Don Andres Publicado 16 Fevereiro 2011 (editado) A própria linguagem dele. As expressões que usa, a maneira como se expressa, etc. Eu achei exactamente o oposto, ele expressou-se muito bem, explicava sempre a sua opinião com os termos correctos e de uma forma clara. Editado 16 Fevereiro 2011 por OneDream_89 Compartilhar este post Link para o post
Ibrahimovic_9 Publicado 16 Fevereiro 2011 Esse Miguel Aguiar, segundo me disseram, tem uma série de connections das fortes. Em pouco tempo, possivelmente, vão começar a ouvir falar dele com mais insistência. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 16 Fevereiro 2011 Esse Miguel Aguiar, segundo me disseram, tem uma série de connections das fortes. Em pouco tempo, possivelmente, vão começar a ouvir falar dele com mais insistência. O gajo parece-me ser muito novo, ele tem que idade? Compartilhar este post Link para o post
Ibrahimovic_9 Publicado 16 Fevereiro 2011 Não sei, uns 24 ou 25. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 16 Fevereiro 2011 Não sei, uns 24 ou 25. Eu só estranhei porque ele até me parecia mais novo que isso. Mas gostei da entrevista dele muito boa. Compartilhar este post Link para o post
pedro_esc Publicado 16 Fevereiro 2011 Eu achei exactamente o oposto, ele expressou-se muito bem, explicava sempre a sua opinião com os termos correctos e de uma forma clara. Eu não disse que ele não se expressou mal. Aliás, eu gostei da entrevista, porque ele usou termos simples e eficazes. Mas a maneira como se expressava, não sei se relacionado ou não, por ele "falar à Porto" é que me fez confusão. :compinchas: Compartilhar este post Link para o post
Perdigas Publicado 16 Fevereiro 2011 E esse caso em particular que não conheço até não parte de uma má base, ja viste o Coach Carter? em que para diversos tipos de jogada ele da o nome de gajas? por vezes até não seria mal pensado, tu de certeza que dizes aos teus putos algumas coisas...Então em vez de as dizeres de forma obvia porque não faze-lo de forma dissimulada? LOL, tu não fazes ideia do que estás a dizer e essa comparação foi completamente descabida. No basquetebol as jogadas têm um nome, cada equipa tem várias jogadas, o base grita o nome da jogada (pode ser zé, amarelo, 14, qualquer m*rda) e os outros jogadores posicionam-se dessa forma. O mais normal são os números mas no ano passado tinha uma jogada chamada verde, os seniores este ano têm a Rita e no ano passado os juniores do Guifões tinham uma chamada piaçaba. :lol: Isso é a coisa mais natural do mundo, não nasceu com o filme Coach Carter. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 16 Fevereiro 2011 LOL, tu não fazes ideia do que estás a dizer e essa comparação foi completamente descabida. No basquetebol as jogadas têm um nome, cada equipa tem várias jogadas, o base grita o nome da jogada (pode ser zé, amarelo, 14, qualquer m*rda) e os outros jogadores posicionam-se dessa forma. O mais normal são os números mas no ano passado tinha uma jogada chamada verde, os seniores este ano têm a Rita e no ano passado os juniores do Guifões tinham uma chamada piaçaba. :lol: Isso é a coisa mais natural do mundo, não nasceu com o filme Coach Carter. Não tinha ideia que era assim que se organizava o ataque no Basket :mrgreen: mas também não sigo portanto... Mas tá fixe, podem dar nome que quiserem à jogada lol Compartilhar este post Link para o post
Perdigas Publicado 16 Fevereiro 2011 Não tinha ideia que era assim que se organizava o ataque no Basket :mrgreen: mas também não sigo portanto... Mas tá fixe, podem dar nome que quiserem à jogada lol Sim, este ano temos a transição, a 12, 15 e 16. Quando a equipa adversária defende zona, o base grita "zona", este treinador não inventa muito. :mrgreen: No ano passado tínhamos a verde, camisola (entretanto deixamos de dizer camisola e passou-se a fazer apenas o gesto de agarrar no equipamento), a transição, a normal, rápido e a 23 que era o ataque contra zona. Compartilhar este post Link para o post
Ibrahimovic_9 Publicado 16 Fevereiro 2011 Segundo sei, o futsal funciona de forma idêntica. E acho que é o GR que na maioria das vezes dá a indicação da jogada. Compartilhar este post Link para o post
