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Ghelthon

WikiLeaks

Publicações recomendadas

antifa, sabes responder ao que perguntei mais acima sobre o ficheiro de 1.39Gb??

Wikileaks is in possession of a file (that has been released) called "insurance", which is encrypted with AES, it has a 2^256 character password: military grade encryption. Only Julian Assange (guy who runs Wikileaks) and a few trusted, secret individuals know the password. In the event that Wikileaks is dismantled or Assange is killed, they will release this file, which supposedly has information that could wreck everybody's shit. Just thought you should know. Apparently it is "insurance" because it is the only thing keeping Wikileaks up and Assange alive.

 

A wikileaks ainda só divulgou 220 dos duzentos e tal mil documentos. Até acabarem de os divulgar na net não devem arranjar a pass.

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A wikileaks ainda só divulgou 220 dos duzentos e tal mil documentos. Até acabarem de os divulgar na net não devem arranjar a pass.

 

Tks ;)

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Isto é o novo watergate.

Veremos as implicações que isto terá. Adorei andar a investigar no elpais.Amanhã ver se perco mais tempo com isto

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Isto é o novo watergate.

Veremos as implicações que isto terá. Adorei andar a investigar no elpais.Amanhã ver se perco mais tempo com isto

É melhor ires directamente à fonte.

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"O secretario da Defesa (Robert Gates) sublinhou que a democracia Russa ja nao existe e que o governo é uma oligarquia dirigida pelos serviços de segurança. O presidente Medvedev tem uma visao mais pragmatica para a Russia que o 1ero Ministro Poutine, mas nao houve verdadeiras mudanças"

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É melhor ires directamente à fonte.

Sim. Amanhã ai sim vou à fonte cuscar isto, se bem que não sei quantos gigas de documentos confidenciais e secretos etç é um pouco chato :|

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"O secretario da Defesa (Robert Gates) sublinhou que a democracia Russa ja nao existe e que o governo é uma oligarquia dirigida pelos serviços de segurança. O presidente Medvedev tem uma visao mais pragmatica para a Russia que o 1ero Ministro Poutine, mas nao houve verdadeiras mudanças"

Dizem que o Putin é um "alpha-male" e que a Russia usa a Mafia para tratar de problemas internos. (não é novidade)

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Wrong.

 

Esta no site :

 

Browse by creation date

66 72 79 86 89 90 04 05 06 07 08 09 10

 

Es melhor a "dar" aulas sobre a Colombia.

:lol:

 

The cables, which date from 1966 up until the end of February this year, contain confidential communications between 274 embassies in countries throughout the world and the State Department in Washington DC. 15,652 of the cables are classified Secret.
http://cablegate.wik...org/index.html

 

 

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Duvido que apareça aí algo de realmente bombástico. Podem aparecer situações graves e de extrema importância mas aquele tipo de informações ultra secretos que poderiam vir a revolucionar o mundo, duvido. Eu cá queria era saber a verdade sobre o 11 de Setembro e o caso de Roswell.

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"An additional document will, according to London's Al-Hayat newspaper, reveal that the U.S. aided Kurdish separatist rebels whose group, the PKK, is listed by the State Department as a foreign terrorist organization."

 

UI! Se isto é verdade vai ser lindo... Os Turcos são capazes de não achar muita piada

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ganda mindfuck, o rapaz mete ali as datas, e a primeira até é '66'.

 

o que são cables? :-s

e volto a perguntar: como é que raio arranjaram isto?

 

 

ganda mindfuck, o rapaz mete ali as datas, e a primeira até é '66'.

 

o que são cables? :-s

e volto a perguntar: como é que raio arranjaram isto?

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ganda mindfuck, o rapaz mete ali as datas, e a primeira até é '66'.

 

o que são cables? :-s

e volto a perguntar: como é que raio arranjaram isto?

 

Vou mandar ao ar, mas presumo que sejam telegramas.

