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Ghelthon

Líbia e o futuro [Khadafi foi morto]

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Forças líbias anunciam "ao mundo" que Khadafi "está morto"

 

O deposto líder líbio Muammar Khadafi foi hoje morto na batalha de Sirte, anunciaram comandantes militares do governo de transição da Líbia, acrescentando que o coronel foi ferido em ambas as pernas e na cabeça.

 

 

"Anunciamos ao mundo inteiro que Khadafi foi morto às mãos das forças revolucionárias", declarou oficialmente o porta-voz do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT), Abdel Hafez Ghoga, numa conferência de imprensa em Bengasi. "É um momento histórico, é o fim da tirania e da ditadura. Khadafi encontrou o seu destino", regozijou-se.

 

Ghoga explicou ter recebido a confirmação da morte do coronel pelos "comandantes [militares] no terreno em Sirte" – "os mesmos que capturaram Khadafi, que tinha sido ferido na batalha" naquela cidade esta manhã, insistiu. "Temos também informações de que uma coluna motorizada foi bombardeada pela NATO e na qual ele estaria em fuga de Sirte. Algumas informações ainda dão conta que os filhos de Khadafi estavam nessa caravana, o que estamos a tentar confirmar", avançou ainda.

 

Fonte militar de topo do CNT afirmara pouco antes que Khadafi morreu devido aos ferimentos sofridos durante a batalha pela conquista de Sirte contra as últimas forças de combatentes que lhe permaneciam leais. "[Khadafi] foi ferido nas pernas e também na cabeça. Houve muitos tiros contra o grupo em que ele estava e ele morreu", descreveu Abdel Majid Mlegta à agência noticiosa britânica Reuters, o qual relatara um par de horas mais cedo que o coronel tinha sido ferido quando tentava fugir, de madrugada, numa coluna de veículos que foi atacada por aviões da NATO.

 

Da NATO veio já a confirmação oficial de que os seus aviões atacaram uma coluna motorizada à saída de Sirte pelas primeiras horas da manhã de hoje, mas sem admitir nem rejeitar que Khadafi se encontrava em algum dos veículos atingidos no raide aéreo.

 

A televisão líbia Al-Ahrar está a difundir uma imagem como sendo do cadáver de Khadafi, com o tronco e cabeça ensanguentados e os olhos abertos, rodeado por outras pessoas. Outras imagens, de uns seis segundos de vídeo, e transmitidas pela CNN, mostram o corpo a ser virado da posição de bruços no chão para cima e, aparentemente, sendo-lhe tirada a túnica ou camisa, ensanguentada, que vestia.

 

Um outro dos comandantes das forças envolvidas na tomada da cidade natal do "Mad Dog" ("cão raivoso") afirmara que Khadafi tinha sido "gravemente ferido mas ainda respira”. Esta fonte, que integra as unidades que combateram nas últimas horas na zona oeste de Sirte, afirmou ainda à agência noticiosa francesa AFP ter visto o deposto líder “com os próprios olhos” e descreveu que vestia uma túnica e um turbante.

 

Um combatente do CNT relatou à Reuters que Khadafi estava escondido “num buraco” de onde saiu a gritar “não disparem”. A CNN mostrou entretanto imagens de combatentes das forças de transição a mostrarem uma enorme conduta dupla de água, dois largos túneis de cimento no chão, onde alegadamente Khadafi estava quando foi capturado.

 

Segundo a televisão Líbia Livre, o coronel foi capturado junto com o seu filho Moutassim, o antigo chefe dos serviços de segurança Mansour Daou e o ex-chefe dos serviços secretos Abdallah Senoussi.

 

Uma televisão pró-Khadafi desmentiu entretanto, no seu site, "a captura ou morte" de Khadafi. "As informações divulgadas pelos lacaios da NATO sobre a captura ou morte do irmão líder Muammar Khadafi não têm fundamento", é sustentado, com a garantia de que o coronel "está de boa saúde".

