Black Hawk Publicado Maio 8 Any Given Wednesday Alguns clubes vivem de títulos. Alguns clubes vivem das suas memórias. O Sheffield Wednesday vive de ambos. Disso e da sua teimosa esperança no regresso ao patamar de onde nunca deveria ter saído. Um patamar que é seu por direito. Os "The Owls" foram fundados em 1867. São um dos clubes mais antigos de Inglaterra e carregam na sua história décadas de rivalidades intensas e paixões efervescentes, alicerçados por uma massa adepta que nunca abandonou Hillsborough mesmo nos momentos mais difíceis. Momentos como aqueles que vive no presente. “Any Given Wednesday” é uma carreira sobre reconstrução. O objetivo é devolver o Wednesday ao patamar de onde nunca deveria ter saído - o topo do futebol inglês. Sem promessas douradas ou atalhos financeiros. Apenas com trabalho, desenvolvimento de jovens talentos, amor e dedicação a um gigante adormecido do futebol britânico. Ora, o Wednesday em inícios da temporada 2025/26 é um desastre à beira de acontecer. Ou que já aconteceu? A verdade é que a temporada ainda nem começou e já estão a 18 pontos da linha de água. Nem importam os motivos; o que importa é que o Wednesday começa o Championship com -18 pontos do que os seus adversários. Nem tudo seria mau se os "The Owls" até tivessem uma boa equipa para reverter essa diferença... mas não. O plantel do Wednesday para 2025/26 é para lá de terrível - é um autêntico desastre. É um daqueles plantéis que seria praticamente garantido descer de divisão mesmo que começasse com pontos positivos, quanto mais com pontos negativos. Como é que alguém poderá esperar alguma coisa que não a despromoção? De qualquer forma, essa é a expectativa da Direção, que por algum motivo espera um lugar tranquilo a meio da tabela... ... apesar de começarmos com -18 pontos... ... e com um plantel para lá de mau. A sério, vocês não estão a ver bem o quão mau é o plantel do Wednesday. Segundo consta, alguns jornalistas viram o primeiro treino da equipa e puderam testemunhar como alguns jogadores se queixavam de que a bola era demasiado redonda. Imaginem! Quem são esses jogadores, perguntam vocês? Ah, não importa. O importante é que tirando um punhado de rapazes que até tratam a bola por tu, a maioria deveria estar a jogar no INATEL ou assim. Não acreditam? Vejam por vocês mesmos. Este meco é na verdade o capitão de equipa. É o nosso melhor lateral direito apesar de ser lento, raramente se mexer quando não tem a bola e os seus cruzamentos saírem milimétricos a cabeça... do pobre adepto atrás da baliza. E normalmente acerta logo naquele que está distraído e leva com a bola em cheio na fuça. Até nisso ele é mauzito a cruzar a bola. Mas grita muito e tal, parece que os colegas ouvem-no com atenção. Provavelmente têm mesmo de ter muita atenção para o ouvir - é que ele é escocês e não é fácil perceber o que diz. Este é o nosso melhor defesa central - pelo menos é o que me dizem os treinadores adjuntos. Eu confesso que fico na dúvida que ele possa sequer jogar à bola. Bastou-me ver o primeiro treino quando meti os jogadores a correr desde um pino até outro; ele conseguiu ser ultrapassado pelo meu adjunto de 68 anos que andava a recolher os pinos. E ele nem ia a correr! Este é capaz de ser o nosso melhor extremo para jogar pela direita. Não é que seja mau, mas no que é que ele é bom, mesmo? Não precisam de responder, eu sei bem qual é a resposta. Estou lixado... Mas nem tudo é mau. Temos o Nathaniel Chalobah! Internacional inglês e com passagens pelo Chelsea ou pelo Napoli. É certo que já não é o jogador que foi noutros tempos, mas no meio deste desastre todo sempre há que realçar aqueles que conseguem correr com a bola sem tropeçar nela. O único sorriso que consegui desenhar na minha face rezingona foi quando vi este menino com a bola nos pés. Claro que não é um jogador nosso. Ele é do Manchester City, mas vai fazer a temporada connosco. É rápido como uma flecha. Num dos treinos fizemos corridas de 100 metros e conseguiu dar 200 metros de avanço ao defesa central de que vos falei há pouco - talvez porque o desgraçado ainda estava a tentar concluir a corrida entre os pinos. Pronto, é isto que temos. Temos 46 jogos pela frente para fazer uns 65 pontos, o que depois de reduzir os 18 pontos do castigo dá uns 47 pontos - depois é rezar para que isso seja suficiente para não descermos de divisão. Se não descermos, o objetivo passará por reconstruir o nosso plantel para podermos atacar a promoção à Premier League no máximo até 2028. Conseguiremos atingir a promoção em três temporadas para devolvermos o Wednesday ao lugar que merece? Não sei, mas isso só será possível se evitarmos a despromoção este ano. Vamos focar-nos nisso para já. Hi Ho Sheffield Wednesday! 2 Compartilhar este post Link para o post
Lavrador Publicado Maio 8 Bem vindo de volta, já faltava aqui um save no nosso mobile! Gosto do desafio, quanto aos jogadores, o Palmer não é bom nem a central nem a lateral, que raio de jogador talvez no meio campo ainda se possa safar apesar do fraco posicionamento e movimentaçao. O Cooper nem me parece tão mau central, a velocidade é o ponto fraco mas se evoluir o desarme pode fica um gajo razoavel. Já o Olaf para mim é demasiado lento apra extremo, mas tambem não é uma estrela a passar a bola para jogar a 10...sendo que imagino que vai jogar no teu tradicional 433 certo? gostava de te ver a jogar tambem num sistema diferente tipo 4231 ou 442. Os outros dois jogadores são já claramente jogadores "normais" para a divisão da equipa. Tens € para transferencias?? Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Maio 10 Citação de Lavrador, Em 08/05/2026 at 16:22: Bem vindo de volta, já faltava aqui um save no nosso mobile! Gosto do desafio, quanto aos jogadores, o Palmer não é bom nem a central nem a lateral, que raio de jogador talvez no meio campo ainda se possa safar apesar do fraco posicionamento e movimentaçao. O Cooper nem me parece tão mau central, a velocidade é o ponto fraco mas se evoluir o desarme pode fica um gajo razoavel. Já o Olaf para mim é demasiado lento apra extremo, mas tambem não é uma estrela a passar a bola para jogar a 10...sendo que imagino que vai jogar no teu tradicional 433 certo? gostava de te ver a jogar tambem num sistema diferente tipo 4231 ou 442. Os outros dois jogadores são já claramente jogadores "normais" para a divisão da equipa. Tens € para transferencias?? O que é que aconteceu ao EMEM? Não vinha aqui há uns tempos, só depois de postar isto é que vi que não há praticamente saves ativos... Vou jogar com o meu 4123 habitual, pelo menos inicialmente, e a primeira temporada é com o plantel original do Wednesday que é terrível, mas é esse o desafio 😅 Opa, o Cooper não é mau central, mas é demasiado lento para a forma como as minhas equipas jogam. É impossível ele funcionar, o gajo pura e simplesmente não corre... 1 Compartilhar este post Link para o post
Kluivert Publicado Maio 10 (editado) Surpreendido com o teu save por aqui. Gostava que fosse uma lufada de ar fresco, no entanto... "...não há praticamente saves ativos..." Atualmente não tens nenhum ativo. Mas estarei atento ao teu, caso continues! Editado Maio 10 por Kluivert 1 Compartilhar este post Link para o post
Banks29 Publicado Maio 11 Citação de Black Hawk, há 23 horas: O que é que aconteceu ao EMEM? Não vinha aqui há uns tempos, só depois de postar isto é que vi que não há praticamente saves ativos... Vou jogar com o meu 4123 habitual, pelo menos inicialmente, e a primeira temporada é com o plantel original do Wednesday que é terrível, mas é esse o desafio 😅 Opa, o Cooper não é mau central, mas é demasiado lento para a forma como as minhas equipas jogam. É impossível ele funcionar, o gajo pura e simplesmente não corre... O FM 26 é uma cangalhada junto com a secção ter mudado 0 na sua forma mesmo com mudanças na chefia. Boa sorte, cá estarei a acompanhar. 2 Compartilhar este post Link para o post
cadete Publicado Maio 11 Boa sorte. Belo desafio e trabalho árduo pela frente. Saudades deste cantinho quando estava "ativo". Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Maio 12 Citação de Kluivert, Em 10/05/2026 at 15:44: Surpreendido com o teu save por aqui. Gostava que fosse uma lufada de ar fresco, no entanto... "...não há praticamente saves ativos..." Atualmente não tens nenhum ativo. Mas estarei atento ao teu, caso continues! Continuar, continuo, pode é acontecer começar a partilhar no tópico geral do FM também 😅 Citação de Banks29, Em 11/05/2026 at 11:18: O FM 26 é uma cangalhada junto com a secção ter mudado 0 na sua forma mesmo com mudanças na chefia. Boa sorte, cá estarei a acompanhar. A malta também deixou de ter paciência para partilhar saves, isto exige tempo e não há propriamente users novos a aparecer... estamos a ficar velhos 😅 Obrigado. Citação de cadete, há 23 horas: Boa sorte. Belo desafio e trabalho árduo pela frente. Saudades deste cantinho quando estava "ativo". Mesmo. Havia saves muito interessantes de acompanhar. 1 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Maio 12 "O Steel City derby" Hey, malta! Chegámos a Dezembro. Não está chuva, nem orvalho, mas está um frio do... carago aqui Sheffield. As ruas estão enfeitadas com luzes que piscam como o rabo dos pirilampos, mas a azáfama dos últimos dias antes do Natal desapareceu. É natural; as pessoas compraram as suas prendas, deram meias e camisolas aos pais e decerto um telemóvel ou algum jogo de vídeo aos seus filhos para os compensar pela falta de atenção que lhes dedicaram todo o ano, e devem agora estar a recuperar da quantidade de doces e álcool que ingeriram para suportar os comentários racistas daquele tio que só vêem uma vez por ano e que está cada vez mais calvo. Todos temos um tio desses, não vale a pena negar. Ah, não importa. É dia 26 de Dezembro de 2025 e passaram-se uns cinco meses desde que assumi o comando técnico dos "The Owls". São cinco meses que parecem ter sido cinco anos. Acho que perdi anos de vida. A cada treino, a cada tropeção na bola de um dos meus jogadores, a cada pontapé que falhou a baliza e foi acertar na bandeirola de canto, foram-se mais uns minutos de vida que não vou recuperar. Mas nem tudo é mau. Sabíamos que a nossa tarefa seria difícil. Começávamos com um atraso de 18 pontos para toda a gente. Só um milagre poderia impedir a nossa despromoção do Championship para a League One, mas poderíamos pelo menos tentar, não é? O nosso arranque de temporada não foi tão mau como temi após o primeiro treino. Optámos por uma série de jogos particulares contra adversários mais acessíveis. Isto teve duas vantagens: não só permitiu aos meus meninos ganharem confiança, como os adeptos ficaram com a ideia de que éramos melhores do que na verdade somos. É claro que a realidade haveria de nos atingir como um comboio de alta velocidade, mas pelo menos não matámos logo a esperança antes sequer do primeiro jogo oficial da temporada. Esse primeiro jogo deu-nos logo uma derrota. Os deuses do futebol gostam de uma boa ironia e decidiram que se defrontavam as duas equipas que começavam a temporada com pontos negativos. O Leicester venceu-nos, mas vendemos cara a derrota. Nada mau contra um adversário que ainda no ano passado estava na Premier League. Depois surpreendemos toda a gente ao bater o Stoke duas vezes consecutivas e, apesar de uma derrota frente ao Wrexham, lá vencemos mais dois jogos consecutivos - um deles levou-nos à 3ª ronda da Carabao Cup! Azar dos diabos, o sorteio levou-nos a Anfield Road. Se era para apanhar com o Liverpool, pelo menos poderíamos ter jogado em Hillsborough, para os adeptos deles verem o que é um verdadeiro inferno. Em vez disso, fomos a Liverpool... ... e os sacanas foram a jogo na máxima força, com todas as suas estrelas, só mesmo para nos achincalhar. Aos 25 minutos já estávamos a levar três nos dentes. Depois o Nathaniel Chalobah, que até deve ser o nosso jogador mais habituado a estes palcos, viu o segundo cartão amarelo logo aos 25 minutos e a partir daí só restou rezar que o Liverpool decidisse levantar o pé. Filhos de uma quenga, continuaram a carregar até final. Saímos com cinco bombocas no lombo, poderiam ter sido mais, mas hey!, quase marcámos pelo menos um golo! Ah, que importa, esta também não era a nossa luta - essa é pela manutenção no Championship e foi aí que focámos toda a nossa atenção. Infelizmente, a derrota em Anfield Road tirou-nos o bom arranque que trazíamos. É que uma coisa é ser humilhado em segredo; outra bem diferente é sê-lo quando estão milhões de pessoas a ver-nos levar no lombo em direto na televisão. Somámos apenas duas vitórias nos nove jogos seguintes e o cenário não parecia nada famoso, de tal forma que a imprensa não tardou em perguntar se este palerma português tinha mesmo capacidade para estas andanças. Eu não sei bem ao certo o que se esperava que eu fizesse com esta equipa. Posso tentar fazer magia, mas não tenho vocação para santo milagreiro. Pelo menos a minha equipa parece estar comigo e reagiram muito bem quando afirmei todo fanfarrão que temos qualidade para dar a volta a isto. Menti, pois está claro. Tenho jogadores que não conseguem fazer uma recepção orientada e só conseguem controlar a bola se a pisarem primeiro para terem a certeza que ela não rola; mas que outra coisa poderia ter feito? Dizer que íamos descer de divisão? Mas hey, a equipa reagiu bem à minha fanfarronice e isso é que importa, até porque o próximo jogo era contra o nosso grande rival Sheffield United. O "Steel City derby". Um derby é um jogo como nenhum outro. Num derby não há cá racionalidade ou o que é; é emoção pura, é paixão, é garra, é uma batalha entre rivais onde a qualidade individual é relativa e o que importa no final é quem conquista o direito de ao final do dia poder humilhar os adeptos rivais numa mesa cheia de finos no bar local. Recebemos então o Sheffield United em Hillsborough. Os adeptos encheram o estádio, o azul era a cor predominante, os cânticos abafaram o ruído do apito do árbitro quando este deu a ordem para o pontapé de saída. Estava um ambiente fenomenal em Hillsborough para empurrar o Wednesday para uma grande vitória... ... e ao intervalo estávamos a perder 0-2 em casa contra o nosso grande rival. Eu tenho a perfeita noção que os meus meninos não têm o talento da esmagadora maioria dos jogadores do Championship. Por esse motivo, muito raramente ralho com eles. Coitados, eles não sabem fazer mais... Nesse dia, porém, ao intervalo dei-lhes o tratamento Alex Ferguson. Isto é um derby. Não importa se jogamos bem, se temos nota artística ou se marcamos um golo bonito. Isto é uma batalha, os pitons das chuteiras são a nossa arma e a bola é para entrar na baliza do adversário nem que seja empurrada com a mão. Que diabos, nem sequer há VAR, se o árbitro não vir vale tudo! Pronto, alguns jogadores baixaram os olhos, envergonhados, outros estavam a espumar da boca, não sei se inspirados pelo que eu disse ou se com vontade de me baterem... mas isto aconteceu. Yay! "Hi Ho Sheffield Wednesday"! Um hattrick do menino Joel Ndala deu-nos uma vitória no "Steel City derby" com uma reviravolta épica que os nossos adeptos não permitirão que os nossos rivais esqueçam nos próximos anos! E, não menos importante, esta foi a vitória que... ... nos permitiu reverter finalmente a pontuação negativa com que iniciámos a temporada. Tínhamos então 2 pontos no Championship, conseguindo somar 20 pontos nos primeiros 16 jogos - já só estávamos a 10 pontos da linha de água e só íamos com um terço do Championship disputado! Um derby é de facto um evento muito especial. Mexe com paixões emocionais e questões sobre as quais não tenho estudos suficientes para descrever. Afinal de contas, sou apenas um mero treinador de futebol. Mas o que é certo é que a vitória nesse derby transfigurou a nossa equipa... ... pois entrámos numa sequência de sete jogos sem perder, incluindo quatro vitórias que nos permitiram aproximar da linha de água até ao final da primeira volta. Infelizmente, essa sequência foi quebrada com uma derrota inesperada e injusta contra o Hull City, que ainda para mais são um adversário direto na luta pela manutenção. Mas pronto, acontece, foi um dia mau. A verdade é que estamos na luta! Estamos a 6 pontos da linha de água quando atingimos o meio do Championship, tendo começado a temporada com 18 pontos de atraso. Não fosse a penalização inicial, estaríamos em 13º lugar com 32 pontos. Com este plantel que dirijo, se isto não é um milagre, não sei o que será. Se fizermos uma segunda volta a este nível, não tenho dúvidas que terão de contar com o Sheffield Wednesday no Championship na próxima temporada! Muito do nosso relativo sucesso vai às costas do menino Joel Ndala. É uma pena que no final da época ele volte para Manchester, pois ele é o único neste plantel capaz de pegar na bola e levar a equipa adiante. De resto, vamo-nos valendo de alguns golos que os meus defesas centrais marcam quando vão à área contrária - quase parecemos o Arsenal! - e da pontaria do meu defesa Reece Johnson na marcação de livres diretos - já leva três golos! Bem, estão ali a chamar-me, acho que o tio racista está outra vez a reclamar de os imigrantes nepaleses lhe estarem a roubar o emprego. Aqui que ninguém nos ouve, se um imigrante nepalês chega cá sem falar inglês e lhe consegue roubar o emprego, se calhar o problema não é o imigrante mas sim o meu tio, mas vou lá eu discutir com ele? O homem ainda se lembrava que também sou um imigrante e que estou a roubar o trabalho a treinadores ingleses... Volto em breve para vos contar como correu o resto da época. Até à próxima. "Hi Ho Sheffield Wednesday" 4 Compartilhar este post Link para o post
Banks29 Publicado Maio 12 Citação de Black Hawk, há 35 minutos: A malta também deixou de ter paciência para partilhar saves, isto exige tempo e não há propriamente users novos a aparecer... estamos a ficar velhos 😅 Não só, concordo que existe uma pequena percentagem de que cá andava que possa ter acontecido mas não é o principal. Basta ires ao tópico do FM26 e percebes quanto pouca malta o está a jogar e depois como já referi lá, estamos num limbo, não queremos o 24 nem queremos o 26. E estamos nisto. Depois a seção também evoluiu 0 em relação as dinamicas, continua tudo desorganizado e tudo ao pontapé. É muito complicado e pelo andar da carruagem vai continuar tudo igual para o FM27. A pré-época prometia e a equipa tem dado toda a luta possível contra uma despromoção que parecia garantida e tem tudo para conseguir ter a manutenção que já está ali tão perto. É a única com DG positivo até ao 13 lugar, o que prova bem a luta que estão a ter em cada disputa de lance. É continuar o excelente trabalho 2 Compartilhar este post Link para o post
Lavrador Publicado Maio 12 Quando vi o primeiro screenshot pensei elah grande inicio, mas afinal eram só os amigáveis. De qualquer forma é uma primeira metade da época bastante positiva, noto que o teu avancado principal marca poucos golos, mas a manter este ritmo acho que a manutenção será conseguida com alguma naturalidade. Compartilhar este post Link para o post
cadete Publicado Maio 13 Um início muito promissor. Acredito cada vez mais na manutenção. Liverpool lixou-te com a equipa principal, mas nada como ganhar um dérbie contra o maior rival. Compartilhar este post Link para o post
