. Dormem 8h diárias, entre as 23h e as 7h. Acordam às 7h, tomam pequeno-almoço, e das 7h30 às 23h têm uma tarefa: Ver reruns de Portugal em Festa. Têm acesso a todo o arquivo e vêem, a cada dia, um diferente. Quando consumirem todos voltam ao início. Como são tantas horas, acabam por se esquecer que são reruns e gastam 50€ mensais a ligar para o 760 100 100. Isto acontece até atingirem os 60 anos de idade, altura em que o município reconhece o vosso contributo para a sociedade e vos permite uma reforma antecipada e um cheque chorudo que garante uma velhice confortável.

 

 

Dilema #2

 

Têm um emprego seguro, estável, que vos deixa feliz e realizados. Têm um óptimo salário. Têm uma mulher que amam. Tudo vos corre bem. Todos os dias acordam às 7h30, entram as 9h e saem às 18h. Todos os dias saem do trabalho e chegam a casa às 18h30. E todos os dias, ao chegar a casa, encontram a vossa mulher brutalmente assassinada na cama que partilham, num ritual satânico levado a cabo por vegans feministas que escreveram nas paredes do quarto, com o sangue da vossa mulher, longos textos em que todos os Os e As identificativos de géneros foram substituídos por Xs. Todos os dias têm que lidar com a burocracia da polícia e com a limpeza da casa, o que é naturalmente incómodo. E NUNCA estão à espera. No dia seguinte acordam, às 7h30, novamente ao lado da vossa mulher, sem qualquer memória do sucedido. São, por isso, extremamente felizes entre as 7h30 e as 18h de todos os dias. Esta hipótese permite-vos, também, uma vida totalmente calma durante os fins-de-semana.

 

OU

 

São presidentes da junta de freguesia local. São respeitados por todos, os cidadãos vão ter convosco regularmente e agradecer o bom trabalho, desejando que continuem por longos anos. E vocês continuam até ao final dos vossos dias, na verdade. A permanência no cargo apenas é possível, no entanto, com conivência do Clero. Para pagar esta boa vontade, passam a acordar todos os domingos, vestir o vosso melhor fato e ir à missa na igreja local. No final da missa, já depois de toda a gente sair, aproximam-se do padre e agradecem a óptima missa, desejando um resto de bom dia, ao que o padre responde "Muito obrigado senhor presidente! Diga-me só uma coisa, têm 15 minutos que dispense para que lhe f*da a cabeça?". Instantaneamente as vossas orelhas transformam-se em vaginas e o padre f*de-vos literalmente a cabeça durante 15 minutos. No fim dá-vos a hóstia e vocês voltam à vossa vida, novamente com as orelhas que Deus vos deu. Isto apenas dura 15 minutos por semana, ninguém sabe mas vocês têm plena noção de que vai acontecer, todos os domingos, a seguir à missa matinal. Com o tempo, começam-se a babar um bocado. Nada de grave ou demasiado visível, apenas incómodo.

 

 

 

Pensei nestes no último sábado à noite com um amigo meu. Acabei por não mandar, mas não queria desperdiçar. Divirtam-se, se for caso disso.

Editado por andriy pereplyotkin

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Sim, não gosto muito da ideia de me perfurarem as orelhas, e pelo menos ao fim-de-semana era 100% feliz

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(i) trabalhar a recibos verdes e receber 400€/m

 

(ii) receber 3000€/m limpos, mas todos os dias durante as 8h de trabalho tinham de estar de fones a ouvir os stand ups do Nilton e Sinel de Cordes

 

Boa sorte

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(i) trabalhar a recibos verdes e receber 400€/m

 

(ii) receber 3000€/m limpos, mas todos os dias durante as 8h de trabalho tinham de estar de fones a ouvir os stand ups do Nilton e Sinel de Cordes

 

Boa sorte

epá, estou muito na dúvida, acho que prefiro ser pobre a ser rico mas ter que ouvir dois panhonhas a dizer piadas secas

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casavam com uma gaja à vossa escolha, mas para tal ocorrer, teriam de fazer todas as refeições com o vosso sogro até ao final da vossa vida ou da dele. o único problema era o facto de o sogro ser o kiko is hot. aceitavam?

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Visitante

:lol:

Preferia ficar com uma segunda escolha, que gajo mais nojento

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Tive de ir ver quem é esse kiko is hot...

 

Depois do que vi, dúvido que ele venha a ser sogro de alguém.

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Tive de ir ver quem é esse kiko is hot...

 

Depois do que vi, dúvido que ele venha a ser sogro de alguém.

 

Também eu. Agreed :mrgreen:

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Visitante

Isso é uma não questão. O Luís Borges e o Cabeleireiro têm filhos adoptivos

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Isso é uma não questão. O Luís Borges e o Cabeleireiro têm filhos adoptivos

 

A questão nem é essa, foi mesmo uma maneira diferente de dizer:

 

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ca p*ta de assadura que este tem no cérebro :lol:

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Então mas nunca mais sai o próximo?

