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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

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a minha leitura para o próximo mês :mrgreen:

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Comprei hoje na Bertrand o livro Crime e Castigo do Dostoiévski. Já alguém leu?

 

Apesar de o Crime e Castigo ser bastante mais conhecido eu pessoalmente gostei mais do O Idiota. No entanto é um excelente livro.

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Um “personal alfarrabista” ao seu dispor

O alfarrabista "Sr Teste" nasceu na blogosfera, cresceu no Facebook, e partilha hoje uma livraria na Guilherme Cossoul. Ricardo Ribeiro encontra-lhe o livro que tanto busca. Mas faz mais do que isso.

 

Ricardo é músico, mas começou cedo a trabalhar em livrarias. Tinha 20 anos. Cresceu em volta dos livros, e há mais de uma década que vive deles, para eles. A vontade de criar um alfarrabista a que daria o nome de “Sr Teste” é recente, tem pouco mais de três anos, mas foi uma vontade que lhe alterou a vida e os dias.

 

Nem quinze dias passados sobre o surgimento da ideia, inaugurou um blogue, trouxe a si os amigos, os leitores, e os leitores que entretanto se fizeram amigos, trouxe a si uma vida de livreiro, e criou um alfarrabista sem paredes, sem estantes, sem balcão. “Cansei-me. Cansei-me de ver o livro ser tratado – de eu próprio tratá-lo – como um negócio, algo de somenos valor, em que te dizem o que tens de vender, quando e quanto tens de vender, em que o leitor não tem querer, não vai opinar, e ‘come’ o que lhe dão. Cansei-me disso. O que fiz foi um ato ideológico. Ser-se crítico, valorizar a tradição, valorizar o livro, ter escolha, dar o que escolher, é um ato profundamente ideológico.”

 

Conversámos no bar da Sociedade Guilherme Cossoul, em Santos, onde, no rés do chão, o “Sr Teste” hoje mora, e para onde Ricardo trouxe os tantos livros que lhe atulhavam a casa. Foi em setembro que se mudou para cá. Sentado connosco está Fábio, 27 anos, que partilha o exíguo espaço da livraria com Ricardo e com Débora, outra livreira. Tal como Ricardo, também eles derivaram da blogosfera, onde tinham (e têm) o alfarrabista “ennui”.

 

“A vinda para a Guilherme Cossoul partiu de um convite do editor da ‘Artefacto’, que eu já conhecia do tempo em que trabalhava em livrarias, e que me acompanhava (e à “ennui” do Fábio e da Débora) no blogue. Não é que nós não estivéssemos bem só com o blogue. Mas a mudança para a Guilherme Cossoul também foi ótima para que nós conseguíssemos contactar de um modo mais direto com o leitor; saber o porquê de se interessar por um determinado autor, por um determinado livro, discutir o autor, discutir o livro. Também foi a curiosidade que me fez aceitar o convite.”, explica Ricardo.

 

O serviço de alfarrabista que o “Sr Teste” e a “ennui” propõem não é de todo o convencional. Dizem-se, por graça: “personal alfarrabistas”. Mas o que isso? “O que nós fazemos é “book hunting”. É estar ligado a outros alfarrabistas, ir comprar a bibliotecas particulares, ir comprar a mercados de rua, e encontrar o livro que o leitor procura. Mas isso não é uma novidade – a “Letra Livre” fê-lo bem antes de nós, a “Pó dos Livros” também o faz. A novidade é que a nossa rede não é a dos alfarrabista em Lisboa, é maior, bem maior, nós vamos a todo o país e ao estrangeiro, vamos a todos os cantinhos, para encontrar o livro.”, descreve Ricardo. Fábio interrompe-o: “…Sim, também é isso, mas não é só isso. Muitas vezes um leitor pergunta-me o que eu penso de um livro, e eu digo-lhe que não é um bom livro, ou que não é o livro que ele procura. Se eu pensar bem no que estou a dizer, é o tipo de abordagem que numa Bertrand ou que numa Fnac dá direito a despedimento na hora. [Risos] Por outro lado, e isto está sempre a acontecer-me, se eu encontro um livro que pressinto que um leitor vai querer, não o divulgo no blogue, ligo-lhe logo, e são raras as vezes em que o leitor não fica com ele. Ser-se “personal alfarrabista” também é isso: é conhecer o nosso leitor.”