Fajo Publicado Maio 14 Inicio muito forte, bem melhor do que estava à espera. O Championship é duro, uma autentica maratona mas a vitória no derby pode ser um tónico para mais momentos de gabarito ao longo da época. Belo desafio que tens aqui, adoro 😉 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Maio 15 Citação de Banks29, Em 12/05/2026 at 14:41: Não só, concordo que existe uma pequena percentagem de que cá andava que possa ter acontecido mas não é o principal. Basta ires ao tópico do FM26 e percebes quanto pouca malta o está a jogar e depois como já referi lá, estamos num limbo, não queremos o 24 nem queremos o 26. E estamos nisto. Depois a seção também evoluiu 0 em relação as dinamicas, continua tudo desorganizado e tudo ao pontapé. É muito complicado e pelo andar da carruagem vai continuar tudo igual para o FM27. A pré-época prometia e a equipa tem dado toda a luta possível contra uma despromoção que parecia garantida e tem tudo para conseguir ter a manutenção que já está ali tão perto. É a única com DG positivo até ao 13 lugar, o que prova bem a luta que estão a ter em cada disputa de lance. É continuar o excelente trabalho Por acaso é verdade, se olharmos para a tabela vemos como estamos com a diferença de golos das equipas que têm os pontos que deveríamos ter 🤭 Citação de Lavrador, Em 12/05/2026 at 14:48: Quando vi o primeiro screenshot pensei elah grande inicio, mas afinal eram só os amigáveis. De qualquer forma é uma primeira metade da época bastante positiva, noto que o teu avancado principal marca poucos golos, mas a manter este ritmo acho que a manutenção será conseguida com alguma naturalidade. O avançado é fraquinho. Está cá emprestado, mas é o menos mau apesar de lhe faltar velocidade e atributos para o jogo aéreo. Até tem bom remate, mas pontaria é que... enfim. Citação de cadete, Em 13/05/2026 at 11:13: Um início muito promissor. Acredito cada vez mais na manutenção. Liverpool lixou-te com a equipa principal, mas nada como ganhar um dérbie contra o maior rival. O Liverpool jogou com todas as estrelas. Todas. Os Salahs e os Slobocoiso e os Wirtz e os Gakpos... e nunca tiraram o pé do acelerador mesmo quando estavam a vencer tranquilamente. Foi um pesadelo. Um dia havemos de lhes pagar bem caro esta afronta. Citação de Fajo, há 12 horas: Inicio muito forte, bem melhor do que estava à espera. O Championship é duro, uma autentica maratona mas a vitória no derby pode ser um tónico para mais momentos de gabarito ao longo da época. Belo desafio que tens aqui, adoro 😉 O Championship é duro e nós somos horríveis. As duas coisas juntas, enfim. Obrigado, amigo. Vou tentar postar a atualização seguinte daqui a pouco. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Maio 15 "Na corda bamba" Hey, malta! Tudo bem convosco? Espero que sim. Já sei que no meu país está sol e calor, mas aqui por Sheffield ainda está frio. Raios partam, estamos em Maio e nunca mais é Verão... Tenho de vos confessar que ainda nem sei bem ao certo como é que continuo por aqui em Sheffield. Vontade de fazer as malas e voltar para Portugal não me faltou. Mas vamos por partes e comecemos pelo princípio. Começámos a segunda volta com uma vitória importante na recepção ao Blackburn. Infelizmente, fomos eliminados da FA Cup pelo Hull City, a mesma equipa que nos tinha vencido no final da primeira volta de forma inesperada e que voltou a surpreender-nos. A verdade é que Janeiro foi um mês mau para nós. Aparte a fantástica goleada no terreno do Preston, não vencemos um único jogo nas vésperas da recepção ao Wrexham. Não é que estivéssemos a jogar mal. As coisas simplesmente corriam sempre mal nos momentos decisivos: uma bola ao poste, uma oportunidade flagrante desperdiçada, uma perda de bola não forçada que nos levava a sofrer um golo... aquele tipo de coisas que acontece quando os nossos jogadores são flagrantemente inferiores aos seus adversários. A imprensa, porém, só olha aos números e não tardou a quem questionassem o nosso trabalho... ... e, para minha grande surpresa, a Direção não tardou a fazer o mesmo. Lembram-se de vos ter dito há uns tempos que a Direção acreditava que poderíamos terminar o Championship a meio da tabela, isto apesar de começarmos com 18 pontos negativos e termos um plantel de meter medo ao susto? Pois... uma certa tarde, recebi uma chamada para convocar-me a uma reunião com a Direção. Eu lá fui, levei os meus cadernos de apontamentos, esquemas de treinos e rascunhos de ideias que poderíamos implementar para elevar o nível do nosso Wednesday. Entro na sala de reuniões e senti de imediato a tensão que emanava de lá de dentro. Então não é que os meus caríssimos patrões tiveram a coragem de me pedir que me demitisse?!? É que nem a coragem de me despedir tiveram! Não! Eu é que tinha de me demitir! Disseram-me que "não estavam a sentir evolução na equipa" e que "não viam futuro nesta situação". Estive prestes a atirar-lhes com os cadernos e os esquemas à cara, bater a porta e abandonar Sheffield. No entanto, lá engoli o orgulho e rebaixei-me. Expliquei aquilo que fizemos, a recuperação na tabela classificativa, apresentei ideias e fiz promessas. Eles acabaram por aceitar dar-me mais tempo. Quanto? Não sei, mas saí de lá com a certeza de que uma derrota contra o Wrexham ditaria um ponto final na minha promissora carreira aos comandos dos "The Howls". Tenho a certeza que o meu despedimento daria material fantástico para o documentário do Wrexham. Felizmente, a minha miudagem continuava comigo e foi com a faca nos dentes que recebemos o Wrexham. Vencemos 5-2, fizemos uma estrondosa exibição e os fantasmas do despedimento foram enxotados. Mete lá isto no teu documentário, Ryan Reynolds! Mas a tranquilidade não durou muito, pois na semana seguinte fomos goleados pelo Swansea. Confesso que passei a semana toda em pânico. Cada vez que o meu telemóvel tocava, eu começava a tremer. Mas o telemóvel nunca tocou. É capaz de ter ajudado eu ter trocado de número - se calhar eles tentaram ligar-me para me despedir, mas não sabiam o meu novo número e não conseguiram falar comigo antes de defrontarmos o Millwall. Vencemos esse jogo e eles provavelmente já não tiveram coragem de me despedir, pois com essa vitória sobre o Millwall... ... saímos pela primeira vez dos lugares de despromoção. Trinta e dois jogos depois do início do Championship, o Sheffield Wednesday estava pela primeira vez acima da linha de água! Mas não podíamos relaxar. Faltavam disputar-se 14 jogos até final da temporada e, pelas minhas contas, estaríamos a uns 20 pontos de confirmar a manutenção. Isto no futebol tão depressa estamos a ganhar como a perder. Era preciso dar ao chinelo. Coincidência das coincidências, o nosso primeiro adversário depois de sairmos dos lugares de despromoção era nada mais, nada menos, do que os nossos rivais de Sheffield. Era dia de "Steel City derby"! Isto eram fantásticas notícias para a imprensa de Sheffield, a qual teve uma semana em cheio. Não era só eu quem estava na corda bamba; o treinador do Sheffield United também estava com o seu lugar em risco. A imprensa de Sheffield passou a semana a vender a história de que uma derrota no "Steel City derby" valeria o despedimento a quem perdesse esse jogo. Os adeptos estavam em pulgas. Vencer o rival e causar-lhes uma crise tal que o seu treinador era despedido? Os adeptos adoraram essa ideia! O jogo acabou empatado 1-1 e, para desgosto da imprensa, ninguém foi despedido, embora os lugares de ambos continuassem inseguros. Aqui que ninguém nos ouve, se calhar uma certa reunião secreta antes do jogo terá ajudado a que o desfecho do jogo fosse precisamente este. Ou terá sido por acaso que os dois treinadores foram vistos a jantar juntos uma deliciosa pizza depois do jogo como se estivessem a celebrar? Tal como na primeira volta, o "Steel City derby" levou-nos para uma boa sequência de resultados com algumas vitórias, as quais terminaram com uma derrota frente ao então líder do Championship, o Ipswich Town, e mais uma vez perdemos com o Hull City... ... a sério, foi a terceira derrota nesta temporada contra o Hull City e esta deixou-me furioso. Fomos para esse jogo com 6 pontos de vantagem para a linha de água - era precisamente o Hull City a primeira equipa em lugares de despromoção. Uma vitória permitia-nos aumentar a vantagem para 9 pontos, mas em vez disso perdemos e vimos a diferença cair para apenas 3 pontos! Eu estava zangado. Os jogadores estavam zangados. Canalizámos essa fúria para os treinos e partimos para os jogos seguintes com sede de sangue. O Stoke foi a nossa primeira vítima. O Leicester escapou-se por pouco. Podíamos ter vencido 3-2, mas falhámos alguns golos e foram eles a acabar por marcar o terceiro. O Coventry e o Charlton não tiveram essa sorte e dançámos sobre o seu sangue derramado. Não conseguimos o mesmo contra o Boro, mas não havia problema. ... apesar dessa derrota, os resultados das outras equipas garantiram matematicamente a nossa manutenção no Championship! Conseguimos o nosso objetivo após 44 jogos, ainda com mais dois para disputar. Estava feito! Isto foi um autêntico milagre. Com o plantel original do Sheffield Wednesday que me foi dado no início da temporada, todas as perspectivas apontavam para a despromoção. Esta era vista quase como uma inevitabilidade. Mas nós vencemos as probabilidades. Por vezes mais em entrega e sacrifício do que em qualidade e inspiração, mas fizemos o nosso trabalho. Contra tudo e contra todos, incluindo a nossa Direção que a certo ponto me colocou na corda bamba. Mas sabem que mais? Não sou equilibrista, mas também não sou de cair à primeira adversidade. Contem com o Wednesday para o ano! Os últimos dois jogos da época já foram disputados com outra tranquilidade... ... acabando por se saldar numa derrota contra o Oxford United - que na altura ainda os manteve na corrida pela manutenção - e uma vitória sobre o West Brom para fechar o ano em beleza. E volvidos 46 jogos... ... terminámos em 17º lugar com 50 pontos - sem a penalização teriam sido 68 pontos e teria valido o 11º lugar - o que, se me perguntarem, é um milagre que muitos santos não teriam conseguido realizar. A segunda volta não trouxe grandes mudanças na performance da maioria dos jogadores. Continuámos a depender muito da inspiração do Joel Ndala para furar as defesas adversárias face à falta de qualidade da maioria dos restantes jogadores. Desta vez, porém, tivemos o aparecimento da capacidade concretizadora do Jerry Yates. Não é que tenha marcado muitos golos, e alguns até foram de grande penalidade, mas os que marcou foram ajudando-nos a somar pontos preciosos. Tivemos alguns problemas físicos, em especial com o defesa central Gabriel Otegbayo e o médio Marvelous Nakamba - que só é maravilhoso de nome... - o que nos obrigou a rodar muitas vezes a equipa. O nosso capitão e lateral direito, Liam Palmer, perdeu a titularidade durante a época para o Sean Fusire. Não é que este seja muito melhor, na verdade é um daqueles que vos contei para quem a bola é demasiado redonda, mas pelo menos ainda corre qualquer coisa. O Liam Cooper acabou por não somar qualquer minuto de jogo em toda a temporada e, até onde sei, é bem capaz de ainda andar atrás do meu treinador adjunto para concluir a corrida entre os pinos que iniciou, mas não concluiu, no primeiro treino da temporada. E pronto, concluímos a temporada. A Direção acha que eu poderia ter feito melhor, mas lá aceitou manter-me no cargo para a próxima temporada. Aqui vos digo, longe dos ouvidos deles, que se eles pensam isso... são idiotas. O que esta equipa fez com todas as suas fragilidades e a falta de qualidade da esmagadora maioria dos jogadores, aliadas à penalização de 18 pontos com que começámos a temporada, foi incrível. Agora é tempo de férias... ah!, claro que não! Não há tempo para isso. É hora de montar um plantel quase totalmente novo se queremos deixar o Championship e regressar à Premier League. A ver vamos que novos craques teremos para o ano! "Hi Ho Sheffield Wednesday" 3 Compartilhar este post Link para o post
Banks29 Publicado Maio 20 Acabou por ser uma excelente posição para quem começou com menos 18 pontos na tabela, a meu ver a direção esteve muito mal ao ter-te deixado inseguro no cargo com todas as limitações que haviam este ano. 1 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Maio 20 "Uma nova vida em Hillsborough" Olá, malta! Estamos em Agosto de 2026 e, depois de uma temporada de intensa pressão com a ameaça da despromoção à League One sempre presente, respira-se agora um pouco melhor em Sheffield. Desta vez não temos penalizações iniciais para nos afundar na tabela e o espectro da despromoção dificilmente nos surgirá no horizonte. Na verdade, até estou expectante do contrário: acho que não só temos uma equipa para fazer uma temporada tranquila, como tenho a esperança de que poderemos intrometer-nos pela luta pelos playoffs. Eu sei, eu sei; se calhar estou a ser optimista em demasia. É até um pouco atípico para a minha postura habitual. Sou um pessimista convicto, espero sempre o pior em cada situação. Mas desta vez acredito mesmo que vamos surpreender. Eu explico-vos porquê. Quando vos escrevi pela primeira vez há um ano, comentei convosco que o nosso plantel era terrível. Não estava a mentir. Havia jogadores que não conseguiam controlar uma bola, outros que não conseguiam correr com ela e alguns nem uma corrida de 100 metros conseguiam fazer abaixo dos 15 segundos. Não vos deverá admirar por isso que tenha havido uma debandada geral. No total, foram 18 os jogadores a sair. A surpresa aqui foi termos conseguido receber dinheiro por alguns deles: um total a rondar os 15M€. O único jogador que fiquei com pena de ver sair foi o Gabriel Otegbayo. É um defesa central de 21 anos que foi titular a maior parte da época, mas não só a minha equipa técnica me foi dizendo que já não tinha potencial para evoluir mais, como teve uns quantos problemas físicos ao longo da temporada que me obrigou a mudar a linha defensiva demasiadas vezes. De resto, entre as saídas estão jogadores que raramente contaram para a equipa principal - e os que contaram, pouco ou nada acrescentaram. A Direção do Wednesday apenas me permite alocar 50% dos lucros com vendas para o orçamento de transferências. Isto significa que deu para somar perto de 7,5M€ a um orçamento inicial a rondar os 9M€, perfazendo um total de pouco mais de 17M€ que poderia investir em reforços para a equipa. No entanto, a nossa abordagem ao mercado foi outra completamente diferente. Os nossos alvos para reforçar a equipa foram definidos pelos relatórios dos meus observadores. Da lista que eles me disponibilizaram, reuni os nomes que mereceram 3,5 ou mais estrelas de recomendação e comparei as várias opções. O que notei desde logo foi que as opções que exigiam algum esforço financeiro não eram necessariamente melhores do que as opções cujos contratos terminavam no final da temporada. E, se assim era, para quê pagar para trazer jogadores se poderia trazer outros tão bons quanto eles a custo zero? Até nos dá jeito não investir nesta altura em novos jogadores, de forma a deixar uma folga para investir a sério quando subirmos à Premier League (ou estivermos prontos para atacar a subida) e ainda assim cumprir os rígidos regulamentos financeiros. Dessa forma trouxe uma panóplia de jogadores: alguns mais experientes, outros mais jovens a pensar no futuro (com a esperança de que tenham margem para evoluir, o que é sempre um risco porque podem não atingir o nível pretendido), uns que têm experiência internacional, outros cujo rendimento no Championship é incerto até os ver jogar. A única excepção à regra de contratar a custo zero foi o Christ Makosso. E por um bom motivo. O observador que mo indicou recomendou-o vivamente, tanto em habilidade atual como potencial. O jogador estava na lista de transferências do Luton Town, o seu valor de mercado era baixo e as suas características são óptimas para o que procuro num defesa central - teria preferido que tivesse mais qualidade no passe, mas por 2,8 M€ também não poderia ser muito exigente, não é? De resto, entre as restantes entradas tenho de mencionar as dos defesas laterais Thierry Correia e Jamal Lewis (que foram grandes promessas do futebol quando eram jovens) e dos nossos dois novos avançados interiores. Tenho imensa esperança que ambos dêem uma nova dinâmica ao nosso ataque. Recordo que na época passada apenas tivemos um bom avançado interior, o Joel Ndala (que entretanto voltou ao Man City e foi de novo emprestado, desta vez ao Nordsjaelland da Dinamarca), e ele foi o principal dinamizador do nosso futebol ofensivo. O Serginho e o Yuki Soma terão a difícil tarefa de o substituir. Nenhum deles é propriamente jovem e duvido que evoluam muito mais além do que já são, mas penso que são suficientemente bons para o nível do Championship e poderão render golos e assistências. E bem vou precisar, porque de entre todos os pontas-de-lança que os meus observadores me indicaram... o melhor foi este jogador. Este Marcus Forss é internacional finlandês, mas como podem perceber pelas suas características, não está aqui nenhuma estrela do futebol mundial ou sequer do Championship. Na verdade, ele esteve o ano passado no Bolton (por empréstimo do Middlesbrough) e em 17 jogos na League One... não marcou qualquer golo. Quando era mais jovem, lembro-me de ver jogadores banais serem contratados por algumas equipas e questionar-me como raio essas equipas os aceitavam apesar da sua falta de nível... Agora percebo que se calhar não tiveram alternativas melhores disponíveis e tiveram de contratar o menos mau que lhes apareceu disponível. Bem, agora que têm uma ideia geral do nosso mercado de transferências, voltemos a atenção para o que aí vem. Este será o nosso primeiro onze inicial da temporada - ou seria se o Christ Makosso não estivesse suspenso. Como podem ver, apenas restam no onze inicial três jogadores da época passada: o Pierce Charles (que é um óptimo guarda-redes), o Max Lowe (que é um lateral esquerdo bastante razoável) e o Nathaniel Chalobah (cuja experiência vale muito). Há algumas mudanças na estrutura da equipa. Como o Marcus Forss está longe de ser um goleador, este ano vou testar usar um ponta-de-lança como Deep Lying Forward com o objetivo de abrir espaços para as incursões dos meus avançados interiores. Também os defesas centrais são um pouco melhores do que os do ano passado, por isso vou arriscar dar-lhes um papel mais interventivo na construção de jogo, daí serem Ball Playing Defenders em vez de Central Defenders normais. Esta equipa que vos estou a mostrar não será de topo para o nível do Championship, mas será à partida suficiente para fazermos uma temporada tranquila. Daí que a Direção nos peça apenas um lugar seguro a meio da tabela... ... mas sabem que mais? Depois de fazermos 68 pontos na época passada com a tragédia que era aquele plantel, estou convicto que poderemos perfeitamente apontar para mais. Acredito que poderemos atingir os 75 pontos, se calhar até os 80 pontos, o que significaria batalhar pelo top6 e consequente acesso aos playoffs. É difícil? É. É demasiado optimista? Talvez. É impossível? Não, de todo! E o facto de termos feito esta campanha na pré-temporada apenas reforça esse optimismo. Desta vez incluímos dois jogos com maior grau de dificuldade: Santa Clara, equipa da Primeira Liga de Portugal, e o PEC Zwolle, da Eredivisie holandesa. Não só os vencemos a ambos, como goleámos os holandeses com tal nota artística que os adeptos já falam abertamente do regresso dos "The Howls" aos grandes palcos e aos seus momentos de glória. Vive-se um momento de confiança e esperança em Sheffield. Há uma nova vida em Hillsborough e todos acreditamos que podemos fazer um grande ano. Esperemos que esta pré-temporada não tenha sido um acaso e que este seja o nosso ano! "Hi Ho Sheffield Wednesday" 1 Compartilhar este post Link para o post
cadete Publicado Maio 20 Excelente campanha dadas as circunstâncias. Agora queremos mais e melhor. 1 Compartilhar este post Link para o post
Banks29 Publicado Maio 21 Parece que os reforços encaixaram bem e pela pré-época a temporada promete, teremos a luta pela subida este ano ? 1 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Maio 26 (editado) Citação de cadete, Em 20/05/2026 at 21:58: Excelente campanha dadas as circunstâncias. Agora queremos mais e melhor. Citação de Banks29, Em 21/05/2026 at 11:59: Parece que os reforços encaixaram bem e pela pré-época a temporada promete, teremos a luta pela subida este ano ? Respondendo a ambos: a minha expectativa inicial era essa, a de fazer melhor e tentar pelo menos os playoffs. A realidade... eh, mais uns minutos e já posto 🤭 "Sacked in the morning!" Olá, malta! Saudades minhas? Imagino... se não rasgaram esta carta logo que a receberam e estão de facto a ler isto, não sei se vos deva agradecer, dar-vos os parabéns ou lamentar as vossas más escolhas de vida... mas já que aqui estamos, deixem-me contar-vos como correu esta aventura na segunda temporada aos comandos dos "The Howls". Eu sei, imagino que estejam curiosos quanto ao título desta missiva. Lá chegaremos. A única coisa que vos posso dizer para já é que... lembram-se de na última vez que vos escrevi ter dito que tinha esperanças em intrometer-me na luta pelo acesso aos playoffs? Ah, esqueçam lá isso dos playoffs pois isto não está a correr nada como tinha antecipado. Mas comecemos pelo princípio. Arranque de temporada e Taça da Liga Depois de um Verão em que operámos uma revolução no nosso plantel e de uma pré-temporada bem sucedida que incluiu vitórias sobre Santa Clara e PEC Zwolle (equipas da divisão de topo de Portugal e Holanda), os adeptos estavam entusiasmados e ansiosos para que começassem os jogos a sério. O primeiro mês de competição incluiu jogos para o Championship intercalados com as primeiras eliminatórias da Taça da Liga aka EFL Cup. Esta era o primeiro grande objetivo da temporada - não que fosse objetivo irmos até à final, mas a Direção exigia que fôssemos pelo menos até à 3ª Eliminatória. Isto exigiu alguma ginástica na gestão dos jogadores, pois foram muitos os jogos disputados em pouco tempo, mas de alguma forma demos um jeito e não correu nada mal. A equipa fez valer as expectativas dos adeptos do Wednesday com duas vitórias consecutivas sobre o Derby County. Em ambos os jogos fomos superiores, mas acabámos por ter de sofrer para garantir as vitórias: primeiro para o Championship com um golo em cima do minuto 90; depois necessitando de resolver a 1ª Eliminatória da Taça da Liga no desempate por grandes penalidades quando, em boa verdade, fizemos mais do que o suficiente para vencer no tempo regulamentar. O empate (injusto) contra o Watford não nos tirou a motivação e prosseguimos o nosso caminho somando mais três vitórias, entre as quais esta beleza perante o Leicester City. Foi um jogo equilibrado, mas em que chegámos à vantagem durante a primeira parte quando estávamos por cima do jogo. Na segunda parte retraímo-nos um pouco e demos a iniciativa ao Leicester; quando o ímpeto deles começou a esmorecer, matámo-los no contra-ataque para resolver a eliminatória. Este jogo foi notável por dois motivos: foi o primeiro indício de que demos um salto qualitativo, já que o Leicester era um dos candidatos à promoção e no ano passado passámos mal quando jogámos contra eles; e porque garantiu a passagem à 3ª Eliminatória da Taça da Liga, que era o objetivo apontado pela Direção para esta competição. Cumprido o objetivo, o que viesse a seguir era lucro. Infelizmente, não fomos muito mais longe. O sorteio colocou-nos no caminho o Middlesbrough, equipa que este ano está na Premier League e que se reforçou, estando bem mais forte do que na época passada... ... e que sem surpresas nos eliminou da Taça da Liga. Nem sequer fomos propriamente inferiores, basta olhar para as estatísticas para perceber isso, mas uma sucessão de erros individuais permitiu-lhes marcar três golos enquanto, por outro lado, fomos desperdiçando alguns bons lances que fomos criando ao longo do jogo. Como talvez se recordem, há um ano também tivemos um bom arranque até perdermos copiosamente contra o Liverpool na Taça da Liga, eliminação que nos levou a uma série de maus resultados. No entanto, desta vez a primeira derrota da temporada não nos afetou por aí além, pois três dias depois goleámos o Norwich no regresso ao Championship. E, com isto, chegámos a um dos jogos mais esperados do ano. O "Steel City Derby". Na época passada, a imprensa de Sheffield fez a festa antes dos dois "Steel City Derby", promovendo uma narrativa que levou muitos a pensar que o treinador que perdesse poderia ser despedido. Desta vez, porém, nem foi necessária a intervenção da imprensa. Os próprios adeptos dos "The Blades" fizeram o papel da imprensa e protestaram nos dias que antecederam o jogo, insatisfeitos com o arranque de temporada que estavam a protagonizar. Pode parecer parvo colocar pressão sobre a equipa nas vésperas de um derby contra o maior rival, mas há que entender a posição dos adeptos. Ora olhem para aqui... Isto era a classificação