 

Os Estados Unidos e a NATO deram já conta que não têm de momento meios para confirmar nem negar a captura de Khadafi, cujo regime caiu simbolicamente com a conquista da capital, Trípoli, a 21 de Agosto, pelas forças militares do CNT, a única “autoridade legítima” reconhecida internacionalmente na Líbia.

 

A confirmar-se, a morte ou a captura de Khadafi (o qual esteve no poder desde 1969, exercendo um regime autocrático) ocorre sete meses após o início dos raides aéreos da NATO, mandatados pelas Nações Unidas para “proteger os civis líbios”, e oito meses depois do eclodir do movimento de rebelião no país, em que as primeiras manifestações foram reprimidas violentamente pelo regime.

____________________________

 

Fotografias do suposto cadáver (podem ser chocantes):

 

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Vídeo do suposto cadáver: video.gif

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Ao minuto: Batalha de Trípoli em curso

 

Nas últimas horas avolumam-se os indícios de poderá estar para breve a queda do regime de Muammar Khadafi depois de, na madrugada passada, os rebeldes terem conseguido infiltrar-se em Trípoli, ainda há poucos dias considerado o bastião impenetrável do coronel líbio, há 41 anos no poder.

 

* 00h51 Hamas congratula rebeldes líbios pela “grande vitória” alcançada em Trípoli. Sami Abu Zuhri, porta-voz da organização palestiniana, disse que o Hamas “deseja que esta vitória seja uma ponto de viragem na história dos líbios, no sentido da liberdade e da prosperidade”, cita a Al Jazira.

 

00h10 Os rebeldes chegaram à Praça Verde, avança a Sky News.

 

00h02 A Reuters noticiou, por engano, a detenção de Khadafi. O TPI confirmou, afinal, a detenção do filho do coronel, Saïf al-Islam.

 

23h59 Uma porta-voz do Tribunal Penal Internacional, citada pela Reuters, confirma detenção do filho de Khadafi.

 

23h54 Os rebeldes controlam a maior parte dos bairros de Trípoli, garante o porta-voz das forças que lutam contra o regime de Khadafi, excepto o complexo de Bab al-Aziziya, a principal base do coronel.

 

23h45 “Deus é grande!” e “Estamos livres!” são os cânticos que se ouvem nas ruas de Trípoli, de acordo com um correspondente da BBC no terreno. “Mas há também muita incerteza, porque as pessoas pensam que está tudo a acontecer de forma demasiado fácil”, acrescenta.

 

23h42 A ligação à Internet foi restabelecida na capital líbia pela primeira vez em seis meses, noticia a AFP, citando habitando de Trípoli.

 

23h36 “Estamos a celebrar a vitória! A pessoas estão muito felizes e queremos agradecer às forças da NATO por nos ajudarem! Este é o fim do regime de Khadafi”, afirma um residente de Trípoli, Hakeem Guja, em declarações à BBC.

 

23h34 Leia na íntegra, aqui, a mais recente declaração do secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, sobre a situação na Líbia.

 

23h31 NATO diz que transição de poder deve ser pacífica e imediata e mostra-se disponível para trabalhar com o Conselho Nacional de Transição, o governo dos rebeldes que desde Fevereiro combatem o regime líbio (Reuters)

 

23h29 A Al Jazira avança, no Twitter, que foram avistados dois aviões sul-africanos no aeroporto de Trípoli. África do Sul chegou a oferecer-se para receber Muammar Khadafi.

 

23h26 A Sky News adianta que as forças rebeldes estão a menos de um quilómetro da Praça Verde, no centro de Trípoli.

 

23h23 Conselho Nacional de Transição oferece a Khadafi uma saída segura da Líbia, se o coronel resignar, noticia a Al Jazira.

 

23h21 Vídeo da Sky News.

 

23h15 Al Jazira avança que Mohammed Khadafi, o filho mais velho de Muammar Khadafi, se rendeu às forças da oposição.

 

23h12 Khadafi fez um segundo apelo aos líbios para “salvarem Trípoli” da ofensiva dos rebeldes, numa mensagem áudio transmitida na televisão líbia. “É uma obrigação de todos os líbios. É uma questão de vida ou de morte”, disse Khadafi, que já tinha feito um primeiro apelo ao final da tarde, quando os rebeldes entraram na capital.

