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Black Hawk

[PCM2013] Pedalar p'ra vencer

Publicações recomendadas

Etapa 10: Sabugal - Guarda, 35 km (ITT)

 

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O sonho de qualquer organizador é que no último dia a corrida esteja de tal forma aberta que o vencedor final seja uma incógnita até ao último metro. Na 75ª Volta a Portugal em Bicicleta tal viria a acontecer - mas já iremos.

 

Os ciclistas aproveitaram a manhã para fazer o reconhecimento do percurso, assinalando locais mais traiçoeiros e tirando notas sobre as inclinações, os obstáculos, os locais mais descobertos e até a direcção do vento - tudo aquilo que lhes possa conferir uma ténue vantagem pode fazer a diferença entre a vitória e a derrota.

 

Quatro homens alimentam a esperança numa vitória: Frodo Zarco, camisola amarela desde a Etapa 5; Hugo Sabido, a 45 segundos; Winner Anacona, a 53 segundo; e Rui Sousa, a 59 segundos. Teoricamente, Winner Anacona e Rui Sousa poucas possibilidades terão de vencer, já que as suas características não são favorecidas pelo carácter plano deste contra-relógio; Hugo Sabido é quem se adapta melhor ao percurso, porém a desvantagem para Frodo Zarco pode fazer a diferença.

 

O ciclista da Banco BIC - Carmim, diga-se, é algo inconsistente no contra-relógio, mas costuma-se dizer que a camisola amarela dá asas...

 

Voltando à etapa, o favorito era o vencedor do prólogo do primeiro dia: o italiano Adriano Malori da Lampre. E, de facto, ele passou pelo ponto intermédio de cronometragem já com um tempo impressionante e na meta confirmou-o. A vitória dificilmente lhe escaparia.

 

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Adriano Malori marcou cedo o melhor tempo do dia

 

Arrumada a discussão da etapa, chegava a hora da discussão pela classificação final.

 

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Rui Sousa não é especialista no contra-relógio mas a motivação pode, por vezes, fazer a diferença

 

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Desde Santiago Botero que não se vê um colombiano forte no contra-relógio, porém Winner Anacona é desconhecido dos portugueses e pode ter alguma surpresa na manga

 

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O vice-campeão de 2012 é o principal rival de Frodo Zarco

 

O trio de pretendentes à camisola amarela partiu, um a um, da rampa no Sabugal rumo a Viseu. Rui Sousa e Winner Anacona nos seus estilos mais desengonçados, Hugo Sabido mais direito e equilibrado, mas todos a dar tudo para vencer a corrida.

 

Faltava agora o camisola amarela.

 

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Frodo Zarco nos últimos momentos antes do arranque

 

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E está na estrada!

 

Estavam todos em prova. Logo nos primeiros km, se percebeu pela pedalada que Hugo Sabido era o mais consistente nesta modalidade específica do ciclismo, pelo que Frodo Zarco iria ter de limitar as perdas e gerir as suas forças para segurar a vitória.

 

A prova estava a correr mal a Rui Sousa. Foi o quarto último a partir, à frente de Winner Anacona, e ou o colombiano ia a fazer um grande tempo ou realmente o líder da Efapel ia a arrastar-se na estrada. Nas zonas de recta Rui Sousa já era visível para Winner Anacona e, realmente, a passagem pelo ponto intermédio mostrava que Rui Sousa ia a fazer um tempo modesto. Menos um a lutar pela vitória.

 

Pouco depois foi a vez de Winner Anacona passar pelo ponto intermédio. Fazia melhor que Rui Sousa mas o seu tempo também ficava aquém do que seria necessário para chegar à vitória. Menos duas preocupações para Frodo Zarco.

 

Sobrava uma. Grande, complicada, preocupação. Hugo Sabido ia a fazer uma corrida bem conseguida e comprovou-o ao passar no ponto intermédio cronometrado com o sexto melhor tempo a 36 segundos de Adriano Malori.

 

Faltava agora Frodo Zarco.

 

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Frodo Zarco a dar tudo na estrada

 

A mancha amarela surgiu no horizonte, entrou na zona de barreiras e passou a modestos 54 segundos de Adriano Malori. Perdia nesta fase 18 segundos para Hugo Sabido, mantendo portanto uma vantagem virtual de 27 segundos para o líder da LA - Antarte. Com metade da etapa por cumprir, era uma notícia encorajadora mas, também, deixava tudo em aberto para a segunda metade da prova.

 

As atenções da Volta centraram-se então nestes dois homens. De um lado, o experiente e completo Hugo Sabido; do outro, o jovem estreante Frodo Zarco. Uns queriam ver o miúdo a vencer, arrebatados pela sua tenacidade; outros queriam que Sabido conseguisse o seu "prémio carreira".

 

Num duelo travado à distância, os dois ciclistas desferiram golpes profundos e cheios de convicção. Dos carros de apoio soavam, em bom português, palavras de incentivo que conjugavam apoio com impropérios.

 

A chegada em Guarda surgia no horizonte. Era hora de se saber quem tinha ganho o quê. Um ano inteiro de trabalho para este momento.

 

Quem vencerá?

 

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Hugo Sabido corta a meta com um excelente registo: 4º lugar a 1 minuto de Adriano Malori

 

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Frodo Zarco na última curva

 

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Último sprint e já está!

 

Hugo Sabido cortou a meta com um registo ameaçador. Enquanto isso, Frodo Zarco lutava para conservar a camisola amarela. Rapidamente se percebeu que a vantagem se desvaneceu e que a decisão seria à justa, por meros segundos. O cronómetro avançava implacável e a dúvida grassava: seria suficiente? Venceria ou perderia a Volta?

