Carson Wentz Publicado 26 Agosto 2013 Bom começo de época, já com uma vitória de etapa! Vichot :o Compartilhar este post Link para o post
riquelme21 Publicado 26 Agosto 2013 Veremos se o Zarco já evoluiu o suficiente para mostrar resultados de enorme qualidade em Espanha. Bom resultado com o Sancho. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 27 Agosto 2013 A história tinha ficado em Maio de 2014. A Banco BIC - Carmim cumpriu alguns dos seus objectivos, falhou outros, obteve uma vitória de etapa na Volta ao Alentejo e seguem-se agora os dois últimos objectivos desta primeira metade da temporada. Em ambos temos Frodo Zarco como líder nas suas primeiras aparições "a sério", com o objectivo de atingir o top5 exigido pelo patrocinador. Rumando então para terra de "nuestros hermanos", a equipa teria primeiro a Vuelta a la Comunidad de Madrid. Prova de apenas um dia e com terreno acidentado cujo final favorece trepadores mais explosivos. A formação algarvia apresentou-se então com uma equipa forte para apoiar Frodo Zarco: David Livramento, Ricardo Vilela, Thomas Frei, Henrique Casimiro, Diogo Nunes, Valter Pereira e Daniel Mestre prometiam ser boas ajudas nos difíceis traçados espanhóis. A corrida decorreu como previsto, com os portugueses bem protegidos no pelotão. O último terço da etapa era bastante duro com imensa montanha, o mais próximo que existe de alta montanha no calendário de Frodo Zarco - exceptuando a etapa da Serra da Estrela na Volta a Portugal. E o miúdo lá estava bem colocado na subida final... só que leu mal a corrida. No momento em que uma série de ciclistas atacaram, logo nos primeiros km da subida final, Frodo Zarco acreditou que era um ataque suicida e manteve-se no grupo dos favoritos. Só que afinal o ataque foi bem sucedido e no grupo dos favoritos ninguém se entendeu e, quando houve reacção, já era tarde demais. O nosso protagonista acabou apenas no 12º lugar. Longe portanto dos objectivos. Vuelta Asturias: Etapa 1 Focando atenções na Vuelta Asturias, Frodo Zarco e companhia aproveitaram os dias entre as corridas para reconhecer alguns dos locais do percurso e assim preparar as duas etapas da corrida. A primeira, como se vê, tem bastante montanha e um final mais duro do que parece, pois se a última contagem de montanha não é extensa, compensa pela sua dureza. Referi noutra actualização que os objectivos seriam definidos dependendo dos adversários. Não há nenhum peso pesado, é certo, mas a concorrência é feroz: Sergio Pardilla, Oscar Sevilla, Linus Gerdemann, Romain Bardet, Omar Fraile Matarranz, Jackson Rodriguez, David de la Cruz Melgarejo, Moisés Dueñas Nevado, André Cardoso e Arkaitz Durán Aroca, entre outros. Assim sendo, o objectivo que passava pelo top5 mantém-se, sendo que não será de desdenhar um lugar no pódio. A vantagem de ser uma pequena equipa portuguesa é que ninguém dá por nós. A corrida começou e decorreu sem se ver muito da Banco BIC - Carmim, a maioria dos seus corredores resguardados no pelotão do vento e da chuva que atacou durante grande parte do dia - mas deu tréguas no final com um sol bem acolhido (adoro este pormenor do jogo, as mudanças climáticas estão brutais). O ritmo e gestão de corrida ficou a cargo de outras equipas como a NetApp, a MTN - Qhubeka, a Argos -Shimano ou a Caja Rural. Passaram-se uma, duas, três contagens de montanha e, a cada passagem, o pelotão foi diminuindo. Os fugitivos do dia - nenhum da nossa equipa - estiveram sempre sob controlo e na última montanha foram alcançados. Faltavam então pouco mais de 10 km para o final, metade a subir, metade a descer em direcção à meta. Era a hora da verdade. E do nada... Ataque da Banco BIC - Carmim! De repente, sem que nada o fizesse prever, uma equipa de vermelho salta para a frente do pelotão e acelera o ritmo. O já pequeno grupo de 30 elementos desfez-se com esta súbita explosão de ritmo. Ricardo Vilela e David Livramento foram os responsáveis [em cima na imagem Ricardo Vilela já "encostou", deixando Livramento, Frei e Zarco bem colocados] e poucos foram os que conseguiram responder na hora [na imagem de cima só Romain Bardet o fez]. Este trabalho foi feito em prol de Frodo Zarco que seguia bem colocado, atento ao trabalho dos seus colegas. Romain Bardet fora o único a seguir nesta fase mas atrás o grupo perseguia, liderado por Fraile Matarranz e Pardilla. Foi tudo muito rápido: em dois km os seus colegas destruiram o pelotão; quando Livramento esgotou as suas forças, era hora de mexer na corrida. Era o último km de montanha. Frodo Zarco assume a corrida, cavando um fosso para Rojas Benavidas e Bardet A inclinação é de tal ordem brutal que as curtas distâncias enganam imenso Frodo Zarco passou ao ataque, ganhando de imediato algum avanço sobre Rojas Benavidas e Romain Bardet na aceleração. Metro a metro, pedalada a pedalada, os ciclistas arrastaram-se pela "parede asturiana" com inclinações a rondar os 10/11% ao longo de toda a escalada. O português nem olhou para trás - se o fizesse perdia o ritmo. Sabia que o estavam a perseguir, mas onde... bem, não sabia. Apesar de as distâncias entre os corredores serem de poucos metros, na verdade esses metros custavam a percorrer [na imagem acima, Frodo Zarco tinha 14 segundos de avanço!]