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para além de que, quem decide se está doente o suficiente para ter de faltar ao trabalho, ou não, sou eu mesmo e, não sendo, no máximo é um profissional de saúde ou a minha mãezinha, o meu patrão nunca há de ser

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Citação de El Colosso, há 54 minutos:

Também há abuso das baixas dadas pelos médicos, abuso das declarações de ida aos hospitais, etc etc

 

Sabes quando é que há mais pessoal nas urgências por merdinhas? É nas segundas feiras de manhã e nas vesperas de feriados também, para terem a declaração de presença. Se tirarem isto, ao menos deixam de ir aos hospitais porque estão com tosse

Em momento algum estou a contestar a existência ou não da medida.

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Citação de Duda34, há 39 minutos:

Em momento algum estou a contestar a existência ou não da medida.

Então qual é o problema?

 

Se o pessoal, de forma voluntária, prefere ficar 3 dias sem ganhar salário a ir trabalhar, pronto

Editado por El Colosso

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Porque ha responsabilidades?

Posso na boa nao ir trabalhar nos proximos 3 dias, basta nao me apetecer, nao recebo e nem tenho patrao.

 No entanto ha pessoas que dependem de mim para ficar melhores fisicamente por exemplo. 

Parece que estamos a falar de equipas de futebol em que se joga com 11 e o plantel tem 25. faltam 2, entram 2 e o plantel ainda tem mais 12 suplentes, esta tudo bem. 

Responsabilidade. 

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Citação de Jimpo, há 4 minutos:

Porque ha responsabilidades?

Posso na boa nao ir trabalhar nos proximos 3 dias, basta nao me apetecer, nao recebo e nem tenho patrao.

 No entanto ha pessoas que dependem de mim para ficar melhores fisicamente por exemplo. 

Parece que estamos a falar de equipas de futebol em que se joga com 11 e o plantel tem 25. faltam 2, entram 2 e o plantel ainda tem mais 12 suplentes, esta tudo bem. 

Responsabilidade. 

E a responsabilidade do patrão em assegurar que se por faltar uma pessoa, não existam problemas, desaparece da conversa? Os patrões adoram colocar a culpa nos empregados quando ficam doentes, quando tem de faltar ao trabalho para levarem os filhos aos hospitais, etc etc

 

A única pessoa que tem credenciais para ver se alguém está doente ou não, tirando a própria pessoa, é um médico. Criou-se isto para tentar reduzir o número de pessoas que precisam de ir para os hospitais e para os centros de saúde por situações não graves. Se existir pessoal que abuse, que os patrões descubram essas pessoas e que tomem as medidas que acharem necessárias

Editado por El Colosso
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Citação de Jimpo, há 1 minuto:

Porque ha responsabilidades?

Posso na boa nao ir trabalhar nos proximos 3 dias, basta nao me apetecer, nao recebo e nem tenho patrao.

 No entanto ha pessoas que dependem de mim para ficar melhores fisicamente por exemplo. 

Parece que estamos a falar de equipas de futebol em que se joga com 11 e o plantel tem 25. faltam 2, entram 2 e o plantel ainda tem mais 12 suplentes, esta tudo bem. 

Responsabilidade. 

E onde é que essa responsabilidade é posta em causa com esta medida? Quem é responsável não a vai usar de modo leviano, quem não é vai continuar como ia fazendo até hoje. E essa postura quanto ao trabalho não se vê apenas em relação a estes dias mas costuma ser transversal em relação ao resto, e quem gere uma empresa costuma saber o que é expectável de cada um. 

Citação de El Colosso, há 2 minutos:

E a responsabilidade do patrão em assegurar que se por faltar uma pessoa, não existam problemas, desaparece da conversa? Os patrões adoram colocar a culpa nos empregados quando ficam doentes, quando tem de faltar ao trabalho para levarem os filhos aos hospitais, etc etc

Isso às vezes não é assim tão simples e nem todas as empresas são grandes ou têm capacidade de ter muitos trabalhadores, mas em equipas pequenas, quem se comporta prejudicando os restantes, é rapidamente posto de parte e os colegas tratam de garantir que a pessoa tenha vontade de mudar de trabalho. 

