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Black Hawk

[PCM2013] Pedalar p'ra vencer

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Frodo Zarco disputado

 

Ciclista da Banco BIC - Carmim desejado por várias equipas

 

Num dia em que o pelotão da Volta a Portugal se prepara para a chegada ao alto do Monte Farinha, o principal motivo de conversa é o futuro do "Príncipe da Volta". Frodo Zarco termina contrato nesta temporada e muito se tem discutido sobre o futuro do promissor jovem, havendo vários rumores e "fontes" a avançar com informações contraditórias.

 

A mais recente, e forte, história, indica que o ciclista poderá estar de malas aviadas para os Estados Unidos para reforçar a equipa Garmin - Sharp, do World Tour. Ao que tudo indica, o seu director - desportivo Jonathan Vaughters terá ficado impressionado com a prestação do jovem Frodo nas Astúrias, onde esteve para observar Romain Bardet. A confirmar-se, o ciclista luso chega ao escalão principal do ciclismo internacional e poderá disputar as principais provas do calendário, ao lado de homens como Robert Gesink ou Ryder Hesjedal, actuais ciclistas da equipa norte-americana.

 

Não há para já qualquer confirmação oficial, estando o jovem totalmente focado na difícil etapa de hoje, a mesma que há um ano venceu e lhe deu a liderança na prova.

 

Etapa 4: Viana do Castelo - Senhora da Graça, 143 km

 

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Um ano depois, o pelotão volta ao "local do crime", isto é, onde Frodo Zarco surpreendeu tudo e todos para obter a sua primeira vitória como profissional. Desta vez já com outro gabarito e sem espaço para surpreender de longe, porém como um dos, ou até o principal, candidato a vencer no alto da Senhora da Graça.

 

Por entre rumores sobre o seu futuro, Frodo Zarco lá estava de camisola branca, símbolo da juventude, vestida, pronto para uma das principais jornadas da Portuguesa. Hugo Sabido era agora o camisola amarela da corrida, o que lhe conferia obrigações adicionais no controlo e gestão da corrida, obrigando a sua equipa a trabalhar desde cedo na etapa. De facto tal verificou-se, sendo habitual ver-se o laranja da LA - Antarte na frente do pelotão e o camisola amarela sempre muito bem colocado - e com um olho sempre atento ao camisola branca que, por sua vez, andou sempre bem colocado perto da frente da corrida.

 

Nem só da luta pela camisola amarela se fez a corrida e desde cedo começaram os ataques. Hoje, tal como há um ano, a equipa Tavira colocou um homem na fuga. Desta vez foi a vez de Henrique Casimiro, um incansável gregário que ainda na última etapa foi fulcral para provocar os cortes no pelotão que deixaram imensos homens importantes atrasados.

 

Tendo a liberdade da LA - Antarte para atacar por já estar bastante atrasado na classificação e com a luz verde da sua própria equipa, Henrique Casimiro iria hoje trabalhar para si.

 

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O grupo de fugitivos liderado por Henrique Casimiro

 

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Frodo Zarco com a sua camisola branca, bem marcado por Daniel Silva da Radio Popular - Onda

 

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Uma das imagens do dia: LA - Antarte na frente sob a supervisão de Hugo Sabido

 

Os fugitivos estavam a entender-se na perfeição e a fuga construiu uma vantagem interessante, alcançando os 8 minutos durante a etapa, fazendo de Henrique Casimiro virtual camisola amarela da Volta durante vários km. A equipa de Tavira não procurou, obviamente, trabalhar contra o seu homem e limitava-se a seguir atenta ao trabalho de outras equipas. A LA - Antarte por lá andava, mas também Lampre, Radio Popular - Onda e Astana se colocaram ao trabalho.

 

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Frodo Zarco e Hugo Sabido a marcarem-se impiedosamente mesmo antes de se chegar a Mondim de Basto

 

O trabalho combinado destas equipas reduziu a vantagem da fuga, porém pouco fez por anulá-la. À chegada a Mondim de Basto, os fugitivos tinham um avanço consistente e a não ser que houvesse um desfalecimento de todos eles, a vitória seria discutida entre os fugitivos.

 

Era a oportunidade de Henrique Casimiro.

 

Enquanto isso, lá atrás, a LA - Antarte acelerava exponencialmente o ritmo e deixava o pelotão em fanicos. Seis minutos depois dos fugitivos, chegava a Mondim de Basto um remendado pelotão de apenas 43 unidades. Liderado, claro está, pela LA - Antarte.

 

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O quarteto de fugitivos chega a Mondim de Basto e de imediato Luis Silva ataca

 

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Bruno Silva lidera o pelotão rumo à subida final

 

Entre os fugitivos, Henrique Casimiro é teoricamente o melhor trepador. Sabendo disso, a Louletano e Luis Silva decidiram que o melhor seria um ataque de longe, de forma a conseguir entrar com vantagem para gerir na subida. De facto, o homem de Tavira e restantes elementos do grupo não o seguiram, ficando com alguns metros de desvantagem para o agora isolado líder da corrida.

 

O pelotão, entretanto, entrou e saiu de Mondim de Basto. Iniciava-se a subida final, os temíveis 8 km até ao santuário da Senhora da Graça. A LA - Antarte, agora e sempre através de Bruno Silva, continuava a colocar ritmo, não esmagador mas suficiente para criar um pequeno lote de principais favoritos, composto por cerca de 20 elementos após a selecção efectuada pelas primeiras rampas de 8 e 9 %. A Banco BIC - Carmim conseguia nesta fase manter toda a equipa neste grupo à excepção de Bruno Lima e Henrique Casimiro, este último porque ia na fuga.

 

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Luis Silva e Henrique Casimiro discutiam a etapa

 

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Bruno Silva ainda na frente...

