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Inferno: Noutra nota, reflete um pouco os tempos que vivemos: https://www.instagram.com/whitehouse/reel/DY3U5XEjg24/
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Não sei onde é que o foram desencantar, mas este Supermodel é bem capaz de ser o meu favorito deste ano.
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Hype
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@whatever
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A peça no Observador descreve que ele foi informado no Domingo à noite de que andava a circular um screenshot da publicação. Com base nisto não sei até que ponto não circulava há já alguns dias. Quando é que a publicação ocorreu de facto, não sei.
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Também. Para além destas sondagens da Católica, que têm o valor que cada um lhes queira atribuir, o caso e as reações imediatas ao alegado assédio do Cotrim (que bem espremidas apontam como única explicação um qualquer "deep state" português) obrigam a enfrenter outro dado interessante, embora reconheça que ainda possa ser cedo para se tirar esta conclusão: A tal aura e impunidade de que goza o Ventura parece ter-se estendido a todo o restante espectro. Algo que, aliás, o caso da Spinumviva já permitia antever.
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Sinceramente não partilho do optimismo que grassa por aí de que o Ventura está condenado à derrota numa eventual 2ª volta, especialmente num cenário em que o seu adversário seja o Seguro. Já estou um bocado vacinado para esta era em que a realidade teima em ultrapassar a ficção, neste momento a minha fé na lucidez colectiva é nula. Neste cenário não estou tão certo que a máquina de propaganda não aumente de volume e que as 3 semanas de interregno não sejam suficientes para a conversa do "xuxalismo" e as patetices do costume convencerem parte de uma direita tradicional que ainda se julga moderada mas que só precisa de um empurrão.
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https://www.reuters.com/world/trump-signs-proclamation-withdrawing-international-organizations-white-house-2026-01-07/ https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2026/01/withdrawing-the-united-states-from-international-organizations-conventions-and-treaties-that-are-contrary-to-the-interests-of-the-united-states/
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Desde a queixa apresentada pela Ana Gomes que há quem diga que o Ministério Público tem andando a investigar. Falta saber se o discurso racista ou quem o denuncia.
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O de James K está tão bom.
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Tudo em ordem, a Janela de Overton continua gradualmente a deslocar-se para a direita.
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Vai um bocado neste sentido que o Burkina realça e num ponto que o Descartes tinha abordado. Apesar de tudo apontar para um acentuar da desigualdade, em traços gerais, todos estamos melhor do que há un bons anos atrás. E esse "tirar aos ricos para dar aos pobres" era chamativo num confronto entre classes que era bastante palpável nas sociedades: o dos operários e seus sindicatos contra os empresários na indústria. O contexto atual é-lhe desfavorável porque o maior poder está concentrado em quem detém os meios de produção digitais, nomeadamente a informação. Isto é muito pouco visível ao cidadão comum, que se torna dificil de mobilizar. Por outro lado, este é um terreno fértil para os populismos. Mas mesmo os populismos têm, invariavelmente, de ser racionalizados. E é muito mais fácil elaborar e apresentar gráficos com interpretações deturpadas para criar ódio pelo outro que é diferente, do que alimentar um ódio qualquer a uma empresa como a Meta ou a Google.
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Correcto, mas isto vai do entendimento e avaliação de cada um e é precisamente esse o ponto que rebato. O sucesso político é negativo, a avaliar pelos resultados eleitorais, mas não creio que este deva ser medido como se mede o sucesso de um comercial de vendas. Enquanto projecto político não me parece, de todo, que esteja a ser mal liderado. E não creio que a competência técnica seja de somenos neste contexto. Antes pelo contrário, é uma arma fundamental numa era de debates superficiais e em que é preciso saber educar eleitores e forçar adversários a focarem-se na substância. Apostar numa comunicação mais consensual (e menos numa de debate confrontacional) não seria uma evolução para o Bloco. Seria abdicar da sua identidade para ocupar um terreno que já tem dono: Livre. Que, aproveito, está praticamente tão alheado das redes como a CDU. Concordo com a parte de não se conseguir desligar principalmente, porque é algo que também podia ser utilizado para entricheirar ainda mais o seu eleitorado e em que não têm sabido capitalizar, ao contrário do Chega. De resto, já deixei o que penso na minha resposta agora ao Hans. Eu vejo nesse rumo algo com bastante potencial. Mas claro, posso estar completamente enganado.
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Não discordando de alguns problemas que apontas, discordo sobretudo da conclusão. Concordo com o ponto sobre as bases de apoio, no entanto convém não esquecer que o campo de batalha político mudou radicalmente. Vive-se hoje um contexto diferente: o do digital e o do imediatismo. É um contexto tendencialmente desfavorável para os partidos de esquerda que, como tinha colocado a certa altura o Happy King, nunca viveram de explicações simples. Isto é relevante porque aqui entendo que o BE tem clara vantagem sobre os restantes partidos do mesmo arco. É o partido com a 2ª maior presença nas redes sociais, depois do Chega, e em melhor posição para marcar agenda. É também o partido que atualmente parece recolher maior apoio da população imigrante, algo que obviamente só poderá refletir-se em resultados no futuro, à semelhança do que aconteceu com a liberalização do mercado imobiliário e os AL para os partidos de direita. Noutra nota, quanto à ideia de que precisam "de meter a Mortágua na prateleira". Mais do que um erro de análise, creio que isso seria ceder à narrativa adversária e que pouco resolverá o que quer que seja quando o estigma é meramente superficial e transferível. A Mortágua sempre foi uma das vozes mais bem preparadas no parlamento e metê-la de lado seria um erro crasso para toda a esquerda. O BE não tem é sabido capitalizar com esse estigma, mas é perfeitamente possível que o venham a fazer.