 

23h10 O correspondente da BBC que está a acompanhar o progresso das operações em Trípoli, Matthew Price, escreve que “os rebeldes e as forças da oposição sentem claramente que o momentum é firmemente deles – acreditam claramente que estão à beira de destronar o coronel Khadafi”. “Parece-me muito difícil de acreditar que tenham vontade de negociar”, observa.

 

23h06 Moussa Ibrahim, porta-voz de Khadafi, disse na televisão líbia que o regime está disposto a negociar e fala de 1300 mortos em 11 horas de combate em Trípoli. “Os hospitais não conseguem dar conta do afluxo de feridos. O balanço humano é inimaginável.”

 

23h04 “Temos a confirmação da informação de que os homens capturaram Saïf al-Islam. Demos instruções para que ele seja bem tratado, a fim de poder ser julgado”, declarou Moustapha Abdeldjeïl, chefe do Conselho Nacional de Transição, citado pelo Le Monde.

 

22h51 A situação na Líbia é “muito fluída”, segundo a porta-voz da NATO, Oana Lungescu. “Quanto mais cedo Khadafi perceber que não pode vencer esta guerra contra o seu próprio povo, melhor. Ele é o único que é responsável por iniciar o conflito e deve poupar o seu povo mais a derramamento de sangue.”

 

22h45 Reacção do governo britânico: “As cenas que estamos a testemunhar em Trípoli tornam evidente que o fim de Khadafi está próximo. Ele cometeu crimes terríveis contra o povo da Líbia e deve sair agora, para evitar mais sofrimento para o seu povo”.22h41 Os rebeldes líbios anunciaram que os guardas presidenciais de Muammar Khadafi se renderam e o filho Saif al-Islam foi detido. Informações que não foram ainda confirmadas, mas que acontecem numa altura em que as forças da oposição avançam para o centro da capital.

 

22h40 Segundo a televisão Sky, as forças vindas de oeste estão aproximar-se do centro da cidade sem enfrentarem resistência e muitos líbios festejavam nas ruas.

 

22h39 Ao cair da noite, a Associated Press, que tem repórteres a acompanhar estas movimentações dos rebeldes, adiantou que a periferia ocidental da capital tinha sido tomada. As forças que entraram nos subúrbios de Janzour são as mesmas que, apenas horas antes, estiveram envolvidas num breve tiroteio com a unidade de elite comandada pelo filho de Muammar Khadafi, a 32.ª Brigada. Os quartéis da Brigada Khamis, como também é conhecida essa unidade, “estão firmemente nas mãos dos rebeldes”, garantia um produtor da BBC no terreno. Estas instalações ficam a 30 quilómetros de Trípoli.

Em actualização (itens assinalados com *).

Editado por Ghelthon

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Vou actualizando o primeiro post consoante a notícia do Público for actualizada.

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Algum canal em directo? mudei agora para a cnn mas tá com pub. no al jazeera tá a dar, mas não quero ser detectado a ver a tv do demo :mrgreen:

 

bem, já vi que a cnn tá a dar

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Agora isto é tudo muito perigoso, se não for bem controlado. Governo a partir do zero e tal...

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Agora isto é tudo muito perigoso, se não for bem controlado. Governo a partir do zero e tal...

Quando no poder, os rebeldes acabam por se tornar naquilo que lutavam.

É por isso que o Che Guevara partia sempre que via o trabalho feito (se bem que acho que ele ainda participou num governo cubano(?))

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Fds só publicidade, parece a tvi.

 

Eu já mudei para a BBC

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Guest Vladimir Ilitch

Quando no poder, os rebeldes acabam por se tornar naquilo que lutavam.

É por isso que o Che Guevara partia sempre que via o trabalho feito (se bem que acho que ele ainda participou num governo cubano(?))

Isso não é assim tão linear.

Ele depois da revolução cubana foi para o Congo, acho que o Fidel lhe chegou a oferecer um cargo, não sei se aceitou.