. Foi o primeiro a atingir o alto e a iniciar a descida, sozinho. A vitória estava ao alcance do português! Frodo Zarco na rápida descida, perseguido por Romain Bardet Entrada já no último km com a vitória garantida Yey! E já está! Depois de uma descida veloz sem qualquer contenção, nem na meta houve tempo para festejos. Primeira vitória do ano para Frodo Zarco, segunda na sua carreira, segunda da equipa na temporada. E o mais importante, a camisola azul da liderança na prova asturiana. Vuelta Asturias: Etapa 2 Agora com a liderança na prova já ninguém caiu na esparrela. A Banco BIC - Carmim tinha mesmo de trabalhar ao longo de todo o dia. A etapa tornou-se perigosa com a muita chuva que se abateu sobre o pelotão. O facto de o percurso ser muito acidentado e de a estrada estar molhada causou imensos sarilhos mas, felizmente, ninguém da equipa foi prejudicado, apesar dos sustos. Eventualmente formou-se uma fuga numerosa que o Tavira não perseguiu e compactuou para que funcionasse. Não tinha homens perigosos e permitia que, chegando à meta, retirassem as bonificações aos rivais de Frodo Zarco, que assim apenas teria de chegar à meta junto deles. O grupo de fugitivos que aproveitando chuva e a passividade do Tavira, chegaria isolada à meta Frodo Zarco de azul Com a aproximação às subidas finais, a Banco BIC - Carmim acelerou o ritmo O grupo de fugitivos não era numeroso mas conseguiu uma larga vantagem, para a qual contribuiu também a colaboração da equipa de Frodo Zarco. Bem colocados e atentos ao que se passava, os homens de Vidal Fitas não se importaram minimamente com a fuga e só iniciaram o trabalho a sério nos últimos 50 km, já a diferença era irrecuperável. Até agora estava tudo de acordo com o plano. Percebeu-se na Etapa 1 que Romain Bardet é o homem mais forte na oposição a Frodo Zarco. Com um final duríssimo até ao Alto del Naranco, era crucial que Frodo Zarco se mantivesse atento a toda e qualquer movimentação que surgisse da parte do francês da MTN - Qhubeka. E nem demorou muito. Ataque de Georg Preidler seguido de Romain Bardet Frodo Zarco respondeu bem Interessante trio que se formou Não foi Romain Bardet a tomar a iniciativa; foi Georg Preidler. O homem da Argos - Shimano atacou a 9 km da meta e levou de imediato na roda Romain Bardet. Frodo Zarco não podia ficar parado e saltou de imediato ao pelotão em busca dos dois adversários, alcançando-os rapidamente. A partir daqui estava o português numa situação muito favorável. Bastava-lhe seguir os outros, não tinha qualquer obrigação de colaborar, só de responder a eventuais ataques. Era um grupo muito interessante: Frodo Zarco, camisola azul, 21 anos; Romain Bardet, francês de 23 anos; Georg Preidler, austríaco de 24 anos. Uma nova geração do ciclismo europeu a demonstrar as suas qualidades nas montanhas das Astúrias. Como disse, Frodo Zarco não colaborou e limitou-se a seguir a roda de Romain Bardet; também o francês pouco fez para o triunfo desta fuga, provavelmente resguardando as energias para os últimos 3 km até ao Alto del Naranco onde as rampas de 20 % poderiam fazer a diferença; era portanto Georg Preidler o responsável pelo trabalho - teria de o fazer para pelo menos chegar ao pódio. Começa a subida ao Alto del Naranco; só de ver até doi! Ataque de Bardet nas duras rampas da subida final Mas um tranquilo Frodo Zarco soube responder e garantir a vitória Como se esperava, Romain Bardet guardou as suas energias para as rampas finais do Alto del Naranco, onde lançou um poderoso ataque a que Frodo Zarco respondeu de imediato, não lhe largando a roda. O objectivo estava bem definido e não houve qualquer tentativa de contra-atacar. A vitória de etapa já havia sido atribuída à fuga, pelo que bastava chegar colado ao francês para assegurar a vitória. E assim foi. No mítico Alto del Naranco, Frodo Zarco conquista a sua primeira vitória numa corrida por etapas enquanto profissional. A primeira de muitas, esperamos! :cool: Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado 27 Agosto 2013 Se em Madrid facilitaste um bocadinho aqui estiveste excelente :prayer: A geral, uma etapa, mais um 4º e um 8º lugar, muito bom! Nessa forma vai para o Frodo a Volta, a menos que algo de anormal aconteça ou que venha algum monstro disputar a Volta. Compartilhar este post Link para o post
riquelme21 Publicado 27 Agosto 2013 Que classe do Frodo nas Asturias! :prayer: Sempre muito atento na subida a Naranco e a vencer com enorme classe na 1ª etapa! Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 28 Agosto 2013 O meu problema, Mesquita, com a Volta é que há um bruto contra-relógio de 30 e tal km em todas as edições. É algo com que já embirro há muitos anos, mesmo na realidade, porque praticamente exclui qualquer possibilidade de um trepador ganhar a Volta, principalmente quando a única montanha para se fazerem diferenças é uma subida que se faz a gasóleo, pouco propícia para trepadores puros. Aliás, se formos ver a lista de vencedores da Volta a Portugal dos últimos 20 anos, encontramos só um trepador: Nuno Ribeiro. E bem sabemos como é que ele ganhou. Bem, continuemos lá com isto. Depois da Vuelta Asturias, Frodo Zarco ganhou alguma projecção internacional. De repente surgiu um puto de 21 anos a vencer uma prova de categoria 2.1, semelhante à Volta a Portugal, perante Romain Bardet que é a maior promessa do ciclismo francês e uma das maiores do ciclismo mundial - e vencedor do Tour of Turkey 2014. Claro que nada de extraordinário, não fez manchetes nem nada disso, mas os seguidores mais hardcore da modalidade anotaram o seu