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Queima das Fitas e restantes Festas Académicas

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E não te passa pela cabeça que eles estejam de facto a divertir-se a fazer aquilo? Eu diverti-me imenso a fazer coisas tão parvas como escrever um poema romântico numa folha de papel higiénico para uma veterana, e a verdade é que tornou-se grande amiga minha :lol: e isto é um exemplo entre dezenas!

Até podem mas eu nunca os vou perceber, é ridículo

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Uma semana sem aulas onde te podes juntar todos os dias com os teus amigos, almoçarem jantarem qqcoisarem juntos, onde tens um recinto com musica que serve essencialmente para te divertires, com bebidas baratas (tb vendem sumois) com centenas de pessoas interessantes, gajas boas, pao com chouriço quentinho, farturas, gelados, zonas de descanço e diversao.

O que é que isto tem de mau mesmo? :lol:

 

O valor do geral :(

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E não te passa pela cabeça que eles estejam de facto a divertir-se a fazer aquilo? Eu diverti-me imenso a fazer coisas tão parvas como escrever um poema romântico numa folha de papel higiénico para uma veterana, e a verdade é que tornou-se grande amiga minha :lol: e isto é um exemplo entre dezenas!

Eu acho que há tantos tolos (no bom sentido) como tu que se divertem com aquilo como gente que se sente na obrigação de ali estar por motivos de integração social. E eu sei do que estou a falar, conheci muito boa gente que levou a praxe até ao fim por isso mesmo e eu sou desconhecido da generalidade das pessoas na faculdade tanto aqui como em Rio Maior pura e simplesmente porque me esquivei à praxe e a restantes rituais académicos. A quantidade de vezes que já ouvi 'mas eu não me lembro de ti, estiveste na praxe?'... O problema é que isso a mim não me incomoda nada, há muita gente que foge dessa falta de pseudo-integração como o diabo foge da cruz. Pelam-se de medo de morrerem sozinhos.

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Conheces uma realidade muito diferente da minha, então...

 

Se calhar é isso, Alex. Lembro-me assim de repente de uma dúzia que não bebem, não fumam, e são os primeiros a desafiar "vamos sair" e ficam até ao fim com uma regularidade, no mínimo, de uma vez por semana :)

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Eu não crucifico ninguém, mando a minha piadola como mando sobre tantos outros assuntos e como também levo gozo volta e meia por não beber nem fumar nunca. Eu ter só tenho contra os pseudo-fixes e fazer-me confusão só me faz quem se junta só com a ideia pura e simples de beber até cair, isso confesso que me faz alguma confusão.

Mas assim é que tu és aceite, tens de ser pseudo-fixe

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Eu acho que há tantos tolos (no bom sentido) como tu que se divertem com aquilo como gente que se sente na obrigação de ali estar por motivos de integração social. E eu sei do que estou a falar, conheci muito boa gente que levou a praxe até ao fim por isso mesmo e eu sou desconhecido da generalidade das pessoas na faculdade tanto aqui como em Rio Maior pura e simplesmente porque me esquivei à praxe e a restantes rituais académicos. A quantidade de vezes que já ouvi 'mas eu não me lembro de ti, estiveste na praxe?'... O problema é que isso a mim não me incomoda nada, há muita gente que foge dessa falta de pseudo-integração como o diabo foge da cruz. Pelam-se de medo de morrerem sozinhos.

 

Conheço malta super divertida que conhece toda a gente que fez, e que não fez, praxe. Não acho que seja por aí... simplesmente é um ponto de encontro e de referência.

 

Mas assim é que tu és aceite, tens de ser pseudo-fixe

 

Este tipo de coisas é que não me entra na cabeça. Mas se uma pessoa ou um grupo de pessoas forem, por natureza, extrovertidas, e f*da-se, gostarem mesmo daquilo, estão a ser pseudo porquê? Não podem simplesmente ser assim e fazer o que os faz sentirem-se genuinamente bem? que raio...

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Aliás, em Rio Maior aquilo era doentio ao ponto de quase toda a gente se conhecer e se tratar por nome de praxe. Queres acreditar que o facto simbólico de tu não teres um não prejudica a integração? :lol: Como é que te chamas? *...* E nome de praxe?

 

Como já disse, a mim não me preocupa, prova disso é que felizmente desisti a tempo de ganhar juízo.

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Eu acho que há tantos tolos (no bom sentido) como tu que se divertem com aquilo como gente que se sente na obrigação de ali estar por motivos de integração social. E eu sei do que estou a falar, conheci muito boa gente que levou a praxe até ao fim por isso mesmo e eu sou desconhecido da generalidade das pessoas na faculdade tanto aqui como em Rio Maior pura e simplesmente porque me esquivei à praxe e a restantes rituais académicos. A quantidade de vezes que já ouvi 'mas eu não me lembro de ti, estiveste na praxe?'... O problema é que isso a mim não me incomoda nada, há muita gente que foge dessa falta de pseudo-integração como o diabo foge da cruz. Pelam-se de medo de morrerem sozinhos.