 

O negócio dos alfarrabistas é um negócio onde tende a falar-se de especulação. Há livros que são vendidos por um valor muito superior ao real, e em que a venda pode mesmo ultrapassar a centena (às vezes o milhar) de euros. Não falamos de incunábulos, raros, mas de Herbertos e Pachecos, não tão raros. E também disso o “Sr Teste” se quer diferenciar. “Se eu for a uma feira e encontrar um livro do Herberto Helder a cinco euros, não vou vendê-lo a cem. Eu não quero vender uma ‘Comunidade’ do Luiz Pacheco por ano, e lucrar cinco vezes o que paguei por ela. Se eu fizer um bom negócio, o leitor faz um bom negócio.” Mas, voltando a Herberto: “Se há um livro dele que, mal sai, e é logo avaliado em 150 euros, como o Fábio viu, eu prefiro nem ter esse livro. E se o faço, faço-o para me salvaguardar como alfarrabista, para salvaguardar o livro, o leitor, e, sobretudo, os meus leitores”, critica Ricardo.

 

Mas há espaço no setor livreiro para um negócio como este? “Eu penso que não se trata de saber se há ou não espaço para o que nós fazemos. A problemática é outra: é saber se há espaço fora do mercado. É um trabalho de resistência.”, conclui Fábio. O livreiro da “ennui” crê que ser alfarrabista, hoje, é viver-se em deslumbramento, mas não deslumbrado. “A Fiama [Hasse Pais Brandão] fala em olhar com deslumbramento. Eu tenho por hábito ir para a montra da livraria e olhar através dela. Sabes o que é que me deslumbrou? A árvore ali à frente, que, no espaço de um mês, passou de não ter verde nenhum para estar completamente verde.” O deslumbramento pode ser o movimento de uma árvore, como a descoberta de um livro raro, como a chegada de um livro novo, de uma editora nova. “Um dia chegaram uns livros da “Sistema Solar” e nós parecíamos uns miúdos deslumbrados com o que lá vinha. Claro que há que ganhar o pão do dia. Mas é o deslumbramento que nos faz continuar”, explica.

 

Há leitores – Ricardo trata-los por leitores, e não clientes – que pedem um livro ocasionalmente e retornam; há leitores que lhe entregam uma longa lista de obras que querem; há colecionadores que lhe confiam o caceio da sua vontade em colecionar mais e mais. Mas todos sabem que no “Sr Teste” não há prazos para a entrega. Um livro pode demorar uma semana a ser descoberto, ou, tantas vezes, meses.

 

A procura está cada vez mais eficaz. “Eu encontro com facilidade as primeiras edições, os livros raros. Servir os outros é uma honra do caraças! Quando sou bem servido numa livraria, num alfarrabista, ou onde for, eu sei que não estão só a vender por vender, a olhar ao preço, mas estão a passar-me um testemunho. A missão alfarrabista é passar um testemunho.” Ricardo relembra um episódio recente: “Um dia fui a uma biblioteca pessoal, e encontrei o ‘Retrato em Movimento’ do Herberto Helder. Falei dele de novo!? [Risos] Enfim… Não comentei com ninguém que o tinha encontrado. Levei-o para casa, estive a curti-lo, claro, e fui-me deitar. No outro dia de manhã tinha uma mensagem de um leitor – um miúdo de 25 anos absolutamente incrível –, que me diz que está à procura do ‘Retrato em Movimento’.” Herberto tinha morrido dias antes. “Os livros dele vendiam-se, sei lá, a três ou quatro vezes mais do que o que era habitual – e o habitual já era venderem-se a três ou quatro vezes mais do que o que eu vendo. Sabes o que fiz? Vendi-lho. Ele não tinha muito dinheiro, mas vendi-lho. Não faz sentido ver isto só como um negócio, o lucro pelo lucro. Se fosse pelo lucro, abria um restaurante gourmet”, conta.

