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[Futebol de 11] Associação Lírios do Gerês

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Quanto àquilo de que vos tinha falado, a coisa continua de pé. A inscrição da equipa está feita e os jogadores têm sido inscritos. Contamos, à partida, com um grupo de mais ou menos 25 atletas gajos. Vou ficar responsável pela equipa técnica, sendo que em caso de ausência terei um adjunto que pega nos meus ensinamentos :cool:

 

Mas agora vocês perguntam: porque crl é que um grupo de amigos se lembraram de se juntar novamente e de regressar à competição, ainda que no Inatel?

 

Eu explico. Todos nós temos um passado de ligações mais ou menos fortes com o único clube cá da terra, o Grupo Desportivo do Gerês. Uns jogaram 10 anos lá, outros 5 ou 6, outros foram jogadores, treinadores e membros da direcção, e outros (os mais novos) gostavam de ter uma oportunidade de competir mas o clube, de há uns anos para cá, fecha a porta a pessoas da terra. Não há camadas jovens nem jogadores de cá no plantel sénior. A população, evidentemente, afastou-se da vida do clube, e não mais de 50 pessoas continuam a ir ver os jogos em casa, quando aqui há uns anos atrás esse número era muito superior.

 

Acabou-se a identidade, o bairrismo, a carolice e a amizade. Surgiu a ganância e a ambição desmesurada. Preferem pagar-se ordenados obscenos para um clube pequeno que milita na I divisão distrital em vez de se apostar no património, dado que ainda se joga em pelado e nem bancadas o campo tem.

 

Com base em tudo isto, o nosso protesto - para já - silencioso tem como base uma associação aqui da terra, a "A.C.RE.D.ECO Lírio do Gerês", que como disse irá competir na II divisão da Taça Fundação Inatel. Os objectivo são a diversão, o convívio, dar oportunidade aos jovens da terra, e o jogar bem. Para além disso, queremos que as gentes da terra se identifiquem connosco, nos ajudem e nos vão ver jogar. Orçamento? Zero. Vamos pagar tudo do nosso bolso. Mais à frente contamos com patrocínios das maiores empresas da terra.

 

Essencialmente é isto.

 

Já tivemos dois treinos e o pessoal está agradado, ao que parece. Tenho contado com um plantel na casa dos vinte e poucos jogadores, mas vai crescer. Sabe-se que há gente que vai falhar no decorrer do campeonato e não queremos fechar a porta aos putos que têm aparecido, e não me admirava nada que surgisse mais uns quantos nos próximos dias.

 

Organização da prova: há 8 equipas, e vai-se jogar duas competições. Uma "taça", que será da espécie de um campeonato normal, mas apenas com uma volta, e em seguida passa-se para o campeonato, que terá jogos a duas voltas. Tudo muito organizadinho, o que me está a agradar. Já há calendários definidos também.

 

Treinos: algumas dificuldades. Estou com um ano de experiência, é bom não esquecer; e treino futebol de 7, sendo que geralmente tenho 15 ou 16 jogadores a treinar comigo. Agora são 25 e é futebol de 11, com gajos que não jogam a sério há 10 anos e putos de 15-16-17 anos que nunca jogaram :lol: Que aventura do caraças! A verdade é que a bola tem andado junto à relva ao pelado e tem-se visto coisas engraçadas, o que me dá um certo alento. Tem sido difícil espalhar aquela gente toda por posições, e vai continuar a não ser fácil nos próximos tempos, assim como tem sido difícil montar exercícios de forma a toda a gente os poder fazer sem ficar muito tempo de fora. É esperar.

 

Em dois treinos dei carga física, sempre com bola e com iniciação àquele que vai ser o nosso modelo de jogo (ou coisa parecida com ele :mrgreen: ), situações de 2x2 + GR e 3x2 + GR, posse de bola com apoios e condicionantes de várias ordens, e exercícios tendo em vista os posicionamentos defensivos. Como não sou maluquinho de todo, a ideia passa por montar a equipa da forma mais "fácil": de trás para a frente. Experiência na defesa, irreverência no ataque, tentando extrair algumas das melhores características dos jogadores para posições-chave. O esquema táctico está definido: 4x2x3x1. Será a forma de, sem muitos treinos, ter a equipa em equilíbrio mais frequentemente. Ponto de honra para o treinador é, como quem acompanha o outro tópico bem sabe, jogar bem. Considero que será essa a melhor forma de irmos ganhando alguns jogos, sendo que não faço ideia de que tipo de futebol se pratica numa competição destas.

 

A taça começa no fim de semana de 16/17 de Outubro. As pessoas da terra têm, na maioria, recebido com interesse e expectativa este movimento que, após nem 15 dias do seu aparecimento, já movimenta umas 40 pessoas da terra, de diferentes idades e extractos sociais. Tem sido um orgulho poder estar na "frente da batalha", passe o exagero. Vou dando notícias.