Harden Publicado 16 Fevereiro 2011 (editado) Segundo sei, o futsal funciona de forma idêntica. E acho que é o GR que na maioria das vezes dá a indicação da jogada. Em saídas de pressão, bolas paradas e foras, sim. Em ataques organizados já não é bem assim. http://www.esdrm.pt/Ensino/Licenciatura/TD/PlanoEstudos.html Não? Realmente aparece sim sr. na altura estava a ir por outro "caminho", Ensino - Licenciatura em Treino Desportivo - Futebol. Obrigado. Editado 16 Fevereiro 2011 por Tacticool Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 17 Fevereiro 2011 Já que se falou do Miguel Aguiar, aqui fica uma pequena reflexão dele acerca do treino e da interacção treinador - jogadores. Gostava de saber a opinião de alguns treinadores aqui, Ibra ou Alex p.e. a ver se vocês concordam com este ponto de vista e achei que podia ser um bom tema para discussão: O que é a «alternância horizontal»? O que é a «alternância horizontal»? Um dos grandes princípios que emergiu para reger a qualidade do processo de treino (nomeadamente nos últimos anos) é exactamente o princípio da alternância horizontal. O senso comum diz, em breves traços, que consiste basicamente numa alternância de esforço ao longo do morfociclo. Em verdade – e muito sumariamente – essa percepção está correcta. Porém, aquilo que considero é que, na maioria das vezes, não nos debruçamos com a necessária profundidade sobre o conceito. Isto porque, no meu ponto de vista, surgem uma série de outras preocupações inerentes a essa alternância. Em geral, emerge uma preocupação eminentemente física, e é essa preocupação que enforma a ideia. Cumprem-se, assim, uma série de pressupostos. Recuperação, tensão, espaço, duração e velocidade, são, na minha óptica, as variáveis que podem encaixar nas sessões de treino. Para cada dia, demonstro aquilo que considero serem as preocupações mais evidentes: Aquilo que fiz foi compilar aquelas que são para mim as distribuições ao nível das exigências físicas ao longo do morfociclo. Porém, ainda existem questões que não estão suficientemente aprofundadas, e são a principal razão de ser deste texto. Por exemplo, qual o espaço para o nível organizativo (ao nível das relações da equipa)? Que tipo de comunicação com os jogadores? Que meios preferenciais para a fluidez dos feedback tendo em conta os dias? Que condições para a utilização de determinado tipo de condicionantes? A minha opinião é que, muitas vezes, estas questões são algo ostracizadas. E, por experiência própria, fui percebendo a sua tremenda importância (tudo tem a sua quota de influência). A não previsão, respeito e modelação tendo em conta estas questões pode incorrer num risco tremendo para a qualidade do nosso processo de treino. E essa influência manifesta-se num resultado vulgarmente denominado por fadiga, quer ao nível central (mental), quer ao nível periférico (físico), ou até na não emergência de uma cultura de jogo na equipa (o que é ainda mais crítico). Consequentemente, isto acarreta sérios riscos para a qualidade do nosso jogo e, por esta via, o rendimento desportivo da equipa. Muitas vezes, as equipas atravessam fases de «quebras». Importa tentar ser um pouco mais introspectivo nas nossas reflexões para perceber até que ponto se estende a nossa influência nessas quebras. Então, como construir um padrão de alternância tendo em conta todas estas condicionantes? Bem, desde logo quis fazer passar a constatação de que não é nada fácil contemplar todos os aspectos. Respeitá-los, potenciá-los. Isto tem de envolver uma atitude de grande análise, organização e astúcia por parte de todo o staff técnico. Depois disso, grande organização e coordenação de maneira a que os objectivos sejam cumpridos. Para já, o primeiro passo é este: pensar profundamente sobre as coisas. Antes de tecer a minha opinião, tenho que deixar algumas notas. Primeiro, o contexto competitivo é determinante na percepção destes aspectos. As características e o nível dos jogadores, as condições (estruturais e humanas) do clube, entre outros aspectos que se julguem importantes considerar, têm por base um nível de influência que se pode manifestar no nosso processo. Os treinadores têm