 

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... mas rendido pouco depois por Andriy Grivko

 

Bruno Silva fez um trabalho notável durante vários km até "estoirar". Surpreendentemente, o seu outro colega de equipa, Hernâni Brôco, não entrou ao trabalho, mantendo-se resguardado no grupo e deixando Hugo Sabido sem alguém que gerisse o ritmo da corrida. Nesta fase os principais favoritos aglomeravam-se, sendo de destacar a presença de Frodo Zarco na roda do camisola amarela, Paolo Tiralongo e José Mendes ao lado destes, o duo da Caja Rural - Amets Txurruka e André Cardoso - à frente de Winner Anacona Gomez e ainda Rui Sousa e Daniel Silva à espreita [última imagem acima].

 

Qualquer um deles poderia ter atacado se a corrida estivesse mais perto do topo, mas ainda havia muito a percorrer e esta fase da subida não é propícia para fugas. No meio da hesitação surgiu Andriy Grivko a colocar ritmo, talvez com a ideia de Paolo Tiralongo conseguir vencer a etapa.

 

Como referido, nesta fase era grande a indecisão entre os favoritos. Na frente, pelo contrário, os quatro fugitivos davam o máximo e Henrique Casimiro, após deixar para trás os restantes colegas de fuga, encetou uma árdua perseguição a Luis Silva. A 3 km do alto finalmente alcançou-o e ultrapassou-o, indo isolado para o que parecia uma vitória garantida.

 

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O momento da mudança de liderança

 

Os ciclistas não estão autorizados a utilizar rádios durante as etapas, pelo que Frodo Zarco e companhia não sabiam dessa mudança de liderança. O ritmo mantinha-se morno, ainda com o homem da Astana na frente. A LA - Antarte ainda tinha Hernâni Brôco no grupo mas não o colocava na frente, talvez para o poupar como plano B caso Hugo Sabido fraquejasse, e a Banco BIC - Carmim não impunha ritmo pois tinha um homem na fuga.

 

A situação tornou-se insustentável. Era hora de alguém mexer na corrida. Mas ninguém o fazia...

 

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A 4 km surge o primeiro ataque sério

 

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Frodo Zarco conseguiu algum avanço sobre o grupo, agora liderado pelo camisola amarela...

 

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... cujo ritmo foi forte demais e se isolou na perseguição a Frodo Zarco

 

Foi o próprio líder da juventude a tomar a iniciativa. Sem medos, levantou-se do selim e pedalou montanha acima, perante o olhar de Andriy Grivko. Hugo Sabido procurou responder mas não teve a aceleração do seu rival, impondo um ritmo forte na sua perseguição que eventualmente provocou um corte.

 

Subitamente, a 3 km do alto, a situação de corrida alterava-se na luta pela camisola amarela: Frodo Zarco liderava com alguns 30'' de avanço para Hugo Sabido, que por sua vez tinha 15'' para o grupo perseguidor liderado por Rui Sousa. A vantagem de Frodo Zarco fazia dele, então, líder virtual da Volta a Portugal.

 

Na frente, a luta entre Henrique Casimiro e Luis Silva estava decidida. O ciclista de Tavira levava já vantagem suficiente e teve tempo para tudo: fechou a camisola, ergueu os braços no ar e, um ano depois de Frodo Zarco ali vencer, cortou a meta em primeiro, dando a primeira vitória à equipa na presente edição da Volta a Portugal.

 

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Henrique Casimiro já com a meta à vista no belo cenário do Monte Farinha

 

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E a confirmação da maior vitória da sua carreira

 

A etapa estava decidida mas a liderança da Volta a Portugal nem por isso. Frodo Zarco e Hugo Sabido mantinham a feroz batalha, ganhando cada metro e cada segundo à custa de um intenso esforço físico.

 

Hugo Sabido fugira ao grupo perseguidor que era agora liderado por Rui Sousa, mas o homem da Efapel não estava com a capacidade de outros tempos e rapidamente os restantes integrantes o perceberam. Winner Anacona Gomez não quis ficar à parte da festa e atacou, procurando anular as vantagens de Frodo e Hugo.

 

Estava lançado o último km e agora era cada um por si.

 

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Frodo Zarco com dois fugitivos em linha de vista - ultrapassando-os ainda chegaria às bonificações

 

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Winner Anacona Gomez ataca do grupo perseguidor

 

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Frodo Zarco corta a meta à frente de Hugo Sabido, Winner Anacona Gomez e José Mendes

 

Foi um final arrepiante, com os principais protagonistas da Volta a passarem a meta um a um, dando tudo o que tinham e acabando a etapa sem réstea de fôlego.

 

Frodo Zarco foi o melhor dos candidatos, restando saber se o tempo ganho é suficiente para assaltar a liderança da prova.

 

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Henrique Casimiro consegue uma grande vitória, a maior da sua carreira, num dos locais mais míticos do ciclismo nacional. É também um prémio justo para um incansável trabalhador de equipa que coloca de parte todo e qualquer objectivo individual em prol do trabalho para os seus colegas.

 

Com o terceiro lugar na etapa, Frodo Zarco ainda chegou às bonificações; ele, Hugo Sabido, Winner Anacona Gomez e José Mendes começam a assumir-se como os candidatos à vitória final, chegando destacados do grupo dos favoritos liderado por Paolo Tiralongo, Amets Txurruka e Arkaitz Durán Aroca.

 

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E sim! Frodo Zarco é o novo líder da competição, mesmo que por apenas 8''. Winner Anacona Gomez terá de batalhar muito para reentrar na luta, mas José Mendes, o melhor contra-relogista entre os melhores classificados, poderá ainda entrar nessa luta se estiver bem na Serra da Estrela.

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Excelente vitória com o Casimiro e o Frodo a espalhar magia na subida "dele".

 

Na Torre é tentar ganhar mais tempo, principalmente para o José Mendes (é da Banco BIC, mas ele que se f*da, queremos o Frodo vencedor! :mrgreen:)

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Yap, tem de se aumentar a vantagem, principalmente para o Hugo Sabido que é demasiado curta. Os outros já não chateiam muito, pois o Winner Anacona Gomez é fraco no contra-relógio e o José Mendes sobe a gasóleo, dificilmente faz diferença atacando.