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Hoje o Wook está a fazer Leve 3 pague 2.

Devo comprar a trilogia do Murakami

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Hoje o Wook está a fazer Leve 3 pague 2.

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o 1q84?

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Começa amanhã a 85ª Feira no Parque.

Editado por Chandler

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Fui hoje dar uma voltinha à Feira do Livro e não vim de mãos a abanar. Trouxe o "Livro do Desassossego" (19,20 €) e o "Dentro do Segredo", do José Luís Peixoto (8,85 €, era um dos livros do dia).

 

Ah, e ainda recebi um vale de desconto de 5 € na Bertrand em compras superiores a 25 €.

Editado por Peplin

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Na sexta-feira também passei lá e levei "A Ilha" do Aldous Huxley a 5€.

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Que livro fenomenal, um thriller criminal passado no ambiente sinistro da URSS.

 

Ainda por cima vai sair um filme em breve.

Dos melhores policiais que li nos ultimos tempos.

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Nestes dias em que lá estive trouxe O Anjo Mundo e o Lunário, ambos do Al Berto, um do Patrick Modano, o Som e a Fúria do Faulkner, o Frankenstein da Shelley (a minha edição era terrível), o Complexo de Portnoy do Roth, a Hora da Estrela da Lispector e o Bom Inverno do Tordo.

 

Como entretanto fiz a trouxa de volta para a Invicta, conto ter alguém a passar lá nestes dias com uma lista minha de mais 4 ou 5 livros que ficarão substancialmente mais baratos na hora H. Que a menos que eu entretanto veja mais alguma coisa que me falte, terá Raymond Chandler, António Maria Lisboa, Boris Vian, Galeano e Afonso Cruz.

 

E claro que é um estoiro valente, mas isto permite-me abastecer para o Verão, pelo menos. De todos os que já comprei nenhum me ficou a mais de 6€... é preciso é saber procurar.

 

Ah, e hoje estive com o Peixoto cá em baixo na Porto Editora!

Editado por Chandler

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Quero ler Bukowski.

Por que livro acham que devo começar?

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O mais reputado é o Post Office. Começa por aí, é uma leitura acessível. Se leres em inglês arranja-se baratinho na internet.

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Por acaso também estou a pensar em levar essa na feira do livro, que sempre tive interesse em ler Bukowski. Em hora h deve ficar a uns 8 euros.

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Passei lá hoje para comprar esse (8€) e trouxe também Regresso ao Admiravel Novo Mundo (5) e Livros & Cigarros (7)

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Também levei o Post Office hoje, obrigado pela dica ;-)

Editado por frank the tank

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Vou passar amanhã na Feira, provavelmente vou comprar o 1984 de George Orwell.

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O Post Office é de uma leitura muito fácil e porreira. O vernáculo ajuda :mrgreen: .

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Li, finalmente, O Estrangeiro do Camus. É muito bom, bem construído, leitura fácil, o ritmo está bem presente e aquela introdução do Sartre é qualquer coisa de fenomenal.

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De modo a alargar os meus horizontes na literatura, que não são muito largos, fui à Feira do Livro Segunda e comprei o American Gods e o Crime e Castigo. Comecei com o AG, vou na página 40 e estou a gostar. Supostamente é uma fantasia urbana com algum surrealismo e mitologia. No final do capítulo 1:

 

 

Uma prostituta engole um gajo com a vagina. Começa bem :lol:

 

 

Depois tmb tenho de ler o Insustentável Leveza do Ser que comprei há uns meses, mas só li até à página 95 por causa da faculdade, esse é para continuar, mas desde o início. Quanto ao Dostoevsky, parece-me ser o mais denso, mas tenho altas expetativas.

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