de ser inteligentes para compreender estas variáveis, e entender qual é a forma mais eficiente de as gerir. Voltando ao «meu» padrão, comecemos pelo nível de complexidade das organizações da equipa. Enumero que, no meu ponto de vista, os exercícios podem ser construídos à escala individual, sectorial, intersectorial e colectiva. Assim, percebe-se que para vários dias existem diferentes tipos de preocupações. Para os casos de 3ª e 6ª feira, o que importa realçar é que são outras variáveis que vão determinar a exigência destes dias. Porque, por exemplo, podemos ter 20 jogadores a fazer o mesmo exercício, com todas as relações posicionais presentes, sendo o seu esforço físico e mental reduzido, e sendo o objectivo canalizado para um determinado aspecto muito concreto, e não necessariamente para um panorama «global» do jogar, de que é exemplo a 5ª feira. Reporto-me, agora, ao modo de comunicar. Fará sentido que a nossa comunicação se exerça na mesma qualidade, de uma 3ª para uma 5ª feira? Ou até, de uma 3ª para 6ª? Parece-me evidente que não. Mais uma vez, diferentes dias, diferentes exigências. No meu ponto de vista, a qualidade dessa informação verbalizada perspectiva-se a dois níveis: a agressividade e a quantidade. A minha opinião é que, num dia de recuperação, não faz o mínimo sentido que essa comunicação se exerça com um grande número de informações, e um grande nível de exigência e competitividade no discurso. Se os atletas estão a recuperar também a nível mental do jogo, então faz sentido que se tenha um especial cuidado também com a forma como se comunica com eles. E, por exemplo, a 4ª feira. Se o padrão é o de «tensão», penso que se justifica uma intervenção mais agressiva, e pelo nível organizativo implícito, informações que sejam o mais precisas e curtas possíveis. Por outro lado, o termo feedback é muitas vezes alvo de adulteração. Feedback que dizer «informação de retorno», porém essa informação não se expressa somente por verbalização. Essas informações podem ser respostas sobretudo emotivas que vamos criando no treino, e que são plenamente dirigidas aos jogadores. No meu ponto de vista, esse é o meu principal entendimento de feedback. Ou pelo menos, no processo de treino, aquele que mais decisivamente age nos hábitos dos jogadores. Neste sentido, feedback e gestão das condicionantes dos exercícios são conceitos que estão intimamente ligados. Saber «mexer» nessas condicionantes é, em última análise, ser capaz de criar propensão, e é essa capacidade que introduz determinado tipo de respostas nos jogadores. Creio eu que este aspecto é fulcral, e, ao mesmo tempo, aquele que é mais difícil de dominar. Criar propensão e gerir o «aqui e o agora» neste sentido não é tão fácil como parece à primeira vista. Porém, é isso que mais rapidamente vai entrar no subconsciente dos jogadores. É isso que lhes vai entrar numa esfera mais profunda e, ao mesmo tempo, mais frutífera. Daí que o contexto emotivo seja absolutamente determinante, e por experiência própria, cada vez gosto menos e sinto cada vez menos necessidade de falar durante o treino. Claro que tem a sua importância, mas é a sua, não mais nem menos do que a sua (embora seja sempre algo de adaptável). É curioso que na minha própria evolução como treinador sinto cada vez menos a necessidade de comunicar no que se refere a aspectos de jogo e durante o próprio treino. Mais precisamente, de comunicar verbalmente. Porque, como já expliquei, a minha comunicação com os jogadores começa-se a aprofundar de outra forma. Contudo, a fluidez dessa comunicação (que vos pode parecer algo abstracta, neste ponto) nem sempre ocorre da mesma maneira. E, com isso, o nível de complexidade das condicionantes. Por exemplo, num treino de recuperação, nunca poderei colocar condicionantes que exijam o mesmo nível de concentração que um treino de 5ª. E, desse prisma, a fluidez da informação terá de ser necessariamente maior numa 3ª do que numa 4ª, e numa 6ª do que numa 5ª. Queria terminar dizendo apenas que tudo aquilo que eu enunciei serve para mim como um «padrão». Agora, no meu ponto de vista (e julgo que também deve ser o vosso) nada disto tem que ser necessariamente uma «obrigação». Isto é, o Treinador como líder deve ser sábio, inteligente e perspicaz. E assim sendo, durante o processo, se tiver que fazer cedências, alterações, pois que as faça. O importante é que elas sejam objectivadas e sobretudo medidas, tendo em conta a esfera muito lata de capacidades nas quais o Futebol se manifesta. O importante é que se saiba para onde se quer ir, e se tenha as ideias no lugar. Depois disso, tudo se torna mais fácil. Por assim dizer, tendo a bússola sempre activa, que ninguém tenha medo (ou vergonha) de fazer os desvios que achar necessário fazer nos momentos certos. Esta é a minha opinião. Miguel Aguiar Compartilhar este post Link para o post
Navidkia Publicado 17 Fevereiro 2011 Isto é tudo muito giro, mas vou tentar fazer uma anologia relativamente a este tipo de treinador... O Miguel para conduzir um carro tem que levar uma folha ao colo, depois vai lendo, e estuda e casa, quando tem que fazer uma ultrapassagem tem que fazer 1º x, 2º y, 3 z, e nunca pode fazer w,k,h. Um treinador a serio apesar de estudar para complementar o seu desenvolvimento, entra no carro e as coisas que tem que fazer e/ou não saem naturalmente. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 17 Fevereiro 2011 Não sei até que ponto a fadiga mental se manifeste muito de modo a "dispensar" dias de treino. A nível de desgaste físico já me parece que tenha que ocorrer um maior "controlo", e é bom lembrar que todo o jogador é diferente, mas não me parece que a nível mental haja um grande desgaste por introduzir uma série de coisas novas, ou algo mais complexo. O que se podia discutir é a forma como se introduz, mas isso depende bastante do treinador. Dando um exemplo: Há treinadores que para aumentar os índices físicos levam os jogadores a fazer trabalho sem qualquer contacto com a bola. Há outros que mesmo trabalhando com bola, conseguem aproveitar para subir os índices físicos da sua equipa, trabalhando também os índices técnicos e tácticos de cada jogador. Acho que é óbvio qual é que é mais "rentável". A nível mental a lógica deverá ser a mesma. Dependerá da forma como o treinador o decida fazer. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 17 Fevereiro 2011 A fadiga mental é trabalhável. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 17 Fevereiro 2011 (editado) Não sei até que ponto a fadiga mental se manifeste muito de modo a "dispensar" dias de treino. A nível de desgaste físico já me parece que tenha que ocorrer um maior "controlo", e é bom lembrar que todo o jogador é diferente, mas não me parece que a nível mental haja um grande desgaste por introduzir uma série de coisas novas, ou algo mais complexo. O que se podia discutir é a forma como se introduz, mas isso depende bastante do treinador. Dando um exemplo: Há treinadores que para aumentar os índices físicos levam os jogadores a fazer trabalho sem qualquer contacto com a bola. Há outros que mesmo trabalhando com bola, conseguem aproveitar para subir os índices físicos da sua equipa, trabalhando também os índices técnicos e tácticos de cada jogador. Acho que é óbvio qual é que é mais "rentável". A nível mental a lógica deverá ser a mesma. Dependerá da forma como o treinador o decida fazer. Eu estive a pesquisar e, tendo em conta opiniões de treinadores variados e eu não tendo qualquer base pratica, apenas transmito o que li. A fadiga mental demora mais tempo a recuperar do que a fadiga física. Para muitos jogadores e treinador, o jogo começa muito antes do apito inicial e prolonga-se muito depois de terminar. Falando de números, a fadiga física demora entre 48 e 72 h para ser recuperada totalmente, enquanto que a fadiga mental é entre 72 e 120 e tal h, se a memoria não me falha. "Bompa (2006) afirma que a recuperação fisiológica se dá de 24 à 72 horas, já a recuperação da fadiga central/emocional ocorre dentro de um período de 72 a 168 horas." Dai a razão para se "dispensar" dias de treino. Deixo um excerto do livro de José Mourinho, que de certa forma apoia esta visão: "Quando a semana só tem um jogo, dou folga no dia a seguir ao jogo. Eu sei que sob o ponto de vista fisiológico se diz que não é o mais correcto, mas o é do