 

Para a Serra da Estrela é apostar nesta estratégia: atacar com o Frodo Zarco e controlar atrás com o José Mendes. Lindo, lindo, era sacar uma dobradinha na Volta.

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Damn, não esperava que descobrissem :angry:

 

Por acaso já fiz as três etapas planas entre esta da Senhora da Graça e a Torre. Só ainda não "construí" o episódio.

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Esqueci-me de tirar prints das etapas no ecrã de loading, tive de recorrer aos gráficos da apresentação!

 

Etapa 5: Armamar - Oliveira de Azeméis, 165 km

 

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O primeiro dia após a Senhora da Graça queria-se calmo, mas as anormalmente instáveis condições meteorológicas deste Verão em Portugal Continental tornaram esta uma etapa perigosa e complicada. Chovia imenso e isso obrigou todo o pelotão a cuidados redobrados.

 

A equipa de Tavira era agora líder e cabia-lhe o trabalho de gerir a corrida. Sem problemas, a fuga do dia era inofensiva e ninguém parecia querer arriscar uma perseguição séria através da encharcada estrada que levava os ciclistas até Oliveira de Azeméis.

 

Dessa forma a fuga funcionou. No pelotão cedo se percebeu que não iria haver sprint e as equipas dos sprinters passaram ao lado do trabalho na frente do grupo, que recaiu na Banco BIC - Carmim; o que até era o que se pretendia, já que com as condições chuvosas e a perigosidade que a estrada apresentava não haveria melhor posição do que a frente do pelotão, diminuindo os riscos de queda.

 

O espectáculo acabou por chegar já no final, pois a aproximação à meta era mais dura do que parecia e voltou a haver sprint entre os candidatos - algo desnecessário, não havendo bonificações em disputa. Se serve de alguma coisa, Hernâni Brôco foi o mais rápido, seguido do seu líder Hugo Sabido. Frodo Zarco controlou a distância e conservou a camisola amarela.

 

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Frodo Zarco de amarelo e bem resguardado pelos seus colegas de equipa

 

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O grupo de fugitivos que discutiria a etapa

 

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A equipa de Frodo Zarco controlou o pelotão ao longo de quase toda a etapa

 

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Peters foi o mais rápido no sprint

 

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A aproximação à meta com a Banco BIC - Carmim a preocupar-se em colocar os seus homens na frente do pelotão

 

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Hernâni Brôco e Hugo Sabido vencem o sprint no pelotão apesar de nada terem ganho com isso

 

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Dia de Descanso

 

 

Frodo Zarco a caminho da Vini Fantini

 

O pelotão descansa depois de seis dias de competição, mas nos bastidores da Volta continuam todos numa roda-viva. O principal tema de conversa, claro está, continua a ser o português Frodo Zarco.

 

Depois dos rumores a apontar a sua contratação pela Garmin - Sharp, afinal parece que o futuro de Frodo Zarco não está ainda decidido. Consta agora que a Vini Fantini, onde corre o português Tiago Machado, terá entrado na corrida, tentando atrair o jovem ciclista com um projecto de futuro que passará pela entrada no World Tour, principal escalão do ciclismo mundial.

 

Esta não é a primeira vez que se fala na equipa italiana; em Maio já haviam saído rumores sobre um eventual interesse em Frodo Zarco, altamente recomendado por Tiago Machado aos seus directores-desportivos. Além da Vini Fantini, já foram avançados os nomes da Movistar e da Garmin - Sharp como prováveis destinos do actual camisola amarela da Volta a Portugal.

 

 

Etapa 6: Aveiro - Viseu, 180 km

 

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Depois de um merecido dia de descanso, os ciclistas preparam-se para chegar a uma das capitais velocipédicas de Portugal: Viseu.

 

Desta vez não houve contemplações: as equipas dos sprinters assumiram a corrida, mostraram que esta é uma etapa para eles e fizeram por isso. Como consequência, foi um dia tranquilo para os homens de Tavira, preocupados apenas com a colocação dos seus dois líderes.

 

Omega Pharma e Vacansoleil foram as principais formações a destacarem-se no controlo da corrida. A última foi a que melhor formou o seu combóio e lançou Romain Feillu para mais uma vitória, à frente de um desesperado Bruno Lima que bateu toda a concorrência, incluindo ciclistas mais reputados na arte do sprint... mas viu Feillu a passear a sua superioridade. Duas vitórias em outros tantos sprints para o francês.

 

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Sol, calor e terreno plano - quase um passeio de cicloturismo para Frodo Zarco

 

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As equipas dos sprinters alongaram o pelotão para impedir fugas

 

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A chegada a Viseu que estava apinhada de fanáticos da modalidade

 

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Bruno Lima ficou perto

 

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Etapa 7: Gouveia - Sabugal, 192 km

 

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Na véspera de se subir ao ponto mais elevado de Portugal Continental, os ciclistas tinham mais uma etapa propícia ao sprint. Isso não impediu, porém, que surgissem os corajosos que tentaram remar contra a maré, e hoje até havia um nome sonante: Gert Steegmans, um sprinter de excelência a quem a idade já pesa mas que mesmo assim passeia classe por estradas portuguesas.

 

Numa primeira fase, coube à equipa de Tavira controlar o pelotão, porém as equipas dos sprinters não fugiram à sua responsabilidade e juntaram-se ao trabalho, perseguindo os fugitivos. A fuga chegou a ter sete minutos mas a 10 km do final parecia condenada. Num último esforço, Gert Steegmans forçou o ritmo e atacou, tentando sozinho ir em busca de uma vitória.

 

Parecia impossível, mas os km passavam e a vantagem mantinha-se. O sprint foi lançado, homens como Feillu e Van Poppel saltaram em grande velocidade... mas o veterano Steegmans cortou a meta com tempo para levantar os braços. Grande vitória, velhos são os trapos!

 

No pelotão, Romain Feillu voltou a ser o melhor e novamente à frente de Bruno Lima.

