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Sumudica by Night

Visita de Cavaco às Selvagens custa 160 mil euros

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Tanto dinheiro para ir a umas selvagens?!

 

Tenho umas primas que faziam mais barato, agora se são tão selvagens como essas madeirenses...

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Para ser sincero eu não considero isso muito dinheiro...

 

Ora repara:

 

Até à bocado gastou-se hoje em Despesa pública com educação, segundo a Pordata : 18800000 € .

 

O que ele gastou em relação aquele valor é: 0,85 % .

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Detesto a peça e o timing é terrível, mas de facto algum destaque e reconhecimento aos poucos projectos científicos que por cá perduram é sempre bem-vindo. Grandes amigos meus biólogos, dos Açores, já lá foram passar umas temporadas (e às desertas) e pelos vistos aquilo é riquíssimo, embora seja leigo no assunto e não saiba explicar lol

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As selvagens sim, também já ouvi dizer coisas incríveis de lá. Acho que até há espécies que só lá existem. Mas acho que as Desertas são mesmo só isso...desertas :mrgreen: mas posso estar enganado.

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Como há pessoal que está um pouco às aranhas com isto... :mrgreen:

 

1880 Numa Reunião do Conselho de Sinalização Marítima a Espanha requer a construção de um farol nas Selvagens para melhorar a rota nas Canárias. Portugal reconhece a necessidade e a importância do farol, mas diz que não é uma prioridade para o país. Em resposta, o MNE Espanhol diz que "a soberania das ilhas é incerta..."

 

1911 Em Setembro, o governo português recebeu uma nota comunicando que o governo espanhol ia montar nas ilhas Selvagens um farol (...) e que deliberara incorporar as Selvagens no arquipélago das Canárias. A administração nacional protestou e foi acordado não praticar quaisquer actos que pudessem prejudicar a solução amigável da questão.

 

1938 Atestada a soberania portuguesa das ilhas pela Comissão Permanente de Direito Marítimo Internacional.

 

1971 Petroleiro “Cerno”, com bandeira norueguesa, desviou-se para ilegalmente lavar os seus tanques. Encalhou na Selvagem Pequena. Três meses depois o petroleiro “Morning Breeze” afunda-se próximo da Selvagem Grande.

 

1972 Apreensão de duas embarcações de pesca espanhola, “San Pedro de Abona” e “Áries”.

 

1973 Naufrágio do navio "Splendid Breeze".

 

1975 Aproveitando a turbulência politica em Portugal, espanhóis das Canárias desembarcam na Selvagem Grande e hasteiam bandeira espanhola.

 

1976 Apreendida, a embarcação espanhola “Ecce Homo Divino”. Naufrágio de um iate ("Demeter").

 

1978 Apresados, também por pesca ilegal, barcos de frota espanhola.

 

1981 Apreendida a embarcação de pesca “Marijean”, com 600 kg de peixe a bordo.

 

1996 Puma AS-330 da força aérea espanhola aterra na Selvagem Grande, cometendo assim uma dupla infracção, dado que violou o

espaço aéreo português, como também sobrevoou, a menos de 200 metros, uma Reserva Natural.

 

1997 Voos rasantes de aviões militares espanhóis implicam a chamada do embaixador Raul Morodo ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. Portugal responde desviando uma fragata para a região para "mostrar a bandeira".

 

2005 Um vigilante e um biólogo da reserva natural das ilhas Selvagens são ameaçados e perseguidos por pescadores furtivos espanhóis. Portugal responde colocando um grupo de 10 fuzileiros nas Ilhas Selvagens. Barco atuneiro “Mont Arballu”, com cerca de 2 toneladas de atum é capturado.

 

2007 Um avião de salvamento espanhol sobrevoa a baixa altitude as Ilhas Selvagens, causando uma resposta por parte do Ministro do Ambiente português.