ponto de vista mental. E para mim próprio também é melhor, porque não gosto de trabalhar no dia a seguir ao jogo. Custa-me dormir a seguir ao jogo, custa-me levantar, custa-me concentrar, custa-me planificar, custa-me pensar, custa-me treinar e, nesses treinos, passo mais tempo a passear de um lado para o outro do que a treinar. Com os jogadores sucede o mesmo. Engana-se quem pensa o contrário. Sob o ponto de vista dito fisiológico, diz-se, é melhor treinar no dia a seguir ao jogo, mas os jogadores não gostam, não se sentem bem. É melhor para o "corpo", mas é pior para a cabeça. E temos de ver esta questão de um ponto de vista global! Portanto, dou folga no dia a seguir ao jogo." Mais uma visão: Rui Faria, em entrevista a Tiago Sousa (2007) afirmou que na sua realidade desportiva, naquela altura o Chelsea o desgaste mental/emocional proporcionado pela densidade competitiva, pressões da imprensa, torcedores, etc, era tanto que chegava a dar dois dias de folga para os jogadores e lhes dizia: "nestes dois dias esqueçam por completo isto e tentem relaxar ao máximo". Editado 17 Fevereiro 2011 por OneDream_89 Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 17 Fevereiro 2011 A recuperação a nível nunca pode demorar cerca de 168 horas. Isso equivale a apenas uma semana. Se isso acontecesse realizava-se um jogo a cada duas semanas. Uma semana para treinar e jogar, e outra para recuperar. Ainda para mais quando a nível sénior os jogadores são bombardeados com uma boa dose de treinos. Normalmente, bi-diários. E até que ponto essa fadiga mental existe em doses assim tão grandes que suscitem tão longos períodos de recuperação? E essa fadiga mental advém do quê? Da semana de treino e do jogo, ou apenas de um? É que se for por aí, os treinadores que trabalhem quase sempre em intensidade máxima estão lixados. E uma coisa é dar uma folga a seguir ao jogo, coisa que muitos treinadores fazem, outra é "dispensar" dois treinos semanais. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 17 Fevereiro 2011 A recuperação a nível nunca pode demorar cerca de 168 horas. Isso equivale a apenas uma semana. Se isso acontecesse realizava-se um jogo a cada duas semanas. Uma semana para treinar e jogar, e outra para recuperar. Esse período de 168h refere-se a uma recuperação completa, não impede a participação do jogador em semanas com 2 ou 3 jogos, mas podem não estar ao seu melhor. Não sei onde foram buscar esses números, mas duvido muito que os tenha tirado do ar, provavelmente algum estudo que foi feito. Se são de fiar? Não te posso dizer, não tenho conhecimentos suficientes para afirmar isso. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 17 Fevereiro 2011 Esse período de tempo pode indicar total recuperação do SNC, sendo a palavra total essencial para compreender aquela frase. Compartilhar este post Link para o post
futsal_17 Publicado 17 Fevereiro 2011 Em saídas de pressão, bolas paradas e foras, sim. Em ataques organizados já não é bem assim. No futsal o GR só dá indicação nas saídas de pressão. Podendo haver a hipótese de nem aí dar indicação caso seja o movimento de um dos jogadores a indicar a jogada, como acontece no 3:1. Em bolas paradas e foras é geralmente o jogador que executa. E no momento de ataque organizado não se pode falar de comandos, porque geralmente há um padrão de jogo e movimentações base à volta do qual se desenrola. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 17 Fevereiro 2011 Sendo assim, os jogadores da NBA acabam a época em esgotamento, dado que jogam um jogo a cada dois dias, às vezes até um por dia. O que não falta são estudos feitos que não tenham grande credibilidade. Demorar um período entre 72 horas e 168 não faz grande sentido. E algo importante também seria saber o que se entende por fadiga mental. A mim parece-me algo relacionado com o stress, e entrando noutro campo, e levando as coisas pelo caminho que o Miguel Aguiar levou, a fadiga mental notar-se-ia bastante nos alunos do ensino superior e até secundário. São sujeitos a novas informações todos os dias, têm de manter índices de concentração elevados e não têm uma estrutura mental tão forte como os profissionais de futebol. Mesmo assim, conseguem manter bons rendimentos. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 17 Fevereiro 2011 fadiga é definida como estado de desgaste que segue um período de esforço, mental ou físico, caracterizado por diminuição da capacidade de trabalhar e redução da eficiência para responder a um estímulo (Index Medicus, 2002) Fadiga MentalÉ indescritível o cansaço que um treinador sente no final de um jogo! Mas como explicá-lo? Não andou muito, não correu, não teve uma relevante exigência física… estão certamente a pensar como eu… fadiga mental! É muito importante tomar consciência que tal como a fadiga física (sistema nervoso periférico), também existe a mental (sistema nervoso central) e ambas se fazem sentir no nosso organismo durante, e principalmente depois de um jogo. Não são raras as vezes que uma equipa vai disputar competições da UEFA e não consegue resultados no campeonato! Recordo o Vitória de Guimarães, o Beira-Mar, o Estrela da Amadora, que desceram de divisão em épocas nas quais disputaram provas da UEFA. Por outro lado, não é de agora que conhecemos as dificuldades que as equipas (principalmente aquelas em que os seus jogadores não estão habituados a disputar jogos da UEFA) têm ao disputar jogos internos a seguir a jogos das competições europeias. Este é um problema à escala europeia. Apenas cansaço físico? A maioria das vezes o intervalo temporal entre jogos cumpre os limites “fisiológicos “ … Vejo com atenção alguns jogos, vivencio esta realidade, e constato que muitas vezes as equipas correm até demais, lutam, são intensas, no entanto falham muitos passes e por vezes perdem organização… como explicar tudo isto? Vejamos o que se passa nas competições europeias ou competições disputadas a meio da semana, principalmente com equipas que não estão habituadas a este processo. A focalização mediática é grande, diferente da dos jogos do campeonato, começa-se a “jogar” antes do jogo, joga-se o jogo e continua a “jogar-se” passados uns dias. “Jogo” este, obviamente inclui o que é falado e escrito na imprensa, o que suscita o debate das pessoas! O sistema geral dos jogadores está alerta, focaliza-se nestes jogos de uma forma exacerbada. O sistema nervoso periférico (vulgo sistema muscular) atinge muitas vezes o limite durante o jogo, enquanto que o sistema nervoso central começa a “trabalhar” muito antes destes jogos, atinge o limite durante o mesmo, e ainda “trabalha” depois. Podemos dizer que pelo impacto mediático e importância destes jogos, os jogadores chegam ao seu limite. O limite mínimo de recuperação aceite entre dois jogos são as 72horas! No entanto, existe um tipo de fadiga muito difícil de mensurar, a fadiga central, que demora muito mais tempo a recuperar do que a periférica! Não sendo por vezes contemplada na percepção do cansaço, leva a que os treinadores cometam alguns erros de planeamento. Isto porque quem vê o jogo pelo lado do “físico” nunca vai entender que a recuperação é também parte integrante e fundamental do planeamento! Treinas organização, habituas-te a estar concentrado, recuperas dessa mesma concentração… treino, concentração e a recuperação devem andar de mãos dadas todos os dias... Vivi a realidade de uma densidade muito grande de jogos consecutivos, em vários clubes, mas não tínhamos tido uma sucessão de jogos tão grande como em 2008 no Vitória de Setúbal. Apontada inicialmente como candidata numero 1 a descer de divisão, com um plantel muitíssimo curto e com a utilização permanente de um núcleo duro de 9 jogadores, tivemos a capacidade de andar a Top em todas as competições em que estávamos inseridos: Vencedores da Taça da Liga; meias-finais da Taça de Portugal e conseguimos atingir as provas da UEFA! No entanto a equipa terminou a época nitidamente cansada, e aqui levanta-se a questão da importância de ter um plantel qualitativamente equilibrado para que possa existir rotatividade… (um dia destes falaremos sobre este tema). Vejo jogos, e oiço várias vezes, “a equipa estava cansada, não tinha pernas para o adversário”… muitas vezes não é isso que se passa! Vejo jogadores e equipas a correr muito e mal, jogadores a correr muito e a falhar