Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Liedson

Trezeguet anuncia adeus aos relvados

Publicações recomendadas

Logo%2Bzerozero.png

 

David Trezeguet anunciou o final da carreira esta terça-feira, deixando os relvados aos 37 anos, depois de ter ganho as competições mais importantes ao nível de seleções, embora não tenha tido o mesmo sucesso coletivo ao nível de clubes.

 

O ex-internacional francês fez parte da seleção gaulesa que conquistou o Campeonato do Mundo em 1998 e que dois anos depois sagrou-se campeã da Europa, na prova organizada em conjunto por Holanda e Bélgica.

 

Porém, o sucesso que teve na França não conseguiu reproduzi-lo ao nível de clubes, pois nunca conquistou qualquer competição internacional com as camisolas que vestiu. Ainda assim, entre outros títulos, Trezeguet venceu dois campeonatos em França pelo Monaco e dois campeonatos em Itália pela Juventus.

 

O último clube que representou foi o Pune City, da Índia, tendo ainda passado pelo Newell's Old Boys, River Plate, Baniyas, Hércules, Juventus, Monaco e Platense.

Editado por Shag

Compartilhar este post


Link para o post

Trezeguet foi tão grande quanto Del Piero ou Buffon

 

del_piero_trezeguet_ap.jpg

 

Descidas de divisão trazem muitos prós e outros tantos contras para um clube. Investidores podem-se afastar, bem como jogadores costumam procurar outro lugar para jogar.

 

Dinheiro ou amor? Uma das grandes perguntas do futebol. Porque não sou eu quem deve dizer que o Zé não pode jogar nos Emirados Árabes Unidos, China ou Canadá. Se não devo dizer, muito menos posso julgar a decisão dele. (Ricardo Goulart fez bem em deixar o bicampeão brasileiro para jogar na China? Vá-se lá saber).

 

 

Por vezes, alguns jogadores simplesmente ficam. Ficam porque é vantajoso financeiramente. Ficam porque aquele lugar faz-lhe bem. Porque se sentem em casa - mesmo, e muitas vezes, estando bem longe da terra natal. Porque se sentem confortáveis e apaixonados por aquele lugar. Ficam, outras vezes, porque desejam o regresso do sucesso coletivo e individual.

 

Quando a Justiça italiana retirou o título nacional e desceu a Juventus, em 2006-07, seis titulares e um suplente bastante utilizado saíram do clube: Emerson e Cannavaro foram para o Real Madrid, Thuram e Zambrotta assinaram com o Barcelona, Mutu trocou a Senhora pela Fiorentina e Vieira e Ibrahimovic assinaram com o Inter. Traição, ambição ou melhores condições para trabalhar?

 

tumblr_m6fhzyU1YV1r30r4xo1_1280.jpg

 

Del Piero, Buffon, Camoranesi, Nedved, Legrottaglie, Chiellini e ele, David Trezeguet, ficaram. E é o que importa. O francês contratado no verão de 2000 ao Monaco por quase 18 milhões de euros permaneceu porque a Juventus adorava-o. E Trezeguet adorava a Juventus e Turim. Não à toa renovou contrato por quatro anos em 2007.

 

 

Trezeguet esteve longe de ser apenas um bom-avançado-sempre-bem-posicionado, como Vieri ou Pippo Inzaghi. Ele sabia fazer golos como poucos e, apesar de não fazer jogadas vistosas com os pés, tinha uma técnica refinadíssima. Ambidestro, o movimento preferido era o remate de primeira. O golo não era um mero detalhe, pois ele tinha a certeza que balançaria a rede.

 

 

E foram 171 no total. Com a perna esquerda, direita, cabeça, em acrobacia, de bicicleta. Na história, somente três jogadores têm mais golos que Trezeguet com a camisola bianconera - Del Piero, Boniperti e Bettega. Dessa marca, 30 foram em competições europeias. Aqui, só Alex vence o francês. Dificilmente David chegaria aos 183 tentos de Boniperti, mas a cirurgia ao joelho direito que abreviou o tempo do jogador em campo na temporada 2008-09 certamente impossibilitou o terceiro lugar na lista. Bettega soma apenas sete golos a mais que o avançado recém-aposentado.

 

 

Exceto na temporada de estreia, quando Carlo Ancelotti o deixou como suplente de Inzaghi, foram nove excelentes temporadas de Trezeguet e Del Piero. Que dupla de ataque. Conseguimos reconhecer os ídolos pelas façanhas e identidade com o clube. O francês sobrenatural dentro da área adversária sempre será um ídolo.

