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Tudo que Black Hawk publicou
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[Mundial 2026] Portugal 5-0 Uzbequistão (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
E que o Ronaldo marque um golo, caso contrário, com o Messi e o Mbappé a brilharem e ele não, o homem ainda tem um colapso nervoso. -
Enormíssimo fã de Linkin Park aqui. Isto já não é Linkin Park. E não digo isto como crítica gratuita, ou sequer crítica de todo, mas como alguém que ouviu extensivamente Linkin Park durante os últimos vinte e tal anos posso dizer que até a sonoridade mudou. Isto é difícil de explicar, mas nota-se que a sonoridade de algumas músicas é diferente. Não sei se são os acordes, se é de terem um baterista e um guitarrista diferentes, mas as músicas estão diferentes. Algumas soaram mais a banda de tributo do que à banda a sério. Algumas pareciam versões bootleg de karaoke. É estranho. Quanto à Emily, ela desenrasca-se na maioria das músicas, em especial nas mais recentes, mas falta-lhe presença de palco. Isso é por demais evidente. Ela corre de um lado para o outro e levanta os braços de vez em quando para o público cantar, mas isso não chega. Tem de assumir maior protagonismo. Tem de liderar as músicas, tem de mandar nelas. Especialmente nas mais antigas. Um exemplo: a Papercut. Nas versões live, na parte do Mike, o Chester não ficava parado a olhar para o lado. Essa música é sobre paranóia e ele servia como a voz interior da paranóia do Mike. Why does it feel like night today? (Whyyy...?) Something in here's not right today Why am I so uptight today? (Whyyy...?) Paranoia's all I got left I don't know what stressed me first (I don't know...) Or how the pressure was fed But I know just what it feels like (But I know...) To have a voice in the back of my head Like a face that I hold inside (Inside!) A face that awakes when I close my eyes (Eyes!) A face that watches every time I lie (Liiiiiiiiie!) A face that laughs every time I fall (And watches everything...) Isto é o início da música e entre parênteses está o que o Chester dizia em fundo, de uma forma chorosa (nas reticências) ou a gritar (nos pontos de exclamação). Isto era a voz da paranóia. Isto era a paranóia sobre a qual o Mike estava a cantar, as dúvidas e receios a refletirem-se ao mesmo tempo em que ele falava sobre elas. Mas a Emily calou-se durante toda a música. Aliás, as partes em que ela deveria ter dito o que está entre parênteses foram substituídos por um efeito do DJ Mr. Hahn. Não são partes propriamente exigentes e contribuiria para aumentar o seu protagonismo em palco. Não sei por que raio ela não o faz, mas só perde com isso. E já para não dizer que em músicas mais antigas como esta, e esta até é a primeira do primeiro álbum, se é para ser assim, mais vale não a cantarem de todo. Esta versão da Papercut pareceu tirada de uma banda de baile de uma festa de aldeia. E isto é extensível a uma série de outras músicas. Acho que a segunda da setlist foi a Lying From You. Uma das minhas favoritas, decerto a minha favorita do Meteora a par da Figure.09, mas ela não tem voz para ela. Quando chegou à parte de gritar "the very worst part of you IS ME!" só consegui segredar à minha namorada que ela soava exatamente igual a uma galinha depenada. Eu entendo que eles tenham procurado uma vocalista diferente do Chester para não terem uma cópia dele. E entendo que seria sempre virtualmente impossível alguém fazer aquilo que o Chester fazia. Mas se é para isto, então não cantem algumas das mais antigas, em especial as que exigem o alcance vocal do Chester a gritar. Notei que não cantaram a Given Up, o que para mim é um crime, mas lá está, se ela não consegue, é melhor não cantar. E façam o mesmo com outras que ela não consiga, ninguém leva a mal, foquem-se no novo material onde ela até se safa muitíssimo bem, e deixem as nossas memórias de outros tempos intactas. É o melhor para todos.
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O Pinilla era craque, mas não foi pela prestação dele por cá. Na altura até se dizia por piada que o terceiro segredo de Fátima era a forma como o Pinilla celebrava quando marcava um golo.
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É capaz de ser aquilo a que chamam "a primeira tarde portuguesa". Uma tremenda palermice, mas há muita gente que acredita nela.
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Por que é que estão a dar a Turquia como eliminada nos meios de comunicação social? Se venceram o último jogo, com três pontos ainda dá para serem um dos terceiros classificados a serem apurados, ou não?
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[FM Mobile 2026] Any Given Wednesday
Black Hawk respondeu a Black Hawk em tópico Espelho Meu, Espelho Meu...
Capítulo 11: "Oh Captain! My Captain!" Olá, malta! Da última vez que vos escrevi tínhamos acabado de vencer a League Cup. Prometi na altura que iria beber um barril de cerveja e cumpri! Quer dizer, não bebi o barril inteiro, mas não deve ter andado longe. Eu sei, eu sei, as imagens deste vosso treinador a celebrar completamente bêbado no autocarro durante o desfile correram mundo. Mas sabem que mais? Não quero saber! Ganhei a League Cup, quero lá saber do resto! Foram 24 horas de merecidos excessos, doeu-me a cabeça durante quatro dias depois disso, paguei a minha pena. E então voltámos ao trabalho. Afinal de contas, depois de vencermos a League Cup ainda tínhamos um lugar na Champions League da próxima temporada para conquistar. No entanto, para isso teríamos de confirmar a presença no top4 da Premier League e, como se isso já não fosse suficientemente difícil, os primeiros quatro dos sete jogos remanescentes seriam precisamente contra as quatro equipas que compunham esse top4. Ora, 'bora lá ao trabalho! O ciclo infernal Este infernal ciclo final começou com uma deslocação a Anfield Road. O Liverpool estava numa boa fase, recuperou alguns pontos ao Arsenal e ao Manchester City e estava na verdade a apenas 1 ponto do Arsenal, que era então o líder isolado da Premier League. Os adeptos deles estavam extasiados com a possibilidade de voltar a vencer o título inglês e criaram um ambiente hostil à nossa equipa, mas nós vínhamos da conquista da League Cup sobre o Manchester City e confiança não nos faltava. Entrámos terrivelmente em campo. Aos 10 minutos já o Liverpool tinha criado duas ocasiões flagrantes de golo e à terceira oportunidade lá abriram o ativo por intermédio do Florian Wirtz. Nós apenas começámos a reagir perto do final da primeira parte, mas foi o intervalo que nos fez bem. Não sei se fomos nós quem melhorou