 

PS: a parte a sublinhado...agradecia umas dicas. Tudo que puderem dizer será bom. É um novo mundo para mim, espero sair vivo dele.

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Queres montar exercícios para trabalhar o quê? Princípios defensivos, ofensivos, situações de 2x2, 3x3, um simples aquecimento?... E já agora, a complexidade desses exercícios a nível técnico e táctico.

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A.C.RE.D.ECO Lírio do Gerês, que nome :mrgreen:

 

É um projecto interessante, sendo futebol de 11 pode ser uma boa preparação para o futuro

E fiquei com uma dúvida, como funcionam as posições? Quando os jogadores se inscreveram, cada um disse a posição onde queria jogar, ou tu é que vais definir onde eles jogam, dependendo das suas características?

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E fiquei com uma dúvida, como funcionam as posições? Quando os jogadores se inscreveram, cada um disse a posição onde queria jogar, ou tu é que vais definir onde eles jogam, dependendo das suas características?

Depois de ler também fiquei com esta dúvida...

 

Presumo que para o pessoal mais experiente, que já não joga há 10 anos, as posições estejam +/- bem definidas, tendo apenas que fazer alguns ajustes por causa da sua idade actual. Para os tais jogadores que agora começam, basicamente é ir tentando perceber o que eles fazem melhor e atribuir-lhes uma posição que aches que é a melhor para ele e para a equipa. Mas há sempre possibilidade de mudar, já que o jogador pode não estar a jogar na posição em que mais rende. À custa disso, no ano passado, perdi um extremo razoável e ganhei um excelente trinco!

 

@Ibra

Em relação aos exercícios, faças o que fizeres, tenta fazer em 3 grupos, com um elemento de cada grupo a participar à vez. Pode, no início, criar alguma confusão mas já não são nenhumas crianças e, portanto, depois de algumas repetições, a coisa funciona bem. Tenta fazer também 2 x 2 + 0 GR em espaços reduzidos, com balizas reduzidas. Podes fazer vários jogos destes ao mesmo tempo e, tendo em conta que são desgastantes a nível físico e obrigam a bom controlo de bola e passe, parecem-me um bom exercício para praticamente qualquer escalão...

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Queres montar exercícios para trabalhar o quê? Princípios defensivos, ofensivos, situações de 2x2, 3x3, um simples aquecimento?... E já agora, a complexidade desses exercícios a nível técnico e táctico.

Ia-te perguntar isto mesmo Ibra.

 

Estou curioso para ver o que sai daqui, o ano passado também foi o meu 1º ano de competição e logo em futebol onze pelo que também andava um pouco perdido..No que puder ajudar..

 

Quanto ao sistema, gosto do que escolheste, é óbvio que também dependerá das caracteristicas dos jogadores que tiveres.

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As bases dos exercícios acabam por ser as mesmas do futebol de 7, porque os objectivos dos mesmos não podem diferir muito. A questão aqui passa mais por aumentares o número de elementos e de espaço do exercício, e claro, adequares à realidade da equipa - mas isso também acontecia com equipas diferentes no futebol de 7.

 

Tens de contar aqui com o espaço que tens para treinar (tens campo inteiro?), com o facto de teres ou não alguém a trabalhar contigo que possa ir fazendo outro tipo de exercícios com outro grupo... por exemplo, podes trabalhar organização ofensiva/defensiva com um conjunto de jogadores (imagina, uns 12 ou 13) e colocares o restante plantel a fazer uma posse de bola, ou força média (se bem que isto é mais para o fim do treino...) ou coisa que o valha.

Editado por Alexandre Costa

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"Ponto de honra para o treinador é, como quem acompanha o outro tópico bem sabe, jogar bem."

 

Muito importante :prayer:

 

E queria só perceber porque é que achas que um 4-2-3-1 é mais fácil de trabalhar numa equipa sem rotinas. É que eu acho precisamente o contrário. Num 4-2-3-1, tens que mecanizar bem os movimentos ofensivos dos dois médios que jogam lado a lado, mas sem nunca descurar a ocupação do espaço à frente da defesa. Teoricamente, diria que é mais difícil os jogadores interpretarem o 4-2-3-1 do que o 4-3-3 só com um médio defensivo e dois ofensivos; no segundo caso, a própria distribuição dos jogadores, com um triângulo forte no meio-campo, facilita as coisas, por assim dizer.

 

Já agora, zona, homem a homem ou marcação mista?

 

Boa sorte :compinchas:

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Penso que ele se refere à segurança defensiva, em 4231 é relativamente simples conseguir alguma segurança à frente da defesa mesmo sem rotinas.

