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Resende93

Há uma empresa portuguesa que ninguém conhece mas diz valer 28 mil milhões

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Citação do jornal "Expresso" online

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Sabe qual é a empresa portuguesa com maior capital social em Portugal? Não, não é a Galp Energia. É a… Yupido, S.A. Trata-se de uma companhia com sede nas Torres de Lisboa e que tem registado um capital social superior a 28 mil milhões de euros. Sim, leu bem: são 28.768.199.972 euros para sermos precisos, ou mais de 15% da riqueza gerada em Portugal no ano passado.
Está registada como uma empresa de consultoria e, até hoje, nada se sabia dela. Mas os holofotes incidiram na Yupido esta quarta-feira, quando dezenas de utilizadores do Twitter perceberam que existia uma empresa que diz valer qualquer coisa como duas vezes o valor de mercado da gigante Galp. Ou nove vezes o BCP. Será isso possível?

É fácil encontrar a página da Yupido na internet, mas bem mais difícil é chegar aos responsáveis. No site, exibe os 28 mil milhões de capital social, publica os estatutos da empresa (que corroboram o valor) e indica ainda quem está ao leme deste grande navio: tem Hugo Martins como presidente executivo e foi fundada por Cláudia Alves (diretora de operações) e Torcato Jorge (diretor de marketing). No LinkedIn, há pelo menos uma pessoa que garante ter completado um estágio de verão na Yupido.
O caso ganha contornos ainda mais bizarros quando se tenta contactar a Yupido. No site não consta qualquer endereço de email ou número de telefone: apenas um formulário de contacto que o ECO usou para remeter algumas questões, mas às quais ainda não obteve resposta. O ECO fez ainda um telefonema para a morada da Yupido, um andar na Torre G, na Rua Tomás da Fonseca, em Lisboa. Uma responsável da Regus Business, a empresa que faz a gestão do escritório da Yupido, não foi capaz de transferir a chamada para a empresa por não existir lá uma extensão telefónica.

Mas, afinal, de onde vem tanto dinheiro? Para perceber isso, há que dissecar os números. A Yupido foi fundada em 2015, mas o volume de vendas nesse ano, e também em 2016, é nulo. Aliás, a empresa tem dado prejuízo. Há dois anos, perdeu 11.800 euros. No ano passado, as perdas chegaram aos 21.570 euros. Também não existem empregados ao serviço da Yupido.
Sabe-se também que a Yupido realizou um aumento de capital em espécie no ano passado. O ECO teve acesso ao relatório de contas da Yupido relativo ao exercício do ano de 2016, onde a empresa começou com um capital próprio de mais de 243 milhões de euros. É durante o ano passado que nascem os 28 mil milhões de euros. O valor está inscrito na folha de balanços como sendo a avaliação total dos “ativos intangíveis” que a Yupido gere.

Um ativo intangível pode ser, por exemplo, um direito de exploração, uma patente, e por aí em diante. É, sobretudo, algo não palpável. E, pela lei, só pode ser reconhecido se “for provável que os benefícios económicos futuros esperados atribuíveis ao ativo sejam gerados em favor da entidade” e “o custo do ativo possa ser mensurado com confiabilidade”. São ativos deste tipo que a Yupido diz que puxaram o capital social para valores estratosféricos, mas não foi possível apurar que tipo de ativos gere esta empresa em concreto.
O ECO sabe que já foram solicitadas informações ao conselho de administração por parte do auditor de contas da Yupido, a J. Rito & Associada. Contactado, o revisor de contas, José Luís Freire Rito, preferiu não fazer comentários a estas informações.


https://www.sapo.pt/noticias/economia/ha-uma-empresa-portuguesa-que-ninguem-conhece_59b017b39d03898c4601f985

Desculpem se coloquei a notícia com erro, não costumo criar tópicos, mas acho esta notícia interessante.

Anyway, é normal existirem fachadas de grandes empresas na Holanda, Luxemburgo, Irlanda, mas aqui em Portugal???

Isto fica ainda mais esquisito quando são 5 tipos da JP que fundaram isto e entretanto desapareceram Editado por ascom

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Visitante

Podiam tentar dar um bocadinho menos nas vistas.

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Visitante

Que nome horrível. Yupeido

 

Anyway, é normal existirem fachadas de grandes empresas na Holanda, Luxemburgo, Irlanda, mas aqui em Portugal???