muito, se o Liverpool quem piorou, ou um pouco de ambos, mas a segunda parte foi totalmente nossa. Ainda assim, o jogo arrastou-se sem alterações até ao quarto de hora final, muito por culpa de alguma displicência da nossa parte na definição - fosse no último passe ou na hora da finalização. Isso mudou quando entrou o Beto para o lugar do Rafiu Durosinmi. Uns 5 minutos depois, o Betinho, fresco que nem uma alface, bateu os defesas adversários em velocidade na resposta a um passe de ruptura e na cara do Alisson finalizou para o empate. Esperava-se a reação do Liverpool, mas fomos nós a dar a estocada final. Desta vez o Beto não surgiu para finalizar, mas foi ele a lançar o passe de ruptura que deixou o Akinkunmi Amoo na cara do Alisson para consumar a reviravolta. Os meus meninos mostraram coragem e bravura para enfrentar o ambiente hostil de Anfield Road, que após o nosso segundo golo se tornou bem gélido - à excepção da bancada onde os nossos bravos adeptos cantavam, deliciados com uma brilhante reviravolta tardia que nos garantiu mais três pontos. Por esta altura estávamos em brasa. Vitórias consecutivas sobre Manchester City e Liverpool? Venha o próximo adversário, pois quem vier, morre - esse era o espírito que então se vivia em Sheffield. E o próximo adversário era o Chelsea, equipa que veio a Hillsborough somando dez vitórias consecutivas na Premier League e que era o nosso principal oponente na luta pelo top4. E, ao décimo primeiro jogo, o Chelsea voltou a perder. A primeira parte foi equilibrada, se calhar até ligeiramente inclinada a favor dos Blues, mas a segunda parte foi novamente nossa tal como aconteceu contra o Liverpool. Resolvemos o jogo com dois golos nos primeiros 10 minutos da segunda parte e, só para tirar as dúvidas, o Rafiu Durosinmi marcou mais um golo logo depois de entrar para o lugar do Beto - este último foi titular neste jogo, mas mais uma vez foi o ponta-de-lança suplente quem marcou. Esta vitória garantiu a nossa reentrada no top4 e aumentou consideravelmente as nossas chances de conquistar o acesso à Liga dos Campeões, mas ainda teríamos Arsenal e Manchester City pela frente, pelo que a nossa posição ainda era precária. Apenas cinco dias depois de vulgarizarmos o Chelsea em Hillsborough, este voltou a encher para mais um jogo grande, desta vez com a recepção ao Arsenal. "I'm on fiiiiire!" Assim cantavam os Kasabian numa música que em tempos foi a música oficial da Premier League e era assim que nos sentíamos em Hillsborough. Como o jogo foi disputado apenas cinco dias depois da batalha contra o Chelsea e a quatro dias de irmos ao Etihad, e como a temporada já ia avançada, tive de rodar alguns jogadores que estavam a começar a acusar o desgaste físico. Curiosamente, foi um dos suplentes que assumiu a titularidade que veio a ser o homem do jogo. O Franco Tongya teve a impossível tarefa de substituir o Boris Mamuzah Lum e acabou por marcar um golo em cima do intervalo que, nessa altura, já era mais do que merecido. A segunda metade mudou o rumo do jogo. Depois de uma primeira parte de sentido único na direção da baliza dos Gunners, o Arsenal entrou muito ofensivo e começámos a sentir algumas dificuldades, o que me levou a baixar linhas e abdicar de tentar atacar em muitos momentos - um pouco como fizemos contra o Manchester City na final da League Cup. Eles acabaram por fazer muitos remates, mas nem por isso criaram grandes ocasiões de golo. Segurámos a vitória apesar de uma segunda parte paupérrima da nossa parte, mas nesta fase da época o importante era conquistar os três pontos. Até porque o próximo jogo foi logo quatro dias depois e seria provavelmente o mais difícil de toda a temporada: no Etihad, casa do campeão em título e, nessa altura, de novo líder da Premier League. O Manchester City. Defrontámos a equipa do Pep Guardiola duas vezes esta temporada e vencemos ambos os jogos. Também em ambos os casos foram jogos muito disputados, autênticas batalhas tácticas com duas equipas encaixadas uma na outra e com poucos remates ou ocasiões de golo. Este jogo não foi excepção, mas à terceira foi de vez: o Manchester City bateu-nos, finalmente. Não há muito para dizer quanto a este jogo, na verdade. Conseguimos mais uma vez bater-nos de igual para igual contra o todo-poderoso Manchester City, conseguindo até forçá-los a um raro jogo no Etihad em que tiveram menos posse de bola do que o adversário, mas foi o Haaland quem marcou e no final isso é que conta. O mais grave do jogo até foi a lesão do Daniele Ghilardi, forçando-o a terminar a temporada numa fase em que estava a impor-se claramente numa dupla implacável com o Arthur Theate. Este ciclo infernal terminou com um saldo muito positivo. Foram três vitórias em quatro jogos contra adversários do top4, prova mais do que inequívoca de que nesta fase já nos batemos de igual para igual contra qualquer oponente. Mais importante, foram 9 pontos que nos lançaram de volta para o top4 com apenas três partidas para disputar. Tínhamos apenas 1 ponto de vantagem sobre o Chelsea, que apesar de ser goleado em Hillsborough não quebrou e não descolava do nosso pé, mas a fase mais difícil estava ultrapassada. Os próximos três adversários eram teoricamente mais acessíveis e só dependíamos de nós para levarmos o Wednesday a uma inédita presença na Liga dos Campeões. Oh Captain! My Captain! Os três últimos jogos da Premier League colocavam Brentford, Crystal Palace e West Ham no nosso caminho. Não eram os adversários mais exigentes que defrontámos ao longo da época, e certamente não o eram nesta fase final da temporada por comparação com os últimos jogos, mas isto na Premier League nunca se sabe... Fomos a jogo com toda a seriedade e correu-nos tudo de feição. O Brentford foi corrido com três golos sem resposta num jogo em que o resultado foi sendo construído naturalmente como consequência da nossa superioridade. A deslocação ao terreno do Crystal Palace foi bem mais difícil. A primeira hora de jogo foi repartida, houve oportunidades de golo para ambos os lados, mas a partir daí começámos a apertar a pressão sobre eles e acabámos por marcar. Esse golo inaugural desbloqueou o jogo e o nosso segundo golo não tardou, garantindo uma vitória cuja importância só se tornou clara quando nos chegou ao conhecimento que o Chelsea, a jogar à mesma hora, havia finalmente perdido! É verdade! Com a nossa vitória em Selhurst Park e a derrota do Chelsea, garantimos matematicamente uma posição no top4 da Premier League e, por inerência, um lugar na Liga dos Campeões na próxima temporada! E em boa hora o conseguimos ainda com um jogo por disputar em Hillsborough, pois isso permitia-nos prestar