Refutador Publicado 20 Junho 2016 Jogámos mais do que o suficiente para derrotar a Espanha e estar na final. Agora podes pegar nas oportunidades de golo e ajuizar o jogo dessa forma. Mas isso seria um exercício interessante, tendo em conta o que se passou com Portugal e a Áustria...Afinal um jogo não pode ser só analisado dessa forma, ou pode? Eu analiso o jogo mediante aquilo que ambas as equipas fizeram nos 90 minutos. No Portugal-Espanha, acho que Espanha fez mais do que Portugal e, por isso, mereceu ir à final. No Portugal-Áustria, quando uma equipa não faz nada (Áustria) e a outra não faz quase nada (Portugal), é evidente que a segunda merece ganhar por ser a menos medíocre, mas eu nem sequer falei disso. Em linhas gerais, o que eu disse ontem foi que uma equipa que não faz quase nada aumenta as probabilidades de não ganhar o jogo, como aconteceu. Não percebi bem se era isso que estavas a insinuar, mas não há incoerência nenhuma aqui. Compartilhar este post Link para o post
Roadrunner Publicado 21 Junho 2016 Este é um bom post mas eu acho que tás a generalizar/simplificar bastante ao englobar o Queiroz, PB e FS tudo na mesma era. Acho que "dar a iniciativa ao adversário" como plano A foi coisa só mesmo do Queiroz. A equipa do Paulo Bento era muito mais ofensiva, com algumas relativas excepções, como a famosa meia-final contra a Espanha em que entramos a pressionar alto mas com um jogo algo agressivo e claramente focado em destruir (Pepe a trinco p.ex.), foi um jogo muito Real do Mourinho vs Barça do Guardiola. Agora com o Fernando Santos tens ainda outra coisa diferente, em alguns jogos sim vês bloco baixo e defender como prioridade, outros como o jogo de Sábado tens uma ideia de jogo extremamente móvel de posse, se bem que mal mecanizada e a entrar em conflito com as individualidades, personificadas pelo Ronaldo, como dizes. Outra coisa que eu não concordo é a ideia que existe um "jogador tipo português" e que a nossa identidade tem de ser obrigatoriamente algo historicamente coerente com esse jogador tipo. Isso parece-me um chavão um bocado limitativo. Os estilos de jogo mudam - a Alemanha actual campeã do mundo tem alguma coisa a ver com a Alemanha clássica que também ganhou tanta coisa? Os alemães encolheram? Ainda há ali vestígios de DNA clássico, claro, porque é impossível fazer um corte brusco com o passado, a evolução faz-se progressivamente passo a passo. Mas está muito diferente. O que quero dizer com isto, é que pode não fazer sentido nenhum dum dia para o outro tentar pôr Portugal a jogar como se fosse por exemplo a Itália, mas não significa que não se possa evoluir noutras direcções. Aliás, a nova geração já está a evoluir num sentido novo ligeiramente diferente da geração de ouro, e muito diferente desta que está a acabar. Não vês nenhum jogador individualista por excelência como um Ronaldo, Quaresma, Nani ou Futre. Nem sequer tens um Figo a por o drible e o um-para-um ao serviço do colectivo. Os extremos quase que desapareceram. Em vez disso, tens playmakers aos molhos, e os avançados ou são móveis ou até são #9s como não tem havido até agora (André Silva, Gonçalo). Essencialmente, englobo muito mais Queiroz e PB na mesma era que propriamente FS, que me parece já estar inserido noutra realidade no que diz respeito aos recursos que tem à disposição. Julgo que romantizas um pouco a selecção do Paulo Bento. É certo que terá sido precisamente naqueles quatro anos que mais se sente a falta de uma renovação de valores efectiva, mas não tenho nada na ideia que aquele Portugal do PB tenha demonstrado uma noção de jogo por demais ofensiva. Aliás, a prova de chancela que faz (o Euro 2012 que lembras) é muito marcada por uma postura de espera pelo erro, em particular nos jogos a eliminar, nos quais apenas fazemos um golo no total e demonstramos uma incapacidade considerável em criar colectivamente jogo ofensivo pensado (o jogo contra a República Checa foi particularmente difícil de ver nesse aspecto, tendo em conta os recursos do adversário). Não serve isto como crítica, até porque é incontestável que os resultados produzidos, em particular nessa competição, foram bons para aquilo que tínhamos ao nosso dispor. Concordo com o que levantas em relação às questões identitárias do jogador português. Muito embora seja sempre possível identificar um conjunto de características comuns a jogadores de países com histórico marcado no futebol mundial, o futebol produzido pelas suas selecções não é, nem pode ser, um produto monolítico e imutável ao longo do tempo. As equipas, e em particular os seleccionadores, estão sempre sujeitas aos seus contextos, aos recursos que têm ao seu dispor, aos adversários que encontram pela frente, ao panorama táctico e estratégico envolvente. Há claramente um paradigma diferente nas características específicas de alguns dos jogadores que agora surgem, mas também me parece evidente que o perfil continua largamente inalterado. A própria evolução do jogo já não propicia jogadores idênticos aos formados na Geração de Ouro, mas essa é uma tendência a nível mundial, não apenas nossa. O jogador individualista por excelência de que falas é cada vez mais tornado extinto pelo transportador de bola em progressão, ou pelo playmaker em posse a que aludes. A emergência dos avançados móveis