Não percebo mesmo o drama destes 6 dias. Os abusadores continuarão a abusar, o restante apenas tem a vantagem de não ter que entupir o sistema de saúde quando está doente e poder recuperar em vez de estar na rua horas para ter uma justificação. Além que a maioria das pessoas não abdica assim tão facilmente de recber 3 dias.

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Citação de smashing_pumpkin, há 7 minutos:

E onde é que essa responsabilidade é posta em causa com esta medida? Quem é responsável não a vai usar de modo leviano, quem não é vai continuar como ia fazendo até hoje. E essa postura quanto ao trabalho não se vê apenas em relação a estes dias mas costuma ser transversal em relação ao resto, e quem gere uma empresa costuma saber o que é expectável de cada um. 

Isso às vezes não é assim tão simples e nem todas as empresas são grandes ou têm capacidade de ter muitos trabalhadores, mas em equipas pequenas, quem se comporta prejudicando os restantes, é rapidamente posto de parte e os colegas tratam de garantir que a pessoa tenha vontade de mudar de trabalho. 

Não percebo mesmo o drama destes 6 dias. Os abusadores continuarão a abusar, o restante apenas tem a vantagem de não ter que entupir o sistema de saúde quando está doente e poder recuperar em vez de estar na rua horas para ter uma justificação. Além que a maioria das pessoas não abdica assim tão facilmente de recber 3 dias.

Isso é o ponto mais importante disto tudo. O pessoal em Portugal não faz greve porque perde um dia de trabalho, o pessoal em Portugal tenta evitar ao máximo faltar ao trabalho porque pode perder um dia de trabalho, etc etc, e vai existir uma epidemia de pessoal que falta ao trabalho durante 3 dias?

E a noticia que foi em Dezembro que houve mais pessoal a usar isso é de rir. Foi no pico da gripe e quando as urgências estavam entupidas que mais se usou isto? Uau, quem diria

 

E mesmo nas PMEs, não tem que ser o trabalhador a ter em conta que se faltar prejudica os colegas ou não. Claro que há o sentido de companheirismo e isso tudo, mas não tem que ser responsabilidade dele

Editado por El Colosso
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Citação de El Colosso, há 39 minutos:

Então qual é o problema?

 

Se o pessoal, de forma voluntária, prefere ficar 3 dias sem ganhar salário a ir trabalhar, pronto

Qual é o problema? Mas agora pode-se faltar ao trabalho só porque não se apetece trabalhar? Não ganhar o salário nesses dias justifica essa opção? O impacto, ou falta dele, que o faltar ao trabalho tem no empregador justifica essa opção? Isto parece a história do “come a comida porque há gente a passar fome”, mas quanta gente não quereria trabalhar e aqueles que o podem fazer simplesmente faltam porque não lhes apetece?

Isto não tem nada a ver com a medida em si. Novamente, tem a ver com o aproveitamento que fazem dela.

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Citação de Duda34, há 11 minutos:

Qual é o problema? Mas agora pode-se faltar ao trabalho só porque não se apetece trabalhar? Não ganhar o salário nesses dias justifica essa opção? O impacto, ou falta dele, que o faltar ao trabalho tem no empregador justifica essa opção? Isto parece a história do “come a comida porque há gente a passar fome”, mas quanta gente não quereria trabalhar e aqueles que o podem fazer simplesmente faltam porque não lhes apetece?

Isto não tem nada a ver com a medida em si. Novamente, tem a ver com o aproveitamento que fazem dela.

Mas como é que se sabe que a medida tem sido aproveitada de forma indevida? Porque os patrões desconfiam disso?

 

Volto a dizer, quando tens mais afluência de pessoal Às urgências e aos centros de saúde é no mesmo periodo que é indicado na noticia. Tal como tens mais crianças a ir aos hospitais e centros de saúde depois das 18 horas.

Editado por El Colosso

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Citação de El Colosso, há 14 minutos:

Mas como é que se sabe que a medida tem sido aproveitada de forma indevida? Porque os patrões desconfiam disso?

