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Mayday

Porque continuamos a não consumir Cultura? Falta de Educação e dinheiro

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Falta só mencionar o maior reaccionário da boa Politica Cultural deste País.

 

Ele nunca gostou muito dessa coisa da Cultura. E pior ficou quando o Mário Viegas lhe escreveu e dedicou o

. A Força da imagem do Mário envergonhou bastante o Cavaco tanto assim que ele sempre que pode manda uma bicada à Cultura, ao Teatro e em especial à Barraca. Veja-se o que estão a fazer agora à companhia.

 

Já quando ele era primeiro ministro e a Barraca foi expulsa da sua primeira sede no largo do Rato e depois de muita luta a Câmara de Lisboa se comprometeu a dar um espaço à Companhia o PSD foi o único a opor-se e a dificultar a entrega do antigo Cinearte que estava devoluto e em estado de degradação.

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Eu normalmente não costumo postar neste forúm. Costumo apenas vir aqui diariamente e ler um ou dois posts. Mas gostava de deixar a minha opinião. O que é essa cultura de que falam? É o que é mais "chique", mais popular, ou apenas algo que algumas pessoas que não partilham os gostos da maioria querem impôr?.

Vou partir do príncipio que a tal cultura seja aquela "coisa secante" que os adolescentes, que se auto-consideram "rebeldes", acham que é uma só para os velhotes.

No artigo refere "Vamos menos ao cinema, quase não vamos a bibliotecas públicas nem visitamos museus. A espectáculos de teatro, dança ou ópera vamos muito pouco; só a concertos, de vez em quando." Sinceramente não entendo desde quando é que a população jovem vais a tal "coisa" como um museu, ópera ou de música. Aliás atrevo-me a dizer que 99% nunca pôs lá os pés. Não os censuro.Aceito que se diga que mtvs, internet, televisão influenciem grande parte da população a nível de gostos. Aceito que os tempos tenham mudado e isso não esta na "moda".Agora quem realmente gosta não se deixa influenciar por essa "moda". Também não se pode dizer, salvo algumas exceções, que é por causa de dinheiro. Hoje um concerto é praticamente acessível a qualquer pessoa, há bilhetes que custam 5 euros, outros 10 e também há aqueles mais caros. E porque raio se há-de investir na cultura, se a geração atual não se "identifica" com ela. Se não partilham os mesmos gostos que os outros problema vosso.

Agora que estou na última frase, não me identifico com o que escrevi pois me encontra nessa tal minoria e sinto-me prejudicado.

Peço desculpa se ofendi algum leitor, e se tiver dito algo que não corresponde à realidade.

 

Cultura não é gostar de X ou Y.

 

Um concerto com 10 pessoas continua a ser cultura

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Cultura não é gostar de X ou Y.

 

Um concerto com 10 pessoas continua a ser cultura

O problema é que pode não ter condições de se realizar e olha que até gosto de ir a eventos com poucas pessoas sempre é mais familiar e pode-se tirar mais proveito.

E assim qualquer evento por mais detestável que seja é considerado cultura.

Editado por jpgm

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Cultura não é gostar de X ou Y.

 

Um concerto com 10 pessoas continua a ser cultura

 

Aprender também fará parte da cultura, nem que seja de maneira indirecta. Aprender a tocar um instrumento ou até fazer teatro amador, etc. Até podes acabar por contribuir para a cultura, passar essa "mensagem" aos outros e obviamente que ao aprenderes algo irás perceber mais e melhor alguma parte da cultura.

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Aprender também fará parte da cultura, nem que seja de maneira indirecta. Aprender a tocar um instrumento ou até fazer teatro amador, etc. Até podes acabar por contribuir para a cultura, passar essa "mensagem" aos outros e obviamente que ao aprenderes algo irás perceber mais e melhor alguma parte da cultura.

 

Exacto.

 

O governo não tem de gastar dinheiro a fazer X ou Y.

 

Tem de gastar dinheiro a permitir que todos que possam dar o seu contributo à cultura tenham o mesmo número de oportunidades para fazer X ou Y

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E porque raio se há-de investir na cultura

 

Só mesmo quem não percebe um crl do que está a falar é que manda uma posta destas. A cultura (e quando falo de cultura, não estou a falar da Casa dos Degredos, dos One Direction ou dos livros da Margarida Rebelo Pinto) é importantíssima numa sociedade que se quer democrata, educada, informada e consciente. E isso é muito mais do que uma questão de gostos ou elitismos.

