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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de lucho^, há 4 minutos:

Errado. Era também essa a conclusão que o HappyKing queria chegar.

Exato. E ele deu-te a oportunidade de explicares melhor. O que não conseguiste fazer. Apenas disseste que era uma questão de gestão do dinheiro. Ou seja, em vez de o canalizarem para certas coisas ("Toda a gente vem cá tratar-se "de borla", sejam eles luso-brasileiros, sejam eles PALOP a fazer tratamentos milionários para o cancro, sejam americanos a fazer hemodiálise") deviam utilizá-lo noutras. Em quais? Não disseste.

Editado por Descartes

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Citação de Descartes, há 9 minutos:

Exato. E ele deu-te a oportunidade de explicares melhor. O que não conseguiste fazer. Apenas disseste que era uma questão de gestão do dinheiro. Ou seja, em vez de o canalizarem para certas coisas ("Toda a gente vem cá tratar-se "de borla", sejam eles luso-brasileiros, sejam eles PALOP a fazer tratamentos milionários para o cancro, sejam americanos a fazer hemodiálise") deviam utilizá-lo noutras. Em quais? Não disseste.

Não é 'em vez', é adicionalmente. Há dinheiro para tudo, só que só 30 ou 40% é concretizado, com certeza já viste essas estatísticas.

Ou seja, era uma mensagem de "está aqui dinheiro, ele existe, só não negoceiam porque não querem"

Editado por lucho^

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Citação de lucho^, há 10 minutos:

Não é 'em vez', é adicionalmente. Há dinheiro para tudo, só que só 30 ou 40% é concretizado, com certeza já viste essas estatísticas.

Conheço bem a questão das cativações do Medina. Mas aí a tal gestão de que falas entra noutro domínio. Não é a gestão dos gastos do Ministério da Saúde (com os luso-brasileiros, PALOPS e americanos a receberem tratamentos de borla) mas sim a gestão do Orçamento de Estado que canaliza verbas para que exista excedente orçamental e, por consequência, redução da dívida em vez de o aplicar na Saúde (e Educação, Habitação, etc...).

São duas coisas diferentes.

Editado por Descartes

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Citação de lucho^, há 35 minutos:

Era também essa a conclusão que o HappyKing queria chegar.

Errado. A conclusão que o Descartes fez não é a conclusão a que eu queria chegar. É a conclusão que está implícita no raciocínio que fizeste inicialmente e que reforçaste posteriormente quando usaste o tratamento de duas crianças luso brasileiras para afirmar "Estão a ver como há dinheiro?".

Até porque eu não sei responder à pergunta se há dinheiro.

O Estado Português gastava em 2022 segundo a Comissão Europeia 11,8% do PIB em salários na administração pública. Isto significa que, em 2022, o Estado gastou cerca de 25.5 mil milhões de euros em salários dos funcionários públicos se fiz bem as contas.

Se todas as ordens profissionais, e não apenas os médicos, exigirem o mesmo tratamento que estes últimos receberiam (aumentos na grandeza dos 30%) em quanto é que esta despesa aumenta? Tem o Estado capacidade financeira para suportar esses aumentos em toda a função pública para assumir a igualdade de tratamento? Se amanhã os bombeiros parassem as ambulâncias do país para exigir esse aumento caso o mesmo fosse dado aos médicos o que aconteceria? E se a policia deixasse de fazer o seu trabalho exigindo os mesmos aumentos? Não sei responder, assumo as minhas limitações. Mas parece-me difícil.

 

Editado por HappyKing

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Agora percebo a reportagem aqui há umas semanas da tvi (?) sobre doentes sem número de SNS a ter filhos no amadora sintra.

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Citação de challenger, há 7 minutos:

 

detesto gente que agarra os outros quando está a falar e gente que fala de dedo em riste.

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Citação de Puto Perdiz, há 2 minutos:

detesto gente que agarra os outros quando está a falar e gente que fala de dedo em riste.

Agarrou o braço da mulher mas não o do homem...

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Estava a ver que a coisa corria mal com o cota

Ao menos haja alguém que lhe diga na cara que fala demais

Editado por Apocalypse Now

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Citação de HappyKing, há 1 hora:

Errado. A conclusão que o Descartes fez não é a conclusão a que eu queria chegar. É a conclusão que está implícita no raciocínio que fizeste inicialmente e que reforçaste posteriormente quando usaste o tratamento de duas crianças luso brasileiras para afirmar "Estão a ver como há dinheiro?".

Até porque eu não sei responder à pergunta se há dinheiro.

O Estado Português gastava em 2022 segundo a Comissão Europeia 11,8% do PIB em salários na administração pública. Isto significa que, em 2022, o Estado gastou cerca de 25.5 mil milhões de euros em salários dos funcionários públicos se fiz bem as contas.