 

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar foi assinada em Montego Bay, na Jamaica, em 10 de Dezembro de 1982 por 119 Estados, entre os quais Portugal. Até à data limite de 9 de Dezembro de 1984, assinaram aquele documento mais outros 40 Estados e Organizações Internacionais, entre os quais a Espanha e a CEE. A Convenção entrou internacionalmente em vigor em 16 de Novembro de 1994. Na Convenção de 82 ficou estabelecido o princípio do Mar Territorial, com 12 milhas de extensão, e o conceito de ZEE - Zona Económica Exclusiva, com 200 milhas.

 

O Mar Territorial ficou definido como um prolongamento da parte terrestre, onde se podem exercer todos os atributos da soberania do Estado costeiro. A ZEE é uma porção de águas internacionais que por convenção fica adstrita ao Estado costeiro para meros efeitos de exploração dos seus recursos. Pode-se fiscalizar a actividade económica não autorizada, apreender redes de pesca, embarcações, fixar coimas ou sanções administrativas, bem como iniciativas de natureza preventiva em matéria ambiental. Há ainda outros conceitos relacionados, como o de Alto Mar, Zona Contígua, Plataforma Continental, Águas Interiores e Área, que não cabe aqui desenvolver.

Juntamente com o conceito de Mar Territorial, é preciso ter em conta algo mais que ficou estipulado na Convenção de 1982: o de Estados mistos (os Estados mistos são aqueles que têm uma parte continental e outra insular, o caso de Portugal e Espanha). Estes Estados mistos, nas suas ilhas não podem traçar um perímetro arquipelágico no seu Mar Territorial; as 12 milhas são consideradas ilha a ilha. Contudo, Estados arquipelágicos como a Indonésia ou as Filipinas já o podem fazer.

Quanto às ZEE's, já é consentido aos Estados mistos considerar um perímetro arquipelágico.

 

Em caso de delimitação de águas (Territoriais ou ZEE) entre dois Estados, adjacentes ou fronteiros, na Convenção de Montego Bay colocaram-se em oposição 2 princípios: o princípio da equidistância e o princípio da equidade. Vingou o princípio da solução equitativa, "derivada da articulação da equidistância com as circunstâncias especiais". Ou seja: a solução equitativa condiciona a aplicação da equidistância mas não a exclui. Na prática pode até ser útil partir da linha mediana para alcançar uma solução equitativa. Mas que circunstâncias especiais são essas?

 

São circunstâncias não tipificadas, que um dos Estados entende como relevantes e que contrariam a aplicação rígida do princípio da equidistância. Exemplo: se a fronteira for um rio, pela linha mediana um dos países poderia ficar com o canal navegável e o outro não.

 

A equidade é portanto uma forma de evitar cortes cegos. Mas não há entidade que a imponha; aquilo que a Convenção determina é que os Estados devem, entre si, procurar uma solução equitativa. E enquanto isso não acontecer deve prevalecer provisoriamente o princípio da equidistância. E é assim que as coisas estão na delimitação entre Portugal e Espanha: não há acordo formal e portanto vigora o princípio da equidistância.

 

Mas a equidistância entre o quê? Entre as Selvagens e as Canárias, evidentemente. Ora os nossos amigos espanhóis, como já não podiam reclamar a soberania das Selvagens, lembraram-se de uma coisa engraçada: só as ilhas têm ZEE; os rochedos não. Portanto, invocaram que as Selvagens eram meros rochedos, logo sem ZEE, e consequentemente a mediana das ZEE's deveria ser traçada entre a Madeira e as Canárias, de caminho deixando as Selvagens encravadas dentro dessa nova ZEE das Canárias. Ou seja, toda a zona assinalada com Y (excepto as 12 milhas de Mar Territorial de cada uma das Selvagens) reverteria para as Canárias. Entaladas por Marrocos e pelo Sahara Ocidental, as Canárias só se podem estender à vontade para Oeste. Daí a cobiça relativamente àquelas águas.

Por outro lado, se por qualquer razão tivessem conseguido roubar-nos a soberania das Ilhas Selvagens, então a sua ZEE abarcaria também a região assinalada com X.