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As peças que me suscitam interesse ou espectáculos têm sempre esses preços. A mais barata que me lembro de ver era 12€ por pessoa o que continua a ser um rombo se considerarmos todas as outras despesas. E eu até nem me posso queixar, como fundado de um projecto de divulgação de arte e cultura, até tenho acesso facilitado. Mas sei que o que estão aqui a dizer que o pessoal quer é bebida e droga, isso é generalizar ao mais alto nível. Há publico, o publico (familia) não pode é gastar 30-40-50€ num espectáculo seja ele qual for nesta altura (quer dizer, neste momento temos uma classe média-pobre e uma média-rica, como pertenço à primeira mas vejo ai muito boa gente a pertencer à segunda), isso são quase 10% do ordenado da média nacional a ir embora em 90 minutos.

Neste momento em Lisboa só conheço dois espaços que não têm descontos variados ou que mesmo com descontos são caros, a Cornucópia (se não me engano) e o Politeama (pelo menos sempre que mostrei interesse me disseram que não).

 

É claro que os preços são fixados a esse valor, mas depois basta perguntares se tem desconto. Terão certamente.

 

E se tens esse estatuto (acho que abrange), podes ver um espectáculo no Teatro Nacional D.Maria II ás Quartas e ao Domingo por 1€. Não te queixes :lol:

 

Fora de Lisboa realmente não sei.

 

Eu normalmente não costumo postar neste forúm. Costumo apenas vir aqui diariamente e ler um ou dois posts. Mas gostava de deixar a minha opinião. O que é essa cultura de que falam? É o que é mais "chique", mais popular, ou apenas algo que algumas pessoas que não partilham os gostos da maioria querem impôr?. Vou partir do príncipio que a tal cultura seja aquela "coisa secante" que os adolescentes, que se auto-consideram "rebeldes", acham que é uma só para os velhotes.No artigo refere "Vamos menos ao cinema, quase não vamos a bibliotecas públicas nem visitamos museus. A espectáculos de teatro, dança ou ópera vamos muito pouco; só a concertos, de vez em quando." Sinceramente não entendo desde quando é que a população jovem vais a tal "coisa" como um museu, ópera ou de música. Aliás atrevo-me a dizer que 99% nunca pôs lá os pés. Não os censuro.Aceito que se diga que mtvs, internet, televisão influenciem grande parte da população a nível de gostos. Aceito que os tempos tenham mudado e isso não esta na "moda".Agora quem realmente gosta não se deixa influenciar por essa "moda". Também não se pode dizer, salvo algumas exceções, que é por causa de dinheiro. Hoje um concerto é praticamente acessível a qualquer pessoa, há bilhetes que custam 5 euros, outros 10 e também há aqueles mais caros. E porque raio se há-de investir na cultura, se a geração atual não se "identifica" com ela. Se não partilham os mesmos gostos que os outros problema vosso. Agora que estou na última frase, não me identifico com o que escrevi pois me encontra nessa tal minoria e sinto-me prejudicado.Peço desculpa se ofendi algum leitor, e se tiver dito algo que não corresponde à realidade.

:estrelas:

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há muita mentalidade de fast-food, mas com tecnologia, daí haver menos intenção de ir à procura de centros que proporcionem "cultura". Ler livro impede de jogar no telemóvel, mandar mensagens, etc. Ir a um teatro impede de ficar em casa a ver TV ou sair e beber num bar. Ir a uma galeria ou museu é demasiado inoportuno quando se pode ficar em casa a surfar a internet.

 

quantos daqui foram a uma exposição de Arte nos últimos 2 meses? Quantos foram a um concerto? Quantos foram ao cinema, a um teatro ou evento?

Agora imaginem num país de 10 milhões, numa sociedade algo manca, que ignora a informação óbvia que há, que não procura sequer outro entretenimento e fica-se pelo lodo básico, simples e fácil.

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Se o povo não consome cultura querem obriga-lo a tal?

Sabes o que significará um Povo que não consuma Cultura?

 

E ninguém obriga ninguém. Não é esse o sentido mas o post do Peplin mais acima acho que responde a isso.

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Só mesmo quem não percebe um crl do que está a falar é que manda uma posta destas. A cultura (e quando falo de cultura, não estou a falar da Casa dos Degredos, dos One Direction ou dos livros da Margarida Rebelo Pinto) é importantíssima numa sociedade que se quer democrata, educada, informada e consciente. E isso é muito mais do que uma questão de gostos ou elitismos.