a devida homenagem a uma autêntica lenda do Sheffield Wednesday. Caso ainda não tivessem dado conta, o Liam Palmer ainda está no nosso plantel. É apenas um de dois jogadores que sobram do plantel original que herdei quando assumi o comando técnico dos The Howls há três anos - o outro é o Nathaniel Chalobah - e, mais importante ainda, é o capitão oficial da equipa. É claro que ele pouco tem jogado ao longo destes dois últimos anos e, embora seja o capitão oficial da equipa, normalmente quem enverga a braçadeira em campo é o Patrick Osterhage. Mas o homem fez toda a carreira no Sheffield Wednesday à excepção de uma temporada em que esteve emprestado ao Tranmere Rovers quando era jovem. Foram 448 jogos ao serviço dos The Howls ao longo de 18 temporadas. Quem teria coragem de o despachar? Eu não. Afinal de contas, se não honrarmos aqueles que deram tudo por nós, inclusive quando estávamos de joelhos e na mó de baixo, o que andamos aqui a fazer? Hillsborough encheu no último jogo da temporada para homenagear o capitão Liam Palmer, que foi titular e envergou a braçadeira de capitão uma última vez antes da sua merecida reforma, na sua 449ª presença pela sua equipa do coração. Poderia ter ido a jogo com a minha equipa mais forte, mas não fui. Já tínhamos garantido o top4 na última jornada, a mesma em que o Manchester City sagrou-se de novo campeão inglês, pelo que este jogo só servia para decidir qual a nossa posição final entre os 2º e o 4º lugares. Achei que mais importante do que isso seria homenagear vários jogadores que vão deixar Hillsborough. Também o Nathaniel Chalobah vai terminar a carreira e foi titular como recompensa pelo que nos ajudou nos últimos anos, em especial naquela primeira temporada em que começámos com 18 pontos negativos no Championship. Além deles, entraram no onze inicial uma série de jogadores que foram importantes na campanha do ano passado rumo ao título no Championship, mas que este ano perderam influência e provavelmente irão deixar o Wednesday neste Verão. Falo de jogadores como o Erick Noriega, o Christ Makosso, o Max Lowe, o Pelle Mattsson, o Akinkunmi Amoo, o Yuki Soma ou o Francis Okoronkwo. Incrivelmente, porém, mesmo com todas estas mudanças vencemos o jogo, embora isso não tenha sido tão importante quanto este momento. Quase em cima do intervalo, fiz as substituições por que todos esperavam. Os 34.901 adeptos presentes em Hillsborough ovacionaram de pé as saídas do capitão Liam Palmer e de Nathaniel Chalobah. Havia quem chorasse nas bancadas por Liam Palmer. Um cartaz gigantesco com uma caricatura do escocês foi erguido atrás de uma das balizas, ostentando a expressão "Oh Captain! My Captain!". Hillsborough celebrava a carreira de um dos seus. Obrigado, Liam! Cai o pano sobre a Premier League Não que me preocupasse muito se ficávamos em 2º ou em 3º ou até 4º lugar, ia dar tudo ao mesmo, mas ainda assim com o final do jogo e a nossa vitória sobre o West Ham não pude deixar de sorrir quando soube dos resultados dos outros jogos. O Liverpool empatou o seu jogo, o que nos permitiu concluir a Premier League na 2ª posição! Relembro que isto foi a nossa primeira temporada entre a elite do futebol inglês depois de uma ausência de 27 anos. Foi-nos pedido uma posição tranquila a meio da tabela; acabámos em 2º lugar. Se isto não é bom material para o documentário da LetFlix, não sei o que será. É claro que tamanha prestação teria de ter reflexo nos prémios atribuídos no final da temporada. Eu mesmo fui considerado o treinador do ano da Premier League. Não sou muito de valorizar prémios individuais, acho que são uma feira de vaidades, mas deuses!, mentiria se dissesse que não me soube bem. O Xisco González Martínez, o Xisquito do meu coração, foi considerado o melhor jogador jovem da competição - o que foi um prémio totalmente justo - e integrou o onze da temporada juntamente com o Arthur Theate e o Carl Rushworth. Eu teria incluído o Mohamed Belloumi e o Erling Haaland no onze também, mas que sei eu? Sou apenas um mero treinador de futebol! A nossa forma de jogar potencia o coletivo sobre o individual, pelo que não poderá admirar ninguém a extrema distribuição de golos e assistências por toda a equipa. O nosso melhor marcador foi o Rafiu Durosinmi, embora não tenha marcado golos por aí além. Aliás, ele também nunca foi titular indiscutível, foi repartindo as suas presenças no onze inicial com o Beto que marcou quase tanto quanto ele. Tenho obrigatoriamente de realçar a diferença entre os números do Victor Rongier e do Carl Rushworth. O primeiro sofreu 28 golos em 21 jogos, enquanto o último concedeu apenas 19 golos no mesmo número de jogos. Foi uma diferença significativa e revela que a contratação do Rushworth em Janeiro foi acertada. Houve jogadores em claro destaque ao longo da temporada, casos do Arthur Theate, do Xisco ou do Mohamed Belloumi. Outros fizeram uma temporada decente, alguns desiludiram imenso, mas este ano correu-nos tão bem que, olhem, nem me apetece apontar nomes. Não é hora de criticar; é hora de celebrar! Any Given Wednesday: A satisfying conclusion O quarto e último episódio do nosso documentário da LetFlix, intitulado "A satisfying conclusion", foi disponibilizado já neste mês de Junho de 2028. Teve críticas maioritariamente positivas, embora as audiências não tenham sido extraordinárias. Não sei, à data em que vos escrevo, se será renovado para uma segunda temporada, ou se será cancelado e voltaremos a ter privacidade no nosso balneário. Se me perguntarem, acho que faria todo o sentido haver uma segunda temporada. É que para o ano vamos disputar a Liga dos Campeões, o que daria excelente material para um documentário que procura dar uma perspectiva do que é a vida num balneário de futebol. E se isso não for suficiente... ... talvez isto o seja. O Sheffield United, nosso grande rival, conquistou uma posição de acesso aos playoffs de promoção do Championship e venceu-o, derrotando na final o Derby County. Isto significa que, pela primeira vez em 34 anos, os dois gigantes de Sheffield estarão em simultâneo na Premier League. Voltaremos a ter o "Steel City Derby" na Premier League! Liga dos Campeões e "Steel City Derby", eis o que os The Howls têm a oferecer para uma hipotética segunda temporada do documentário da LetFlix. Agora eles que decidam. A bola está do lado deles! "Hi Ho Sheffield Wednesday!" -
É um bom avançado, inteligente e não é tosco nenhum, mas é capaz de ser curto para uma equipa que quer subir à Segunda Liga. Mas pronto, numa equipa que ataque mais do que o Amora talvez encontre o seu meio natural, que isto no ano passado foi tão mau que se calhar nem o Suárez marcava...