do Championship no dia em que o "Steel City Derby" iria ser disputado. Vêem o Sheffield United? Pois, eu também não, nem os adeptos deles os vêem, daí que o Sheffield United fosse para o "Steel City Derby" debaixo de imensa pressão sabendo que uma derrota contra nós os deixaria ainda mais distantes da primeira metade da tabela. Tenha sido pela pressão dos adeptos ou por qualquer outro motivo, a verdade é que eles entraram a ganhar no jogo: estavam decorridos 9 minutos de jogo quando Tyrese Campbell abriu o ativo em Hillsborough. Foi um golo que meteu algum gelo na euforia dos nossos adeptos, mas felizmente a equipa reagiu rapidamente. O nosso extremo Serginho marcou aos 14 minutos e aos 18 minutos aconteceu isto: Uma excelente abertura do médio Svante Ingelsson para o nosso lateral direito Yan Valery, este bateu o lateral adversário e foi à linha de fundo cruzar. O guarda-redes adversário hesitou e não saiu à bola, permitindo ao Marcus Forss cabecear dentro da pequena área para nos dar a reviravolta no marcador. Ora, por que motivo este golo merece tanto destaque? A resposta é simples: porque foi marcado pelo nosso ponta-de-lança Marcus Forss. Já vos falei dele da última vez que vos escrevi. O rapaz veio a custo zero do Middlesbrough depois de ter estado um ano emprestado ao Bolton, da League One, onde em 17 presenças não marcou qualquer golo. Este jogo contra o Sheffield United foi a sua nona presença nesta temporada e também ainda não tinha marcado qualquer golo. Na verdade, o último golo dele tinha sido apontado a 25 de Fevereiro de 2025, numa vitória do Middlesbrough sobre o Stoke City por 3-1 - isto tinha sido há mais de ano e meio! Quis o destino que o primeiro golo dele pelos "The Howls", e que lhe permitiu quebrar um jejum de mais de ano e meio sem marcar, fosse precisamente no "Steel City Derby" e a confirmar a reviravolta no marcador! O ambiente em Hillsborough estava como um vulcão prestes a explodir e mais intenso ficou quando o nosso outro extremo, o Yuki Soma, aumentou a vantagem para 3-1 pouco antes do intervalo. "Sacked in the morning! You're getting sacked in the morning!" Os nossos adeptos não tardaram a começar o funeral de Steven Schumacher. Faz parte da rivalidade, acho eu, mas enquanto treinador que já esteve quase a ser despedido do Wednesday, como se recordarão, não posso dizer que tenha ficado agradado com esses cânticos. Afinal de contas, o Steven Schumacher é um colega de profissão. A segunda parte não trouxe nada de novo. Nós baixámos linhas, descemos a intensidade do jogo, gerimos o resultado e a única coisa de relevo a acontecer foi mesmo a expulsão do Yan Valery por ter visto o segundo cartão amarelo perto do final do jogo. "Sacked in the mooooooorning! You're getting sacked in the morning!" Foi a terceira vez que defrontámos o Sheffield United desde que assumi os comandos do Wednesday e até ao momento ainda não perdemos qualquer "Steel City Derby" - temos duas vitórias e um empate. A parte irónica disto tudo é que, apesar dos protestos dos adeptos do Sheffield United e dos cânticos dos nossos adeptos, o Steven Schumacher não foi despedido e à data em que vos escrevo, 29 de Dezembro de 2026, ainda é o treinador deles. Saímos do "Steel City Derby" com a confiança em alta e isso sem dúvidas ajudou a prosseguir o nosso caminho com diversas vitórias, pontuadas aqui e além com algumas ocasionais perdas de pontos. Duas dessas perdas ocorreram contra Leicester e Wolves. Ambos são candidatos à subida, em especial o Wolves que, embora estando algo abaixo das expectativas, têm uma equipa de nível da Premier League. Seja como for, recuperámos desses dois tropeções com quatro vitórias consecutivas até que... perdemos com o Xrexham e empatámos surpreendentemente em casa com o QPR. Foram esses dois percalços os responsáveis por... ... cairmos para o 2º lugar da tabela, pois chegámos a certo ponto a estar na liderança do Championship! Ainda assim, em inícios de Novembro, quando as competições pararam para compromissos das seleções nacionais, éramos 2ºs classificados, posição que vale promoção direta à Premier League, dispondo de 4 pontos sobre o Sunderland e incríveis 7 sobre a primeira equipa fora dos lugares de acesso aos playoffs, o Southampton. O cenário era bom, mas não havia tempo a perder com contas. O importante era continuar a batalhar, somar máximo de pontos possíveis em cada jogo e no final se fariam as contas. O Yorkshire Derby Não posso deixar de confessar que estes dois jogos consecutivos sem vencer me assustaram. Já vi este filme muitas vezes: uma equipa com resultados acima do esperado que de repente começa a perder pontos em jogos consecutivos sem qualquer razão aparente... todos sabem do que estou a falar. No entanto... Voltámos à competição depois da pausa para compromissos das seleções nacionais com mais uma excelente série de resultados, confirmando que a equipa tem estaleca para reagir às adversidades. E por falar em reagir às adversidades... Este foi talvez o momento mais importante de toda esta série de resultados. Fomos a The Hawthorns defrontar o West Brom, um adversário já de si complicado, mais ainda jogando no seu terreno, e isso confirmou-se quando aos 10 minutos já perdíamos 0-2. Reagimos como esperava. Fomos para cima deles e criámos algumas ocasiões de golo até que, por fim, uma delas nos permitiu reduzir pouco antes do intervalo. No entanto, literalmente na jogada seguinte sofremos o 1-3, resultado com que fomos para o intervalo. Não sou o tipo de pessoa de ralhar com os meus jogadores. Prefiro uma postura mais construtiva, tentar corrigir o que está mal e motivá-los a darem o seu melhor... mas neste dia estava furioso - talvez pela frustração de termos sofrido o 1-3 logo depois de termos marcado um golo. Ralhei com a equipa. Coloquei em causa o orgulho dos jogadores. Fosse por isso ou por mero acaso, a equipa voltou dos balneários em fogo! Nos primeiros 15 minutos da segunda parte marcámos três golos e virámos o jogo de 1-3 para 4-3 a nosso favor, muito à custo do nosso extremo japonês Yuki Soma - marcou dois golos e assistiu Serginho para o outro. Até final ainda aumentámos para 5-3, e ainda bem que o fizemos pois o West Brom foi a tempo de marcar um quarto golo neste que foi um jogo de loucos e um grande espectáculo de futebol. E mais importante, a minha equipa mostrou capacidade de reação às adversidades, algo essencial para ter sucesso. Afinal de contas, nem sempre vamos conseguir estar na frente do marcador do início ao fim dos nossos jogos. Às vezes é preciso correr atrás do prejuízo, como nos aconteceu no último jogo da primeira volta perante o Leeds United. Este era um jogo importante para nós. O Leeds United tem andado praticamente a par connosco desde o início da temporada na disputa pela primeira posição do Championship e este jogo poderia dar-nos uma liderança tranquila na tabela. Além disso, o Leeds United é um dos nossos rivais. O jogo entre nós é conhecido como Yorkshire Derby - afinal de contas, nós e eles somos as maiores equipas das duas maiores cidades de Yorkshire. Infelizmente para nós, o Leeds United é poderoso. Eles desceram da Premier League no ano passado, mantiveram a equipa toda e são basicamente uma equipa de nível Premier League a jogar no Championship - a diferença de qualidade individual entre a nossa equipa e a deles é assustadora. Durante 60 minutos, eles fizeram o que quiseram connosco. Só mesmo na última meia hora conseguimos ir para cima deles e nessa altura fizemos o suficiente para pelo menos empatar, mas falhámos alguns golos inacreditáveis. Nas estatísticas apenas aparece uma grande ocasião de golo, porém eu, que vi o jogo, posso garantir-vos que foram pelo menos três. Ainda marcámos um golo no último lance da partida quando um remate do Yuki Soma foi defletido por um defesa e entrou na baliza, mas foi anulado por fora-de-jogo. Eu vi e revi várias vezes as repetições e, embora duvidoso, aceito que tenha sido assinalado. Assim, terminámos a primeira volta do Championship na segunda posição, atrás precisamente do Leeds United, mas ainda havia mais quatro jogos a disputar até final do ano de 2026, pelo que decidi escrever-vos apenas após esses jogos. Do jogo contra o Leeds já vos falei, pelo que seguimos com as duas vitórias sobre Bolton e Cardiff que foram a melhor resposta possível à desilusão contra os "The Whites". A sobrecarga de jogos nesta fase da temporada foi atroz e acabámos por sofrer algumas lesões também. Por exemplo, perdi o Serginho durante uma mão cheia de jogos e o meu defesa central George Pratt teve uma lesão que o vai afastar dois meses de competição (Dezembro e Janeiro). Assim, contra o Stoke e os Wolves tive de usar alguns elementos menos utilizados, o que não justifica as perdas de pontos, mas ajuda a explicá-las. Ainda assim... Terminámos 2026 na liderança do Championship, posição que recuperámos graças a uma pequena quebra do Leeds United depois da vitória deles em Hillsborough. Afinal de contas, o calendário não foi duro apenas para nós; foi-o também para eles, obviamente. Mas isto está longe de estar fechado. Se olharem com atenção, temos apenas 2 pontos sobre o Leeds, 3 sobre o Sunderland e 4 sobre o Southampton. Ainda há muito jogo para disputar e estas margens são demasiado curtas para estarmos seguros quanto a uma promoção direta à Premier League. A única coisa de que poderemos estar seguros é que, mesmo no pior dos cenários, pelo menos os playoffs parecem estar garantidos. Pelo menos quero acreditar que não vamos desperdiçar a nossa vantagem de 12 pontos sobre os Wolves, que são a primeira equipa fora dos lugares de acesso aos playoffs... Mal seria! Estatísticas individuais Muito do nosso sucesso nesta primeira metade da temporada tem um nome: Yuki Soma. O nosso extremo-esquerdo japonês Yuki soma (eheh) 10 golos e 8 assistências, muitos deles surgindo em alturas em que realmente precisávamos deles. Tem feito basicamente aquilo que o Joel Ndala fazia na época passada - ainda bem que encontrámos um digno sucessor dele! De resto, os meus centrais Christ Makosso e George Pratt têm estado muito bem, tanto a defender como a marcar golos quando vão à área contrária. Estou também muito satisfeito com os contributos do lateral direito Yan Valery (5 assistências!) e do médio Amine Basi (as estatísticas podem não ser impressionantes, mas o homem joga imenso!), bem como do extremo-direito Akinkunmi Amoo que, embora habitual suplente, tem entrado bem quando é chamado a entrar nas partidas. De desilusões tenho de citar o Thierry Correia, que não tem tido qualquer consistência nas suas exibições e acabou por perder a titularidade para o Yan Valery. Não queria chamar desilusão ao nosso ponta-de-lança Marcus Forss, até porque o rapaz esteve um ano e meio sem marcar antes de chegar a Hillsborough. Tem 6 golos e é capaz de ir a caminho da sua melhor temporada na carreira (o seu recorde de golos num só ano é de 10 golos), mas depois o seu habitual suplente Francis Okoronkwo tem mais do dobro dos golos dele... Também verdade seja dita, o Marcus Forss não é um goleador muito prolífico, mas o gajo sabe lutar! Por vezes não é ele a meter a bola lá dentro, mas deixa a sua marca em cada disputa de bola, abrindo espaços para os colegas e desgastando os defesas adversários pouco a pouco. Talvez não seja por acaso que depois o Okoronkwo entre a meio da segunda parte e consiga marcar alguns golos - os defesas já estão desgastados de tanto combaterem com o Marcus Forss. Aliás, o Okoronkwo raramente marca quando é titular - é quando entra durante a segunda parte, apanhando os defesas cansados de lutar contra o Marcus Forss, que tem marcado mais golos. É uma estratégia secreta da nossa equipa; não digam a ninguém! O que se segue A primeira metade da temporada foi uma guerra de atrito. Disputámos 30 jogos em quatro meses e meio (Championship e Taça da Liga), o que na maioria dos campeonatos é quase uma temporada inteira, mas no inferno do Championship é apenas meia época. Aliás, se repararem com atenção notam que alguns dos meus suplentes até têm mais jogos do que os titulares - toda a gente teve oportunidade de jogar tal foi a intensidade competitiva nesta fase. Temos alguns jogadores lesionados e outros que não estão a render o que esperava deles, em especial no meio-campo onde parece-me que as minhas segundas linhas estão bastante abaixo do nível dos titulares. Vou perder o Serginho em Janeiro para a AFC Asian Cup (ele é um dos principais jogadores da seleção dos Emirados Árabes Unidos) e o George Pratt ainda está lesionado. É possível que exista uma pequena revolução no plantel durante o mercado de Inverno. Mas isso deixarei para a próxima vez que vos escrever. Entretanto, acabámos o ano 2026. Foi um ano em cheio: primeiro com a confirmação da manutenção no Championship em Maio (apesar de termos começado com 18 pontos negativos); e agora com uma candidatura surpresa à promoção direta à Premier League. Vai ser difícil. Até aqui fomos surpreendendo os nossos adversários, mas daqui em diante já todos estarão atentos quando nos defrontarem. A nossa equipa não está ao nível de alguns dos nossos adversários, em especial aqueles que desceram a época passada da Premier League como o Leeds ou o Sunderland. Nem quero imaginar, se por algum milagre conseguirmos mesmo subir à Premier League, o desastre que seria ver alguns destes jogadores a defrontarem os Brunos Fernandes e os Haalands desta vida! Mas é nessa luta que estamos e é por isso que vamos lutar - ou seja, pelo direito de na próxima época sermos o saco de pancada das maiores equipas do mundo. Que Deus nos ajude. "Hi Ho Sheffield Wednesday" Editado Maio 26 por Black Hawk 3 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Junho 1 Capítulo 06: "A estrada para Wembley" Olá, malta! Estamos em Maio de 2027. Cumpriram-se quase duas voltas completas desta adorável bola azul em torno do rei sol desde que me tornei treinador principal do Sheffield Wednesday. Foram dois anos difíceis e stressantes. Tivemos muito trabalho para lutar contra as adversidades. Aquele plantel inicial que me foi dado em Julho de 2025 exigiu muito esforço para o transformar numa equipa de futebol funcional. Foi necessário todo um exaustivo trabalho de investigação e análise no Verão de 2026 para encontrar os reforços apropriados para tornar o plantel mais condizente com os elevados padrões dos "The Howls". Mas isto vocês já sabiam, pois eu já vos contei tudo isto. O que ainda não vos contei foi aquilo que aconteceu na privacidade de Hillsborough durante o mês de Janeiro de 2027. Da última vez que vos escrevi, estávamos inesperadamente na liderança do Championship com 27 de 46 jogos já disputados. Isto foi tão inesperado que me obrigou a mudar radicalmente a nossa estratégia a curto/médio prazo. Como talvez se recordarão, da primeira vez que vos escrevi referi que o objetivo seria colocar o Wednesday na Premier League em três temporadas. Neste plano, esta segunda temporada serviria para iniciar a construção do plantel que serviria de base para uma candidatura à subida de divisão na nossa terceira temporada - daí pouco termos investido em contratações, optando antes por jogadores a custo zero que garantissem o nível suficiente para fazermos uma temporada tranquila. No entanto, chegámos ao final de Dezembro de 2026 na liderança do Championship. Isso não poderia ser ignorado. De repente, qualquer resultado final que não a promoção à Premier League seria invariavelmente visto como uma catástrofe, pelo que tivemos de antecipar em seis meses o investimento no nosso plantel tendo em vista a promoção à divisão principal do futebol inglês. O objetivo, claro está, passou a ser a promoção direta ou, na pior das hipóteses, garantir um lugar de acesso aos playoffs que nos permitisse ir até Wembley disputar a promoção à Premier League. Em Janeiro de 2027 começámos o trabalho que, esperávamos nós, garantiria pelo menos o início da viagem pelas estradas que levariam até Wembley. Revolução no plantel A equipa estava a render bem, não sendo por acaso que ocupávamos o topo da tabela do Championship. Ainda assim não conseguia afastar a sensação de que estávamos em "overperformance", ou seja, a conseguir resultados acima do esperado. Por mais paradoxal que possa parecer, isto era um problema. Significava que mesmo a fazer mais do que era suposto conseguirmos, isso não era suficiente para nos afastarmos de adversários mais fortes como o Leeds United, o Sunderland ou o Southampton - estávamos todos separados por cinco pontos. Caso a equipa baixasse um pouco o nível para mais perto da real qualidade dos meus jogadores, poderíamos ver a promoção direta para a Premier League fugir-nos por entre os dedos. E isso nem era assim tão improvável quanto isso, pois ultrapassado o efeito surpresa, os nossos adversários já não iriam defrontar-nos com a mesma sobranceria com que talvez o tenham feito na primeira metade da temporada. A isto juntou-se outro detalhe: perdemos dois titulares para o início de 2027. O George Pratt, um de apenas dois defesas centrais em que confiava, lesionou-se com gravidade; e o Serginho, um dos meus extremos titulares, iria disputar a AFC Asian Cup pelos Emirados Árabes Unidos, competição que duraria todo o mês de Janeiro e talvez mais uma semana em Fevereiro. Assim, enquanto todo o resto do mundo preparava os festejos para a passagem de ano, eu passei o último dia de Dezembro de 2026 a analisar os relatórios dos meus observadores e a fazer contas ao nosso orçamento para decidir quais os jogadores que tentaríamos contratar no mercado de Inverno durante o mês de Janeiro. Esta foi a lista de reforços que trouxemos neste mercado de Inverno (todos excepto o Christ Makosso, que foi contratado no Verão). As posições que sentia mais carenciadas eram o centro da defesa e o meio-campo. Só tinha um bom defesa central (Christ Makosso) e um que ia desenrascado (George Pratt). Com a lesão deste último, decidi trazer dois novos defesas centrais: Daniele Ghilardi e Erik Noriega. No meio-campo tinha dois bons jogadores (Finley Barbrook e Amine Bassi). Os restantes iam desenrascando, mas nenhum deles me dava confiança para ser titular de forma regular. Assim, trouxe dois novos jogadores: o alemão Patrick Osterhage e o dinamarquês Pelle Mattsson. Dada a perda do Serginho durante pelo menos um mês, contratei o esquerdino Mohamed Belloumi para reforçar a extrema direita do nosso ataque. Por fim, trouxe também o Thimotée Pembélé. Não estava propriamente à procura de um lateral direito, mas um dos meus observadores recomendou-o vivamente dizendo que era tão bom quanto os meus jogadores, mas com potencial para ser bastante melhor. Sondei o Sunderland e pediram um valor tão irrisório, tão abaixo do seu valor de mercado, que optei por avançar pela sua contratação. Aliás, isto foi o padrão das minhas contratações. Todos eles estavam listados para transferência pelos seus clubes e foram recomendados pelos meus observadores como sendo tão bons quanto os meus atuais jogadores, mas com potencial para serem melhores do que eles. Além disso, tive o cuidado de apenas avançar por jogadores que os meus observadores referiram serem profissionais, jogadores de equipa ou determinados - alguns deles com pelo menos uma destas características, outros com algumas, no caso do Patrick Osterhage com todas elas. E se dúvidas houvesse quanto ao sucesso deste mercado de Inverno, a reação dos meus próprios jogadores à chegada dos novos reforços descansou-me de imediato. O meu guarda-redes Pierce Charles e o meu defesa central Dominic Iorfa, ambos ainda resistentes do plantel da primeira temporada, deram voz à satisfação do plantel com o reforço da qualidade da equipa com as novas entradas. Curiosamente, nenhum deles se manifestou quanto à que considero a contratação mais crítica e audaz deste mercado de Inverno. O meu observador deve ter aproveitado a tarefa de prospecção que lhe dei para passar umas férias no Perú, pois mandou-me relatórios de mais de dez jogadores peruanos. Um deles foi Erick Noriega, que por acaso até jogava no Brasil. O Noriega é médio defensivo de raiz, mas quando olhei para as características do jogador vi nele o defesa central que precisava: jogo aéreo, velocidade e desarme quanto baste para o Championship (todos em 14). Peca um pouco na agressividade, mas isso é algo em que poderemos trabalhar para ele melhorar. O que ele tem de bom é a capacidade de passe, o que é uma melhoria considerável em relação a todos os meus defesas centrais que têm em comum bons atributos defensivos, mas são frágeis com a bola nos pés; o Noriega vem dar aquilo que nenhum deles é capaz de dar quando temos a posse de bola. Agora é apenas esperar que se habitue a jogar no centro da defesa e, se evoluir um pouco com rodagem regular no futebol europeu, pode ser que venha a ser um bom defesa central até para o nível da Premier League quando lá chegarmos. De uma forma global, o padrão nestes reforços foi o facto de já serem bons jogadores, mais ou menos ao nível dos meus titulares, mas com potencial para evoluirem um pouco mais além com utilização regular - pelo menos foi essa a garantia dos meus observadores. Ah, claro, trouxe ainda dois jovens, o Stephen Chirishungu e o Kitt Bunting, ambos com elevada avaliação dos observadores quanto aos seus potenciais de evolução. Pelo preço que me pediram, valeram a pena o risco e para já vão jogar na minha equipa de reservas. E agora perguntam vocês "mas oh Black Hawk, onde raio foste buscar os 25 milhões de euros que gastaste com esses reforços todos?". É uma excelente pergunta e a resposta está aqui. Fizemos 26 milhões de euros em vendas (são os valores sublinhados a azul). De todos eles, apenas fiquei com pena da saída do Thierry Correia. Ele é português tal como eu e sei, por conhecer o jogador desde que apareceu como promessa das camadas jovens do Sporting, que tem potencial para ser muito bom, mas ele não estava a render. Cometia demasiados erros defensivos, não estava a dar a preponderância esperada no ataque, foi inconsistente nestes meses que cá esteve e com a entrada do Thimotée Pembélé iria perder espaço, pelo que mais valia deixá-lo sair - e acabou por render um bom lucro já que veio a custo zero no último