Reddish Ruse Publicado 6 Fevereiro 2014 http://s3-ec.buzzfed.com/static/2014-02/enhanced/webdr02/5/0/enhanced-15285-1391576908-9.jpg Pronto, e com esta me retiro. Boas noites! :lol: your move atheists Compartilhar este post Link para o post
Varela Publicado 6 Fevereiro 2014 (editado) :mrgreen: Editado 6 Fevereiro 2014 por Varela Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 6 Fevereiro 2014 Boa pergunta :lol: Da mesma maneira que existem lobos e cães? Compartilhar este post Link para o post
Guest Rumpas Publicado 6 Fevereiro 2014 aquilo do 20€(dois euros) foi de proposito? :mrgreen: E que não percebi essa parte :mrgreen: tal como o Paço Fonseca :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Guest fiasco Publicado 6 Fevereiro 2014 (editado) Pronto, e com esta me retiro. Boas noites! :lol: Aí está um gajo que efectivamente não estudou. Argumento à cristão. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d2/Darwin-chart.PNG/800px-Darwin-chart.PNG Apesar de famosa, esta imagem é enganadora, porque não é a realidade, nem é isto que se defende. :mrgreen: Editado 6 Fevereiro 2014 por fiasco Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 6 Fevereiro 2014 Pronto, e com esta me retiro. Boas noites! :lol: Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 6 Fevereiro 2014 "If we came from monkeys then why are there still monkeys?" Primeiro vale a pena esclarecer que o ser humano, de acordo com a teoria da evolução, não é descendente de uma atual espécie de primatas, partilha, sim, ancestrais (espécies já extintas) com os atuais primatas. Os atuais primatas são, portanto, familiares próximos numa escala evolucionária, "primos muito distantes". Convém também perceber que a evolução, muito simplificadamente, decorre da seleção natural, através de sucessivas gerações, de variações hereditárias que beneficiam os indivíduos de uma qualquer espécie na luta pela sobrevivência e reprodução em determinado habitat. A reprodução é imprescindível, pois é a única forma dos indivíduos transferirem os genes que lhes conferem as vantagens biológicas para sobreviverem no habitat em que estão inseridos. Obviamente que uma espécie não procura conscientemente melhorar-se ou superiorizar-se em relação a outras ou a si mesma, simplesmente adapta-se da melhor forma que o código genético dos seus indivíduos permite face ao nicho que ocupa, ou procura ocupar, na Natureza. Ainda assim, como consequência, isso pode levar, mas nem sempre leva, à extinção de uma outra espécie que previamente ocupava, mas de forma menos eficiente, um lugar similar no ecossistema. Em alguns casos também pode ocorrer que as características vantajosas que os indivíduos de uma nova espécie adquiriram, de forma a poderem sobreviver num específico habitat, resulte, no longo prazo, à condenação dessa nova espécie à extinção, pois a especialização pode levar, por exemplo, a uma dependência de outra espécie, e no caso dessa outra espécie desaparecer (devido, por exemplo, a uma variação climática abrupta), a espécie dependente dela extinguir-se-á. Tudo isto para demonstrar que a evolução não tem uma direção, um objetivo, ou uma moral particular. Uma espécie pode adquirir características benéficas ou nefastas para outras espécies, mas isso é uma mera consequência da incessante procura pela sobrevivência dos grupos de indivíduos que a constituem. O ser humano tem a ilusão de ser superior a todas as outras espécies, pelo que o raciocínio falacioso seguinte pode ocorrer (podendo também ser esta a matriz da questão inicial): caso tenhamos evoluído de primatas ancestrais que concorriam a ecossistemas similares durante a nossa progressiva evolução, seria lógico que tivéssemos levado à extinção toda e qualquer "concorrência direta", devido à nossa suposta superioridade, não deixando lugar na atualidade para qualquer outro primata. Este raciocínio é errado. Os nossos antepassados, pouco a pouco, por diversas razões abandonaram as florestas e suas copas para ocuparem diversos outros habitats, deixando de concorrer com outros primatas pelo mesmo espaço, assim divergindo evolutivamente, fenómeno designado por especiação e responsável pela biodiversidade. Não deixa de ser verdade que durante este processo várias espécies de primatas não escaparam à extinção, mas não esquecer que nenhuma espécie evolui com o propósito explícito de extinguir ou suplantar outras potenciais espécies concorrentes, até porque em muitos casos os principais concorrentes são simplesmente outros indivíduos da mesma espécie. Portanto, é impensável que a linhagem da nossa espécie pudesse inconscientemente levar à extinção de todos os outros primatas. Seria necessário um esforço consciente para tamanho genocídio. A domesticação de plantas e animais (árvores frutíferas, cães, gatos, etc.) é o resultado da seleção artificial, levada a cabo pelo ser humano. É um bom exemplo para colocar em perspetiva o quão ilimitada nas suas potencialidades é a Natureza, pois, ao contrário do Homem, a Natureza não se vê limitada primariamente pelas características externas que um indivíduo evidencia, também não é movida por interesses egoístas ou ideais de perfeição, e não se depara com objeções morais. Respondi à questão da melhor e mais simplificada forma que pude. Alguém com um conhecimento mais profundo e/ou académico esteja à vontade de corrigir e/ou acrescentar algo que me tenha escapado. Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 6 Fevereiro 2014 "If we came from monkeys then why are there still monkeys?" Primeiro vale a pena esclarecer que o ser humano, de acordo com a teoria da evolução, não é descendente de uma atual espécie de primatas, partilha, sim, ancestrais (espécies já extintas) com os atuais primatas. Os atuais primatas são, portanto, familiares próximos numa escala evolucionária, "primos muito distantes". Convém também perceber que a evolução, muito simplificadamente, decorre da seleção natural, através de sucessivas gerações, de variações hereditárias que beneficiam os indivíduos de uma qualquer espécie na luta pela sobrevivência e reprodução em determinado habitat. A reprodução é imprescindível, pois é a única forma dos indivíduos transferirem os genes que lhes conferem as vantagens biológicas para sobreviverem no habitat em que estão inseridos. Obviamente que uma espécie não procura conscientemente melhorar-se ou superiorizar-se em relação a outras ou a si mesma, simplesmente adapta-se da melhor forma que o código genético dos seus indivíduos permite face ao nicho que ocupa, ou procura ocupar, na Natureza. Ainda assim, como consequência, isso pode levar, mas nem sempre leva, à extinção de uma outra espécie que previamente ocupava, mas de forma menos eficiente, um lugar similar no ecossistema. Em alguns casos também pode ocorrer que as características vantajosas que os indivíduos de uma nova espécie adquiriram, de forma a poderem sobreviver num específico habitat, resulte, no longo prazo, à condenação dessa nova espécie à extinção, pois a especialização pode levar, por exemplo, a uma dependência de outra espécie, e no caso dessa outra espécie desaparecer (devido, por exemplo, a uma variação climática abrupta), a espécie dependente dela extinguir-se-á. Tudo isto para demonstrar que a evolução não tem uma direção, um objetivo, ou uma moral particular. Uma espécie pode adquirir características benéficas ou nefastas para outras espécies, mas isso é uma mera consequência da incessante procura pela sobrevivência dos grupos de indivíduos que a constituem. O ser humano tem a ilusão de ser superior a todas as outras espécies, pelo que o raciocínio falacioso seguinte pode ocorrer (podendo também ser esta a matriz da questão inicial): caso tenhamos evoluído de primatas ancestrais que concorriam a ecossistemas similares durante a nossa progressiva evolução, seria lógico que tivéssemos levado à extinção toda e qualquer "concorrência direta", devido à nossa suposta superioridade, não deixando lugar na atualidade para qualquer outro primata. Este raciocínio é errado. Os nossos antepassados, pouco a pouco, por diversas razões abandonaram as florestas e suas copas para ocuparem diversos outros habitats, deixando de concorrer com outros primatas pelo mesmo espaço, assim divergindo evolutivamente, fenómeno designado por especiação e responsável pela biodiversidade. Não deixa de ser verdade que durante este processo várias espécies de primatas não escaparam à extinção, mas não esquecer que nenhuma espécie evolui com o propósito explícito de extinguir ou suplantar outras potenciais espécies concorrentes, até porque em muitos casos os principais concorrentes são simplesmente outros indivíduos da mesma espécie. Portanto, é impensável que a linhagem da nossa espécie pudesse inconscientemente levar à extinção de todos os outros primatas. Seria necessário um esforço consciente para tamanho genocídio. A domesticação de plantas e animais (árvores frutíferas, cães, gatos, etc.) é o resultado da seleção artificial, levada a cabo pelo ser humano. É um bom exemplo para colocar em perspetiva o quão ilimitada nas suas potencialidades é a Natureza, pois, ao contrário do Homem, a Natureza não se vê limitada primariamente pelas características externas que um indivíduo evidencia, também não é movida por interesses egoístas ou ideais de perfeição, e não se depara com objeções morais. Respondi à questão da melhor e mais simplificada forma que pude. Alguém com um conhecimento mais profundo e/ou académico esteja à vontade de corrigir e/ou acrescentar algo que me tenha escapado. Só para acrescentar que na época do Homo Erectus, coexistiu o homem de Neandertal que não se sabe porquê, acabou por se extinguir Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 6 Fevereiro 2014 Só os Erectus é que conseguiam procriar... Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 6 Fevereiro 2014 Só para acrescentar que na época do Homo Erectus, coexistiu o homem de Neandertal que não se sabe porquê, acabou por se extinguir Segundo um artigo do Stephen Jay Gould até é possível que há quarenta mil anos possam ter coexistido Homo neanderthalensis na Europa, Homo erectus na Ásia e Homo sapiens um pouco por todo o mundo. Compartilhar este post Link para o post
o Pai já vai Publicado 6 Fevereiro 2014 Aí está um gajo que efectivamente não estudou. Argumento à cristão. :mrgreen: Argumento à cristão, não. Argumento à ignorante. Compartilhar este post Link para o post
Mr. Bacano Publicado 6 Fevereiro 2014 A diferença em muitos dos casos não é lá muito grande... E se fosse só nos cristãos... Compartilhar este post Link para o post
o Pai já vai Publicado 6 Fevereiro 2014 A diferença em muitos dos casos não é lá muito grande... E baseias-te em quê para concluir isso? Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 6 Fevereiro 2014 Acrescento que o Papa João Paulo II oficialmente reconheceu a teoria da evolução como verdadeira em 1996. Já o Papa Pio XII, em 1950, tinha considerado aceitável que os católicos entretivessem a ideia da evolução, embora com reservas acerca da sua veracidade. Atualmente, no que concerne o Homem, apenas a alma é vista como a criação direta de Deus. Compartilhar este post Link para o post