F_Tex Publicado 21 Abril 2015 - Iniciar um grande plano de obras publicas passando pelo novo aeroporto, TGVs, novos e modernos hospitais, etc. Porque criar obra publica é fazer girar a economia, criar postos de trabalho e desenvolvimento. tá bem tá, com a vacina do "não viver acima das possibilidades" que se levou em 2011 cheira-me que nos próximos 10-20 anos não vai haver obras públicas dessa expressão. quanto ao ponto de Sines, super de acordo. temos uma vantagem competitiva enorme que não está a ser explorada ao máximo, o porto de Sines podia revolucionar a nossa importância na Europa. mas lá está, agora somos muito poupadinhos e grandes investimentos públicos zero Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 21 Abril 2015 Diz-me que estás a gozar e já agora diz-me que na JS não há mais gente com este género de ideias absurdas. cá para mim o que faz falta é um Salazar em cada esquina. Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 21 Abril 2015 (editado) A ideia que referi não é minha, já existem inspetores fiscais à paisana, a ideia é contratar mais. O Syriza está a fazer isso. O José Gomes Ferreira também sugeriu isso uma vez. A economia paralela vale 45 mil milhões, é claramente impossível fazer com que todo esse dinheiro seja tributado, mas têm de ser feitos mais esforços para combater este fenómeno. O que disse é pidesco? Pode ser, mas não se vai prejudicar ninguém que não cumpra a lei. E não é um salazar em cada esquina, é a lei em cada esquina. As pessoas têm de cumprir a lei, ainda para mais numa altura em que todas as pessoas estão a fazer esforços brutais. Ainda noutro dia conheci um gajo com 29 anos e engenheiro civil que vai emigrar. Licenciou-se novo, foi despedido com a crise, iniciou uma empresa de restauração de casa e essas m*rda e depois não tinha clientes, porque quando arranjava clientes, eles regateavam sempre porque o Tozé empreiteiro fazia o trabalho mais baixo porque não pagava IVA. Esta m*rda não é revoltante fdx? Isto é um exemplo micro, mas acho que se virmos o cenário numa escala maior, valia a pena enveredar por uma política heterodoxa e agressiva como o Syriza está a fazer. Tio Hans, as pessoas que o fazem são alvo de uma censura moral, sem dúvida, mas acho que continuam a fazer isso, podem é não dizer. Editado 21 Abril 2015 por ascom Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 21 Abril 2015 Para quem quiser ler http://www.ps.pt/images/imprensa/relatorio_umadecadaparaportugal_20042015.pdf Peplin não reconheces nenhum dos nomes do grupo de trabalho? pelo menos 3. Reconheço boa parte deles, o Escária, o Centeno e o Trigo Pereira leccionam (ou leccionavam) no ISEG. Compartilhar este post Link para o post
brun0 SLB Publicado 21 Abril 2015 Reconheço boa parte deles, o Escária, o Centeno e o Trigo Pereira leccionam (ou leccionavam) no ISEG. Esses mesmos ainda dão. O primeiro e o ultimo continuam a dar a licenciaturas, mas o centeno so dá em mestrado. Tiveste algum? Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 21 Abril 2015 Sou capaz de apanhar o Trigo Pereira se escolher Finanças Públicas como opcional (devo fazê-lo). Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 21 Abril 2015 Sinceramente e só assim do sem pensar muito Portugal necessita de: - Fundir alguns bancos e criar dois (BCP e CGD por exemplo) que consigam entrar em força nos mercados africanos e da america do sul. Aliás esta foi a estrategia conseguida pelo estado espanhol e hoje têm dois dos 20 maiores bancos do mundo. - Definir 3/4/5 tecnologias de ponta onde o estado dará fortes incentivos economicos na tentativa de criar um "silicon valley" a nivel europeu. - Iniciar um grande plano de obras publicas passando pelo novo aeroporto, TGVs, novos e modernos hospitais, etc. Porque criar obra publica é fazer girar a economia, criar postos de trabalho e desenvolvimento. - Finalmente criar todas as condições para que Sines se torne um grande porto de entrada para a Europa, com uma plataforma logistica e transporte capaz de fazer chegar o que é necessario rapidamente a onde necessita de ir. - Apostar num turismo diferenciado e não no que temos hoje a competir com Espanha, Marrocos, Tunisia e etc, uma vez que este só tem margens baixas. - Reforma da administração local para acabar com tudo o que é excesso a nivel autarquico. Um pais 10 Milhoes de habitantes nao necessita de 300 camaras e milhares de freguesias. - Reforma do ensino universitario, fazendo com que as verdadeiras necessidades do pais sejam cobertas e evitando excessos de certas profissoes que apenas se tornam um fardo para o futuro do pais. - Politica forte de imigração tentando criar condições para que muitos imigrantes venham para Portugal tendo as competencias certas - Sou da opinião que temos banca a mais para a dimensão do país mas fazer isso implica nacionalizá-la. És a favor disso? Não percebo é a necessidade de os internacionalizar. Eles precisam é de estar em força cá, não é em Angola. E tem que se fazer uma separação clara entre banca comercial e banca de investimento. Pois, mas a Espanha teve que andar a resgatar a banca. - Isso sou a favor, temos que criar condições para atrair indústria com elevado valor acrescentado. E isso, para mim, faz-se mexendo na justiça e na burocracia (não, não sou o Medina Carreira :mrgreen:). Temos que simplificar os processos, mais do que se reduzir os impostos sobre as empresas. - Confesso que já fui mais favorável às obras públicas como grande impulsionador da recuperação económica mas sem dúvida que ainda há muito para se fazer. Tem é que haver critério. - Nada a dizer sobre Sines, a favor. - Não me parece que seja o maior dos problemas e isso tem sido feito nos últimos anos. Há espaço para todo o tipo de turismo. - Também não me parece que seja algo que faça uma imensa diferença, estaremos a falar de alguns milhões. - Tendo a concordar com o ajustamento da oferta universitária. - A favor também, a imigração é necessária na ajuda à recuperação económica e até demográfica do país. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 21 Abril 2015 E não é um salazar em cada esquina, é a lei em cada esquina. Não vês o risco potencial de se criar uma organização desse género? Hoje poderá ser para fiscalizar quem paga impostos; amanhã estende-se a fiscalização a quem pede, ou não, fatura quando janta fora; mais tarde já se analisa o carrinho de compras de quem recebe RSI, não estejam eles a comprar coisas de marca em vez da marca branca do Continente; quando dermos conta já ela serve para investigar e controlar o que cada cidadão faz, quando e como, o que compra, como gere o seu orçamento familiar. O que custa é abrir o precedente, a partir daí é fácil. O que não faltam são exemplos na História... Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 21 Abril 2015 E essa é a via mais errada que se pode tomar nesses casos. Não se pode levar as pessoas a cumprir a lei por medo. Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 21 Abril 2015 (editado) Não vês o risco potencial de se criar uma organização desse género? Hoje poderá ser para fiscalizar quem paga impostos; amanhã estende-se a fiscalização a quem pede, ou não, fatura quando janta fora; mais tarde já se analisa o carrinho de compras de quem recebe RSI, não estejam eles a comprar coisas de marca em vez da marca branca do Continente; quando dermos conta já ela serve para investigar e controlar o que cada cidadão faz, quando e como, o que compra, como gere o seu orçamento familiar. O que custa é abrir o precedente, a partir daí é fácil. O que não faltam são exemplos na História... Falácia da Bola de Neve. Koper, o ideal é as pessoas cumprirem a lei porque sentem que o devem fazer. Mas não acontecendo, têm de se partir para medidas mais ousadas. Mais uma vez, não prejudica ninguém que não cumpre a lei, não esta a violar nenhum direito fundamental. E desculpem lá mas é diferente criar uma cultura de medo por não pagar impostos, do que criar uma cultura de medo por ter opiniões diferentes, Por isso, a comparação que alguns fizeram do que eu disse com a PVDE é ridícula e desproporcionada. Editado 21 Abril 2015 por ascom Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 21 Abril 2015 Falácia da Bola de Neve. O que não faltam são exemplos de "falácias" da bola de neve que geraram avalanches gigantescas :) Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 21 Abril 2015 Sinceramente e só assim do sem pensar muito Portugal necessita de: - Fundir alguns bancos e criar dois (BCP e CGD por exemplo) que consigam entrar em força nos mercados africanos e da america do sul. Aliás esta foi a estrategia conseguida pelo estado espanhol e hoje têm dois dos 20 maiores bancos do mundo. - Definir 3/4/5 tecnologias de ponta onde o estado dará fortes incentivos economicos na tentativa de criar um "silicon valley" a nivel europeu. - Iniciar um grande plano de obras publicas passando pelo novo aeroporto, TGVs, novos e modernos hospitais, etc. Porque criar obra publica é fazer girar a economia, criar postos de trabalho e desenvolvimento. - Finalmente criar todas as condições para que Sines se torne um grande porto de entrada para a Europa, com uma plataforma logistica e transporte capaz de fazer chegar o que é necessario rapidamente a onde necessita de ir. - Apostar num turismo diferenciado e não no que temos hoje a competir com Espanha, Marrocos, Tunisia e etc, uma vez que este só tem margens baixas. - Reforma da administração local para acabar com tudo o que é excesso a nivel autarquico. Um pais 10 Milhoes de habitantes nao necessita de 300 camaras e milhares de freguesias. - Reforma do ensino universitario, fazendo com que as verdadeiras necessidades do pais sejam cobertas e evitando excessos de certas profissoes que apenas se tornam um fardo para o futuro do pais. - Politica forte de imigração tentando criar condições para que muitos imigrantes venham para Portugal tendo as competencias certas 1- Acho interessante. 2- Concordo também 3- Concordo, mas não acho possível. Repara que o TGV custa 17 mil milhões, novo aeroporto também ia custar muito e Portugal não tem dinheiro para isso. 4- Algumas reticências, que tipo de turismo diferenciado te estás a referir? Turismo de luxo? Eu acho que em termos de turismo estamos bem sinceramente. 5-Sem duvida, e é algo que vai acontecer num governo do Costa. Aliás ele fez isso em Lisboa 6- Plenamente de acordo. Existem cursos que são muito interessantes, mas do ponto de vista de um mestrado. Há cursos tipo em Letras e ciências sociais que têm de diminuir drasticamente as vagas e alguns deixar de existir. Por contraponto, acho que se devia aproveitar estas poupanças para baixar as propinas e aumentar as bolsas de estudo, tou farto de ver gente a deixar de estudar porque não têm dinheiro e têm de trabalhar e também não têm acesso a bolsa. 7- Que tipo de imigração? Estás a falar de imigração especializada ou imigração de baixa qualificação? Either way não concordo. É preciso ter cuidado com a imigração, é preciso ter estruturas sociais e económicas para integrar corretamente os imigrantes. Caso contrário, só dá m*rda, olha França. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 22 Abril 2015 (editado) Neste dia... em 1974: Contactos do Movimento com elementos dos Emissores Associados de Lisboa e com a Rádio Renascença, para a transmissão de duas senhas através da rádio: «E depois do Adeus» de Paulo de Carvalho e «Grândola Vila Morena» de Zeca Afonso. Continuavam os últimos retoques, agora faltavam as senhas que se referiam às ordens para os militares se prepararem para o início das operações (E depois do Adeus) e para saírem dos seus quartéis (Grândola Vila Morena). Esta foi a solução encontrada pelo MFA para comunicar com as Unidades Revoltosas, uma vez que o plano operacional exigia a manutenção do silêncio de rádio até às 03h00m. Junção do Anexo de Transmissões, elaborado por Garcia dos Santos, ao plano de operações do movimento militar. Quanto a mim, a existência do Anexo de Transmissões permitiu, em parte, o sucesso desta operação. É preciso lembrar que noutras tentativas de golpe de Estado, como o 16 de Março, não havia comunicações, nem havia um plano operacional, basicamente quando uma unidade saía, as restantes saíam atrás. Agora, tudo era diferente, havia um plano operacional com alvos perfeitamente definidos e um Anexo de Transmissões com nomes de código, o que permitia ao Posto de Comando e às Unidades Revoltosas comunicarem sem o inimigo perceber o que se passava. @Associação 25 de Abril Editado 23 Abril 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 22 Abril 2015 Btw, texto interessante sobre o Mário Centeno, o coordenador do grupo de economistas do PS http://expresso.sapo.pt/doutorado-em-harvard-polemico-liberal-eis-mario-centeno-a-caminho-de-ser-ministro=f920959 Compartilhar este post Link para o post
F_Tex Publicado 22 Abril 2015 http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/04/22/passar-o-rubicao/ análise do louçã ao programa do PS Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 22 Abril 2015 Esse órgão/cargo (teoricamente) já existe. Chama-se Presidente da República. O PR não tem nada a ver com as campanhas eleitorais, limita-se a aprovar ou não leis e pouco mais e além disso está sempre ligado a um partdo. Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 22 Abril 2015 Sei que vai parecer populismo mas e criar um orgão que regulasse os programas eleitorais, os fizesse cumprir e que tivesse poder para destituir o governo em caso de contrariedade ao prometido nas campanhas eleitorais? É que de 4 em 4 anos vemos gente a prometer mundos e fundos com olho no poder, a mentir descaradamente e muitas vezes mal como Passos Coelho e que nunca são responsabilizadas. Prometem politica A e no dia seguinte à eleição já estão a ir para Z e não há nada nem ninguém que possa erradicar isso, é preciso que se diga a verdade, mesmo que a verdade não agrade. Para isso é que, numa 1º fase, servem as eleições: para as pessoas verem os programas e terem a noção se acham que vão ser cumpridos ou não. Depois, existem moções de censura e confiança, bem como outras formas de contestar a actuação do Governo. Um órgão desse género não fazia sentido nenhum. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 22 Abril 2015 A ideia que referi não é minha, já existem inspetores fiscais à paisana, a ideia é contratar mais. O Syriza está a fazer isso. O José Gomes Ferreira também sugeriu isso uma vez. Sendo assim estou muito mais descansado... Eu nem vou pelos contornos pidescos, vou pela péssima ideia que é arranjar ainda mais uma força para-policial para andar a controlar o dia a dia da população. A economia paralela tem de ser resolvida com educação não é com coacção. Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 22 Abril 2015 (editado) Sendo assim estou muito mais descansado... Eu nem vou pelos contornos pidescos, vou pela péssima ideia que é arranjar ainda mais uma força para-policial para andar a controlar o dia a dia da população. A economia paralela tem de ser resolvida com educação não é com coacção. O que eu digo ia prejudicar quem? E a coacção é uma forma de resolver desvios de comportamento, bem mais eficaz que a educação. Mais, achas que é fácil mudar hábitos de uma população? E sabes quanto tempo isso demora? Lewa, essa questão não é prioritária acho eu, porque os governos portugueses têm tendência a cumprir a grande maioria das promessas que fazem, excepto este último, que tudo o que prometeu saiu ao lado. Editado 22 Abril 2015 por ascom Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 22 Abril 2015 O que eu digo ia prejudicar quem? E a coacção é uma forma de resolver desvios de comportamento, bem mais eficaz que a educação. Mais, achas que é fácil mudar hábitos de uma população? E sabes quanto tempo isso demora? Lewa, essa questão não é prioritária acho eu, porque os governos portugueses têm tendência a cumprir a grande maioria das promessas que fazem, excepto este último, que tudo o que prometeu saiu ao lado. A coacção não é, nem nunca foi, uma forma mais eficaz de mudar comportamentos do que a educação. Onde é que foste buscar isso? Uma relação entre o Estado e o cidadão baseia-se (ou devia basear-se) numa relação de confiança. Não é difícil saber, e isso está provado, que uma relação de confiança com o executivo incentiva a que as pessoas possam cumprir as suas obrigações fiscais. O que tem de se fazer é uma correspondência de vontades, onde a pessoa sinta que valha e pena pagar os impostos e que veja a retribuição do mesmo dever. Depois, eu acho que a única maneira de inspectores à paisana sequer funcionarem seria num país em que os deveres fiscais fossem altamente cumpridos, de forma a identificar os não-cumpridores de forma capaz. Se em Portugal, que é um país (tal como Itália, Grécia, etc.) onde existe uma cultura de não-cumprimento, tu não tens recursos suficientes para investigar todos os casos que existem. Não me parece uma abordagem boa, já que é demasiado vaga, gasta demasiados recursos e ainda quebra mais a relação, já ténue, que há entre os contribuintes e o Estado. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 23 Abril 2015 (editado) Neste dia... em 1974: A partir das dezoito horas, Otelo Saraiva de Carvalho entrega aos elementos de ligação as «Instruções Finais» e o «Anexo de Transmissões», em envelopes fechados e dissimulados no jornal A Época, operação realizada no Parque Eduardo VII. Entrega ainda alguns emissores receptores, destinados a equipar as unidades que não dispunham de aparelhos apropriados para entrarem nas redes de transmissão previstas. Era necessário ultimar todos os pormenores. O Anexo de Transmissões iria complementar o Plano Operacional, tendo um papel muito importante no sucesso da ação. Por outro lado, era necessário garantir que todas as Unidades Revoltosas dispunham de meios de comunicação, no sentido de estarem a par dos acontecimentos (iriam receber informações do Posto de Comando) e para transmitir o resultado das suas missões (para o Posto de Comando). Muito do sucesso do 25 de Abril adveio do seu planeamento. Digamos que o 16 de Março (tentativa de golpe executada por oficiais spinolistas) foi um bom embrião para ver o que estava mal do lado dos Revoltosos, mas também para avaliar a capacidade de reação do regime. Ao final da manhã, Álvaro Guerra, enviado por Almada Contreiras, encontra-se com Carlos Albino e comunica-lhe que o Movimento precisa de utilizar o programa «Limite», na madrugada do dia 25, para emitir o sinal de código para o desencadear das operações militares. O Movimento propõe a canção de José Afonso Venham mais cinco para funcionar como código. Carlos Albino sabe que essa é uma das músicas censuradas internamente na Rádio Renascença. Sugere outras alternativas, entre elas Grândola, Vila Morena. A Grândola Vila Morena, segunda senha utilizada pelo MFA, indicava que o movimento era irreversível. Distribuição das «Instruções finais para as equipas de ligação», que incluem a «Hora H» e a senha e contra senha, e do Anexo de Transmissões. As equipas de ligação foram essenciais para transmitir as informações da Comissão Coordenadora do MFA às Unidades Revoltosas, muitas dessas equipas passaram estes últimos dias na estrada, com o objetivo de entregar toda a informação necessária às unidades que iriam participar no golpe. Ficam definitivamente assentes as «Instruções Finais para as Equipas de Ligação» que Neves Rosa se encarrega de dactilografar. Delas constam data e hora do início das operações (25 de Abril, às três horas da manhã), algumas alterações às missões anteriormente recebidas pelas unidades, senha e contra-senha a utilizar pelas forças intervenientes (inicialmente «Fé imensa na vitória» e «Garantia melhor futuro» passam, respectivamente, a «Coragem» e «Pela vitória») e ainda outras instruções transmitidas a algumas unidades. Reunião em casa de Vítor Crespo com a presença de vários oficiais da Armada. A Direcção do Movimento, aí representada por Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Alves , obteve a garantia da neutralidade dos Fuzileiros Navais. Havia algum receio que os Fuzileiros se opusessem à operação do MFA, mas nesta reunião tudo ficou esclarecido e estes elementos garantiram a sua neutralidade. No entanto, no dia da operação, no Posto de Comando, ainda havia elementos que mostravam alguma preocupação relativamente aos Fuzileiros. Reunião no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, entre Otelo Saraiva de Carvalho, Garcia dos Santos e Jaime Neves. Fica pronto o Posto de Comando. O Posto de Comando encontrava-se num barracão anexo ao Regimento de Engenharia 1, tendo que ser camuflado, com cobertores nas janelas, para ninguém saber que se encontrava ocupado. Por estes dias chegou, igualmente ao Regimento de Engenharia 1, uma linha telefónica que vinha do Colégio Militar. O tenente-coronel Garcia dos Santos (responsável pelas transmissões) solicitou, à sua antiga unidade, que a linha telefónica que iria terminar no Colégio Militar fosse prolongada até ao Regimento de Engenharia 1 da Pontinha. Isto, permitiu que fossem colocados, no Posto de Comando, vários telefones que facilitaram a comunicação com as Unidades Revoltosas. Álvaro Guerra é o elemento de ligação com Carlos Albino (ambos jornalistas do diário República), a quem pede a transmissão da canção «Venham mais Cinco» no Limite de 25 de Abril. Carlos Albino pede a Álvaro Guerra para devolver a resposta de que tal canção estava proibida pela censura interna da Renascença embora a censura oficial a tolerasse. Sugeridas alternativas, entre as quais e à cabeça, a canção «Grândola». O Venham mais Cinco foi, desde início, a música preferida para segunda senha. Ainda assim, como se encontrava censurada, tiveram que se procurar outras opções (Grândola Vila Morena). Por outro lado, sentiu-se que só a passagem da música não era suficiente, era necessário algum simbolismo, então foram datilografadas algumas das estrofes iniciais da música que, na madrugada de 24 para 25, foram lidas por Leite Vasconcelos no início da Grândola Vila Morena. @Associação 25 de Abril ____________________________________________________________________________#____________________________________________________________ Citação do jornal "Correio da Manhã" online Calotes do BES provocam mortes Cliente de 70 anos morre com depressão profunda, por ficar sem 150 mil euros que investiu em papel comercial; outros dois suicidaram-se. Editado 23 Abril 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 24 Abril 2015 Já viram o projecto de lei do PSD, CDS e PS para a cobertura da eleições legislativas? :lol: Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 24 Abril 2015 Só é pena que o blackout à cobertura não se estenda a outros órgão de comunicação, sempre era um verão mais descansado só com notícias sobre a temperatura da água e acerca do que fazer com os miúdos nas férias. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 24 Abril 2015 (editado) Neste dia... em 1974: No início da manhã, Álvaro Guerra comunica a Carlos Albino a escolha definitiva da Grândola como senha nacional e a hora da sua transmissão no programa «Limite»: das 0h 20m para as 0h 22m. Carlos Albino contacta outro elemento da equipa do «Limite», Manuel Tomás. Por precaução e para evitar atrasos e imprevistos na emissão da senha, fazem todas as diligências necessárias à gravação de um alinhamento de programa com cerca de 10 minutos em que a leitura da primeira estrofe da Grândola aparecia ligada à leitura de outros textos. Pedem a um dos locutores habituais do «Limite», Leite de Vasconcelos, que grave esse alinhamento de textos, mas mantêm segredo sobre o verdadeiro destino dessa gravação. A segunda senha, que tornava a operação irreversível, estava definida. A leitura das primeiras estrofes de Grândola Vila Morena, por parte de Leite Vasconcelos, à medida que a música se iniciava, trouxeram algum simbolismo ao momento. No Posto de Comando este momento foi vivido com grande intensidade, a partir dali era impossível voltar atrás. Organização do posto de comando do MFA em Engenharia 1, na Pontinha. Era necessário camuflar o barracão anexo ao Regimento de Engenharia 1, bem como era necessário colocar os telefones, essenciais para o estabelecimento das comunicações com as Unidades Revoltosas. O capitão Luís Macedo, aqui, teve um papel fundamental, uma vez que era oficial naquele quartel e coordenou todo o dispositivo. Várias unidades da NATO (StaNavForLant) chegam ao porto de Lisboa alegadamente para tomarem parte nas manobras aero-navais «Down Patrol», programadas para o dia 26 no Mediterrâneo. A Fragata portuguesa Almirante Gago Coutinho integra a força. A fragata portuguesa (Almirante Gago Coutinho), no dia 25 de Abril, poderia ter causado problemas à operação desencadeada, uma vez que às ordens do regime ditatorial fundeou junto ao Terreiro do Paço e tinha ordem para abrir fogo contra as forças da Escola Prática de Cavalaria (Santarém) que aí se encontravam e que estavam a cercar os ministérios e o Banco de Portugal (era vital evitar a fuga de capitais, uma situação bastante comum em golpes de Estado). Porém, através do Posto de Comando, na pessoa de Vítor Crespo, e com a ajuda de Almada Contreiras, que se encontrava no Centro de Comunicações da Armada, foi possível contactar a fragata e resolver a situação. Álvaro Guerra novamente serve de elo de ligação de Almada Contreiras com Carlos Albino, a quem comunica a escolha definitiva de «Grândola Vila Morena» como senha para o movimento militar. Carlos Albino garante a transmissão, sem que qualquer outro elemento do Limite soubesse da decisão. Carlos Albino adquire na então Livraria Opinião, a Madeira Luís, o disco "Cantigas de Maio" para garantia, sabendo que os estúdios e escritórios do Limite poderiam ser devassados pela polícia política, a qualquer momento. Desde Dezembro de 1973, havia indícios de que a PIDE preparava o assalto dos escritórios do Limite, na Praça de Alvalade. O secretismo era essencial para o sucesso da operação e até os civis que participaram na operação Viragem História estavam conscientes disso. O risco de uma fuga de informação (bufos) era real e era importante diminuir o risco ao mínimo. Carlos Albino opta por chamar à colaboração o elemento da sua maior confiança no Limite e que era o responsável técnico e de sonoplastia, Manuel Tomás que adere por completo. Encontro decisivo com Manuel Tomás, para a execução da senha e garantia de transmissão contornando as duas censuras que o Limite enfrentava: a da Rádio Renascença e a oficial (um coronel que acompanhava as emissões em directo e visava previamente os textos). Carlos Albino e Manuel Tomás decidem sair dos estúdios para um local onde possam prosseguir com segurança o diálogo. Ajoelhados na Igreja de S. João de Brito e simulando rezar, Carlos Albino e Manuel Tomás combinam todos os pormenores técnicos da senha. A PIDE/DGS era um organismo, quase, omnipresente, portanto era necessário tomar todas as iniciativas para garantir que os intervenientes não eram descobertos, mesmo que isso implicasse algumas situações mais caricatas. @Associação 25 de Abril Especial 25 de Abril: Operação Viragem Histórica - De 24/04/1974 a 25/04/1974 – Parte I Estava-se no ano de 1974, Portugal encontrava-se sob um regime ditatorial há vários anos. Existia censura, uma polícia política e uma Guerra Colonial que há muito se prolongava, e que levava, frequentemente, os oficiais do Exército Português para África, bem como os jovens portugueses. O seu destino era incerto, muitos deles nunca voltariam e só seriam relembrados por medalhas de Sangue e Guerra no dia 10 de Junho, os que voltavam, apresentavam marcas, físicas e psicológicas, indeléveis e que os iam marcar para o resto das suas vidas. A Guerra Colonial e a publicação do decreto-lei 353/73 (que permite a passagem dos oficiais do quadro especial de oficiais (Q. E. O.) aos quadros permanentes das armas de Infantaria, Artilharia e Cavalaria, mediante a frequência de um curso intensivo na Academia Militar), mobilizam os militares portugueses a criar um movimento clandestino (Movimento das Forças Armadas - MFA) que pretendia, de início, satisfazer as suas reivindicações, mas que mais tarde, se transformou no movimento libertador do País. O Movimento nascido a 21 de Agosto de 1973, foi oficialmente definido como Movimento das Forças Armadas (MFA) ou Movimento dos Capitães a 09 de Setembro desse mesmo ano. Até 24/03/1974 o Movimento teve várias reuniões que resultaram no delineamento de uma operação militar para resgatar o País da ditadura vigente e devolver a liberdade ao povo português. Houve