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John Bonifácio

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Tudo que John Bonifácio publicou

  1. Estamos muito bem a não deixar as equipas jogar futebol.
  2. Afinal o problema são os jogadores, que aceitam ser ofendidos. Falta pouco para que gostem dos "mindgames" e achem piada aos insultos.
  3. Preponderante o Pavlidis a falhar a finalização e enganar a abordagem do central gilista!
  4. O confuso fui eu, desculpa. Já percebi o que querias dizer. 😉
  5. E desde quando é que "normal" passou a ser sinónimo de "aceitável"? Tanta coisa que era considerada normal e se veio a provar inaceitável. Porque é que no desporto- ou em desportos coletivos de contacto, usando um espetro mais abrangente- há uma exceção? Eu sei que é normal, natural quiçá, mas ainda não li nenhum argumento que desse uma explicação mais elaborada do que "porque sim".
  6. Já vi que o árbitro é o gerente. Mas não estou a perceber onde queres chegar.
  7. Isto é muito discutivel. O que não faltam são espaços de trabalho tóxicos nas relações verticais e horizontais entre trabalhadores.
  8. Não podíamos estar mais em desacordo. E se, por um lado, eu não pretendo desculpar-ou desdramatizar, vai dar ao mesmo- atitudes racistas, por outro também não vou entrar numa conversa de argumentos extremados- os quais foram hiporbolizados e não devem ser interpretados à letra. Finalizando, quando entramos no campo de graduar e contextualizar faltas de respeito pelo próximo, deixamos de ter legitimidade moral para debater a "matriz de valores da nossa sociedade".
  9. A ironia é incrível. Já pensaste que é a ausência desse pensamento mais profundo, dessa reflexão, não só coletiva, mas principalmente individual, a raiz de todos estes conflitos? Estou certo que não. Enfim, já me começo a preocupar contigo e a descontração com que tu dizes certas coisas.
  10. Tu vês as coisas, entendes e escolhes aceitar que um campo de futebol é uma exceção às normais sociais de convivência em sociedade e não gostas/queres que te coloquem rótulos. Eu não diria que és racista, mas sem dúvida que estás acomodado a uma realidade que cada vez menos tem lugar, não só no desporto, como na sociedade em geral. E também não pareces entender que essa postura, assumida por muitos mais, é o que permite a selvajaria a que assistimos dentro das quatro linhas. Edit: mas numa coisa concordamos: se não conseguimos que os jogadores mantenham o respeito e a decência entre colegas, pouca esperança há para resolver conflitos bem mais profundos.
  11. Então, como os bons têm de ser rentabilizados, alguém da formação tem de ser inscrito nas competições. Mas também não me adnirava se daqui a nada fosse emprestado para algum lado.
  12. Consegues ver a contradição entre os dois parágrafos? E percebes quando digo que estes comportamentos antisociais só acontecem no futebol porque o consumidor médio da modalidade, não só tolera, como o permite? E entendes como essa atitude se reflete noutras vertentes do nossa sociedade e o quão importante seria que o futebol desse o exemplo? Por fim, não acredito que passar paninhos quentes na potencial- sim, a forma como lidamos e respondemos a cenários hipotéticos é igualmente importante - gravidade de uma atitude discriminatória seja a melhor mensagem a passar. Da mesma forma, colocar os direitos legais do cidadão no mesmo patamar que os direitos universais humanos também não me apela como a melhor defesa de nenhum dos dois: só a garantia de uns é que dá razão e sentido aos outros.
  13. Mas são auto-exclusivas, por acaso? Tens noção que ser uma besta quadrada te dá acesso a ser racista e um esgoto de ser humano ao mesmo tempo, certo? E que ambas podem e devem ser alvo dos respetivos tratamentos legais. Com uma diferença importante: racismo- ou crime de incitamento ao ódio- é crime público e difamação não. Isto deveria dizer-te alguma coisa sobre para onde se está a tentar caminhar como sociedade.
  14. E no fim de contas, aquela noite heróica não serviu para nada. Pobres jogadores, que não os deixam sair da mediocridade.
  15. Contudo, como tem sido cada vez mais evidente, não tem. Ser jogador de futebol não dá livre passe para se ser uma besta 90' de cada vez. Muito pelo contrário, se exigissemos aos atletas do futebol que se comportassem ao nível da exposição mediática e do exemplo maior que o desporto em geral deve transmitir, casos como este- os raros que existiriam- seriam resolvidos num ápice. Temos de mudar o paradigma. O jogador de futebol de primeiro escalão já não é o bruto que não sabia fazer mais nada além de chutar uma bola; e o os clubes já não são casas de abrigo para desgraçados. Se ainda há clubes que se fazem representar em campo com energúmenos, é porque o seu público gosta e se revê neles e isso deveria fazer-nos refletir a todos como adeptos e membros da sociedade.
  16. O mesmo se aplica a ti. Um simples "não estou convencido" era bem mais do que o suficiente. Porém, foste tu quem decidiu elaborar cenários recambolescos, dignos de um episódio de Black Mirror, para usar como argumentos. Não há afronta nenhuma, pá. Só o ridículo das tuas palavras. E respeito a tua posição de neutralidade, apesar de tudo, como é obvio. Podias era ter esclarecido isso mais cedo.
  17. E o que será que diz o direito desportivo em relação a isto? E as normas da UEFA? Alguém quer saber ou estamos só aqui a atirar umas patacoadas ao ar para passar tempo?
  18. Pois, não sou o dono da verdade, bem visto. Tampouco absoluto. Sou apenas um gajo que acha que os teus argumentos sobre este assunto são como castelos de cartas e não fazem sentido. E és tu, com as tuas repetidas respostas que legitimas a minha posição. Não queres que coloque a solidez inabalável dos teus argumentos em causa? É simples:
  19. É claro que sou! Se achas que não, estás no lugar errado, lamento dizer-te. Se há coisa que eu posso fazer é atacar os teus argumentos de todas as formas e feitios. É esse mesmo o propósito de um fórum público e livre. Se não convives bem com isso, recomendo-te o botão de logout.
  20. Ninguém aqui está a condenar ninguém. Porque ninguém aqui tem o poder para isso. Estamos só a fazer o mesmo que tu: a explicar a nossa visão das coisas. Tu não tens de concordar e tens todo o direito a isso. O problema não é a tua posição, são os teus argumentos, que não nos fazem qualquer sentido. Percebo- todos percebemos, julgo eu- que tu não te queiras precipitar num julgamento ao Prestianni, só que por vezes o silêncio é a melhor defesa. Enquanto todos andamos no campo das conjecturas, quem tem a opinião menos consensual deve resguardar-se para não dar mais argumentos à posição oposta. Não há mal nenhum nisso. Contudo, se tiveres mesmo a necessidade de ir contra a maré, certifica-te que os teus argumentos são solidos. Aliás, há pelo menos um user que está a fazer precisamente isso e, a meu ver, é o que mais ajuda o caso do Presti.
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