Conheço malta super divertida que conhece toda a gente que fez, e que não fez, praxe. Não acho que seja por aí... simplesmente é um ponto de encontro e de referência.

Isto. É perfeitamente normal que não te reconheçam pelo simples facto de não terem estado contigo, ou achavas que se iam lembrar de ti se nunca falaste com eles? Não me digas que também é ridículo não reconhecerem a tua cara se foste tu que para além de te recusares a estar com eles anda os achas ridículos. Estás no teu direito de achar aquilo uma palhaçada, mas também não te podes queixar de passar mais despercebido. E se ainda por cima não te importas porque é que ficas tão arreliado pelos outros? Aquilo para a grande maioria das pessoas nem é nenhuma competição para ser aceite, é simplesmente vontade de conhecer as pessoas. E tal como o Red, conhecia muitas pessoas que não foram praxadas, ou que foram mas nunca praxaram e davam-se bem com toda a gente.

 

Mas enfim, já me tinha prometido a mim mesma que não me metia nestas discussões que não levam a lado nenhum. :lol:

 

Se calhar é isso, Alex. Lembro-me assim de repente de uma dúzia que não bebem, não fumam, e são os primeiros a desafiar "vamos sair" e ficam até ao fim com uma regularidade, no mínimo, de uma vez por semana :)

True, e até saiam bem mais vezes que eu.

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Este tipo de coisas é que não me entra na cabeça. Mas se uma pessoa ou um grupo de pessoas forem, por natureza, extrovertidas, e f*da-se, gostarem mesmo daquilo, estão a ser pseudo porquê? Não podem simplesmente ser assim e fazer o que os faz sentirem-se genuinamente bem? que raio...

True.

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Aliás, em Rio Maior aquilo era doentio ao ponto de quase toda a gente se conhecer e se tratar por nome de praxe. Queres acreditar que o facto simbólico de tu não teres um não prejudica a integração? :lol: Como é que te chamas? *...* E nome de praxe?

 

Como já disse, a mim não me preocupa, prova disso é que felizmente desisti a tempo de ganhar juízo.

 

No meu curso é exactamente assim que se tratam :lol: (principalmente o meu ano) , quer fora ou dentro da praxe.

Editado por Kimi Raikkonen

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Isto. É perfeitamente normal que não te reconheçam pelo simples facto de não terem estado contigo, ou achavas que se iam lembrar de ti se nunca falaste com eles? Não me digas que também é ridículo não reconhecerem a tua cara se foste tu que para além de te recusares a estar com eles anda os achas ridículos. Estás no teu direito de achar aquilo uma palhaçada, mas também não te podes queixar de passar mais despercebido. E se ainda por cima não te importas porque é que ficas tão arreliado pelos outros? Aquilo para a grande maioria das pessoas nem é nenhuma competição para ser aceite, é simplesmente vontade de conhecer as pessoas. E tal como o Red, conhecia muitas pessoas que não foram praxadas, ou que foram mas nunca praxaram e davam-se bem com toda a gente.

Eu não estou chateado nem incomodado com a situação, até acho perfeitamente normal. Só estou a dizer que é um factor de integração e que há gente (que é uma percentagem significativa) que ali anda porque sabe disso e quer evitar esse isolamento, esse não se dar a conhecer que a praxe provoca, e que portanto se sujeitam a uma série de parvoíces de forma perfeitamente submissa para não serem excluídos. Eu conheci muitos assim. Aliás, já contei aí que em Rio Maior no primeiro dia que saí de casa sem o kit de praxe vestido fui abordado por um indivíduo trajado que me perguntou se não achava que ia dar um desgosto muito grande aos meus pais por não poder trajar por não fazer a praxe... :lol:

 

A percentagem de gente que é praxada atinge os números que atinge muito por estas situações, por medo da rejeição, medo da não inclusão, medo de não serem conhecidos. Isto toma proporções ainda maiores quando estamos a falar de cidades em que a maioria dos alunos vem de fora e naquela cidade conhece só gente da... faculdade.