alguns fatos que aceleraram esta revolta militar, a publicação do livro Portugal e o Futuro por parte do General António de Spínola, um oficial que criou a sua reputação na Guerra Colonial, e que defendia que a solução para a guerra, em que Portugal se encontrava, era política e não militar. Outra situação que exacerbou, ainda mais, o estado revolucionário que se sentia no ar foi a demissão, por parte do Governo, de António de Spínola e do General Francisco Costa Gomes, que se recusaram a prestar vassalagem ao Regime, na cerimónia de solidariedade para com este, também designada como Brigada do Reumático. Na sequência destes acontecimentos desencadeou-se uma revolta militar, por parte de militares fiéis a Spínola, a 16/03/1974, mas que não teve qualquer sucesso, dado que somente o Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha marchou sobre Lisboa. Estes três acontecimentos aceleraram a necessidade de realizar um Golpe de Estado eficaz e conducente aos objetivos definidos pelo MFA. Segundo o Major Otelo Saraiva de Carvalho, o principal mentor do Programa Operacional designado Viragem Histórica, esse Golpe teria que ser feito até 30/04/1974, porque até essa data a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE)/Direção Geral de Segurança (DGS) estaria mais ocupada prender os ativistas políticos de esquerda que clamavam pelo 1.º de Maio. A 24/03/1974 realizou-se a última reunião do MFA e a 23/04/1974 (quase um mês depois) o Major Otelo Saraiva de Carvalho entregou a oficiais do exército, denominados oficiais mensageiros, a Ordem de Operações, o documento que indicava o dia, data e hora de início do Movimento sublevado. Além desse documento, Otelo Saraiva de Carvalho deu a esses mensageiros um exemplar do jornal Época, que os identificava, perante os restantes membros do MFA, que se encontravam nas unidades que participariam no golpe, como portadores de notícias sobre o Movimento. Nesse documento estava definido que o Movimento iria desencadear as suas operações na noite de 24/04/1974 para 25/04/1974. Uma preocupação do Movimento foi arranjar senhas para indicar às unidades o início do Golpe e a sua hora de saída das unidades, para isso foram contactadas várias rádios e só os Emissores Associados de Lisboa e a Rádio Renascença se comprometeram com o Movimento. No dia 24/04/1974 surge no jornal República uma chamada de atenção para o programa Limite, da Rádio Renascença, dessa noite, onde viria a ser transmitida uma das músicas sinal – Grândola Vila Morena – e que era o sinal para as unidades começarem a preparar-se para sair dos aquartelamentos. A partir desse momento os dados estavam lançados e a situação era considerada irreversível, atingira-se o ponto de não retorno. Todos os oficiais de patente superior do MFA convidaram os soldados a aderir à Revolução, garantindo que, em caso de o Golpe não correr bem, eles iriam ser ilibados, porque era o seu dever respeitar a hierarquia militar. Uma das forças mais reputadas na Revolução foi a Escola Prática de Cavalaria (EPC) de Santarém, que a partir de 16/03/1974 começou a ser olhada de lado pelas gentes da terra, por não ter aderido à tentativa de Golpe. Quem comandou as forças da EPC foi o Capitão Salgueiro Maia que profere, na minha opinião, um dos discursos mais motivantes da Revolução que termina com: há vários tipos de Estado, os estados comunistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos (Portugal). Nós vamos a Lisboa acabar com o estado a que chegámos. Mas, nem tudo correu bem, o Regimento de Infantaria 1, Amadora, decidiu não alinhar no Movimento, surgindo, assim, o primeiro contratempo da Revolução. Toda a situação era comandada a partir do Posto de Comando situado Regimento de Engenharia 1, situado na Pontinha. Para o correto funcionamento deste posto, o Major Garcia dos Santos teve que fazer um pedido extraordinário ao Chefe de Estado-maior do Exército, para montar uma linha telefónica entre a Escola Prática de Transmissões (situada na Graça, Lisboa) e o Regimento sito na Pontinha. Essa operação foi feita num tempo recorde, dada a distância entre estes dois locais, demorando menos de 24 horas. No Posto de Comando encontravam-se: Major Sanches Osório, Major Hugo dos Santos, Major Garcia dos Santos (responsável pelas transmissões), Tenente-coronel Lopes Pires, Capitão Luís Macedo (coautor do Plano de Operações), Major Otelo Saraiva de Carvalho (coautor do Plano de Operações) e Comandante Vítor Crespo. Estes homens coordenaram a Operação Viragem Histórica com a maior firmeza e coragem possível, até nos momentos mais perigosos. A primeira força a sair foi a Escola Prática de Artilharia (Torres Novas) que vinha ocupar o Cristo Rei e apontar as suas baterias de fogo, onde, supostamente, os membros do Governo se iriam refugiar – Monsanto. Todavia, esta situação não se veio a verificar, uma vez que Marcello Caetano e seus Ministros foram para o Carmo, porque a GNR estava do lado do Regime vigente. De Santa Margarida saem Companhias de Caçadores para controlar as antenas da Emissora Nacional. De Tomar, vem o Major Hugo dos Santos (que depois se desloca para o Posto de Comando) a comandar uma força de Comandos para apanhar os oficiais de Cavalaria 7, uma força altamente fiel ao Governo. Do Campo de Tiro da Serra da Carregueira sai uma força para capturar os estúdios da Emissora Nacional. De Santarém desloca-se a força da Escola Prática de Cavalaria, com uma missão abrangente, ocupar o Terreiro do Paço (onde se encontrava o Ministro do Exército – só mais tarde o Posto de Comando iria perceber esta situação, através da captação de uma chamada entre este Ministro e o Ministro da Defesa), o Banco de Portugal e a Rádio Marconi. Da região de Lisboa, saem o Batalhão de