 

publico.png

 

Fuga da Wikileaks

722 telegramas tiveram por origem ou destino a embaixada em Lisboa

 

A troca de informação diplomática revelada abrange um total de 251.287 telegramas recebidos ou enviados nos últimos 40 anos por embaixadas e consulados norte-americanos em todo o mundo. O primeiro remonta a 1966 e os últimos são deste ano. Desse total, 722 tiveram por origem ou destino a embaixada norte-americana em Lisboa.

 

A maioria (415) é informação não classificada, mas também há 292 documentos confidenciais e 15 secretos que agora são tornados públicos envolvendo os serviços diplomáticos dos EUA na capital portuguesa. Um terço de toda essa informação é bastante recente — remonta aos dois últimos anos.”

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Quando escrevestes "desde 1966 até hoje" podia-se pensar que era cables de todos os anos, o que nao é correcto e é por isso que escrevi as datas.

 

E agora se sabias ler como se deve :

 

2004 até fevereiro de 2010.

Mas tambem ha cables mais antigos por exemplo sobre a libertaçao de Mandela.

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Vou mandar ao ar, mas presumo que sejam telegramas.

 

ah, sim faz sentido!

 

Isto é qualquer coisa de épico, ainda só divulgaram 220 dos 251, 287 :prayer:

 

 

shitstorm%27s+a+brewin%27.jpg

 

 

10 horas depois...

Currently released so far... 226 / 251,287

 

:mrgreen: tá difícil de sair.

Editado por Picardia

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¶10. © Levitte and A/S Gordon discussed the "dangerous"

precedent of ships being intercepted in Georgian waters.

Sarkozy Advisor Damien Loras noted that President Saakashvili

has a French advisor who has informed Paris that Georgian

ships have orders to respond if fired upon. This can

escalate and the French message has been to emphasize that

Georgia must not respond to provocation, as that would only

play into Russia's hands. Levitte stressed the importance of

maintaining the Geneva process, while noting that it may take

a generation before the Russian public will be able to accept

their loss of influence, from Poland and the Baltics to

Ukraine and Georgia. Unfortunately, the Russian tendency is

to view "good neighbors" as totally submissive subordinates.

On the other hand, Paris is closely watching Medvedev, who is

more frequently taking public stances in opposition to Putin.

Medvedev is more open to the occidental powers and more open

to modernization and rule of law issues that Russia must

face. A/S Gordon observed that President Obama had spent a

good deal of time with Medvedev on his trip to Russia, and

had specifically targeted Russian youth in his public

outreach event. In his meeting with Galharague and others,

A/S Gordon noted that the U.S. pursues a policy to support

Georgia in the face of Russian pressure without encouraging

President Saakashvili to act in ways that are unhelpful.

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(S/NF) Levitte noted that the Iranian response to the

overture of President Obama and the West was "a farce,"

although Russia had received it as a real initiative. The

current Iranian regime is effectively a fascist state and the

time has come to decide on next steps. Levitte stated that

this is why Paris is advocating a meeting of the EU3 PLUS 3

on the margins of the Pittsburgh G20 meeting. The French

hope to approve a two-paragraph statement laying out next

steps on negotiations or sanctions. He noted that German

Chancellor Angela Merkel shares the view of the French

President and is willing to be firm on sanctions, but that FM

Steinmeier was more cautious. The Iranian regime must

understand that it will be more threatened by economic harm

and the attendant social unrest than it would be by

negotiating with the West. Unfortunately, the P-3 cannot

remain passive until Russia and China finally lose patience;

this is why a high-level political meeting is important to

advance this discussion (and Levitte cited President

Sarkozy's frank and direct style, saying that he would

pinpoint Medvedev to explain his position). Levitte said

that he informed the Chinese FM that if they delay until a

possible Israeli raid, then the world will have to deal with

a catastrophic energy crisis as well. At the same time, the

debate over stopping the flow of gasoline into Iran will be

very sensitive and would have to take into account which

countries would be only too willing to step in and replace

European companies. Levitte informed us that they would like

President Sarkozy to talk to President Obama by telephone in

the coming days to discuss the G20 and Iran. The French are

proposing two possible windows to schedule the call.