 

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Frodo Zarco esteve estranhamente mal colocado na traseira do pelotão durante uma parte da etapa, mas corrigiu o posicionamento na fase final

[*Apanhei um cagaço do carago com isto. Tinha o rapaz na frente do pelotão e passei a imagem para a fuga por uns momentos, quando voltei não estava lá Frodo Zarco nenhum e fui dar com ele em último lugar do pelotão. Não percebi que raio aconteceu]

 

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Os fugitivos, destacando-se Gert Steegmans

 

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A Banco BIC - Carmim teve de trabalhar durante a primeira metade da etapa

 

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Mas foi depois substituída pelas equipas dos sprinters

 

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Steegmans!

 

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E Feillu... outra vez

 

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Epá, não vás para a Vini Fantini que aquilo tem montes de ligações a doping!! :mrgreen:

Bem o Bruno Lima. Só no PCM é que ele consegue aguentar tanto. :mrgreen:

 

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Editado por riquelme21

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Problemas de saúde. Ele tem um problema qualquer que lhe impede de controlar o peso. Agora dedica-se à logística da OFM do que percebo do fb dele. É pena, porque tinha potencial para ser dos melhores sprinters do panorama nacional.

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Não fazia ideia. Até cheguei a pensar que tivesse envolvido em doping ou algo do género, ele realmente tinha desaparecido do mapa.

 

Equipas já preparam próxima época

 

A Volta a Portugal pode ainda nem ter chegado ao final, mas as equipas do pelotão nacional já se preparam para a temporada 2015. Entre abordagens, rumores e negociações, muito se tem falado e discutido sobre eventuais negócios a decorrer ou, até, já alinhavados.

 

O principal destaque das últimas horas vai para a possibilidade de a Zon poder entrar no ciclismo. Concluída que está a fusão com a Optimus, a empresa de telecomunicações poderá, ao que se diz, investir numa das formações nacionais, com o objectivo de atingir a médio-prazo o patamar Continental Profissional (a 2ª divisão do ciclismo).

 

Para já não há ainda confirmação oficial, mas os rumores do final do contrato de patrocínio da Rádio Popular poderão indiciar que a Zon, a entrar no ciclismo, seja assumindo-se como principal patrocinador da equipa Boavista.

 

Outra equipa que perderá o principal patrocinador para 2015 é a Efapel - Glassdrive, estando no entanto praticamente acertada a continuação e promoção da marca de vidros automóveis como único "mecenas", uma vez que a Efapel se prepara para abandonar o apoio à equipa.

 

Seguras parecem as equipas de Tavira, de Loulé, do Sobrado e Paredes, já que viram a confiança dos seus patrocinadores reforçada. Assim, Banco BIC - Carmim, Louletano - Dunas Douradas, OFM - Quinta da Lixa e LA - Antarte continuarão na estrada nas suas actuais "encarnações" pelo menos mais uma temporada.

 

Mexidas também nos corredores

 

Muito tem sido dito acerca de eventuais mexidas de corredores. A principal vítima dos rumores tem sido Frodo Zarco, que desde o início da Volta viu a atenção mediática crescer sobre ele e todos os dias novas equipas lhe têm sido apontadas. Nos últimos dias foi apontado como reforço da Vini Fantini e da Garmin - Sharp, mas estamos em condições de assegurar que não tem ainda qualquer acordo assinado com qualquer equipa. Fontes indicam-nos porém que nos últimos dias surgiu um projecto interessante que poderá levar o camisola amarela da Volta a outras paragens - ao Boavista.

 

Ao que tudo indica, a Zon irá investir no ciclismo e o alvo dessa aposta será a actual Rádio Popular - Onda [ver acima]. Com o objectivo de chegar ao patamar mais elevado não-World Tour, ou seja, de subir de Continental para Continental Profissional, e assim garantir acesso a corridas de outro gabarito, a Zon pretende reunir um lote de bons ciclistas e ter um líder que garanta resultados e seja preferencialmente português.

 

É aqui que entra Frodo Zarco. Jovem, ambicioso e de qualidade inegável, o jovem de Coimbra poderá ser o escolhido para liderar este projecto de futuro, perante a impossibilidade de ciclistas como Rui Costa ou Tiago Machado voltarem ao pelotão nacional. Além disso, o perfil de Frodo Zarco agrada aos responsáveis da Zon, o que poderá facilitar a escolha pelo jovem de 21 anos.

 

Não há, ainda, confirmações sobre estes rumores, uma vez que tanto a equipa Rádio Popular, como Frodo Zarco, se encontram em competição (disputa-se hoje a etapa com chegada à Torre), e em lados distintos da barricada. Foi possível apurar, porém, que já houve conversas informais entre as partes e após a Volta teremos, certamente, mais novidades.

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Ir para um "Boavista em esteróides" era capaz de ser engraçado... E continuavas a ter a volta, que é sempre interessante para a narrativa!

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A OFM é de Sobrado, não Sobral.

 

E seria sempre engraçado ver o Boavista com dinheiro. :mrgreen:

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Nossa, que biqueirada. Onde raio fui buscar Sobral? :lol:

 

Por acaso eu discordo, Mesquita. A Volta é importante nesta fase porque é a corrida mais importante em Portugal e o jogo está na fase de afirmação do Frodo Zarco. Com o tempo é suposto a Volta deixar de ter interesse para a história.

 

Etapa 8: Guarda - Torre, 148 km

 

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"Pode-nos confirmar os rumores da saída de Frodo Zarco para a futura equipa Zon?" - perguntou o jornalista esticando o braço para colocar o microfone dentro da janela do carro de apoio de Vidal Fitas. Foi apenas um exemplo do ridículo a que os rumores da nova equipa Zon levaram o pelotão. Todos falavam disso, todos queriam saber mais. No dia em que a Volta chega à Serra da Estrela, esta "notícia" não poderia ter surgido em pior altura. Frodo Zarco e companhia necessitavam de tranquilidade para a etapa mais importante do ano e esta situação era um potencial foco de distracção.

