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A extrema-direita e xenófoba na Europa

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Da Suécia à Ásutria passando por Itália, os partidos de extrema-direita têm vindo a conquistar terreno e a impor a sua agenda política.

 

Suécia

Num país que sempre se orgulhou da sua tradição de tolerância, a vitória dos democratas suecos em Setembro do ano passado deixou o sistema político em choque: a imprensa falou do "fim de uma era" e de "um salto para o desconhecido". Em cinco anos o partido passou de resultados eleitorais irrisórios para uma votação de 5,7 por cento, o que lhes deu 20 deputados num Parlamento de 349, o suficiente para impedir um Governo maioritário da aliança de centro-direita - o país tem agora um Executivo sem maioria no Parlamento. Num país em que 14 por cento dos 9,4 milhões de habitantes são imigrantes, o líder do partido, Jimmie Akesson, afirmou que o aumento de população muçulmana é a maior ameaça do país desde a II Guerra Mundial.

 

Holanda

Geert Wilders conseguiu atenção dentro e fora da Holanda com uma série de acções mediáticas, a maioria centradas num filme em que o islão é representado como uma religião "terrorista". A dificuldade em exibir o filme Fitna permitiu-lhe apresentar-se como um mártir da liberdade de expressão. Nas eleições de Junho do ano passado, o Partido para a Liberdade de Wilders fez campanha contra a "islamização da Holanda" e conseguiu 24 deputados em 150 deputados, com 15,5 por cento da votação, tornando-se o terceiro maior partido no país e essencial para uma maioria. Ainda que o partido não integre o Governo, o seu grupo parlamentar apoia-o. Esse apoio teve um preço: o Executivo comprometeu-se com leis sobre o uso do véu islâmico e com limites à imigração de fora da Europa.

 

Dinamarca

Pia Kjaersgaard é das mais eficazes líderes de partidos anti-imigração e anti-islão no panorama europeu. A líder do Partido do Povo da Dinamarca (200 mil muçulmanos numa população de 5,4 millhões) recusa a expressão "choque de civilizações" porque "só há uma civilização, que é a nossa - os outros querem o primitivo, o bárbaro, o medieval". O partido conseguiu resultados expressivos desde 2001, quanto obteve 12 por cento dos votos, e embora não tenha entrado no Governo, o seu apoio parlamentar permitiu-lhe deixar marcas com as alterações de 2002 às leis da imigração, na altura descritas como as mais estritas da Europa. Desde então, a Dinamarca tem apertado as leis da imigração em média uma vez em cada oito meses e Kjaersgaard já estabeleceu um novo objectivo para as eleições, que deverão ser realizadas até Novembro: entrar no Governo.

 

Hungria

O Jobbik é um partido com uma retórica forte e imagem a condizer. As palavras são sobretudo contra o "crime cigano", embora também sejam anti-semitas, e esteve sempre ligado a uma força paramilitar, a Magyar Garda (Guarda Húngara), em que voluntários com uniformes semelhantes aos do partido fascista da Hungria durante a II Guerra Mundial patrulham cidades com populações ciganas. O líder do Jobbik, Gabor Vona, usou o uniforme ao tomar posse no Parlamento após as legislativas de 2010. A guarda foi entretanto ilegalizada mas continua a aparecer com novos nomes. O Jobbik, agora a terceira força política do Parlamento, explora o medo dos ciganos e a percepção de que os judeus têm demasiado poder. A popular eurodeputada Krisztina Morvai afirmou, em relação aos judeus do país - cerca de 100 mil , a maior população judaica da Europa Central -, que "o seu tempo acabou", sugerindo que o partido iria tratá-los "do mesmo modo que o Hamas".

 

Itália

A italiana Liga Norte assenta o seu sucesso numa forte retórica anti-imigração e foi o primeiro partido deste género a entrar numa coligação de Governo num país europeu, em 1993, quando se aliou a Silvio Berlusconi. A nível europeu, é o partido do género com mais presença no Parlamento Europeu após as eleições de 2009, com nove lugares entre um total de 36 eurodeputados de partidos de extrema-direita ou xenófobos vindos de 13 países. Em Itália, a Liga tem actualmente quatro ministros, e ainda 60 deputados num total de 630 e 26 senadores em 315. Segundo as sondagens, o partido é o que mais vai crescer nas próximas eleições, que estão marcadas para 2013.

 

Áustria

A Áustria é o caso que os analistas citam como exemplo para a tese que defende que os partidos de extrema-direita tendem a perder apoio quando entram no Governo: foi o que aconteceu com o FPOe de Joerg Haider depois das legislativas de 1999, quando obteve 26,9 por cento dos votos e entrou para o Governo, provocando uma tempestade e sanções europeias. No entanto, a extrema-direita, entretanto dividida em dois partidos, voltou a ter um bom resultado na Áustria com 30 por cento nas legislativas de 2008. E em 2010, o FPOe conseguiu um resultado inédito na capital, Viena, com 25,7 por cento dos votos.