Caçadores 5 (Missão: ocupar o Quartel-General da Região de Lisboa, defender a casa do General António de Spínola e cercar o Rádio Clube Português – a voz do MFA) e a Escola Prática de Administração Militar (Missão: ocupar as instalações da televisão). No Norte do País, o objetivo ocupado e que tinha maior preponderância foi o Quartel-General da Região do Porto. Por volta das 7h20m, de 25/04/1974 todas as posições já estavam ocupadas. Voltando um pouco atrás. Por volta das 03h00m há uma chamada telefónica entre o Ministro do Exército (General Andrade e Silva) e o Ministro da Defesa (Dr. Silva Cunha), onde é feito o ponto da situação militar do País, que se dizia estar calma, não havendo quaisquer problemas nas unidades. A partir desse momento as forças que iriam ocupar o Terreiro do Paço teriam mais uma missão, prender os Ministros. Inicialmente, só estava no Terreiro do Paço o Ministro do Exército, mas, mais tarde, juntaram-se a ele, o Ministro da Defesa e o Ministro do Interior (César Moreira Baptista). Contudo, esta nova missão não seria cumprida, dado que os Ministros, através da perfuração de uma parede fogem do Ministério do Exército para o Ministério da Marinha, e, protegidos por uma força de Cavalaria 7, fogem, o Ministro do Interior para o Quartel do Carmo e o Ministro do Exército para paradeiro incerto. Outra chamada, por volta das 05h00m, também iria marcar a Revolução. Esta teve como protagonistas o diretor da PIDE/DGS, Silva Pais, e Marcello Caetano, onde este último toma conhecimento da existência de um movimento revolucionário. A primeira reação do Presidente do Conselho é dizer que se iria dirigir para Monsanto, tal como o Posto de Comando tinha previsto, mas Silva Pais diz que os Revoltosos poderiam pensar assim, dado que ele tinha estado lá em 16/03/1974, e aconselha a ida para o Quartel do Carmo, uma vez que a GNR estava ao lado do regime. Operação Viragem Histórica - De 24/04/1974 a 25/04/1974 – Parte II Os pontos nevrálgicos, definidos pelo Comando Operacional do Movimento, começavam a ser tomados. A RTP, a Emissora Nacional, o Rádio Clube Português (RCP), o Aeroporto de Lisboa, o Quartel-General de Lisboa, o Estado-Maior do Exército, o Ministério do Exército, o Banco de Portugal e a Marconi, ficaram, totalmente, tomados pelas forças às ordens do Movimento das Forças Armadas. Um ponto estratégico seria o Rádio Clube Português, onde seriam transmitidos os comunicados do Movimento à Nação. Esta escolha não foi aleatória, havia um grande motivo para a escolha desta rádio e não de outra. O RCP tinha um gerador, o que possibilitava a continuidade da emissão mesmo que a eletricidade fosse cortada, algo que veio a acontecer durante a tarde do dia 25/04/1974. Este pormenor foi fundamental para os Revoltosos terem uma estação que lhes possibilitasse transmitir ao País, com transparência, aquilo que se estava a passar. Por volta das 04h26m é emitido o primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas. A sua transmissão deveria ter ocorrido mais cedo, mas as forças que foram controlar o Aeroporto de Lisboa sofreram um ligeiro atraso e havia uma máxima, só se emitia o comunicado depois de conquistados todos os pontos nevrálgicos. Como faltava o Aeroporto, o comunicado foi adiado para as 04h26m, hora em que o País, pela voz de Joaquim Furtado (jornalista/radialista), começava a perceber o que se estava a passar. Aqui, Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos, sinceramente, que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica esperando a sua ocorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração que se deseja, sinceramente, desnecessária. A partir deste momento, já seria difícil voltar atrás, a máquina estava em marcha e o desencadear das operações era inevitável, viver-se-iam, durante este dia, momentos históricos, que ficariam para sempre no imaginário coletivo de todos os portugueses. Depois do comunicado foi feito, no “Quartel-General” do Movimento, um novo ponto da situação, onde foram enunciadas as principais conquistas até àquele momento. Tudo estava a correr bem, ou melhor, de acordo com o esperado, à exceção das operações no Porto, que ainda não tinham sido levadas a cabo. Nesta cidade, o mais importante era conquistar o Quartel-General. Nos instantes que se seguiram o Major Jaime Neves entra na Pontinha e diz que não conseguiu apanhar os chefes de Esquadrão de Cavalaria 7. Ou seja, não conseguiu prender os indivíduos que faziam parte do núcleo de confiança do Regime. Aqui, estávamos perante uma questão de sorte, seria provável que Cavalaria 7 fosse defender os Ministros que estavam no Terreiro do Paço, todavia se Salgueiro Maia chegasse lá primeiro, com as forças da Cavalaria de Santarém, a situação ficaria resolvida a favor dos revoltosos. Como medida de prevenção foi pedido à Cavalaria de Estremoz que acelerasse a sua chegada a Lisboa para ajudar Salgueiro Maia. Neste mesmo período discutia-se a problemática da Força Aérea, que ninguém sabia para onde ia cair, ou seja, se ficaria fiel ao Regime ou se ficaria fiel aos Revoltosos. Existiam, também, outras preocupações, como a GNR (maioritariamente fiel ao Governo) e os Fuzileiros, comandados por Pinheiro de Azevedo - que viria a integrar a Junta de Salvação Nacional. Simultaneamente, o primeiro Regimento de Cavalaria 7, comandado pelo Alferes David e Silva, dirigia-se para o Terreiro do Paço, com o objetivo de deter a coluna militar vinda de Santarém e defender o Ministério do Exército. Há uma frase enigmática no meio do discurso deste oficial, ele disse que quando chegassem ao local supracitado iam agir de acordo com a situação, ou seja, não existia uma obediência cega ao Regime, existia, sim, um enorme pragmatismo em relação a toda