 

Volto a dizer, quando tens mais afluência de pessoal Às urgências e aos centros de saúde é no mesmo periodo que é indicado na noticia. Tal como tens mais crianças a ir aos hospitais e centros de saúde depois das 18 horas.

Uma vez mais, eu não estou a falar da medida.

O meu espanto foi com o que tu disseste, que reproduzo: “Se o pessoal, de forma voluntária, prefere ficar 3 dias sem ganhar salário a ir trabalhar, pronto”. Não trabalhar porque não se quer, basicamente. Justificado, parece-me, com o “não causa dano ao patrão”. Isto já é uma questão de princípio.

Posso estar a ler mal, admito. Por isso pergunto diretamente: para ti, se não te apetecer trabalhar e voluntariamente ficares em casa, mesmo não recebendo salário, é perfeitamente admissível e não vês nenhum problema nisso?

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Citação de Duda34, há 9 minutos:

Uma vez mais, eu não estou a falar da medida.

O meu espanto foi com o que tu disseste, que reproduzo: “Se o pessoal, de forma voluntária, prefere ficar 3 dias sem ganhar salário a ir trabalhar, pronto”. Não trabalhar porque não se quer, basicamente. Justificado, parece-me, com o “não causa dano ao patrão”. Isto já é uma questão de princípio.

Posso estar a ler mal, admito. Por isso pergunto diretamente: para ti, se não te apetecer trabalhar e voluntariamente ficares em casa, mesmo não recebendo salário, é perfeitamente admissível e não vês nenhum problema nisso?

Sim. É uma decisão minha e se o empregador, como está na noticia, vir que eu estou a abusar do sistema, pôe-me no olho da rua com justificação. Simples. Estás a arriscar 3 dias de "férias", sem receberes, com seres despedido

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Citação de El Colosso, há 7 minutos:

vir que eu estou a abusar do sistema

Mas nem abusas porque só se pode usar 2 vezes num ano. As empresas digam o que disseram não tem nunca como descobrir e provar se é ou não verdade que estão doentes.

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Citação de pedritsh, Agora:

Mas nem abusas porque só se pode usar 2 vezes num ano. As empresas digam o que disseram não tem nunca como descobrir e provar se é ou não verdade que estão doentes.

Sim, claro. Eles acham que o pessoal está a abusar porque, novamente, usam isso nas alturas em que as pessoas mais procuram os hospitais e os centros de saúde.

 

O risco e a penalização é, na minha opinião, grande demais para que a maioria do pessoal que usa isso não o faça de forma legitima. Se há pessoal que abusa? Certamente. Mas há pessoal que abusa de tudo e mais alguma coisa

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Citação de Duda34, há 27 minutos:

Uma vez mais, eu não estou a falar da medida.

O meu espanto foi com o que tu disseste, que reproduzo: “Se o pessoal, de forma voluntária, prefere ficar 3 dias sem ganhar salário a ir trabalhar, pronto”. Não trabalhar porque não se quer, basicamente. Justificado, parece-me, com o “não causa dano ao patrão”. Isto já é uma questão de princípio.

Posso estar a ler mal, admito. Por isso pergunto diretamente: para ti, se não te apetecer trabalhar e voluntariamente ficares em casa, mesmo não recebendo salário, é perfeitamente admissível e não vês nenhum problema nisso?

Mas isso já pode acontecer. Um trabalhador pode-o fazer, só sendo despedido por justa causa se forem 5 seguidas ou 10 num ano, ou caso cause grave dano à empresa na falta. Por isso, quem quer faltar só porque sim, sempre o pode fazer. E faz.

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Citação de El Colosso, há 56 minutos:

Sim. É uma decisão minha e se o empregador, como está na noticia, vir que eu estou a abusar do sistema, pôe-me no olho da rua com justificação. Simples. Estás a arriscar 3 dias de "férias", sem receberes, com seres despedido

Bom, se a resposta ao admissível e nao ver nada de errado em faltar só porque é “sim”, então pronto.