_

Gosto de terem conseguido a revolta, não gosto do que ai vem. Mais um país controlado pelo ocidente.

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'It was easy, thanks to Ala' by Rana, Tripoli resident on BBC

 

ri-me com a versão do 'famoso' graças a Deus :mrgreen:

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00h52 - "NHEEEECOS", diz Sami Abu Zuhri, porta-voz da organização palestiniana "claro que isto vai continuar a ser a mesma coisa, só vai mudar o nome do ditador"

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False pretense for war in Libya?

 

EVIDENCE IS now in that President Barack Obama grossly exaggerated the humanitarian threat to justify military action in Libya. The president claimed that intervention was necessary to prevent a “bloodbath’’ in Benghazi, Libya’s second-largest city and last rebel stronghold.

 

 

But Human Rights Watch has released data on Misurata, the next-biggest city in Libya and scene of protracted fighting, revealing that Moammar Khadafy is not deliberately massacring civilians but rather narrowly targeting the armed rebels who fight against his government.

 

 

Misurata’s population is roughly 400,000. In nearly two months of war, only 257 people — including combatants — have died there. Of the 949 wounded, only 22 — less than 3 percent — are women. If Khadafy were indiscriminately targeting civilians, women would comprise about half the casualties.

 

 

Obama insisted that prospects were grim without intervention. “If we waited one more day, Benghazi . . . could suffer a massacre that would have reverberated across the region and stained the conscience of the world.’’ Thus, the president concluded, “preventing genocide’’ justified US military action.

 

 

But intervention did not prevent genocide, because no such bloodbath was in the offing. To the contrary, by emboldening rebellion, US interference has prolonged Libya’s civil war and the resultant suffering of innocents.

 

 

The best evidence that Khadafy did not plan genocide in Benghazi is that he did not perpetrate it in the other cities he had recaptured either fully or partially — including Zawiya, Misurata, and Ajdabiya, which together have a population greater than Benghazi.

 

 

Libyan forces did kill hundreds as they regained control of cities. Collateral damage is inevitable in counter-insurgency. And strict laws of war may have been exceeded.

 

 

But Khadafy’s acts were a far cry from Rwanda, Darfur, Congo, Bosnia, and other killing fields. Libya’s air force, prior to imposition of a UN-authorized no-fly zone, targeted rebel positions, not civilian concentrations. Despite ubiquitous cellphones equipped with cameras and video, there is no graphic evidence of deliberate massacre. Images abound of victims killed or wounded in crossfire — each one a tragedy — but that is urban warfare, not genocide.

 

 

Nor did Khadafy ever threaten civilian massacre in Benghazi, as Obama alleged. The “no mercy’’ warning, of March 17, targeted rebels only, as reported by The New York Times, which noted that Libya’s leader promised amnesty for those “who throw their weapons away.’’ Khadafy even offered the rebels an escape route and open border to Egypt, to avoid a fight “to the bitter end.’’

 

 

If bloodbath was unlikely, how did this notion propel US intervention? The actual prospect in Benghazi was the final defeat of the rebels. To avoid this fate, they desperately concocted an impending genocide to rally international support for “humanitarian’’ intervention that would save their rebellion.

 

 

On March 15, Reuters quoted a Libyan opposition leader in Geneva claiming that if Khadafy attacked Benghazi, there would be “a real bloodbath, a massacre like we saw in Rwanda.’’ Four days later, US military aircraft started bombing. By the time Obama claimed that intervention had prevented a bloodbath, The New York Times already had reported that “the rebels feel no loyalty to the truth in shaping their propaganda’’ against Khadafy and were “making vastly inflated claims of his barbaric behavior.’’

 

 

It is hard to know whether the White House was duped by the rebels or conspired with them to pursue regime-change on bogus humanitarian grounds. In either case, intervention quickly exceeded the UN mandate of civilian protection by bombing Libyan forces in retreat or based in bastions of Khadafy support, such as Sirte, where they threatened no civilians.