 

Fonte:PÚBLICO

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Sempre a repetir os mesmos erros. Já há algum tempo que tenho receio de que estes trogloditas voltem a crescer.

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Leifr, tenho o mesmo medo. Mas, por outro lado, acho que não terão tanta hipótese desta vez, pelo menos se tentarem fazer uma abordagem semelhante à anterior. Por um lado penso que o mundo não deixaria que isso acontecesse de novo. Mas depois lembro-me que é o mesmo mundo que tolera a China, que tolera a violação dos direitos das mulheres e crianças sem sequer mexer uma palha, e desanimo...

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Será ciclica esta palhaçada?

 

Já vimos que os erros na banca têm a tendência a se-lo. Espero que isto não :S

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:medinho:

Tenho medo que voltemos a repetir os erros do passado e deixar que estes (censurado)'s voltem a chegar ao poder...

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Guest Dpitz

Not gonna happen.

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Não vejo ninguém preocupado com o poder que os partidos de esquerda têm em Portugal, é por isso que este país nunca vai ter níveis de desenvolvimento sequer aproximados com alguns enumerados aí em cima.

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Não vejo ninguém preocupado com o poder que os partidos de esquerda têm em Portugal, é por isso que este país nunca vai ter níveis de desenvolvimento sequer aproximados com alguns enumerados aí em cima.

 

A esquerda é bem vista pa, o comunismo é bacano

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Nestas alturas, é normal estes partidos galoparem e ganharem protagonismo.

Editado por Koperwaas

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Não vejo ninguém preocupado com o poder que os partidos de esquerda têm em Portugal, é por isso que este país nunca vai ter níveis de desenvolvimento sequer aproximados com alguns enumerados aí em cima.

Porque é que alguém havia de estar preocupado?

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O fascismo ganham terreno com as crises... e não é por ter havido uma WWII que as coisas vão mudar. Agora o que acontece, é que devido ao nível de informação que hoje em dia se tem acesso é mais fácil combater estes palhaços.

 

Mas a extrema-direita sempre foi um abutre à espera da carne putrificada.

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Guest Dpitz

Porque é que alguém havia de estar preocupado?

não sabes que os partidos comunistas são muita maus? do mais retrógrado que há :medinho:

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Não tenho grandes duvidas de que especialmente a Áustria se tornará num estado proto-fascista dentro de não muito tempo.

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Não vejo ninguém preocupado com o poder que os partidos de esquerda têm em Portugal, é por isso que este país nunca vai ter níveis de desenvolvimento sequer aproximados com alguns enumerados aí em cima.

ahah

 

A esquerda é bem vista pa, o comunismo é bacano

ahah

 

(depois venham cá os de sempre dizer que eu não respeito opiniões e m*rda do género. Com posts destes, que só mostram uma falta de noção do mais hediondo que existe, vêm distribuir pérolas destas que já nem rir fazer, só me fazem ficar perplexo.)

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Guest Dpitz

Não tenho grandes duvidas de que especialmente a Áustria se tornará num estado proto-fascista dentro de não muito tempo.

A sério? :o pq dizes isso?

 

ahah

 

 

ahah

 

(depois venham cá os de sempre dizer que eu não respeito opiniões e m*rda do género. Com posts destes, que só mostram uma falta de noção do mais hediondo que existe, vêm distribuir pérolas destas que já nem rir fazer, só me fazem ficar perplexo.)

Menos choro sff

 

 

:mrgreen:

Editado por Dpitz

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Não me identifico, mas respeito o comunismo por uma coisa principal: a luta pela liberdade. Principalmente em Portugal, foram insaciáveis na luta. Devemos-lhes bastante, eu acho. quanto a ideologias, cada um com a sua ;)

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Não vejo ninguém preocupado com o poder que os partidos de esquerda têm em Portugal, é por isso que este país nunca vai ter níveis de desenvolvimento sequer aproximados com alguns enumerados aí em cima.

 

Esses partidos de esquerda pá, que monstros! Era meter logo esses comunas e esses bloquistas todos num barco e mandá-lo para o fundo do mar!!!!!!!!!!!!!!

 

 

Já agora, mete-me medo o simples pensamento que um partido de extrema-direita pode tomar posse na Europa. Em Portugal é muito improvável, mas essa m*rda assusta-me mesmo :s

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Booyaka, sempre a mesma coisa :mrgreen:

Editado por Vaart

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Cuidado com os fascistas mas mais cuidado com os antifas! Esses é que são perigosos. :medinho:

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