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Carlos Gouveia

Cientificamente falando...

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Leiam, leiam, por favor.

A primeira astronauta da História da humanidade

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Os santos são os que mais contribuem para a evolução da humanidade, os precursores e obreiros das verdadeiras revoluções civilizacionais.

Este ano festejou-se, a 20 de Julho, o cinquentenário da chegada de Neil Alden Armstrong à Lua, em 1969. Ao pisar o solo lunar, o astronauta norte-americano disse que, aquele seu pequeno passo, era um gigantesco avanço para a humanidade.

Quase uma década antes, a 12 de Abril de 1961, o cosmonauta soviético Iuri Alekseievitch Gagarin tinha sido o primeiro ser humano a viajar no espaço, a bordo da nave Vostok 1. Na história da epopeia espacial, norte-americanos e russos experimentaram êxitos e fracassos, como se a providência se tivesse encarregado de não dar a nenhum destes dois povos a exclusividade desta proeza de todo o género humano.

Algo semelhante aconteceu com a primeira viagem à volta do mundo, protagonizada há precisamente quinhentos anos, pelo navegador português Fernão de Magalhães, mas ao serviço dos reis católicos. A glória desta empresa, sendo ao mesmo tempo portuguesa e castelhana, é sobretudo ibérica e cristã.

Não há dúvidas quanto à identidade do primeiro homem a pisar a Lua, mas talvez Yuri Gagarin não tenha sido, realmente, o primeiro cosmonauta. Com efeito, exceptuado o caso, porventura mais místico do que histórico, do profeta Elias (consta que foi levado para o Céu num carro de fogo), a ascensão de Cristo parece ter sido a primeira viagem espacial. Os evangelistas são unânimes no que respeita a este acontecimento, que os apóstolos observaram atentamente, o que dá a este facto consistência científica. Apesar de aqueles homens já acreditarem na condição divina do seu Mestre, não creram facilmente na sua ascensão: foi preciso que uns anjos os convencessem a aceitar a evidência desse facto histórico, que eles próprios viram e testemunharam.

Assim sendo, Jesus Cristo foi o primeiro ser humano a quem se pode atribuir, com propriedade, a condição de cosmonauta. Mas não a primeira criatura porque, dada a sua condição divina, unida à natureza humana desde o momento da sua encarnação, não é criatura, mas o próprio Criador, com o Pai e o Espírito Santo.

Será então que, a primeira criatura humana que viajou no espaço, foi mesmo o astronauta russo Yuri Gagarin? Não, porque, segundo a doutrina católica, também a Mãe de Jesus de Nazaré, Maria, subiu ao Céu em corpo e alma. Como o não fez por virtude própria, como o seu divino filho, não se usa o termo ascensão, mas assunção: é esta a grande solenidade mariana que, todos os anos, a Igreja celebra no dia 15 de Agosto.

É verdade que, em relação à assunção de Nossa Senhora, a Sagrada Escritura é omissa: não só não refere a sua ida para junto da Santíssima Trindade, como nem sequer diz quando, como e onde faleceu, se é que tal aconteceu. Com efeito, cabe a hipótese da sua morte – que tem expressão na consistente memória da ‘dormição’ de Maria – mas também que não tenha morrido, porque a morte é consequência do pecado original, de que a Mãe de Jesus foi preservada na sua concepção, que por isso foi imaculada.

Ante o silêncio da Bíblia sobre o trânsito de Nossa Senhora desta vida para a eternidade, o magistério da Igreja colmatou essa lacuna com a proclamação do dogma da sua assunção, o último definido pela suprema autoridade papal, que é garantia, para os católicos, da sua indefectível veracidade. Com efeito, em 1950, o Papa Pio XII, depois de uma consulta aos católicos, proclamou ex cathedra, ou seja em virtude da sua potestade, que a virgem Maria, terminada a sua vida terrena, foi levada em corpo e alma para o Céu.

Nem o magistério pontifício, nem as visões dos místicos, nem os ensinamentos dos teólogos lograram explicar como ocorreu o transporte de Nossa Senhora, na sua assunção ao Céu, que também ninguém observou. No entanto, esta questão parece ter sido esclarecida nas aparições em Fátima.