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E queria só perceber porque é que achas que um 4-2-3-1 é mais fácil de trabalhar numa equipa sem rotinas. É que eu acho precisamente o contrário. Num 4-2-3-1, tens que mecanizar bem os movimentos ofensivos dos dois médios que jogam lado a lado, mas sem nunca descurar a ocupação do espaço à frente da defesa. Teoricamente, diria que é mais difícil os jogadores interpretarem o 4-2-3-1 do que o 4-3-3 só com um médio defensivo e dois ofensivos; no segundo caso, a própria distribuição dos jogadores, com um triângulo forte no meio-campo, facilita as coisas, por assim dizer.

 

Por acaso discordo. Num 4-2-3-1 é mais fácil garantir segurança defensiva, dado que usas dois jogadores à frente da defesa para dar cobertura ao médio mais ofensivo. Num 4-3-3 ficas apenas com um trinco para dar cobertura a dois jogadores, o que, numa situação em que ele saia da sua posição, deixa um espaço entre o sector da defesa e do meio campo enorme pronto a ser explorado. Num 4-2-3-1, caso um dos médios mais defensivos saia da posição para outra zona qualquer do terreno fica sempre um homem naquela zona a dar cobertura ao outro médio. O que é preciso fazer é ensaiar movimentações já com bola de um desses médios, ou então coordenar as movimentações de ambos, por exemplo subir o médio do lado contrário ao da bola. E algo que convém estar sempre presente é que são jogadores que não têm grandes noções tácticas, daí que será preferível apostar numa táctica que conceda uma maior eficácia defensiva.

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Por acaso discordo. Num 4-2-3-1 é mais fácil garantir segurança defensiva, dado que usas dois jogadores à frente da defesa para dar cobertura ao médio mais ofensivo.

Sim, isso é verdade, mas em que medida é que isso garante mais segurança defensiva? Ao jogares com uma linha horizontal à frente da defesa, quer queiras, quer não, vais conceder mais espaços entre linhas do que com apenas um trinco posicional nessa zona. Já para não falar que fica mais fácil para o adversário penetrar na tua defesa com passes verticais. Penso que neste ponto não discordas de mim.

 

Num 4-3-3 ficas apenas com um trinco para dar cobertura a dois jogadores, o que, numa situação em que ele saia da sua posição, deixa um espaço entre o sector da defesa e do meio campo enorme pronto a ser explorado.

Bem, supostamente, se defenderes à zona, o trinco não tem que sair da sua posição para marcar ninguém.

 

Já agora, em termos de transição defensiva, qual é a diferença entre jogar num 4-4-2 clássico (que tu criticas, se não estou enganado) e num 4-2-3-1?

 

E algo que convém estar sempre presente é que são jogadores que não têm grandes noções tácticas, daí que será preferível apostar numa táctica que conceda uma maior eficácia defensiva.

Precisamente por não terem grandes noções tácticas é que acho que o 4-3-3 só com um médio defensivo seria mais fácil de assimilar.

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Sim, isso é verdade, mas em que medida é que isso garante mais segurança defensiva? Ao jogares com uma linha horizontal à frente da defesa, quer queiras, quer não, vais conceder mais espaços entre linhas do que com apenas um trinco posicional nessa zona. Já para não falar que fica mais fácil para o adversário penetrar na tua defesa com passes verticais. Penso que neste ponto não discordas de mim.

 

Mais espaço entre linhas? O espaço que vai ficar entre a defesa e o meio campo vai estar sempre preenchido por, em princípio, 2 jogadores. É verdade que fica mais fácil fazer um passe vertical, mas também é verdade que a oposição que o jogador que receber a bola será mais forte. Basicamente, tira-se de um lado para por no outro.

 

Bem, supostamente, se defenderes à zona, o trinco não tem que sair da sua posição para marcar ninguém.

 

Já agora, em termos de transição defensiva, qual é a diferença entre jogar num 4-4-2 clássico (que tu criticas, se não estou enganado) e num 4-2-3-1?

 

O trinco, supostamente, não tem de ir para o corredor lateral, dado que só lhe é pedido que dê cobertura aos dois médios mais ofensivos. Contudo, nem sempre é isso que acontece, apesar de variar de esquema para esquema, nestes escalões e com a falta de noções tácticas e técnicas que muitos destes jogadores encontram, acabam por sair da sua posição facilmente. Num 4-3-3, caso um lateral suba, deve haver um reajustamento da defesa, mas nestes escalões o que é mais frequente é ver o médio de cobertura a ir para o corredor lateral, originando um espaço enorme entre linhas.