 

Frodo Zarco deu a última curva. Levantou-se e sprintou os últimos metros rumo à meta. Cortou-a numa espécie de transe, sentou-se no selim e, surpresa, a sua primeira reacção foi pedir água, antes mesmo de olhar para trás para confirmar qual o tempo realizado.

 

Adriano Malori venceu a etapa.

 

Quem terá vencido a Volta?

 

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Quatro segundos!

 

Foram quatro os segundos que separaram Frodo Zarco de uma notável vitória na Volta a Portugal!

 

Consternação, foi aquilo que se abateu sobre os elementos da equipa algarvia de Tavira. Nessa tarde/noite não houve grandes sorrisos, apenas desilusão.

 

Frodo Zarco acabou por fazer um óptimo contra-relógio, marcando o 17º melhor tempo a 1 minuto e 49 segundos. Bem melhor, por exemplo, que o 23º de Winner Anacona ou o terrível 46º de Rui Sousa. Não foi suficiente para vencer, mas segurou um segundo lugar que acaba por saber a pouco.

 

 

Etapa 11: Viseu - Viseu, 130 km

 

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Último dia da Volta, etapa que serve essencialmente como consagração dos vencedores, despedida do pelotão e para os sprinters darem o seu último contributo para o espectáculo.

 

Frodo Zarco anunciou no seu Facebook que não iria lutar pelas bonificações. A desvantagem de quatro segundos é teoricamente possível de anular quer com os sprints especiais, quer com as bonificações do final da etapa. Ainda assim, e segundo Frodo Zarco, "a última etapa é de consagração e o Hugo merece a vitória pela sua regularidade e conquistou o direito ao seu dia de consagração".

 

A etapa foi portanto tranquila, havendo uma fuga que o pelotão facilmente anulou. Frodo Zarco e Hugo Sabido foram vistos sempre muito bem colocados, excepto quando ainda no início da etapa beberam uma taça de champanhe juntos para a fotografia. No entanto a etapa ainda contava para a classificação e qualquer corte ou queda pode destruir todo o trabalho desenvolvido ao longo de dez dias.

 

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Hugo Sabido orgulhoso na sua camisola amarela

 

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Frodo Zarco teve de se contentar com a camisola branca da juventude

 

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A LA - Antarte não desaproveitou a oportunidade para mostrar as suas cores e patrocinadores

 

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Vacansoleil a puxar pelo pelotão nas lotadas ruas de Viseu, mas atenção ao posicionamente de Frodo Zarco e de Hugo Sabido logo atrás de si

 

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Acabou por ser a Lampre a triunfar novamente e logo com uma dobradinha

 

E assim chegou a Volta a Portugal ao seu final. O sprint final foi lançado pela Vacansoleil, mas foi a Lampre a equipa mais lesta a lançar o seu sprinter e Palini volta a vencer. Hugo Sabido claramente não confiou nas palavras de Frodo Zarco e lançou-se no sprint fazendo 3º lugar, enquanto o líder da juventude foi na sua roda e fez também um lugar no top 10 da etapa.

 

Resta mostrar os pódios finais.

 

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Boas pessoal! Tal como disse ontem, a etapa de hoje era de consagração e assim foi. Tranquila no seu início mas rapidíssima no final, foi preciso imenso esforço para conseguirmos uma boa colocação no pelotão e evitar surpresas de última hora.

 

Se no início da Volta me perguntassem se ficaria satisfeito com o 2º lugar, eu diria que sim, claro! Hoje que confirmei o 2º lugar, tenho de dizer que sabe a pouco. Quando se saboreia a liderança e nos é negado esse pitéu, acabamos com água na boca. Não que o Hugo Sabido não mereça ganhar, é um grande ciclista e fez por ganhar a corrida, mas acho que também eu merecia mais. Mas lá está, não podem ganhar todos e calhou ao Hugo. Os meus parabéns por uma vitória que já peca por tardia.

 

A temporada continua. No início de Setembro temos a Volta à Bulgária, onde espero ainda chegar em forma e tentar dignificar o nosso nome numa corrida em que o Tavira até tem alguns bons resultados registados nos últimos anos. Depois disso sim, as merecidas férias.

 

Obrigado pelo apoio constante com que me animaram ao longo destas duas semanas de Volta a Portugal, aqui e na estrada. Para o ano cá estarei novamente a dar tudo por tudo por esta linda corrida.

 

Frodo Zarco

 

 

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what

 

O teu gajo tá dopado só pode. Como é que só perdeste 4 seg, Jesus Cristo vence a Volta com o Zarco logo na primeira vez tu és o maior. Aposto que na antevisão a isto nem tu imaginavas este cenário.

 

 

Mas respondes sempre, sem olhar ao ciclista? Pah, quando isto aconteceu vi que o Zarco já tinha os batimentos cardíacos elevados, uma resposta nestas condições ia fazer a barra desaparecer depressa sem grande ganho. Depois ainda havia uma descida para recuperar terreno, foi só uma questão de não entrar em pânico.

 

Não respondo sempre a quem tenho de responder, mas o problema é que ao responder às vezes o meu ciclista queima-se e o que atacou continua a ter a barra quase toda porque depois volta a fazer um ataque esmagador.

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O Zarco morreu na praia mas já foi um resultado bem bom

 

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O teu gajo tá dopado só pode. Como é que só perdeste 4 seg, Jesus Cristo vence a Volta com o Zarco logo na primeira vez tu és o maior. Aposto que na antevisão a isto nem tu imaginavas este cenário.

 

 

 

Não respondo sempre a quem tenho de responder, mas o problema é que ao responder às vezes o meu ciclista queima-se e o que atacou continua a ter a barra quase toda porque depois volta a fazer um ataque esmagador.