Verão. De resto, o Svante Ingelsson e o Fanis Bakoulas eram médios habitualmente suplentes que com regularidade sentiam-se nervosos antes dos jogos; e os outros três ainda eram restos do nosso plantel original da primeira temporada que pouco ou nada jogaram este época. Acabámos por fazer lucro, o que ainda permitiu investir para melhorar um pouco as nossas condições de treino e da Academia... ... que estavam numas miseráveis 2,5 estrelas e passaram agora para 3 estrelas de condições. Ainda estão distantes do nível expectável para um clube com a história e a reputação do Sheffield Wednesday, mas lá chegaremos. Passo a passo. As nossas condições financeiras estão seguras. Estamos abaixo do limite do orçamento salarial, sobraram 11,755 milhões de euros do orçamento para transferências e estamos a cumprir totalmente as exigências da FA no que respeita às regulações financeiras - mal seria se não estivéssemos, fizemos 14 milhões de euros de lucro nos dois mercados de transferências desta temporada! Com o plantel reforçado, e com maior profundidade tanto em opções como em qualidade, avançámos então para a segunda metade da temporada com a confiança de que tínhamos mais e melhores armas para atacar a subida à Premier League. A consolidação Os reforços não entraram diretos na equipa, como poderão imaginar. Dado o volume de jogos, foram sendo utilizados aos poucos, ora um, ora outro, à medida que foi sendo necessário rodar os meus jogadores para gerir a condição física ou por indisponibilidade de alguém. Alguns deles viriam a terminar a temporada como titulares, casos do Thimotée Pembélé, Erick Noriega e Patrick Osterhage, mas nos primeiros dois meses eles foram mais vezes suplentes utilizados do que titulares. Ainda assim, o acréscimo de qualidade que trouxeram foi desde logo evidente nos resultados obtidos em Janeiro e Fevereiro. Não há muito a dizer, fomos quase brilhantes nestes dois meses. Falhámos apenas em três jogos que tiveram algo em comum: em todos eles sofremos o golo do empate no tempo de compensação da partida. O pressing final dos nossos adversários foi algo que inicialmente tivemos imensa dificuldade em gerir em alguns jogos e isso custou-nos seis pontos nesta fase. Um desses empates foi especialmente doloroso: foi no "Steel City Derby". Dominámos esse jogo de alto a baixo, poderíamos ter construído uma goleada, mas acabámos por sofrer o empate literalmente no último lance do jogo quando a minha defesa achou boa ideia ir contra as minhas ordens (que eram para defender mais atrás) e subiu linhas, permitindo ao Sheffield United lançar um contra-ataque que resultou no empate. Em compensação, tivemos este fantástico resultado. O Southampton vinha numa fase incrível de resultados e veio a Hillsborough disputar os três pontos que, se os tivessem conseguido, lhes teria permitido ascender a lugares de promoção direta. A primeira parte do jogo foi terrível para nós. O Southampton entrou com ímpeto e criou várias ocasiões flagrantes de golo. Só por milagre (sendo que o milagreiro foi o nosso guarda-redes Pierce Charles) resistimos até ao intervalo sem sofrer golos. A segunda parte foi completamente diferente e tudo começou com o primeiro golo do Erick Noriega pelo Wednesday logo nos minutos iniciais. O ímpeto do Southampton quebrou, nós fomos para cima deles e construímos uma goleada que talvez não merecessemos, mas que foi fulcral. É que o Southampton quebrou depois de perderem em Hillsborough e caíram na tabela, de tal forma que em finais de Fevereiro, inícios de Março... Aumentámos dramaticamente a nossa vantagem sobre eles (e sobre o Sunderland) para 12 pontos, isto numa altura em que apenas havia mais 9 jogos para disputar. A promoção direta estava quase garantida e apenas o Leeds United nos ameaçava - e ameaçava o título do Championship, não a promoção direta, pois essa nessa altura já só uma catástrofe poderia impedir. Por outro lado, talvez tenham notado os jogos para a FA Cup por entre os compromissos do Championship. A Direção tinha como objetivo atingir a 4ª Eliminatória da competição e facilmente atingimos esse objetivo com uma vitória tranquila sobre o Northampton, da League One. A partir daí, o que viesse era lucro. O sorteio colocou-nos no caminho de dois adversários da Premier League: primeiro o Ipswich Town... ... e depois o Birmingham... ... e o que é certo é que os eliminámos a ambos, o que mostra o crescimento da nossa equipa que, por esta altura, consegue já disputar eliminatórias contra adversários de um escalão superior. Nenhum dos jogos foi propriamente fácil, não exercemos um domínio avassalador sobre eles, mas fomos ligeiramente superiores e merecemos o apuramento para os Quartos-de-Final da FA Cup. E ficávamos a apenas uma eliminatória de conquistar o direito de irmos a Wembley disputar o acesso à final da FA Cup! Um último esforço À entrada de Março estávamos então com 12 pontos de vantagem sobre Southampton e Sunderland. Estavam ainda em disputa 27 pontos, pelo que nada estava garantido - e todos sabem como por vezes os deuses do futebol (cof cof o motor de jogo cof cof) adoram destruir uma equipa com várias derrotas consecutivas sem qualquer razão aparente. Por isso o melhor era não entrar em gestões: cada jogo foi encarado como uma final, procurando somar todos os pontos possíveis para fechar as contas da promoção à Premier League antes de qualquer potencial catástrofe que o motor de jog... errr os deuses do futebol, os deuses do futebol!... nos atirassem ao caminho. Não vou negar que a equipa sentiu a pressão. Quase todas as semanas tive de acalmar os jogadores antes dos jogos pois estes estavam nervosos, temendo que um mau resultado pudesse deitar por terra a promoção à Premier League. O medo era palpável no balneário! Não me admirou por isso que a equipa tenha somado vitórias bem mais tangenciais do que vinha fazendo até aqui. Falhámos mais golos, o que atribuo à pressão a que os jogadores estavam sujeitos, foi mais difícil chegar à vantagem nestes jogos e, claro, uma vez conseguida essa vantagem recuámos no terreno mais vezes e mais cedo para a segurar. Apanhámos alguns sustos, mas as vitórias continuaram a cair para nós e fomo-nos aproximando do grande objetivo que tínhamos na nossa mente. Pelo meio disputámos ainda os Quartos-de-Final da FA Cup. Estavam ainda em prova várias equipas da Premier League, mas por sorte saiu-nos ao caminho o West Brom, que são do nosso escalão. Este foi, de resto, um excelente exemplo daquilo que foram os nossos jogos nesta fase da temporada. Desperdiçámos vários golos que nos permitiriam gerir tranquilamente o jogo até final, o que nos obrigou nos últimos minutos a sofrer o intenso assédio do adversário que procurava o empate. Descemos linhas, demos a bola ao adversário e privilegiámos a ocupação dos espaços em frente à nossa baliza ao invés de pressionar alto e gerir o jogo em posse. O West Brom acabou por não ameaçar a nossa vitória, mas o jogo terminou com a possibilidade sempre presente de um golo inesperado que forçasse o prolongamento. E, com esta vitória, carimbámos o passaporte para as meias-finais da FA Cup, a disputar em Wembley! Mas deixemos isso para depois, pois nessa fase a nossa prioridade era o Championship e havia uma promoção e um título para disputar. As vitórias sobre Hull City, Derby County e Leicester - todas elas sem sofrer golos! - deixaram-nos numa posição em que até poderíamos garantir a promoção na recepção ao Swansea. Era improvável, pois tal só aconteceria com uma improvável combinação de resultados em que nós vencessemos, o Sunderland não vencesse o seu jogo e o Southampton perdesse. Nós fizemos a nossa parte vencendo o Swansea tranquilamente por 3-1 - eles apenas marcaram já no tempo de compensação quando já estava 3-0 a nosso favor. Mas querem saber o que aconteceu? A improvável combinação de resultados que nos garantia a promoção logo ali, em inícios de Abril, ainda a um mês de terminar o Championship, aconteceu mesmo! A promoção à Premier League estava confirmada. Vinte e sete anos depois, o Sheffield Wednesday garantia o regresso à Premier League! Os festejos foram efusivos em Sheffield, como poderão imaginar. Dei até aos meus jogadores um dia de folga para poderem recuperar das celebrações que se prolongaram durante toda essa noite - e para recuperarem da ressaca com que todos eles decerto estariam a sofrer no dia seguinte. Depois da festa, voltámos ao trabalho porque ainda havia um título para decidir. Defrontámos o Watford quatro dias depois, um jogo que tínhamos em atraso e que vencemos com naturalidade, o que nos deixou a apenas uma vitória de garantir o título de campeão do Championship. A festa ficou marcada para o dia 10 de Abril de 2027. Recebíamos o Charlton em Hillsborough e uma vitória valia o título. Teria sido bonito conquistá-lo com uma vitória perante os nossos adeptos, num Hillsborough cheio de adeptos a criarem um ambiente festivo, numa comunhão entre adeptos e equipa. Mas os deuses do futebol trocaram-nos as voltas. O Leeds United jogou na véspera no terreno do Leicester... ... e empatou! Ficaram matematicamente impossibilitados de nos alcançar, pelo que o título foi celebrado 24 horas antes de entrarmos em campo. Estava feito! O Sheffield Wednesday era campeão do Championship 68 anos depois da última conquista desta competição! Se me perguntarem se esperava este feito quando a temporada começou? Não! Não o esperava de todo! No Verão de 2026 sabia que tinha à minha disposição uma boa equipa e, tal como vos escrevi na altura, acreditava que poderíamos intrometer-nos na luta pelo acesso aos playoffs. Agora, promoção direta? Isso não me passava pela cabeça, e muito menos vencer o próprio Championship! Mas aqui estamos, com uma cidade em festa e os adeptos ansiosos por voltar a defrontar as maiores equipas inglesas nessa exigente competição que é a Premier League. Mas antes ainda havia uma ida a Wembley. Todos os caminhos vão dar a Wembley O Sheffield Wednesday já venceu a FA Cup e a League Cup no passado. Ir a Wembley não é nada de novo para os "The Howls" - ainda em 2023 lá fomos, na altura disputar a final do playoff de promoção ao Championship. Agora, ir a Wembley disputar o acesso à final da FA Cup era algo que não acontecia desde 1993, altura em que o Wednesday defrontou e venceu o seu maior rival Sheffield United. Por isso imaginam a loucura que foi a corrida aos bilhetes para marcar presença neste momento marcante da história recente do nosso Wednesday! O adversário que nos saiu em sorte foi o Newcastle United. Um adversário com bolsos fundos e uma equipa milionária - para terem uma noção, só o Bruno Guimarães e o Tonali recebem mais do que toda a minha equipa junta! Fomos a Wembley na máxima força. Tinha toda a equipa disponível. Chegámos aqui de forma algo inesperada, tendo eliminado dois adversários da Premier League. Poderia ter ido com mil cuidados. O Newcastle é um adversário muito mais forte do que nós. Toda a lógica ditava que fôssemos defender, tentar segurar o nulo no marcador o máximo de tempo que pudéssemos e tentar surpreender num contra-ataque ou num pontapé de canto ou algo assim. Em vez disso, fomos jogar como jogámos a época toda: disputar todos os lances, tentar ter a bola e dominar o adversário. Estávamos de volta a uma meia-final da FA Cup 34 anos depois da nossa última presença nesta fase da prova; iríamos a jogo sem medo, mostrar o nosso orgulho e a valentia das nossas gentes. O que acontecesse, aconteceria. Este foi o onze inicial apresentado pelo Newcastle. É uma equipa de luxo, pelo menos comparada com a nossa modesta formação. Todos os onze jogadores deles entravam diretos para o nosso onze inicial, mas o contrário não aconteceria. Enfim, é o que é. Essa desproporção fez logo diferença nos minutos iniciais quando o Newcastle entrou a vencer com um golaço do Bruno Guimarães num remate de longe. A bola bateu no poste direito na nossa baliza antes de entrar, não dando qualquer hipótese de defesa ao nosso guarda-redes Pierce Charles. Criámos pelo menos duas boas ocasiões de golo para empatar o jogo antes de apanharmos um susto com um golo do Woltemade, mas felizmente o golo foi anulado por fora-de-jogo. Infelizmente, porém, o mesmo Woltemade marcaria a meio da primeira parte e desta vez contou. A perder por dois golos, fomos para cima do Newcastle e em cima do intervalo reduzimos para 1-2 graças a uma boa finalização do nosso ponta-de-lança Francis Okoronkwo, que concluiu um excelente lance coletivo do nosso ataque. E, ao intervalo... ... perdíamos 1-2 num jogo em que o todo-poderoso Newcastle apenas tinha feito dois remates - ambos resultando em golos. Era injusto? Oh!, se era!, mas o que conta é o resultado e eles marcaram mais do que nós. Na segunda parte continuámos por cima até que, ao quarto remate do Newcastle no jogo, o Tonali marcou - e acertaram, foi em mais um remate de longe. Ainda devolvemos a esperança aos adeptos do Wednesday que enchiam a sua curva de Wembley quando o Serginho reduziu para 2-3 na reta final do jogo, mas no lance seguinte o Woltemade decidiu mandar um tomahawk a 30 metros da baliza que só parou no fundo das redes, garantindo a vitória do Newcastle. Feitas as contas: fizemos mais remates, criámos mais ocasiões de golo, mas perdemos. Voltámos a Sheffield com uma derrota, mas orgulhosos tanto da nossa campanha na FA Cup, como da nossa prestação nesta meia-final. E, acima de tudo, com a certeza de que afinal já conseguimos defrontar adversários mais fortes sem sermos dominados em campo, o que é um excelente indicador para a próxima temporada. Afinal de contas, isto de os nossos adversários marcarem três golos de remates de longe num só jogo não vai acontecer todos os dias, pelo que a jogar assim temos confiança que os resultados hão de aparecer. Cai o pano sobre o Championship A derrota em Wembley marcou basicamente o final da temporada para nós. Com a promoção à Premier League assegurada e o título de campeão do Championship no bolso, restou-nos cumprir calendário para podermos ir de férias. E que merecidas seriam! Aproveitei esta fase final para dar oportunidade a jogadores habitualmente menos utilizados e alguma rodagem aos reforços do mercado de Inverno que não se assumiram no onze inicial até aqui, mas mesmo assim continuámos a vencer. A temporada viria mesmo a terminar com uma impressionante vitória sobre o Leeds United no conhecido "Yorkshire Derby". Depois de perdermos em casa há meio ano, fomos a Elland Road goleá-los num jogo que se tivesse acontecido ao contrário teria sido coisa para me deixar furioso. Eles fizeram mais do que o suficiente para não perderem, se calhar até para ganhar, mas nós marcámos três vezes nas quatro vezes que atacámos a baliza. Bem, calha a todos, contra o Newcastle perdemos assim, desta vez fomos nós os felizardos. Os adeptos do Leeds também não terão levado muito a peito esta derrota, pois mesmo perdendo confirmaram a promoção à Premier League graças ao empate do Sunderland na última jornada. Os azarados de serviço acabaram mesmo por ser o Sunderland. Se tivessem vencido na última jornada teriam ascendido ao segundo lugar e subido à Premier League; tendo empatado, tiveram de ir aos playoffs onde perderam na final contra os Wolves. Da nossa parte, não há muito a dizer relativamente aos números finais: 110 pontos, melhor ataque com mais de 100 golos apontados, e melhor defesa. Sem surpresas, ganhei o prémio de treinador do ano do Championship. Não sou muito de dar valor a prémios individuais, mas sabe sempre bem ser reconhecido pelo nosso trabalho. Estatísticas individuais Com uma temporada repleta de sucessos coletivos, não será de estranhar que a maioria dos meus jogadores também tenham estado em grande plano no capítulo individual. Estes foram os dez jogadores de campo mais utilizados ao longo da temporada. A maioria mostrou qualidade. Talvez o lateral esquerdo Jamal Lewis e o médio defensivo Finley Barbrook tenham sido os menos impressionantes, mas de resto fiquei satisfeito com todos eles. Há três destaques individuais que tenho de dar. O primeiro vai para o extremo esquerdo, o japonês Yuki Soma. Foi o nosso melhor jogador. Fez 32 contribuições diretas para golo, isto sem contar com as indiretas, e muitas delas em momentos-chave em que realmente estávamos a precisar. O segundo vai para o extremo direito Akinkunmi Amoo. O nigeriano começou a temporada a suplente e pouco esperava dele, mas o que é certo é que aproveitou bem a ausência do Serginho (que, como se recordarão, esteve ausente um mês para disputar a AFC Asian Cup) para se assumir e nunca mais perdeu a titularidade. O terceiro vai para o ponta-de-lança Francis Okoronkwo. E este é difícil de explicar. O Okoronkwo começou a temporada como suplente do Marcus Forss, marcou inicialmente alguns golos a sair do banco de suplentes, mas quando era titular raramente marcava. Durante o mês de Janeiro marcou dois golos num jogo em que foi titular. Mantive-o para o jogo seguinte e marcou de novo dois golos. Nunca mais perdeu o estatuto de titular e ainda foi a tempo de terminar a temporada com 26 golos. Agora, o que é engraçado... ... é como raio ele marcou 26 golos no Championship com estes atributos. A performance do Francis Okoronkwo é o exemplo perfeito de como os números não são absolutos. Ele não é rápido, não é forte no jogo aéreo, não é agressivo e nem sequer tem boa capacidade de remate. Na verdade, não tem nenhum atributo em que se destaque. Mas marcou 26 golos. Como? Não sei. Mas eles contaram. A única conclusão a que posso chegar é que um jogador é bem mais do que a soma dos seus atributos. Estes são os jogadores de campo que tendo iniciado a temporada em Hillsborough, não tiveram estatuto de titular. Como dá para perceber, a maioria não apresentou grande performance, daí que tenha sentido necessidade de reforçar a equipa no mercado de Inverno. As duas excepções são o Serginho e o Marcus Forss. O Serginho não foi propriamente suplente ao longo do ano. Na primeira metade da temporada foi titularíssimo na direita do nosso ataque e apenas perdeu a titularidade pelo motivo que já expliquei, porque a sua qualidade é inegável e os números, neste caso, não mentem. O ponta-de-lança Marcus Forss acabou por perder a titularidade na frente do ataque para o Francis Okoronkwo, mas ainda marcou 13 golos, o que é a melhor temporada da sua carreira. O que lhe falta em qualidade compensa em esforço e sacrifício, mas é provável que não chegue para a Premier League - e por isso talvez venha a ser vendido no Verão. E estes são os reforços do mercado de Inverno de que vos falei no início. O Erick Noriega, o Patrick Osterhage e o Mohamed Belloumi integraram-se muito bem e têm estatísticas consideráveis para o tempo que estiveram connosco. O Thimotée Pembélé também acabou a temporada a titular, mas foi um pouco mais modesto, enquanto do Daniele Ghilardi e do Pelle Mattsson gostei do que vi mesmo que os números não impressionem. De uma forma geral, acho que todos eles mostraram qualidade e mal posso esperar para os ver em ação com uma pré-temporada na equipa e já adaptados aos colegas e à nossa forma de jogar. Isso acontecerá na próxima temporada com o regresso do Sheffield Wednesday à Premier League 27 anos depois da última presença dos "The Howls". Estou ansioso para testar a nossa qualidade perante algumas das melhores equipas do mundo. Iremos dar boa conta de nós? Conseguiremos garantir a manutenção de forma tranquila ou vamos passar um ano inteiro em sofrimento? Será esse o tema para os próximos capítulos. "Hi Ho Sheffield Wednesday!" 