Citação de pedritsh, há 49 minutos:

Mas nem abusas porque só se pode usar 2 vezes num ano. As empresas digam o que disseram não tem nunca como descobrir e provar se é ou não verdade que estão doentes.

Mas não é a isso que me estou a referir. Esquece o estar ou não estar doente, o como ou não provar. A questão é alguém que falta ao emprego porque não lhe apetecer trabalhar ser visto como um cenário perfeitamente normal e admissível.

Citação de smashing_pumpkin, há 38 minutos:

Mas isso já pode acontecer. Um trabalhador pode-o fazer, só sendo despedido por justa causa se forem 5 seguidas ou 10 num ano, ou caso cause grave dano à empresa na falta. Por isso, quem quer faltar só porque sim, sempre o pode fazer. E faz.

Não “pode” acontecer porque o princípio é: foste contratado, trabalhas. Se por acaso faltas sem justificação, há a devida penalização disciplinar. Uma sanção é uma penalização por um incumprimento de algo.

Eu não estou a discutir a medida, porque isso leva a caminhos mais lamacentos sobre como provar uma doença - como avaliar ou sustentar a relação de confiança entre trabalhador e empregador nesses casos protegidos pela medida. O que me deixa pasmado aqui é a leviandade e a normalidade com que se encara a situação do faltar ao trabalho só porque se quer. É evidente que casos desses acontecem em aproveitamento da medida, mas parece que não há mal nenhum nisso. E assiste-se aqui quase a uma “admissão de culpa” quando o argumento passa a ser o de não trazer impacto nenhum ao patrão.

São maneiras de ver as coisas. Princípios cada um tem os seus.

Editado por Duda34

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Continuo a achar que "quem o quer fazer sempre o fez e irá fazer", é apenas uma opinião e que na realidade isso não se aplica a toda a gente.

Se tens a possibilidade de fazer algo ilícito de forma "fácil", enquanto antes era difícil, vai haver mais gente a querer aproveitar o fácil. Até porque está toda a gente neste momento a falar disto das autobaixas. O que vai acontecer é tornar-se comum abusar disto porque é fácil e rapidamente enraizado.

É verdade que 6 dias por ano ainda por cima não remunerados não é o fim do mundo, mas é obvio que é mais um pequeno extra que se perde de produtividade, sobretudo por não poderes avisar a empresa que "daqui a 15 dias vais tar doente" e a seguir pode não haver quem te substitua etc (dependendo das funções). Eu cá apoio que o pessoal lute pelos seus direitos, e mande as empresas se f*der quando tem de ser, mas tem de ser sério de parte a parte.

Na empresa onde trabalho temos uma alternativa mais séria que isto: dão-nos um pacote de benefícios flexíveis em que podes destrocar parte disso em dias extra de férias, devidamente marcados e planeados, cujo valor de cada dia é igual ao teu ordenado daquele dia. O conceito de benefícios flexíveis só por si tem outros prós e contras, é um conceito que parece maravilhoso mas também é manhoso e dava uma discussão aparte de páginas de conversa, mas pronto. Quem quer tira esses dias extra e perde o dinheiro respetivo, quem não quer não tira. Assim tens a possibilidade de fazer algo semelhante sem fingires que tás doente e dando aviso prévio a empresa que se ajusta conforme as necessidades. Devia ser algo possível na maior parte dos empregos.

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Citação de Duda34, há 5 minutos:

Bom, se a resposta ao admissível e nao ver nada de errado em faltar só porque é “sim”, então pronto.

Mas não é a isso que me estou a referir. Esquece o estar ou não estar doente, o como ou não provar. A questão é alguém que falta ao emprego porque não lhe apetecer trabalhar ser visto como um cenário perfeitamente normal e admissível.

Não “pode” acontecer porque o princípio é: foste contratado, trabalhas. Se por acaso faltas sem justificação, há a devida penalização disciplinar. Uma sanção é uma penalização por um incumprimento de algo.