passes de forma infantil! Equipas a terem dificuldade em manter a sua organização, porque os jogadores têm dificuldades em se concentrar. No fundo os jogadores estão cansados de estar concentrados e o seu sistema nervoso central não responde às exigências do momento. Mas então os jogadores por vezes não ficam fisicamente cansados? Por vezes sim, mas nesse caso estamos a falar de coisas diferentes… é que os responsáveis do treino de tanto pensarem no “físico”, assumindo-o como fundamental, têm uma imensa necessidade de treinar, ao ponto dos jogadores estarem já cansados antes do jogo! Jogam o jogo mais importante da semana nos limites e podem ter rendimento, mas depois… não sei se pagarão o esforço nessa semana, se na outra ou passados um ou dois meses, o que sei é que os “picos de forma” terão um reverso doloroso! Compara-se muito os jogadores que disputam o campeonato Inglês, quase sempre a meio da semana e aos fins-de-semana, com os jogadores que disputam o campeonato Português, uma vez que os primeiros apresentam, na generalidade, elevados níveis de intensidade nos jogos! Analisando a intensidade, concordo em absoluto! O campeonato Inglês tem um nível de intensidade mais elevado do que o nosso, mas estamos meramente a falar de uma questão de adaptação, de hábito a uma forma intensa de jogar. A grande diferença é que em Inglaterra, jogam a meio da semana TODAS as equipas, logo os níveis de fadiga são idênticos para TODOS! Outra coisa, é uma equipa jogar sucessivamente três jogos por semana e defrontar outra que prepara esse jogo durante toda uma semana… acreditem, faz muita diferença! É difícil ganhar uma competição, mas muito mais difícil é andar a top em várias ao mesmo tempo nestas condições… @Coach Carlos Carvalhal Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 17 Fevereiro 2011 Apenas cansaço físico? A maioria das vezes o intervalo temporal entre jogos cumpre os limites “fisiológicos “ … Vejo com atenção alguns jogos, vivencio esta realidade, e constato que muitas vezes as equipas correm até demais, lutam, são intensas, no entanto falham muitos passes e por vezes perdem organização… como explicar tudo isto? Pode-se ver isto doutra forma. Os jogadores têm um grande físico e isso tudo, mas a nível técnico e táctico não são grande espingarda e acabam por falhar nesses capítulos. Vivi a realidade de uma densidade muito grande de jogos consecutivos, em vários clubes, mas não tínhamos tido uma sucessão de jogos tão grande como em 2008 no Vitória de Setúbal. Apontada inicialmente como candidata numero 1 a descer de divisão, com um plantel muitíssimo curto e com a utilização permanente de um núcleo duro de 9 jogadores, tivemos a capacidade de andar a Top em todas as competições em que estávamos inseridos: Vencedores da Taça da Liga; meias-finais da Taça de Portugal e conseguimos atingir as provas da UEFA! No entanto a equipa terminou a época nitidamente cansada, e aqui levanta-se a questão da importância de ter um plantel qualitativamente equilibrado para que possa existir rotatividade… (um dia destes falaremos sobre este tema). Seria interessante saber que organização a nível de treino é que ele levava. mas estamos meramente a falar de uma questão de adaptação, de hábito a uma forma intensa de jogar. Parece-me que toda esta discussão em volta da fadiga mental está mais centrada nisto. Por isso é que muitos jogadores passam por períodos de adaptação, onde não só se adaptam a ritmos de jogo diferentes, a noções tácticas diferentes, mas também se adaptam a nível mental/psicológico, nomeadamente a outro tipo de exigências. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 17 Fevereiro 2011 É uma questão de adaptação, por isso é que referi uns posts acima que pode ser trabalhada. E não é a fadiga que é trabalhada, mas sim alguns aspectos que a propiciam. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 17 Fevereiro 2011 E a "resistência" do próprio jogador a essa fadiga? É que, pelo que li, parece que essa fadiga está associada à perda de discernimento, à falta de concentração, ou à dificuldade em manter um concentração durante um certo período de tempo... Compartilhar este post Link para o post