nome para acompanharem o seu desenvolvimento futuro. O nosso miúdo termina contrato no final da temporada e não lhe vou renovar o contrato. Precisa de novas corridas, novos adversários e de uma equipa com maior orçamento que tenha treinadores mais conceituados para que desenvolva o seu potencial. Não me meto na sua decisão, só espero que escolha bem e não acabe numa equipa do nível do Tavira, para isso mais vale ficar onde está. Quanto à história, continuamos com o Ronde de l'Oise GP Abimota em inícios de Junho, onde nenhum homem da nossa equipa estava em condições físicas para lutar pela vitória - sem problemas, é uma prova de menor importância e serve mais para se ganhar ritmo antes dos campeonatos nacionais do que qualquer outra coisa. Os campeonatos nacionais... simulei a corrida porque não tinha expectativas para o Frodo Zarco e o rapaz fez 5º lugar! Soubesse e tinha feito a corrida em 3D, quem sabe se não tinha sacado um resultado melhor. A corrida foi ganha pelo Nelson Oliveira; Sergio Paulinho e Hugo Sabido completaram o pódio. Rui Costa participou mas não foi além do quarto lugar, logo à frente, portanto, do nosso rapaz. No período pré-Volta a Portugal, em que já estamos, só corri o Troféu Joaquim Agostinho. Tudo o resto foi simulado pela IA. O Troféu Joaquim Agostinho está para a Volta a Portugal como o Critérium du Dauphiné está para o Tour de France. É uma prova onde os principais candidatos vão não para ganhar mas para ganhar ritmo e testar o seu momento de forma. Claro que se se puder ganhar, melhor! O Banco BIC - Carmim apresentou a equipa com que pretende atacar a Volta a Portugal. A saber: Frodo Zarco, José Mendes, Bruno Lima, Ricardo Vilela, Bruno Sancho, David Livramento, Henrique Casimiro e Daniel Mestre. Destaque apenas para a ausência de Thomas Frei, que irá concentrar as suas forças para o ataque a Tour do Rio Volta à Bulgária e Tour of Britain. Troféu Joaquim Agostinho Mesmo tratando-se de uma prova importante para os patrocinadores (pedem-nos o top5), a verdade é que não passa de uma corrida de três dias de antecipação à Volta a Portugal, mesmo que seja uma celebração da memória do nome maior do ciclismo nacional. A rapaziada estava já num bom momento de forma mas sem grande capacidade para brilharetes. Daí que na primeira etapa, um contra-relógio de 8 km, Frodo Zarco tenha perdido 18 segundos para Alejandro Marque Porto. José Mendes foi o melhor da equipa, perdendo apenas 9 segundos com um positivo 6º lugar. A 2ª etapa era maioritariamente plana mas uma dura rampa até Ribamar, poucos km antes da chegada ao Vimeiro onde a meta estava instalada, prometia espectáculo. Várias foram as iniciativas, mas foi uma aceleração de Alejandro Marque Porto, o camisola amarela, a formar a fuga decisiva, e nela estavam Frodo Zarco e José Mendes. Passada a montanha foi feita a rápida aproximação à meta e aí, ao sprint, Arkaitz Durán Aroca, da Efapel, derrotou tudo e todos. Alejandro Marque Porto manteve a camisola amarela para o último dia. Frodo Zarco a responder a Alejandro Marque Porto Na hora do sprint surgiram as fraquezas dos dois líderes do Tavira Chegando com o mesmo tempo do vencedor, José Mendes ascendia ao 4º lugar e Frodo Zarco ao 5º, a 15 e 24 segundos do camisola amarela Alejandro Marque Porto, respectivamente. A última etapa apresentava um circuito em Torres Vedras absolutamente medonho, devido em grande parte a uma colina com inclinações assassinas. O pelotão foi sucessivamente dizimado nas muitas passagens e por diversas ocasiões vários ciclistas foram dobrados pelos mais rápidos, gerando uma confusão em que a certa altura já ninguém se entendia. Ainda assim a corrida disputou-se, e foi já na última volta que se decidiu. Frodo Zarco acelerou na colina durante a última volta e quebrou o já pequeno grupo dos favoritos, incluindo o camisola amarela Alejandro Marque Porto! A imagem é confusa porque mistura os ciclistas da frente com atrasados, mas dá para ver que Frodo Zarco e José Mendes deixaram Alejandro Marque Porto para trás A meta ficava pouco depois da colina e Frodo Zarco tudo deu em prol de José Mendes, mas se o camisola amarela ficou para trás, nada houve a fazer quanto a Arkaitz Durán Aroca, que se aguentou e incluiu o grupo da frente, sagrando-se vencedor do Troféu Joaquim Agostinho. José Mendes, a 13 segundos, e Frodo Zarco, a 22, completaram o pódio. As indicações para a Volta a Portugal são boas. A equipa rodou bem, com força e confiança, falta agora saber se irá transpor esta capacidade para a Portuguesa. Esperemos que sim. Resumo das principais corridas disputadas entretanto: Enquanto Chris Froome arrumava com Vincenzo Nibali no Tour de Romandie, a equipa de Alberto Contador limpava o Giro d'Italia com Roman Kreuziger e Rafal Majka a fazerem a dobradinha. A preparação para o Tour apresenta duas grandes corridas em Julho: Critérium du Dauphiné e Tour de Suisse. Na prova francesa, Chris Froome venceu a sua terceira grande corrida do ano, derrotando Nairo Quintana e Alberto Contador. Já na Suíça, Bauke Mollema conseguiu uma grande vitória sobre Alejandro Valverde, numa prova onde Rui Costa não conseguiu defender as suas vitórias e foi apenas 6º classificado. Falta falar do Tour de France. Sim, acertaram. Só deu Chris Froome. Nairo Quintana venceu Alberto Contador na luta pelo 2º lugar e Bradley Wiggins apareceu de surpresa para reclamar um 4º lugar, agora na Omega Pharma. Alejandro Valverde completou o top5; Daniel Martin, Jakob Fuglsang, Tony Martin (sim, Tony Martin!!!), Richie Porte e Bauke Mollema encheram o que resta do top10. Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado 28 Agosto 2013 Tony Martin :lol: Boa prova no Troféu de Torres Vedras, é o que eu digo, o Frodo, quer queiras quer não, é o favorito, mais ainda agora que tem uma equipa decente a apoiar. Compartilhar este post Link para o post