 

Sim, crítico, é uma táctica que me parece oferecer muitos espaços entre linhas. Num 4-4-2 clássico quando se perde a bola, tem de se proceder a um reajustamento quase imediato, para não deixar (ainda mais) espaços. Depois, as equipas que jogam em 4-4-2 clássico tendem a organizar-se defensivamente com uma linha horizontal de 4 médios, e para isto funcionar é preciso uma pressão alta bem feita e uma rápida compactação dos sectores. Num 4-2-3-1 tens sempre, no mínimo, um jogador que fica entre a linha da defesa e do meio campo, o que faz muita diferença. A opção de ter dois jogadores naquele espaço depende das instruções que o treinador dê a um dos trincos na movimentação da equipa com bola. Há quem opte por incutir desequilíbrios ofensivos a um deles, ou então fazer isso em função da zona em que a bola se encontra. Após a perda de bola, e dependendo da zona desta, a equipa deve ter uma cobertura dada por um dos trincos, partindo do princípio que a bola é perdida no sector do meio campo/ataque e não na defesa.

 

Posto isto, a dificuldade de trabalhar e ter uma transição eficaz num 4-4-2 é muito maior do que num 4-2-3-1. É preciso trabalhar bem a pressão para não oferecer a possibilidade de o adversário, após a recuperação da bola, efectuar logo um passe vertical e deixar a equipa demasiado exposta e a compactação dos sectores, que é uma coisa que deve ser feita já com bola. Num 4-2-3-1, se o meio campo estiver bem rotinado e com as noções tácticas devidas é difícil encontrar-se desequilibrado após a perda de bola.

 

Precisamente por não terem grandes noções tácticas é que acho que o 4-3-3 só com um médio defensivo seria mais fácil de assimilar.

 

O médio defensivo teria de ter uma boa leitura de jogo para dar cobertura aos dois médios mais ofensivos, dado que com a pouca falta de noções estes vão passar mais tempo em manobra ofensiva. Num 4-2-3-1 isso já não irá acontecer.

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Antes de mais peço desculpa por não ter passado aqui, mas como tinha dito a prioridade continua a ser o Joane e o tempo não abunda.

 

E fiquei com uma dúvida, como funcionam as posições? Quando os jogadores se inscreveram, cada um disse a posição onde queria jogar, ou tu é que vais definir onde eles jogam, dependendo das suas características?

 

Aqueles que eu conheço melhor, dado que jogo muitas vezes com eles, estão agrupados segundo os sítios onde jogaram sempre. A excepção é o nosso 10, que sempre foi extremo-direito, mas como é o nosso jogador mais evoluído tecnicamente e fisicamente tem sido adaptado a uma zona onde possa ter mais bola para a poder levar para a frente, dado que é muito explosivo e vertical. Os novos têm sido colocados em a) posições que me dão jeito num determinado momento, b) posições para as quais têm melhores aptidões.

 

Tens de contar aqui com o espaço que tens para treinar (tens campo inteiro?), com o facto de teres ou não alguém a trabalhar contigo que possa ir fazendo outro tipo de exercícios com outro grupo... por exemplo, podes trabalhar organização ofensiva/defensiva com um conjunto de jogadores (imagina, uns 12 ou 13) e colocares o restante plantel a fazer uma posse de bola, ou força média (se bem que isto é mais para o fim do treino...) ou coisa que o valha.

 

Campo inteiro, adjunto (tem estado doente e não tem ido) e treinador de GR.

 

E queria só perceber porque é que achas que um 4-2-3-1 é mais fácil de trabalhar numa equipa sem rotinas. É que eu acho precisamente o contrário. Num 4-2-3-1, tens que mecanizar bem os movimentos ofensivos dos dois médios que jogam lado a lado, mas sem nunca descurar a ocupação do espaço à frente da defesa. Teoricamente, diria que é mais difícil os jogadores interpretarem o 4-2-3-1 do que o 4-3-3 só com um médio defensivo e dois ofensivos; no segundo caso, a própria distribuição dos jogadores, com um triângulo forte no meio-campo, facilita as coisas, por assim dizer.

 

Já agora, zona, homem a homem ou marcação mista?

 

Boa sorte :compinchas:

 

Isto tudo depende das dinâmicas e daquilo que se pretende para o modelo de jogo.

 

O 4-2-3-1 que tenho implementado funciona com dois médios centro que raramente se agrupam de forma horizontal, ou em linha se preferires. Em determinados momentos um dele desce para junto dos centrais e o outro funciona à frente da defesa, ou um fica à frente da defesa e o outro avança para uma posição semelhante à posição 8.

 

Optei por isto em detrimento do 4-3-3 porque dá-me jeito que o tal 10 jogue mais à frente, tendo liberdade para se juntar ao avançado, ou que possa fazer superioridade com um dos alas. Caso forçasse o 4-3-3, ia certamente ter a equipa mais afastada: o ponta de lança emparedado nos centrais contrários e os alas a tentarem apoiar e a "esquecer" que têm de voltar atrás e ajudar os laterais, que são experientes e sabem o que têm de fazer, mas que não têm (ainda) preparação para jogar a todo o comprimento.