 

 

Não é normal, porque o regime fiscal e judicial não é favorável. Mas deve haver algumas, por um motivo ou outro que não seja mover dinheiro.

Editado por Visitante

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Anyway, é normal existirem fachadas de grandes empresas na Holanda, Luxemburgo, Irlanda, mas aqui em Portugal???

 

Isto nem sequer é uma empresa de fachada. Isto é uma empresa que não tem actividade. Não faz nada. E isso é que é muito suspeito.

 

Mais ainda, os 28 mil milhões de capital social não representam dinheiro. Representam marcas, patentes e coisas do género. Tenho para mim que todas as marcas portuguesas juntas não valem 28 mil milhões de euros...

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Estava capaz de apostar que esta empresa é gerida pelo gajo que determina as clausulas de rescisão nos contratos dos jogadores de futebol.

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Tem de se pagar para ler tudo, tou com esperanças que haja aí algum inácio literário.

 

http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2017-09-07-PJ-esta-a-analisar-empresa-misterio-que-diz-ter-29-mil-milhoes-em-tecnologia-secreta

Eles dizem aí que a tecnologia está em fase de implementação

 

Vou tirar print screens, espera aí 10 minutos

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https://twitter.com/hugotiago_

 

Esse twitter está também muito forte em relação a este caso.

 

Ele diz aí algo que não entendo bem. Parece que a Yupido faz o registo de uma marca chamada Kuaboca(sim, com este nome) e a Estoril Sol fez uma reclamação.

Curiosamente o Técnico oficial de contas que analisou a Yupido e diz que a avaliação até é conservadora parece que fez parte do conselho fiscal da Estoril Sol. WTF??

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Pois, sem vendas e a perder só 33 mil euros num ano, é óbvio que não contrataram ninguém para arranjar nomes decentes para as marcas e pediram aos filhos de 3 anos para o fazer.

Editado por Cabeça de giz

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Indo às perguntas que interessam, isto é uma lavandaria e dá para um cidadão comum lavar as suas colchas lá?

 

Quer dizer, isto explodiu nos media portanto já não deve dar. Mas daria?

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Indo às perguntas que interessam, isto é uma lavandaria e dá para um cidadão comum lavar as suas colchas lá?

 

Quer dizer, isto explodiu nos media portanto já não deve dar. Mas daria?

Não sei. Eles não movem muito dinheiro e até apresentaram prejuízo.

Não consigo perceber o real objectivo disto.

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Indo às perguntas que interessam, isto é uma lavandaria e dá para um cidadão comum lavar as suas colchas lá?

 

Quer dizer, isto explodiu nos media portanto já não deve dar. Mas daria?

convém que tenhas conhecimentos na JP

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Já ninguém se interessa por isto? :mrgreen: Têm saído várias notícias.

 

Yupido: primeiro serviço vai ser para apoio a empreendedores e lançado em 2018

Cátia Borrego

Ontem 07:20

 

Em entrevista ao Jornal Económico, presidente da Yupido diz que o primeiro serviço vai ser lançado em 2018 e que contratará mais de 200 pessoas.

 

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O presidente da Yupido (lê-se Yup-I-Do) diz que o primeiro serviço a ser lançado pela empresa será global, destinado a apoiar empreendedores, será lançado no próximo ano e obrigará à contratação de mais de 200 pessoas.

 

Em entrevista ao Jornal Económico, Torcato Jorge diz que o serviço será comercializado sob a marca Quaquado, já registada pela empresa.

 

“O serviço vai ser lançado a nível mundial em 2018. Vai estar disponível para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. E o objectivo do serviço é dar apoio aos empreendedores a criar novas empresas e a gerir as suas empresas”, diz.

 

“Queremos fazer com que se foquem ao máximo nas suas operações diárias e que não se preocupem com outras coisas que as empresas normais têm de se preocupar no seu dia-a-dia. Queremos fazer com que qualquer pessoa possa abrir uma empresa e possa gerir uma empresa, mas tranquilamente, com menos peso burocrático do que uma empresa normalmente exige. Queremos fazer com que as interações entre empresas e os seus clientes, fornecedores, parceiros, governos, segurança social sejam muito mais simples, automáticas, e que as pessoas se foquem apenas numa coisa: em criar”, explica.