 

Até aceitava essa opinião se não fosse a tua primeira frase, em que retiraste uma frase fora do contexto. Eu próprio defini cultura como algo totalmente diferente da casa dos segredos ou one diretion, apesar de não ter feito da melhor maneira. Por acaso estou envolvidos em eventos culturais. E também disse que gostava que os gostos fossem diferentes, só te digo que os lucros não são os mesmos e é disso que é feita a economia, e consegue-se ver ao longe que bandas como one diretion são apenas baseados em marketing.

E já agora faz lá um inquérito à população jovesm a perguntar se deviam deixar de investir em ópera e música clássica. Acho que já se sabe qual é a opinião, mas há quem as prefira tal como eu, mas infelizmente não me posso por à frente dos outros e dizer o que eles devem ou não ouvir. E em tempos de crise é normal que se cortem apoios a projetos como a casa da música ou grupo A Barraca quando estes têm quedas de audiência. Não só porque falta dinheiro mas porque faltam espetadores. Se é algo que me entristece é, mas que posso fazer para mudar.

Editado por jpgm

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O que não falta por aí é acesso a cultura barato e a bons preços. Tudo bem que cada vez os rendimentos são mais escassos, mas isso não é desculpa para tudo. Fazer um cartão na biblioteca municipal e alugar livros é grátis; se se souber procurar, encontra-se peças de teatro a preços acessíveis; muitas exposições são de acesso gratuito, tal como muitos museus. O que não falta é escolha, há é que ter vontade para tal.

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O que não falta por aí é acesso a cultura barato e a bons preços. Tudo bem que cada vez os rendimentos são mais escassos, mas isso não é desculpa para tudo. Fazer um cartão na biblioteca municipal e alugar livros é grátis; se se souber procurar, encontra-se peças de teatro a preços acessíveis; muitas exposições são de acesso gratuito, tal como muitos museus. O que não falta é escolha, há é que ter vontade para tal.

 

a Educação é bastante importante.

tirei um curso de Artes e asseguro-te que metade dos alunos do curso não iam a exposições.

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Até aceitava essa opinião se não fosse a tua primeira frase, em que retiraste uma frase fora do contexto. Eu próprio defini cultura como algo totalmente diferente da casa dos segredos ou one diretion, apesar de não ter feito da melhor maneira. Por acaso estou envolvidos em eventos culturais. E também disse que gostava que os gostos fossem diferentes, só te digo que os lucros não são os mesmos e é disso que é feita a economia, e consegue-se ver ao longe que bandas como one diretion são apenas baseados em marketing.

E já agora faz lá um inquérito à população jovesm a perguntar se deviam deixar de investir em ópera e música clássica. Acho que já se sabe qual é a opinião, mas há quem as prefira tal como eu, mas infelizmente não me posso por à frente dos outros e dizer o que eles devem ou não ouvir. E em tempos de crise é normal que se cortem apoios a projetos como a casa da música ou grupo A Barraca quando estes têm quedas de audiência. Não só porque falta dinheiro mas porque faltam espetadores. Se é algo que me entristece é, mas que posso fazer para mudar.

A Barraca é das poucas companhias e para não arriscar dizer a única que tem um projecto de Educação onde forma não só actores, mas profissionais de teatro de forma totalmente gratuita. Tomara muitas escolas de Teatro terem a qualidade de ensino daquela. É das poucas companhias ou seria se ainda deixassem que levava Teatro ás províncias e a que mais faz a ligação entre os Povos Lusófonos. Quedas de audiência? É normal. Mas repara o Diogo Infante meteu o Teatro Nacional D.Maria com um taxa de audiência a rondar os 85% por época e despediram-no. Os cortes à Barraca têm a ver com outra coisa que eu já mencionei noutro tópico, infelizmente.

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O nosso problema está nos incentivos que recebemos para sermos parte do património cultural que está ao nosso dispôr. Vivemos num país cuja população convém ser alfabetizada, mas ignorante. O investimento, por parte dos Governos, na estupidificação do país é muitas vezes superior àquele feito na cultura.

Continuamos a viver numa nação com 2 cidades, algumas vilas e um imenso deserto. Continuamos a viver num estado regido pelo compadrio e corrupção. Continuamos a ter uma sociedade hipócrita, pronta para criticar o próximo e queixar-se de tudo e mais alguma coisa, e sem nenhum sentido auto-crítico. Continuamos vassalos dos interesses das grandes empresas e lobbies, cujas sustentabilidades económicas dependem da estupidez do cidadão-consumidor.