 

Marcações zonais, preferencialmente; cantos zonais, pode-se avançar para uma mista caso o adversário assim o exija. Toda a gente tem gostado destas inovações (nunca tinham defendido assim) e a coisa tem corrido bastante bem.

 

Já agora, quem anda nisto, de que forma costumam agrupar os jogadores num canto contra nós, defendendo à zona?

 

Sim, isso é verdade, mas em que medida é que isso garante mais segurança defensiva? Ao jogares com uma linha horizontal à frente da defesa, quer queiras, quer não, vais conceder mais espaços entre linhas do que com apenas um trinco posicional nessa zona. Já para não falar que fica mais fácil para o adversário penetrar na tua defesa com passes verticais. Penso que neste ponto não discordas de mim.

 

 

Bem, supostamente, se defenderes à zona, o trinco não tem que sair da sua posição para marcar ninguém.

 

Já agora, em termos de transição defensiva, qual é a diferença entre jogar num 4-4-2 clássico (que tu criticas, se não estou enganado) e num 4-2-3-1?

 

 

Precisamente por não terem grandes noções tácticas é que acho que o 4-3-3 só com um médio defensivo seria mais fácil de assimilar.

 

Já respondi acima. É tudo uma questão de dinâmicas, quanto a mim. Mas se me escapou alguma coisa volta a perguntar que eu tenho responder :wink:

 

---

 

Tem corrido tudo dentro do normal. Hoje fizemos um excelente treino, que me deixou animado para a estreia oficial que é no próximo sábado. As expectativas são, neste momento, controladas, dado que não sei bem qual a realidade do campeonato. Nunca sequer vi um jogo disto.

 

A prioridade é lançar uma equipa experiente, matreira, organizada de trás para a frente e que consiga dar coesão. Se não sofrermos golos, pelo menos iremos empatar :mrgreen: E num ataque pode sempre fazer-se golos, seja de bola parada, de remate de longe, de frango do GR adversário...é esperar para ver. Vou ter algumas baixas, dado que o pessoal trabalha, mas são coisas com as quais eu sabia que tinha de contar.

 

Quinta vamos ter jogo-treino com uma equipa da distrital. Possivelmente vamos sair emagados :mrgreen: mas não há de ser nada.

 

Extra-campo, temos tido gente que nos tem dado muita força e apoios para continuar, e outros "velhos-do-Restelo" que só falam mal de nós, que somos uma equipa de elite, que daqui a um mês desistimos, etc. Jogadores inscritos já estão 25, e para já irá ficar por aí. Tudo gente da terra, o que nos deixa satisfeitos. Além disso cada jogador está a pagar a sua inscrição, que são 60 euros, e alguns deles têm feito esforços para a pagar porque a vida não está fácil. Eu próprio paguei a de um puto que não tinha possibilidade de a pagar, um puto cheio de valor e qualidade e que tem apenas 15 anos.

 

Continuem à vontade para passar por cá :wink:

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Mais espaço entre linhas? O espaço que vai ficar entre a defesa e o meio campo vai estar sempre preenchido por, em princípio, 2 jogadores. É verdade que fica mais fácil fazer um passe vertical, mas também é verdade que a oposição que o jogador que receber a bola será mais forte. Basicamente, tira-se de um lado para por no outro.

Como é que achas que o espaço à frente da defesa fica mais bem preenchido? Com uma linha horizontal ou com uma linha vertical?

 

O trinco, supostamente, não tem de ir para o corredor lateral, dado que só lhe é pedido que dê cobertura aos dois médios mais ofensivos. Contudo, nem sempre é isso que acontece, apesar de variar de esquema para esquema, nestes escalões e com a falta de noções tácticas e técnicas que muitos destes jogadores encontram, acabam por sair da sua posição facilmente. Num 4-3-3, caso um lateral suba, deve haver um reajustamento da defesa, mas nestes escalões o que é mais frequente é ver o médio de cobertura a ir para o corredor lateral, originando um espaço enorme entre linhas.

Sim, mas para isso é que serve o treino. Para automatizar processos. Podes, por exemplo, trabalhar a equipa para, quando um dos laterais subir, ser o interior desse lado a preencher o espaço deixado vazio pela subida do lateral, em vez de ser o médio defensivo. E assim já não terás tanto espaço entre linhas. Isto não tem a ver com a falta de noções tácticas básicas, penso eu.

 

Sim, crítico, é uma táctica que me parece oferecer muitos espaços entre linhas. Num 4-4-2 clássico quando se perde a bola, tem de se proceder a um reajustamento quase imediato, para não deixar (ainda mais) espaços. Depois, as equipas que jogam em 4-4-2 clássico tendem a organizar-se defensivamente com uma linha horizontal de 4 médios, e para isto funcionar é preciso uma pressão alta bem feita e uma rápida compactação dos sectores. Num 4-2-3-1 tens sempre, no mínimo, um jogador que fica entre a linha da defesa e do meio campo, o que faz muita diferença. A opção de ter dois jogadores naquele espaço depende das instruções que o treinador dê a um dos trincos na movimentação da equipa com bola. Há quem opte por incutir desequilíbrios ofensivos a um deles, ou então fazer isso em função da zona em que a bola se encontra. Após a perda de bola, e dependendo da zona desta, a equipa deve ter uma cobertura dada por um dos trincos, partindo do princípio que a bola é perdida no sector do meio campo/ataque e não na defesa.