 

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Em todo o caso, relativamente à tese do rochedo é preciso referir o seguinte: o nº 3 do artº 121 da Convenção do Direito do Mar diz o seguinte: " Os rochedos que, por si próprios, não se prestam à habitação humana ou a vida económica não devem ter Zona Económica Exclusiva (...)". Ora, como vimos acima, as Selvagens são habitadas permanentemente e têm uma casa que até paga contribuição autárquica na freguesia da Sé, no Funchal. Quanto à vida económica, apesar de não existir, as ilhas prestam-se a isso como já se prestaram no passado. E por fim, vejam-se as palavras do perito do Conselho Europeu, Sr. Francis Roux, a este respeito, no «Público» de 26/3/97 dizendo que «defende que as Selvagens permaneçam com o estatuto de ilha em vez de serem classificadas como rochedos». É que as ilhas foram transformadas em reserva natural, estatuto este incompatível com a exploração dos seus recursos e, consequentemente, com a sua «habitação».

 

A questão dos «rochedos» remonta a bastante tempo antes da Convenção. Em 1972 foram apreendidas duas embarcações de pesca espanholas («San Pedro de Abona» e «Aries» a pescar na Baía das Cagarras. Em 1976 foi o «Ecce Homo Divino» que foi apreendido. Em 1978 foram apresados vários barcos canarinos no flanco sul da ZEE da Madeira que deram origem a um litígio entre os dois governos regionais argumentando-se com a questão da não-habitação das ilhas Selvagens. Em 1981, a embarcação de pesca "Marijean", de Lanzarote, foi apreendida nas águas das Selvagens com 600 Kg de peixe a bordo.

 

Imaginativos, os espanhóis passam então a defender que, dada a grande distância, existe uma descontinuidade entre o arquipélago da Madeira e o das Selvagens, logo, em vez de uma só ZEE da RAM, deveriam haver ZEE's parcelares. O que faria aumentar a ZEE das Canárias em tenaz ao redor das Selvagens. Na realidade essa descontinuidade é meramente geográfica, porque historicamente os dois arquipélagos sempre estiveram ligados através das actividades económicas.

 

Esta questão poderá um dia terminar se Portugal e Espanha delimitarem as suas ZEE's através de um acordo bilateral. Portugal tradicionalmente segue o princípio da equidistância, mas não seria descabido que entrassem em cena circunstâncias especiais, com vista a uma solução equitativa. Simplesmente a Espanha isso não convém, porque seria criar um precedente que comprometeria os seus problemas no Mediterrâneo, com o Reino Unido a propósito de Gibraltar, e com Marrocos devido aos enclaves de Ceuta e Melilha e às ilhas disseminadas junto à costa marroquina: Peñon de Vélez de la Gomera, Alhucemas, Alboran, Chanfrinas e Peregil. Caso a Espanha invocasse a equidade com Portugal, a propósito das Selvagens, isso seria um precedente incomodativo na sua posição negocial para com Marrocos, mais orientada para o princípio da equidistância.

 

Há especialmente que ter em conta um diferendo importante na definição do Mar Territorial e da Plataforma Continental entre as Canárias e Marrocos, devido às recentes explorações de petróleo que a Repsol anda por lá a fazer (cujos resultados se saberão daqui a 3 ou 4 anos), apesar dos veementes protestos marroquinos.

Consequentemente, aquilo que a Espanha pretende é utilizar o critério que mais lhe convenha consoante os casos (como também faz com Olivença ou com Gibraltar). Cabe-nos a nós não andar a dormir.

 

Isso já é antigo, porque já se sabe os resultados da Repsol e sim, descobriram uma data de petróleo naquela zona.

 

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Mas isso é problema espanhol e marroquino, não nosso. :mrgreen:

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Detesto a peça e o timing é terrível, mas de facto algum destaque e reconhecimento aos poucos projectos científicos que por cá perduram é sempre bem-vindo. Grandes amigos meus biólogos, dos Açores, já lá foram passar umas temporadas (e às desertas) e pelos vistos aquilo é riquíssimo, embora seja leigo no assunto e não saiba explicar lol

 

É isto. O timing é absolutamente terrível.

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Para ser sincero eu não considero isso muito dinheiro...