respeita a mesma realidade, quer-me parecer. Dentro desta matriz portuguesa, é claro que é possível adoptar formas de abordagem ao jogo que vão para lá do tradicional português dos anos 80, 90 ou lá o que for. Aquilo que quis dizer foi muito mais no que diz respeito a uma equipa que se encontra claramente em conflito com o conjunto de jogadores que tem ao seu dispor porque ainda não conseguiu assimilar com sucesso que os tem e que há outras formas de os rentabilizar melhor. O que esta selecção do FS parece estar a querer fazer é a assimilar duas filosofias antagónicas: uma que é a dele e que segue, de forma vagamente coerente, aquilo que tem sido feito nos últimos anos (de futebol de espera e de exploração do erro), e outra que lhe é quase organicamente imposta, entre aspas, por força da evolução natural que o futebol português tem tido mais recentemente (de assumir o jogo e trabalhar a posse). Compartilhar este post Link para o post
El Colosso Publicado 21 Junho 2016 Ainda há a possibilidade de apuramento mesmo perdendo contra a Hungria. Incrivel Compartilhar este post Link para o post
Oblivion Publicado 21 Junho 2016 vou já meter uma moedinha na Hungria Compartilhar este post Link para o post
G1njas Publicado 21 Junho 2016 Ainda há a possibilidade de apuramento mesmo perdendo contra a Hungria. Incrivel What?! A sério? Essa passou-me ao lado. É preciso um doutoramento em matemática para perceber estas contas :estrelas: Compartilhar este post Link para o post
Diogo_CFB Publicado 21 Junho 2016 Ainda há a possibilidade de apuramento mesmo perdendo contra a Hungria. Incrivel Acho que não Compartilhar este post Link para o post
Enzo Dios Perez Publicado 21 Junho 2016 Há sim. Existe a possibilidade de haver 3 grupos (D, E e F) em que o 3º classificado fique com menos de 3 pontos. Para isso os checos terão que empatar com os turcos e os suecos e os irlandeses não vencerem os seus jogos. Estes 2 últimos é bem provável que aconteça. Compartilhar este post Link para o post
DS7 Publicado 21 Junho 2016 Digam-me que o formato de este ano foi só uma exceção em Europeus. Compartilhar este post Link para o post
El Colosso Publicado 21 Junho 2016 Acho que não Depende prai de 5 ou 6 resultados e de nós não perdermos por mais de 1 marcando contra a Hungria, mas: a Suécia não ganha à Bélgica, empatando 0-0 a Rep.Checa empata a 0; a Irlanda não ganha à Itália; nós perdemos 2-1 (ou 3-2, etc etc); a Islândia não perder com a Austria; Ficaria Portugal com 2, a Suécia com 2 (assumindo que empatam a 0) e a Rep.Checa com 2. Primeiro seria a diferenla de golos, que seria -1 para toda a gente. Depois seria por golos marcados, onde convem marcarmos e eles não marcarem nenhum. Depois vai-se ao Fair Play e depois vai-se ao ranking. Não sei é como estamos no Fair Play tho :lol: Compartilhar este post Link para o post
G1njas Publicado 21 Junho 2016 Que tristeza passar com 2 pontos :lol: Não gosto nada desta história dos melhores terceiros lugares. O Euro estava bem como estava, com 18 equipas. Compartilhar este post Link para o post
Diogo_CFB Publicado 21 Junho 2016 Depende prai de 5 ou 6 resultados e de nós não perdermos por mais de 1 marcando contra a Hungria, mas: a Suécia não ganha à Bélgica, empatando 0-0 a Rep.Checa empata a 0; a Irlanda não ganha à Itália; nós perdemos 2-1 (ou 3-2, etc etc); a Islândia não perder com a Austria; Ficaria Portugal com 2, a Suécia com 2 (assumindo que empatam a 0) e a Rep.Checa com 2. Primeiro seria a diferenla de golos, que seria -1 para toda a gente. Depois seria por golos marcados, onde convem marcarmos e eles não marcarem nenhum. Depois vai-se ao Fair Play e depois vai-se ao ranking. Não sei é como estamos no Fair Play tho :lol: Tens razão, carai acho que não precisamos de chegar a tanto :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
El Colosso Publicado 21 Junho 2016 Já agora, fair play? Neste momento estamos empatados com os checos e os suecos, logo, passariamos nós por estarmos à frente no ranking. Amazing Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 21 Junho 2016 No fair-play estamos iguais à Suécia e à Rep. Checa de momento (2 amarelos e 0 vermelhos). Somos segundos ex-aecquo neste indicador. Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 21 Junho 2016 Eu analiso o jogo mediante aquilo que ambas as equipas fizeram nos 90 minutos. No Portugal-Espanha, acho que Espanha fez mais do que Portugal e, por isso, mereceu ir à final. No Portugal-Áustria, quando uma equipa não faz nada (Áustria) e a outra não faz quase nada (Portugal), é evidente que a segunda merece ganhar por ser a menos medíocre, mas eu nem sequer falei disso. Em linhas gerais, o que eu disse ontem foi que uma equipa que não faz quase nada aumenta as probabilidades de não ganhar o jogo, como aconteceu. Não percebi bem se era isso que estavas a insinuar, mas não há incoerência nenhuma aqui. Não há incoerência, simplesmente não acho que se possa ajuizar fielmente um jogo daqueles pegando apenas nas oportunidades aparecidas num vídeo de youtube. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 21 Junho 2016 Que tristeza passar com 2 pontos :lol: Não gosto nada desta história dos melhores terceiros lugares. O Euro estava bem como estava, com 18 equipas. E com 16? :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post