 

Não é falta de vontade, tempo ou dinheiro. É falta de condições de vida!

Editado por Derlis Gonzalez

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Guest Dpitz

Sabes o que significará um Povo que não consuma Cultura?

 

E ninguém obriga ninguém. Não é esse o sentido mas o post do Peplin mais acima acho que responde a isso.

Reputei sem querer.

E tb concordo com isso da estupidificacao do povo, que foi referido jo post anterior ao que faco agora

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O grande problema, a meu ver, está na indústria mediática portuguesa. Ou melhor, na indústria mediática americana, que domina essa indústria a nível mundial e controla o consumo mediático da maior parte dos países (exclui-se Africa e alguns países dos restantes continentes, como a Índia). A cultura que se tem acesso nos meios de comunicação é, na sua grande maioria, essa tal cultura dos One Direction e Casa dos Degredos, que já aqui falaram. Se a maior parte das pessoas apenas tem acesso a esse tipo de cultura, nos vários tipos de media com que contactam, de onde é suposto retirarem interesse numa cultura mais elitista? Hoje vê-se e ouve-se aquilo que a indústria americana produz, por vezes com adaptações à nossa cultura, outras na sua forma original. Além da falta de intelectualidade dessa "cultura mediática americana", levanta-se outro probelma: onde fica a cultura portuguesa?

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O que não falta por aí é acesso a cultura barato e a bons preços. Tudo bem que cada vez os rendimentos são mais escassos, mas isso não é desculpa para tudo. Fazer um cartão na biblioteca municipal e alugar livros é grátis; se se souber procurar, encontra-se peças de teatro a preços acessíveis; muitas exposições são de acesso gratuito, tal como muitos museus. O que não falta é escolha, há é que ter vontade para tal.

Concordo inteiramente com isto. O acesso à cultura não está assim tão condicionado pelo dinheiro como isso. Há mil e uma maneiras de ler um livro, de ver uma peça, de ver um filme, de assistir a um concerto, de ir a um museu, etc e tudo gratuitamente.

Falta é saber procurar e para isso há que saber educar as pessoas e mostrar as possibilidades que existem.

No entanto esta reportagem demonstra uma definição de cultura que é claramente erudita - refere-se principalmente às 7 artes - porque se aplicássemos uma outra definição de Cultura o resultado poderia ser diferente.

Por exemplo, não será o futebol cultura? Qual é a diferença entre assistir a um Sporting - Benfica e a um concerto da Orquestra Sinfónica de Londres?

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Neste momento em Lisboa só conheço dois espaços que não têm descontos variados ou que mesmo com descontos são caros, a Cornucópia (se não me engano) e o Politeama (pelo menos sempre que mostrei interesse me disseram que não).

 

É claro que os preços são fixados a esse valor, mas depois basta perguntares se tem desconto. Terão certamente.

 

E se tens esse estatuto (acho que abrange), podes ver um espectáculo no Teatro Nacional D.Maria II ás Quartas e ao Domingo por 1€. Não te queixes :lol:

 

Fora de Lisboa realmente não sei.

 

 

:estrelas:

 

Ser fundador de um projecto não te dá estatuto nenhum. Eu referi o teatro, atenção que eu consumo muito mais cultura que o que é normal, é um exemplo em como a cultura é cara.

 

Já agora, eu não tenho acesso a descontos, mesmo que tivesse a minha opinião é baseada não só pelo que me acontece mas pelo que me rodeia, só pensar no próprio umbigo é o mal do povo português.

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Concordo inteiramente com isto. O acesso à cultura não está assim tão condicionado pelo dinheiro como isso. Há mil e uma maneiras de ler um livro, de ver uma peça, de ver um filme, de assistir a um concerto, de ir a um museu, etc e tudo gratuitamente.

Falta é saber procurar e para isso há que saber educar as pessoas e mostrar as possibilidades que existem.

No entanto esta reportagem demonstra uma definição de cultura que é claramente erudita - refere-se principalmente às 7 artes - porque se aplicássemos uma outra definição de Cultura o resultado poderia ser diferente.

Por exemplo, não será o futebol cultura? Qual é a diferença entre assistir a um Sporting - Benfica e a um concerto da Orquestra Sinfónica de Londres?