Eu não estou a discutir a medida, porque isso leva a caminhos mais lamacentos sobre como provar uma doença - como avaliar ou sustentar a relação de confiança entre trabalhador e empregador nesses casos protegidos pela medida. O que me deixa pasmado aqui é a leviandade e a normalidade com que se encara a situação do faltar ao trabalho só porque se quer. É evidente que casos desses acontecem em aproveitamento da medida, mas parece que não há mal nenhum nisso. E assiste-se aqui quase a uma “admissão de culpa” quando o argumento passa a ser o de não trazer impacto nenhum ao patrão.

São maneiras de ver as coisas. Princípios cada um tem os seus.

Eu respondi que sim, justifiquei-te o porquê e ainda te disse que acho que o risco associado a "faltar só porque sim" é demasiado alto para a maioria das pessoas.

 

Mas pronto, troquem o nome disto para "Baixa para Saúde Mental" e está a andar

Citação de noikeee, há 5 minutos:

Continuo a achar que "quem o quer fazer sempre o fez e irá fazer", é apenas uma opinião e que na realidade isso não se aplica a toda a gente.

Se tens a possibilidade de fazer algo ilícito de forma "fácil", enquanto antes era difícil, vai haver mais gente a querer aproveitar o fácil. Até porque está toda a gente neste momento a falar disto das autobaixas. O que vai acontecer é tornar-se comum abusar disto porque é fácil e rapidamente enraizado.

É verdade que 6 dias por ano ainda por cima não remunerados não é o fim do mundo, mas é obvio que é mais um pequeno extra que se perde de produtividade, sobretudo por não poderes avisar a empresa que "daqui a 15 dias vais tar doente" e a seguir pode não haver quem te substitua etc (dependendo das funções). Eu cá apoio que o pessoal lute pelos seus direitos, e mande as empresas se f*der quando tem de ser, mas tem de ser sério de parte a parte.

Na empresa onde trabalho temos uma alternativa mais séria que isto: dão-nos um pacote de benefícios flexíveis em que podes destrocar parte disso em dias extra de férias, devidamente marcados e planeados, cujo valor de cada dia é igual ao teu ordenado daquele dia. O conceito de benefícios flexíveis só por si tem outros prós e contras, é um conceito que parece maravilhoso mas também é manhoso e dava uma discussão aparte de páginas de conversa, mas pronto. Quem quer tira esses dias extra e perde o dinheiro respetivo, quem não quer não tira. Assim tens a possibilidade de fazer algo semelhante sem fingires que tás doente e dando aviso prévio a empresa que se ajusta conforme as necessidades. Devia ser algo possível na maior parte dos empregos.

Mas isso é outra discussão. Em Portugal, não tens "liberdade" para poderes perder um dia de trabalho. Seja por razões financeiras ou por razões culturais, ter um dia em que tens de faltar ao emprego é algo que quase ninguem pode suportar. Se tiveres um dia em que tenhas de tratar de assuntos relacionados com burocracias, tens de perder um dia de salário, quando o podes fazer. Se tiveres de faltar para levar o filho à escola ou porque ele está doente, o mesmo.

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Citação de El Colosso, há 14 minutos:

Eu respondi que sim, justifiquei-te o porquê e ainda te disse que acho que o risco associado a "faltar só porque sim" é demasiado alto para a maioria das pessoas.

 

Mas pronto, troquem o nome disto para "Baixa para Saúde Mental" e está a andar

Mas isso é outra discussão. Em Portugal, não tens "liberdade" para poderes perder um dia de trabalho. Seja por razões financeiras ou por razões culturais, ter um dia em que tens de faltar ao emprego é algo que quase ninguem pode suportar. Se tiveres um dia em que tenhas de tratar de assuntos relacionados com burocracias, tens de perder um dia de salário, quando o podes fazer. Se tiveres de faltar para levar o filho à escola ou porque ele está doente, o mesmo.

Se não estou em erro, em Portugal podes faltar até 30 dias por ano para prestar assistência a filho menor.