Com efeito, a penúltima aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, no dia 13 de Setembro de 1917, foi presenciada por uma multidão de peregrinos, entre os quais se contava Monsenhor Dr. João Quaresma, que viria a ser vigário-geral da diocese de Leiria-Fátima; e os seus amigos, os Padres Dr. Manuel do Carmo Góis e Manuel Pereira da Silva; bem como o Padre António Maria Figueiredo, professor do Seminário de Santarém. Convém recordar que, na altura, foi o clero quem mais se opôs às aparições marianas.

«Com grande admiração minha» – escreveu Mons. João Quaresma – vi «clara e distintamente um globo luminoso, que se movia do nascente para o poente, deslizando, lento e majestoso, através do espaço. O meu amigo olhou também e teve a felicidade de gozar da mesma inesperada e encantadora aparição… quando, de repente, o globo, com a sua luz extraordinária, sumiu-se aos nossos olhos». Intrigado pelo fenómeno, perguntou ao seu amigo, o P. Manuel Góis:

«- Que pensas daquele globo? […].

«- Que era Nossa Senhora! – respondeu sem hesitar.

«Era também a minha convicção. Os pastorinhos, numa celeste visão, contemplaram a própria Mãe de Deus; a nós fora-nos concedida a graça de ver o aeroplano que a tinha transportado do Céu à charneca inóspita da Serra de Aire…».

Sobre este particular, esclarece o Cónego C. Barthas, o mais famoso historiador francês de Fátima: «Algumas narrativas acrescentam que o globo luminoso tinha uma forma oval, com o lado maior voltado para baixo. Todos os que o viram, tiveram a impressão, como os dois sacerdotes já citados, de que se tratava de uma forma semelhante a um avião que trazia a Mãe de Deus ao encontro prometido dos pastorinhos e que a transportou de novo ao Paraíso» (C. Barthas, Fátima, págs. 130-131). Outras testemunhas do facto descreveram essa nave espacial sui generis, como «um globo de luz viva que avançava lentamente, de Este para Oeste, descrevendo no espaço uma linha inconfundível, até desaparecer no horizonte» (M. Fernando Silva, Pastorinhos de Fátima, pág. 287). Os dois relatos coincidem na expressão “globo luminoso”, ou “de luz viva”. Que seria?! A fé e a ciência não têm resposta, mas que era alguma coisa, era …

Fosse o que fosse, talvez não seja temerário supor que, pela sua assunção, Maria foi a primeira criatura humana a transpor o espaço. Não foi uma mera espectadora da História, mas uma protagonista e precursora de uma das maiores proezas da humanidade.

Os santos não são os que, por amor a Deus, se desinteressam do mundo, mas os que, com a sua bem-aventurada vida, mais e melhor contribuem, também em termos científicos e tecnológicos, para a evolução do género humano: os principais obreiros das verdadeiras revoluções civilizacionais.

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Já agora, pessoal de Leiria/zona centro:

cartaz_ComceptCon19-768x1024.jpg

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Para os interessados na área, recomendo bastante que vão, especialmente pelo Prof. Jorge Rocha, que é provavelmente das pessoas mais versadas em Genética Evolutiva Humana em Portugal.

Editado por Ghelthon
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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Já agora, pessoal de Leiria/zona centro:

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Para os interessados na área, recomendo bastante que vão, especialmente pelo Prof. Jorge Rocha, que é provavelmente das pessoas mais versadas em Genética Evolutiva Humana em Portugal.

Vais? Não sei se incide muito no assunto mas o que achas da teoria que o pessoal da hipnose quando 'encarna' outras pessoas, outras vidas, é na verdade memória guardada nos confins do material genético e que está a ser acedida por causa da hipnose? Fiz-me entender? :mrgreen:

Tipo o meu pai teve x experiência, e quando eu sou hipnotizado, dou a entender que tive x vivência. Mas na verdade, como herdei material genético dele, herdei memória/experiências. Thoughts?

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Citação de Hammerfall, há 20 minutos:

Vais? Não sei se incide muito no assunto mas o que achas da teoria que o pessoal da hipnose quando 'encarna' outras pessoas, outras vidas, é na verdade memória guardada nos confins do material genético e que está a ser acedida por causa da hipnose? Fiz-me entender? :mrgreen:

Tipo o meu pai teve x experiência, e quando eu sou hipnotizado, dou a entender que tive x vivência. Mas na verdade, como herdei material genético dele, herdei memória/experiências. Thoughts?