 

A Yupido foi constituída em julho de 2015 e afirma-se como uma “startup tecnológica, tendo-se tornado conhecida quando se descobriu que tinha um capital social de 28,7 mil milhões de euros.

 

Torcato Jorge diz que a empresa foi criada por “um grupo de empreendedores, de diversas áreas”, onde se inclui. Aponta que se trata de “empreendedores que investem no projeto, que acreditam no projeto e que vão obter proveito dele a médio/longo prazo, quando a empresa estiver bem”.

 

“O número de pessoas que constituem este bloco é maior do que quando o Snapchat tinha dois anos de idade”, diz, acrescentando que “estas pessoas trabalham a partir de vários sítios”.

 

“Estamos no século XXI e por isso não precisamos de estar no mesmo espaço físico para trabalharmos”.

 

O segundo bloco, como lhe chama, são os funcionários. “Porque é que não temos funcionários? É simples: a Quaquado ainda não iniciou funções, mas está previsto que no primeiro ano de operações da Yupido, no negócio do serviço da Quaquado, se contratem cerca de 206 pessoas para prestar auxílio às pessoas que quiserem utilizar este serviço, em todo o mundo”, diz.

 

Questionado sobre a inexistência de vendas em já dois anos de atividade, Torcato Jorge faz paralelos com outras empresas tecnológicas hoje de grande dimensão. “Quando é que o Facebook começou a faturar?”, pergunta. “O Snapchat só começou a faturar residualmente antes de entrar para IPO [oferta pública de venda de ações] e com prejuízos de 1,3 mil milhões de euros”, diz, acrescentando: “Não quer dizer nada. A faturação é um indicador para a saúde financeira, mas não numa startup tecnológica que ainda está a iniciar. O Snapchat está em bolsa e está a dar prejuízo. A Uber não está em bolsa mas está também a dar prejuízo e qual é o potencial que têm?”, questiona.

 

Outro serviço que está em preparação usará a marca Kuaboca, também já registada pela empresa, e que se destina à comunicação entre pessoas.

 

“O método preferencial de comunicação das pessoas é falarem umas com as outras, com a boca”, diz Torcato Jorge, apontado que este serviço estará “relacionado com comunicação”, sem adiantar pormenores. “As pessoas precisam de interagir com o governo, família, fornecedores, local de trabalho. As pessoas precisam de comunicar com uma série de agentes que estão à sua volta”, diz.

 

A base para estes serviços é uma plataforma digital, que o presidente e acionista da Yupido garante ser inovadora.

 

“Quando a Yupido lançar a plataforma, tenho a certeza absoluta de que toda a gente vai pelo menos experimentar uma vez. Acho que é a plataforma de media mais bonita e mais poderosa que o mundo já viu. É uma coisa brutal”, diz.

 

A Yupido, explica Torcato Jorge, “trabalha em tecnologias” e “desenvolvemos algoritmos”.

 

“Estamos a preparar o registo de algumas patentes. 42 é o número em que estamos mesmo a trabalhar”, diz.

 

O presidente da Yupido questiona, de seguida, o porquê de toda a atenção sobre a empresa e diz que, depois de feitas as investigações, pretendem apurar responsabilidades. “Porque é que foi agora. Quais são as intenções? E quem? Caso seja apurada alguma matéria de facto vamos comunicar com as autoridades competentes com o sentido de tomar as devidas diligências para fazer face a esta situação”, afirma.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/yupido-primeiro-servico-vai-ser-para-apoio-a-empreendedores-e-lancado-em-2018-207769

 

“Valor da Yupido não é muito alto para o mercado”, diz presidente da empresa

Cátia Borrego

Ontem 07:30

 

Em entrevista ao Jornal Económico, Torcato Jorge, co-fundador e 'chairman' da empresa, diz que a Yupido não pode ser comparada a outras empresas do PSI20, porque é uma startup de tecnologia, com outra estrutura.

 

O presidente da Yupido defende, em entrevista ao Jornal Económico, que os 28,7 mil milhões de euros de capital social da empresa não podem ser comparados com as valorizações de empresas industriais portuguesas, mas sim com as das tecnológicas globais, como a Microsoft, Facebook, ou Snapchat.

 

“Fomos muitas vezes comparados à Galp, mas esta é uma empresa que dentro do seu setor, a nível mundial, é pequena. Nós não somos uma Galp, somos uma startup tecnológica que se concentra única e exclusivamente a criar serviços e tecnologias que vão servir as empresas, as pessoas, e que vão criar novas formas de interação entre empresas, pessoas e governos”, diz Torcato Jorge.