 

Daí que Vidal Fitas tenha tido necessidade de "dizer das boas", indicando que aquele não é nem o local para se falar, nem a hora, concluindo que também não iria falar de "disparates de quem não tem nada melhor para fazer".

 

A nível desportivo, a etapa disputava-se já: os ciclistas abandonaram Guarda e iam a caminho de Seia, de onde iniciariam os 30 km de subida até à Torre, ponto mais elevado de Portugal Continental. De camisola amarela a reluzir em contacto com os raios solares, Frodo Zarco parecia tranquilo apesar de todos os rumores e seguia bem seguro na frente do pelotão rodeado pelos colegas - e pelos adversários.

 

Os primeiros ataques não tardaram e logo no km zero foram vários os ciclistas a investirem num ataque de longe. Não é habitual que uma fuga vença na etapa mais importante da Volta a Portugal, mas a esperança é a última a morrer, certo? Após vários ataques e contra-ataques, foi um trio formado por Gonzalez Escalante, Celio Sousa, Luis Silva que se impôs - Luis Silva que procurava vencer depois de na etapa da Senhora da Graça ter sido derrotado apenas por Henrique Casimiro.

 

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Trio de fugitivos na Covilhã, no início da escalada às Penhas da Saúde

 

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Quase 8' depois, o pelotão liderado pela equipa de Tavira passava no mesmo local

 

A Banco BIC - Carmim não queria deixar os seus créditos por mãos alheias e desde cedo assumiu o seu papel na liderança do grupo. É a etapa mais importante da principal corrida do calendário - o que faz deste o dia para o qual todos trabalharam durante todo o ano. Não é altura de falhar ou esperar pela sorte; esta conquista-se ou, pelo menos, trabalha-se para que não nos atraiçoe.

 

Todos trabalharam ao longo dos 148 km. Os primeiros a entrar ao serviço, antes da Covilhã e nos primeiros km da subida, até foram os sprinters Bruno Lima e Bruno Sancho. Claro que as suas pernas não duraram muito na longa escalada até às Penhas da Saúde, nem os estragos causados foram avultados, mas a sua ajuda foi essencial para que os colegas chegassem frescos a fases mais adiantadas da corrida.

 

Já mais tarde foi a vez de Daniel Mestre e Henrique Casimiro os renderem; e foi por essa ocasião que os primeiros estragos surgiram no pelotão.

 

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Uma bela imagem que demonstra a fragmentação do pelotão original provocada pelo ritmo de Henrique Casimiro

 

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Surpresa! Rui Sousa perde contacto ainda antes da chegada a Seia

 

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Já na perigosa descida para Seia, a Banco BIC - Tavira liderava um grupo de cerca de 30 elementos - e os fugitivos seriam alcançados em Seia

 

A dureza das subidas às Penhas da Saúde e às Penhas Douradas aliada ao ritmo da equipa de Frodo Zarco provocaram estragos no pelotão e foram surgindo quebras sucessivas da maior parte dos corredores. Para surpresa geral, e numa fase em que nem as transmissões televisivas directas haviam começado, Rui Sousa perde contacto e diz adeus definitivo ao sonho de vencer a prova. A Efapel - Glassdrive fica, portanto, com Arkaitz Durán Aroca e Sérgio Sousa para a classificação geral.

 

À medida que o pelotão, ou o que restava dele, se aproximava de Seia, as condições climatéricas foram-se modificando. Se no início da etapa o sol era abrasador e as temperaturas rondavam os 30ºC, com a aproximação à meta foi ficando mais fresco e havia até relatos de, pasme-se!, nevoeiro e chuva em vários pontos do troço que o pelotão iria percorrer. Não que fizesse grande diferença a Frodo Zarco, afinal se chove para ele, também chove para os outros, porém isso tornaria a etapa mais imprevisível.

 

A estratégia, porém, mantinha-se - hoje é para atacar!

 

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A subida à Torre é longa mas tem fases relativamente simples. As principais dificuldades, no gráfico acima representadas a preto, surgem principalmente na primeira fase da subida até ao Sabugueiro (primeiro círculo) e, após a descida na terra mais alta de Portugal, na aproximação à Lagoa Comprida (segundo círculo). A partir daí são perto de 10 km menos inclinados que não favorecem ciclistas como Frodo Zarco.

 

As diferenças terão portanto de ser feitas de longe.

 

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Nicola Dal Santo foi o primeiro a atacar na Serra da Estrela

 

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Seria alcançado pouco depois devido ao ritmo arrebatador de André Cardoso

 

A equipa de Tavira chegou com vários elementos no grupo da frente: além de Frodo Zarco e José Mendes, havia ainda Ricardo Vilela, David Livramento e Henrique Casimiro, cujas pilhas nesta Volta parece que nunca acabam! Apesar disso, surgiu um aliado inesperado e de peso na pessoa de André Cardoso. O português da Caja Rural surgiu na frente do grupo a impor ritmo não se sabe bem porquê, talvez para apoiar a pretensão de Amets Txurruka à etapa, mas sem dúvidas que se tornou um aliado importante, pelo menos nesta fase, para a equipa de Tavira; afinal de contas, Henrique Casimiro já não ia muito fresco e David Livramento ia inesperadamente em dificuldades.

 

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Ricardo Vilela entra ao trabalho ao mesmo tempo que a chuva ataca o pelotão

 

André Cardoso queimou o grupo principal, chamemos-lhe assim, até ao Sabugueiro, impedindo ataques de qualquer espécie. Foi após o Sabugueiro que se iniciaram as hostilidades. Faltavam, então, 14 km para a meta.

 

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Frodo Zarco!

 

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Falso alarme

 

O camisola amarela decidiu investir e, após o trabalho de Ricardo Vilela, atacou. Foi o anterior aliado André Cardoso quem o perseguiu e levou consigo todo o grupo perseguidor, impedindo Frodo Zarco de se isolar. Nem 1 km depois estavam de novo todos juntos - o ataque de Frodo Zarco fracassou.