Não vou, infelizmente, mas curtia rever o prof.

Anyway, diria que isso é muito improvável, apesar de obviamente não ser especialista em nenhum dos assuntos. Tanto quanto sei as memórias não são guardadas no material genético, o que só por si inviabiliza a questão. Se tivesse de arriscar algo, diria que uma explicação mais lógica seria uma "memória implantada", isto é, o teu pai falou-te dessa experiência e tu guardas a memória e, por alguma razão, achas que a viveste. Acho que é a resposta mais razoável que te posso dar.

E de certeza absoluta que a conferência vai ser sobre a parte científica da coisa, até porque é uma conferência de cépticos.

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Citação de Ghelthon, há 1 minuto:

Não vou, infelizmente, mas curtia rever o prof.

Anyway, diria que isso é muito improvável, apesar de obviamente não ser especialista em nenhum dos assuntos. Tanto quanto sei as memórias não são guardadas no material genético, o que só por si inviabiliza a questão. Se tivesse de arriscar algo, diria que uma explicação mais lógica seria uma "memória implantada", isto é, o teu pai falou-te dessa experiência e tu guardas a memória e, por alguma razão, achas que a viveste. Acho que é a resposta mais razoável que te posso dar.

E de certeza absoluta que a conferência vai ser sobre a parte científica da coisa, até porque é uma conferência de cépticos.

Por acaso não sabia dessa das memórias. Assumi que o RNA havendo em todos os processos de criação/alteração de células, houvesse essa perda/ganho de info. Mas sim, o mais viável é ser memórias plantadas, nem que sejam ouvidas inconscientemente, tipo ambiente de café.

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Citação de Hammerfall, há 12 minutos:

Por acaso não sabia dessa das memórias. Assumi que o RNA havendo em todos os processos de criação/alteração de células, houvesse essa perda/ganho de info. Mas sim, o mais viável é ser memórias plantadas, nem que sejam ouvidas inconscientemente, tipo ambiente de café.

Depois de responder fui pesquisar e, de facto, fala-se na possibilidade que, de certa forma, exista um mecanismo que passa "memórias" para as gerações seguintes. Mas é na epigenética, e sobre essa parte não sei mesmo muito (e acho que a Ciência em si também ainda não).

Arriscando novamente, diria que não estamos aqui a falar de memórias situacionais, do género "naquele dia estive em tal sítio com a pessoa X e fiz Y", mas sim aspectos comportamentais que beneficiem a sobrevivência da espécie, como por exemplo fobias.

Aí aceito e faz todo o sentido - aliás, é mais ou menos consensual que nós temos 2 fobias no nosso "software" à nascença: medo de cair e medo de barulhos altos. Outras pesquisas sugerem que também temos medo inato de alguns animais perigosos, como aranhas e cobras. Tudo isto faz sentido em termos teóricos, porque é de extrema utilidade evolutiva que os novos humanos venham já a saber que determinada coisa é de evitar, ou saber que devem reagir a algo potencialmente perigoso.

Editado por Ghelthon

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Citação de Ghelthon, há 13 minutos:

Depois de responder fui pesquisar e, de facto, fala-se na possibilidade que, de certa forma, exista um mecanismo que passa "memórias" para as gerações seguintes. Mas é na epigenética, e sobre essa parte não sei mesmo muito (e acho que a Ciência em si também ainda não).

Arriscando novamente, diria que não estamos aqui a falar de memórias situacionais, do género "naquele dia estive em tal sítio com a pessoa X e fiz Y", mas sim aspectos comportamentais que beneficiem a sobrevivência da espécie, como por exemplo fobias.

Aí aceito e faz todo o sentido - aliás, é mais ou menos consensual que nós temos 2 fobias no nosso "software" à nascença: medo de cair e medo de barulhos altos. Outras pesquisas sugerem que também temos medo inato de alguns animais perigosos, como aranhas e cobras. Tudo isto faz sentido em termos teóricos, porque é de extrema utilidade evolutiva que os novos humanos venham já a saber que determinada coisa é de evitar, ou saber que devem reagir a algo potencialmente perigoso.