 

Ora repara:

 

Até à bocado gastou-se hoje em Despesa pública com educação, segundo a Pordata : 18800000 € .

 

O que ele gastou em relação aquele valor é: 0,85 % .

 

Isso é sério? :lol: Não pode!

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Insólito

Viagem de Cavaco autorizada por "Principado da Pontinha"

 

http://www.dn.pt/storage/DN/2013/big/ng2662581.jpg?type=big&pos=0

 

Renato Barros, príncipe da Pontinha

 

Cidadão português que acredita ser dono de um principado no Ilhéu da Pontinha, junto ao Funchal, concedeu autorização ao Presidente da República para passar o seu território marítimo

 

O cidadão português Renato Barros (segundo o próprio, D.Renato II) atingiu há algumas horas o seu auge mediático quando o Diário de Notícias da Madeira divulgou um comunicado do seu "principado" a autorizar Cavaco Silva a passar as 200 milhas ao largo do Ilhéu da Pontinha, situado a 70 metros do Funchal e que inclui o Forte de S.José.

 

O alegado "principado" não é reconhecido pela ONU, mas tem uma entrada na Wikipedia. Renato Barros reivindica a independência do "Principado do Ilhéu da Pontinha", do qual diz ser, obviamente, o príncipe. Já fez inclusive petições públicas para levar o pedido às Nações Unidas e as suas manobras diplomáticas incluem páginas em inglês a divulgar a causa.

 

No comunicado emitido ontem, o "príncipe" (que dá a si próprio o cognome de "o justo") levou longe a ousadia ao considerar Portugal um "país irmão" e ao lembrar que estas 200 milhas náuticas, tal como a parte terrestre, estão consagradas numa "carta régia do rei D.Carlos de 1903".

 

No site da causa e nas várias plataformas que tem pela Internet (incluindo uma página no Facebook, onde solicita donativos e cede o NIB "real") Renato Barros explica que comprou o território por nove contos (45 euros) em 2000.

 

A independência do Ilhéu só foi, no entanto, declarada em 2007. O lema da não reconhecida nação - que segundo a Wikipédia tem quatro habitantes e uma economia baseada no vinho - é: As palavras faladas voam, as escritas permanecem.

 

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3328788&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

 

http://www.fortesaojose.org/

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Principado_da_Pontinha

 

Rei!!! Ou melhor, príncipe!!!

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Insólito

Viagem de Cavaco autorizada por "Principado da Pontinha"

 

http://www.dn.pt/storage/DN/2013/big/ng2662581.jpg?type=big&pos=0

 

Renato Barros, príncipe da Pontinha

 

Cidadão português que acredita ser dono de um principado no Ilhéu da Pontinha, junto ao Funchal, concedeu autorização ao Presidente da República para passar o seu território marítimo

 

O cidadão português Renato Barros (segundo o próprio, D.Renato II) atingiu há algumas horas o seu auge mediático quando o Diário de Notícias da Madeira divulgou um comunicado do seu "principado" a autorizar Cavaco Silva a passar as 200 milhas ao largo do Ilhéu da Pontinha, situado a 70 metros do Funchal e que inclui o Forte de S.José.

 

O alegado "principado" não é reconhecido pela ONU, mas tem uma entrada na Wikipedia. Renato Barros reivindica a independência do "Principado do Ilhéu da Pontinha", do qual diz ser, obviamente, o príncipe. Já fez inclusive petições públicas para levar o pedido às Nações Unidas e as suas manobras diplomáticas incluem páginas em inglês a divulgar a causa.

 

No comunicado emitido ontem, o "príncipe" (que dá a si próprio o cognome de "o justo") levou longe a ousadia ao considerar Portugal um "país irmão" e ao lembrar que estas 200 milhas náuticas, tal como a parte terrestre, estão consagradas numa "carta régia do rei D.Carlos de 1903".

 

No site da causa e nas várias plataformas que tem pela Internet (incluindo uma página no Facebook, onde solicita donativos e cede o NIB "real") Renato Barros explica que comprou o território por nove contos (45 euros) em 2000.