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[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
Excelente exemplo, o FM. Olha, para começar, no FM um avançado de 41 anos já tinha sido despachado porque é velho demais para isto. Se é resposta de FM que procuras, aí a tens. -
[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
O Inácio concluiu a temporada em péssima forma, mas ver aquela dupla Veiga e Araújo foi medonho. Isto não é para encarar como óculos de clubite; juro que não é. É mesmo opinião sincera. O Tomás Araújo é um central razoável. Não estará longe do Inácio, deve ser ela por ela. Já o Veiga... epa eu tenho um sério problema com defesas que tropeçam na bola quando a tentam controlar ou correr com ela. E o Veiga mostrou algumas dificuldades a controlar a bola em algumas ocasiões - se isso foi falta de jeito ou nervosismo, isso já são outros quinhentos. Aliás, isto faz-me lembrar os tempos em que se discutia por aqui sobre a dupla Naby Sarr e Maurício no Sporting. Havia quem dissesse que não havia problemas em ter dois coxos na defesa porque havia mais jogadores para construir. O problema é que colocar todo o peso da construção nos médios obriga-os a jogarem muito mais recuados do que era suposto e depois fazem falta mais à frente. Isso já era um problema no Sporting em 2013, quanto mais em 2026 em que até aos guarda-redes é exigido que participem na posse de bola... É claro que nenhum dos centrais portugueses são tão maus como eles eram, mas também não são propriamente portentosos na posse. Acho que não foi por acaso que o Vitinha foi tantas vezes buscar a bola aos pés deles para depois ter de progredir uns 20 metros com a bola até ao meio-campo. Aliás, o tal espaço que surgiu muitas vezes entre a defesa e o ataque passou muito por aí: em condições normais, um ou dois centrais mais seguros na posse fariam essa progressão inicial e o Vitinha poderia estar 20 ou 30 metros mais adiantado como o elo de ligação que era suposto ser. A pressão recairia sobre o defesa que tinha a bola e não sobre ele. Ele poderia receber a bola e ter mais espaço para definir mais adiantado no terreno; em vez disso, tinha a bola mais atrás e era ele o alvo da pressão, estando muito distante dos colegas para conseguir dar seguimento com passes verticais. Diga-se também que não ajudou os outros médios estarem sempre colados ao ataque, mas ter o Vitinha a receber bola mais à frente em vez de ter de ir buscar a bola quase ao guarda-redes já ajudava a mitigar esse terrível posicionamento. Isto tudo para dizer o quê: que o Inácio, mesmo dando casas defensivamente, é capaz de ter bola e procurar esses passes verticais. Poderia até falhá-los, na forma em que tem estado era bem possível, mas a jogar contra o Congo era de arriscar isso em vez de dois centrais que abdicaram de sequer o tentar. Mas isto com o Martinez é difícil. Basta ver que tem o melhor lateral esquerdo ofensivo do mundo e a opção dele foi chapar um extremo esquerdo colado à linha a atrair a marcação para os espaços que o Nuno Mendes poderia explorar pelo flanco com a sua velocidade. O que até poderia funcionar se o Neto fixasse os adversários na linha para abrir espaços na meia esquerda para as suas progressões, mas ora o João Neves, ora o Bruno Fernandes, apareceram constantemente nesse espaço para garantir que esse espaço não existia para o miúdo. A conclusão a retirar é que lógica não parece ser o forte do Martinez. Eu não acho que o trio de meio-campo seja macio. A Espanha e o PSG não precisaram de um trinco à antiga para conquistarem os principais títulos mais recentes. Este meio-campo pode(ria) e deve(ria) ser mais do que capaz de controlar um jogo em posse e gerir os ritmos de jogo. Todos são inteligentes a ocupar espaços, o que pode ajudar a sufocar um adversário - ou pelo menos a maioria deles. Agora, o que este meio-campo precisa é de dinâmica. O Vitinha e o João Neves no PSG têm uma equipa muito dinâmica sem bola, não precisam de ser o prime Kaká a inventar passes de ruptura impossíveis para criar jogadas de perigo. Mas quando na frente temos o Pedro Neto colado à linha, o Ronaldo colado aos centrais e o Bernardo a fazer seja lá o que foi que fez neste jogo, isso é completamente impossível. E isto leva-nos para o outro sério problema desta seleção: o ataque é terrível. O Ronaldo, enfim, não vale a pena bater mais no ceguinho. O homem foi enormíssimo, mas esta versão dele, convenhamos, teria dificuldades em ser titular numa boa parte das equipas falo Tugão. Ainda passa por um grande avançado a jogar contra a dupla de centrais Al-Cepo e Al-Coxo dos Al-Sarjetas da vida lá nas Arábias, mas no Mundial até o Congo já tem centrais relativamente razoáveis e a coisa torna-se bem mais difícil. O Pedro Neto não é mau de todo, mas por exemplo, é um gajo que não serviria nem para limpar as botas dos jogadores da seleção de 2002 ou de 2006. O Rafael Leão e o Bernardo, enfim. O Francisco Conceição é um espalha brasas, mas isso também o Geny ou o Gelson Martins são. Não que não seja melhor do que eles, mas tal como eles é um gajo unidimensional que se vale do repentismo. Ou seja, é um gajo de receber a bola na linha e partir para cima do adversário. Acaba a ser menos um a dar a dinâmica sem bola que o nosso trio de meio-campo precisa porque não contribui para lhes dar linhas de passe ou confundir a marcação dos adversários. Aliás, bem pelo contrário, ele está lá na direita, os adversários só têm de garantir a cobertura necessária para evitar que ele os passe em velocidade quando receber a bola. Sobram o Gonçalo Guedes ou o Félix, o Trincão e o Gonçalo Ramos. Que, à data de hoje, eram o meu trio ofensivo - Ramos, Trincão e Guedes/Félix, um entre estes, eu pessoalmente escolhia o Guedes - se eu fosse selecionador e quisesse mesmo insistir nesta espécie de 433 (que não insistia se o fosse). Não porque sejam necessariamente melhores do que os restantes, mas porque são aquilo que o resto da equipa precisa. O Ramos porque é um avançado capaz de recuar no terreno, combinar com os colegas em toques curtos, tabelas, um dois, chamem-lhe o que quiserem, para abrir espaços e confundir marcações. O Guedes/Félix e o Trincão porque, bem ou mal, são mais dinâmicos a jogar por dentro, definem suficientemente bem em espaços curtos sem precisarem de partir da linha como todos os outros, e são inteligentes para surgirem em zonas de finalização para explorar os espaços que as movimentações do Ramos criassem. Com eles jogando mais por dentro, porque ambos naturalmente tendem a explorar espaços interiores, deixava de ser necessário o Bruno Fernandes e o João Neves estarem tão adiantados no terreno, libertando estes para ajudarem o Vitinha na criação tornando o meio-campo mais coeso. E, como bónus, como o Trincão e o Guedes/Félix não se colam tanto à linha, abrir-se-ia espaço para os laterais explorarem os flancos. Temos o Nuno Mendes, que há de ser o melhor do Mundo ou perto disso a fazê-lo. Já não via o Cancelo jogar há algum tempo e não sei se ainda tem a velocidade para o fazer pela direita, mas se não tiver que se use o Matheus Nunes. Não sou o maior fã dele, mas se há coisa que sempre fez bem foi queimar linhas progredindo com a bola. Mas claro que isto é tudo teórico, porque o Ronaldo não vai sair nunca, o Trincão não conta para o totobola, o Guedes pelo ar da coisa só deve contar à frente do Trincão, o Félix vá lá saber-se, e a dupla de centrais só deve mexer quando o Ruben Dias voltar. E, assim sendo, vamos continuar a ter o Ronaldo plantado na