 

“Nós podemo-nos comparar com a Google, a Microsoft, a Apple. Por isso, esta questão com o capital inicial e, depois, com o aumento [de capital] é pública e, penso, está clara”, reforça.

 

Torcato Jorge diz que a Yupido é uma “startup tecnológica, que tem uma operação completamente distinta de todas as empresas portuguesas”.

 

A Yupido foi constituída em julho de 2015, já com um capital social superior a 243 milhões de euros. A criação deveu-se, segundo Torcato Jorge, a “um grupo de empreendedores, de diversas áreas”, onde se inclui.

 

Depois, o seu capital social foi aumentado em 28,5 mil milhões de euros, através da incorporação de ativos intangíveis.

 

Estes ativos são, segundo foi agora noticiado, têm por base uma plataforma digital – os serviços relacionados – que foram avaliados naquele montante por um revisor oficial de contas em Portugal.

 

Uma avaliação “exaustiva”

 

Ao Jornal Económico, Torcato Jorge explica que se tratou de “um processo de avaliação exaustivo, esgotante, e extensivo para as pessoas que trabalham na empresa, porque foi praticamente um ano de constante auditoria, revisão, explicação de técnica, apresentações a várias pessoas e constantes validações, por ser um valor interessante para nós”.

 

“Não é um valor muito alto para o mercado porque, se formos ver, o valor do Netflix é três vezes maior”, disse.

 

A avaliação foi feita por António Alves da Silva, que foi presidente da Sociedade Portuguesa de Contabilidade, é membro do Conselho Superior da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e consultor da Rogério Fernandes Ferreira e Associados, uma sociedade de advogados.

 

“É uma das pessoas mais respeitadas da área e nós procurámos uma pessoa com uma visão única”, diz Torcato Jorge. “O ROC [revisor oficial de contas] utilizou os métodos que à data eram os mais corretos para avaliar um ativo intangível desta espécie, que é o discounted cash flow, que é o mais utilizado tanto aqui [em Portugal] como nos Estados Unidos, para avaliar este tipo de conteúdos tecnológicos”, acrescenta.

 

“Por exemplo, o Snapchat foi avaliado em 15 mil milhões quando faturava zero, tinha três anos de idade e tinha 20 empregados. Também tiveram os seus auditores. Como nós fomos os primeiros a ter este tipo de avaliação em Portugal, é normal as pessoas quererem saber porquê. Em cinco anos, o Snapchat foi para bolsa, sem ter lucro, com prejuízos e não se sabe quantos funcionários tem. Não tem nenhuma sede construída, tem escritórios espalhados pela Califórnia inteira e não dizem onde, protegem os investidores ao máximo. Então porquê esta avaliação? Porque a tecnologia que está incorporada no modelo de negócio deles e a possibilidade de ganhos futuros faz com que a empresa à data esteja assim avaliada”, justifica.

 

Em entrevista ao Jornal Económico, Torcato Jorge diz que as investigações que estão a ser feitas pelas autoridades à Yupido vão dissipar dúvidas.

 

“Está em processo uma análise para averiguar quais são as medidas que têm de ser tomadas pelo Ministério Público, pela Procuradoria-geral da República e pela Polícia Judiciária e isso é ótimo. Tenho a certeza de que no final da análise ou investigação – se existir – se vai concluir que efetivamente está tudo bem e nós vamos ganhar força com isso. As pessoas vão perceber que esta situação não é esquisita”, afirma.

 

“Informámos a PJ na passada sexta-feira, através de email e de uma carta registada, da nossa predisposição para cooperar com eles com qualquer tipo de informação que queiram. E até pedimos ajuda porque estamos a ser assolados com contactos, mas no final tenho a certeza absoluta que não vão ter nada a apontar”, sublinha.

 

“Portugal tem um potencial incrível”

 

O presidente da Yupido diz que a empresa é um player tecnológico português, mas de operação global, independentemente de uma futura sede se situar, ou não, em Portugal.