 

Levitte agreed and added that French

President Sarkozy was "convinced" that Ukraine would one day

be a member of NATO, but that there was no point in rushing

the process and antagonizing Russia, particularly if the

Ukrainian public was largely against membership. The

Bucharest summit declaration was very clear that NATO has an

open door and Ukraine and Georgia have a vocation in NATO

(even if Georgia remains very unstable at the moment).

 

Levitte observed that Venezuelan President Hugo

Chavez is "crazy" and said that even Brazil wasn't able to

support him anymore. Unfortunately, Chavez is taking one of

the richest countries in Latin America and turning it into

another Zimbabwe.

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¶10. (S/NF) Recalling that Russian Prime Minister Putin once told him

Iran was Russia's greatest threat, SecDef noted that Russia could plug

into the new system. SecDef highlighted two Russian objections to the

former system: first, the radar in the Czech Republic would have been

so powerful that it could see into Russia; second, Russia believed that

the three-stage Ground-Based Interceptor could have been converted

easily to an offensive weapon. The SM-3 missiles in the new approach

can only be defensive in nature, however. For these reasons, the U.S.

believed partnering with Russia is once again potentially possible.

(NOTE: Following the meetings, Morin's critical comments on Missile

Defense were disavowed by senior officials at the MoD and the MFA, who

said that his views were his own and that the U.S. should essentially

"erase" what he had just said. END NOTE.)

 

Shifting from Missile Defense to Iran, SecDef noted that

Russia is now of a different mind on Iran because of Tehran's

persistent rejection of international proposals for negotiated

solutions and its concealment of the Qom facility. SecDef believed

Russia would be supportive of a new UNSCR, although it may have

different views on the severity of sanctions, but he expressed concern

about China. SecDef said that Russia could perhaps help on China, but

that securing the support of other non-permanent Security Council

members was also an issue. In this regard, SecDef told Morin he had

been blunt with Turkish Prime Minister Erdogan, telling him that if

Iran developed nuclear weapons, we were facing two scenarios: nuclear

proliferation in the Middle East or a regional war (or perhaps both).

 

(S/NF) Morin asked SecDef if he believed Israel had the capability

to strike Iran without U.S. support. SecDef responded that he didn't

know if they would be successful, but that Israel could carry out the

operation. SecDef told Morin that he believed a conventional strike by

any nation would only delay Iranian plans by one to three years, while

unifying the Iranian people to be forever embittered against the

attacker.

 

MoD Morin agreed that China could be problematic on the

UNSCR and queried SecDef how the U.S. believed we could ensure their

vote, especially in light of the upcoming Dalai Lama visit and the U.S.

weapons sale to Taiwan. SecDef told Morin that because of

Congressionally mandated rules, the U.S. was required to provide

defensive weapons for Taiwan. He observed that every time the U.S.

makes the sales to Taiwan, the Chinese suspend military-to-military

relations, but only for the short term.

 

Turning to Afghanistan, MoD Morin began by stating that

although he had announced an additional 80 trainers, France had also

sent a non-official contribution as well. (NOTE: Morin was referring

to a classified deployment of French Special Forces that have a limited

mission to find two kidnapped French journalists. END NOTE.) France

had also sent an additional deployment of engineers to work exclusively

on the Counter-IED mission. Morin underscored that France had

significantly increased its contributions in Afghanistan in the past 18

months from 2700 troops to nearly 4000.

 

_________________

 

A DGSE em acçao.

 

 

 

SecDef said that while he would publicly praise French

troops, which U.S. troops consider terrific fighters, he was fine with

keeping these discussions close hold.

 

__________________

 

Fuck yeah.