 

Muito se discutiu ao longo da etapa sobre este momento, aquele instante em que o esperado ataque de Frodo Zarco surgisse: quando, como, onde, se funcionaria... Estava aí a resposta.

 

No momento em que foi alcançado, Frodo Zarco olhou demoradamente para André Cardoso, tentando ler algo que justificasse aquele trabalho. Não fazia sentido. Se fosse ritmo para ajudar Txurruka, então o basco deveria estar melhor colocado no grupo do que estava; para vencer a etapa estava a desgastar-se demasiado nesta fase; para a classificação geral André Cardoso já estava muito afastado desde a Etapa 3 em que a Tavira destruiu o pelotão inesperadamente. Esperem, seria por isso? Uma espécie de vingança?

 

Também não houve muito tempo para remoer nesses pensamentos, pois algumas centenas de metros depois passou por eles uma nuvem roxa a voar por entre a água que caía em quantidades industriais.

 

Oh diabo, é o Winner Anacona Gomez! De imediato se movimentaram os principais favoritos na resposta. Estava aí o espectáculo!

 

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Winner Anacona Gomez tenta aquilo que Frodo Zarco não conseguiu

 

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Apenas uma pequena selecção conseguiu responder ao colombiano

 

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Arkaitz Durán Aroca, Daniel Silva e José Mendes perseguiam mais atrás

 

Winner Anacona Gomez não é propriamente um ciclista explosivo, porém o ataque foi devastador. Frodo Zarco e André Cardoso responderam na hora, nunca perdendo a roda do colombiano, e Hugo Sabido conseguiu a custo chegar-se aos fugitivos. Pouco atrás, José Mendes não teve a mesma sorte e não conseguiu de forma alguma a mudança de velocidade para se manter entre os primeiros [na penúltima imagem acima podemos vê-lo na perseguição no momento do ataque].

 

Após várias pedaladas vigorosas, Winner Anacona Gomez olhou para trás para avaliar os estragos, tendo Frodo Zarco feito o mesmo; os três primeiros da classificação geral estavam ali, tal como estava André Cardoso. José Mendes, Daniel Silva e Arkaitz Durán Aroca estavam mais atrás procurando desesperadamente manter-se ao alcance do quarteto formado na frente.

 

Frodo Zarco admirou-se por ver que José Mendes não conseguiu manter-se na frente. O ritmo de Winner Anacona Gomez deve ser muito forte para que o o-líder da sua equipa não o suporte, e no entanto ele ia bem.

 

Olhou novamente para trás. Observou Sabido, depois Anacona Gomez à sua frente. Faltavam 11 km, sentia-se bem e com força, ia embalado e todos haviam sido sujeitos a um esforço intenso nos últimos kms que dificultariam a resposta nesta fase.

 

Porque não?

 

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Contra-ataque de Frodo Zarco

 

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Camisola amarela em grande plano; desta vez o ataque funcionou!

 

Foi um choque para todos. Frodo Zarco acelerou ainda mais o já fortíssimo ritmo de Winner Anacona Gomez e isolou-se nas imediações da Lagoa Comprida. Faltavam 10 km para o alto, menos duros do que aquilo que já fora percorrido, é certo, mas ainda difíceis.

 

José Mendes era o mais infeliz nesta situação de corrida. Estava preso no grupo perseguidor. Sem capacidade de explosão para fugir aos colegas de grupo e não querendo, obviamente, levar consigo Daniel Silva e Arkaitz Durán Aroca montanha acima, teve de se contentar em manter ao ritmo dos dois rivais, vendo o pódio da Volta a fugir...

 

O trio perseguidor era liderado por Hugo Sabido, o mais interessado nesta fase em limitar as perdas para Frodo Zarco. Winner Anacona Gomez deixava para ele todo o trabalho, parecendo mais interessado em resguardar forças para os últimos kms. André Cardoso mantinha-se por ali, à espreita de uma surpresa que lhe permitisse vencer a etapa.

 

Atrás, porém, havia mexidas.

 

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José Mendes aproveitou a fase de descida na Lagoa Comprida para saltar do grupo perseguidor...

 

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... e iniciar a recuperação face aos rivais na luta pelo pódio

 

Frodo Zarco não sabia, mas naquele momento havia dois ciclistas do Tavira em grande plano: ele, na frente, isolado; e José Mendes, atrás, a perseguir o trio Sabido-Anacona Gomez-Cardoso.

 

O camisola amarela dava tudo o que tinha. Era aquele o seu grande momento, o seu sonho parecia estar ao seu alcance: vencer na Torre, de camisola amarela vestida e conseguindo a vantagem suficiente para gerir no contra-relógio e vencer a Volta a Portugal.

 

Ninguém lhe tiraria aquele momento, nem mesmo Winner Anacona Gomez que atacava Hugo Sabido no grupo perseguidor.

 

A Serra da Estrela testemunhava a afirmação do "Príncipe da Volta". Hoje, ele torna-se o Rei.

 

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Último km!

 

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Winner Anacona Gomez à procura do 2º lugar

 

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A meta está ali mas parece que nunca mais se lá chega

 

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Já está!

 

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Anacona Gomez à frente de Mendes, Sabido e Cardoso

 

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E muito depois era Daniel Silva na frente de um grande grupo

 

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Frodo Zarco vence na Serra da Estrela, juntando-se a um lote restrito de corredores que venceram Senhora da Graça e Torre. Com a vantagem adquirida, Frodo Zarco praticamente garante também a vitória na corrida.

 

Aí está ele, o "Rei da Volta": Frodo Zarco!

 

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:cool:

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Jasus, que enorme etapa! O Rui Sousa rebentou muito cedo. :|

 

Tens tudo para vencer e mesmo o 1-2 está perfeitamente ao alcance. Ansioso para ver onde vais afinal parar.

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José Mendes :prayer:

Rebentou, recuperou e ainda foi roubar a bonificação ao Sabido.