 

ele não perdeu 4 segundos, ele perdeu a amarela por 4 segundos :mrgreen:

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É o que dá ter lido só a etapa da Torre e depois ir à pressa ver se o ITT confirmou a vitória ou não.

 

Seja como for é uma magnifica prestação e uma pena que tenhas perdido a amarela dessa maneira. Nesse caso muda tudo, deves ter ficado bem aziado nesse final. O 6º lugar do David Livramento também é uma boa prestação.

Editado por Snoop Dogg

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Foi pena , ainda por cima por 4s :-|

 

Mesmo assim, de destacar a enorme volta do Frodo. Teve na luta até ao fim, pena a maneira como perdeste a volta, e pelo tempo. De destacar ainda pela positiva, o livramento no top 10.

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Eu ia às bonificações, só para mostrar ao Sabido quem manda.

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Tinha gostado de ver o Mário Rocha a barafustar no fim por teres roubado a amarela ao Sabido. :mrgreen:

Anyway, grande prestação do Zarco e deve ter ficado aquela pontinha de azia no fim por ter perdido por 4s. É pena. :(

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Sim. Muita azia. Ainda olhei para as bonificações na última etapa enquanto o jogo carregava, mas não valia a pena, tinha de ganhar pelo menos duas, obrigando a equipa a puxar imenso durante toda a etapa. Paciência, para o ano já conto ter o Zarco com um upgrade jeitoso nos stats e a lutar directamente pela vitória.

 

Agora vem o Tour do Rio Volta à Bulgária (relembro, como não há Volta à Bulgária na DB corro o Tour do Rio que é no mesmo espaço temporal e tem a mesma categoria). É uma corrida 2.2, portanto ao nível da Volta ao Alentejo ou do Troféu Joaquim Agostinho, e abaixo da Volta a Portugal. São cinco etapas, quatro planas e uma de média montanha. Conto ter o Bruno Sancho a disputar sprints e o Frodo Zarco em condições de lutar pelos primeiros lugares apesar de o pico de forma de ambos terminar com a Volta a Portugal.

 

Historicamente, o Tavira tem participado nesta corrida e conseguido algumas boas prestações, como o 2º lugar de Ricardo Mestre em 2010. A ver vamos o que trazemos de lá.

 

btw, novidades!

 

Banco BIC - Carmim reforça plantel

 

Algarvios atacam nova temporada com novas caras

 

Depois de um ano marcado pela instabilidade e incerteza quanto ao futuro da equipa mais antiga do pelotão, a equipa de Tavira encara agora o futuro com outros olhos. O patrocínio dos angolanos Banco BIC assegura a existência da equipa e os responsáveis dos algarvios já se mexem nos bastidores do pelotão em busca de reforços para a nova temporada.

 

Após conquistar um inesperado pódio na Volta a Portugal com a nova estrela do pelotão nacional, Frodo Zarco (ver notícia abaixo), a equipa parece agora empenhada em construir uma estrutura que lhe permita atacar a Volta a Portugal de 2014. Apesar de a Volta ter terminado há apenas alguns dias, certo é que o plantel do Tavira está já praticamente fechado com a contratação de três nomes para a temporada velocipédica 2014.

 

Frodo Zarco e companhia terão a companhia de José Mendes (ex-NetApp), Ricardo Vilela (ex-Efapel) e Bruno Lima (livre) para a nova temporada, cobrindo algumas carências da formação. Com estes reforços, a equipa Banco BIC - Carmim ganha dois homens para a montanha (e para o contra-relógio) e um finalizador que fará companhia a Bruno Sancho, até agora o único sprinter da equipa.

 

A Banco BIC - Carmim ataca agora a última prova da temporada, a Volta à Bulgária, no início de Setembro.

 

O Príncipe da Volta

 

Hugo Sabido pode ser o rei da Volta a Portugal deste ano, mas é Frodo Zarco a grande novidade. Estreante não só na competição como também no pelotão nacional, o jovem surpreendeu tudo e todos com uma estrondosa vitória na Senhora da Graça e a camisola amarela, que envergou até ao penúltimo dia.

 

Todo este mediatismo gerou uma onda de entusiasmo em redor do jovem Zarco. Com apenas 20 anos - cumpre 21 no dia 21 de Setembro - o ciclista da equipa mais antiga do pelotão torna-se a nova coqueluche do ciclismo nacional, colocando água na boca de todos aqueles que anseiam há décadas por um sucessor de Joaquim Agostinho.

 

E se é demasiado cedo para sabermos até onde pode ir Frodo Zarco, estas exibições acabam por alimentar expectativas. Frodo Zarco é um trepador, um homem de alta montanha, e demonstrou na Serra da Estrela que apesar dos seus 20 anos já consegue enfrentar homens bem mais experientes como Rui Sousa ou Hugo Sabido. Se, como será de esperar, evoluir as suas qualidades e apurar as suas características, é expectável que se torne numa das figuras do pelotão nacional muito em breve e, quem sabe, um dos principais nomes do pelotão internacional.

 

A vitória na Volta pode ter-lhe escapado e Hugo Sabido ser o rei da Volta após vários anos a rondar esse objectivo, mas esta Volta poderá ficar marcada como aquela em que nasceu uma nova figura no ciclismo nacional. O Príncipe da Volta: Frodo Zarco, "o Desejado".

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Ahah, também aqui foi por 4 segundos, não foram ciclistas é da mesma equipa.

 

Acaba por ser como tu dizes, soube a pouco. Ainda assim, um 2º na geral, uma etapa e camisola branca para o Frodo é excelente. Quase que dava para ganhar colectivamente também.

 

Bons reforços para a próxima temporada que te vão permitir controlar no pelotão bem melhor.