2 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Junho 8 Capítulo 07: "O próximo capítulo" Olá, malta! Pensavam que já não voltaria a escrever-vos agora que sou famoso? Enganam-se! Nunca me esqueço daqueles que me acompanharam quando era um "Zé Ninguém" desconhecido do mundo. Esperem!, vocês sabem do que falo, certo? O motivo de subitamente ser famoso? Não? Ah!, que falha a minha, assumi que soubessem! É verdade; a LetFlix [nota: escrito assim para não usar o nome real] abordou a Direção do Wednesday para fazerem um documentário neste nosso regresso à Premier League após uma ausência de 27 anos. Brutal, não é? A Direção pediu a minha opinião. Eles avisaram que poderia ser importante para o clube, contribuindo para o aumento de visibilidade do Wednesday e consequente aumento de receitas, patrocinadores e atractividade do clube. Eu lá aceitei e, pronto, durante toda a nossa pré-temporada tivemos câmaras a seguir cada passo dado por mim e pelos jogadores - algo que vai acontecer ao longo de toda a temporada. Aliás, no momento em que escrevo, na tranquilidade do meu escritório, tenho uma câmara apontada à minha rezingona fronha. Talvez até possa acontecer que num episódio futuro possam ver-me a escrever-vos esta mesma carta que estão a ler, quem sabe? Mas deixemos a LetFlix de lado e passemos ao que importa. O regresso à Premier League Regressámos à Premier League depois de vencermos o Championship. A Premier League é uma máquina de fazer dinheiro e, sem surpresas, entrou bastante dinheiro nos cofres de Hillsborough. No total, foi-me dado um orçamento com que nunca sonhei: algo a rondar os €65M ou €70M. Ponto prévio: sempre vivi toda a minha vida a contar cada tostão. Nunca fui rico e nunca treinei uma equipa com bolsos largos. Há hábitos que custa mudar e isto de andar a contar cada cêntimo está de tal forma entranhado na minha forma de ser que não fui capaz de rebentar o orçamento todo em contratações. Além disso, continuo a seguir a regra de apenas avançar para a contratação de jogadores que os meus observadores me indicam. Eles vão em missões de observação, enviam-me os relatórios e normalmente avanço pelos jogadores que mereceram melhores avaliações da parte deles. Obviamente que avalio os jogadores, vejo o que os observadores me dizem quanto ao potencial de evolução dos jogadores, as suas características pessoas (são profissionais, jogadores de equipa, determinados?) e se os seus atributos encaixam no que procuro na minha equipa. Tenho a certeza que os meus observadores hão de ter falhado em identificar excelentes jogadores, ou se calhar até os viram mas deram-lhes baixa recomendação e passaram-me ao lado. Mas é esse o trabalho deles e tenho de confiar na minha equipa técnica, não é? [E dá um toque de realismo à carreira apenas avançar por jogadores que os meus observadores indicam, caso contrário isto tornava-se demasiado fácil] Saídas Entradas Então, começando pelo início. O nosso guarda-redes Pierce Charles foi dono e senhor da nossa baliza nas duas últimas temporadas, mas em início de Julho surpreendeu-me com um pedido para sair. Disse-me que o baixo nível das nossas infraestruturas de treino o estavam a impedir de atingir todo o seu potencial. Não lhe dificultei a saída. O Fulham avançou com uma proposta um pouco abaixo do seu valor, renegociei para um valor mais aceitável e ele lá foi. Para o seu lugar, avaliei mais de uma dezena de recomendações dos meus observadores e acabei por trazer o Victor Rongier, um guarda-redes (regen) de 24 anos do Rennes. O relatório garantia que é tão bom quanto o Pierce Charles (3,0 estrelas de qualidade), mas que tem potencial para ser ainda melhor (4,0 estrelas de potencial), e por €5M vale a pena o investimento. Tenho algum receio, devo confessá-lo, porque chegou com apenas 12 pontos de Aerial e 10 de Agility - o que é pouco para a Premier League. É um risco elevado o que estou a correr, pois se não evolui rapidamente nos primeiros meses vou ter um guarda-redes que vai sofrer golos que não deveria... A ver vamos como corre esta aposta. Passando para a defesa, saíram três jogadores: o lateral direito Yan Valery e os defesas centrais George Pratt e Seydou Sano. Todos eles eram habituais suplentes e não serão grandes perdas. Para os seus lugares trouxe dois reforços: o lateral direito Marco Palestra, da Atalanta, e o defesa central Arthur Theate. O Marco Palestra tem apenas 22 anos e já é tão bom quanto o Thimotée Pembélé. Tenho alguma esperança que cresça um pouco mais, mas mesmo que isso não aconteça já tenho dois laterais direitos mais ou menos do mesmo nível. O Arthur Theate foi uma de três contratações que realço como tendo sido um achado. [Nunca é demais recordar que os salários que aparecem nas imagens são anuais!] As características do jogador falam por si. É um defesa central forte, agressivo e exímio no jogo aéreo, mas tem qualidade com a bola no pé. Só peca um pouco na velocidade, mas por €21M foi um achado. A sério, nem queria acreditar quando abordei o Frankfurt para saber quanto queriam pelo jogador e pediram perto de €23M. Acabou por vir por €21M e não tenho dúvidas que vai aumentar o nível da nossa defesa e ter um papel de destaque na equipa durante os próximos anos. No meio-campo também houve umas quantas mudanças. Saíram Finley Barbrook e Jarvis Thornton. Ambos bons jogadores, mas nenhum deles impressionou dentro de campo - e se não impressionaram no Championship, dificilmente o fariam na Premier League. Para os seus lugares trouxe quatro jogadores: o japonês Riku Yamane (médio defensivo Roaming Playmaker); e os médios Box-to-Box Franco Tongya (a custo zero), Boris Mamuzah Lum e Xisco González Martínez. Os dois últimos indicados merecem algum destaque. O Boris Mamuzah Lum recebeu apenas 2,5 estrelas de qualidade atual do observador que o descobriu (o que o coloca num patamar atual ligeiramente inferior ao resto do plantel), mas este deu-lhe 4,5 estrelas de potencial (numa escala de 0 a 5), o que significa que o avalia como tendo potencial para ser muitíssimo melhor do que qualquer jogador do meu plantel. Paguei os €30M a pensar no futuro, e é bom que ele realmente se torne num grande jogador pois caso contrário será o observador a devolver-me esse dinheiro! No entanto, destes quatro jogadores é o espanhol que quero realçar. Este Xisco González Martínez é um achado. O observador indicou-mo em Fevereiro. Eu olhei para o relatório, depois para o perfil do jogador e só pensei "sim, claro, que eu consigo mesmo contratar este jogador ao Barcelona, vão pedir-me alguns €50M...". Para minha surpresa, quando os abordei pediram-me... €4M! O rapaz tem 21 anos (é regen, como poderão perceber), é veloz, tem enorme capacidade de liderança, e uma qualidade técnica e de passe impressionante. Tem ali umas arestas para limar (baixo Teamwork, Dribbling e Shooting), mas deuses!, por €4M isto é uma autêntica pérola! Aliás, não sei o que se passou na Catalunha, mas o Barcelona tinha quatro ou cinco jovens jogadores à venda por valores baixos como o que pediram pelo Xisco González Martínez. Eu cheguei a ter tudo acertado para trazer mais dois deles, mas como não receberam visto de trabalho não os pude integrar na equipa. Foi uma pena. No que respeita ao ataque, o destaque vai para a perda do Serginho. No início de Julho, o Everton avançou com uma proposta por ele. O meu primeiro instinto foi rejeitá-la, mas notei que o jogador estava desesperado para que o negócio se concretizasse... não queria um jogador insatisfeito, por isso acabei por aceitar. Ele foi embora, o que me deixou triste, mas para o seu lugar já tinha assegurado o Arijon Ibrahimovic, um promissor extremo esquerdo de 21 anos vindo do Bayern a custo zero, pelo que não fiquei muito preocupado. Para a posição de ponta-de-lança, consegui despachar o Marcus Forss. Marcou 13 golos no Championship, mas não tinha a mínima confiança que fizesse o mesmo na Premier League e difícilmente valorizaria mais do que aquilo que valorizou na época passada. Para o seu lugar, juntando-se ao nosso goleador da época passada Francis Okoronkwo, trouxe o Beto e o Rafiu Durosinmi. Ambos têm as características perfeitas para o que procuro num ponta-de-lança na nossa forma de jogar. O Beto estava na lista de transferências do Everton. Já tem 29 anos, mas veio por um valor irrisório que faz com que valha a pena o risco - se não correr bem, não será um rombo nas nossas contas. Já o Rafiu Durosinmi estava no... como se chama aquela cidade da torre torta? Ah, já sei! Pisa! Estava no Pisa, onde marcou 36 golos na Série B italiana na época passada. Por mim, o plantel estava feito com estas contratações, mas depois o Francis Okoronkwo lesionou-se na pré-temporada. Será uma ausência de três meses que me deixava com apenas seis jogadores para as três posições do ataque (dois extremos direitos, dois extremos esquerdos e dois ponta-de-lança), o que significa que uma eventual lesão adicional me deixaria limitado. Por isso procurei um novo reforço e, com a ajuda dos relatórios dos meus observadores, acabei por trazer o Ilyas Ansah. É um avançado alemão de 22 anos que pode jogar como ponta-de-lança e como extremo esquerdo, polivalência que pode ajudar imenso ao longo da temporada. Além disso, o observador que mo indicou garantiu enorme margem de progressão, pelo que mais uma vez estou a apostar mais numa possível evolução do jogador do que em impacto imediato. Aliás, isto foi a norma em quase todas as contratações. A maioria dos reforços têm, mais do que qualidade para terem impacto imediato, boas avaliações de potencial - pelo menos nos relatórios dos observadores. O risco disto é que poderemos sofrer um pouco nos primeiros meses na Premier League até os jogadores ganharem rodagem e crescerem um pouco mais, mas estamos já a pensar no futuro. Foi por esse motivo que vieram muitos mais jogadores, que aparecem visíveis na imagem das contratações, além daqueles de que vos falei. Se não vos falei deles é porque são jovens recomendados pelos observadores, mas que vão jogar na equipa de Reservas ou serão emprestados para, espero eu, crescerem e poderem vir a integrar o nosso plantel nos próximos anos. O saldo final das movimentações no mercado de transferências saldou-se num prejuízo de €20,5M, o qual só aconteceu devido à lesão do Francis Okoronkwo. Não fosse isso e teríamos feito lucro, que era o meu objetivo, mas com a necessidade inesperada de trazer o Ilyas Ansah para compensar a lesão do Okoronkwo... Por outro lado, não só continuamos totalmente no verde no que respeita ao cumprimento das regras financeiras da Premier League como conseguimos convencer o Doncaster Rovers, da League One, a ser clube afiliado dos Wednesday - foi por isso que lhes emprestámos vários jovens talentos com a expectativa de que cresçam com utilização regular. O balanço deste mercado é positivo. É verdade que tenho aqui imensas incógnitas. Muitos jogadores têm alegadamente potencial para crescer, mas poderão sofrer para terem rendimento imediato. Em contrapartida, pelo menos tenho opções para rodar a equipa a qualquer altura sem grandes variações de qualidade, pelo que acredito que poderemos ser consistentes ao longo da temporada. Ah, e claro... ... aproveitei algum do orçamento para promover novas melhorias nas infraestruturas, tanto de treino como da Academia das camadas jovens, o que resultou num aumento da avaliação de 3,0 para 3,5 estrelas em ambas. A ver se evitamos novas ocorrências de jogadores insatisfeitos com a ausência de condições, como aconteceu com o Pierce Charles. É certo que 3,5 estrelas ainda é baixo para o nível de uma equipa da Premier League, mas estamos a melhorá-lhas ao ritmo que nos é possível. Em breve haveremos de ter condições de topo. Objetivos e pré-temporada A Direção voltou a surpreender-me. Lembram-se há dois anos, no primeiro ano em que assumi o comando técnico dos "The Howls", quando começámos com 18 pontos negativos e um plantel horrível, mas mesmo assim a Direção exigia uma posição tranquila a meio da tabela? Pois, mais uma vez... ... a Direção exige uma posição tranquila a meio da tabela neste nosso regresso à Premier League. Eu esperava que fossem mais modestos e pedissem para evitarmos a despromoção, mas não!, querem já uma posição tranquila a meio da tabela! Não é que eu ache que seja irrealista, pois quem faz 110 pontos no Championship pode e deve garantir a manutenção na Premier League, mas isto é uma pressão desnecessária que nos colocam depois de 27 anos de ausência na Premier League! Também não ajudou que nos jogos de preparação para esta temporada... ... tenhamos somado tudo por vitórias e sem qualquer golo sofrido. É certo que os adversários não foram exigentes, mas conseguir uma sequência de sete jogos sem qualquer golo concedido, mesmo contra adversários mais modestos, não é nada comum. Este será o onze inicial para o primeiro jogo oficial da temporada. As escolhas refletem as prestações nos jogos de pré-temporada e, como podem ver, a equipa é a mesma que jogou no Championship no ano passado com apenas quatro alterações. A primeira é na baliza. O Victor Rongier assume o lugar do Pierce Charles. E, aqui que ninguém nos ouve, não acho que o Victor Rongier seja melhor do que o Pierce Charles - pelo menos enquanto não evoluir um pouco mais. Na defesa temos o Arthur Theate, aqui sim um claro upgrade em relação ao que tínhamos na época passada. No meio-campo a entrada do Xisco González Martínez para o lugar do Amine Bassi é uma incógnita. Em teoria será um upgrade, mas a ver vamos se o menino tem andamento para jogar na Premier League. No ataque apenas trocamos o ponta-de-lança. O Francis Okoronkwo lesionou-se, como já vos contei, e o Beto foi quem esteve melhor na pré-temporada, mas conseguirá render regularmente? São muitas incógnitas para avaliar. O certo é que vamos para a Premier League com a base da equipa que jogou o ano passado no Championship, a mesma que impressionou com a conquista do título, mas que todos apontavam para voos mais baixos. Conseguiremos surpreender de novo num patamar mais elevado ou a realidade vai atingir-nos em cheio e acabaremos a sofrer para garantir a manutenção na Premier League? Any Given Wednesday: Early Signals O primeiro episódio do nosso documentário, intitulado "Early Signals", foi lançado imediatamente antes da primeira jornada da Premier League. Focou-se nas movimentações no mercado de transferências e na percepção de jogadores e adeptos para a nova temporada, no orgulho pela promoção à Premier League e nas expectativas este nosso regresso à elite do futebol inglês. A maioria dos jogadores reagiu bem à pressão de terem câmaras a acompanhá-los. Vários revelaram a sua satisfação pela visibilidade de que estão a ser alvo e alguns até reclamaram por não terem tanta visibilidade como alguns dos seus colegas! A recepção foi boa, embora as audiências tenham sido modestas. Se tivermos um bom arranque na temporada talvez consigamos atrair suficiente interesse para que o próximo episódio deste documentário seja um sucesso. Quanto a mim, tenho uma equipa para preparar para a Premier League. Volto em breve com mais novidades. Até já! "Hi Ho Sheffield Wednesday!" 2 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Junho 11 Capítulo 08: "Desafiar as probabilidades" Olá, malta! Escrevo-vos mais cedo do que é habitual. Hoje é dia 05 de Novembro de 2027 - data em que foi lançado o segundo episódio do documentário "Any Given Wednesday - The Next Chapter", o qual acompanha esta nossa temporada de regresso à Premier League depois de uma ausência de 27 anos dos "The Howls" nestas lides. Já viram o episódio na LetFlix? Sim? Não? Não se preocupem, cá estou para vos falar deste nosso regresso à Premier League. Da última vez que vos escrevi, estávamos a poucos dias do primeiro jogo na Premier League. Falei-vos principalmente das entradas e saídas do plantel durante o mercado de Verão e das nossas expectativas para esta temporada 2027/28. E, como os deuses do futebol gostam de uma boa ironia, o nosso primeiro jogo foi precisamente contra um adversário que conhecíamos muito bem. O regresso da Premier League a Hillsborough O primeiro bloco de jogos oficiais desta temporada estendeu-se por cerca de mês e meio, terminando em meados de Setembro para dar lugar a uma pausa para compromissos das seleções nacionais que, nesta fase, disputavam a fase final do apuramento para as respetivas competições continentais - principalmente o Euro 2028 e a Copa Africana das Nações 2028. Tivemos alguma sorte com o sorteio. A maioria dos nossos adversários nesta fase não eram demasiado exigentes, embora a este nível dificilmente existam adversários fáceis. Seja como for, poderia ter sido pior. O nosso regresso à Premier League foi em Hillsborough e com a recepção ao Newcastle. Sim, a mesma equipa que nos eliminou na meia-final da FA Cup em Wembley, no final da época passada. A cidade de Sheffield entrou em polvorosa na semana que antecedeu o jogo. Era o regresso do Wednesday à Premier League depois de 27 dolorosos anos de ausência e, claro, os adeptos dos "The Howls" estavam em pulgas. O jogo foi o tema de todas as conversas, nos bares, nas ruas, no trabalho, nas escolas. Cartazes anunciavam o jogo. Tarjas foram espalhadas pela cidade com mensagens de apoio aos jogadores. Uma loucura! No dia do jogo, a azáfama começou cedo. Camisolas oficiais do clube, cachecóis e outros adereços foram surgindo desde que o sol se levantou no horizonte. Grupos cada vez maiores iam animando o ambiente com cânticos espontâneos de apoio ao Wednesday pelas ruas de Sheffield. A onda azul cresceu até à hora do jogo e os adeptos encheram totalmente Hillsborough, proporcionando um ambiente infernal aos nossos adversários e empurrando a nossa equipa para um bom resultado. O último desafio para a Premier League em Hillsborough foi a 14 de Maio de 2000, em jogo disputado para a última jornada da Premier League perante o Leicester City. Na altura, o Wednesday venceu por 4-0 e o último golo dessa goleada com que os "The Howls" se despediram da Premier League foi apontado pelo avançado belga Gilles De Bilde. Volvidos 27 anos, o nosso objetivo era voltar a marcar na Premier League e, com o apoio extraordinário dos nossos adeptos a embalar-nos, demorámos apenas 30 minutos a quebrar o jejum... ... cabendo ao Yuki Soma, o nosso japonês favorito, voltar a apontar um golo do Wednesday para a Premier League em Hillsborough! E foi um belíssimo golo. Nasceu de um lance coletivo que envolveu todo o nosso flanco esquerdo, a bola passando por Arthur Theate (o defesa central descaído para a esquerda), Jamal Lewis (lateral esquerdo), Yuki Soma (extremo esquerdo), Xisco González Martínez (médio centro descaído para a esquerda), Beto (ponta-de-lança) e pelo nosso novo capitão Patrick Osterhage (médio defensivo), até este descobrir uma linha de passe mortífera para a penetração do Yuki Soma. O nosso Mitoma da Temu não desperdiçou a oportunidade e colocou-nos a vencer para gáudio dos adeptos que enchiam o Hillsborough. Infelizmente, não estava destinado vencermos no nosso regresso à Premier League. O defesa Kacper Potulski marcou um raro golaço ao rematar de fora da área, empatando o jogo. Ainda hoje acho que o nosso guarda-redes Victor Rongier poderia ter feito bem melhor, mas em sua defesa diga-se que foi traído por um desvio involuntário na trajetória da bola causado pelo nosso defesa Erick Noriega. A meio da segunda parte tivemos uma grande penalidade a nosso favor, mas o jovem Xisco González Martínez, que nos treinos não falha uma, permitiu a defesa ao guarda-redes adversário... A sério, estão a ver aqueles exercícios em que se colocam uns aros no canto da baliza para os jogadores acertarem? O Xisquito não falha uma nos treinos, mete sempre a bola lá no canto onde dorme a coruja, mas neste dia acertou mal na bola. Azar do carai! Até final ainda tivemos alguns lances promissores, mas o resultado não mexeria mais. Acho que a injustiça do empate foi consensual entre os comentadores televisivos e adeptos em geral, mas também foi apenas a primeira jornada e haveria mais do que tempo para começar a somar vitórias. Metemos mãos à obra e somámos três vitórias consecutivas depois do empate na estreia contra o Newcastle. A primeira foi uma delícia, em pleno Elland Road no famoso "Yorkshire Derby" contra os nossos rivais regionais, o Leeds, que no ano passado foram também rivais na luta pelo título do Championship. A segunda, muito suada, embora inteiramente justa, na recepção ao Aston Villa. E a terceira, muito tranquila e em que aproveitei para rodar a maior parte da equipa, em jogo a contar para a League Cup perante o Lincoln City da League One. Este arranque de temporada surpreendeu muita gente - eu incluído! -, mas a realidade não tardou a relembrar-nos que somos uma equipa recém-promovida à Premier League com óbvias limitações em vários dos nossos jogadores. O primeiro sinal disso surgiu em Craven Cottage. Perdemos 0-2 perante o Fulham num jogo em que até dominámos, mas não conseguimos ultrapassar uma barreira chamada Pierce Charles - sim, o nosso guarda-redes nas duas últimas temporadas que este ano quis sair. Enquanto isso, o nosso novo guarda-redes Victor Rongier não conseguiu evitar dois golos fortuitos aos "The Cottagers" e, com isso, sofremos a primeira derrota da temporada. A partir daí, e até final deste primeiro ciclo de jogos, os resultados foram mais instáveis. As deslocações a Wolverhampton e a Londres saldaram-se em dois empates que, devo confessar, devem ter sido jogos emocionantes na perspectiva dos adeptos, mas terríveis para os treinadores tantas foram as vezes em que as equipas perderam a sua coesão defensiva. Em ambos houve reviravoltas: contra os Wolves estivemos a vencer 1-0 e sofremos o 1-2 antes de voltarmos a empatar; contra o West Ham estivemos a perder 0-1, virámos para 2-1 a nosso favor, mas sofremos o 2-2 durante a segunda parte. Fomos estatisticamente superiores nos dois jogos e fiquei com a sensação de que os golos que sofremos nem sequer foram ocasiões de golo indefensáveis, mas as bolas entraram e isso é que contou. Pelo meio goleámos o Everton em Hillsborough, equipa que à data do jogo estava em 3º lugar na tabela e que derrotámos com inesperada facilidade. Estes resultados saldaram-se num inesperado 7º lugar na tabela após sete jogos disputados. Era um óptimo arranque de temporada e, se me oferecessem a possibilidade de a época acabar logo ali connosco na 7ª posição, eu assinava de imediato por baixo. Mas ainda nem 20% da temporada estava disputada, pelo que esta posição nesta fase era totalmente precária. Até porque após a pausa para compromissos de seleções que se seguiu ao empate perante o West Ham, o nosso adversário seria o campeão inglês em título: o Man City. Desafiar as probabilidades O Man City não teve um bom arranque de temporada, tendo somado apenas 1 ponto nos dois primeiros jogos da temporada, mas vinha recuperando posições com quatro vitórias consecutivas quando chegou a vez de visitarem o inferno de Hillsborough. Eles são os campeões em título depois de dominarem de tal forma a Premier League na época passada que a concluíram com incríveis 95 pontos. Seria sempre um jogo difícil. Eu sabia-o, eles sabiam-no, todos o sabiam. Mas fomos à luta e demos o nosso melhor. A verdade é que o Pep Guardiola, tal como eu, montou a equipa em 4123 e isso resultou num jogo trancado, com as equipas a encaixarem uma na outra e os jogadores a travarem duelos individuais em todo o campo. O resultado disto? Apesar da superior qualidade individual dos campeões ingleses em título - e nem sequer era por pouco; todos os jogadores do Man City seriam estrelas no nosso Wednesday! - o jogo arrastou-se ao longo da primeira meia-hora sem que ninguém conseguisse desatar o nó górdio, de tal forma que em 35 minutos de futebol não houve sequer um remate por parte de qualquer uma das equipas. A única forma disso acontecer seria num lance individual ou numa bola parada... e foi numa destas últimas, no caso num pontapé de canto, que o Daniele Ghilardi saltou mais alto do que toda a gente e cabeceou para o fundo das redes. A reação do Man City não se fez esperar. Adiantaram os seus jogadores no terreno em busca do empate, mas não adivinharam que nós mantivéssemos a pressão alta em vez de descer linhas para o nosso meio-campo defensivo. Logo após o nosso golo, recuperámos uma bola no meio-campo defensivo deles e lançámos um contra-ataque rápido. A bola foi lançada em profundidade, a defesa do Man City foi apanhada desposicionada e o nosso extremo direito Mohamed Belloumi surgiu na cara do Gianluigi Donnarumma, atirando fora do seu alcance e deixando Hillsborough em delírio. O intervalo chegou logo depois connosco a vencer 2-0 e este era um resultado justo. Tínhamos o dobro dos remates, embora isso significasse que tínhamos dois remates contra apenas um deles, mas estávamos a bater-nos