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Descartes

SUB 21 – Os Jovens-Maravilha - Nascidos a partir de 1994

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Creio que já tinha feito esta referência, mas de facto é interessante analisar a diferença de ranking destas gerações para as anteriores. O jogador com melhor ranking é o Raonic. É 26º, com 20 anos.

 

Aos 20 anos, Hewitt, Ferrero, Del Potro, Nadal, Djokovic ou Murray (entre tantos outros) já eram jogadores do Top10. Já ganhavam Masters e Grand Slams.

 

Mesmo olhando para os miúdos de 18/19 anos, não vemos nenhum deles no Top100. Por exemplo o Gulbis (que não é nenhum fora-de-série e pouco liga àquilo), já era Top100 aos 18 anos. O Cilic também. O Gasquet já o era aos 17 anos.

 

Será que o circuito está mais forte e é mais difícil entrar na elite ou, pelo contrário, estes miúdos que estão agora a surgir não têm a qualidade que outras gerações tiveram e demonstraram?

 

Tenho uma análise quantificada sobre essa matéria a meio. Está na minha To Do List. O problema é que tenho andado ultimamente muito atrapalhado com o meu tempo disponível...

 

A minha opinião quanto à tua pergunta é sim às duas hipóteses. Sim, o circuito está mais forte. E sim, acho que há menos qualidade nas gerações mais jovens. Mas, para mim, o verdadeiro motivo é que os jogadores se mantêm no topo até mais tarde. Desde que, a certa altura, se começou a trabalhar a sério em termos físicos os jogadores passaram a durar mais. Nunca como agora houve tantos trintões (ou lá perto) a aguentarem-se em posições cimeiras. Isso leva a que os mais jovens tenham grandes dificuldades em ter bons resultados que lhes possibilitem subir rapidamente no ranking. Nota-se isso, principalmente ao nível dos torneios Challenger. É muito difícil a transição entre os Futures e os Challengers. E por isso é muito difícil a entrada e manutenção no Top 100 e, até, no Top 150.

Editado por Descartes

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Tenho uma análise quantificada sobre essa matéria a meio. Está na minha To Do List. O problema é que tenho andado ultimamente muito atrapalhado com o meu tempo disponível...

 

A minha opinião quanto à tua pergunta é sim às duas hipóteses. Sim, o circuito está mais forte. E sim, acho que há menos qualidade nas gerações mais jovens. Mas, para mim, o verdadeiro motivo é que os jogadores se mantêm no topo até mais tarde. Desde que, a certa altura, se começou a trabalhar a sério em termos físicos os jogadores passaram a durar mais. Nunca como agora houve tantos trintões (ou lá perto) a aguentarem-se em posições cimeiras. Isso leva a que os mais jovens tenham grandes dificuldades em ter bons resultados que lhes possibilitem subir rapidamente no ranking. Nota-se isso, principalmente ao nível dos torneios Challenger. É muito difícil a transição entre os Futures e os Challengers. E por isso é muito difícil a entrada e manutenção no Top 100 e, até, no Top 150.

 

Também é uma boa perspectiva e concordo, apesar de já antigamente haverem trintões a jogar a bom nível (Agassi, Connors ou W. Ferreira, por exemplo). No entanto, também me parece que agora o trabalho físico para prolongar as carreiras dos jogadores é mais intenso nesta altura.

 

Fixed 8)

 

Escapou-me. :mrgreen: E escapou-me também o Safin.

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Acho que são várias questões: plano físico e mental, falta de talento, o circuito está mal estruturado e por aí diante.

 

Até estava a escrever um testamento mas fiquei como o Descartes e desisti.

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Mal estruturado? Desenvolve essa parte. :mrgreen:

 

Muito resumidamente, acho que existe um enorme gap entre o circuito Challenger e o ATP. Na minha perspectiva, os Challengers deviam ser os primeiros passos de um tenista para depois, se conseguir, singrar-se no circuito ATP. Mas o que eu vejo é que os torneios Challenger são muitas vezes usados como muletas, por vezes por jogadores de nível ATP que estão em má forma e que querem manter o ranking mundial.

 

E a distribuição dos pontos é um ponto fulcral: por exemplo nesta semana, temos um torneio ATP250 e dois Challengers. Acho injusto que um vencedor de um Challenger ganhe os mesmos pontos de que um semifinalista de um torneio 250. É injusto e por isso mesmo acho que deviam haver mais torneios ATP500 do que ATP250 que andam por aí espalhados em todo o circuito.