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Sim. Muita azia. Ainda olhei para as bonificações na última etapa enquanto o jogo carregava, mas não valia a pena, tinha de ganhar pelo menos duas, obrigando a equipa a puxar imenso durante toda a etapa. Paciência, para o ano já conto ter o Zarco com um upgrade jeitoso nos stats e a lutar directamente pela vitória.

Não ias puxar assim tanto quanto isso, depois tinhas mais de meia etapa pela frente para recuperação.

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No final acabou por ser por 8 segundos, o Sabido bonificou no sprint do último dia.

 

Tinha meia etapa mas havia um problema, que era meter a equipa toda a puxar pelo pelotão naquele início para queimar todas as tentativas de fuga. E pah sinceramente nem era justo, era o último dia e seria irrealista pa xuxu.

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E era pouco honrado. Fizeste bem, mantiveste a classe.

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O Tour do Rio Volta à Bulgária será a última corrida da temporada para o Banco BIC - Carmim. É uma prova algo afastada da rota das principais equipas europeias e portanto acaba por ser uma boa oportunidade para equipas mais modestas brilharem. A formação de Tavira até tem "nome" na corrida búlgara, sendo habitualmente uma das animadoras da prova, pelo que os que partem, partem com a obrigação de dignificar a camisola que vestem.

 

A prova é constituída por cinco etapas, sendo que apenas uma delas tem montanha e decidirá provavelmente o vencedor final. Frodo Zarco, a viver em estado de graça pela prestação na Volta a Portugal, e David Livramento são os principais candidatos da equipa a um bom lugar na classificação, ficando Bruno Sancho com a tarefa se conseguir bons resultados ao sprint.

 

Etapa 1

 

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O Tavira levou o objectivo de brilhar a peito e logo na primeira etapa lá estava um homem na fuga: Diogo Nunes. O jovem rolador trabalhou em conjunto com os colegas de fuga mas nunca pareceu provável que esta viesse a ter sucesso, acabando por ser em pelotão compacto que tudo se decidiria.

 

Aí, a vitória sorriu a Frank Pipp da Bissell Cycling. Bruno Sancho foi o sexto a cortar a linha de meta.

 

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David Nunes esteve em destaque

 

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Bruno Sancho em grande na luta pela vitória acabaria no top 10

 

 

Etapa 2

 

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Em nova etapa totalmente plana, o pelotão rolou tranquilo aproveitando para ver as belas paisagens da Bulgária. O final, esse, já foi bem mais complicado, com altas velocidades e muita luta dentro do pelotão para se conseguir uma boa colocação.

 

A equipa esteve brilhante na colocação de Bruno Sancho, conseguindo que o sprinter fosse lançado na roda do camisola amarela. Só que ninguém contou com o explosivo ataque de Maxim Razumov que saltou em grande ritmo do pelotão na aproximação do km final e, perante a desorganização dos comboios do pelotão, acabaria por vencer. Bruno Sancho fez um sprint fantástico e bateu todos os outros homens do pelotão... mas não alcançou Razumov.

 

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Pouca sorte para Bruno Sancho que viu a vitória negada por um ataque tardio de Razumov

 

 

Etapa 3

 

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Dia bonito para as decisões do Tour do Rio Volta à Bulgária. Era o dia para Frodo Zarco e David Livramento brilharem e tentarem "sacar" um grande resultado. A etapa é maioritariamente plana até pouco mais de 20 km do final, onde se inicia uma íngreme contagem de montanha com 8 km de extensão, seguida por 13 km de descida até à meta.

 

A equipa portuguesa optou por jogar em duas frentes; assim, e enquanto Frodo Zarco seguia bem colocado no pelotão, David Livramento integrou a fuga do dia, procurando aproveitar qualquer surpresa que surgisse. As equipas dos principais favoritos é que não estiveram complacentes e não quiseram deixar que a única etapa decisiva da corrida ficasse marcada pelo sucesso de uma fuga inesperada.

 

David Livramento, aliás, deixou de colaborar na fuga quando se percebeu que esta seria anulada em breve - e momentos antes de se começar a subir para a dita contagem de montanha, o pelotão ficou compacto.

 

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Apesar dos esforços produzidos, o quinteto de fugitivos que animou o dia não teve sucesso

 

As primeiras rampas da subida rondavam os 6% e o pelotão era liderado por equipas locais, que procuravam mandar em casa. Isso mudaria, como veremos.

 

A subida "a sério" começava a 6 km do alto, quando se atingissem pela primeira vez as primeiras rampas de 7 e 8 %. Os interessados na luta pela vitória começavam a fervilhar, tentando encontrar o melhor posicionamento e estudando as reacções dos outros corredores. Quem seria o primeiro a arriscar?

 

Não demorou muito a acontecer.

 

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Ataque de Frodo Zarco!

 

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O português a "esticar" o que restava do pelotão

 

Foi mesmo Frodo Zarco o primeiro a arrancar. Um ataque explosivo numa rampa de 7 % de inclinação a 5 km do alto, com resposta pronta de um adversário que não conseguiu, porém, manter o ritmo. Surgiu um espaço que foi crescendo e o homem da Banco BIC - Carmim afastou-se do grupo dos favoritos.

 

A diferença a 3 km do alto era de 20 segundos para os perseguidores e o ritmo mantinha-se constante, pelo que parecia provável que Frodo fosse em busca da vitória; só que lá atrás surgiram novos ataques, e um duo saltou na perseguição, composto por Ivan Rovny e Daniel Ricardo Diaz. Os dois galgaram o espaço até Frodo Zarco e passaram por ele, deixando o português atónito. Talvez tenha atacado cedo demais?

 

Apesar de ser apenas uma 2ª categoria, a montanha era dura e as rampas de 8 % mantinham-se até ao final da subida. As diferenças eram curtas: o duo da frente tinha 15 segundos para Frodo Zarco, que por sua vez era perseguido por Arredondo Moreno mais ou menos pela mesma margem.