de igual para igual contra o campeão inglês em título. Tenho anos suficientes disto para saber que depois de uma boa primeira parte contra um adversário de classe mundial segue-se uma segunda parte em que somos massacrados... pelo que não tive qualquer receio em recuar linhas, baixar a intensidade do jogo e privilegiar a nossa coesão defensiva, ficando satisfeitos em deixar o tempo passar sem correr qualquer risco. A verdade é que o tempo foi passando sem que o Man City criasse perigo. Vi algumas bolas atravessarem a nossa grande área mesmo em frente à nossa baliza, mas sem que alguém encostasse para o fundo das redes. O Bernardo Silva ainda atirou uma bola ao poste num remate de longe, mas fomos mantendo a nossa baliza inviolada. A nossa estratégia apenas sofreu um revés quando os nossos defesas centrais se desconcentraram e deixaram o Erling Haaland sozinho no meio da grande área. O gigante norueguês não desperdiçou a oportunidade, mas por essa altura já estávamos no tempo de compensação e a nossa vitória já não escapou. Vencemos o campeão em título, o todo-poderoso Man City! A vitória sobre a equipa do carismático Pep Guardiola deu-nos a confiança para vencer os três jogos seguintes. E atenção!, não foram jogos fáceis! O Brentford era 2º classificado quando os visitámos e o Crystal Palace estava em 3º lugar quando os recebemos em Hillsborough. Vencemos ambos os jogos por 1-0 em partidas duríssimas, equilibradas e que poderiam ter caído para qualquer um dos lados, mas felizmente fomos ligeiramente superiores e isso foi suficiente para somarmos os 3 pontos pela margem mínima. Esta série de seis jogos sem perder, iniciada após a derrota contra o Fulham, foi quebrada com uma derrota no The City Ground, em Nottingham. Não houve motivos para vergonhas, até porque... ... o Forest é o surpreendente líder da Premier League quando estão disputadas 11 jornadas da competição! Mais importante, estamos numa incrível 4ª posição nesta fase da prova. É uma posição assente principalmente em alguma coesão defensiva - temos a terceira melhor defesa da Premier League. Já ofensivamente estamos a render menos, com apenas 15 golos em 11 jogos. Os números ofensivos não impressionam, mas não me preocupam para já. A equipa cria ocasiões de golo, mas sinto que a maioria dos jogadores está a acusar a pressão de jogar na Premier League. A sério! Não é desculpa! Por vezes os nossos jogadores surgem em boa posição para rematar, mas hesitam e preferem passar para o lado em vez de encher o pé e disparar para o fundo das redes - e quando o fazem, falham muitas vezes a baliza. Julgo ser um misto entre o peso da pressão e alguma falta de estaleca para o nível da Premier League. Com o tempo, os jogadores vão ganhar confiança neles próprios e os golos vão surgir. Eu acredito! Destaques Individuais Falando então nos jogadores... ... o destaque máximo vai para o Arthur Theate. O nosso defesa central está a confirmar ter sido uma pechincha por apenas €21M. Não só tem sido o líder da defesa, como já leva três golos apontados em cantos ofensivos. Que máquina! De resto, como é habitual nas minhas equipas são os extremos quem se destacam na manobra ofensiva. O Mohamed Belloumi está a revelar-se um excelente jogador e o Yuki Soma... isto é difícil de explicar. O nosso Mitoma da Temu fez a maior parte das suas assistências na cobrança de pontapés de canto. Em jogo corrido, tem revelado algumas dificuldades na definição dos lances e falhado alguns golos escandalosos. Talvez a Premier League seja um nível demasiado elevado para o Yuki Soma? Vamos ver como lhe corre o resto da temporada, mas apesar dos números tem sido uma pequena desilusão depois de nos ter carregado na época passada. Entre as desilusões até ao momento estão o Thimotée Pembélé, o Erick Noriega e o Pelle Mattsson. Os dois primeiros têm cometido erros defensivos inesperados e o último tem falhado em fazer a diferença no meio-campo. Quem tem impressionado sempre que é lançado em campo é o menino Boris Mamuzah Lum. Apesar de ser suplente tem já dois golos e a dinâmica que acrescenta ao meio-campo não passa despercebida. Se o Pelle Mattsson não acordar, o menino ainda lhe rouba o lugar! No ataque, o Beto tem poucos golos, mas gosto da dinâmica ofensiva que dá ao nosso ataque. Ele também não teve utilização regular nas últimas temporadas no Everton, por isso tenho esperança que com o tempo comece a acertar mais vezes na baliza. Any Given Wednesday: Newcomers not daunted by the Premier League! O segundo episódio do documentário da LetFlix foi intitulado "Newcomers not daunted by the Premier League". Um nome estranho, eu sei, mas que reflete bem aquilo que tem acontecido até aqui. Estamos a surpreender toda a gente - eu incluído. Ninguém esperava que chegássemos a Novembro em posição de qualificação para as competições europeias, e isto ainda numa fase em que a maioria dos jogadores está a tentar habituar-se ao ritmo da Premier League. A recepção ao episódio foi positiva e a audiência até aumentou (passou de Niche para Regional), mesmo que ainda não esteja num patamar que torne este documentário num autêntico sucesso da LetFlix. Tanto eu como os jogadores ainda estamos a tentar habituar-nos a ter câmaras sempre apontadas às nossas fronhas. Eles têm filmado tudo! Palestras, conversas minhas particulares com alguns jogadores, um certo dia até tive de trancar a porta da casa de banho para poder fazer aquilo que estão a pensar sem ser filmado! Felizmente, a maioria dos jogadores está a reagir bem à presença das câmaras. Tirando um punhado de jogadores que ocasionalmente reclamam da falta de privacidade no balneário, o plantel está satisfeito com a visibilidade que têm tido e alguns até queriam maior protagonismo no documentário. Foi-me pedido que desse permissão para que os produtores entrevistassem dois jogadores durante este período: o Thimotée Pembélé após uma má exibição e o Mohamed Belloumi após o golaço que marcou e que garantiu a vitória frente ao Man City. Eu dei essa permissão e nenhum deles ficou insatisfeito com isso. Eu também fui requisitado para uma entrevista, que teve destaque durante este episódio, em que me pediram para confirmar se esperava que mantivéssemos este ritmo ao longo de toda a temporada. Isto surgiu na sequência dos bons resultados após o jogo contra o Man City, que levaram os adeptos a sonhar com uma presença na Champions League na próxima época. Aqui tive de meter um travão na euforia. A época vai ser longa e a nossa equipa, convém não esquecer, acabou de subir do Championship e não tem as mesmas armas da maioria dos nossos adversários. Basta uma série de maus resultados e caímos para meio da tabela, pelo que convém mantermos os pés bem assentes na terra. E digo isto com toda a propriedade. É que estamos em 4º lugar, é verdade, mas até aqui o calendário não foi muito duro connosco. Ora vejam o que se segue até final de 2027... ... começando pelo Man Utd, passando pelas recepções a Tottenham, Brighton e Liverpool, e as deslocações aos terrenos do Arsenal, Chelsea, Bournemouth e Aston Villa, não vamos ter um minuto de descanso até final de Dezembro! Está aqui o caldo para um ciclo terrível que vai colocar à prova as nossas qualidades e resiliência para o elevado patamar competitivo da Premier League. Se sairmos vivos deste ciclo e evitarmos uma hecatombe, talvez possamos sonhar em devolver o Wednesday aos palcos da Europa. Mas isso dependerá do que fizermos nos próximos meses. Voltarei a escrever-vos logo após a saída do terceiro episódio do nosso documentário, o qual está previsto para o início de Fevereiro de 2028. Desejem-nos sorte pois bem vamos precisar! "Hi Ho Sheffield Wednesday!" 3 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Junho 13 Capítulo 09: "Dançando com o Diabo" Olá, malta! Mais três meses passaram desde a última vez que vos escrevi. Hoje é dia 03 de Fevereiro de 2028 e muita coisa aconteceu desde a minha última carta. Oh!, se aconteceu! Desde logo saiu o terceiro episódio do documentário "Any Given Wednesday - Next Chapter", da LetFlix, que acompanha esta nossa temporada de regresso à Premier League. Intitulado "Ups and Downs", acompanhou a fase intermédia da nossa temporada e, bem, pelo título escolhido podem imaginar mais ou menos o que se passou. O ambiente no balneário está bom e recomenda-se. Até adoptámos uma música como banda sonora oficial da nossa equipa. Conhecem a música "Ace of Spades", de uma banda chamada Motörhead? Pois, também a maioria dos meus jogadores não conhecia. "Mister! Isso é uma banda do século passado. Isso é Rock & Roll dos nossos avós!" Nem imaginam a pontada no coração que senti quando os ouvi dizerem isto. "Rock & Roll dos nossos avós"?!? Como assim? Bem, é verdade que já eram uma banda sucedida antes de eu próprio ter emergido neste mundo a berrar como protesto por me tirarem do confortável ventre da minha mãe, mas bolas, isto foi uma das bandas sonoras da minha infância! O tempo passa, bolas... Bem, deixemo-nos de conversas. Já irão perceber o porquê de esta música se ter tornado a nossa banda sonora. Dançando com o Diabo: parte 1 Como vos disse da última vez que vos escrevi, o nosso ciclo entre inícios de Novembro e finais de Dezembro seria terrível. Manchester United, Tottenham, Arsenal, Brighton, Chelsea, Liverpool, Aston Villa, entre muitos outros adversários difíceis esperavam-nos para colocar à prova a nossa equipa, a qual conseguiu sair de Outubro com um incrível 4º lugar na tabela. Isto foi o que aconteceu. Começámos com um empate caseiro na recepção ao Man Utd. Foi um jogo equilibrado em que entrámos fortes, mas fomos apanhados de surpresa com um golaço de livre direto do Bruno Fernandes no primeiro remate dos Red Devils. Passámos o resto do jogo a tentar empatar, mas apenas o conseguimos aos 80 minutos - ironicamente, graças a um contra-ataque em que o Beto finalizou na cara do André Onana. Ao empate perante o Man Utd seguiu-se uma vitória justa sobre o aflito Ipswich Town que antecedeu a recepção ao Tottenham. Os Spurs não estão a ter uma boa temporada. Estão perdidos a meio da tabela, mas o plantel deles é muito bom e não lhes falta qualidade individual, pelo que antecipava dificuldades para conquistarmos os três pontos. Não vale a pena estar a descrever o rumo do marcador porque isso vocês podem ver pela imagem. O que quero destacar é que o Tottenham empatou aos 64 minutos e, como um azar nunca vem só, logo depois o Beto ficou estendido no chão, agarrado a uma das suas pernas. O grito de dor que saiu da sua garganta não deixou dúvidas quanto à gravidade da lesão. Entrou para o seu lugar o Rafiu Durosinmi e, pelo menos por uma vez, a sorte bafejou-nos: foi ele a dar a cabeçada certeira que confirmou a nossa vitória já na reta final do jogo. A vitória foi tangencial, num jogo muito equilibrado, mas mais relevante do que os três pontos em si foram os acontecimentos que se deram como consequência desta partida. Desde logo porque confirmou-se após a partida que a lesão do Beto era grave. O rapaz teve um início de temporada algo discreto, mas apontou três golos nos dois últimos jogos - um ao Man Utd e dois ao Ipswich Town - e, quando parecia estar em brasa para mostrar a sua veia goleadora, lesiona-se com gravidade... pouca sorte! Por outro lado, lembram-se de vos ter dito que o Tottenham está a ter uma temporada abaixo do esperado? Esta imagino que ninguém previu! A derrota em Hillsborough ditou o despedimento do treinador Igor Tudor. Para surpresa geral, dias depois foi anunciado como novo treinador dos Spurs... Cristiano Ronaldo! Nunca na minha cabeça imaginei esta lenda do futebol, que se reformou há poucos meses, no banco de suplentes de uma equipa da Premier League, mas aqui estamos. Isto vai ser divertido. Mas passemos de volta aos nossos jogos. O calendário era difícil e isso ficou provado quando sofremos duas derrotas consecutivas perante Arsenal e Brighton. Em ambos isto foi decidido nos detalhes. No Emirates sofremos o 1-2 num remate de fora da área do Mikel Merino aos 83 minutos; contra o Brighton estivemos a perder 1-3, reduzimos também na fase final e ainda tivemos duas ocasiões escandalosas para empatar, mas falhámos ambas. Estava preocupado pois, após estas duas derrotas, defrontaríamos de seguida Chelsea e Liverpool. Isto tinha todo o potencial para dar em mais dois jogos sem vitórias, aumentando a contagem para quatro sem vencer, mas... ... a resiliência da coruja foi colocada à prova e confirmou-se que temos capacidade para mudar o rumo dos acontecimentos. A vitória em Stamford Bridge foi brilhante. O resultado não faz jus ao nosso domínio. Chegámos aos 3-0 aos 80 minutos do jogo, período durante o qual fomos tão dominadores que os adeptos do Chelsea já estavam a abandonar o estádio... mas depois os "Blues" transfiguraram-se e, nos últimos 10 minutos do jogo, pareciam possuídos! Foi nesses 10 minutos finais, com o resultado em 3-0, que o Chelsea fez praticamente todos os seus remates. Marcaram em dois deles, o que nos levou a entrar em pânico na fase final da partida. Felizmente a reação deles foi tardia e não ameaçou a nossa vitória - caso não tivéssemos vencido, isto teria sido extremamente injusto. A vitória na recepção ao Liverpool foi mais tranquila do que parece pelas estatísticas. Foi até bastante parecida à vitória sobre o Man City de que vos falei da última vez que vos escrevi: dominámos a primeira parte, chegámos ao intervalo a vencer 2-0 e, na segunda parte, recuámos, defendemos e não permitimos ao Liverpool grandes oportunidades para reentrarem na discussão do resultado. Depois destas duas vitórias perdemos quatro jogadores: Boris Mamuzah Lum, Mohamed Belloumi, Rafiu Durosinmi e Francis Okoronkwo, todos eles convocados para a African Cup of Nations. Isto foi especialmente problemático no ataque, pois com a lesão do Beto e a perda do Rafiu Durosinmi e do Francis Okoronkwo (este acabado de regressar da lesão grave que sofreu na pré-temporada e que só jogou um jogo por nós, contra o West Brom para a League Cup), fiquei com apenas um ponta-de-lança disponível no plantel para uma fase em que temos uma exigente sobrecarga de jogos. Certo é que empatámos os dois últimos jogos do ano. Em ambos fiquei com a sensação de que merecíamos mais. Bournemouth e Aston Villa basicamente marcaram todas as ocasiões de golo que criaram. Não há muito que se possa fazer quando os adversários marcam cinco golos em sete ou oito remates... Este ciclo era crítico. Os adversários eram difíceis, a pressão sobre os nossos jogadores quase insuportável, mas não só sobrevivemos como mantínhamos a 4ª posição na tabela que já ocupávamos no final de Outubro. E, com isto, entrámos no novo ano 2028. Ano Novo, Vida Nova Não tinha previsto mudanças no plantel no mercado de Inverno, mas surgiu uma boa oportunidade, que aproveitei, e uma lesão inesperada que me obrigou a uma contratação inicial. Começando pela boa oportunidade... ... esta foi a única contratação que preparei para reforçar o plantel neste mercado de Inverno. O Matteo Pérez Vinlöf foi-me recomendado por um observador em Setembro, logo após o fecho do mercado de Verão. Deu-lhe 3,5 estrelas de qualidade e 4,5 de potencial. O Dinamo Zagreb pediu-me €17M por ele e não hesitei - e em boa hora o fiz, pois ele valorizou imenso desde Setembro e se tivesse esperado mais tempo não o teria conseguido contratar por estes valores. É um óptimo reforço para uma posição em que só tinha dois jogadores. Tanto o Jamal Lewis como o Max Lowe não vão para novos e precisava mesmo de alguém mais jovem para assegurar o futuro da ala esquerda da nossa defesa. E passando para a necessidade inesperada... ... o nosso guarda-redes Victor Rongier lesionou-se durante um treino logo no segundo dia de Janeiro; uma paragem de um mês que me obrigou a ir ao mercado. Na verdade, isto acabou por ser caricato. Já devem ter notado que referi imensas vezes que sofremos muitos golos em poucas oportunidades concedidas aos adversários. Pois, em muitos desses golos ficou a sensação de que o Victor Rongier poderia ter feito mais para os evitar. O francês foi aposta pessoal minha e, teimoso como sou, estava disposto a morrer nesta colina por ele... mas os deuses do futebol abriram-me uma autoestrada para corrigir o meu erro com esta lesão. Reuni os relatórios que os meus observadores me foram dando ao longo dos últimos meses e a opção recaiu neste craque. O Carl Rushworth dispensa grandes apresentações. Veio do Brighton, onde era suplente porque os "The Seagulls" têm um tipo chamado Bart Verbruggen, e custou-nos apenas €4.5M. Foi uma pechincha! Para financiar estas contratações, saíram dois jogadores: o guarda-redes suplente Joe Walsh, que é bom rapaz, mas não tinha confiança nele para assumir a titularidade (rendeu-nos €8.5M); e o médio Amine Bassi, com muita pena minha pois foi titular na nossa campanha da época passada no Championship, mas claramente não tem andamento para a Premier League e pouco jogou (saiu por €15.75M). Ficámos melhor do que estávamos e ainda fizemos lucro suficiente para trazer também, pela bagatela de €1M, um jovem jogador que foi o primeiro a merecer 5 estrelas de avaliação quanto ao seu potencial - o primeiro relatório que recebi de um observador a dar avaliação máxima a um jogador! Este jovem médio bósnio não vai fazer parte do plantel. Foi emprestado ao Burnley para ter utilização regular e no final da temporada veremos se cresceu o suficiente para integrar o plantel para a próxima temporada. Só vos falei dele porque tenho imensa esperança de que nos próximos tempos vos venha a falar imenso dele! Dançando com o Diabo: Parte 2 Ora bem, voltando aos jogos. Devem ter notado que derrotámos o West Brom nos Quartos-de-Final da League Cup e, com isso, avançámos para as Meias-Finais da prova. Estavam ainda em competição, além de nós, Man City, Man Utd e o surpreendente Oxford United. Todos queriam estes últimos, mas o sorteio colocou-nos pela frente os Red Devils de Manchester. Ironicamente, o sorteio da FA Cup também os colocou no nosso caminho, o que significa que, depois de os termos defrontado em Novembro, os teríamos de defrontar mais três vezes em Janeiro. Já estão a perceber o porquê de a música "Ace of Spades", dos Motörhead, se ter tornado a banda sonora oficial do nosso balneário, não? "The pleasure is to play Makes no difference what you say I don't share your greed The only card I need Is the Ace of Spades The Ace of Spades Playing for the high one Dancing with the devil Going with the flow It's all a game to me" Ora, depois de termos empatado na nossa primeira dança com os (Red) Devils em Novembro, voltámos a medir forças três vezes com Bruno Fernandes e companhia. O primeiro destes três jogos foi a primeira mão da Meia-Final da League Cup, em pleno Old Trafford. O desfecho desta segunda dança com os (Red) Devils foi basicamente o mesmo da primeira dança. Mais uma vez entrámos a perder com um golo de Bruno Fernandes, e mais uma vez o astro português, meu querido compatriota, marcou no primeiro remate do Man Utd no jogo. A única diferença é que desta vez marcou de grande penalidade em vez de o fazer de livre direto. Empatámos no primeiro lance da segunda parte pelo nosso Mitoma da Temu, Yuki Soma. A ironia disto é que o Kaoru Mitoma estava a jogar do outro lado, ele foi contratado pelo Man Utd na época passada. Fomos globalmente superiores, mas não conseguimos marcar o segundo golo e tivemos de nos contentar com um empate que, bem vistas as coisas, até não foi um mau resultado pois permite-nos decidir a eliminatória em Hillsborough. Dançando com o Diabo: Parte 3 O terceiro confronto... errr... dança com o Diabo deu-se apenas onze dias depois, de novo em Old Trafford, mas desta vez a contar para a 4ª Ronda da FA Cup. O objetivo da Direção na FA Cup era chegar à 5ª Ronda, pelo que vencer era imperioso para atingir esse objetivo - se bem que com a nossa campanha na Premier League e a chegada às Meias-Finais da League Cup, não me parece que eles se chateassem demasiado caso falhássemos algum passo desta dança. Seja como for, no Wednesday todos os jogos são para ganhar e foi com esse espírito que entrámos no relvado de Old Trafford! ... Oh, por amor de Deus! Pelo terceiro jogo... errr... dança consecutiva, fomos superiores ao Man Utd, rematámos mais, tivemos mais posse de bola, e voltámos a não vencer. Aliás, desta vez até perdemos. Este jogo foi caricato. O Benjamin Sesko marcou dois golos nos dois únicos remates que o Man Utd fez em toda a primeira parte - nestes primeiros 45 minutos nós fizemos 13 remates... Até final ainda pressionámos em busca de pelo menos um golo que reabrisse o jogo, mas o tempo foi passando sem que o conseguíssemos e fomos perdendo a esperança aos poucos. Por esta altura já não sabia ao certo o que mais fazer para vencer o Man Utd. Três jogos em que fomos superiores, mas em que eles marcaram sempre nos primeiros remates que fizeram. A sério, os quatro golos que eles nos apontaram nestes três jogos foram nos primeiros quatro remates dos três jogos! Enfim... Por entre estes jogos, tivemos, claro, outros compromissos para a Premier League. Que até começaram bem, com três goleadas logo a abrir este novo ano de 2028 - e duas delas para a Premier League. Depois empatámos a zero em Newcastle, num jogo em que rodei consideravelmente a equipa para estar na máxima força nos compromissos contra o Man Utd e em que fomos uma sombra de nós próprios. Reagimos à derrota na FA Cup com uma goleada sobre o Wolves, mas fomos perder a Liverpool frente ao Everton num jogo em que, adivinharam, rodei a equipa para a dança com o Diabo que faltava e que teria lugar apenas quatro dias depois. No início de Fevereiro de 2028 mantemos a 4ª posição com que terminámos o ano de 2027. Por esta altura parece-me altamente provável conseguirmos o apuramento para as competições europeias. Temos 6 pontos de avanço sobre o 8º lugar a apenas 13 jogos do final da Premier League, só mesmo uma hecatombe de proporções bíblicas nos impedirá de conseguir esse feito. Em Sheffield isso já nem se discute; o que se fala é de Champions League. É que o 4º lugar dá acesso à maior competição de clubes do planeta e, se mantivermos o ritmo atual, subitamente isso pode muito bem estar ao nosso