riquelme21 Publicado 28 Agosto 2013 O Zarco em forma espeta 1 minuto e meio a toda a gente na Torre. Fácil. :cool: Boa prestação no Joaquim Agostinho e show de Froome esta temporada. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 28 Agosto 2013 Favorito não sei se é, mas espero lutar pela vitória. Citação do jornal "A Bola" online Percurso da 76ª Volta a Portugal em Bicicleta revelado Foi hoje apresentado o percurso da principal competição do calendário nacional de ciclismo, em Lisboa. Num traçado que não oferece grandes novidades ao que nos tem habituado a organização nos últimos anos, a principal reside no facto de a Volta terminar na Avenida da Liberdade, em Lisboa, cumprindo-se um circuito pelas ruas da capital com várias passagens pela meta. Com as regiões abaixo do Tejo novamente de fora, o pelotão irá arrancar de Castelo Branco num prólogo de 2 km. As principais diferenças para a classificação geral deverão voltar a ser feitas nas etapas da Senhora da Graça e da Serra da Estrela, bem como num contra-relógio que se disputará no penúltimo dia de prova entre Pedrógão e Leiria. A prova disputa-se entre 6 e 17 de Agosto. Hugo Sabido foi o vencedor da última edição e marcará presença em defesa do seu título. Lista de etapas: Prólogo: 6 Agosto, Castelo Branco - Castelo Branco, 2 km (CRI) Etapa 1: 7 Agosto, Termas de Monfortinho - Oliveira do Hospital, 197 km Etapa 2: 8 Agosto, Oliveira do Bairro - Trofa, 152 km Etapa 3: 9 Agosto, Vila Nova de Cerveira - Fafe, 161 km Etapa 4: 10 Agosto, Viana do Castelo - Senhora da Graça, 143 km Etapa 5: 11 Agosto, Armamar - Olivera de Azeméis, 165 km Dia de descanso: 12 Agosto Etapa 6: 13 Agosto, Aveiro - Viseu, 180 km Etapa 7: 14 Agosto, Gouveia - Sabugal, 192 km Etapa 8: 15 Agosto, Guarda - Torre, 148 km Etapa 9: 16 Agosto, Pedrógão - Leiria, 32 km (CRI) Etapa 10: 17 Agosto, Sintra - Lisboa, 157 km Esta é a Volta a Portugal 2014. Num traçado muito semelhante ao de anos anteriores [vamos fingir que não é igual ao de 2012, para efeitos de jogo :mrgreen: ], as novidades principais são retirada de uma etapa da Serra da Estrela (ficando apenas a etapa da Torre) e a perigosa primeira etapa com chegada a Oliveira do Hospital que pode surpreender muita gente. Prólogo: 6 Agosto, Castelo Branco - Castelo Branco, 2 km (CRI) Nada a apontar, prólogo curto apenas para misturar um pouco as contas e mostrar os corredores um a um ao público. Etapa 1: 7 Agosto, Termas de Monfortinho - Oliveira do Hospital, 197 km A primeira etapa em linha é sempre crítica e nesta edição da Volta mais ainda. A aproximação a Oliveira do Hospital com as duas contagens de montanha tão próximas da meta (Santa Ovaia e Lagos da Beira) podem desfazer a preparação das equipas dos sprinters e potenciar ataques dos principais candidatos numa fase em que as forças ainda estarão no máximo. É um "bom dia" para os cortes e perdas de tempo de quem estiver mal colocado. Etapa 2: 8 Agosto, Oliveira do Bairro - Trofa, 152 km Aqui sim, uma etapa plana e que se prevê tranquila para que as equipas dos sprinters procurem ganhar. Bruno Lima e Bruno Sancho terão aqui uma das raras possibilidades de brilhar em nome individual. Etapa 3: 9 Agosto, Vila Nova de Cerveira - Fafe, 161 km Nova etapa sem grandes dificuldades montanhosas, porém já sabemos que em Portugal é raro encontrarmos terreno inteiramente plano e alguns roladores poderão ser surpreendidos pelos "falsos planos" que os aguardam ao longo da etapa e em especial na chegada a Fafe. Etapa 4: 10 Agosto, Viana do Castelo - Senhora da Graça, 143 km Há um ano foi o dia da emancipação de Frodo Zarco. Este ano estará mais marcado mas não deixará, certamente, de marcar presença nas decisões ao longo das rampas que levarão os corredores até ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, no Monte Farinha. Antes, o pelotão passa pelos Altos de Covide e Caniçada, autênticos parte-pernas, e pelas ruas de Mondim de Basto que deverão estar apinhadas de aficcionados Etapa 5: 11 Agosto, Armamar - Oliveira de Azeméis, 165 km Com muita montanha e sendo entre a Senhora da Graça e o dia de descanso, poderá este ser um dia apropriado para que uma fuga funcione. Dia de descanso: 12 Agosto Etapa 6: 13 Agosto, Aveiro - Viseu, 180 km Mais uma chance para os sprinters brilharem. Etapa 7: 14 Agosto, Gouveia - Sabugal, 192 km Transição para a Serra da Estrela, a chegada ao Sabugal deverá estar reservada para um fuga ou novo sprint. Etapa 8: 15 Agosto, Guarda - Torre, 148 km A etapa com chegada ao ponto mais alto de Portugal Continental. Não há muito a dizer, a subida é conhecida de trás para a frente por todos, apenas referir as passagens por Penhas da Saúde e Penhas Douradas a meio da etapa. Etapa 9: 16 Agosto, Pedrógão - Leiria, 32 km (CRI) Contra-relógio que decidirá (ou confirmará) o nome do vencedor da 76ª edição da Volta a Portugal, totalmente plano. Etapa 10: 17 Agosto, Sintra - Lisboa, 157 km Etapa de consagração com saída da bela vila de