 

A independência do Ilhéu só foi, no entanto, declarada em 2007. O lema da não reconhecida nação - que segundo a Wikipédia tem quatro habitantes e uma economia baseada no vinho - é: As palavras faladas voam, as escritas permanecem.

 

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3328788&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

 

http://www.fortesaojose.org/

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Principado_da_Pontinha

 

Rei!!! Ou melhor, príncipe!!!

 

Ai crl, estou-me a rir tanto! :lol:

 

As partes a bold estão fenomenais. Ele que não ponha mais tabaco, não! :mrgreen:

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Isso é sério? :lol: Não pode!

Mesmo a sério :lol:

E esse Renato Barros é uma personagem do crl. O meu pai já foi a uma conferência dada por ele e diz que se riu muito com o que o homem foi para lá dizer , mas que pelo meio ainda dizia qualquer coisa acertada.

Editado por cezarony

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Yvette Vieira Entrevista o Príncipe

January 31, 2012 Articles

 

O forte de São José localizado no Funchal é um equívoco jurídico de acordo com as palavras de Dom Renato, que resolveu aproveitar o erro e criar um micro Estado em pleno Atlântico. Uma excentricidade que só foi possível graças ao estado português, que no século passado, decidiu vender este pequeno território com o intuito de arrecadar verbas. Agora, imaginem se ganhassem o euro milhões. Compravam um ilhéu? Venham conhecer o dono do principado da Pontinha.

 

O que o levou a comprar este local em particular?

 

Renato Barros: Comprei o território acidentalmente, um dia conheci os antigos proprietários e decidi adquirir o forte de São José. Na altura chamara-me louco, passados 12 anos, continuo a ser louco porque não vendo a ilha.

 

Quanto custou na altura?

 

RB: Custou 45 mil euros, há carros mais caros do que o meu país.

 

Numa das entrevistas que concedeu declarou mais do que uma vez, que o principado teria vários pólos de atracção, nomeadamente uma marina, verifico que nada disso aconteceu.

 

RB: Portugal tem 800 anos e ainda não encontrou um rumo económico. O meu principado tem apenas dois anos, veja o tempo que disponho para chegar ao lado de Portugal. Aliás, eu penso que os portugueses não se vão extinguir como nação, mas vai ser um povo subalterno de outra potência, porque não tem nada. Costumo dizer aos estrangeiros que Portugal tem três coisas, o Cristiano Ronaldo em Espanha, as bananas, mas nem sequer temos o fertilizante e o sol. De resto, Portugal nada tem, para além, dos políticos que conseguem esconder bem o dinheiro e algum charme. Não diria que são uma camada de aldrabões, porque a população portuguesa não é aldrabona, mas infelizmente a maioria que os governa, aqui ao lado da minha ilha, são.

 

Não acha que é um contra-senso criticar os portugueses, quando trabalha em Portugal?

 

RB: De modo algum, eu sou um emigrante. Não é um contra-senso, minha senhora, eu se fosse viver na minha ilha, se destruísse aquelas relíquias, iria arruinar uma parte da história da ilha. Não se esqueça que foi lá que ocorreu a primeira q… do Atlântico. Tudo isso aconteceu na minha ilha. Zarco e a esposa quando chegaram para colonizar a Madeira ficaram lá hospedados, foi o local escolhido de acordo com a história dos descobrimentos.

 

Mas, existem provas histórias que corroboram esses acontecimentos?

 

RB: Sim, eles ficaram primeiro em Machico, não se sabe aonde ao certo e no Funchal. Como não sabiam se havia leões, ou elefantes, ou o Alberto João, ficaram na minha ilha e está comprovado esse facto na história de Portugal.

 

Qual é o futuro do principado?

 

RB: O futuro não me preocupa. Repare isto não passa de um sonho de um homem, que quis criar um país e não estou a pensar já em fazer parte da história do meu principado daqui a 800 anos como Dom Afonso Henriques. Eu quero viver o meu momento, conforme o que estiver na constituição isso é que vai decidir o futuro do meu país.

 

Já foi reconhecido por alguma instituição credível ao nível internacional?