alcance! Mas, para já, vamos à dança que falta. Dançando com o Diabo: parte 4 E, pela quarta vez esta temporada, a terceira em vinte dias, defrontámos os Diabos Vermelhos - era a segunda mão das Meias-Finais da League Cup. Depois do empate 1-1 em Old Trafford, teríamos o apoio massivo dos adeptos em Hillsborough para nos empurrar para a primeira vitória da temporada sobre o Man Utd, o qual valeria a presença na final da competição em Wembley. A acontecer, seria a primeira vez que o Wednesday iria a uma final da League Cup nos últimos 35 anos - em 1993 os "The Howls" foram pela última vez à final da League Cup e, curiosamente, também da FA Cup. Estávamos furiosos com o desfecho das danças anteriores e isso refletiu-se num golo madrugador do Xisco González Martínez. A vencer pela primeira vez o Man Utd esta temporada, poderíamos ter embalado para uma vitória tranquila, mas... o Joshua Zirkzee marcou no primeiro remate do Man Utd no jogo... Cada vez mais furiosos, voltámos à carga e o Ilyas Ansah repos a nossa vantagem no marcador à passagem da meia hora do jogo. Ao intervalo vencíamos, dominávamos claramente a partida e nem essa pausa no jogo mudou o rumo dos acontecimentos, pois aos 61 minutos o Beto, recentemente regressado da tal lesão de dois meses e na primeira vez que tocou na bola depois de entrar aos 59 minutos, fez o 3-1 - e ainda fez o 4-1 logo a seguir, mas o VAR descortinou um fora-de-jogo ao nosso Betinho. Vencíamos 3-1, o Man Utd só tinha feito um remate em 70 minutos - que até deu golo -, desta vez a dança com o Diabo correu a nosso favor. Certo? Errado! O Bruno Fernandes voltou a marcar, o seu terceiro golo em quatro jogos contra nós esta época, e em cima do minuto 90 um tal Diego Rossi empatou o jogo. Eles marcaram três golos em três remates! Quando o árbitro apitou para o final do tempo regular e os meus jogadores se reuniram para recuperar forças para o prolongamento, nem sequer sabia o que lhes haveria de dizer. Era a quarta vez que dominávamos o Man Utd, mas pela quarta vez não vencíamos porque eles insistem em marcar golos em todos os remates que fazem! Nessa altura lembrei-me da nossa música oficial. "I see it in your eyes Take one look and die The only thing you see You know it's gonna be The Ace of Spades The Ace of Spades" O Às de Espadas. Da última vez que vos escrevi, contei-vos da nossa vitória sobre o Man City. Na altura, o jogo estava completamente fechado, nenhuma das equipas conseguiu fazer um único remate nos primeiros 35 minutos do jogo, certo? O nosso Às de Espadas nesse jogo foi o defesa central Daniele Ghilardi, que desbloqueou o jogo com uma cabeçada imponente após um pontapé de canto, abrindo caminho para uma vitória 2-1. Pois bem... ... volvidos todos estes meses, o nosso Às de Espadas voltou a ser o Daniele Ghilardi. O defesa central italiano foi à área contrária e matou o Diabo à cabeçada, fazendo o 4-3 e, por uma vez, o Man Utd conseguiu fazer um remate que não deu golo - foi o único remate que fizeram em todo o prolongamento, sinal inequívoco da nossa superioridade em campo. Estava feito! À quarta dança com o Diabo, derrotámos o Man Utd e avançámos para a final da League Cup. Seria a nossa primeira presença na final desta prova em 35 anos! Claro está que, na final, vamos encontrar... ... o Man City, que despacharam facilmente o Oxford United. Grande jogo em perspectiva e excelente material para o documentário da LetFlix, que certamente não esperava poderem acompanhar-nos até uma final em Wembley quando nos abordaram para realizar este documentário! Any Given Wednesday: Ups and Downs Então, depois destas peripécias todas saiu o terceiro episódio do documentário, que como já vos contei chama-se "Ups and Downs". O episódio teve uma recepção maioritariamente positiva, embora as audiências não tenham impressionado. O mais caricato disto é que a sinopse do episódio fala em "resultados irregulares" e em como os adeptos esperam que eu "empurre a equipa para lugares mais acima na tabela na fase final da temporada". Ora, nós estamos em 4º lugar na Premier League com um Sheffield Wednesday acabado de subir do Championship, o que raio querem eles, que vença a Premier League? Acho honestamente que os adeptos não me pedem nada disso e que isto são apenas os produtores da LetFlix a tentarem criar drama para aumentar as audiências do documentário. Ou estarei enganado? Enfim, por este andar o único insatisfeito com este documentário ainda acabo por ser eu. Deixo-vos, para finalizar, as estatísticas individuais dos jogadores até este ponto da temporada. Destaco o crescimento dos golos apontados pelo Beto, apesar da lesão grave que sofreu e que o afastou durante dois meses, e do Ilyas Ansah, que aproveitou bem a ausência dele e do Rafiu Durosinmi para ganhar espaço no plantel. Além deles, o Xisquito continua a dar cartas no meio-campo e o Riku Yamane também começa a mostrar o seu valor como alternativa ao Patrick Osterhage. Faltam agora pouco mais de três meses para o final da temporada. Temos pela frente 14 jogos: 13 para a Premier League e a final da League Cup. É verdade que temos a possibilidade de conquistar um lugar na Champions League do próximo ano, mas é difícil não estar já com a cabeça em Wembley, no dia 12 de Março de 2028, quando defrontaremos o Man City na final da League Cup. Falta mais de um mês para esse jogo, mas é dele que toda a gente fala. Acho que a parte mais difícil do meu trabalho nas próximas semanas vai ser manter a cabeça dos jogadores focada nos jogos que teremos para a Premier League. Mas, diga-se, também não os posso censurar. Eu próprio dou por mim a imaginar como será disputar essa final. É que também será a primeira final de uma grande competição na minha carreira. Volto em breve para vos contar como correu. Desejem-me sorte! "Hi Ho Sheffield Wednesday!" 2 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Junho 16 (editado) Capítulo 10: "Em busca da glória eterna" Olá, malta! Sabem de onde vos escrevo? De Wembley! A sério, estou aqui no mítico palco londrino onde um dia o Freddie Mercury nos presenteou com uma das melhores prestações alguma vez testemunhadas por um músico. Quer dizer, o estádio já não é o mesmo, mas gosto de imaginar que ele caminhou pelos mesmos corredores que eu caminhei, sentiu ansiedade antes da sua mítica prestação nos mesmos locais onde eu quase vomitei antes de subir ao relvado. Sim, hoje é dia 12 de Março de 2028 e, como já vos tinha dito, era nessa data que disputaríamos a final da League Cup. Jogar aqui já não é novidade para nós. Há cerca de um ano estivemos cá para disputar as Meias-Finais da FA Cup. Infelizmente, na altura perdemos contra o Newcastle e fomos eliminados, mas desta vez chegamos com outros pergaminhos. Já não somos a equipa do Championship que todos queriam defrontar; agora somos uma das principais equipas da Premier League e inspiramos respeito a qualquer adversário. Mesmo que esse adversário se chame Manchester City, treinado por um guru do futebol chamado Pep Guardiola e liderado em campo pela estrela global que é o viking Erling Haaland. Mas antes, deixem-me só fazer um rápido apanhado do que aconteceu desde a vitória na segunda mão das Meias-Finais da League Cup, que foi quando vos escrevi pela última vez, até este dia. Uma última dança com o Diabo Na última carta massacrei-vos o juízo com incontáveis danças com o Diabo. Bem, não incontáveis; foram quatro desafios contra o Manchester United, mas permitam lá uma pequena liberdade narrativa a alguém que não é escritor! Como dizia, foram incontáveis as danças com o Diabo que tivemos nos últimos meses, o que não quer dizer que estivéssemos livres deles. Faltava um último confronto contra Bruno Fernandes e companhia... entre outros adversários. Voltámos a competir apenas três dias depois da vitória sobre o Manchester United na segunda mão das Meias-Finais da League Cup. O adversário foi o Forest e vencemos com dois golos do Rafiu Durosinmi na primeira parte. Permitimos ao Forest reduzir durante o segundo tempo e ainda sofremos um pouco, mas somámos os três pontos. E depois... o Manchester United. Nos quatro confrontos anteriores contra o Manchester United, não vencemos nenhuma vez no tempo regular apesar de termos sido sempre ligeiramente dominadores e, em alguns dos jogos, bastante opressivos no domínio sobre eles. No entanto, ao quinto embate com os Red Devils fomos finalmente vulgarizados. Até entrámos bem, criando uma ocasião escandalosa de golo que desperdiçámos, mas todas as nossas esperanças implodiram no espaço de quatro minutos: primeiro com mais um golo do Bruno Fernandes que surgiu contra a corrente do jogo, depois com a expulsão do Arthur Theate ao rasteirar o Benjamin Sesko quando este ia isolado para a baliza. A partir daí, a perder e a jogar com menos um jogador, restou-nos tentar resistir o máximo de tempo possível enquanto explorávamos o contra-ataque para tentar um milagre. Só que o Bruno Fernandes não estava para aí virado. Ele já nos tinha marcado três golos nos quatro jogos anteriores e, desta vez, apontou um hattrick que nos destruiu por completo e que nem o golo de consolação do Rafiu Durosinmi aliviou. A única boa notícia a retirar do apito final em Old Trafford era que não voltaríamos a defrontar o Bruno Fernandes esta época - o desgraçado marcou-nos seis golos esta temporada! À derrota copiosa em Manchester seguiu-se outra em Londres, frente ao Tottenham - que, recordo, é treinado pelo Cristiano Ronaldo. Não há muito a dizer, eles foram superiores e venceram com naturalidade. Cheirava a descalabro em Hillsborough, mas a minha miudagem mostrou estaleca para lidar com a pressão com três vitórias consecutivas, a última numa terrível deslocação a Brighton num jogo que foi uma autêntica batalha, mas que nos sorriu. Feitas as contas... ... o descalabro que se sentia após as duas derrotas acabou por não se confirmar e continuamos firmes na luta pelo acesso às competições europeias. É verdade: caímos para a 5ª posição. Isto aconteceu porque além de termos perdido alguns pontos, como viram, o Chelsea vem numa sequência de nove vitórias consecutivas que os catapultaram para o top4. Ainda assim, estamos a apenas 2 pontos deles e temos menos um jogo, pelo que dependemos apenas de nós próprios para recuperar o nosso lugar no top4, os únicos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões. Pelo meio está o Manchester City, como viram, mas eles têm menos um jogo do que nós e não prevejo que sejam nosso adversário direto nessa luta. Eram, isso sim, o nosso adversário direto na luta que se travou neste dia em Wembley. A final da League Cup. Em busca da glória eterna O Sheffield Wednesday sabe o que é conquistar títulos. No museu do clube estão quatro troféus de campeão inglês, três de vencedores da FA Cup e um referente à conquista da League Cup. Por outro lado, porém, a maioria desses troféus foram conquistados na primeira metade do século passado: a última vez que os The Howls foram campeões ingleses foi em 1930 e a última FA Cup foi conquistada em 1935. A League Cup é a única conquista relativamente recente do Wednesday, mas mesmo essa já data de 1991 - o que significa que à data deste jogo os The Howls não vencem uma grande competição inglesa há 37 anos. Vencer neste dia em Wembley garantiria a glória eterna para este lote de jogadores que tem impressionado com uma campanha notável no nosso regresso à Premier League. A nossa tarefa, porém, era quase impossível. A Direção e os adeptos, claro, sonhavam com uma vitória. Não dava para os censurar. Isto era uma final e, parafraseando as palavras de José Mourinho: "as finais não são para jogar; são para ganhar". A imprensa previa um jogo difícil para nós e o resultado esperado era uma vitória do Manchester City por 2-1 neste dia frio - apenas 9ºC! - e chuvoso em Londres. Alguns dos meus jogadores estavam nervosos, como seria de esperar, mas surpreendentemente muitos deles estavam também desejosos de jogar e procurar o seu lugar na história de Hillsborough. Fomos a jogo na nossa máxima força. Este era o meu onze mais forte, ou pelo menos o onze em que tinha mais confiança nesta fase da temporada. A única dúvida que tive foi entre o Rafiu Durosinmi ou o Beto na frente do ataque. Acabei por escolher o nigeriano porque marcou alguns golos nos últimos jogos e decidi mantê-lo na esperança que isso lhe desse confiança para o fazer de novo. A destacar aqui havia a presença do Matteo Pérez Vinlöf, lateral esquerdo que reforçou a equipa em Janeiro e impôs-se com tal naturalidade que a sua titularidade já não era sequer surpreendente, e do Carl Rushworth na baliza. Sobre a formação do Pep Guardiola não há muito a dizer. O Manchester City venceu sete das últimas dez edições da Premier League, a última das quais na época passada quando concluíram com incríveis 95 pontos. O Pep Guardiola treina os Citizens há mais de uma década. A maioria do seu plantel joga junto há muitos anos e fazem-no de olhos fechados. Aliás, se virem bem o onze inicial, tirando o reforço Héctor Fort que trouxeram do Barcelona por €82M, e a promoção do jovem talento Juma Bah, o resto da equipa nada mudou nos últimos três anos. A primeira parte Foram 32 mil os bilhetes disponibilizados para cada uma das equipas e, como poderão imaginar, tamanha foi a procura pelo golden ticket em Sheffield que eles esgotaram em poucos minutos. Os nossos adeptos encheram os bares das zonas envolventes a Wembley nas horas antes do jogo e encheram totalmente a West Stand, ficando atrás da baliza para a qual atacámos durante a primeira parte. Apoiaram com entusiasmo os jogadores quando as equipas subiram ao relvado e não se calaram um momento, mostrando que se o Manchester City era teoricamente a melhor equipa no relvado, nas bancadas os nossos adeptos não davam qualquer hipótese aos apoiantes dos Citizens. Alguns deles até estavam em tronco nu apesar da chuvada copiosa que caía nos momentos imediatamente anteriores ao início da partida. Corajosos! Os jogadores ocuparam as suas posições e, sem surpresas, as formações eram exatamente iguais: ambas as equipas jogariam nos seus 4123, prevendo-se um encaixe perfeito entre os jogadores como aconteceu no confronto entre as duas equipas para a Premier League no início da temporada - pelo menos que o resultado fosse o mesmo, pois na altura nós vencemos! O árbitro confirmou se estava tudo preparado para o início da partida e, confirmando que sim, apitou para o início do jogo. A bola rolou e jogava-se a final da League Cup! Isto era uma final e todos a queriam vencer. Sem surpresas, os jogadores entraram com impetuosidade e o primeiro a senti-la foi o coitado do Xisco González Martínez. O nosso menino tentou antecipar-se ao Rodri, mas o espanhol entrou de carrinho e levou-o à frente. Incrivelmente, o árbitro não assinalou falta. Enquanto o Xisquito rebolava no relvado em sofrimento, o Manchester City aproveitou a súbita superioridade numérica no meio-campo, foi para o ataque e o Antoine Semenyo rematou de fora da grande área para uma defesa apertada do Carl Rushworth. Aos cinquenta segundos de jogo tínhamos um jogador estendido no encharcado relvado de Wembley e o Manchester City já tinha feito o seu primeiro remate perigoso. Oh, meu Deus! A nossa equipa médica entrou no relvado para assistir o Xisquito. O nosso menino espanhol teve de sair do relvado para continuar a ser assistido, o que nos deixou reduzidos a dez elementos durante alguns minutos. E foi nesses minutos que isto aconteceu. Wooooow! Que momento do menino Boris Mamuzah Lum! O lance começou com o Patrick Osterhage a simplificar o jogo. Abriu na esquerda para o lateral esquerdo Matteo Pérez Vinlöf e a locomotiva sueca aproveitou a complacência do Manchester City para cavalgar ao longo da linha lateral. O seu cruzamento foi desviado pelo Nico González e depois o Matheus Nunes e o Rodri ganharam os lances aéreos para tirar a bola da grande área, mas isso apenas serviu para a colocar ao alcance do Boris Mamuzah Lum. E o menino... bem, palavras para quê. Eu sou treinador de futebol, não sou poeta. Falta-me o vocabulário para descrever o que o menino fez, nada do que eu possa escrever fará justiça à obra de arte que saiu daqueles pés mágicos. O Boris Mamuzah Lum foi a minha contratação mais cara. No entanto, ele veio pelo potencial que o meu observador garantiu que ele tinha. Quando chegou, ele era apenas a sétima opção para o meio-campo, pois o mesmo observador avaliou a sua capacidade atual como estando abaixo dos seus novos colegas de equipa. Estive quase a emprestá-lo para jogar com regularidade, mas as suas prestações na pré-temporada foram tão interessantes que decidi mantê-lo. Em boa hora o fiz. Ele impôs-se com tamanha naturalidade que hoje em dia é titular absoluto no meio-campo e, nesta final, faz uma coisa destas perante o todo-poderoso Manchester City, provavelmente a melhor equipa do mundo! Bem, estávamos a vencer. Esperava uma reação imediata do Manchester City, pelo que desci linhas e optei por uma abordagem bastante mais defensiva para tentar suster o ímpeto com que a formação do Pep Guardiola iria invariavelmente responder ao golo madrugador do nosso menino. Nos filmes da Marvel há aquele célebre diálogo em que o Loki ameaça os Avengers dizendo "I have an army", à qual Tony Stark responde "We have a Hulk". Bem, nós entrámos a ganhar e mostrámos que tínhamos um exército, mas o Pep Guardiola respondeu-nos "We have a Haaland". O Manchester City não estava a conseguir quebrar o nosso posicionamento defensivo e procurou a velocidade do Erling Haaland com um passe em profundidade do Rúben Dias. O viking norueguês correu, correu, correu e, na cara do Carl Rushworth, rematou fora do seu alcance. Estava reposta a igualdade no marcador. Os nossos jogadores protestaram um alegado fora-de-jogo enquanto Erling Haaland e colegas de equipa celebravam. O árbitro apontou para o auricular que tinha na orelha, sinalizando que o lance estaria a ser avaliado pelo VAR. A tensão adensou-se. Erling Haaland reclamava com o árbitro, pedindo que o jogo fosse reiniciado. Pep Guardiola tinha as mãos na sua cabeça, ansioso pela confirmação do golo. Patrick Osterhage, o nosso capitão, perseguia o árbitro, insistindo que havia fora-de-jogo. O árbitro mandou os jogadores afastarem-se quando ouviu algo pelo auricular. Perguntou algo de volta, escutou a resposta e, recebendo a confirmação do que tinha ouvido, ativou o altifalante e anunciou um fora-de-jogo ao Hulk do Ettihad. O rugido que ecoou da West Stand onde estavam os nossos adeptos ouviu-se do outro lado do Canal da Mancha. Os adeptos dos The Howls celebravam como se de um golo se tratasse - e era virtualmente de um golo que se tratava, pois isto garantia a manutenção da nossa vantagem no marcador. Ainda levou alguns minutos a que a transmissão televisiva disponibilizasse as imagens do fora-de-jogo, as quais confirmaram que era ... errr... inequívoco? Juro que eu vejo e revejo o lance e, em bola corrida, não consigo descortinar o fora-de-jogo, mas na imagem parada do momento do passe parece realmente haver ali um ligeiro adiantamento do Haaland. Mas é tão à justa que não sei... se fosse ao contrário ficaria furioso e estaria aqui a jurar que o golo foi incorretamente invalidado. Bem, calha a todos. É como diz a música da banda sonora do nosso balneário, cortesia dos Motörhead: "you win some, lose some, it's all the same to me". Certo é que estávamos ainda na frente do marcador. A reação do Manchester City existiu, tiveram dois ataques perigosos que resultaram em remates, felizmente ambos desenquadrados com a nossa baliza. Este golo anulado ao Haaland aos 21 minutos foi a última vez que eles se aproximaram da nossa baliza durante um bom bocado, o que me levou a sentir confiança para voltar à nossa estratégia inicial. Quando o cronómetro atingiu a meia hora voltámos a subir no terreno, tentámos recuperar a posse de bola e até atacar a baliza adversária. A contrapartida era termos menos homens a ocupar posições defensivas, abrindo espaços para ataques rápidos do Manchester City, em especial contra-ataques. O que veio a acontecer quando ganhámos um pontapé de canto na esquerda do nosso ataque. Oh! Ohhhhhhh! Ohgodohdeargodohmyfuckingodahhhhhhhhh! Rafiu! Duro fuckin' Sinmi! Não poderia haver treinador mais feliz do que eu me senti naquele momento. Não só fizemos o segundo golo logo depois de ter tido a coragem de mandar a minha equipa atacar, como o golo foi apontado pelo Rafiu Durosinmi. Lembram-se de vos ter dito que tive dúvidas entre ele e o Beto? Pois bem, confiei no nigeriano e ele correspondeu estando no sítio certo e à hora certa para concluir a defesa incompleta do Gianluigi Donnarumma ao primeiro remate do Xisquito. O lance acaba por ser feliz. Poderia muito bem ter dado um contra-ataque venenoso caso o Marmoush se tivesse antecipado ao Patrick Osterhage, ficando um para um contra o Marco Palestra, que era o único defesa que me sobrava. Felizmente, o nosso capitão ganhou o lance. O seu alívio encontrou o Arijon Ibrahimovic, o nosso extremo esquerdo alemão não foi egoísta e deu a bola ao Xisquito que estava em melhor posição e, bem, a partir daí viram o que aconteceu. A vencer por 2-0, como poderão imaginar, acabou a audácia de querer atacar mais. Tínhamos dois golos de vantagem contra o todo-poderoso Manchester City e, a partir daí, a única prioridade passou a ser defender e evitar que eles reentrassem no jogo - e bastaria apenas um golo para que o jogo fosse relançado. O Erling Haaland ainda tentou que isso acontecesse antes do intervalo, mas o seu remate saiu ao lado para gáudio dos nossos adeptos que, a partir da West Stand de Wembley, celebravam com cânticos destinados aos adeptos Citizens, gozando com eles. As estatísticas ao intervalo refletiam na perfeição o que estava a ser o jogo. Duas equipas encaixadas uma na outra, tal como aconteceu no início da temporada quando os vencemos em Hillsborough para a Premier League. Tal como na altura, marcámos dois golos na primeira parte e descemos linhas para defender a nossa vantagem, o que se refletia nos pouquíssimos remates efetuados pelos Citizens. A segunda parte A segunda parte foi toda jogada num ritmo baixíssimo. O Manchester City tentava acelerar o