 

Há que separar o trigo do joio e neste momento há um amontoado de jogadores do mesmo nível e que não acrescentam grande coisa ao circuito. Não ficou bem como queria o texto, mas é o que se arranja neste momento.

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Percebi a ideia. ;)

 

Na minha opinião, jogadores acima do 50º lugar não deviam poder jogar Challengers ou, quanto muito, só poderem jogar quando não há torneios ATP na mesma semana (e mesmo assim com um limite).

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Percebi a ideia. ;)

 

Na minha opinião, jogadores acima do 50º lugar não deviam poder jogar Challengers ou, quanto muito, só poderem jogar quando não há torneios ATP na mesma semana (e mesmo assim com um limite).

 

Exacto. Já tinha dito há uma data de tempo. Tem que haver uma maior disparidade de qualidade no circuito, senão isto ainda acaba como no WTA. :medinho:

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E acrescento, entre o 50º e 100º, deviam ter um limite de participação anual em Challengers.

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e o que é que isso ia resolver mesmo?

para mim está bom assim, e não haver mais gente nos tops só indica mesmo falta de talento.

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Resolveria, em parte, o problema que o R3d colocou. Se tu tiveres 4 ou 5 gajos do Top100 num Challenger, estás a tirar oportunidades a jogadores com rankings mais baixos, alguns deles jovens. Para além disso, o mérito desse tipo de jogador ganhar 90 ou 100 pontos num Challenger, não é o mesmo que num torneio ATP. Não acho justo que um jogador que só jogue Challengers de 125000$ + H, tenha melhor ranking que um que faça a época toda em torneios ATP.

 

É a mesma coisa que se tivéssemos um gajo à beira do Top100, só a jogar Futures de 15000$ + H. Limpava aquilo tudo e ganhava pontos suficientes para manter um lugar perto dos 100 melhores? Achas que tinha o mesmo mérito de outros jogadores com ranking semelhante?

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não é justo mas isso só resolve a questão do ranking, não te resolve a questão da qualidade. isso vai.te dar um equilíbrio muito pouco real. dás oportunidade aos putos de ganharem uns pontecos nos challengers com mais facilidade, quando fizerem a transição o problema vai ser o mesmo, ou até uma diferença de nível muito maior.

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O ranking, na minha opinião, é um acrescento de motivação e permite aos jovens entrarem mais facilmente em torneios de nível superior, onde até podem ter a sorte de ter um bom sorteio e conseguirem amealhar mais pontos. A evolução dos jogadores também se faz por aí. Um bom resultado num torneio de nível superior dá-lhes um "boost" de confiança.

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bem, se achas que um jogador evolui com confiança e motivação ao invés de jogos nas pernas, já não posso contrariar. e se apanhar depois um pneuzinho contra um jogador lá de cima também der um boost, ainda melhor :mrgreen:

sendo assim, o Dimitrov fez tudo ao contrário e agora devia aprender com o que o Gastão está a fazer, certo? :D

Editado por bobzz

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Esse é uma das questões, não a questão vulco.

 

E sim há falta de talento, mas naturalmente os jogadores adaptam-se às condições do circuito e esse é outro dos problemas. Existem vários pisos, mas não há grande variedade, o que de si provoca anulações nos pontos fortes de cada jogador e uma apelação à consistência, em detrimento da procura de uma identidade própria no estilo de jogo.

 

Provavelmente um Ivanisevic, um Krajicek não teriam o mesmo sucesso que tiveram na carreira se jogassem nas condições de hoje. Já pelo contrário, um Karlovic teria conseguido muito mais na sua carreira.

 

sendo assim, o Dimitrov fez tudo ao contrário e agora devia aprender com o que o Gastão está a fazer, certo? :D

 

Nâo percebi onde querias chegar.

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Então, mas se um jogador tiver melhores condições de acesso a um Challenger, não tem maiores probabilidades de disputar mais encontros? É algo que está directamente relacionado, parece-me óbvio.

 

Não, o Dimitrov fez o que um jogador daquela idade deve fazer. Eu estou a dar o exemplo de jogadores que têm ranking para suportar a competitividade de torneios de nível superior. O Gastão é a antítese disso.