frente, o Bernardo a titular ou o Chico colado à linha de um lado, o Pedro Neto ou o Leão colados à linha do outro, os laterais presos cá atrás porque não têm espaço para progredir e o Vitinha a fazer de líbero à anos 70 porque se não for ele a vir buscar a bola ao guarda-redes para a levar para a frente, quem o fará? Não, não! Os jogadores em destaque para o Ruquita foram os marcadores dos golos: Pedro Neto e Francisco Conceição. Não foi por acaso que o Pedro Neto foi titular e o Chico foi a primeira opção a saltar do banco - só não foi titular porque não teve coragem de tirar o Bernardo. Mas isto puxa-nos para outro problema do Ruquita, que também já o era com o Nandito: o palerma não consegue repetir um onze inicial e isso inibe a equipa de criar qualquer identidade. Ora usa este trio do último jogo, ora usa o Ruben Neves com qualquer outro combinação; ora move o Bernardo para lá, ora o usa na ala; ora usa os laterais nas suas posições, ora os usa invertidos; ora os extremos são invertidos para jogarem por dentro, ora os mete colados à linha. Isto torna completamente impossível criar qualquer espécie de identidade ou ligação. A seleção não treina diariamente, nem joga todas as semanas, para que seja viável criarem-se rotinas com facilidade, quanto mais com tantas mudanças quase de jogo para jogo. O ideal era definir um onze base, com umas duas ou três variações de opção mas que tivessem características parecidas para não mudar demasiado a forma de jogar. Não faz sentido ter o Nuno Mendes a dar largura ao jogo na esquerda, mas a alternativa ser o Dalot ou o Cancelo que são destros e, naturalmente, vão fazer movimentações diferentes e até os posicionamentos dos colegas para coisas simples como dar linhas de passe têm de mudar por eles jogarem com o pé contrário. Como não faz sentido ora usar o Bernardo, que não é tão vertical nem se cola tanto à linha, ora usar o Chico ou o Neto como alternativas, pois são opções completamente distintas em rotinas, dinâmicas e movimentações de todo o flanco. Isto já para nem falar do meio-campo. Não me interpretem mal, faz todo o sentido haver variações pontuais para confundir os adversários, mas isso tem de ser construído sobre uma base estável e sólida. Se essa base não existe e praticamente de jogo para jogo a forma de jogar muda radicalmente, é completamente impossível ter resultados constantes. -
[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
Dude, o Ronaldo tocou na bola 25 vezes num jogo em que Portugal teve 75% de posse de bola. Com jeitinho, se calhar até o Diogo Costa tocou mais vezes na bola do que ele. O ponta-de-lança de uma equipa que tem 75% de posse de bola não pode esconder-se do jogo de tal forma que só toque na bola 25 vezes num jogo. A não ser que seja o Jardel, mas este Ronaldo atual é ainda pior do que aquele Jardel cocainado que meteu baixa psiquiátrica em 2002. Haja coragem para defender este m*rda, porra. -
[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
Fui ver os onzes desse jogo, notei que o Petar Musa é titular na Croácia e dei por mim a questionar quão mau está aquilo por lá para ser ele o titular no ataque... ... mas depois lembrei-me que nós temos o Homelander na sua versão já sem poderes e se calhar ter o Petar Musa no ataque nem é assim tão mau. -
[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
Viste este lance? A primeira vez que o Ronaldo saiu da área e o João Neves apareceu para finalizar à entrada da pequena área. Se calhar a ação do avançado influencia qualquer coisa... -
[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
Só para complementar: Posse de bola: 80%. Remates: 2. E um deles foi um remate de longe bloqueado pela defesa. Isto tem todo o potencial para ser meme. -
[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
Tenho de admitir o quão admirável fpi a capacidade do Pedro Henriques inventar eufemismos para não ter de dizer claramente o quão má estava a ser a exibição de Portugal. Isto está a ser do pior que já vi neste Mundial. Tenho dúvidas que o Ronaldo tenha conseguido mais ações com bola nestes primeiros 45 minutos do que qualquer outro avançado que tenha jogado até agora no mesmo período de tempo. É giro ter um trio de meio-campo de luxo, mas se o ponta-de-lança não mexe o cu daquele meio metro quadrado entre os centrais adversários, é completamente impossível que apareça espaço para explorar. Também é giro estarmos a jogar contra cinco defesas, mas temos um extremo colado à linha de um lado, um extremo que não vai para cima dos defesas uma única vez do outro, e dois laterais que nem vão à linha, nem cortam para dentro, nem nada. O empate é justo e provavelmente o Congo até fez mais por estar a ganhar do que nós. Pelo menos eles tentam atacar a baliza. Parecendo que não, isso às vezes é útil no futebol. -
Treinadores - Rumores e Transferências
Black Hawk respondeu a Diogo_CFB em tópico Jornais e outras publicações
Diz-se que o Vítor Gamito será o novo treinador do Amora. Espero que tenha pedalada para o Maior da Margem Sul! -
[Mundial 2026] Portugal 1-1 RD Congo (RF)
Black Hawk respondeu a pedritsh em tópico FIFA World Cup 2026
O Mbappé marcou dois e o Messi três. Isto só pode ir de duas formas: ou o Ronaldo saca uma masterclass do rabo ou vamos tê-lo a rematar de cada vez que a bola aparece perto dele e acaba com vinte remates para a bancada. -
O Messi faz o futebol parecer tão fácil.
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Também eu!
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Eita LOL se isto fosse contra Portugal estaríamos a fazer um escândalo acerca de sermos pequenos e não sei mais o quê.
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O Mané fez de propósito, só pode. Como raio o árbitro precisa de VAR para assinalar isto? LOL
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[FM Mobile 2026] Any Given Wednesday
Black Hawk respondeu a Black Hawk em tópico Espelho Meu, Espelho Meu...
Capítulo 10: "Em busca da glória eterna" Olá, malta! Sabem de onde vos escrevo? De Wembley! A sério, estou aqui no mítico palco londrino onde um dia o Freddie Mercury nos presenteou com uma das melhores prestações alguma vez testemunhadas por um músico. Quer dizer, o estádio já não é o mesmo, mas gosto de imaginar que ele caminhou pelos mesmos corredores que eu caminhei, sentiu ansiedade antes da sua mítica prestação nos mesmos locais onde eu quase vomitei antes de subir ao relvado. Sim, hoje é dia 12 de Março de 2028 e, como já vos tinha dito, era nessa data que disputaríamos a final da League Cup. Jogar aqui já não é novidade para nós. Há cerca de um ano estivemos cá para disputar as Meias-Finais da FA Cup. Infelizmente, na altura perdemos contra o Newcastle e fomos eliminados, mas desta vez chegamos com outros pergaminhos. Já não somos a equipa do Championship que todos queriam defrontar; agora somos uma das principais equipas da Premier League e inspiramos respeito a qualquer adversário. Mesmo que esse adversário se chame Manchester City, treinado por um guru do futebol chamado Pep Guardiola e liderado em campo pela estrela global que é o viking Erling Haaland. Mas antes, deixem-me só fazer um rápido apanhado do que aconteceu desde a vitória na segunda mão das Meias-Finais da League Cup, que foi quando vos escrevi pela última vez, até este dia. Uma última dança com o Diabo Na última carta massacrei-vos o juízo com incontáveis danças com o Diabo. Bem, não incontáveis; foram quatro desafios contra o Manchester United, mas permitam lá uma pequena