Se todas as ordens profissionais, e não apenas os médicos, exigirem o mesmo tratamento que estes últimos receberiam (aumentos na grandeza dos 30%) em quanto é que esta despesa aumenta? Tem o Estado capacidade financeira para suportar esses aumentos em toda a função pública para assumir a igualdade de tratamento? Se amanhã os bombeiros parassem as ambulâncias do país para exigir esse aumento caso o mesmo fosse dado aos médicos o que aconteceria? E se a policia deixasse de fazer o seu trabalho exigindo os mesmos aumentos? Não sei responder, assumo as minhas limitações. Mas parece-me difícil.

 

Como por exemplo os farmacêuticos que não têm revisão da tabela salarial desde 99?

Editado por smashing_pumpkin

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Citação de HappyKing, há 1 hora:

Errado. A conclusão que o Descartes fez não é a conclusão a que eu queria chegar. É a conclusão que está implícita no raciocínio que fizeste inicialmente e que reforçaste posteriormente quando usaste o tratamento de duas crianças luso brasileiras para afirmar "Estão a ver como há dinheiro?".

Até porque eu não sei responder à pergunta se há dinheiro.

O Estado Português gastava em 2022 segundo a Comissão Europeia 11,8% do PIB em salários na administração pública. Isto significa que, em 2022, o Estado gastou cerca de 25.5 mil milhões de euros em salários dos funcionários públicos se fiz bem as contas.

Se todas as ordens profissionais, e não apenas os médicos, exigirem o mesmo tratamento que estes últimos receberiam (aumentos na grandeza dos 30%) em quanto é que esta despesa aumenta? Tem o Estado capacidade financeira para suportar esses aumentos em toda a função pública para assumir a igualdade de tratamento? Se amanhã os bombeiros parassem as ambulâncias do país para exigir esse aumento caso o mesmo fosse dado aos médicos o que aconteceria? E se a policia deixasse de fazer o seu trabalho exigindo os mesmos aumentos? Não sei responder, assumo as minhas limitações. Mas parece-me difícil.

 

 

O SNS, e olhando especificamente para a classe médica [sabendo obviamente que (quase) todos os salários da função publica são ridiculamente inferiores ao que deveriam ser (p.ex enfermeiros e técnicos de farmácia recebem ~900€ liquidos em horario normal)], tem vários problemas e já com anos de duração:

- Os salários são baixos (muito baixos), para o nível de formação dos médicos. São 12 anos de escolaridade obrigatória + 6 anos de licenciatura/mestrado + 5/7 anos de formação médica. Ao final desses 23/25 anos (só aqui se considera inicio de carreira!), um médico leva para casa pouco mais de 2 salários mínimos. Ao final de 20 anos de trabalho (23/25 + 20), leva praticamente o mesmo.

- Os salários sempre foram baixos. No entanto, sempre foi uma profissão que viveu e muito dos extras. A questão é que a sociedade evolui. As gerações de agora não querem trabalhar 70-80h por semana. Queremos trabalhar 40-50h e receber um salário base condigno. Não sei que sociedade pode achar normal que um juiz estagiário de 3 anos receba mais do que um médico com 30 anos de experiência (porque este último recebe ridiculamente mal=.

- As consequências desses baixos salários (entre outros problemas), já se notam há vários anos, nomeadamente na área centro-sul: Apesar de se formarem cada vez mais médicos, há cada vez menos % de médicos a ficarem no SNS. Há cada vez mais falta de médicos de família, mais equipas desfalcadas nos hospitais. 

- Isto leva a que quem fica, tenha de ficar sobrecarregado em trabalho. Tem de fazer o seu, e os dos que saem. Irremediavelmente, mais urgências, mais horas extras. Menos trabalho diferenciado (consultas, exames, cirurgias), que é isso que nos motiva e que, na maioria dos casos, faz realmente a diferença na população. E, irremediavelmente, os que ficam vão também acabar por sair.

- As consequências financeiras para o estado? Diretamente, mais médicos têm de fazer urgências extras (onde ganham mais) e não como horário normal; necessário contratar médicos a recibos verdes (que ganham muito mais); contratar serviços privados para garantir serviços que os hospitais públicos só não conseguem garantir por falta de médicos ou que são deslocados para as urgências (imagino, assim, que também se gaste mais).

- Na minha opinião, só se consegue resolver isto, contratando mais médicos para o SNS (e, adicionalmente, fazendo uma alteração estrutural do funcionamento do serviço de urgência em Portugal). E isso só se consegue (ou só se quer), se oferecerem melhores condições. Senão os que sairam nunca irão voltar, os que estão vão continuar a sair, e os que virão também não vão querer ficar,

 

Portanto, acredito que um aumento de 30% do ordenado bruto dos médicos, tendo em conta as consequências financeiras e sociais de não o fazer, sejam possíveis. Se o governo realmente quer um SNS para todos, isso é que é a minha dúvida. 

Se o estado consegue suportar aumentos elevados de todas as outras classes profissionais, também não sei. No entanto, acabou de o fazer para o Ministério dos Negócios Estrangeiros: aumentos médios de 27%

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Citação de smashing_pumpkin , há 2 horas:

Como por exemplo os farmacêuticos que não têm revisão da tabela salarial desde 99?