 

C_6_Articolo_64719_paragrafi_paragrafo_0_testoParagrafo_2.jpg

 

Cinquenta atletas foram homenageados pelos serviços prestados ao clube e para representar a Juventus na calçada da fama localizada no Juventus Stadium. Os que abandonaram o clube na Serie B não foram lembrados; Trezeguet, sim. Não é ousadia alguma afirmar que Trezeguet foi tão grande quanto Del Piero ou Buffon.

Compartilhar este post


Link para o post

Trezegol :prayer:

 

Os meus dois golos preferidos dele:

 

 

 

Na grande área, não havia pai para ele. Super inteligente a movimentar-se, praticamente ambidestro e com um jogo de cabeça f*dido, o difícil era não marcar muitos golos :lol: Dentro do estilo, foi dos melhores que já vi, sem dúvida.

Compartilhar este post


Link para o post

Isto quer dizer que já não há nenhum campeão do mundo de 98 no ativo.

Um dos melhores de sempre (franceses) quem dera que o anelka tivesse dado metade do que este deu...

:prayer:

Compartilhar este post


Link para o post

Trezeguet foi importantíssimo para Juventus e França

 

david-footie.co_.za_.jpg

 

Oito jogadores marcaram pênaltis no Estádio Olímpico de Berlim naquela noite, apenas um falhou. Como foi um homem nascido na França, o título do Campeonato do Mundo de 2006 ficou com a Itália. Nesta terça-feira, ele retirou-se do futebol, aos 37 anos, e aquela bola que enviou à trave do companheiro de equipa Buffon não pode marcar a sua carreira, nem as últimas temporadas vacilantes pela Juventus. David Trezeguet foi um jogador importantíssimo da seleção francesa e da gigante italiana.

 

A carreira de Trezeguet pela França começou na altura certa. Em janeiro de 1998, entrou no final de um amigável contra a Espanha e jogou suficientemente bem para ganhar outra oportunidade contra a Noruega, no mês seguinte. Convenceu Aimé Jacquet a levá-lo à Campeonato do Mundo que a França organizou. Actuou em todos os jogos do torneio (dois como titular), menos a final contra o Brasil, e marcou frente á Arábia Saudita. Mas o seu grande momento viria dois anos depois, no Europeu de 2000: mais uma vez suplente, entrou na segunda parte para o lugar de Djorkaeff para fazer o golo que valeu o título contra a mesma Itália. Ironias do destino.

 

Foi o auge de Trezeguet com a seleção francesa, embora a sua carreira internacional estivesse apenas no começo. Mesmo naquele Europeu, foi suplente na maior parte do tempo, às vezes suplente de Wiltord, às vezes de Anelka. Ganhou a titularidade apenas no Campeonato do Mund de 2002 e não fez nenhum golo. Marcou apenas uma vez no Europeu de 2004 e voltou a virar suplente. Fez o seu último jogo num amiável contra a Inglaterra e retirou-se da seleção por não ter sido chamado para a Europeu de 2008. Mesmo com os percalços, tem 34 golos em 71 jogos. Uma média altíssima.

 

2ad0fb93ecdb1c59db8be8247ae3e0b4_large.jpeg

 

Tão alta quanto pela Juventus. Em Itália, marcou 171 vezes em 315 jogos. Nas duas temporadas mais brilhantes da equipa no começo do século, entre 2001 e 2003, ajudou com 45 golos no bicampeonato italiano e na campanha que levaria á final da Champions League. Marcou nas duas meias-finais contra o Real Madrid.

 

Sem contar o que fez nos dois scudettos que a Juventus perdeu no Calciopoli e a sua permanência para disputar a Série B do Campeonato Italiano, mesmo com propostas de outros clubes. Renovou contrato em 2007, no regresso à elite italiana, mais uma vez recusando abordagens de Manchester United, Liverpool e Barcelona. Mas sofreu uma séria lesão no joelho que prejudicou as suas últimas duas temporadas, principalmente 2008/09, quando jogou apenas oito vezes no Campeonato Italiano.

 

Saiu de Turim com a chegada de novos dirigentes que procuravam renovar o plantel, mas certamente o adepto da Juventus não ficou com a última impressão. Ficaram na memória os 123 golos que Trezeguet marcou na Serie A, os títulos e a determinação com a qual defendeu as listras pretas e brancas do clube.

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante
Este tópico está impedido de receber novos posts.
Entre para seguir isso  

×
×
  • Criar Novo...