liberdade narrativa a alguém que não é escritor! Como dizia, foram incontáveis as danças com o Diabo que tivemos nos últimos meses, o que não quer dizer que estivéssemos livres deles. Faltava um último confronto contra Bruno Fernandes e companhia... entre outros adversários. Voltámos a competir apenas três dias depois da vitória sobre o Manchester United na segunda mão das Meias-Finais da League Cup. O adversário foi o Forest e vencemos com dois golos do Rafiu Durosinmi na primeira parte. Permitimos ao Forest reduzir durante o segundo tempo e ainda sofremos um pouco, mas somámos os três pontos. E depois... o Manchester United. Nos quatro confrontos anteriores contra o Manchester United, não vencemos nenhuma vez no tempo regular apesar de termos sido sempre ligeiramente dominadores e, em alguns dos jogos, bastante opressivos no domínio sobre eles. No entanto, ao quinto embate com os Red Devils fomos finalmente vulgarizados. Até entrámos bem, criando uma ocasião escandalosa de golo que desperdiçámos, mas todas as nossas esperanças implodiram no espaço de quatro minutos: primeiro com mais um golo do Bruno Fernandes que surgiu contra a corrente do jogo, depois com a expulsão do Arthur Theate ao rasteirar o Benjamin Sesko quando este ia isolado para a baliza. A partir daí, a perder e a jogar com menos um jogador, restou-nos tentar resistir o máximo de tempo possível enquanto explorávamos o contra-ataque para tentar um milagre. Só que o Bruno Fernandes não estava para aí virado. Ele já nos tinha marcado três golos nos quatro jogos anteriores e, desta vez, apontou um hattrick que nos destruiu por completo e que nem o golo de consolação do Rafiu Durosinmi aliviou. A única boa notícia a retirar do apito final em Old Trafford era que não voltaríamos a defrontar o Bruno Fernandes esta época - o desgraçado marcou-nos seis golos esta temporada! À derrota copiosa em Manchester seguiu-se outra em Londres, frente ao Tottenham - que, recordo, é treinado pelo Cristiano Ronaldo. Não há muito a dizer, eles foram superiores e venceram com naturalidade. Cheirava a descalabro em Hillsborough, mas a minha miudagem mostrou estaleca para lidar com a pressão com três vitórias consecutivas, a última numa terrível deslocação a Brighton num jogo que foi uma autêntica batalha, mas que nos sorriu. Feitas as contas... ... o descalabro que se sentia após as duas derrotas acabou por não se confirmar e continuamos firmes na luta pelo acesso às competições europeias. É verdade: caímos para a 5ª posição. Isto aconteceu porque além de termos perdido alguns pontos, como viram, o Chelsea vem numa sequência de nove vitórias consecutivas que os catapultaram para o top4. Ainda assim, estamos a apenas 2 pontos deles e temos menos um jogo, pelo que dependemos apenas de nós próprios para recuperar o nosso lugar no top4, os únicos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões. Pelo meio está o Manchester City, como viram, mas eles têm menos um jogo do que nós e não prevejo que sejam nosso adversário direto nessa luta. Eram, isso sim, o nosso adversário direto na luta que se travou neste dia em Wembley. A final da League Cup. Em busca da glória eterna O Sheffield Wednesday sabe o que é conquistar títulos. No museu do clube estão quatro troféus de campeão inglês, três de vencedores da FA Cup e um referente à conquista da League Cup. Por outro lado, porém, a maioria desses troféus foram conquistados na primeira metade do século passado: a última vez que os The Howls foram campeões ingleses foi em 1930 e a última FA Cup foi conquistada em 1935. A League Cup é a única conquista relativamente recente do Wednesday, mas mesmo essa já data de 1991 - o que significa que à data deste jogo os The Howls não vencem uma grande competição inglesa há 37 anos. Vencer neste dia em Wembley garantiria a glória eterna para este lote de jogadores que tem impressionado com uma campanha notável no nosso regresso à Premier League. A nossa tarefa, porém, era quase impossível. A Direção e os adeptos, claro, sonhavam com uma vitória. Não dava para os censurar. Isto era uma final e, parafraseando as palavras de José Mourinho: "as finais não são para jogar; são para ganhar". A imprensa previa um jogo difícil para nós e o resultado esperado era uma vitória do Manchester City por 2-1 neste dia frio - apenas 9ºC! - e chuvoso em Londres. Alguns dos meus jogadores estavam nervosos, como seria de esperar, mas surpreendentemente muitos deles estavam também desejosos de jogar e procurar o seu lugar na história de Hillsborough. Fomos a jogo na nossa máxima força. Este era o meu onze mais forte, ou pelo menos o onze em que tinha mais confiança nesta fase da temporada. A única dúvida que tive foi entre o Rafiu Durosinmi ou o Beto na frente do ataque. Acabei por escolher o nigeriano porque marcou alguns golos nos últimos jogos e decidi mantê-lo na esperança que isso lhe desse confiança para o fazer de novo. A destacar aqui havia a presença do Matteo Pérez Vinlöf, lateral esquerdo que reforçou a equipa em Janeiro e impôs-se com tal naturalidade que a sua titularidade já não era sequer surpreendente, e do Carl Rushworth na baliza. Sobre a formação do Pep Guardiola não há muito a dizer. O Manchester City venceu sete das últimas dez edições da Premier League, a última das quais na época passada quando concluíram com incríveis 95 pontos. O Pep Guardiola treina os Citizens há mais de uma década. A maioria do seu plantel joga junto há muitos anos e fazem-no de olhos fechados. Aliás, se virem bem o onze inicial, tirando o reforço Héctor Fort que trouxeram do Barcelona por €82M, e a promoção do jovem talento Juma Bah, o resto da equipa nada mudou nos últimos três anos. A primeira parte Foram 32 mil os bilhetes disponibilizados para cada uma das equipas e, como poderão imaginar, tamanha foi a procura pelo golden ticket em Sheffield que eles esgotaram em poucos minutos. Os nossos adeptos encheram os bares das zonas envolventes a Wembley nas horas antes do jogo e encheram totalmente a West Stand, ficando atrás da baliza para a qual atacámos durante a primeira parte. Apoiaram com entusiasmo os jogadores quando as equipas subiram ao relvado e não se calaram um momento, mostrando que se o Manchester City era teoricamente a melhor equipa no relvado, nas bancadas os nossos adeptos não davam qualquer hipótese aos apoiantes dos Citizens. Alguns deles até estavam em tronco nu apesar da chuvada copiosa que caía nos momentos imediatamente anteriores ao início da partida. Corajosos! Os jogadores ocuparam as suas posições e, sem surpresas, as formações eram exatamente iguais: ambas as equipas jogariam nos seus 4123, prevendo-se um encaixe perfeito entre os jogadores como aconteceu no confronto entre as duas equipas para a Premier League no início da temporada - pelo menos que o resultado fosse o mesmo, pois na altura nós vencemos! O árbitro confirmou se estava tudo preparado para o início da partida e, confirmando que sim, apitou para o início do jogo. A bola rolou e jogava-se a final da League Cup! Isto era uma final e todos a queriam vencer. Sem surpresas, os jogadores entraram com impetuosidade e o primeiro a senti-la foi o coitado do Xisco González Martínez. O nosso menino tentou antecipar-se ao Rodri, mas o espanhol entrou de carrinho e levou-o à frente. Incrivelmente, o árbitro não assinalou falta. Enquanto o Xisquito rebolava no relvado em sofrimento, o Manchester City aproveitou a súbita superioridade numérica no meio-campo, foi para o ataque e o Antoine Semenyo rematou de fora