 

 

The net result is uncertain. Intervention stopped Khadafy’s forces from capturing Benghazi, saving some lives. But it intensified his crackdown in western Libya to consolidate territory quickly. It also emboldened the rebels to resume their attacks, briefly recapturing cities along the eastern and central coast, such as Ajdabiya, Brega, and Ras Lanuf, until they outran supply lines and retreated.

 

 

Each time those cities change hands, they are shelled by both sides — killing, wounding, and displacing innocents. On March 31, NATO formally warned the rebels to stop attacking civilians. It is poignant to recall that if not for intervention, the war almost surely would have ended last month.

 

 

In his speech explaining the military action in Libya, Obama embraced the noble principle of the responsibility to protect — which some quickly dubbed the Obama Doctrine — calling for intervention when possible to prevent genocide. Libya reveals how this approach, implemented reflexively, may backfire by encouraging rebels to provoke and exaggerate atrocities, to entice intervention that ultimately perpetuates civil war and humanitarian suffering.

 

 

Alan J. Kuperman, a professor of public affairs at the University of Texas, is author of “The Limits of Humanitarian Intervention’’ and co-editor of “Gambling on Humanitarian Intervention.’’

 

http://www.boston.com/bostonglobe/editorial_opinion/oped/articles/2011/04/14/false_pretense_for_war_in_libya/?camp=misc%3Aon%3Ashare%3Aarticle

 

Ou seja, aquilo que permitiu a formação de uma força aérea dos rebeldes e que foi fundamental para o avanço dos mesmos visto que a revolta tinha os dias contados quando as forças de Khadafi estavam às portas de Benghazi foi baseado em exageros e mentiras, nada de novo portanto. Este filme repete-se de x em x anos, sempre com os mesmos protagonistas.

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O azar dos miseráveis da Síria é que não nasceram num país com a riqueza natural e a localização estratégica da Líbia. Até para ser vítima de um ditador é preciso ter sorte.

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O azar dos miseráveis da Síria é que não nasceram num país com a riqueza natural e a localização estratégica da Líbia. Até para ser vítima de um ditador é preciso ter sorte.

Sad but true.

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Fonte: Expresso Online

 

Líbia: França já assegurou um terço do petróleo futuro

 

TV francesa diz que Paris já garantiu com os rebeldes do CNT 35% do petróleo da Líbia e que o grupo TOTAL já começou a assinar contratos

 

"Um terço dos ataques da NATO contra Kadahfi, um terço do petróleo". Foi nestes termos que o canal de informação permanente, I-Télé (grupo Canal Plus), anunciou esta tarde que o Governo de Paris já garantiu, com o Conselho Nacional de Transição (CNT), 35% do petróleo futuro do país.

 

Segundo o mesmo canal, o grupo francês TOTAL já começou a assinar contratos com o CNT nas últimas semanas.

Clique para aceder ao índice do Dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

 

A França estaria deste modo a "cobrar" o apoio decisivo que deu à revolta e ao CNT, cuja legitimidade foi aliás o primeiro pais do mundo a reconhecer.

 

Segundo diversos media franceses, "Viva a Sarkozy" é uma das palavras de ordem mais ouvidas em Benghazi, capital das primeiras "zonas libertadas" no início dos ataques internacionais contra o regime do coronel Kadhafi.

 

O Presidente, Nicolas Sarkozy, apelou ontem a ao acossado líder líbio para "deixar rapidamente o pouco poder que lhe resta" e assim evitar "um banho de sangue".

 

Pelo seu lado, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, declarou hoje "grande satisfação" pela irreversibilidade da queda de Kadhafi.

 

A ser verdade, começam a aparecer as notícias do verdadeiro interesse da guerra.

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Guest Vladimir Ilitch

Gosto de terem conseguido a revolta, não gosto do que ai vem. Mais um país controlado pelo ocidente.

Check.

 

Esperado, afinal a luta pela liberdade resume-se simplesmente à luta pelo engrandecimento das grandes potências capitalistas.

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O mais triste daqui é que cagavam na Líbia se não tivessem petróleo

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