Sintra e chegada na capital. Citação do jornal "O Jogo" online Treze equipas na Volta a Portugal A Volta a Portugal parece recuperar algum do esplendor do passado e anunciou uma promissora lista de participantes para a edição deste ano. Assim, equipas World Tour como a Vacansoleil, Omega Pharma e Lampre - Merida voltam a marcar presença, agora com a companhia de mais duas equipas da divisão mais elitista do ciclismo mundial: Orica GreenEdge e Astana. Além destas, outras duas equipas estrangeiras marcarão presença: a espanhola Caja Rural e a italiana Ceramica Flaminia, ambas do escalão Continental Profissional (imediatamente abaixo do escalão World Tour). As seis equipas continentais nacionais também estarão presentes: LA - Antarte, Banco BIC - Carmim, Efapel - Glassdrive, Rádio Popular - Onda, OFM - Quinta da Lixa e Louletano - Dunas Douradas. Hugo Sabido, da LA - Antarte, é o campeão em título e terá vários adversários de peso a ameaçar o seu trono. De Portugal, ciclistas como Frodo Zarco, José Mendes, Rui Sousa, Arkaitz Durán Aroca, Daniel Silva, Gustavo César Veloso, Alejandro Marque Porto e o seu colega de equipa Hernâni Brôco assumem-se como candidatos, porém há uma extensa lista de nomes vindos do estrangeiro que olham com ambições para a vitória na Volta: Gianluca Brambilla e Serge Pawels (Omega Pharma), Andriy Grivko e Paolo Tiralongo (Astana), André Cardoso e Amets Txurruka (Caja Rural) e Winner Anacona Gomez (Lampre). Destaque ainda para outros nomes de relevo que marcarão presença, como Michael Matthews, Stuart O'Grady e Leigh Howard (Orica GreenEdge), Romain Feillu e os irmãos Boy e Danny Van Poppel (Vacansoleil), Francesco Lasca e Manuel Cardoso (Caja Rural) e Filippo Baggio (Ceramica Flaminia). A prova terá o seu início a 6 de Agosto em Castelo Branco. :cool: Compartilhar este post Link para o post
nathanwilliams Publicado 28 Agosto 2013 Acho que ainda não postei mas tenho acompanhado o tópico desde o ínicio. Continua, estás a ir muito bem. Quem me dera ter um PC melhor para poder jogar este jogo Compartilhar este post Link para o post
riquelme21 Publicado 28 Agosto 2013 1º Zarco 2º Anacona 3º Tiralongo Os contra-relogistas levam todos 3 minutos na Torre e depois fica fácil defender-te com esses 2 nabos que tem atrás. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
MicaelMargarido Publicado 28 Agosto 2013 Está no papo. Excelente trabalho Puro, adoro ler cada linha :compinchas: Compartilhar este post Link para o post
City Publicado 28 Agosto 2013 Que não te calhe um Cameron Meyer da parte da Orica. Senão bem tens que ganhar uns 5min na torre :medinho: Compartilhar este post Link para o post
Inka Publicado 29 Agosto 2013 Muito fraco Puro, tens de limpar tudo onde entras :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 29 Agosto 2013 Obrigado pipól :) Ainda não fiz uma análise à Volta, faço-a agora. O percurso é uma treta. Tem apenas duas etapas de real montanha, a Srª Graça e a Torre, e uma série de etapas com colinas perto do fim que mal dá para fazer diferenças. Tenho de encontrar uma maneira de "mexer" na corrida, que isto de sentar e esperar pela Torre não é divertido. Há bons nomes nesta edição. Tiralongo, Brambilla, Pawels e Grivko (se bem que estes dois não são trepadores propriamente ditos, mas...), se vierem em forma vão ser um problema. Depois há aqueles que já cá estiveram no ano passado, à cabeça Hugo Sabido e Winner Anacona mas também Rui Sousa, Arkaitz Durán Aroca e Daniel Silva, este último teve uma evolução interessante como ciclista. A minha equipa é boa, tenho vários homens para controlar a corrida em todos os momentos e desta vez até em fases avançadas da corrida, com o Vilela, o Casimiro e o Livramento. Tenho dois candidatos à vitória final, Frodo Zarco e José Mendes, que são diferentes e posso jogar em duas frentes com eles. Enquanto o Frodo Zarco é um ciclista mais explosivo e de ataque, o José Mendes é mais a gasóleo e de expectativa. Assim enquanto um vai ao choque, ataca e responde a ataques, o outro pode manter-se na expectativa e na roda dos adversários, até porque como é forte no contra-relógio pode fazer a diferença após a montanha. Os sprints é que vão ser lixados. Não basta eu ser um nabo nessa vertente do jogo, ainda aparecem aqui Michael Matthews, Romain Feillu, os Van Poppel e Francesco Lasca. Lá se vão as vitórias ao sprint :lol: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 29 Agosto 2013 Citação do jornal "Record" online Frodo Zarco quer maisCiclista da Banco BIC - Carmim procura melhorar resultado conseguido há um anoComeça hoje a 76ª edição da Volta a Portugal e uma das figuras é o "Príncipe da Volta", como ficou conhecido após o 2º lugar conquistado no ano passado. Hugo Sabido foi o rei da corrida mas a revelação de Frodo Zarco, camisola amarela durante cinco dias e vencedor na Senhora da Graça com apenas 20 anos, tornou-o numa das figuras da prova rainha do calendário velocipédico mundial. Daí ao epíteto foi um passo. Passado um ano, o jovem de Coimbra pretende conquistar o trono que quase foi seu em 2012. Eis a sua "carta de reivindicação" ao trono, na primeira pessoa.O que podemos esperar do Frodo Zarco nesta edição?Podem esperar aquilo que já viram no ano passado e continuei a mostrar este ano. Sou ambicioso e gosto de atacar, de tentar mais e mais. Não fico à espera que as coisas aconteçam; procuro causá-las. E é isso que os portugueses vão ver de mim. Enquanto tiver forças lá estarei eu a atacar.No ano passado a camisola amarela escapou por poucos segundos. Passado um ano, com mais experiência, é de esperar que esta não escape. Considera-se o principal candidato a ganhar?No ano passado era pouco conhecido e tive liberdade para atacar. Chegar à camisola amarela foi uma surpresa para todos, principalmente para mim que fiquei em choque! Este ano não vou ter essa liberdade, vou estar marcado por todos, portanto vai ser mais difícil.Não respondeu à questão...