 

RB: Já foi reconhecido pela maior instituição que existe no mundo, que é a minha constituição. Eu próprio reconheço-me como príncipe. A partir daí vale o que vale. Vou dar-lhe um exemplo, a Guiné era reconhecida pelas Nações Unidas como independente e andavam lá os portugueses ainda a mandar. Foi necessário um golpe de Estado para que eles saíssem. Portanto, o que está em causa é força e a guerra. Eles querem que seja violento, para poderem afirmar que sou um terrorista, só que sou pacífico. Estive no serviço militar português apenas vinte minutos. Sou uma pessoa completamente pacífica. Seria um crime para além disso, que para ser reconhecido tivesse que lá viver. Teria muita mágoa em destruir tudo aquilo, quando se pode ter uma casa em qualquer parte do mundo. Tem uma série de relíquias que estão a ser alvo de restauro, falo da parte arqueológica que nunca foram examinadas por especialistas. Seria um crime deitar cimento num local que tem muita história.

 

Quais são essas relíquias históricas que tanto fala?

 

RB: Na argamassa e a universidade de Aveiro está a fazer um estudo geológico nesse sentido. Aliás, estão a decorrer escavações, é o primeiro forte a ser escavado, não em Portugal, porque não é um território português, mas no Atlântico por arqueólogos devidamente credenciados, que descobriram vestígios da ocupação inglesa. Foram encontrados também restos de cerâmica e vidro provenientes de uma oficina artesanal, botões de osso, contas de vértebras de peixe para colares, cachimbos, um cadinho para a fundição de balas, projectéis de metal e de pedra, o que justifica por si só a abertura de um núcleo museológico.

 

Sei que tem visitas guiadas.

 

RB: Passam em média 15 pessoas por instituição, primeiro ficam receosas porque o Estado português tenta esconder aquele local, os madeirenses não sabem nada sobre aquela história.

 

Mas, porque haviam de esconder o facto?

 

RB: Escondem porque é um erro jurídico, porque não é português. O estado vendeu a posse e o domínio. É uma terminologia jurídica do período dos descobrimentos. As pessoas tem a posse do seu apartamento, mas não tem o seu domínio, quem o detém é o Estado Português. Naquele caso, Portugal vendeu a posse e o domínio, isso quer dizer o quê? Que posso fazer o que quiser, posso fazer uma casa de chá, ou um restaurante. Só que o Renato Barros, por causa da atitude das autoridades regionais, decidiu com base na carta régia que está em Londres, criar um Estado e ninguém me pode impedir de o fazer. Uma pessoa que resida num apartamento não pode criar um estado na sua residência, porque não possui a prerrogativa do direito internacional e eu tenho essa a mais-valia. Portugal tem 11 milhões de portugueses e até hoje nenhum governante português veio recriminar a minha atitude. Isso não é estranho?

 

Se calhar não o levam a sério?

 

RB: Sou funcionário público em Portugal, deveria ter tido um processo disciplinar porque era louco da cabeça, que é algo que não sou.

 

Porque decidiu criar um estado? Para chamar a atenção?

 

RB: Não, eu decidi criar um Estado porque era minha vontade. As pessoas ainda não se aperceberam de uma coisa, que embora pensem que sou louco, eu tenho um documento. Não sou do género de berrar para dar nas vistas, é dizer apenas que aquilo é meu.

 

Mas, quem o chama de louco?

 

RB: Eu sou louco e quem não é, não vive. A vida é uma loucura saudável, repare que não ofendo ninguém. O que faço é sozinho e mais Dom Afonso Henrique também o fez e ele não era louco aliás até teve uma estátua depois de morto. Agora existem 11 milhões de portugueses e Portugal que era um país tão pequenino dividiu o mundo a meio.

 

Entrevista por Yvette Vieira

 

 

LOOOOL O homem tem pinta, é um bocado avariado, mas tem pinta :lol:

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Não acha que é um contra-senso criticar os portugueses, quando trabalha em Portugal?