Sim, isso faz todo o sentido, somos realmente uma máquina fantástica!

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Hoje deu para ver a passagem do Starlink na zona da Serra da Estrela - sem dúvida a coisa mais estranha e inesperada que vi no céu. Foi algo assim, mas sem som:

 

Citação de Lebohang, há 6 horas:

Está bem que Mercúrio é pequeno, mas dá para ter uma noção mínima da dimensão do Sol. E suponho que perspectiva seja enganadora, porque a diferença deve ser ainda maior na realidade.

Editado por Ghelthon

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Entretanto encontrei outro vídeo de um lançamento anterior:

O que vi foi isto, mas num "comboio" mais pequeno.

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Last Sumatran rhino in Malaysia dies

Para quem tem o canal isto foi alvo de um documentário da National Geographic, basicamente a Malásia lançou várias armadilhas para capturar um rinoceronte de Sumatra fêmea para tentar acasalar com um macho (o último) que se encontrava num parque natural.

Esta fêmea foi a capturada (acho que Iman no dialecto local significava esperança) mas acabou-se por descobrir tinha tumores nos ovários e que não podia ter crias.

Um história com um triste final.

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Citação

"(...)

TABLE 1.1   The geologic timescale and ice ages.

 

Eon 

Era 

Period 

Time of Onset (Ma) 

Ice Ages (ICE) 

Phanerozoic 

Cenozoic 

Quaternary 

 2.59 

 ICE 

  

  

Neogene 

 23.03 

 ICE 

  

  

Paleogene 

 66.0 

 ICE 

  

Mesozoic 

Cretaceous 

 145.0 

   

  

  

Jurassic 

 201.3 

   

  

  

Triassic 

 252.2 

   

  

Paleozoic 

Permian 

 298.9 

 ICE 

  

  

Carboniferous 

 358.9 

 ICE 

  

  

Devonian 

 419.2 

 ICE 

  

  

Silurian 

 443.8 

   

  

  

Ordovician 

 485.4 

 ICE 

  

  

Cambrian 

 541 

   

Proterozoic 

Neoproterozoic 

Ediacaran 

 635 

 ICE 

  

  

Cryogenian 

 850 

 ICE 

  

  

Tonian 

 1,000 

   

  

Mesoproterozoic 

Stenian 

 1,200 

   

  

  

Ectasian 

 1,400 

   

  

  

Calymmian 

 1,600 

   

  

Paleoproterozoic 

Statherian 

 1,800 

   

  

  

Orosirian 

 2,050 

   

  

  

Rhyacian 

 2,300 

 ICE 

  

  

Siderian 

 2,500 

   

Archaean 

Neoarchaean 

  

 2,800 

   

  

Mesoarchaean 

  

 3,200 

   

  

Paleoarchaean 

  

 3,600 

   

  

Eoarchaean 

  

 4,000 

   

Hadean 

  

  

 4,560 

   

Source: Timescale modified from Gradstein et al. (2012).

Note: Ma = millions of years before the present for the start of each time unit listed.

A major difference between the four Proterozoic and three Phanerozoic glacial episodes is reflected in their formal names, given in table 1.2. The four Proterozoic episodes are called snowball Earths, whereas the three Phanerozoic episodes simply are called ice ages. The snowball-Earth glaciations were much more geographically extensive than any seen in the Phanerozoic in that continental-covering, sea-level-reaching ice sheets extended from the poles of the planet all the way down to the equator. From space, the entire planet may have looked like one giant snowball, hence the name “snowball Earth.” The first known snowball Earth, the Huronian, occurred some 2,300 million years ago during the Rhyacian Period (tables 1.1 and 1.2). Surprisingly, it is now thought that life may have triggered not only this massive freezing of the Earth during the Rhyacian but also the first mass extinction in Earth history. How could this be?

TABLE 1.2   Ice ages in Earth history.