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O José Mendes acabou por fazer uma grande etapa e foi prejudicado por ter o Frodo Zarco na mesma equipa. Quando foi o ataque do Winner Anacona Gomez ele podia ter colocado ritmo alto e ido na perseguição, mas não o pude fazer porque isso implicava trazer todo o grupo de volta, e como o Frodo Zarco ia na frente não era aconselhável. Depois tive de atacar numa pequena descida para o livrar do grupo perseguidor e recuperar o tempo em que ele ficou "preso" nele, obrigando-o a um gasto extra de energia, e mesmo assim ainda bateu o Hugo Sabido.

 

Já tinha acontecido o mesmo na Senhora da Graça, por causa do Frodo Zarco não pude meter o José Mendes na perseguição ao Hugo Sabido. É pena, porque acredito que sendo líder da equipa, o José Mendes poderia vencer a Volta tranquilamente bastando não perder tempo para os adversários na montanha, perseguindo-os com ritmo forte e constante mesmo que arraste metade do pelotão atrás, e batendo-os a todos no contra-relógio.

 

Etapa 9: Pedrógão - Leiria, 32 km (CRI)

 

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Mal refeitos do esforço intenso a que foram sujeitos no dia anterior, os ciclistas tinham o decisivo contra-relógio individual final entre Pedrógão e Leiria; e se no dia anterior tinham enfrentado chuva e frio, hoje teriam sol e calor.

 

Os corredores aproveitaram a manhã para explorar o percurso; Frodo Zarco não foi excepção. A vantagem cresceu após a etapa da Torre, porém no mundo do ciclismo o que hoje é, amanhã pode deixar de o ser - e como tal a vantagem pode-se esfumar facilmente perante qualquer contratempo, seja ele um furo, uma queda ou simplesmente um dia mau, pelo que o melhor é preparar ao máximo tudo o que for possível para evitar surpresas.

 

O primeiro grande "herói" do dia foi novamente o belga Guillaume Van Keirsbulck, cuja última aparição relevante na Volta foi na vitória logo no prólogo. O ciclista da Omega Pharma - QuickStep marcou o primeiro tempo, com o seu registo de 45'17'' a revelar-se um tempo austero e dificilmente ultrapassável. Após o belga, foram vários os ciclistas a passar pela linha de meta, porém nenhum conseguiu melhor até começarem a chegar os principais ciclistas da Volta.

 

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José Mendes em busca de um lugar no pódio

 

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Hugo Sabido em busca de um "milagre"

 

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Frodo Zarco arranca

 

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30 km para a vitória

 

Entretanto chegou a hora de todas as decisões. Eram várias as lutas em simultâneo: José Mendes para entrar no pódio e Winner Anacona Gomez a tentar não perder a sua 3ª posição; o mesmo José Mendes à procura de um grande resultado que o leve ao 2º lugar de Hugo Sabido; e a luta pela vitória entre Frodo Zarco e Hugo Sabido que parecia claramente inclinada a favor do actual camisola amarela.

 

Os quatro primeiros classificados arrancaram e o espectáculo começou. Agora era com eles!

 

Nos primeiros kms percebeu-se bem que: Winner Anacona Gomez iria ficar de fora do pódio, mostrando um ritmo bastante abaixo de todos os outros; José Mendes ia com um ritmo notável; e Frodo Zarco melhorou imenso na luta contra o cronómetro, batendo-se de igual para igual com Hugo Sabido.

 

José Mendes foi o primeiro a passar pelo ponto intermédio, onde o belga Guillaume Van Keirsbulck ainda era o melhor e Hernâni Brôco era o segundo melhor. A sua passagem confirmou aquilo que parecia uma grande prestação do português e finalmente o melhor registo foi batido: os 21'48'' do homem do Tavira batiam-no por 25''!!!

 

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José Mendes brilha no contra-relógio

 

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Supreendente ritmo de Frodo Zarco na primeira metade da prova

 

O ainda campeão em título, Hugo Sabido, passou no ponto intermédio marcando já 37'' além de José Mendes, na 5ª posição, o que deixava a sua 2ª posição na classificação geral ameaçada. Atrás de si vinha Frodo Zarco que surpreendia: bem concentrado, tranquilo sabendo que tinha uma boa vantagem e com as referências do tempo dos seus rivais, o camisola amarela passou na 3ª posição a perder apenas 26'' para o seu colega de equipa José Mendes; surpreendentemente à frente de Hugo Sabido!

 

Com a vitória na Volta decidida, restava saber quem venceria a etapa. Nesse sentido, Hernâni Brôco surpreendia com o melhor tempo na meta, ultrapassando Guillaume Van Keirsbaulck.

 

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Hernâni Brôco assume a liderança do contra-relógio

 

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Pouco depois terminava José Mendes

 

Vinha lá José Mendes, que no ponto intermédio pulverizou os melhores tempos, e seria uma questão de esperar por qual a vantagem que iria registar em relação à concorrência. Mas o tempo passava e José Mendes não chegava à meta... e finalmente chegou, atrás de Hernâni Brôco! José Mendes quebrou na fase final do contra-relógio e viu a sua larga vantagem ser anulada já no final, perdendo a etapa e provavelmente o 2º lugar na Volta. Pelo menos dava para o pódio, uma vez que Winner Anacona Gomez ficou muito abaixo da concorrência.

 

Hugo Sabido foi o penúltimo a chegar e registou um bom tempo, conseguindo gerir bem as suas forças: 29'' pior que Hernâni Brôco.

 

Faltava agora Frodo Zarco.

 

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Último km!

 

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Lá vai ele a toda a velocidade

 

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E aí está ele, virtual vencedor da Volta

 

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Frodo Zarco corta a meta com um tempo no top10, acabando por, tal como José Mendes, perder algum do brilho que mostrou na primeira fase. No final ficou atrás de Hugo Sabido, ao contrário do que fez na primeira metade do contra-relógio, mas assegura a vitória na Volta a Portugal.