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Citação de El Colosso, há 23 minutos:

Mas isso é outra discussão. Em Portugal, não tens "liberdade" para poderes perder um dia de trabalho. Seja por razões financeiras ou por razões culturais, ter um dia em que tens de faltar ao emprego é algo que quase ninguem pode suportar. Se tiveres um dia em que tenhas de tratar de assuntos relacionados com burocracias, tens de perder um dia de salário, quando o podes fazer. Se tiveres de faltar para levar o filho à escola ou porque ele está doente, o mesmo.

Não sei como funciona nos outros países nem se deveria haver legislação específica para essas coisas ou não

Mas acho que no geral isso é tudo uma questão de bom senso, e de novo de parte a parte, aqui mais da ótica dos empregadores serem humanos e compreensivos para com os funcionários. Se vais passar o dia inteiro com burocracias se calhar faz sentido tirares o dia de férias. Se necessitas só de uma hora para ir a algum lado, ou de entrar/sair mais cedo devido ao miúdo, então é questão de arranjar forma de ajustar o horário de forma flexível e compensar noutro dia ou algo assim**. Se o lugar de trabalho não te dá a flexibilidade de fazer estas coisas nem de tirar um dia de férias com pouca antecedência porque aconteceu um grande imprevisto, então é um sítio com uma cultura de m*rda. Isso sim deveria mudar em Portugal, há demasiadas chefias prepotentes isso concordo a 100%. Aliás às vezes é uma lotaria e nem tem a ver com a cultura geral da empresa mas sim das pessoas específicas em si, vais trabalhar para um sítio e depois há chefes porreiros e outros autoritários.

 

**nota não sou pai não faço ideia se tens direito legal como pai de simplesmente não fazer estas horas devido a estes imprevistos, ou se tens de as compensar

Editado por noikeee
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Quem abusa dos sistemas de baixas (e não é só este), é inequivocamente uma pessoa irresponsável. 

Para salvaguardar as empresas, eu proponho que criem um mecanismo a detalhar individualmente as funções de cada colaborador e quem o substitui na sua ausência. Se verificarem que a atividade da empresa está dependente de algum colaborador não levar com um camião em cima, uma sugestão um pouco disruptiva será não serem irresponsáveis ao ponto de terem taxa de alocação de um recurso falível (como os recursos humanos) de 100%.

Tudo o que esteja no meio destas duas situações limites, resolve-se com dois dedos de testa e um mínimo de empatia de ambas as partes.

Editado por Lurker

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Citação de Duda34, há 9 horas:

Bom, se a resposta ao admissível e nao ver nada de errado em faltar só porque é “sim”, então pronto.

Mas não é a isso que me estou a referir. Esquece o estar ou não estar doente, o como ou não provar. A questão é alguém que falta ao emprego porque não lhe apetecer trabalhar ser visto como um cenário perfeitamente normal e admissível.

Não “pode” acontecer porque o princípio é: foste contratado, trabalhas. Se por acaso faltas sem justificação, há a devida penalização disciplinar. Uma sanção é uma penalização por um incumprimento de algo.

Eu não estou a discutir a medida, porque isso leva a caminhos mais lamacentos sobre como provar uma doença - como avaliar ou sustentar a relação de confiança entre trabalhador e empregador nesses casos protegidos pela medida. O que me deixa pasmado aqui é a leviandade e a normalidade com que se encara a situação do faltar ao trabalho só porque se quer. É evidente que casos desses acontecem em aproveitamento da medida, mas parece que não há mal nenhum nisso. E assiste-se aqui quase a uma “admissão de culpa” quando o argumento passa a ser o de não trazer impacto nenhum ao patrão.

São maneiras de ver as coisas. Princípios cada um tem os seus.

Eu só digo aquilo porque acontece. Porque há pessoas que efectivamente não têm qualquer respeito pelo trabalho que fazem, pelas suas responsabilidades nem pela entidade empregadora, mesmo sendo boa. E porque não acredito que os restantes trabalhadores, que olham para o seu trabalho com responsabilidade, vão usar este benefício de modo leviano. Daí dizer que aproveitar-se disto será quem já faz outras coisas para faltar ao trabalho quando bem entende. Não acho normal esse comportamento mas também não vou fingir que não é uma realidade.