[Risos] Esperava que passasse despercebido esse pormenor. Não me considero o principal favorito, mas um dos principais. O Hugo Sabido, não só por ser o campeão mas também por o percurso se lhe adaptar melhor, é o grande candidato. Há outros grandes favoritos que não vou nomear mas sabemos quem são pois tratam-se de ciclistas que fazem habitualmente os primeiros lugares da corrida, e ainda mais alguns estrangeiros que vêm, faltando só saber se para correr ou preparar outras competições. Eu espero estar entre os principais opositores do Hugo [sabido].Está a 100 % ?Julgo que sim. Não é fácil sabê-lo antes de começar uma corrida, pois por vezes parece que estamos a 100% mas depois afinal há outros corredores cujos 100% são superiores aos nossos [risos]. Falando a sério, estou no meu melhor momento de forma da época, se será suficiente para lutar pela vitória... veremos.Já venceu este ano a Volta às Asturias. Se estiver em melhor momento de forma do que nessa competição será de esperar que possa vencer a Volta. Concorda?São corridas diferentes, com dificuldades, adversários e dimensões distintas. Não se pode comparar corridas tão díspares desta forma. A Vuelta Asturias é uma prova que está encaixada no meio de muitas outras provas que afastam algumas equipas dela. A Volta a Portugal também, mas é o ponto alto da temporada em Portugal e todas as equipas nacionais apostam as suas fichas nela, pois é aqui que os patrocinadores serão mais publicitados. Na Vuelta Asturias não acontece.A equipa Tavira investiu forte para esta temporada. Considera que tem uma boa equipa à sua volta?Sem dúvida! Temos muita qualidade, como já havia no ano passado, e podemos lutar pela vitória com vários ciclistas diferentes.Está a sugerir que não há um líder definido?Sim. Temos pelo menos quatro homens com capacidade para liderar: eu, o Zé [José Mendes], o David [Livramento] e o Ricardo [Vilela].Isso não poderá gerar divisões dentro da própria equipa?Tal só ocorrerá se não não houver um forte espírito de grupo e de sacrifício. Felizmente no nosso grupo, há. Todos temos os nossos estilos próprios, portanto dependendo do que der a corrida, dependerá a liderança da equipa. Isto é algo que está definido e foi proposto por todos. Claro que a partir do momento que houver um elemento com maiores probabilidades de lutar pela vitória, a equipa vai agrupar-se em seu redor.Considera-se, tendo em conta o pódio conseguido no ano passado, o principal líder entre os vários líderes?Você quer sangue! [risos] Não o sou. Sou, entre todos, o que tem maior capacidade para mexer na corrida em alta montanha, mas todos têm a sua qualidade. O Zé [José Mendes] é forte no contra-relógio, o Ricardo [Vilela] tem pilhas que nunca mais acabam em qualquer tipo de terreno, o David [Livramento] uma capacidade de sacríficio tremenda. A nossa principal força reside na capacidade de sabermos juntar as qualidades de todos e colocá-las em prol de um objectivo comum. E o objectivo é ganhar a Volta a Portugal. Se eu, ou o Zé, ou qualquer um dos outros... o que queremos é levar o caneco para Tavira.Para terminar, sabemos que termina contrato este ano e depois de vencer nas Asturias a sua cotação subiu em flecha. Tem havido rumores que Rui Costa vai puxando uns cordelinhos por si junto da estrutura da Movistar, pode confirmar se já houve contactos?Lamento mas não vou alimentar rumores antes de começar a Volta. No final em Lisboa falo convosco sobre o meu futuro, até lá só falo da corrida. Prólogo: Castelo Branco - Castelo Branco, 2 km (CRI) Um prólogo de 2 km até pode ser curto demais para se fazerem diferenças significativas, mas permite aos fãs ver um a um os corredores, incluindo os principais nomes presentes, ao invés de ver um aglomerado de ciclistas onde os maiores nomes podem passar despercebidos. Neste primeiro dia da Volta foi mesmo isso que os fãs puderam desfrutar. Um dia de festa para os aficcionados, um dia de festa e celebração desta bela modalidade.Os ciclistas foram saindo então individualmente e o primeiro grande tempo foi registado por Pim Ligthart, da Vacansoleil, que com 2'33'' candidatava-se já à vitória na etapa - até porque foram muitos os que foram fazendo a sua prova e o tempo foi-se aguentando. Amets Txurruka da Caja Rural foi o primeiro grande nome a arrancarO veterano Paolo Tiralongo em provaMesmo sem a frescura de outros tempos, Stuart O'Grady é o nome mais consagrado do pelotão deste anoMantêm-se as dúvidas sobre a intenção de Gianluca Brambilla nesta Volta: rodar ou lutar pela vitória?José Mendes volta ao pelotão nacional e procura confirmar-se como um dos maiores ciclistas portugueses da actualidade O registo do holandês Pim Ligthart aguentou-se até à passagem de um seu vizinho: o belga Guillaume Van Keirsbulck, da Omega Pharma. Ainda faltavam muitos ciclistas, porém o seu registo duraria até final como o melhor.Aproximava-se