Editado por Dom Pérignon

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São Paulo, Brasil - A polícia federal e a ABIN seguem dicas da inteligência americana para realizar operações de contraterrorismo no país. É isso que mostram alguns telegramas enviados pela embaixada dos EUA em Brasília para Washington obtidos pelo Wikileaks.

 

Segundo os documentos - os primeiros de milhares enviados pela missão americana no Brasil obtidos pela organização - a polícia federal e a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) monitoram a presença de suspeitos de terrorismo em solo nacional desde pelo menos 2005.

 

“A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“, relatou o embaixador Clifford Sobel em janeiro de 2008.

 

O governo sempre negou a existência de atividades terroristas no Brasil.

 

Segundo o relatório enviado a Washington (See cable 05BRASILIA1207), Felix teria dito que é importante que as operações de contraterrorismo sejam ‘maquiadas’ da maneira apropriada para não afetar negativamente a “orgulhosa” e “bem-sucedida” comunidade árabe no Brasil.

 

Pouco antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional havia agradecido entusiasmadamente o apoio dos americanos através do RMAS - Regional Movement Alert System, um sistema que detecta passaportes inválidos, perdidos ou falsificados. A partir de informações do RMAS, a ABIN e a PF estariam monitorando "indivíduos de interesse" no país.

 

"Além das operações conjuntas conosco, o governo brasileiro também está pedindo que filhos de árabes, muitos deles empresários de sucesso, vigiem árabes que possam ser influenciados por extremistas ou grupos terroristas", diz o relato. Para Félix, é de total interesse da comunidade "manter potenciais extremistas na linha", evitando assim chamar a atenção mundial para os árabes brasileiros.

 

A preocupação em manter segredo sobre as operações anti-terrorismo foi uma constante durante o goveno Lula. Desde 2006, a administração tem protestado contra menções de atividades ligadas ao terrorismo na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, incluídas no relatório anual do governo dos EUA.

 

Em parte, isso se deve a uma discrepância formal: o governo americano considera o partido libanês Hezbollah e o palestino Hamas como terroristas, enquanto o Itamaraty os considera partidos legítimos. Os dois têm grande apoio dentre a comunidade árabe na tríplice fronteira.

 

Prisões "disfarçadas"

 

Mas para além das diferenças no discurso, os documentos vazados pelo Wikileaks mostram que na prática a polícia brasileira age frequentemente a partir de informações da inteligência americana.

 

"A sensibilidade ao assunto resulta em parte do medo da estigmatização da grande comunidade islâmica no Brasil ou de que haja prejuízo para a imagem da região (da tríplice fronteira) como destino turístico. Também é uma postura pública que visa evitar associação à guerra ao terror dos EUA, vista como demasiado agressiva", analisa outro embaixador americano, Clifford Sobel, que esteve no cargo de 2006 a 2010.

 

Segundo o telegrama enviado por ele em 8 de janeiro de 2008 (LINK - 136564), a preocupação em não admitir atividades suspeitas de terrorismo seria maior ainda dentro do Ministério de Relações Exteriores. Por isso, diz Sobel, o Brasil participa "relutantemente" das reuniões anuais sobre segurança que reúne diplomatas, oficiais de segurança e inteligência da Argentina, Paraguai e Brasil com os EUA para discutir segurança na tríplice fronteira.

 

Na verdade, a região não é prioridade quando se trata de terrorismo. "A principal preocupação em contraterrorismo tanto para oficiais brasileiros quanto para a missão americana é a atividade de indivíduos ligados ao terrorismo - em particular diversos suspeitos extrermistas sunitas e alguns indivíduos ligados ao Hezbollah - em São Paulo e em outras áreas do sul do Brasil", relata Sobel.

 

O telegrama revela que, apesar da retórica em contrário, a Polícia Federal, a Receita Federal e a Abin "monitoram" atividades suspeitas de terrorismo e "seguem todos as pistas passadas a elas".