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Nome de praxe? Estás a associar a criação de alcunhas com a praxe? É natural que nasçam lá porque ocorrem situações que se propiciam para isso. Durante uns tempos eu era o ding ding para a maioria da malta pq fui praxado para andar atrás de um chavalo, sendo que ele cantava o crazy frog e eu fazia o ding ding por trás... Tal como pode ocorrer noutro contexto qualquer uma outra situação qualquer e dar origem a uma outra alcunha qualquer :lol: Já o meu nome de praxe "oficial" (lol) era uma private joke minha com a minha madrinha, ninguém sabe de certeza... E no meu grupo mais próximo de amigos deve contar-se pelos dedos das mãos os que não têm alcunha

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Aliás, em Rio Maior aquilo era doentio ao ponto de quase toda a gente se conhecer e se tratar por nome de praxe. Queres acreditar que o facto simbólico de tu não teres um não prejudica a integração? :lol: Como é que te chamas? *...* E nome de praxe?

Isso é o mesmo que estares numa turma em que 95% das pessoas faz parte da equipa de natação e que algumas vezes por semana vão ter treinos e têm alcunhas. E tu és dos poucos que não vai. Não é normal que se conheçam melhor entre si? Ninguém te põe de lado, só demoram é mais tempo a conhecer-te, se deixares.

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Isso é o mesmo que estares numa turma em que 95% das pessoas faz parte da equipa de natação e que algumas vezes por semana vão ter treinos e têm alcunhas. E tu és dos poucos que não vai. Não é normal que se conheçam melhor entre si? Ninguém te põe de lado, só demoram é mais tempo a conhecer-te, se deixares.

E a tendência é que parte dos restantes acabem por se inscrever na natação mesmo que tenham fobia à água. Isto deve ser um fenómeno social com um nome qualquer, chamem o Vaart.

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Mas enfim, já me tinha prometido a mim mesma que não me metia nestas discussões que não levam a lado nenhum. :lol:

Nota-se

 

E a tendência é que parte dos restantes acabem por se inscrever na natação mesmo que tenham fobia à água. Isto deve ser um fenómeno social com um nome qualquer, chamem o Vaart.

Estupidez

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Então e se se inscreverem? É que é que isso te afecta para teres que estar sempre a apontar-lhes o dedo? Se calhar se não o fizerem sentem-se pior, e mesmo que se sintam pessimamente é a escolha deles, ninguém os obrigou. Agora falares de cima do teu pedestal como se fosses melhor por não teres feito parte disso não é muito menos palerma.

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Então e se se inscreverem? É que é que isso te afecta para teres que estar sempre a apontar-lhes o dedo? Se calhar se não o fizerem sentem-se pior, e mesmo que se sintam pessimamente é a escolha deles, ninguém os obrigou. Agora falares de cima do teu pedestal como se fosses melhor por não teres feito parte disso não é muito menos palerma.

É preciso estar em cima de um pedestal para apontar comportamentos estúpidos aos outros? Acho a atitude ridícula, e a minha experiência também me diz que esse círculozinho social criado em redor da praxe tem muito de consciente para o bando de frustrados que lá anda a meter os outros a fazerem figuras ridículas continuarem a ter lá ainda mais gente, caso contrário o pessoal percebe que não precisa de ali andar a esfregar-se em bosta, a comer com ovos e espuma de barbear na tola e a dormir noite dentro em escadas na rua pela tradição académica para se sentirem integrados e terem amigos.

 

É claro que a culpa também é dos burros que ali andam contrariados com medo de consequências sociais, mas esse medo tem muito de imposto de forma não denunciada por quem praxa.

Editado por Chandler

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Não, mas para falar como se fosses dono da verdade é. Nem vou começar a falar nas diferenças entre a tua experiência e a das pessoas que passaram por uma praxe não-suja, porque é inútil. Mas pronto, são as generalizações que temos.

 

Ah, e não leves a mal estar a dirigir-me directamente a ti, só o estou a fazer porque és o único que se dá ao trabalho de tentar falar como deve ser.

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Discutir com o Alex sobre estas cenas já antes se mostrou ser quase tempo perdido por causa dessa experiência em Rio Maior e já dei o meu contributo para a conversa. De resto concordo com a Rita.

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Ah, e não leves a mal estar a dirigir-me directamente a ti, só o estou a fazer porque és o único que se dá ao trabalho de tentar falar como deve ser.

Gabo a paciencia ao Alex por discutir uma coisa tão estupida, eu gosto de ficar de fora a rir

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Eu tenho plena consciência de que passei por um exemplo extremo, mas até certo ponto foi útil que isso tivesse acontecido porque me criou um espírito crítico diferente sobre este assunto. Ainda para mais, agora sempre que falo disto posso dizer que já lá estive durante 2 ou 3 semanas em que se desapertou um parafuso qualquer cá dentro. Tenho noção de que noutros lados a praxe é certamente mais leve e adequada, mas entretanto já passei a achar o conceito estúpido por si só e recusar-me-ia a ser praxado onde quer que fosse.

Editado por Chandler

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Eu acho a praxe ideologicamente errada.

Cada pessoa tem os seus valores. E os valores dessas pessoas não têm que se moldar aos valores da praxe.

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