Por exemplo.

Citação de sd_campeao, há 2 horas:

Se o estado consegue suportar aumentos elevados de todas as outras classes profissionais, também não sei.

Estamos mesma posição. Também não sei.

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Citação de HappyKing, há 8 horas:

Por exemplo.

Estamos mesma posição. Também não sei.

Completamente impossivel sem aumentar impostos brutalmente at'e porque se uns receberam 30% de aumento, to que vao exigir todos os outros funcionairos publicos, reformados, etc?

Esses 27% no MNE 'e so para o pessoal do corpo diplomatico a viver no estrangeiro, ja que muitos estao em sitios que se tornaram incomportaveis devido a inflacao local (e devem ser um 500-600 macacos no maximo, nada que ver com o numero de profissionais de saude).

Aqui a malta que trabalha no consulado em SF, tem casa paga, mas ordenado em si 'e menor do que quem trabalha no McDonnals...nao 'e assim em todo o lado, mas a valorizacao de 27% nao vai ser across the board mas sim dependendo de onde as pessoas estao destacadas.

Editado por Burkina2008

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Citação de Burkina2008, há 55 minutos:

se uns receberam 30% de aumento, to que vao exigir todos os outros funcionairos publicos, reformados, etc?

Era o raciocínio que fazia uns posts atrás.

Se os bombeiros pararem as ambulâncias para exigir esse aumento lá vai o governo atrás. E o mesmo para as outras profissões.

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Bem, se os outros funcionários públicos quiserem voltar a fazer 40h/semana e serem obrigados a fazer 150 (agora 250) horas extra anuais (no mínimo), be my guest. 

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Há uma reinvidicação nesta negociação que na minha opinião não faz sentido: a reposição das 35h/semana. Toda a gente sabe que as 35h não vão ser suficientes para a atividade assistencial e só vamos estar a acumular mais horas extraordinárias.
Por outro lado, é irónico quererem negociar 250h extra obrigatórias por ano para os novos contratos, quando o que se fala cada vez mais é em implementar uma semana de 4 dias. 

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Citação de lucho^, há 39 minutos:

Há uma reinvidicação nesta negociação que na minha opinião não faz sentido

Fazer sentido até faz, num mundo ideal em que os serviços têm profissionais de saúde em número adequado e com CSP com listas de utentes com tamanhos realistas... Agora no panorama nacional de hoje não é minimamente realista pensar em reduzir para 35h/semana. 

Editado por 1906
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Isto vindo do líder do partido que mais foca a sua comunicação à volta de impostos é engraçado.

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Os médicos fazem mais horas que a maioria dos funcionários públicos (40h semanais ao contrário das habituais 35h semanais), é claramente uma profissão altamente diferenciada a nível académico e o seu salário base não reflete essa diferenciação (na reportagem do Pedro Guerreiro falou em 1500€/mês e 1800€/mês ao fim de 30 anos de carreira). São pressionados a fazer dezenas de horas extra (médicos com 400/500h extra por ano) para assegurar o funcionamento das urgências, tal como o Ministro da Saúde admitiu, as urgências estão dependentes da disponibilidade dos médicos em fazerem estas horas extras, caso todos queiram trabalhar exclusivamente as horas mínimas contratualizadas as urgências do país fechavam. 

Mas talvez o principal fator é o crescimento da saúde privada em Portugal. Atualmente existem mais hospitais privados do que públicos, todos com condições mais modernas e adequadas para os dias de hoje, mais satisfatórias para quem trabalha e para quem usufrui das mesmas. Os salários são facilmente 4/5x superiores no privado. É tudo mais organizado, não se vê a correria e a tensão constantes a que se assiste num hospital público, e todos estes fatores levam a uma migração do médico especialista do SNS para o privado, é totalmente normal. Ao dia de hoje o SNS é principalmente assegurado pelo médicos mais jovens, ainda em formação, e por recém-especialistas. 

Penso que esta crise foi um pouco adiada por causa da pandemia, nessa altura os médicos já estavam fartos do estado do SNS mas perante a situação catastrófica colocaram isso de parte e juntaram-se de forma a dar uma resposta adequada à pandemia. Após isso esperava-se algum reconhecimento por parte do estado, como aconteceu um pouco pela Europa fora, mas o que realmente se viu foi ainda mais indiferença por parte do Governo. Mesmo ao dia de hoje, em plena crise do SNS, surgem medidas completamente descabidas: alargamento para 250h extra obrigatórias, atraso na carreira médica (os anos de internato seriam considerados como "estágio"), remuneração de acordo com objetivos (li que médicos de família poderiam ser prejudicados no seu salário se ultrapassarem um nº de receitas e exames), a classe sente-se injustiçada e desgastada. 

Está na altura de alguém assumir a responsabilidade. O António Costa diz que o problema do SNS é de gestão, palavras curiosas vindas de quem "nos gere" há 8 anos.

 

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