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"Não me deixe morrer, eu quero viver", diz doente com hepatite C a Paulo Macedo

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Já desceu de 43k para 28k €. É preciso fazer barulho para as coisas acontecerem neste país.

Segundo o Ministro da Saúde o barulho só estava a dar força à Gilead. No fundo é uma questão de seriedade.

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Guest Dpitz

O que ouvi na opinião publica é que é mais barato porque negociaram para comprar mais...

 

É de facto lamentavel a situação, mas tambem parece que a senhora recusou a terapeutica convencional.... o que terá acelerado o passo da coisa.

O filho disse que ela não recusou.

 

Segundo o Ministro da Saúde o barulho só estava a dar força à Gilead. No fundo é uma questão de seriedade.

estão a fazer o jogo das farmacêuticas :rolleyes:

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Salvo erro, na TVI, demonstraram (um conjunto de médicos) que, caso estes medicamentos não sejam dados aos doentes com hepatite C, no futuro, os custos com eles serão bastante mais elevados.

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Guest Dpitz

Salvo erro, na TVI, demonstraram (um conjunto de médicos) que, caso estes medicamentos não sejam dados aos doentes com hepatite C, no futuro, os custos com eles serão bastante mais elevados.

80milhões de € salvariam todos os doentes com hepatite C em Portugal, vi ontem num canal qqer.

há dinheiro para injectar à bruta na banca privada, mas não há para salvar vidas.

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Hepatite C: Governo chega a acordo com farmacêutica e reduz preço de medicamento para quase metade

 

Governo acordou com a Gilead Sciences o fornecimento do medicamento inovador para tratar a hepatite C. Segundo o Público, plano passa por tratar 10 a 12 mil doentes em três anos.

 

O Governo chegou a acordo com a farmacêutica Gilead Sciences para o fornecimento do medicamento inovador para a hepatite C, o Sofosbuvir. De acordo com a informação avançada pelo jornal Público, o plano passa por tratar 10 a 12 mil doentes nos próximos três anos e cada tratamento custará menos de 25 mil euros, semelhante ao valor espanhol.

 

Depois de várias negociações, o Ministério da Saúde, o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) e a farmacêutica norte-americana chegaram a acordo e Governo acabou por conseguir baixar o preço do tratamento para um valor inferior aos 42 mil euros, o valor que estava, oficialmente, em cima da mesa.

 

De acordo com Paulo Macedo, o valor do medicamento era elevado, com uma taxa de lucro de 5000%. A confirmar-se este valor, o ministro da Saúde consegue uma redução de 50% do preço. Além disso, os três primeiros meses de tratamento serão pagos, mas os restantes, para os doentes que deles precisem, serão oferecidos pela farmacêutica.

 

A confirmar-se o plano de tratamento (10 a 12 mil doentes), ainda há uma fatia de doentes que fica de fora. De acordo com o número avançado por Eurico Castro, presidente do Infarmed, na quarta-feira à RTP, existem mais de 13 mil doentes com esta doença. Os doentes escolhidos para receberem tratamento serão analisados pelo Infarmed caso a caso.

 

Esta sexta-feira, pelas 11 horas, o ministro da Saúde Paulo Macedo vai apresentar o acordo oficialmente em conferência de imprensa, juntamente com o presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves. A farmacêutica já tinha acordado dispensar 100 tratamentos de sofosbuvir e ledispavir (uma associação ainda mais inovadora). As encomendas para esta solução começaram na quarta-feira.

 

A presidente da SOS Hepatites, Emília Rodrigues, embora encare este acordo como uma boa notícia diz que o Governo já o podia ter realizado há três anos – relembre-se que o medicamento foi lançado no mercado europeu há cerca de um ano. Emília Rodrigues refere ainda que comprar 100 ou mil medicamentos não é a mesma coisa – trata-se da “lei da oferta e da procura”, refere a presidente da associação, como justificação para a ideia de que quanto mais se compra, mais barato fica.

 

Lembrando que os hospitais não têm dinheiro, Emília Rodrigues propõe que seja criada uma linha de crédito para que os hospitais consigam comprar a medicação. A presidente da SOS Hepatites questiona-se se todos os doentes que precisam do tratamento terão acesso equivalente ao mesmo. O presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, reforçou a mesma ideia – o medicamento “tem de estar acessível equitativamente a todos os doentes e não apenas em alguns hospitais”.

 

Atualizado às 7 horas de dia 6 de fevereiro

 

@Observdor.pt

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a espiga é que ele não se referiu só a quem estava a perturbar a ordem de trabalhos. Ele pediu para retirarem todos os doentes de Hepatite C que estavam a assistir à audição do ministro.