 

"A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo”, diz um trecho do telegrama secreto. “No ano passado a Polícia Federal prendeu vários indivíduos envolvidos em atividades suspeitas de financiamento de terrorismo mas baseou essas prisões em acusações de tráfico de drogas ou evasão fical". A PF e a Abin sempre compartilham essas informações com as agências americanas, diz o relato.

 

O mesmo telegrama de Sobel cita dois exemplos. Em 2007, a PF teria preso um potencial facilitador terrorista sunita que operava primordialmente em Santa Catarina sob acusação de entrar no país sem declarar fundos - e estaria trabalhando pela sua deportação. A operação Byblos, que desmantelou uma quadrilha de falsifcação de documentos brasileiros no Rio de Janeiro para libaneses também é citada como exemplo de operação de contra-terrorismo.

 

Será que o governo sabe?

 

O Brasil não tem legislação específica sobre terrorismo, em parte por causa do legado da ditadura militar, que taxa oposicionistas de terroristas. A demora do Executivo em enviar um projeto de lei sobre tema ao Congresso desagrada aos americanos, como mostra outro relatório, enviado por Sobel em 11 de abril de 2008 (See Cable 08BRASILIA504).

 

Nele, o embaixador comenta com surpresa o comentário de José Antonio de Macedo Soares, secretário-adjunto do Gabinete de Segurança Institucional, de que o Brasil compartilha todas as informações referentes a contraterrorismo. Ele questiona se o alto escalão do governo recebe as mesmas informações da inteligência brasileira que os EUA recebem. "Embora não possamos responder definitivamente, os comentários de Soares sugerem que esse pode ser o caso e que, apesar das negativas, eles reconhecem os problemas potenciais que o Brasil enfrenta".

 

Outra possibilidade seria que o governo tem acesso às informações, mas não as consideram evidência de ação terrorista. "Isso significa que ou estão jogando conosco ou consideram terrorismo apenas fora do Brasil".

 

Duplo discurso

 

Outro documento publicado pelo WikiLeaks traz a mais recente avaliação da política brasileira de combate ao terrorismo, de 31 de dezembro de 2009 (See Cable 09BRASILIA1540). Nele, a Ministra Conselheira da Embaixada Lisa Kubiske reitera a existência de "dois discursos separados" no Brasil: enquanto o governo nega, a polícia monitora e colabora em operações de contraterrorismo. Ela cita como exemplo a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda.

 

A prisão foi feita pela PF em São Paulo durante uma pretensa investogação sobre células nazistas. O libanês, conhecido como "senhor K", foi preso sob acusação de racismo. Para a PF, ele coordenava uma célula de comunicação e recrutamento da Al Qaeda em São Paulo.

 

Na época, o presidente Lula se negou a comentar o assunto.

 

No seu telegrama Lisa Kubiske avalia como positivo o fato a notícia ter vindo a público. Ela também elogia o Ministério das Relações Exteriores por ter admitido que terroristas podem se interessar no Brasil por causa das Olimpíadas de 2016.

 

Entre outras coisas, o relatório de dezembro de 2009 elogia atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ligado ao Ministério da Fazenda, chamando-o de "eficiente".

 

De fato, diversos documentos obtidos pelo Wikileaks mostram que o COAF tem colaborado bastante com o governo americano, investigando bens de diversos suspeitos de terrorismo. Entretanto, como aponta Lisa Kubiske, até o final de 2009 nenhum bem ou propriedade havia sido encontrado. O telegrama serviu de base para a avaliação oficial dos EUA sobre o Brasil em 2010.

 

Os documentos fazem parte de 251 mil telegramas enviados pelas embaixadas americanas de todo o mundo ao Departamento de Estado entre 1966 e 2010 que serão publicados pelo WikiLeaks nas próximas semanas.