Não é nem pouco mais ou menos cultura.

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O grande problema, a meu ver, está na indústria mediática portuguesa. Ou melhor, na indústria mediática americana, que domina essa indústria a nível mundial e controla o consumo mediático da maior parte dos países (exclui-se Africa e alguns países dos restantes continentes, como a Índia). A cultura que se tem acesso nos meios de comunicação é, na sua grande maioria, essa tal cultura dos One Direction e Casa dos Degredos, que já aqui falaram. Se a maior parte das pessoas apenas tem acesso a esse tipo de cultura, nos vários tipos de media com que contactam, de onde é suposto retirarem interesse numa cultura mais elitista? Hoje vê-se e ouve-se aquilo que a indústria americana produz, por vezes com adaptações à nossa cultura, outras na sua forma original. Além da falta de intelectualidade dessa "cultura mediática americana", levanta-se outro probelma: onde fica a cultura portuguesa?

Quando sais à rua e passas por um Teatro ou por um Museu, por um cartaz que anuncia um espectáculo qualquer tens aí o acesso à Cultura.

Não é por as pessoas passarem grande parte do tempo em frente à televisão que torna esse o único meio de acesso.

 

Há programas na RTP2 sobre a Arte, a Literatura, e tantas outras actividades culturais não interessa é ver isso porque quando chegares ao trabalho ninguém vais estar a falar sobre o Ler+Ler Melhor mas sobre a casa dos Segredos.

 

Ser fundador de um projecto não te dá estatuto nenhum. Eu referi o teatro, atenção que eu consumo muito mais cultura que o que é normal, é um exemplo em como a cultura é cara.Já agora, eu não tenho acesso a descontos, mesmo que tivesse a minha opinião é baseada não só pelo que me acontece mas pelo que me rodeia, só pensar no próprio umbigo é o mal do povo português.

Os preços do Teatro estão assim estupidamente caros por causa do IVA mas os agentes Culturais contornam isso criando Cartões de desconto, descontos com base nas faixas etárias, na profissão (daí ter dito que se tinhas o estatuto de profissional ligado ao Teatro, que foi o que percebi) para facilitar a ida ao Teatro. E mais uma vez a Cultura não é cara.

 

Nem percebi essa do Umbigo até porque o meu acompanhante também carece de desconto se eu me apresentar como profissional de Teatro.

___________________________________________________________________________________________________

 

http://www.publico.pt/cultura/noticia/cinema-king-em-lisboa-deve-fechar-no-domingo-1613378

 

Mais um e este nem está ao abandono.

Editado por Mayday

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Não é nem pouco mais ou menos cultura.

 

Desporto não é cultura?

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o dinheiro não é problema nenhum, o problema é a falta de vontade

o que não falta aí são eventos à borlix a promover o teatro/música/cinema/leitura

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Desporto não é cultura?

Até pego na defenição da wiki:

 

Desporto é toda a forma de praticar atividade física que, através de participação ocasional ou organizada, visa equilibrar a saúde ou melhorar a aptidão física e/ou mental e proporcionar entretenimento aos participantes. Pode ser competitivo, onde o vencedor ou vencedores podem ser identificados por obtenção de um objectivo, e pode exigir um grau de habilidade, especialmente em níveis mais elevados.

 

(O entretenimento ali também é para os espectadores.) Agora, a cultura (não numa popular, senão ai todas as 'artes', até a do jogo da macaca é cultura) não é entretenimento apenas, é algo que não se fica por ai. Na minha ideia de cultura será algo que te transcende, não é apenas entretenimento é um momento que não podia acontecer de outra maneira e que te envolve e desenvolve. O Desporto é muitas vezes um entretenimento onde não te permite 'participar' (não num sentido fisico) da mesma maneira que numa orquestra ou num museu. Muitas vezes serve para exteriorizares emoções mas não vejo mais nada além disso. É um escape da sociedade, um momento de abstracção que se fica pela rama. Cultura não é apenas isso.

Não fui muito além mas amanhã ou assim, se cá vier, respondo-te melhor caso seja preciso.

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Desporto não é cultura?

e eu a pensar que o cmpt era um fórum cultural...

Agora fora de brincadeiras dizes que no "O entretenimento ali também é para os espectadores" e não te permite 'participar' (não num sentido fisico) da mesma maneira que numa orquestra ou num museu".

Pedia-te o favor de te explicares melhor.

Editado por jpgm

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