Citação de noikeee, há 9 horas:

Continuo a achar que "quem o quer fazer sempre o fez e irá fazer", é apenas uma opinião e que na realidade isso não se aplica a toda a gente.

Se tens a possibilidade de fazer algo ilícito de forma "fácil", enquanto antes era difícil, vai haver mais gente a querer aproveitar o fácil. Até porque está toda a gente neste momento a falar disto das autobaixas. O que vai acontecer é tornar-se comum abusar disto porque é fácil e rapidamente enraizado.

É verdade que 6 dias por ano ainda por cima não remunerados não é o fim do mundo, mas é obvio que é mais um pequeno extra que se perde de produtividade, sobretudo por não poderes avisar a empresa que "daqui a 15 dias vais tar doente" e a seguir pode não haver quem te substitua etc (dependendo das funções). Eu cá apoio que o pessoal lute pelos seus direitos, e mande as empresas se f*der quando tem de ser, mas tem de ser sério de parte a parte.

Na empresa onde trabalho temos uma alternativa mais séria que isto: dão-nos um pacote de benefícios flexíveis em que podes destrocar parte disso em dias extra de férias, devidamente marcados e planeados, cujo valor de cada dia é igual ao teu ordenado daquele dia. O conceito de benefícios flexíveis só por si tem outros prós e contras, é um conceito que parece maravilhoso mas também é manhoso e dava uma discussão aparte de páginas de conversa, mas pronto. Quem quer tira esses dias extra e perde o dinheiro respetivo, quem não quer não tira. Assim tens a possibilidade de fazer algo semelhante sem fingires que tás doente e dando aviso prévio a empresa que se ajusta conforme as necessidades. Devia ser algo possível na maior parte dos empregos.

Estás num país em que imensa gente faz horas extra, raramente sai à hora exacta de saída, que regra geral está disponível para o que for preciso e que mais depressa anda a fazer horas e horas para ter mais algum do que arrisca perder salários. Eu não acredito que esta medida vá impactar assim tanto, apenas permitindo a quem está mesmo impossibilitado de trabalhar o faça sem grandes chatices. Os outros, os maus trabalhadores, vão continuar a fazer o que sempre fizeram, agora de modo aparentemente mais legal mas para a empresa o transtorno de alguém faltar apresentando uma baixa de doença ou porque diz que está com diarreia e nesse dia não pode ir, vai dar ao mesmo.

Depois é como dizes, tudo depende dos patrões e de quem manda nos recursos humanos. E por vezes também do comportamento dos trabalhadores. Nem sempre é possível ser flexível e também há colegas que reagem com inveja às flexibilidades, mesmo que no futuro possam lhes vir a dar jeito.

Editado por smashing_pumpkin

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A discussão vai gira, mas ainda ninguém tocou num ponto que é fulcral: com esta medida, tira-se bastante trabalho aos médicos e gente dos centros de saúde. Esse lado parece-me uma das grandes vitórias desta medida.

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Citação de pedritsh, Em 27/01/2024 at 13:46:

Colocares fotos no Facebook ou em qualquer rede social não pode servir como motivo, nem tens como justificar, porque tu podes meter fotos nas redes sociais de qualquer altura, não tens nunca como provar que são de agora. Tu podes pôr uma storie agora num sítio qualquer, com localização e tudo, as pessoas pensam que estás nesse sítio e estas em casa almoçar.

metadados da foto?

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Citação de smashing_pumpkin , há 41 minutos:

Estás num país em que imensa gente faz horas extra, raramente sai à hora exacta de saída, que regra geral está disponível para o que for preciso e que mais depressa anda a fazer horas e horas para ter mais algum do que arrisca perder salários

Isso é outra coisa que está errado neste país.. se és contratado para fazer 40h devias fazer 40.. salvo situações excepcionais.. isso é mais um exemplo de cultura errada e informalismos e falta de seriedade, neste caso a explorar os trabalhadores

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Citação de Hammerfall, há 20 minutos:

metadados da foto?

Não percebo nada disso, mas se pões uma storie qualquer como vão saber?

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