 

A descida de 13 km até final beneficiava os perseguidores e, assim, Frodo Zarco e Arredondo Moreno teriam a possibilidade de se reagruparem aos dois fugitivos.

 

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Frodo Zarco em tenaz perseguição aos líderes

 

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As diferenças eram curtas e permitiram a formação de um quarteto para a discussão da etapa

 

Os quatro homens mais fortes do pelotão organizaram-se para alcançarem a meta sozinhos, apesar da perseguição desesperada de outros homens lá atrás.

 

A descida foi feita a alta velocidade e só o último km era relativamente plano. Dos quatro, Ivan Rovny seria provavelmente o melhor finalizador e foi ficando estrategicamente para a traseira do grupo, de onde poderia lançar o ataque final.

 

O grupo era liderado por Diaz, seguido por Frodo Zarco. O argentino lançou então o sprint final. Frodo Zarco arrancou também.

 

Quem venceria?

 

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Sprint lançado pela vitória

 

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Rovny foi mesmo o mais forte

 

Não foi grande surpresa. Ivan Rovny era o melhor finalizador e confirmou-o; Frodo Zarco saltou da roda de Diaz e ainda tentou acompanhar Rovny, mas nunca lhe conseguiu sair da roda, muito menos ultrapassar.

 

Rovny tornava-se assim o líder da corrida, seguido de perto por Frodo Zarco. Destaque para a liderança de Frodo Zarco na classificação da juventude e para a presença de David Livramento no top 10.

 

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Etapa 4

 

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Pelo perfil da etapa, este seria o melhor dia para uma fuga funcionar. O Tavira não quis facilitar e colocou um homem nessa fuga. Valter Pereira esteve em bom plano, contribuindo para o avolumar da vantagem em relação ao pelotão.

 

As equipas dos sprinters, depois de se assegurarem que os seus finalizadores passaram a montanha, lançaram-se na perseguição e quase conseguiram anular a fuga. Quase, pois alcançaram a fuga mas não conseguiram impedir que fossem os fugitivos a discutir a etapa.

 

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Valter Pereira na fuga do dia

 

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O sprint não lhe correu bem e foi o último dos fugitivos

 

 

Etapa 5

 

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Para o último dia estava reservada uma valente chuvada que levou ao pânico os corredores. Felizmente tudo correu bem, não houve quedas de maior e o sprint final acabaria por ser disputado sem contratempos.

 

Frodo Zarco chegou bem colocado no pelotão por forma a evitar quedas e finalizou a prova com uma 2ª posição na classificação final. Um grande resultado para a equipa, que foi a melhor na classificação colectiva.

 

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Banco BIC - Carmim fecha plantel para a nova temporada

 

A formação de Tavira anunciou a sua última contratação para a temporada 2014. Depois das apresentações de José Mendes, Ricardo Vilela e Bruno Lima, foi agora revelada a contratação do suíço Thomas Frei, ciclista que estava livre após cumprir suspensão por doping.

 

O ciclista suíço, 29 anos, foi campeão junior suíço em 2002 e venceu o campeonato do mundo de Mountain Bike sub23 em 2006, tendo-se depois fixado definitivamente no ciclismo de estrada. Correu em equipas World Tour como a Astana e a BMC até ser suspenso por testar EPO num controlo em 2010.

 

Depois de terminar a pena de dois anos de suspensão em 2012, o suíço esteve ano e meio sem equipa até ser agora revelada a sua contratação pelos algarvios, sendo de esperar que Thomas Frei use esta oportunidade para relançar a sua carreira em moldes mais limpos.

 

Fontes da equipa algarvia indicam que as verbas adicionais para esta contratação foram desbloqueadas após as boas prestações da equipa na Volta a Portugal e na Volta à Bulgária, tendo esta contratação sido considerada fulcral para adicionar competitividade à equipa. O suíço é tido como um bom contra-relogista que se desembaraça bem na montanha, polivalência essa que será bem vinda na equipa de Vidal Fitas.

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Estou a gostar muito de acompanhar :compinchas: Até agora, a Banco Bic tem estado muito bem :handclap:

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Bom reforço o Frei. Excelente temporada do Zarco, que está a tomar o gostos aos segundos lugares. :mrgreen:

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Vocês são cruéis. O puto tem 20 anos e faz resultados destes e ainda gozam com ele :(

 

Estou a avançar rumo à nova temporada. Em jeito de balanço, a primeira época foi positiva mesmo tendo em conta que só conseguimos uma vitória, precisamente do Frodo Zarco na Volta a Portugal. De resto foram vários os lugares de honra, em especial dos sprinters, e os pódios, destacando-se claro o miúdo nas Voltas a Portugal e à Bulgária, e Henrique Casimiro no Troféu Joaquim Agostinho.

 

A nível dos objectivos mais importantes (relembrando: conquistar a camisola da montanha nas Voltas a Algarve e Alentejo; top 10 na Volta a Asturias; top 5 no Troféu Joaquim Agostinho; vitória de etapa na Volta a Portugal) cumpriu-se a maior parte, ficando a faltar apenas a camisola de montanha no Alentejo. Com isso recebemos um aumento porreiro na massa salarial, de cerca de 25 mil para perto de 42 mil euros mensais. Tendo em conta que saíram três ciclistas que acabaram contrato (Tomas Swift Metcalfe, João Pereira e João Rodrigues), descontando os seus salários desses 25 mil, havia um plafond de 22 mil euros para distribuir pelos reforços de forma a ficar dentro dos 42 mil. Os vencimentos mensais conjuntos de José Mendes, Ricardo Vilela, Ruben Lima e Thomas Frei ficaram dentro desse plafond - à justa, mas dentro :mrgreen:

 

Na próxima época, com mais gente capaz de obter resultados, e com este aumento no investimento, será de esperar que os objectivos sejam mais complexos. O objectivo principal será a Volta, claro, mas todos terão pelo menos um objectivo secundário a cumprir na primeira fase da época. Até já sei qual será o do Frodo Zarco e é uma corrida que se adequa às suas características.