 

RB: De modo algum, eu sou um emigrante. Não é um contra-senso, minha senhora, eu se fosse viver na minha ilha, se destruísse aquelas relíquias, iria arruinar uma parte da história da ilha. Não se esqueça que foi lá que ocorreu a primeira q… do Atlântico. Tudo isso aconteceu na minha ilha. Zarco e a esposa quando chegaram para colonizar a Madeira ficaram lá hospedados, foi o local escolhido de acordo com a história dos descobrimentos.

 

fdx :lol:

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já vale tudo, num filme até tinha piada...

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Não se esqueça que foi lá que ocorreu a primeira q… do Atlântico. Tudo isso aconteceu na minha ilha. Zarco e a esposa quando chegaram para colonizar a Madeira ficaram lá hospedados(...) Sim, eles ficaram primeiro em Machico, não se sabe aonde ao certo e no Funchal. Como não sabiam se havia leões, ou elefantes, ou o Alberto João, ficaram na minha ilha. :prayer:

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Guest Rumpas

Paintskillz ao nível do rei ghob

Ia mesmo dizer que me fazia lembrar bastante o rei ghob :lol:

 

É que este gajo tem idioma próprio e ainda se deu ao trabalho de criar a página na wikipédia :lol: onde diz, por exemplo, que 178 m2 são 0,178 km2.

 

EDIT: Outra aldrabice da página da Wikipédia, diz que ele comprou a ilha por 9 milhões de Escudos :mrgreen: quando foi por mil vezes menos.

EDIT2: Afinal o erro é da notícia que o Red postou, supostamente. Foi mesmo por 9 milhões.

Editado por Rumpas

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http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=fmi

 

Apoie esta petição, assinando e enviando um e-mail para o Governo do seu País.

Em nome da Liberdade, da Justiça e dos Universais Direitos do Homem.

 

Sua Majestade, o Príncipe D. Renato I, disponibiliza desde já o Principado Independente da Pontinha para Sede deste grande Movimento Internacional de Liberdade e Democracia global.

 

chorei

 

Ia mesmo dizer que me fazia lembrar bastante o rei ghob :lol:

 

É que este gajo tem idioma próprio e ainda se deu ao trabalho de criar a página na wikipédia :lol: onde diz, por exemplo, que 178 m2 são 0,178 km2.

 

EDIT: Outra aldrabice da página da Wikipédia, diz que ele comprou a ilha por 9 milhões de Escudos :mrgreen: quando foi por mil vezes menos.

A wikipedia é que está certa. Ele diz isso na entrevista.

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:lol:

 

Estou a vê-lo na wiki a escrever: Feriado Nacional: 3 de Janeiro; Valor do IMI: 3 cêntimos/ano; IVA: 0,2%; Idade Legal para Beber: 3 semanas.

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Guest Rumpas

 

 

A wikipedia é que está certa. Ele diz isso na entrevista.

Entretanto li a entrevista e editei ;)

 

 

Dessa petição, conclui-se que tem 24 amigos.

Editado por Rumpas

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Para ser sincero eu não considero isso muito dinheiro...

 

Ora repara:

 

Até à bocado gastou-se hoje em Despesa pública com educação, segundo a Pordata : 18800000 € .

 

O que ele gastou em relação aquele valor é: 0,85 % .

 

Está-me a querer parecer que não chega.

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Muito dinheiro é o que se gasta em estudos universitarios que têm uma só saida..."Não quer batata e bebida grande por mais 30 centimos?"

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é só comentários de gente que percebe tanto como o artista que escreveu a noticia...160,000 epá tão mal gasto...isso dava para pagar um T2 na Brandoa ou mesmo aumentar os salarios dos professores em 2 ou mesmo 3 cêntimos mensais para o próximo ano!uma noticia com pouco sensacionalismo e muitíssima informação...basta ler um pouco sobre o assunto para se perceber o porquê de nos ultimos anos se ter feita tanta visita oficial as ilhas!

 

 

Muito dinheiro é o que se gasta em estudos universitarios que têm uma só saida..."Não quer batata e bebida grande por mais 30 centimos?"

Tens Internet nas Selvagens Cavaco?

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