o final do prólogo e começavam a sair os melhores da edição anterior - entre os quais o dorsal 11 da Banco BIC - Carmim, Frodo Zarco de seu nome, o "Príncipe da Volta". O belga Guillaume Van Keirsbulck surpreende com o melhor tempoReconhecido como o melhor trepador do pelotão nacional, Rui Sousa enfrenta agora a ameaça de Frodo ZarcoWinner Anacona Gomez parece ter gostado do nosso país e volta para disputar a VoltaFrodo Zarco: a imagem da tranquilidade momentos antes de arrancarE assim começa a caminhada - até onde? Frodo Zarco arrancou debaixo de imensos aplausos, ele que se tornou um dos favoritos dos portugueses após a grande prestação do ano passado - o novo benjamim do pelotão.Este não é o seu terreno predilecto, algo que se percebeu pelos 21'' perdidos para o belga Van Keirsbulck. Atrás de si vinha Hugo Sabido, melhor contra-relogista, mas que não fez uma prova positiva, marcando apenas o 12º melhor tempo a 15'' do primeiro camisola amarela. Frodo Zarco terminou o primeiro dia na 34ª posição, perdendo apenas 6'' para Hugo Sabido mas ganhando tempo a Rui Sousa, Winner Anacona, Gianluca Brambilla, Paolo Tiralongo e Amets Txurruka. Há muitas batalhas para disputar e a guerra mal começou.PS: Com a prova do Frodo Zarco esqueci-me de tirar print screen ao Hugo Sabido! Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado 29 Agosto 2013 Não foi mau. Bom tempo do José Mendes e o Frodo a ganhar a alguns dos candidatos! :) Compartilhar este post Link para o post
riquelme21 Publicado 29 Agosto 2013 Começou bem o Frodo. O José também se perfila em boa forma. Para dares a melhor qualidade do Livramento, ainda tiveste de puxar pela cabeça, não foi? :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 31 Agosto 2013 Etapa 1: Termas de Monfortinho - Oliveira do Hospital, 197 km Como se pode ver pelo gráfico, a primeira etapa desta edição da Volta a Portugal reserva um dia de nervos para o pelotão com o seu constante "sobe e desce", perfil acidentado que se mantém até ao final. Dependendo da corrida poderia até ser possível que os sprinters não chegassem ao final em condições de vencer. A Tavira, à semelhança do que fez no ano passado, enviou Daniel Mestre para a fuga; não era porém o dia para isso, o pelotão rodou sempre forte com as diversas equipas a quererem desde logo atacar a corrida. "Estão todos com força ainda", dizia um director-desportivo de uma das equipas nacionais a um repórter televisivo durante a etapa. Os últimos 30 km tinham duas contagens de montanha que, não sendo duras, poderiam reservar surpresas: Santa Ovaia e Lagos da Beira. Por esta fase foram as equipas Caja Rural e Lampre - Merida a pegar na corrida, imprimindo um ritmo que a maioria do pelotão não conseguiu manter. No topo de Lagos da Beira era um grupo de apenas 44 homens o que se preparava para disputar a vitória. A maioria dos sprinters já lá não estava e aglomeravam-se na dianteira do grupo os candidatos à vitória na Volta a Portugal que, logo ao primeiro dia, iriam discutir a etapa. Frodo Zarco lá estava, perto de Hugo Sabido. O número 1 tem uma ponta final particularmente forte e Frodo Zarco sabe disso; Winner Anacona Gomez também andava por ali, tal como Arkaitz Durán Aroca, outro corredor que finaliza bem. O sprint foi lançado por Amets Txurruka, procurando surpreender de longe. Caja Rural e Lampre conduzindo um alongado pelotão; Frodo Zarco estranhamente mal colocado, algo raro de se ver Txurruka lançou o sprint mas rapidamente foi ultrapassado por homens mais rápidos E na primeira etapa em linha, a primeira vitória de Hugo Sabido. O líder da LA - Antarte valeu-se da sua forte ponta final para ultrapassar Amets Txurrruka, não dando qualquer hipótese a Frodo Zarco que conseguira colar-se à sua roda mas nunca teve a velocidade para dela sair, e ainda resistiu à investida de Arkaitz Durán Aroca [à esquerda da imagem]. A classificação da etapa poderia muito bem ser a classificação geral da corrida, tal é a qualidade dos nomes presentes. Arkaitz Durán Aroca consegue com a segunda posição na etapa a subida à liderança da prova, com Hugo Sabido já em terceiro. Frodo Zarco salta 14 lugares para o 20º posto - a 23'' de Durán Aroca - num dia marcado pela queda de Ricardo Vilela, não captada pelas imagens televisivas, que o levaram a não conseguir manter o ritmo na fase final da etapa e a perder 3'40'' logo ao primeiro dia. Etapa 2: Oliveira do Bairro - Trofa, 152 km O dia revelou-se mais fresco, o que foi um alívio tremendo para os corredores; o calor tem sido um dos principais inimigos, obrigando a hidratação constante ao longo de toda a jornada. E nada melhor que uma etapa totalmente plana depois dos nervos do dia anterior. A ligação entre Oliveira do Bairro e Trofa não oferece nenhuma dificuldade e as equipas dos sprinters não desperdiçaram a oportunidade. Numa etapa que não teve nada de especial a apontar, o pelotão chegou compacto à entrada da Trofa e o sprint foi lançado sem problemas. Bruno Lima e Bruno Sancho procuravam a melhor colocação. A Ceramica Flaminia foi uma das equipas a trabalhar para que houvesse sprint no final Romain Feillu foi o mais forte O sprint foi lançado pela Efapel em prol de Filipe Cardoso, porém os principais nomes internacionais também queriam uma vitória: Romain Feillu venceu à vontade, seguido por Michael Matthews. A Efapel acabou por colocar três homens no top10 da etapa, nenhum no "pódio". Nenhum dos