jogo, mas encontrou pela frente um Sheffield Wednesday montado com duas linhas bem coesas: uma de quatro defesas e, a protegê-la, uma de cinco médios, ficando apenas o ponta-de-lança Rafiu Durosinmi mais adiantado com a tarefa de importunar os médios e os defesas centrais adversários. E não é que não tivéssemos bola. Na verdade até tínhamos mais posse de bola, mas procurámos mais queimar tempo do que atacar a baliza adversária, baixando o ritmo de jogo e jogando com o facto de o nosso adversário estar desesperado por recuperá-la, o que os levava a correrem atrás da bola sem grande critério. Acreditem ou não, tamanhas foram as dificuldades sentidas pelo Manchester City em quebrar as nossas linhas que o primeiro remate da segunda parte deu-se apenas aos 68 minutos pelo insuspeito do costume. O Haaland disparou de fora de área, mas o Daniele Ghilardi bloqueou o remate e a bola chegou tranquilamente às mãos do Carl Rushworth. No minuto seguinte comecei a refrescar a minha equipa. Troquei os dois defesas laterais, que estavam exaustos de tanto correrem. Pouco depois tirei também o Xisquito, que ficou em inferioridade física desde aquele lance inicial, e o Durosinmi, que tanto correu para atrapalhar os adversários que já não tinha mais gás no tanque. Trocar quatro jogadores em tão pouco tempo é arriscado e quase pagámos caro por isso. O Manchester City aproveitou o facto de eles ainda não terem apanhado o ritmo do jogo e em dois minutos fizeram dois remates perigosos, o primeiro com o Tijjani Reijnders a obrigar o Carl Rushworth a uma defesa apertada, o segundo com o Marmoush a surgir dentro da grande área livre de marcação, mas para nossa sorte o Daniele Ghilardi bloqueou o remate. Livrámo-nos de boa nesses lances. Se algum deles tem resultado em golo, os últimos 20 minutos teriam sido um pânico completo. Não tendo dado golo e tendo os nossos jogadores recém-entrados apanhado o ritmo do jogo, voltámos a conseguir conter os ataques do Manchester City. Isto foi uma das imagens evidenciadas pela transmissão televisiva na sua análise táctica ao jogo. Como podem ver, o Manchester City estava a atacar com tudo: os laterais estavam já projetados no ataque junto aos extremos, fazendo uma linha de cinco avançados apoiados por dois médios também eles muito adiantados, restando apenas três jogadores atrás para construir jogo. Já nós, bem, não era bonito, mas era eficaz: uma linha de quatro seguida por uma linha de cinco a protegê-la - na imagem nem é muito evidente esta segunda linha porque o Boris Mamuzah Lum, com o número 16, caiu na tentação de ir pressionar o adversário. Não vale a pena levá-lo a mal. Ele é jovem, marcou um golaço no início da partida e estava a 10 minutos de conquistar o seu primeiro título enquanto jogador profissional. Foi levado pela euforia do momento. Faz parte. Só por curiosidade, no seguimento do lance a bola entrou no Tijjani Reijnders, número 4, nas suas costas, o que o obrigou a ter de sprintar e derrubá-lo em falta. Escapou-se ao cartão amarelo por sorte! Por esta altura ainda não tínhamos feito um único remate em toda a segunda parte. Mas, diga-se em abono da verdade, também não precisávamos. Estávamos a vencer por dois golos, o cronómetro avançava rapidamente rumo ao minuto 90 e sentia-se aos poucos que a pressão do Manchester City estava a esfumar-se, decerto ao mesmo ritmo a que as suas esperanças iam desaparecendo. Procurei colocar mais um prego no caixão dos Citizens ao fazer a última substituição no início do tempo de compensação, tanto para queimar tempo como para dar um justo prémio a um dos meus meninos. Entrou o Pelle Mattsson para o lugar do herói do jogo: o menino Boris Mamuzah Lum. A West Stand levantou-se totalmente. Trinta e dois mil adeptos dos The Howls ovacionaram-no de pé, e noutras bancadas alguns adeptos também o aplaudiram, mesmo entre os Citizens, reconhecendo a grandeza da sua exibição. Vinte anitos. Vinte anitos no corpo e muito futebol nos pés. Ficarei para sempre em dívida para com o observador que mo indicou. A partida ainda não tinha acabado e, honra lhes seja feita, os comandados de Pep Guardiola foram insistindo apesar do resultado. Mas... ... não havia tempo para mais. O árbitro apitou e o vulcão na West Stand em Wembley entrou em erupção com um rugido monstruoso produzido por 32 mil gargantas que festejavam um feito inesperado. Um feito que colocava fim a um jejum de 37 anos sem conquistas nas principais competições inglesas. O Sheffield Wednesday venceu a League Cup! As celebrações foram imediatas. Havia jogadores a chorar no relvado. Os adeptos saltavam na West Stand, agitando cachecóis e abraçando quem estava ao seu lado, desconhecidos unidos pelo amor que os unia: o amor ao Wednesday. Como vos disse no início desta carta, ainda estou em Wembley, mas já me chegaram relatos de que as ruas de Sheffield estão cheias de gente a celebrar, carros a buzinar, foguetes e fogo de artifício a serem lançados. É uma cidade em festa. É esta a festa do futebol. Mal posso esperar por chegar a Sheffield e juntar-me às celebrações. Estou a adivinhar a loucura que será o desfile de autocarro entre Devonshire Green e Sheffield Town Hall, este último o local onde milhares de pessoas se irão acotovelar para celebrar a nossa conquista. Amanhã nem me vou mexer. Ah, podem crer que vou beber um barril de cerveja. Nem quero saber se no dia seguinte vou estar em coma alcoólico. Festa é festa! Também soube que o Xisquito declarou à imprensa o seu amor ao seu treinador, dizendo que o considera um mentor. É recíproco, Xisquito. Se não fosse a minha mulher nem sabes o que te fazia, meu espanholito! O final da temporada Antes de me juntar às celebrações, quero só dizer-vos que esta temporada está a ser incrível. Quando assumi o comando técnico do Sheffield Wednesday, a despromoção à League One era quase garantida. De alguma forma conseguimos evitá-la quase milagrosamente, subimos no ano seguinte à Premier League e, no primeiro ano de regresso à elite do futebol inglês, não só conquistámos a League Cup como estamos na corrida para garantir a qualificação para a Liga dos Campeões! O problema, porém, é este... ... após esta vitória sobre o Manchester City em Wembley, o regresso à competição colocar-nos-á pela frente Liverpool, Chelsea, Arsenal e de novo o Manchester City. Caso não se tenham apercebido, iremos defrontar de seguida todos os atuais elementos do top4 da Premier League. A nossa qualidade e resiliência irão ser colocadas à prova. Se quisermos ir à Liga dos Campeões teremos de corresponder com bons resultados contra as maiores equipas inglesas da atualidade. Bem, temos sempre esta vitória na League Cup para nos dar confiança e embalar para uma série de bons resultados... Arghhhhhhh! Ahhhhhhh...! Ufffffff....! ... Desculpem. Se notarem que esta carta tem marcas de líquido e cheira a cerveja, é porque os meus jogadores acabaram de me despejar um balde dela pela cabeça abaixo. Bandidos! Agora estou a pingar cerveja por todo o lado... Tenho cerveja até... exato, onde estão a pensar... Enfim, acho que isto significa que estão a chamar-me para me juntar à festa. Haverá tempo para os próximos jogos; agora, porém, é tempo de celebrar! "Hi Ho Sheffield Wednesday!" Editado Junho 16 por Black Hawk 3 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado Junho 19 Capítulo 11: "Oh Captain! My Captain!" Olá, malta! Da última vez que vos escrevi tínhamos acabado de vencer a League Cup. Prometi na altura que iria beber um barril de cerveja e cumpri! Quer dizer, não bebi o barril inteiro, mas não deve ter andado longe. Eu sei, eu sei, as imagens deste vosso treinador a celebrar completamente bêbado no autocarro durante o desfile correram mundo. Mas sabem que mais? Não quero saber! Ganhei a League Cup, quero lá saber do resto! Foram 24 horas de merecidos excessos, doeu-me a cabeça durante quatro dias depois disso, paguei a minha pena. E então voltámos ao trabalho. Afinal de contas, depois de vencermos a League Cup ainda tínhamos um lugar na Champions League da próxima temporada para conquistar. No entanto, para isso teríamos de confirmar a presença no top4 da Premier League e, como se isso já não fosse suficientemente difícil, os primeiros quatro dos sete jogos remanescentes seriam precisamente contra as quatro equipas que compunham esse top4. Ora, 'bora lá ao trabalho! O ciclo infernal Este infernal ciclo final começou com uma deslocação a Anfield Road. O Liverpool estava numa boa fase, recuperou alguns pontos ao Arsenal e ao Manchester City e estava na verdade a apenas 1 ponto do Arsenal, que era então o líder isolado da Premier League. Os adeptos deles estavam extasiados com a possibilidade de voltar a vencer o título inglês e criaram um ambiente hostil à nossa equipa, mas nós vínhamos da conquista da League Cup sobre o Manchester City e confiança não nos faltava. Entrámos terrivelmente em campo. Aos 10 minutos já o Liverpool tinha criado duas ocasiões flagrantes de golo e à terceira oportunidade lá abriram o ativo por intermédio do Florian Wirtz. Nós apenas começámos a reagir perto do final da primeira parte, mas foi o intervalo que nos fez bem. Não sei se fomos nós quem melhorou muito, se o Liverpool quem piorou, ou um pouco de ambos, mas a segunda parte foi totalmente nossa. Ainda assim, o jogo arrastou-se sem alterações até ao quarto de hora final, muito por culpa de alguma displicência da nossa parte na definição - fosse no último passe ou na hora da finalização. Isso mudou quando entrou o Beto para o lugar do Rafiu Durosinmi. Uns 5 minutos depois, o Betinho, fresco que nem uma alface, bateu os defesas adversários em velocidade na resposta a um passe de ruptura e na cara do Alisson finalizou para o empate. Esperava-se a reação do Liverpool, mas fomos nós a dar a estocada final. Desta vez o Beto não surgiu para finalizar, mas foi ele a lançar o passe de ruptura que deixou o Akinkunmi Amoo na cara do Alisson para consumar a reviravolta. Os meus meninos mostraram coragem e bravura para enfrentar o ambiente hostil de Anfield Road, que após o nosso segundo golo se tornou bem gélido - à excepção da bancada onde os nossos bravos adeptos cantavam, deliciados com uma brilhante reviravolta tardia que nos garantiu mais três pontos. Por esta altura estávamos em brasa. Vitórias consecutivas sobre Manchester City e Liverpool? Venha o próximo adversário, pois quem vier, morre - esse era o espírito que então se vivia em Sheffield. E o próximo adversário era o Chelsea, equipa que veio a Hillsborough somando dez vitórias consecutivas na Premier League e que era o nosso principal oponente na luta pelo top4. E, ao décimo primeiro jogo, o Chelsea voltou a perder. A primeira parte foi equilibrada, se calhar até ligeiramente inclinada a favor dos Blues, mas a segunda parte foi novamente nossa tal como aconteceu contra o Liverpool. Resolvemos o jogo com dois golos nos primeiros 10 minutos da segunda parte e, só para tirar as dúvidas, o Rafiu Durosinmi marcou mais um golo logo depois de entrar para o lugar do Beto - este último foi titular neste jogo, mas mais uma vez foi o ponta-de-lança suplente quem marcou. Esta vitória garantiu a nossa reentrada no top4 e aumentou consideravelmente as nossas chances de conquistar o acesso à Liga dos Campeões, mas ainda teríamos Arsenal e Manchester City pela frente, pelo que a nossa posição ainda era precária. Apenas cinco dias depois de vulgarizarmos o Chelsea em Hillsborough, este voltou a encher para mais um jogo grande, desta vez com a recepção ao Arsenal. "I'm on fiiiiire!" Assim cantavam os Kasabian numa música que em tempos foi a música oficial da Premier League e era assim que nos sentíamos em Hillsborough. Como o jogo foi disputado apenas cinco dias depois da batalha contra o Chelsea e a quatro dias de irmos ao Etihad, e como a temporada já ia avançada, tive de rodar alguns jogadores que estavam a começar a acusar o desgaste físico. Curiosamente, foi um dos suplentes que assumiu a titularidade que veio a ser o homem do jogo. O Franco Tongya teve a impossível tarefa de substituir o Boris Mamuzah Lum e acabou por marcar um golo em cima do intervalo que, nessa altura, já era mais do que merecido. A segunda metade mudou o rumo do jogo. Depois de uma primeira parte de sentido único na direção da baliza dos Gunners, o Arsenal entrou muito ofensivo e começámos a sentir algumas dificuldades, o que me levou a baixar linhas e abdicar de tentar atacar em muitos momentos - um pouco como fizemos contra o Manchester City na final da League Cup. Eles acabaram por fazer muitos remates, mas nem por isso criaram grandes ocasiões de golo. Segurámos a vitória apesar de uma segunda parte paupérrima da nossa parte, mas nesta fase da época o importante era conquistar os três pontos. Até porque o próximo jogo foi logo quatro dias depois e seria provavelmente o mais difícil de toda a temporada: no Etihad, casa do campeão em título e, nessa altura, de novo líder da Premier League. O Manchester City. Defrontámos a equipa do Pep Guardiola duas vezes esta temporada e vencemos ambos os jogos. Também em ambos os casos foram jogos muito disputados, autênticas batalhas tácticas com duas equipas encaixadas uma na outra e com poucos remates ou ocasiões de golo. Este jogo não foi excepção, mas à terceira foi de vez: o Manchester City bateu-nos, finalmente. Não há muito para dizer quanto a este jogo, na verdade. Conseguimos mais uma vez bater-nos de igual para igual contra o todo-poderoso Manchester City, conseguindo até forçá-los a um raro jogo no Etihad em que tiveram menos posse de bola do que o adversário, mas foi o Haaland quem marcou e no final isso é que conta. O mais grave do jogo até foi a lesão do Daniele Ghilardi, forçando-o a terminar a temporada numa fase em que estava a impor-se claramente numa dupla implacável com o Arthur Theate. Este ciclo infernal terminou com um saldo muito positivo. Foram três vitórias em quatro jogos contra adversários do top4, prova mais do que inequívoca de que nesta fase já nos batemos de igual para igual contra qualquer oponente. Mais importante, foram 9 pontos que nos lançaram de volta para o top4 com apenas três partidas para disputar. Tínhamos apenas 1 ponto de vantagem sobre o Chelsea, que apesar de ser goleado em Hillsborough não quebrou e não descolava do nosso pé, mas a fase mais difícil estava ultrapassada. Os próximos três adversários eram teoricamente mais acessíveis e só dependíamos de nós para levarmos o Wednesday a uma inédita presença na Liga dos Campeões. Oh Captain! My Captain! Os três últimos jogos da Premier League colocavam Brentford, Crystal Palace e West Ham no nosso caminho. Não eram os adversários mais exigentes que defrontámos ao longo da época, e certamente não o eram nesta fase final da temporada por comparação com os últimos jogos, mas isto na Premier League nunca se sabe... Fomos a jogo com toda a seriedade e correu-nos tudo de feição. O Brentford foi corrido com três golos sem resposta num jogo em que o resultado foi sendo construído naturalmente como consequência da nossa superioridade. A deslocação ao terreno do Crystal Palace foi bem mais difícil. A primeira hora de jogo foi repartida, houve oportunidades de golo para ambos os lados, mas a partir daí começámos a apertar a pressão sobre eles e acabámos por marcar. Esse golo inaugural desbloqueou o jogo e o nosso segundo golo não tardou, garantindo uma vitória cuja importância só se tornou clara quando nos chegou ao conhecimento que o Chelsea, a jogar à mesma hora, havia finalmente perdido! É verdade! Com a nossa vitória em Selhurst Park e a derrota do Chelsea, garantimos matematicamente uma posição no top4 da Premier League e, por inerência, um lugar na Liga dos Campeões na próxima temporada! E em boa hora o conseguimos ainda com um jogo por disputar em Hillsborough, pois isso permitia-nos prestar a devida homenagem a uma autêntica lenda do Sheffield Wednesday. Caso ainda não tivessem dado conta, o Liam Palmer ainda está no nosso plantel. É apenas um de dois jogadores que sobram do plantel original que herdei quando assumi o comando técnico dos The Howls há três anos - o outro é o Nathaniel Chalobah - e, mais importante ainda, é o capitão oficial da equipa. É claro que ele pouco tem jogado ao longo destes dois últimos anos e, embora seja o capitão oficial da equipa, normalmente quem enverga a braçadeira em campo é o Patrick Osterhage. Mas o homem fez toda a carreira no Sheffield Wednesday à excepção de uma temporada em que esteve emprestado ao Tranmere Rovers quando era jovem. Foram 448 jogos ao serviço dos The Howls ao longo de 18 temporadas. Quem teria coragem de o despachar? Eu não. Afinal de contas, se não honrarmos aqueles que deram tudo por nós, inclusive quando estávamos de joelhos e na mó de baixo, o que andamos aqui a fazer? Hillsborough encheu no último jogo da temporada para homenagear o capitão Liam Palmer, que foi titular e envergou a braçadeira de capitão uma última vez antes da sua merecida reforma, na sua 449ª presença pela sua equipa do coração. Poderia ter ido a jogo com a minha equipa mais forte, mas não fui. Já tínhamos garantido o top4 na última jornada, a mesma em que o Manchester City sagrou-se de novo campeão inglês, pelo que este jogo só servia para decidir qual a nossa posição final entre os 2º e o 4º lugares. Achei que mais importante do que isso seria homenagear vários jogadores que vão deixar Hillsborough. Também o Nathaniel Chalobah vai terminar a carreira e foi titular como recompensa pelo que nos ajudou nos últimos anos, em especial naquela primeira temporada em que começámos com 18 pontos negativos no Championship. Além deles, entraram no onze inicial uma série de jogadores que foram importantes na campanha do ano passado rumo ao título no Championship, mas que este ano perderam influência e provavelmente irão deixar o Wednesday neste Verão. Falo de jogadores como o Erick Noriega, o Christ Makosso, o Max Lowe, o Pelle Mattsson, o Akinkunmi Amoo, o Yuki Soma ou o Francis Okoronkwo. Incrivelmente, porém, mesmo com todas estas mudanças vencemos o jogo, embora isso não tenha sido tão importante quanto este momento. Quase em cima do intervalo, fiz as substituições por que todos esperavam. Os 34.901 adeptos presentes em Hillsborough ovacionaram de pé as saídas do capitão Liam Palmer e de Nathaniel Chalobah. Havia quem chorasse nas bancadas por Liam Palmer. Um cartaz gigantesco com uma caricatura do escocês foi erguido atrás de uma das balizas, ostentando a expressão "Oh Captain! My Captain!". Hillsborough celebrava a carreira de um dos seus. Obrigado, Liam! Cai o pano sobre a Premier League Não que me preocupasse muito se ficávamos em 2º ou em 3º ou até 4º lugar, ia dar tudo ao mesmo, mas ainda assim com o final do jogo e a nossa vitória sobre o West Ham não pude deixar de sorrir quando soube dos resultados dos outros jogos. O Liverpool empatou o seu jogo, o que nos permitiu concluir a Premier League na 2ª posição! Relembro que isto foi a nossa primeira temporada entre a elite do futebol inglês depois de uma ausência de 27 anos. Foi-nos pedido uma posição tranquila a meio da tabela; acabámos em 2º lugar. Se isto não é bom material para o documentário da LetFlix, não sei o que será. É claro que tamanha prestação teria de ter reflexo nos prémios atribuídos no final da temporada. Eu mesmo fui considerado o treinador do ano da Premier League. Não sou muito de valorizar prémios individuais, acho que são uma feira de vaidades, mas deuses!, mentiria se dissesse que não me soube bem. O Xisco González Martínez, o Xisquito do meu coração, foi considerado o melhor jogador jovem da competição - o que foi um prémio totalmente justo - e integrou o onze da temporada juntamente com o Arthur Theate e o Carl Rushworth. Eu teria incluído o Mohamed Belloumi e o Erling Haaland no onze também, mas que sei eu? Sou apenas um mero treinador de futebol! A nossa forma de jogar potencia o coletivo sobre o individual, pelo que não poderá admirar ninguém a extrema distribuição de golos e assistências por toda a equipa. O nosso melhor marcador foi o Rafiu Durosinmi, embora não tenha marcado golos por aí além. Aliás, ele também nunca foi titular indiscutível, foi repartindo as suas presenças no onze inicial com o Beto que marcou quase tanto quanto ele. Tenho obrigatoriamente de realçar a diferença entre os números do Victor Rongier e do Carl Rushworth. O primeiro sofreu 28 golos em 21 jogos, enquanto o último concedeu apenas 19 golos no mesmo número de jogos. Foi uma diferença significativa e revela que a contratação do Rushworth em Janeiro foi acertada. Houve jogadores em claro destaque ao longo da temporada, casos do Arthur Theate, do Xisco ou do Mohamed Belloumi. Outros fizeram uma temporada decente, alguns desiludiram imenso, mas este ano correu-nos tão bem que, olhem, nem me apetece apontar nomes. Não é hora de criticar; é hora de celebrar! Any Given Wednesday: A satisfying conclusion O quarto e último episódio do nosso documentário da LetFlix, intitulado "A satisfying conclusion", foi disponibilizado já neste mês de Junho de 2028. Teve críticas maioritariamente positivas, embora as audiências não tenham sido extraordinárias. Não sei, à data em que vos escrevo, se será renovado para uma segunda temporada, ou se será cancelado e voltaremos a ter privacidade no nosso balneário. Se me perguntarem, acho que faria todo o sentido haver uma segunda temporada. É que para o ano vamos disputar a Liga dos Campeões, o que daria excelente material para um documentário que procura dar uma perspectiva do que é a vida num balneário de futebol. E se isso não for suficiente... ... talvez isto o seja. O Sheffield United, nosso grande rival, conquistou uma posição de acesso aos playoffs de promoção do Championship e venceu-o, derrotando na final o Derby County. Isto significa que, pela primeira vez em 34 anos, os dois gigantes de Sheffield estarão em simultâneo na Premier League. Voltaremos a ter o "Steel City Derby" na Premier League! Liga dos Campeões e "Steel City Derby", eis o que os The Howls têm a oferecer para uma hipotética segunda temporada do documentário da LetFlix. Agora eles que decidam. A bola está do lado deles! "Hi Ho Sheffield Wednesday!" 2 Compartilhar este post Link para o post