 

Posto isto, a dificuldade de trabalhar e ter uma transição eficaz num 4-4-2 é muito maior do que num 4-2-3-1. É preciso trabalhar bem a pressão para não oferecer a possibilidade de o adversário, após a recuperação da bola, efectuar logo um passe vertical e deixar a equipa demasiado exposta e a compactação dos sectores, que é uma coisa que deve ser feita já com bola. Num 4-2-3-1, se o meio campo estiver bem rotinado e com as noções tácticas devidas é difícil encontrar-se desequilibrado após a perda de bola.

Eu quer-me parecer que o maior ganho do 4-2-3-1 em relação ao 4-4-2 clássico é termos ofensivos - tens uma maior rede de apoios na frente - e não em termos defensivos. Porque em termos de reajustamento posicional rápido, é praticamente a mesma coisa.

 

Podes, por exemplo, olhar para o Sporting do Paulo Sérgio e para o Benfica do Quique. Em termos de transição defensiva, tinham exactamente os mesmos problemas. E o PS joga em 4-2-3-1 e o Quique num 4-4-2. A diferença, repito, é que o Sporting troca melhor a bola na frente, ao contrário do Benfica.

 

O médio defensivo teria de ter uma boa leitura de jogo para dar cobertura aos dois médios mais ofensivos, dado que com a pouca falta de noções estes vão passar mais tempo em manobra ofensiva. Num 4-2-3-1 isso já não irá acontecer.

Mas epá, se os médios que jogam de perfil estiverem a dar cobertura ao médio ofensivo quando a equipa está em ataque organizado, vão deixar espaço nas costas. É claro que a defesa pode subir e compensar isso, mas diz-me a observação de vários jogos que isso é raro ser totalmente eficaz.

 

Mas pronto, entendi o teu ponto de vista, apesar de não concordar :fixe:

 

Isto tudo depende das dinâmicas e daquilo que se pretende para o modelo de jogo.

 

O 4-2-3-1 que tenho implementado funciona com dois médios centro que raramente se agrupam de forma horizontal, ou em linha se preferires. Em determinados momentos um dele desce para junto dos centrais e o outro funciona à frente da defesa, ou um fica à frente da defesa e o outro avança para uma posição semelhante à posição 8.

 

Optei por isto em detrimento do 4-3-3 porque dá-me jeito que o tal 10 jogue mais à frente, tendo liberdade para se juntar ao avançado, ou que possa fazer superioridade com um dos alas. Caso forçasse o 4-3-3, ia certamente ter a equipa mais afastada: o ponta de lança emparedado nos centrais contrários e os alas a tentarem apoiar e a "esquecer" que têm de voltar atrás e ajudar os laterais, que são experientes e sabem o que têm de fazer, mas que não têm (ainda) preparação para jogar a todo o comprimento.

 

Marcações zonais, preferencialmente; cantos zonais, pode-se avançar para uma mista caso o adversário assim o exija. Toda a gente tem gostado destas inovações (nunca tinham defendido assim) e a coisa tem corrido bastante bem.

Ah, ok. Sendo assim, acho que não terás tantos problemas com o espaço entre linhas. Eu estava a pensar que ias jogar num 4-2-3-1 à la Paulo Sérgio, ou seja, em que esses dois médios têm mais ou menos o mesmo padrão de movimentos.

 

De qualquer modo, continuo a gostar mais do 4-3-3 :carinhoso:

 

Já agora, pedes aos teus extremos que joguem mais abertos ou mais por dentro?

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Já agora, pedes aos teus extremos que joguem mais abertos ou mais por dentro?

 

Abertos, geralmente. Assim dou maior largura para o meu 10 poder ter mais espaço para se movimentar.

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Como é que achas que o espaço à frente da defesa fica mais bem preenchido? Com uma linha horizontal ou com uma linha vertical?

 

Nem horizontal nem vertical. O médio que fica sobre o lado da bola fica na linha desta e o médio do seu lado fica no limite entre corredores.

 

Sim, mas para isso é que serve o treino. Para automatizar processos. Podes, por exemplo, trabalhar a equipa para, quando um dos laterais subir, ser o interior desse lado a preencher o espaço deixado vazio pela subida do lateral, em vez de ser o médio defensivo. E assim já não terás tanto espaço entre linhas. Isto não tem a ver com a falta de noções tácticas básicas, penso eu.