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eu não percebo é como querem tirar qualidade aos Challengers e depois esperar que a transição para os ATP's fique mais facilitada. podia eventualmente ficar, admitindo que assim os tais jogadores de CH passariam a ser queimados e a rodar menos, mas aí ia nivelar por baixo o circuito. ou seja, é preferível uma ascenção mais rápida no ranking (não por mérito e efectiva capacidade, mas por uma menor competitividade nos níveis inferiores) e uma vez aí, uma estagnação em escala superior do que acontece actualmente?

a minha opinião é mesmo a de que se houver qualidade o actual formato não é nenhum entrave, e até favorece a evolução de quem não tem talento inato ou uma mentalidade menos forte. se me argumentarem com a tal maior longevidade e a maior qualidade de jogo de hoje em dia, concordo absolutamente, parece.me óbvio que se há mais gente a jogar e a um nível superior, o tempo de aprendizagem necessário tem de ser compreensivelmente maior. agora com esse, peço desculpa mas não sou capaz de concordar.

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JOVEM DA SEMANA

 

David Souto

 

 

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Geração de 90

 

Outra semana pobrezinha. Janowicz chegou à 2ª ronda do Challenger de Zagreb, Del Bonis à 2ª ronda da qualificação de Roma (com uma vitória sobre Gabashvili), Raonic ficou-se pela 1ª ronda em Roma tendo perdido com o seu "amigo" Verdasco e Donskoy não passou da 1ª ronda do qualifying de Bordéus.

 

Gastão Elias mantém-se como 16º da geração.

 

 

Geração de 91

 

Ainda mais pobrezinha esta geração. Kuznetsov passou a qualificação de Zagreb mas ficou-se, depois, pela 1ª ronda no quadro principal. Mesmo assim ainda fez melhor que Lindell que não passou da 2ª ronda do qualifying e que Basic que se ficou pela 1ª ronda. Grigelis não passou da 1ª ronda do F8 italiano.

 

No entanto, houve movimentações na tabela. Yong-Kyu Lim e Steven Diez não conseguiram defender pontos conquistados no ano passado e sairam do Top 10 tendo sido substituídos por Grigelis e pelo francês Pierre-Hugues Herbert.

 

 

Geração de 92

 

O venezuelano David Souto recebe o título de figura da semana. Foi o único Sub-21 a celebrar um título nesta semana: o F2 da sua terra natal que lhe garantiu uma subida de 30 lugares no ranking.

 

Em bom plano estiveram os argentinos Schwartzman e Arguello que conseguiram chegar à final e à meia final do F4 argentino.

 

De resto, não houve mais nada. Harrison ficou na 1ª ronda de Zagreb e Marti na 1ª ronda do qualifying de Bordéus.

 

Schwartzman e Souto obtiveram melhores classificações de sempre no ranking. Tal como Tomic e Kudla, mas estes porque beneficiaram de descidas de outros tenistas.

 

 

 

Geração de 93

 

Taro Daniel é o destaque desta semana. Chegou à final do F14 espanhol (perdeu-a para o João Sousa) e subiu 104 lugares no ranking mundial. Entrou no Top 700 e no Top 5 da geração.

 

O ucraniano Leonard Stakhovsky (irmão do Sergyi) estreia-se nesta semana nesta tabela (tal como previa o Perdigas). Dando sequência a um conjunto de bons resultados chegou aos quartos de final do F2 do Cazaquistão e relegou o Jannick Lupescu para fora do Top 10.

 

Suk-Young Jeong chegou à 2ª ronda do Challenger de Busan e Londero à 2ª ronda do F4 argentino.

 

Carballes Baena, Daniel, Londero e Stakhovsky estão na sua melhor posição de sempre.

 

 

 

Geração de 94

 

Mais um ponto para Liam Broady com a 2ª ronda no F6 britânico.

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O Banea tem passeado nos últimos Futures. Que é feito do Boluda? Continuam a atribuir-lhe grande futuro, mas com aquela altura não vai a lado nenhum.

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O Boluda esteve lesionado. Voltou esta semana, mas desistiu (talvez uma recaída).

 

Quanto à altura, ele discorda:

 

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10cm fazem muita diferença!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8-[

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10? O Boluda tem à volta de 1,70, creio. O Ferrer tem 1,75. E o Boluda tem 18 anos, ainda cresce até aos 20/21. Não é muito, mas ganha mais 1 ou 2 cm.

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10? O Boluda tem à volta de 1,70, creio. O Ferrer tem 1,75. E o Boluda tem 18 anos, ainda cresce até aos 20/21. Não é muito, mas ganha mais 1 ou 2 cm.

1.65m segundo o site do ATP.

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Pensava que era mais alto. :|

 

EDIT: Ah, já sei onde tinha visto. No ITF, falam em 1,70.

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