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Bem, esta fase do jogo é rapidíssima, é só passar os dias e entretanto já vou na nova temporada.

 

Para fechar a porta à temporada 2013 em definitivo, deixo um breve resumo do que se passou após a Volta a Portugal em spoiler, para quem for curioso e quiser seguir a história extra-Frodo Zarco neste universo alternativo.

 

 

A principal competição após a Volta foi, definitivamente, a Vuelta. Aí convergiram uma série de ciclistas de topo dispostos a "salvar" a época, entre os quais Alberto Contador, Joaquin Rodriguez e Alejandro Valverde. Também Rui Costa, inesperadamente, marcou presença.

 

A prova tinha imensa montanha e isso acabou por ser decisivo em prol de Joaquin Rodriguez, ele que perseguia uma vitória numa grande volta à imenso tempo. Alejandro Valverde foi o seu maior adversário e Samuel Sanchez roubou o pódio a Alberto Contador, novamente em má forma. Destaque para a brilhante prestação de Rui Costa.

 

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Depois da Vuelta, os Mundiais. O principal favorito para a prova de contra-relógio era o campeão do mundo Tony Martin, o que ninguém contou foi com o regresso do rei Fabian Cancellara a reivindicar o seu trono e a assumir-se campeão mundial pela quinta vez. Atenção à presença no pódio de Adriano Malori, vencedor do prólogo e do contra-relógio na Volta a Portugal.

 

Rui Costa foi o representante nacional e ficou em 14º lugar.

 

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Na prova de estrada não perguntem como, pois não fiz a corrida já que o Frodo Zarco não participava nela, mas o vencedor foi o Fabian Wegmann da Garmin - Sharp. Rui Costa foi novamente o melhor elemento da comitiva lusa, fazendo 12º registo.

 

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Nas restantes provas World Tour, Samuel Sanchez venceu "Il Lombardia"; Arnaud Demaré conquistou o GP Ouest France - Plouay; e nas clássicas canadianas no Québec e Montréal, Simon Gerrans e Filippo Pozzato dominaram a concorrência.

 

 

Houve pouca dança de patrocinadores na passagem de 2013 para 2014. A principal novidade acabou por ser a manutenção da Euskaltel - Euskadi por pelo menos mais um ano, ao contrário do que aconteceu na realidade.

 

No que respeita aos ciclistas, deixo em spoiler mais informações para quem quiser inteirar-se melhor das mexidas nesta história.

 

 

No mercado de ciclistas, o processo mais polémico foi a saída de Bradley Wiggins da Sky para ingressar na Omega Pharma onde volta a encontrar Mark Cavendish. Entre as outras mudanças relevantes, destaque para a transferência de Sergio Henao para a Movistar, onde será gregário do seu compatriota Nairo Quintana. Alberto Contador acolhe Lars Boom na Saxo Tinkoff, Marcel Kittel vai sprintar para a Garmin - Sharp, Damiano Cunego abandona a Lampre após vários anos para reforçar a Vini Fantini e Adriano Malori faz o mesmo mas para reforçar a Team Europcar.

 

A novidade no que respeita aos portugueses é a continuidade de Rui Costa na Movistar. Outra surpresa foi a mudança de Tiago Machado para a Vini Fantini, onde terá a companhia de Damiano Cunego e provavelmente espaço que nunca teve na RadioShack.

 

No pelotão nacional, a saída de Hernâni Brôco da Efapel para reforçar os rivais LA - Antarte aqueceu o defeso em Portugal. Não houve muito mais para destacar, excepto algumas contratações: a Louletano - Dunas Douradas trouxe o jovem trepador basco de 24 anos Mikel Bizkarra Etxegibel; e a Onda contratou dois homens para a montanha, o espanhol David Gutierrez Gutierrez e o sul-africano Dennis Van Niekerk que serão fulcrais para ajudar o seu líder Daniel Silva.

 

 

Avançando rapidamente para 2014, com o aumento orçamental surgiram novos e mais interessantes objectivos do que as camisolas de montanha do ano passado. Alguns objectivos são, no entanto, irrealistas, como o pódio que os angolanos que patrocinam a equipa de Tavira exigem na Volta ao Algarve...

 

Os restantes objectivos mais importantes estão no entanto ao nosso alcance. A saber: top10 em várias corridas espanholas como a Vuelta Ciclista a Murcia, a Vuelta a Castilla y León, o Gran Premio Miguel Indurain; top5 na Vuelta a la Comunidade de Madrid e Vuelta Asturias; e nas corridas portuguesas com a exigência de top5 na Volta ao Alentejo e no Trofeu Joaquim Agostinho; na Volta a Portugal, grande objectivo da temporada, pedem-nos um pódio, o mesmo que na Volta ao Algarve [Nota: Há mais objectivos, mas que são irrealistas para a história por serem em provas completamente descontextualizadas. Decidi ignorar essas e centrar-me nestas que me parecem mais realistas].

 

Tendo em conta os percursos e os objectivos, montei uma planificação onde cada homem terá dois grupos de objectivos na temporada: objectivo A + Volta a Portugal, sendo que em cada grupo de objectivos estarão dois ciclistas principais. Para quem quiser, em spoiler:

 

 

- José Mendes entra em acção em Fevereiro, competindo para tentar a "missão impossível" de ir ao pódio na Volta ao Algarve. O percurso é perfeito para ele, apenas uma etapa com final inclinado e um contra-relógio longo, mas se ficar no top10 já é bastante bom; depois irá "arrastar" a sua forma até à Volta a Murcia, que se disputa no início de Março. O suíço Thomas Frei tem o mesmo calendário, se bem que não estou certo de ele ir à Volta e estou a pensar nele mais para o Tour do Rio Volta à Bulgária e Tour of Britain no final da época.