sprinters do Tavira se deu bem. Bruno Sancho perdeu a roda de Filipe Cardoso e acabou por ter de gastar demasiadas forças para se recolocar; já Bruno Lima entrou bem no km final mas não teve pernas para mais do que o 9º lugar. Destaque-se também a presença dos dois primeiros classificados da Volta neste top 10: Durán Aroca e Van Keirsbulck. Etapa 3: Vila Nova de Cerveira - Fafe, 161 km A temperatura continuava mais amena, o que contrabalançava com a etapa que, não sendo dura, também não era fácil. As contagens de montanha são ainda longe da meta mas a aproximação a Fafe apresenta algumas zonas duras que passam despercebidas no gráfico da etapa. A etapa iniciou e disputou-se sem grandes alaridos. Formou-se uma fuga aquando da passagem pela primeira montanha do dia e a mesma ganhou algum tempo, embora não muito - o pelotão estava tranquilo mas atento. Entretanto passou-se a primeira contagem de montanha, a segunda, e os corredores aproximavam-se da fase final da etapa. Faltavam ainda 45 km para a meta e já não havia montanha, havendo ciclistas que aproveitavam para ir aos carros de apoio ou que simplesmente seguiam tranquilos, bem resguardados dentro do pelotão. Ataque da Banco BIC - Carmim! Ricardo Vilela e Henrique Casimiro destroçam o pelotão Sem nada que o fizesse prever, surge na frente da corrida a equipa algarvia de Tavira, colocando homens como Ricardo Vilela e Henrique Casimiro a colocarem um ritmo violento. O ataque foi surpreendente, não só porque ainda faltavam mais de 40 km, mas porque foi numa zona onde não há prémio de montanha. Há, porém, uma zona que Vidal Fitas bem conhece. Não sendo propriamente montanha, é um local com rampas algo difíceis e de estrada degradada e estreita. A súbita aceleração do Tavira levou a que o pelotão alongasse e surgissem cortes, deixando os directores-desportivos em pânico numa fase em que não se sabia quem estava onde, e os ciclistas em maior pânico pois não compreendiam o que tinham acontecido e não havia rádio para que lho explicassem. A extensão dos estragos só se tornou perceptível quando o pelotão abandonou as estradas secundárias da região do rio Cávado e chegava às imediações de Póvoa de Lanhoso. Na frente, liderado pela Banco BIC - Carmim, um mini-pelotão de 25 ciclistas; atrás pelo menos três grupos que procuravam desesperadamente estabelecer a perseguição e recolar à frente da corrida e onde constavam nomes importantes: Gianluca Brambilla, Gustavo César Veloso, André Cardoso, Rui Sousa, Paolo Tiralongo, Andriy Grivko e Serge Pawels. Apesar de Rui Sousa ter ficado para trás, a Efapel colaborava com a Banco BIC - Carmim na frente; aqui era Célio Sousa na frente O primeiro grupo perseguidor vinha longe [parte superior da imagem] Quando o pelotão chegou à Póvoa de Lanhoso é que se começou a perceber a nova situação de corrida. Os directores-desportivos agiram em conformidade: a Efapel, equipa do camisola amarela Arkaitz Durán Aroca, passou a colaborar com o Tavira. Sendo estranho pois um dos seus líderes e principal ciclista do pelotão nacional, Rui Sousa, estava atrasado, o seu director-desportivo Carlos Pereira não queria perder a possibilidade de deixar já aquela lista de grandes nomes de fora da discussão da Volta. E não esquecendo que o camisola amarela é Arkaitz Durán Aroca... Foi em franca colaboração que Efapel e Tavira levaram o pelotão até Fafe. A diferença entre os dois primeiros grupos manteve-se estanque ao longo dos km. E passando debaixo do aviso do último km, novo ataque surpresa. Hugo Sabido ataca com resposta de Frodo Zarco Sabido vence mais uma etapa Hugo Sabido lançou um ataque na sinuosa chegada a Fafe, surpreendendo o grupo. Foi Frodo Zarco, o próprio, a responder e a lançar-lhe a perseguição, mas o melhor que conseguiu fazer foi impedir que chegasse isolado. Mais uma vez o top10 da etapa poderia passar pela classificação geral da corrida, apesar de não ser uma etapa de montanha. Na classificação geral propriamente dita, houve mudanças na liderança. Hugo Sabido assume a liderança da corrida na véspera da subida à Senhora da Graça; Frodo Zarco passa a ser o líder da juventude. O primeiro grupo perseguidor, composto com nomes da craveira de Gianluca Brambilla, Rui Sousa, Paolo Tiralongo, Andriy Grivko ou André Cardoso, chegava 1'43'' depois, colocando-os praticamente fora da luta pela vitória ainda antes de se disputar qualquer etapa de montanha. As corridas em Portugal são assim, anárquicas, constantes ataques e contra-ataques, corridas "à antiga". Quem não estiver atento... :cool: Compartilhar este post Link para o post
Freire Publicado 31 Agosto 2013 Que bem jogado na 3º etapa, arredaste logo uma mão cheia de favoritos à classificação geral :prayer: Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado 31 Agosto 2013 O Sabido está fortíssimo! Mas cheira-me que é sol de pouca dura. Volta com um DD decente. :heart: Não que sejas grande coisa, mas em comparação com o Carlos "Unzué" Pereira... :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 1 Setembro 2013 Olha, mesquita-mos :angry: Compartilhar este post Link para o post
riquelme21 Publicado 1 Setembro 2013 Excelente táctica na 3ª etapa! O PCM realmente tem esta coisa das estradas estreitas e inclinadas que dão para provocar cortes facilmente e tu jogaste muito bem com isso. O Sabido é que anda fortíssimo, deve ser o mais difícil de bater. Compartilhar este post Link para o post