Editado por Dom Pérignon

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São Paulo, Brasil - Novos documentos publicados pelo WikiLeaks mostram que o governo americano tem buscado se aproximar da comunidade muçulmana no Brasil como uma estratégia de contraterrorismo. Para a missão americana, São Paulo é uma das áreas onde elementos extremistas têm tentado recrutar jovens para a causa terrorista. Por isso, o consulado na cidade avalia que o Brasil seria o local ideal para testar estratégias que podem ser úteis em outros países com minorias muçulmanas.

 

Em 2009, o consulado em São Paulo promoveu a visita da representante especial do governo americano para comunidades muçulmanas, Farah Pandith, e começou a articular a visita de um sheik americano moderado. "A aproximação com muçulmanos moderados coloca os radicais na defensiva e abre canais de comunicação que podem levar a maior informações sobre elementos distantes da comunidade mais propensos ao radicalismo", diz um telegrama do consulado americano em São Paulo , enviado em 20 de novembro de 2009.

 

A visão dos EUA confirma o depoimento do ex-chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Federal Daniel Lorenz sobre a prisão do libanês "senhor K" em maio de 2009 em São Paulo. Lorenz afirmou em uma audiência na Câmara dos Deputados que a PF distinguiu três estágios de atividade terrorista no país.

 

Primeiro, extremistas estrangeiros teriam usado o país como escala de viagem. Depois, teriam procurado se legalizar e estabelecer no país através de adoção de filhos brasileiros. Finalmente, extremistas residentes estariam iniciando ações de recrutamento, apoio, treinamento, logística e reconhecimento para ações terroristas fora do país. A PF costuma compartilhar informações com a inteligência americana. O governo brasileiro nega a existência de atividades terroristas em solo nacional.

 

Engajando a comunidade

 

O primeiro telegrama confidencial enviado pelo cônsul em São Paulo, Thomas White, em 11 de novembro de 2009 (See Cable 09SAOPAULO653), revela que há vários anos o consulado tem tentado se aproximar da comunidade árabe. Através do cônsul-geral do Líbano, Joseph Sayah, White diz ter construído uma grande rede de amigos, entre sheiks e líderanças. “Não tire o olho dos sunitas”, teria avisado Sayad, explicando que muitos jovem brasileiros têm sido atraídos pelo fundamentalismo islâmico. O documento descreve também a comunidade libanesa brasileira, afirmando que os novos imigrantes do Líbano "são mais pobres e bem mais xiitas”: “A sua política é mais radical e eles frequentemente seguem a liderança do Hezbollah".

 

"A aproximação com muçulmanos moderados coloca os radicais na defensiva e abre canais de comunicação que poderiam levar a mais informações sobre elementos distantes da comunidade mais propejnsos ao radicalismo", escreve o cônsul americano. "Trabalhar junto com os moderados não deve ser visto como algo separado de monitorar elementos mais ameaçadores". Visita

 

Um dos grandes momento da visita de Farah Pandith nos dias 22 e 23 de novembro foi uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo na qual ela relatou sua história "como uma muçulmana americana". A visita foi acompanhada de perto pelo consulado e relatada em um telegrama de 8 de dezembro de 2009 (See Cable 09SAOPAULO663).

 

Durante a visita Pandith encontrou representantes da comunidade muçulmana e visitou a mesquita de Santo Amaro, onde conversou com jovens estudantes. "No geral, o grupo foi amigável e altamente acessível. As crianças mostraram interesse em aprender inglês e um conhecimento óbvio da cultura pop americana", descreveu o cônsul.

 

Além da visita de Pandith, o consulado sugere engajar a comunidade muçulmana através de apresentações sobre o presidente Obama e a visita de um sheik americano "que pode explicar como o Islã é agora uma parte vital da sociedade americana e construir laços com líderes religiosos locais". A ideia do consulado é replicar a estratégia em outros países com minorias muçulmanas pelo mundo.

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Guest Dpitz

esta ultima semana tem sido qualquer coisa de espectacular e meia assustadora :prayer:

ataques entre coreias

rio de janeiro

e isto

brutal

meia assustadora :prayer:

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