 

- Ricardo Vilela será apontado ao mês de Abril, correndo o Gran Premio Miguel Indurain (finais de Março), Vuelta a la Rioja, Klasika Primavera, Vuelta a Castilla y León e o Tour de Santa Catarina Volta às Terras de Santa Maria, onde em boa forma será certamente capaz do top10 na Vuelta a Castilla y León. Henrique Casimiro será o seu acompanhante.

 

- Bruno Lima e Bruno Sancho, os sprinters, estarão em grande forma para "sacarem" vitórias na Volta ao Alentejo e, de caminho, o top5 que os patrocinadores exigem.

 

- Por fim, Frodo Zarco e David Livramento começam a temporada em Fevereiro na Volta ao Algarve e participarão em várias provas mas sem objectivos definidos. Esses surgem em Maio: na Vuelta a la Comunidad de Madrid, clássica com um final duríssimo no Puerto de la Morcuera e que conta com vencedores do calibre de Rui Costa, Sergio Pardilla ou Javier Moreno; e uma semana depois na Vuelta Asturias, corrida de calibre 2.1 (o mesmo da Volta a Portugal) com duas etapas, ambas repletas de montanha. O objectivo imposto pelo patrocinador é o top5 nesta última prova, mas, dependendo da lista de participantes, a equipa até acredita no pódio.

 

 

Penso que nada mais há a acrescentar. Deixo a lista de provas em que Frodo Zarco marca presença ao longo de 2014.

 

Fevereiro

Trofeu Migjorn Prova de Abertura - Portugal (1.2)

Volta ao Algarve - Portugal (2.1)

 

Março

Vuelta Ciclista a Murcia - Espanha (1.1)

Gran Premio Miguel Indurain - Espanha (1.1)

Vuelta Ciclista a la Rioja - Espanha (1.1)

 

Abril

Tour de Santa Catarina Volta às Terras de Santa Maria - Portugal (2.2)

 

Maio

Vuelta a la Comunidad de Madrid - Espanha (1.1)

Vuelta Asturias - Espanha (2.1)

 

Junho

Campeonatos Nacionais - Prova de Estrada

 

Julho

Troféu Joaquim Agostinho - Portugal (2.2)

Prueba Villafranca Ordiziako Klasika - Espanha (1.1)

Circuito de Getxo - Espanha (1.1)

 

Agosto

Volta a Portugal Liberty Seguros - Portugal (2.1)

GP Banca di Legnano Circuito Nafarros - Portugal (Critério)

 

Setembro

Tour of Britain - Grã-Bretanha (2.1)

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O Zarco vai repetir o feito do Rui na Vuelta a Comunidad de Madrid! :p

Muito bom apanhado da temporada e também creio que não referenciaste vencedores do Giro e do Tour.

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Pois não, era suposto que até à Volta a Portugal a história fosse a que aconteceu na realidade. O que no fundo acaba por ser o mesmo, visto que no jogo também foram Nibali e Froome a vencer Giro e Tour. Se o Rodriguez ganha a Vuelta na realidade, depois de a Volta também ter sido decidida por 4 segundos tal como na realidade... :mrgreen:

 

Estive sem cá vir uns dias e avancei bem no jogo. Tenho vários meses para postar (ch*pa Mesquita!).

 

Volta ao Algarve e Volta Ciclista a Murcia

 

A temporada começou portanto em Fevereiro. Frodo Zarco marcou presença na Volta ao Algarve, tal como era suposto, e tal como previsto não estava em condições de lutar pelos primeiros lugares. Procurou, acima de tudo, estar lá para apoiar José Mendes, o líder da formação algarvia para esta prova. O objectivo, relembre-se, era o top10 - apesar de o patrocinador exigir um pódio, o que só merece um manguito como resposta.

 

A prova decorreu sem grandes novidades com as cores do Tavira sempre em destaque em fugas. A decisão da corrida decorre em apenas dois dias: a etapa com final no Alto do Malhão e o contra-relógio do dia seguinte. A etapa do Alto do Malhão voltou a ser dura, as equipas mais fortes a imporem ritmo o tempo todo e com isso foi um grupo já restrito a chegar ao início da subida final - Frodo Zarco, José Mendes e Thomas Frei estavam lá.

 

Com o apoio dos colegas, José Mendes estava bem posicionado no momento decisivo e fez uma óptima subida. Não conseguiu, é certo, chegar com o primeiro grupo, mas fez 9º lugar na etapa atrás de gente como Jelle Vanendert, Tom Jelte Slagter, Mauro Santambrogio, Thibaut Pinot, Tejay Van Garderen ou Moreno Moser. A etapa foi vencida por Marco Marcato - sim, eu fiz a mesma cara de surpresa. Frodo Zarco foi 15º, tendo chegado imediatamente atrás de Peter Velits, Samuel Sanchez, Vincenzo Nibali e Tiago Machado.

 

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José Mendes já nos metros finais da Etapa 3 da Volta ao Algarve; ao fundo Marcato e Moser em luta pela vitória

 

Isto permitiu ao José Mendes entrar no contra-relógio com elevadas probabilidades de manter o top10 - e ele confirmou-o no dia seguinte fazendo 12º lugar (a 32'' do vencedor Taylor Phinney), assegurando então o 8º lugar na classificação geral a 52'' de Moreno Moser da Astana - Vincenzo Nibali também da Astana e Peter Velits da Belkin completaram o pódio. Frodo Zarco acabou por ficar fora do top20 após um mau contra-relógio.