da grande área para uma defesa apertada do Carl Rushworth. Aos cinquenta segundos de jogo tínhamos um jogador estendido no encharcado relvado de Wembley e o Manchester City já tinha feito o seu primeiro remate perigoso. Oh, meu Deus! A nossa equipa médica entrou no relvado para assistir o Xisquito. O nosso menino espanhol teve de sair do relvado para continuar a ser assistido, o que nos deixou reduzidos a dez elementos durante alguns minutos. E foi nesses minutos que isto aconteceu. Wooooow! Que momento do menino Boris Mamuzah Lum! O lance começou com o Patrick Osterhage a simplificar o jogo. Abriu na esquerda para o lateral esquerdo Matteo Pérez Vinlöf e a locomotiva sueca aproveitou a complacência do Manchester City para cavalgar ao longo da linha lateral. O seu cruzamento foi desviado pelo Nico González e depois o Matheus Nunes e o Rodri ganharam os lances aéreos para tirar a bola da grande área, mas isso apenas serviu para a colocar ao alcance do Boris Mamuzah Lum. E o menino... bem, palavras para quê. Eu sou treinador de futebol, não sou poeta. Falta-me o vocabulário para descrever o que o menino fez, nada do que eu possa escrever fará justiça à obra de arte que saiu daqueles pés mágicos. O Boris Mamuzah Lum foi a minha contratação mais cara. No entanto, ele veio pelo potencial que o meu observador garantiu que ele tinha. Quando chegou, ele era apenas a sétima opção para o meio-campo, pois o mesmo observador avaliou a sua capacidade atual como estando abaixo dos seus novos colegas de equipa. Estive quase a emprestá-lo para jogar com regularidade, mas as suas prestações na pré-temporada foram tão interessantes que decidi mantê-lo. Em boa hora o fiz. Ele impôs-se com tamanha naturalidade que hoje em dia é titular absoluto no meio-campo e, nesta final, faz uma coisa destas perante o todo-poderoso Manchester City, provavelmente a melhor equipa do mundo! Bem, estávamos a vencer. Esperava uma reação imediata do Manchester City, pelo que desci linhas e optei por uma abordagem bastante mais defensiva para tentar suster o ímpeto com que a formação do Pep Guardiola iria invariavelmente responder ao golo madrugador do nosso menino. Nos filmes da Marvel há aquele célebre diálogo em que o Loki ameaça os Avengers dizendo "I have an army", à qual Tony Stark responde "We have a Hulk". Bem, nós entrámos a ganhar e mostrámos que tínhamos um exército, mas o Pep Guardiola respondeu-nos "We have a Haaland". O Manchester City não estava a conseguir quebrar o nosso posicionamento defensivo e procurou a velocidade do Erling Haaland com um passe em profundidade do Rúben Dias. O viking norueguês correu, correu, correu e, na cara do Carl Rushworth, rematou fora do seu alcance. Estava reposta a igualdade no marcador. Os nossos jogadores protestaram um alegado fora-de-jogo enquanto Erling Haaland e colegas de equipa celebravam. O árbitro apontou para o auricular que tinha na orelha, sinalizando que o lance estaria a ser avaliado pelo VAR. A tensão adensou-se. Erling Haaland reclamava com o árbitro, pedindo que o jogo fosse reiniciado. Pep Guardiola tinha as mãos na sua cabeça, ansioso pela confirmação do golo. Patrick Osterhage, o nosso capitão, perseguia o árbitro, insistindo que havia fora-de-jogo. O árbitro mandou os jogadores afastarem-se quando ouviu algo pelo auricular. Perguntou algo de volta, escutou a resposta e, recebendo a confirmação do que tinha ouvido, ativou o altifalante e anunciou um fora-de-jogo ao Hulk do Ettihad. O rugido que ecoou da West Stand onde estavam os nossos adeptos ouviu-se do outro lado do Canal da Mancha. Os adeptos dos The Howls celebravam como se de um golo se tratasse - e era virtualmente de um golo que se tratava, pois isto garantia a manutenção da nossa vantagem no marcador. Ainda levou alguns minutos a que a transmissão televisiva disponibilizasse as imagens do fora-de-jogo, as quais confirmaram que era ... errr... inequívoco? Juro que eu vejo e revejo o lance e, em bola corrida, não consigo descortinar o fora-de-jogo, mas na imagem parada do momento do passe parece realmente haver ali um ligeiro adiantamento do Haaland. Mas é tão à justa que não sei... se fosse ao contrário ficaria furioso e estaria aqui a jurar que o golo foi incorretamente invalidado. Bem, calha a todos. É como diz a música da banda sonora do nosso balneário, cortesia dos Motörhead: "you win some, lose some, it's all the same to me". Certo é que estávamos ainda na frente do marcador. A reação do Manchester City existiu, tiveram dois ataques perigosos que resultaram em remates, felizmente ambos desenquadrados com a nossa baliza. Este golo anulado ao Haaland aos 21 minutos foi a última vez que eles se aproximaram da nossa baliza durante um bom bocado, o que me levou a sentir confiança para voltar à nossa estratégia inicial. Quando o cronómetro atingiu a meia hora voltámos a subir no terreno, tentámos recuperar a posse de bola e até atacar a baliza adversária. A contrapartida era termos menos homens a ocupar posições defensivas, abrindo espaços para ataques rápidos do Manchester City, em especial contra-ataques. O que veio a acontecer quando ganhámos um pontapé de canto na esquerda do nosso ataque. Oh! Ohhhhhhh! Ohgodohdeargodohmyfuckingodahhhhhhhhh! Rafiu! Duro fuckin' Sinmi! Não poderia haver treinador mais feliz do que eu me senti naquele momento. Não só fizemos o segundo golo logo depois de ter tido a coragem de mandar a minha equipa atacar, como o golo foi apontado pelo Rafiu Durosinmi. Lembram-se de vos ter dito que tive dúvidas entre ele e o Beto? Pois bem, confiei no nigeriano e ele correspondeu estando no sítio certo e à hora certa para concluir a defesa incompleta do Gianluigi Donnarumma ao primeiro remate do Xisquito. O lance acaba por ser feliz. Poderia muito bem ter dado um contra-ataque venenoso caso o Marmoush se tivesse antecipado ao Patrick Osterhage, ficando um para um contra o Marco Palestra, que era o único defesa que me sobrava. Felizmente, o nosso capitão ganhou o lance. O seu alívio encontrou o Arijon Ibrahimovic, o nosso extremo esquerdo alemão não foi egoísta e deu a bola ao Xisquito que estava em melhor posição e, bem, a partir daí viram o que aconteceu. A vencer por 2-0, como poderão imaginar, acabou a audácia de querer atacar mais. Tínhamos dois golos de vantagem contra o todo-poderoso Manchester City e, a partir daí, a única prioridade passou a ser defender e evitar que eles reentrassem no jogo - e bastaria apenas um golo para que o jogo fosse relançado. O Erling Haaland ainda tentou que isso acontecesse antes do intervalo, mas o seu remate saiu ao lado para gáudio dos nossos adeptos que, a partir da West Stand de Wembley, celebravam com cânticos destinados aos adeptos Citizens, gozando com eles. As estatísticas ao intervalo refletiam na perfeição o que estava a ser o jogo. Duas equipas encaixadas uma na outra, tal como aconteceu no início da temporada quando os vencemos em Hillsborough para a Premier League. Tal como na altura, marcámos dois golos na primeira parte e descemos linhas para defender a nossa vantagem, o que se refletia nos pouquíssimos remates efetuados pelos Citizens. A segunda parte A segunda parte foi toda jogada num ritmo baixíssimo. O Manchester City tentava acelerar o jogo, mas encontrou pela frente um Sheffield Wednesday montado com duas linhas bem coesas: uma de quatro defesas e, a protegê-la, uma de cinco médios, ficando apenas o ponta-de-lança Rafiu Durosinmi mais adiantado com a tarefa de importunar os médios e os defesas centrais adversários. E não