Dilema #1

 

A partir de hoje, todas as vossas refeições são feitas fora de casa. Isto inclui, pelo menos, pequeno-almoço, almoço e jantar diários. Nunca menos. Incluem-se também todos os cafés, finos ou saídas nocturnas. Não podem levar comida de casa num tupperware, não podem ir a máquinas de vending, não podem pedir a um amigo que vos leve qualquer coisa. Todas as refeições têm que ser feitas em restaurantes, bares ou semelhantes. Exige-se contacto humano, basicamente. Estas refeições nunca podem ser pagas ou oferecidas, seja por vocês ou por companhia vossa. E vão ter que viver com os inconvenientes. Vão ter que fugir, a certa altura mudar de cidade, de emprego, e tudo o que essa fama de caloteiro trouxer consigo.

 

OU

 

Tornam-se desempregados de profissão. Nos primeiros meses têm direito ao subsídio de desemprego. Daqui a meio ano passam a sobreviver apenas com o Rendimento Social de Inserção (180,99€). Além disto vão ter um apoio camarário que garante a habitação. Ao abrigo deste apoio, e porque a vossa autarquia quer diminuir a procura de emprego, passam a ter o vosso dia programado. Dormem 8h diárias, entre as 23h e as 7h. Acordam às 7h, tomam pequeno-almoço, e das 7h30 às 23h têm uma tarefa: Ver reruns de Portugal em Festa. Têm acesso a todo o arquivo e vêem, a cada dia, um diferente. Quando consumirem todos voltam ao início. Como são tantas horas, acabam por se esquecer que são reruns e gastam 50€ mensais a ligar para o 760 100 100. Isto acontece até atingirem os 60 anos de idade, altura em que o município reconhece o vosso contributo para a sociedade e vos permite uma reforma antecipada e um cheque chorudo que garante uma velhice confortável.

 

 

Dilema #2

 

Têm um emprego seguro, estável, que vos deixa feliz e realizados. Têm um óptimo salário. Têm uma mulher que amam. Tudo vos corre bem. Todos os dias acordam às 7h30, entram as 9h e saem às 18h. Todos os dias saem do trabalho e chegam a casa às 18h30. E todos os dias, ao chegar a casa, encontram a vossa mulher brutalmente assassinada na cama que partilham, num ritual satânico levado a cabo por vegans feministas que escreveram nas paredes do quarto, com o sangue da vossa mulher, longos textos em que todos os Os e As identificativos de géneros foram substituídos por Xs. Todos os dias têm que lidar com a burocracia da polícia e com a limpeza da casa, o que é naturalmente incómodo. E NUNCA estão à espera. No dia seguinte acordam, às 7h30, novamente ao lado da vossa mulher, sem qualquer memória do sucedido. São, por isso, extremamente felizes entre as 7h30 e as 18h de todos os dias. Esta hipótese permite-vos, também, uma vida totalmente calma durante os fins-de-semana.

 

OU

 

São presidentes da junta de freguesia local. São respeitados por todos, os cidadãos vão ter convosco regularmente e agradecer o bom trabalho, desejando que continuem por longos anos. E vocês continuam até ao final dos vossos dias, na verdade. A permanência no cargo apenas é possível, no entanto, com conivência do Clero. Para pagar esta boa vontade, passam a acordar todos os domingos, vestir o vosso melhor fato e ir à missa na igreja local. No final da missa, já depois de toda a gente sair, aproximam-se do padre e agradecem a óptima missa, desejando um resto de bom dia, ao que o padre responde "Muito obrigado senhor presidente! Diga-me só uma coisa, têm 15 minutos que dispense para que lhe f*da a cabeça?". Instantaneamente as vossas orelhas transformam-se em vaginas e o padre f*de-vos literalmente a cabeça durante 15 minutos. No fim dá-vos a hóstia e vocês voltam à vossa vida, novamente com as orelhas que Deus vos deu. Isto apenas dura 15 minutos por semana, ninguém sabe mas vocês têm plena noção de que vai acontecer, todos os domingos, a seguir à missa matinal. Com o tempo, começam-se a babar um bocado. Nada de grave ou demasiado visível, apenas incómodo.

 

 

 

Pensei nestes no último sábado à noite com um amigo meu. Acabei por não mandar, mas não queria desperdiçar. Divirtam-se, se for caso disso.

:handclap:

 

Escolhia a primeira opção em ambos.

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Nuno Markl

20 mins ·

Raparigada e rapaziada, obrigado pelo vosso interesse e entusiasmo pelo projecto que o Bruno Nogueira, o Filipe Melo e eu rubricamos, Uma nêspera no cu, neste hiato que atravessamos. Estamos, na verdade, a preparar algo em grande e ao vivo, de que tereis notícias em breve. E em breve haverá também um punhado de novos episódios, com estrelas - nacionais e, quiçá, internacionais - de altíssimo coturno.

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Gregorio Duvivier na Nêspera.

Quem não conhece, Porta dos Fundos.

 

Btw, Bruno Nogueira 1 mês nas manhãs da Rádio Comercial, começa dia 16.

Editado por xicantonio

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