 

O jovem José Mendes chegou a esta corrida em boa forma e portanto comportou-se dentro do esperado. Talvez pudesse ter conseguido mais na etapa do Alto do Malhão, porém falta-lhe alguma explosividade e não conseguiu acompanhar o grupo principal num final muito rápido.

 

Duas semanas depois, em Murcia, José Mendes voltou a estar em destaque com um 7º lugar na Vuelta Ciclista a Murcia, disputada em apenas uma etapa. Apesar de novamente bem colocado, falhou no momento final quando Tom Dumoulin lançou um ataque demolidor e não o conseguiu acompanhar. O top10 era objectivo do patrocinador, pelo que o resultado satisfez a equipa.

 

Volta ao Alentejo, Gran Premio Miguel Indurain, Vuelta a Castilla y León e Tour de Santa Catarina Volta às Terras de Santa Maria

 

Ainda durante o mês de Março, a equipa disputou a Alentejana, prova de cinco dias praticamente plana e onde, portanto, o Banco BIC - Carmim apresentou uma equipa para os seus sprinters Bruno Lima e Bruno Sancho. As primeiras duas etapas foram para esquecer, a terceira sorriu a uma fuga. Na quarta etapa finalmente apareceu a equipa algarvia com ambos os sprinters a fazerem pódio, embora nenhum a vencer!

 

Na quinta etapa, do tudo ou nada, o Tavira fez a perseguição e organizou um comboio. A ideia era que Bruno Sancho lançasse Bruno Lima, mas o final era traiçoeiro e Bruno Lima ficou mal colocado no pelotão. Assim foi Bruno Sancho a sprintar e a vencer, a primeira da equipa em 2014. Mais tarde a vitória perderia o sabor quando se percebeu que Bruno Lima ainda foi a tempo de fazer 4º lugar e, não fosse Bruno Sancho a pontuar, teria conseguido a bonificação necessária para ficar em 5º lugar na corrida - e o objectivo do patrocinador era precisamente o top5...

 

Quanto aos patrocinadores não sei, mas a equipa Tavira valoriza mais uma vitória de etapa que um 5º lugar em vez de uma 6ª posição. Que percebem eles de ciclismo? Eles que se dediquem ao que fazem melhor - aka meter dinheiro na equipa :mrgreen:

 

O Gran Premio Miguel Indurain correu extremamente mal. Ricardo Vilela sem ritmo, más opções... nada bom. No dia seguinte, na Vuelta Ciclista a la Rioja, Bruno Lima conseguiu ao sprint um positivo 5º lugar.

 

Ricardo Vilela já chegou melhor à Vuelta a Castilla y León. Sendo um corredor completo que rola bem tanto no plano como na média montanha, adaptou-se bem à corrida e defendeu-se o melhor que pôde: ninguém o viu a atacar ou a responder a ataques, mas soube sempre estar bem colocado e seguir a roda certa para se manter entre os melhores. No final "sacou" um 8º lugar que satisfez equipa e patrocinadores, numa corrida ganha por David de la Cruz Melgarejo da NetApp e onde Arkaitz Durán Aroca, da Efapel, foi 2º classificado. Como bónus, José Mendes foi 10º classificado, isto apesar de se ter apresentado num momento de forma bastante precário.

 

O que se segue

 

Estamos agora em inícios de Maio. Seguem-se duas corridas: Vuelta a la Comunidad de Madrid e Vuelta Asturias. Frodo Zarco vai agora entrar em acção após uns primeiros três/quatro meses a apurar a forma e a ganhar ritmo. São ambas competições que se adequam ao seu estilo de corrida, com muita montanha, e portanto as expectativas são elevadas.

 

Depois destas provas inicia-se um longo período quase sem competição, apenas pontuado com provas menores. Em finais de Junho há campeonatos nacionais e em Julho temos o Troféu Joaquim Agostinho. Por essa altura já a equipa estará perto do seu melhor momento para depois se atacar a Volta a Portugal.

 

Quanto às principais corridas:

 

 

Mark Cavendish limpou o Milano - San Remo.

 

A BMC venceu ambas as principais clássicas de pavé: Philippe Gilbert no Ronde van Vlaanderen (ou Tour of Flanders) e Alessandro Ballan no Paris - Roubaix, e em ambas Tom Boonen foi 2º classificado.

 

Peter Sagan entrou em grande nas Ardenas vencendo a Amstel Gold Race, mas Philippe Gilbert vingou-se ao ser o mais rápido no Mur de Huy para celebrar a vitória na La Flèche Wallone. De forma surpreendente, Arthur Vichot venceu a Liège - Bastogne - Liège, o primeiro francês desde que Bernard Hinault lá venceu em 1980, há longos 34 anos.

 

A nível das provas por etapas, tudo começou em Janeiro no Tour Down Under com vitória de Rohan Dennis da Sky. Em Março, no sul de França, Simon Spilak foi o melhor no Paris - Nice, à frente de um rejuvenescido Damiano Cunego da Vini Fantini e Pierre Rolland. Quase ao mesmo tempo na Itália, Thomas Lofqvist bateu Rui Costa no Tirreno - Adriático. Na Catalunha assistiu-se à consagração de Thomas Voeckler e no País Basco foi tempo do primeiro round do duelo entre os pesos-pesados do ciclismo actual: o vencedor do Tour de France, Chris Froome, venceu a corrida, derrotando os vencedores do Giro d'Italia e da Vuelta a España, Vincenzo Nibali e Joaquin Rodriguez. Alejandro Valverde foi quarto e Richie Porte quinto. De Alberto Contador, até ao momento, nem sinal...

 

 

:cool:

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