 

Ice Age 

Position in Geologic Time (table 1.1)

A. Phanerozoic ice ages: 

1. Cenozoic Ice Age 

Late Paleogene to Recent 

2. Late Paleozoic Ice Age 

Late Devonian to Late Permian 

3. End-Ordovician Ice Age 

Late Ordovician 

B. Proterozoic ice ages: 

1. Gaskiers Snowball Earth 

Ediacaran 

2. Marinoan Snowball Earth 

Cryogenian 

3. Sturtian Snowball Earth 

Cryogenian 

4. Huronian Snowball Earth 

Rhyacian 


About 200 million years earlier than the Huronian freezing, at the beginning of the Siderian Period of the Paleoproterozoic Era (table 1.1), an event of major importance in the evolution of life on Earth occurred—the Great Oxygenation Event, or GOE for short. The very atmosphere of the Earth has been radically transformed by the presence of life. The original atmosphere of the Earth was probably very similar to that of its sister rocky volcanic planets Mars and Venus—that is, composed mostly of carbon dioxide. The atmosphere of Mars today is 95 percent carbon dioxide and the atmosphere of Venus is 97 percent, whereas the atmosphere of the pre-industrial-age Earth was only 0.03 percent carbon dioxide.1 Both anaerobic and aerobic photosynthesizing bacteria2 actively remove carbon dioxide from the atmosphere and use the carbon to form complex hydrocarbons for food. Thus, on Earth, life has been removing carbon dioxide from the atmosphere for the last 3,830 million years, contributing to the transformation of the Earth’s atmosphere to its present carbon-dioxide-depleted state.

The aerobic photosynthesizing cyanobacteria not only remove carbon dioxide from the atmosphere but also add oxygen to the atmosphere.3 About 2,500 million years ago, the oxygen-producing activity of the ancient cyanobacteria was finally to have its first major impact on the atmosphere of the Earth: it triggered the GOE. For the future evolution of complex—and large—life-forms with aerobic metabolism, the GOE was good news indeed as these organisms need free oxygen. For the ancient anaerobic life-forms—the original inhabitants of Earth—the GOE was a disaster because oxygen is a poison to them. The first mass extinction in the history of life on Earth probably occurred 2,500 million years ago, when vast unknown numbers of species of anaerobic bacteria and archaea perished by oxygen poisoning (McGhee 2013).

1.    The percentage of carbon dioxide in the atmosphere is now 0.04 and steadily rising because of the burning of fossil hydrocarbons—many of Carboniferous age.

2.    Anaerobic photosynthesizing bacteria: purple sulfur, purple nonsulfur, green sulfur, green nonsulfur, and heliobacteria. Aerobic photosynthesizing bacteria: cyanobacteria.

3.    CO2 + H2O → CH2O + O2↑.

(...)"

Carboniferous Giants and Mass Extinction: The Late Paleozoic Ice Age World, George McGhee

Citação

"(...)

TABLE 1.3   Ecological-severity ranking from most severe (#1) to least severe (#7) of the eight largest Phanerozoic biodiversity crises since the beginning of the Ordovician.

 

#1. End-Permian (Changhsingian Age) 

#2. End-Cretaceous (Maastrichtian Age) 

#3. End-Triassic (Rhaetian Age) 

#4. Late Devonian (Frasnian Age) 

#5. End-Middle Permian (Capitanian Age) 

#6. Early Carboniferous (Serpukhovian Age) 

#7. End-Devonian (Famennian Age) , End-Ordovician (Hirnantian Age)

Source: From McGhee et al. (2004, 2013).

Note: The four biodiversity crises that are thought to be related to the Late Paleozoic Ice Age are listed in bold type; see text for discussion.

TABLE 1.4   Epoch and age divisions of the geologic timescale in the critical time interval leading up to and immediately following the Late Paleozoic Ice Age.

