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Ghelthon

August Landmesser, o homem que não fez a saudação nazi

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Houve um que tentou algo parecido na URSS. O Estaline entrou (acho que ainda era ele), toda a plateia teve de se levantar e bater palmas... só que ninguém queria ser o primeiro a parar e aquele espectáculo continuou por vários minutos, até que um homem se fartou e sentou-se e os outros seguiram-lhe o exemplo. Conclusão, o desgraçado perdeu o emprego, foi deslocalizado e já não me lembro se o mataram ou mandaram para um Gulag.

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Houve um que tentou algo parecido na URSS. O Estaline entrou (acho que ainda era ele), toda a plateia teve de se levantar e bater palmas... só que ninguém queria ser o primeiro a parar e aquele espectáculo continuou por vários minutos, até que um homem se fartou e sentou-se e os outros seguiram-lhe o exemplo. Conclusão, o desgraçado perdeu o emprego, foi deslocalizado e já não me lembro se o mataram ou mandaram para um Gulag.

isso é mito

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Ah claro, não tenho mais nada que fazer. Prova tu que foi mito, tu é que o alegaste :lol:

 

Estudei esse caso para um trabalho de faculdade, não vou de novo à procura das fontes onde o caso estava descrito. Até porque já nem me lembro de quais foram.

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Ah claro, não tenho mais nada que fazer. Prova tu que foi mito, tu é que o alegaste :lol:

 

Estudei esse caso para um trabalho de faculdade, não vou de novo à procura das fontes onde o caso estava descrito. Até porque já nem me lembro de quais foram.

Apresenta as provas de que já não te lembras de quais foram as fontes, então! :mrgreen:

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eu também ouvi a história, mas é mito.

Não conhecia a história, mas pelo que andei a ver agora, vem contada no livro The Gulag Archipelago, escrito por Aleksandr Solzhenitsyn:

 

At the conclusion of the conference, a tribute to Comrade Stalin was called for. Of course, everyone stood up (just as everyone had leaped to his feet during the conference at every mention of his name). ... For three minutes, four minutes, five minutes, the stormy applause, rising to an ovation, continued. But palms were getting sore and raised arms were already aching. And the older people were panting from exhaustion. It was becoming insufferably silly even to those who really adored Stalin.

 

However, who would dare to be the first to stop? … After all, NKVD men were standing in the hall applauding and watching to see who would quit first! And in the obscure, small hall, unknown to the leader, the applause went on – six, seven, eight minutes! They were done for! Their goose was cooked! They couldn’t stop now till they collapsed with heart attacks! At the rear of the hall, which was crowded, they could of course cheat a bit, clap less frequently, less vigorously, not so eagerly – but up there with the presidium where everyone could see them?

 

The director of the local paper factory, an independent and strong-minded man, stood with the presidium. Aware of all the falsity and all the impossibility of the situation, he still kept on applauding! Nine minutes! Ten! In anguish he watched the secretary of the District Party Committee, but the latter dared not stop. Insanity! To the last man! With make-believe enthusiasm on their faces, looking at each other with faint hope, the district leaders were just going to go on and on applauding till they fell where they stood, till they were carried out of the hall on stretchers! And even then those who were left would not falter…

 

Then, after eleven minutes, the director of the paper factory assumed a businesslike expression and sat down in his seat. And, oh, a miracle took place! Where had the universal, uninhibited, indescribable enthusiasm gone? To a man, everyone else stopped dead and sat down. They had been saved!

 

The squirrel had been smart enough to jump off his revolving wheel. That, however, was how they discovered who the independent people were. And that was how they went about eliminating them. That same night the factory director was arrested. They easily pasted ten years on him on the pretext of something quite different. But after he had signed Form 206, the final document of the interrogation, his interrogator reminded him:

 

Don’t ever be the first to stop applauding.

Editado por André

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eu tbm ouvi e li essa história num documento duma aula minha.

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essa história ja circula desde os anos 50, desde o periodo da Desestalinização da URSS operada pelo Kruschev. E é daquelas histórias que o foram circulando de boca em boca, não tendo sequer sido presenciada pelo senhor Solzhenitsyn. Ele apenas relata uma história popular sobre o Estaline. Não faz disso verdade. E tendo em conta que ele era um romancista, ainda menos verdade é.