 

“Apesar de termos iniciado atividade em Portugal, não quer dizer que operemos só em aqui. Decidimos abrir em Portugal porque acreditamos que tem um potencial incrível, além do português ser uma das línguas mais faladas no mundo”, diz, justificando: “Portugal é o país da europa mais próximo dos EUA. Os fusos horários são excelentes, relativamente à Irlanda, Reino Unido, e até à Rússia. O mercado português é sempre um bom mercado para fazer testes, é um bom mercado piloto”. “No entanto, o nosso serviço nunca vai ser nacional, vai ser sempre um serviço a nível mundial”.

 

Torcato Jorge diz que a empresa já iniciou contactos para a construção de uma sede, mas não garante que seja em Portugal, apesar de ser essa a intenção.

 

“Já iniciámos algumas diligências relativamente ao projeto da construção de uma sede. Mas somos uma startup – como o próprio nome indica estamos a iniciar e a formar as nossas equipas. E temos, sim, vários escritórios, espalhados”, explica, recusando, no entanto, revelar os locais exatos de operação. “Não nos interessa estar a divulgar onde esses escritórios estão. Para efeitos legais existe uma sede social da empresa e cumprimos os requisitos legais. A Apple, por exemplo, tem uma sede enorme, mas os projetos mais secretos não acontecem dentro da sede – têm edifícios espalhados em várias cidades, onde colocam os funcionários, com contratos de confidencialidade muito grandes e é lá que nascem os projetos, que depois vão para a sede para serem comercializados”, diz.

 

O responsável pela Yupido, que é, simultaneamente, o seu segundo maior acionista, com 29,4% do capital, diz que Portugal tem muitas coisas interessantes, “mesmo do ponto de vista fiscal”.

 

“O nosso sistema fiscal é um dos mais evoluídos da Europa, o fisco é altamente automatizado; o Governo português é super tecnológico e é ótimo trabalhar com eles. É claro que empresas desta dimensão são ‘aliciadas’, mas nós queremos ficar aqui”, diz.

 

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/valor-da-yupido-nao-e-muito-alto-para-o-mercado-diz-presidente-da-empresa-207760

 

Yupido promete “plataforma de media mais bonita e poderosa que o mundo já viu”

Ana Sanlez 12.09.2017 / 12:42

 

O fundador da Yupido acredita que "as pessoas vão perceber que esta situação não é esquisita"

 

Ainda não tem sede, mas já iniciou “algumas diligências” para a sua construção. O primeiro grande serviço vai ser lançado “a nível mundial” em 2018, altura em que serão contratadas “cerca de 206 pessoas” pela empresa que “trabalha em tecnologias” e desenvolve algoritmos. E que está a preparar o registo de 42 patentes.

 

É por estas e outras razões que a avaliação de 28,8 mil milhões de euros atribuída à Yupido “não é um valor muito alto para o mercado”, afirma em entrevista ao Jornal Económico Torcato Jorge, presidente e um dos fundadores da empresa que tem andado nas bocas do mundo nos últimos dias.

 

O responsável garante que o valor resultou de “um processo de avaliação exaustivo, esgotante, e extensivo para as pessoas que trabalham na empresa, porque foi praticamente um ano de constante auditoria, revisão, explicação de técnica, apresentações a várias pessoas e constantes validações, por ser um valor interessante para nós”.

 

E sublinha que António Alves da Silva, o revisor oficial de contas de 87 anos que avaliou o ativo da Yupido, “utilizou os métodos que à data eram os mais corretos para avaliar um ativo intangível desta espécie, que é o discounted cash flow“.

 

Torcato Jorge adiantou ainda ao Jornal Económico que o primeiro serviço da empresa vai ser lançado através da marca Quaquado, que a empresa registou no ano passado, e tem como objetivo “dar apoio aos empreendedores a criar novas empresas e a gerir as suas empresas”.

 

A Yupido registou ainda a marca Kuaboca, sob a qual deverá lançar um serviço ligado à comunicação. O nome foi escolhido, segundo o responsável, porque “o método preferencial de comunicação das pessoas é falarem umas com as outras, com a boca”. Torcato Jorge promete “a plataforma de media mais bonita e mais poderosa que o mundo já viu”.

 

O fundador da Yupido, que afinal se lê “Yup I Do”, garante que a empresa está a colaborar com as autoridades, e acredita que no fim, “as pessoas vão perceber que esta situação não é esquisita”.

http://www.dn.pt/dinheiro/interior/yupido-promete-plataforma-de-media-mais-bonita-e-poderosa-que-o-mundo-ja-viu-8764847.html

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