 

Period 

Epoch 

Age 

Time of Onset (Ma) 

Time of Crises 

Jurassic (pars) 

  

Hettangian 

 201.3 

   

Triassic 

Late 

Rhaetian 

 209.5 

← Biodiversity Crisis 

  

  

Norian 

 228.4 

   

  

   

Carnian 

 237 

   

  

Middle 

Ladinian 

 241.5 

   

  

   

Anisian 

 247.1 

   

  

Early 

Olenekian 

 250.0 

   

  

  

Induan 

 252.2 

   

Permian 

Late 

Changhsingian 

 254.2 

← Biodiversity Crisis 

  

(Lopingian) 

Wuchiapingian 

 259.8 

   

  

Middle 

Capitanian 

 265.1 

← Biodiversity Crisis 

  

(Guadalupian) 

Wordian 

 268.8 

   

  

  

Roadian 

 272.3 

   

  

Early 

Kungarian 

 279.3 

   

  

(Cisuralian) 

Artinskian 

 290.1 

   

  

  

Sakmarian 

 295.5 

   

  

  

Asselian 

 298.9 

   

Carboniferous 

Late 

Gzhelian 

 303.7 

   

  

(Pennsylvanian) 

Kasimovian 

 307.0 

   

  

  

Moscovian 

 315.2 

   

  

  

Bashkirian 

 323.2 

   

  

Early 

Serpukhovian 

 330.9 

← Biodiversity Crisis 

  

(Mississippian) 

Visean 

 346.7 

   

  

  

Tournaisian 

 358.9 

   

Devonian 

Late 

Famennian 

 372.2 

← Biodiversity Crisis 

  

   

Frasnian 

 382.7 

← Biodiversity Crisis 

  

Middle 

Givetian 

 387.7 

   

  

   

Eifelian 

 393.3 

   

  

Early 

Emsian 

 407.6 

   

  

  

Pragian 

 410.8 

   

  

  

Lochkovian 

 419.2 

   

Silurian 

Late 

Pridolian 

 423.0 

   

  

  

Ludfordian 

 425.6 

   

  

  

Gorstian 

 427.4 

   

  

Middle 

Homerian 

 430.5 

   

  

  

Sheinwoodian 

 433.4 

   

  

Early 

Telychian 

 438.5 

   

  

  

Aeronian 

 440.8 

   

  

  

Rhuddanian 

 443.8 

   

Ordovician 

Late 

Hirnantian 

 445.2 

← Biodiversity Crisis 

  

  

Katian 

 453.0 

   

  

  

Sandbian 

 458.4 

   

  

Middle 

Darriwilian 

 467.3 

   

  

  

Dapingian 

 470.0 

   

  

Early 

Floian 

 477.7 

   

  

  

Tremadocian 

 485.4 

   

Source: Timescale modified from Gradstein et al. (2012).

Note: The temporal position of the seven major biodiversity crises (table 1.3) that occurred in this time interval are indicated with arrows. Ma = millions of years before the present for the start of each time unit listed.

(...)

Independent biological weathering events also may have contributed to atmospheric carbon-dioxide depletion during the Devonian. A major event in the evolution of land plants occurred in the Givetian Age of the Middle Devonian—the first forests on Earth—and the evolution of forests certainly had to have added to the tectonic effects triggering global cooling. The Earth’s oldest known forest is the famous Gilboa fossil forest of New York State; it consisted of trees that were large cladoxylopsids, extinct relatives of our modern-day ferns. (Tree ferns still exist today, such as the Australian tree fern Cyathea cooperi.) In the Givetian, the cladoxylopsid fernlike tree was the species Wattieza (Eospermatopteris) erianus, which stood more than eight meters (26 feet) tall and had trunks that were a half-meter to a meter (1.6 to 3.3 feet) in diameter. Yet these same large trees were anchored only by a broad, bulbous base that had numerous small, short roots.

The next step in the evolution of trees was the appearance of forests of giant Archaeopteris trees in the Frasnian Age of the Late Devonian. Unlike the fernlike cladoxylopsid trees, Archaeopteris trees were lignophytes—true woody trees with strong trunks; they towered 30 meters (100 feet) into the air and had deep, branched root systems that penetrated over a meter (3.3 feet) into the ground. These trees produced deep soil horizons by both chemical and mechanical weathering of the rocks into which they were rooted. However, the Archaeopteris trees still reproduced by spores, not seeds like our modern lignophyte trees, and they were generally restricted to the wetlands in the lowland areas of the Earth because they needed a reliable source of water for their reproduction by spore.

The final step in the evolution of trees was the appearance of the first seed-reproducing plants, the spermatophytes. The first spermatophyte lignophyte trees evolved in the Famennian Age and, not needing water in reproduction, colonized the dry highlands and mountains that were out of reach for non-spermatophyte Archaeopteris trees. Thus, huge areas of exposed silicate rock were now within reach of the seed plants for potential biological weathering.