 

É de norma. Nestas situações acabas por mandar retirar todos.

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Achei que o preço que a farmaceutica pedia inicialmente era um exagero, apesar de uma vida não ter um preço. Seguiu-se o caminho certo, de negociar e de tentar baixar, e ao que consta segui para metade.

 

Mas esse Macedo continua ali a privatizar por esvaziamento.

Há uns tempos andou por aí a afirmação que ele era dos melhores ministros. Oh se é :lol:

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Curioso é que negoceiam o preço dos medicamentos, deixando pessoas morrer, mas não baixam os seus salários de ministro, não cortam no numero de assessores e secretários. Os preços dos medicamentos são absurdos, mas são vidas humanas que estão em risco.

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não. porque é mais um que entende que os problemas que temos na nossa saúde vão-se resolver com maior investimento na contratação de mais pessoas, mais camas, mais espaço. Os verdadeiros problemas do SNS são principalmente problemas sistemáticos ao nível dos processos e dos desperdícios existentes nos serviços públicos continuam a ser encostados para um canto. É também um problema de liderança porque a filosofia e as iniciativas terão de partir de cima.

 

A situação das urgências que vemos todos os dias na jornal é um sinal claro de que as coisas não funcionam. Pode acontecer num ou noutro hospital, mas sou capaz de apostar o esquerdo em como, na maior parte das vezes, não se deve a um problema de falta de capacidade, mas um problema de não saber como usá-la. E quando não sabes usar a capacidade que tens à disposição ou de otimizá-la no teu serviço público, tens um desperdício. Um entre muitos desperdícios.

 

E com isso, a saúde pública continua a esvaziar-se. E o privado continua a ganhar.

 

de qualquer forma acabo por concordar em parte com o que o Passos Coelho disse. Ele passou mal a mensagem, como é apanágio dele. é óbvio que uma vida não tem custo, mas isto não era só uma questão disso. Era uma questão de que a farmaceutica estava a ver se enganava o governo.

Editado por Jone Eduardo

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É de norma. Nestas situações acabas por mandar retirar todos.

quem manda evacuar é quem está a dirigir, não é um "marmelo" qualquer que ali anda.

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Não cabe na cabeça de ninguém em pleno século XXI, num país supostamente desenvolvido, as pessoas andarem a descontar para todos os lados e chegar a hora da doença e não terem acesso a um medicamento que salva vidas. O Estado gasta tanto dinheiro em coisas sem nexo que é uma comédia o frete para se investir na saúde e cooperar com estes casos. E não vamos estar aqui a atirar as culpas para as farmacêuticas, porque cabe ao Governo saber lidar com elas de forma rápida para ajudar os Portugueses.

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Exato, isso é competência da presidente da Comissão Parlamentar. Aliás, estas "birrinhas" só servem para descredibilizar, ainda mais, a profissão de deputado.

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Visitante

80milhões de € salvariam todos os doentes com hepatite C em Portugal, vi ontem num canal qqer.

há dinheiro para injectar à bruta na banca privada, mas não há para salvar vidas.

 

Então podemos contar que depois de dados esses 80 milhões aos pacientes, eles os devolveriam em 2, 3 anos?

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quem manda evacuar é quem está a dirigir, não é um "marmelo" qualquer que ali anda.

 

Eu não vi o video, mas presumo que ele tenha dito aquilo em tom de desabafo. O mais engraçado é que nem sempre as TVs passam cá para fora tudo. Eu quando lá trabalhava assistia a coisas do arco da velha. Defendo que os trabalhos devessem funcionar à porta fechada, isto é, sem "publico". A sessão seria transmitida/gravada na AR TV (que deveria [não sei se é o caso] passar em sinal aberto) e online. Não coloca em causa os direitos de ninguém, pois todos os cidadãos continuariam a ter acesso a ver/ouvir o que foi dito. Em situações de segurança nacional sou 200% de acordo que a sessão seja à porta fechada, sem presença de jornalistas e sem gravação. Posso garantir-vos que nessas situações aqueles gajos que costumam ser sempre do contra até parece que ficam mais inteligentes. Como não há plateia, tornam-se razoáveis, sem nunca perderem a sua identidade política. É triste, mas é a mais pura das verdades. Nas sessões à porta fechada as coisas correm sempre melhor, todos fazem um esforço para que assim seja. Chega a ser patético quando os mesmos gajos na semana seguinte ficam 30mins a discutir uma palavra de um relatório que não interessa a ninguém...mas enfim hoje em dia aparece quem grita mais alto.

Editado por w0

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