 

Tem a ver com a falta de noções básicas, porque muita gente pensa que é o trinco que fecha no corredor quando o lateral desse lado sobe. Não sabem que o trinco não tem de invadir o espaço nos corredores, só em situações muito esporádicas ou em modelos específicos, tipo o do Jesus.

 

Eu quer-me parecer que o maior ganho do 4-2-3-1 em relação ao 4-4-2 clássico é termos ofensivos - tens uma maior rede de apoios na frente - e não em termos defensivos. Porque em termos de reajustamento posicional rápido, é praticamente a mesma coisa.

 

Podes, por exemplo, olhar para o Sporting do Paulo Sérgio e para o Benfica do Quique. Em termos de transição defensiva, tinham exactamente os mesmos problemas. E o PS joga em 4-2-3-1 e o Quique num 4-4-2. A diferença, repito, é que o Sporting troca melhor a bola na frente, ao contrário do Benfica.

 

Para mim, o 4-4-2 clássico é uma táctica que tanto peca em nível ofensivo como defensivo, pelos factos que já referi. Um 4-4-2 tem muito mais espaço entre linhas do que um 4-2-3-1.

 

O problema do Paulo Sérgio é aquela pressão alta que ele faz aliada a uma não compactação dos sectores por parte da defesa. A partir daí é muito fácil para o adversário atacar e quando chegam ao sector defensivo do Sporting este nunca tem auxílio do meio campo.

 

Mas epá, se os médios que jogam de perfil estiverem a dar cobertura ao médio ofensivo quando a equipa está em ataque organizado, vão deixar espaço nas costas. É claro que a defesa pode subir e compensar isso, mas diz-me a observação de vários jogos que isso é raro ser totalmente eficaz.

 

Quando a equipa está em ataque organizado existe um médio que tende a desequilibrar no ataque, quase que se transformando num 4-3-3. E a defesa compensa isso se sobre compactar os sectores, é algo fácil de trabalhar.

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Abertos, geralmente. Assim dou maior largura para o meu 10 poder ter mais espaço para se movimentar.

:wink:

 

Nem horizontal nem vertical. O médio que fica sobre o lado da bola fica na linha desta e o médio do seu lado fica no limite entre corredores.

Desculpa, mas não percebi.

 

Tem a ver com a falta de noções básicas, porque muita gente pensa que é o trinco que fecha no corredor quando o lateral desse lado sobe. Não sabem que o trinco não tem de invadir o espaço nos corredores, só em situações muito esporádicas ou em modelos específicos, tipo o do Jesus.

Podem não saber à partida, mas depois de vários treinos, ficam a perceber. Se fosse a minha avó a ir lá treinar, provavelmente não perceberia, mas os tipos que o Ibra vai orientar, pelo que eu percebi, têm alguma experiência. Pelo menos, alguns.

 

Um 4-4-2 tem muito mais espaço entre linhas do que um 4-2-3-1.

No espaço entre linhas ofensivo, concordo. No espaço entre linhas defensivo, acho que é exactamente a mesma coisa. Dependendo, claro, do posicionamento dos dois médios defensivos/centro

 

Quando a equipa está em ataque organizado existe um médio que tende a desequilibrar no ataque, quase que se transformando num 4-3-3. E a defesa compensa isso se sobre compactar os sectores, é algo fácil de trabalhar.

Certo. Mas o que eu digo é que é mais fácil trabalhar esse tipo de movimentação num 4-3-3.

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Desculpa, mas não percebi.

 

Isto sem gráficos é difícil explicar. :mrgreen: Mas tudo depende da zona da bola. Se a bola tiver no corredor central no sector do meio campo, a equipa que está a defender mete o médio mais ofensivo a pressionar o portador da bola do meio campo. O portador da bola pode jogar na cobertura ofensiva, ou jogar no segundo médio (partindo do pressuposto que está a jogar em 4-3-3). Se jogar no segundo médio sai o médio do lado da bola para fazer contenção e o outro jogador que estava a fazer contenção dá cobertura na linha que divide o corredor esquerdo do corredor direito (como se houvesse apenas dois corredores). Isto para não estarem os três médios no mesmo corredor, que é algo que se deve evitar ao máximo.

 

Como isto fica pouco explicito sem desenho, eu vou tentar fazer.

 

loltol.png

 

O médio portador da bola (1) tem o médio ofensivo adversário (5) a fazer contenção. Tem duas linhas de passe no meio campo, o trinco e o segundo médio. Neste momento os dois jogadores do meio campo da equipa que está a defender organizam-se desta forma: O médio do lado da bola (4) dá cobertura a ao médio ofensivo e o outro (3) fica praticamente a seu lado mas sem invadir o espaço deste. O médio com bola (1) joga no segundo médio (2) e nesse momento o médio número 3 sai para contenção, o número 4 dá-lhe cobertura e o médio número 5 fica praticamente a seu lado mas sem invadir o espaço.