 

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Além da vitória quase garantida de Frodo Zarco, destaque para a subida de José Mendes ao pódio da Volta e à presença de David Livramento no top10.

 

 

 

Etapa 10: Sintra - Lisboa, 157 km

 

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E depois de dez dias intensos, com toda a pressão física e psicológica, finalmente chega a etapa de consagração. As classificações estão decididas, tudo o que resta é a etapa para disputar e a meta para cortar em segurança - ou todo o esforço dos dias anteriores será em vão.

 

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Tranquilidade na etapa de consagração

 

Para a última etapa, o pelotão arrancou tranquilamente, sem grandes preocupações. Foi tempo bem aproveitado pelos heróis da Volta para confraternizar como amigos que são, afinal o pelotão nacional é como uma pequena aldeia: pequeno e todos se conhecem. Frodo Zarco bebeu champanhe, tirou fotos com os colegas, restantes integrantes do pódio e vencedores das classificações, e tão solicitado foi que poderia ter ficado "tocado" de todas as taças que virou!

 

Nem no último dia Frodo Zarco se livrou das questões sobre o futuro e, numa inédita entrevista em directo em plena etapa ao repórter da estação televisiva que transmite a corrida, acabou por confirmar que já há "uma equipa com a qual está quase tudo acertado", mas que não seria revelada hoje, escudando-se também a clarificar se era uma das equipas já apontadas nos últimos dias.

 

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A Banco BIC - Carmim na liderança do pelotão na chegada à capital Lisboa

 

O ritmo de passeio eventualmente seria quebrado com a aproximação a Lisboa - afinal de contas há uma etapa para disputar. Os últimos 50 kms seriam disputados num circuito dentro da capital com 7 kms de extensão e com passagens por Rossio, Praça dos Restauradores, Praça do Marquês de Pombal, Avenida Fontes Pereira de Melo, Praça Duque de Saldanha e Avenida da República, sendo a meta na Avenida da Liberdade. À boa maneira do Tour, a equipa Banco BIC - Carmim decidiu liderar o pelotão na primeira volta desse percurso, Frodo Zarco exibindo orgulhoso a sua camisola amarela nas primeiras posições.

 

Claro que após essa passagem, a liderança do pelotão foi assumida pelas equipas dos sprinters, novamente Orica - GreenEdge e Vacansoleil a trabalharem para os seus homens; restava saber se Romain Feillu voltaria a vencer, ele que não perdeu nenhum dos sprints que disputou nesta Volta até ao momento.

 

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Grande presença de público nas ruas da capital

 

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Frodo Zarco procurou sempre manter-se bem colocado e evitar surpresas de última hora

 

Com a aproximação do sprint final foram surgindo também as habituais movimentações na frente do pelotão, nomeadamente com ciclistas a procurarem a melhor colocação, fosse com o intuito de disputar o sprint ou simplesmente evitar quedas e cortes. Frodo Zarco não foi excepção e seguia bem colocado nos primeiros vinte lugares da corrida.

 

A largura da Avenida da Liberdade também ajudou a que tudo corresse pelo melhor e a aproximação à meta não teve qualquer contratempo. Os principais sprinters colocaram-se e houve até uma tentativa de surpresa por parte da equipa Tavira que lançou Ricardo Vilela e Bruno Sancho na frente de Bruno Lima, com o objectivo de dar ao seu principal sprinter a hipótese de bater a concorrência. Porém a Vacansoleil não estava para brincadeiras e lançou os irmãos Van Poppel para a frente, com Romain Feillu atrás. O sprinter francês aproveitou o excelente trabalho dos seus colegas de equipa e facilmente bateu a concorrência.

 

O comboio da Vacansoleil quase pareceu brincar com o da equipa de Tavira, tendo passado por ele a alta velocidade como se de um TGV se tratasse em comparação com um Regional.

 

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Frodo Zarco cortou a meta e na sua face podia-se ler um sorriso de alívio: a Volta era, agora oficialmente, sua. De imediato foi rodeado por um aglomerado de microfones, câmaras, telemóveis e até um tablet!, prontos a registarem as primeiras declarações do novo campeão da prova mais mítica do ciclismo nacional.

 

E festa, essa, era já rija entre os responsáveis da equipa Tavira: Vidal Fitas celebrava à saída do carro, os colegas procuravam saudar Frodo Zarco, diversos elementos do staff andavam numa roda viva. Foi necessário muito esforço da organização para "resgatar" o camisola amarela e levá-lo até à zona do pódio, onde subiria três vezes: para vestir a camisola branca da vitória na classificação da juventude; para representar a vitória colectiva da Banco BIC - Carmim; e para vestir a sua camisola amarela.

 

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Reiterando aquilo que disse durante a etapa, Frodo Zarco deixou "para os próximos dias" a revelação sobre o seu futuro. Agora é hora de festejar e, como é habitual, a festa durará toda a noite nas ruas de Tavira.

 

Carrega Frodo Zarco!

 

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Afinal nem era preciso ganhar tanto tempo na montanha, o rapaz já se safa bem nos contra-relógios. :mrgreen:

Parabéns por esta vitória, agora que ele vá para uma equipa de World Tour. :mrgreen:

Editado por marte

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Grande Zarco! Estes pontos devem dar jeito para uma equipa WT que queira a manutenção no escalão. Haverá Mundiais para o Frodo? :p

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Também fui surpreendido pelo bom contra-relógio. Correu melhor do que esperava.

 

O Frodo Zarco ainda vai ter o Tour of Britain e vai aos Mundiais, sim. Se a fadiga não acusar demasiado até se pode tentar uma gracinha na Grã-Bretanha, já que nos Mundiais isso será tarefa virtualmente impossível.

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Grande vitória. O José Mendes também esteve muito bem e foi pena ter quebrado na parte final do CRI, merecia uma vitória.

 

O Feillu esteve imperial nos sprints, bolas, merecia levar a dos pontos.

 

Agora aposto que vais para uma equipa ranhosa que só luta pelo Tour de Omã. :mrgreen:

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