é que não tivéssemos bola. Na verdade até tínhamos mais posse de bola, mas procurámos mais queimar tempo do que atacar a baliza adversária, baixando o ritmo de jogo e jogando com o facto de o nosso adversário estar desesperado por recuperá-la, o que os levava a correrem atrás da bola sem grande critério. Acreditem ou não, tamanhas foram as dificuldades sentidas pelo Manchester City em quebrar as nossas linhas que o primeiro remate da segunda parte deu-se apenas aos 68 minutos pelo insuspeito do costume. O Haaland disparou de fora de área, mas o Daniele Ghilardi bloqueou o remate e a bola chegou tranquilamente às mãos do Carl Rushworth. No minuto seguinte comecei a refrescar a minha equipa. Troquei os dois defesas laterais, que estavam exaustos de tanto correrem. Pouco depois tirei também o Xisquito, que ficou em inferioridade física desde aquele lance inicial, e o Durosinmi, que tanto correu para atrapalhar os adversários que já não tinha mais gás no tanque. Trocar quatro jogadores em tão pouco tempo é arriscado e quase pagámos caro por isso. O Manchester City aproveitou o facto de eles ainda não terem apanhado o ritmo do jogo e em dois minutos fizeram dois remates perigosos, o primeiro com o Tijjani Reijnders a obrigar o Carl Rushworth a uma defesa apertada, o segundo com o Marmoush a surgir dentro da grande área livre de marcação, mas para nossa sorte o Daniele Ghilardi bloqueou o remate. Livrámo-nos de boa nesses lances. Se algum deles tem resultado em golo, os últimos 20 minutos teriam sido um pânico completo. Não tendo dado golo e tendo os nossos jogadores recém-entrados apanhado o ritmo do jogo, voltámos a conseguir conter os ataques do Manchester City. Isto foi uma das imagens evidenciadas pela transmissão televisiva na sua análise táctica ao jogo. Como podem ver, o Manchester City estava a atacar com tudo: os laterais estavam já projetados no ataque junto aos extremos, fazendo uma linha de cinco avançados apoiados por dois médios também eles muito adiantados, restando apenas três jogadores atrás para construir jogo. Já nós, bem, não era bonito, mas era eficaz: uma linha de quatro seguida por uma linha de cinco a protegê-la - na imagem nem é muito evidente esta segunda linha porque o Boris Mamuzah Lum, com o número 16, caiu na tentação de ir pressionar o adversário. Não vale a pena levá-lo a mal. Ele é jovem, marcou um golaço no início da partida e estava a 10 minutos de conquistar o seu primeiro título enquanto jogador profissional. Foi levado pela euforia do momento. Faz parte. Só por curiosidade, no seguimento do lance a bola entrou no Tijjani Reijnders, número 4, nas suas costas, o que o obrigou a ter de sprintar e derrubá-lo em falta. Escapou-se ao cartão amarelo por sorte! Por esta altura ainda não tínhamos feito um único remate em toda a segunda parte. Mas, diga-se em abono da verdade, também não precisávamos. Estávamos a vencer por dois golos, o cronómetro avançava rapidamente rumo ao minuto 90 e sentia-se aos poucos que a pressão do Manchester City estava a esfumar-se, decerto ao mesmo ritmo a que as suas esperanças iam desaparecendo. Procurei colocar mais um prego no caixão dos Citizens ao fazer a última substituição no início do tempo de compensação, tanto para queimar tempo como para dar um justo prémio a um dos meus meninos. Entrou o Pelle Mattsson para o lugar do herói do jogo: o menino Boris Mamuzah Lum. A West Stand levantou-se totalmente. Trinta e dois mil adeptos dos The Howls ovacionaram-no de pé, e noutras bancadas alguns adeptos também o aplaudiram, mesmo entre os Citizens, reconhecendo a grandeza da sua exibição. Vinte anitos. Vinte anitos no corpo e muito futebol nos pés. Ficarei para sempre em dívida para com o observador que mo indicou. A partida ainda não tinha acabado e, honra lhes seja feita, os comandados de Pep Guardiola foram insistindo apesar do resultado. Mas... ... não havia tempo para mais. O árbitro apitou e o vulcão na West Stand em Wembley entrou em erupção com um rugido monstruoso produzido por 32 mil gargantas que festejavam um feito inesperado. Um feito que colocava fim a um jejum de 37 anos sem conquistas nas principais competições inglesas. O Sheffield Wednesday venceu a League Cup! As celebrações foram imediatas. Havia jogadores a chorar no relvado. Os adeptos saltavam na West Stand, agitando cachecóis e abraçando quem estava ao seu lado, desconhecidos unidos pelo amor que os unia: o amor ao Wednesday. Como vos disse no início desta carta, ainda estou em Wembley, mas já me chegaram relatos de que as ruas de Sheffield estão cheias de gente a celebrar, carros a buzinar, foguetes e fogo de artifício a serem lançados. É uma cidade em festa. É esta a festa do futebol. Mal posso esperar por chegar a Sheffield e juntar-me às celebrações. Estou a adivinhar a loucura que será o desfile de autocarro entre Devonshire Green e Sheffield Town Hall, este último o local onde milhares de pessoas se irão acotovelar para celebrar a nossa conquista. Amanhã nem me vou mexer. Ah, podem crer que vou beber um barril de cerveja. Nem quero saber se no dia seguinte vou estar em coma alcoólico. Festa é festa! Também soube que o Xisquito declarou à imprensa o seu amor ao seu treinador, dizendo que o considera um mentor. É recíproco, Xisquito. Se não fosse a minha mulher nem sabes o que te fazia, meu espanholito! O final da temporada Antes de me juntar às celebrações, quero só dizer-vos que esta temporada está a ser incrível. Quando assumi o comando técnico do Sheffield Wednesday, a despromoção à League One era quase garantida. De alguma forma conseguimos evitá-la quase milagrosamente, subimos no ano seguinte à Premier League e, no primeiro ano de regresso à elite do futebol inglês, não só conquistámos a League Cup como estamos na corrida para garantir a qualificação para a Liga dos Campeões! O problema, porém, é este... ... após esta vitória sobre o Manchester City em Wembley, o regresso à competição colocar-nos-á pela frente Liverpool, Chelsea, Arsenal e de novo o Manchester City. Caso não se tenham apercebido, iremos defrontar de seguida todos os atuais elementos do top4 da Premier League. A nossa qualidade e resiliência irão ser colocadas à prova. Se quisermos ir à Liga dos Campeões teremos de corresponder com bons resultados contra as maiores equipas inglesas da atualidade. Bem, temos sempre esta vitória na League Cup para nos dar confiança e embalar para uma série de bons resultados... Arghhhhhhh! Ahhhhhhh...! Ufffffff....! ... Desculpem. Se notarem que esta carta tem marcas de líquido e cheira a cerveja, é porque os meus jogadores acabaram de me despejar um balde dela pela cabeça abaixo. Bandidos! Agora estou a pingar cerveja por todo o lado... Tenho cerveja até... exato, onde estão a pensar... Enfim, acho que isto significa que estão a chamar-me para me juntar à festa. Haverá tempo para os próximos jogos; agora, porém, é tempo de celebrar! "Hi Ho Sheffield Wednesday!" -
O Japão joga muito poucochinho.
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O Ibañez é capaz de ser o melhor defesa central do FM Mobile fora das equipas de topo das principais ligas. É a primeira vez que o estou a ver jogar. Imagina o meu espanto com o que estou a ver.
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Certo.
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Adoro como conheço metade da equipa de Marrocos não por os ter visto jogar, mas das recomendações dos observadores no FM, embora não tenho contratado sequer um deles porque são sempre demasiado caros 😅