Editado por ilidiomanager

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essa história ja circula desde os anos 50, desde o periodo da Desestalinização da URSS operada pelo Kruschev. E é daquelas histórias que o foram circulando de boca em boca, não tendo sequer sido presenciada pelo senhor Solzhenitsyn. Ele apenas relata uma história popular sobre o Estaline. Não faz disso verdade. E tendo em conta que ele era um romancista, ainda menos verdade é.

 

Yeah..sure.

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essa história ja circula desde os anos 50, desde o periodo da Desestalinização da URSS operada pelo Kruschev. E é daquelas histórias que o foram circulando de boca em boca, não tendo sequer sido presenciada pelo senhor Solzhenitsyn. Ele apenas relata uma história popular sobre o Estaline. Não faz disso verdade. E tendo em conta que ele era um romancista, ainda menos verdade é.

O livro foi escrito entre '58 e '68. Sim, ele não presenciou a cena, contudo, o livro é baseado em relatos de testemunhas que presenciaram os eventos descritos no livro e na própria experiência do Aleksandr Solzhenitsyn como prisioneiro num Gulag. Ser romancista, faz dele alguém que escreve/escreveu romances, não um mentiroso.

Editado por André

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O livro foi escrito entre '58 e '68. Sim, ele não presenciou a cena, contudo, o livro é baseado em relatos de testemunhas que presenciaram os eventos descritos no livro e na própria experiência do Aleksandr Solzhenitsyn como prisioneiro num Gulag. Ser romancista, faz dele alguém que escreve/escreveu romances, não um mentiroso.

Com certeza que não. Mas também não faz dele um cronista. Ou faz? Tudo o que ele afirma é realidade? Mesmo as coisas que ele não viu? Coisas passadas 20 anos antes? Contadas de boca em boca?

 

Eu acho que é um claro caso de "uma mentira contada muita vezes torna-se verdade"... É que depois não pode aparecer quem a conteste e diga que a mentira é, na realiadade, mentira, pois já há centenas de "testemunhas", foi um coisa que aconteceu a "um gajo que o vizinho do primo do cunhado do meu tio conhece", passa até a estar consagrada em livros, em manuais de história, em fóruns da internet, e eis que a mentira se tornou verdade indesmentível.

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Com certeza que não. Mas também não faz dele um cronista. Ou faz? Tudo o que ele afirma é realidade? Mesmo as coisas que ele não viu? Coisas passadas 20 anos antes? Contadas de boca em boca?

 

Eu acho que é um claro caso de "uma mentira contada muita vezes torna-se verdade"... É que depois não pode aparecer quem a conteste e diga que a mentira é, na realiadade, mentira, pois já há centenas de "testemunhas", foi um coisa que aconteceu a "um gajo que o vizinho do primo do cunhado do meu tio conhece", passa até a estar consagrada em livros, em manuais de história, em fóruns da internet, e eis que a mentira se tornou verdade indesmentível.

 

Não, foi uma coisa que aconteceu às testemunhas que falaram com ele.

E ele até podia ser escritor de revistas cor-de-rosa, interessa é o conteúdo do que ele escreve, não o background que ele tem.

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Não, foi uma coisa que aconteceu às testemunhas que falaram com ele.

E ele até podia ser escritor de revistas cor-de-rosa, interessa é o conteúdo do que ele escreve, não o background que ele tem.

Yeah..sure.

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Com certeza que não. Mas também não faz dele um cronista. Ou faz? Tudo o que ele afirma é realidade? Mesmo as coisas que ele não viu? Coisas passadas 20 anos antes? Contadas de boca em boca?

 

Eu acho que é um claro caso de "uma mentira contada muita vezes torna-se verdade"... É que depois não pode aparecer quem a conteste e diga que a mentira é, na realiadade, mentira, pois já há centenas de "testemunhas", foi um coisa que aconteceu a "um gajo que o vizinho do primo do cunhado do meu tio conhece", passa até a estar consagrada em livros, em manuais de história, em fóruns da internet, e eis que a mentira se tornou verdade indesmentível.

 

Ainda não me conseguiste apresentar um único argumento lógico para convencer alguém de isto ser mito. Se não tiveres nada melhor que um "acho que é", então vou ter a difícil decisão de acreditar em ti ou numa compilação de acontecimentos da autoria de um escritor galardoado com um prémio Nobel. Difícil decisão, eu sei...

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Guest Vladimir Ilitch

por acaso também me custa a acreditar nessa história do estaline. E eu nem sou apreciador do homem..

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