The University of Cincinnati sedimentologist Thomas Algeo and his colleagues have argued that the evolution of the first woody forests on Earth was a major contributor to atmospheric carbon-dioxide depletion and a trigger for global cooling in the Late Devonian (Algeo et al. 1995). They proposed that the evolution of forests triggered three different mechanisms that acted in concert to remove significant amounts of carbon dioxide from the atmosphere. First, they argued that the photosynthetic productivity of the Archaeopteris trees that covered vast coastal and lowland areas of the Earth by the late Frasnian removed carbon from the atmosphere to form organic hydrocarbons. The increased burial rate of organic carbon on land began the process of depleting carbon dioxide in the atmosphere.

Second, they argued that the mechanical and chemical weathering of silicate rocks by Archaeopteris root systems produced deep soil horizons and removed carbon dioxide from the air by forming carbonates. Plant roots not only fracture rocks mechanically, exposing more rock surface area to contact with carbon dioxide and water and, thus, potential weathering, they also introduce organic acids that directly weather the rock chemically.

Third, they argued that enhanced soil formation by vascular plants “resulted in elevated fluxes of soil solutes (especially biolimiting nutrients) as a consequence of (1) enhanced mineral leaching, (2) fixation of nitrogen by symbiotic root microbes, and (3) shedding of plant-derived detrital carbon compounds … [and] elevated river-borne nutrient fluxes may have promoted eutrophication of semi-restricted epicontinental seas and stimulated algal blooms” (Algeo et al. 2001, 233). Eutrophic blooms of marine phytoplankton and algae in the seas would lead, in turn, to the depletion of oxygen in the shallow seas and the accumulation of unoxidized organic hydrocarbons in black shales, rather than returning the carbon to the atmosphere as carbon dioxide in the normal process of aerobic respiration by bacteria (Carmichael et al. 2016). The resultant carbon-dioxide drawdown from the atmosphere is proposed to have led to global cooling in a reverse greenhouse effect.

Algeo and colleagues thus proposed that major global cooling took place in the late Frasnian, that that cooling was driven by the extraction of large volumes of carbon dioxide from the atmosphere by the vast forests of the newly evolved Archaeopteris trees, and that that cooling was a trigger for the Late Devonian biodiversity crisis (table 1.3). This proposal received widespread attention in the popular press, with one science newsmagazine referring to the Earth’s first widespread forests as “mass murderers of the Devonian” (Flangan 1995). However, the Algeo and colleagues model attributing the end-Frasnian extinctions to the spread of Archaeopteris forests on land drew immediate criticism from other Devonian workers. Tony Hallam, a University of Birmingham paleontologist, and his colleague, Paul Wignall, a University of Leeds paleontologist, commented: “Perhaps the only question arising from the Algeo model lies in the degree to which chemical weathering [by plants] increased in the Late Devonian. The Archaeopteris forests were restricted to floodplain environments, whereas more upland areas may not have been colonized until later in the Famennian, with the appearance of seed plants. Increased chemical weathering [by plants] may not therefore have become significant until the very end of the Devonian” (Hallam and Wignall 1997, 91).

Thus a much stronger case may be made for global cooling triggered by the biological weathering model of Algeo and colleagues for the late Famennian extinctions at the end of the Late Devonian than the late Frasnian ones within the Late Devonian (McGhee 2013). Evidence for the existence of glaciers on the Earth in the late Famennian Age is unequivocal (and will be discussed in detail in the next section of this chapter), but did glaciers form in the late Frasnian Age as well? If so, were the late Frasnian glaciers the result of carbon dioxide drawdown from the atmosphere by the chemical weathering of vast areas of silicate rocks exposed by numerous tectonic events in the late Frasnian? And were the late Famennian glaciers the result of further carbon dioxide depletion in the atmosphere exacerbated not only by the evolution of coastal and lowland spore-reproducing Archaeopteris forests but also by the spread of newly evolved highland and arid region seed-reproducing plants? (...)"

Carboniferous Giants and Mass Extinction: The Late Paleozoic Ice Age World, George McGhee

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