 

Pronto, espero que assim fique mais explicito. :mrgreen:

 

Podem não saber à partida, mas depois de vários treinos, ficam a perceber. Se fosse a minha avó a ir lá treinar, provavelmente não perceberia, mas os tipos que o Ibra vai orientar, pelo que eu percebi, têm alguma experiência. Pelo menos, alguns.

 

Mas é o comportamento mais comum dos jogadores e a jogar em 4-2-3-1 isso não seria muito prejudicial dado que ficaria sempre lá um médio.

 

No espaço entre linhas ofensivo, concordo. No espaço entre linhas defensivo, acho que é exactamente a mesma coisa. Dependendo, claro, do posicionamento dos dois médios defensivos/centro

 

Caso os dois médios defensivos não se agrupem lado a lado, de forma exacta e não invadam o espaço um do outro dá uma área de controlo, se é que se pode chamar assim, muito maior. Num 4-4-2 isso não acontece.

Editado por André Sousa

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No jogo-treino de hoje, perdemos 1-2 na casa do adversário, que milita na I divisão distrital da AFBraga.

 

Estivemos muito bem, ainda que sem alguns dos previsíveis titulares. Jogamos o jogo pelo jogo, soubemos aceitar a superioridade deles e também soubemos sofrer, mas sempre olhos nos olhos e sem a biqueirada para a frente. Acabamos o jogo com 6 putos com menos de 19 anos e que de experiência têm zero.

 

Estou muito satisfeito, mesmo. Sábado é a nossa estreia oficial e espero dar uma boa resposta.

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vêm para aqui estes 2 pseudo-treinadores armados em lobinhos em vez de deixarem falar quem realmente percebe disto.

 

Ensina aí oh Ibra! Força nessa coisa!

 

 

refutas e sousa <3 saaabz

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Eu até comecei a fazer quotes para responder, mas depois achei que posso resumir a resposta a uma coisa mais simples: o problema da vossa discussão é que estão a tratar os sistemas do jogo como números que encerram em si mesmos a dinâmica do modelo da equipa. Os números não são mais do que artifícios para definir zonas de acção no terreno, que variam evidentemente de jogador para jogador, e de equipa para equipa. Os números são falsos e faz muito pouco sentido dizer que por exemplo, e desculpem-me se vou usar palavras que não foram ditas, mas fiquei com a ideia de que foi dito algo do género: o 4:3:3 de triângulo invertido dificulta o passe vertical do adversário...

 

Pode dificultar mais ou menos que o 4:4:2, que o 3:5:2 ou que o 3:4:3. Não percebi bem o raciocínio, mas presumo que a vossa (é só de um de vocês? não sei, perdi-me na discussão) ideia passe pelo facto de existir uma maior pressão ao portador da bola que dificulta o tempo que requer o passe na vertical... Se a ideia não é esta, peguem no vosso argumento e tentem enquadrar nisto, porque a linha de pensamento é mais ou menos a mesma.

 

Pegando na história de dificultar o jogo vertical do adversário, há aqui duas coisas que temos de diferenciar: o evitar e o anular. Anular é ter gente alta nos últimos 35 metros e/ou ter a defesa recuada ou gente rápida cá atrás. Evitar passa pela pressão na primeira fase de construção adversária, que é de onde sai a charutada. Isto não pode ser feito em qualquer sistema?

 

O problema da vossa discussão é essa, é ter como base os números, que por si só, dizem pouco...

Editado por Alexandre Costa

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Empatamos o primeiro jogo contra o Sete Fontes, 0-0.

 

O primeiro pressuposto está praticamente cumprido: a defesa esteve muito bem e não deu grandes veleidades. A atacar é que foi pior, dado que acusamos o nervosismo do primeiro jogo e abusamos do pontapé para a frente, ignorando frequentemente a primeira fase de organização que eu tanto tenho dado destaque nos (poucos) treinos.

 

Paciência. Para começar não está mal. Para a semana vamos a Marrancos, uma equipa que estará, julgo eu, mais ao nosso alcance do que a de ontem.

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Levamos 0-3 na bilha :lol:

 

Campo fraquito, aquilo era mais areia do que outra coisa, e dava para enterrar as chuteiras naquilo; arbitragem caseira, começou com 5 livres em 5 minutos contra nós na imediação da área, e um deles deu golo; alguns golos cantados que não conseguimos concretizar.

 

Sofremos aos 5 minutos, depois fomos para cima durante o resto da primeira parte e merecíamos outro resultado. Entramos bem no recomeço mas aos 10 minutos eles mataram o jogo. Entretanto alterei para 3 defesas e eles, a terminar, fizeram o 0-3. Foi bastante injusto, diga-se.

 

Somos muito verdinhos ainda, mas há que trabalhar e não desanimar.

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