esta situação. A coluna desta força iria chegar tarde ao Terreiro do Paço e acabaria por se render ao Capitão Salgueiro Maia, dado que as forças de Santarém chegaram primeiro, por volta das 06h00m. A frase que marca toda esta situação é proferida pelo Alferes David e Silva: Ai vocês já cá estão?!. O desfecho era inevitável e esta força de Cavalaria 7 acabou por se passar para o lado dos Revoltosos. No Ministério do Exército pairava alguma preocupação, porque, desta vez, e ao contrário de 16 de Março, havia mais tropa na rua, existia um domínio de alguns meios de comunicação e isso estava a exercer uma enorme pressão psicológica sob o Governo. Quando o Ministro do Exército dá a ordem para todas as forças de Lisboa saírem às ordens do Governo, há uma situação interessante, essa ordem chega à Pontinha (local onde estava montado o Quartel-General dos Revoltosos) e o oficial responsável, Capitão Luís Macedo, informa que as suas forças não iam sair, porque estavam com problemas nas viaturas. Por essa hora, ocorre a chamada telefónica já supracitada entre Silva Pais (PIDE/DGS) e Marcello Caetano (Presidente do Conselho de Ministros). Nesta conversa houve alguma tensão, porque a situação era descrita como muito grave, havia mais tropa na rua e a Força Aérea ainda não tinha tomado uma posição. Ao invés de ir para Monsanto, o que seria a solução mais consensual, Marcello Caetano foi aconselhado a ir para o Quartel do Carmo, dado que a GNR se mantinha fiel ao Governo. Chega o amanhecer e ocorre o primeiro contacto entre o Capital Salgueiro Maia (nome de código Charlie 8) e o Posto de Comando (nome de código Óscar), em que se faz um ponto da situação no Terreiro do Paço, alvos conquistados e forças que se tinham passado para o lado Revoltoso, neste caso, só uma – o primeiro Esquadrão de Cavalaria 7. A ordem vinda do Posto de Comando era para prender os Ministros e foi enfatizada, mais uma vez, a preocupação existente com a indefinição da Força Aérea. Por volta das 07h30m, na Rua Ribeira das Naus, perto do Terreiro do Paço, surge o segundo Esquadrão de Cavalaria 7, comandado pelo Tenente-Coronel Ferrand D’Almeida. Depois de uma conversa com o Capitão Salgueiro Maia, onde foram dadas ao Tenente-Coronel duas hipóteses, prisão ou passagem para o lado Revoltoso, o oficial fiel ao Regime escolheu a primeira (porque não conhecia o Movimento) e assim foi feita a primeira detenção por parte das forças da Cavalaria de Santarém. Esta situação foi presenciada pelo secretário do Ministro do Exército, Coronel Álvaro Fontoura, e em seguida foi transmitida Ministro em questão, General Andrade e Silva, que ligou de imediato para Cavalaria 7 e pediu ao Coronel António Romeiras para mandar sair todos os carros de combate. O Coronel António Romeiras e o Brigadeiro Junqueira dos Reis (Comandante da Força de Ordem Pública de Lisboa) eram as últimas esperanças do Governo. No Posto de Comando, o Major Jaime Neves recebe uma ordem do Major Otelo Saraiva de Carvalho, para ir ajudar o Capitão Salgueiro Maia a prender os Ministros, missão que não teve sucesso, como já se referiu. Entretanto, as forças da Artilharia de Torres Novas tinham chegado ao Cristo Rei. A sua missão era apontar as suas baterias de fogo para Monsanto, para onde, supostamente, o Presidente do Conselho de Ministros se ia refugiar. Pouco depois existiu uma conversa telefónica entre o Ministro do Exército e o General Adriano Pires (Comandante da Guarda Nacional Republicana do Carmo), onde foi transmitida uma mensagem de calma e serenidade pelo Ministro e que devia ser transmitida ao Presidente do Conselho de Ministros, que já se encontrava no Quartel do Carmo. O referido Ministro só queria sair do Terreiro do Paço e recuperar a sua margem de manobra. Um dos primeiros momentos de tensão vividos no Terreiro do Paço, mais especificamente na Rua da Alfândega, ocorreu entre o Capitão Salgueiro e o Capitão Andrade e Sousa (GNR), que estava à espera do Brigadeiro Junqueira dos Reis. O Capitão Revoltoso mandou a GNR retirar-se, em resposta o Capitão Andrade e Sousa frisou que, da sua parte, as suas forças, não se iriam revoltar contra as Forças Armadas. Eis que surge outro momento de tensão, o Estado-Maior da Armada (órgão governamental), mandou a Fragata Gago Coutinho fazer marcha atrás nas manobras que estava a fazer ao serviço da NATO e posicionar-se em frente ao Terreiro do Paço, para fazer fogo sobre as forças que lá se encontravam. Foi efetuado um contacto, a partir do Posto de Comando, com um oficial fiel aos Revoltosos que tinha de avisar a Fragata de que, se esta tivesse alguma ação contra as forças que estavam no Terreiro do Paço, a Artilharia de Torres Novas, que estava no Cristo Rei, abria fogo sobre ela e afundava-a. A solução da Fragata acabou por se resolver quando o Comandante foi destituído e substituído por um Imediato que estava do lado dos Revoltosos. A Rua do Arsenal e a Rua Ribeira das Naus começavam a ser invadidas pelas forças fiéis ao Regime, um novo Esquadrão de Cavalaria 7 comandado pelo Major Pato Anselmo (Rua Ribeira das Naus) e outro comandado pelo Coronel António Romeiras e Brigadeiro Junqueira dos Reis (Rua do Arsenal). Estavam prestes a viver-se situações de tensão que iriam marcar, profundamente, o desfecho da Revolução a favor dos Revoltosos. Na Rua do Arsenal, devido à multidão presente foram disparados vários tiros para o ar para que houvesse uma dispersão dos populares. Uma conversa rádio entre o Alferes David e Silva, do lado dos Revoltosos, e o Coronel António Romeiras, do lado do Regime, marca estes momentos. O Regime queria saber quem estava a comandar o Golpe e os Revoltosos entretinham-nos, dizendo que os Generais Spínola e Costa Gomes estavam a chegar ao Terreiro do Paço. O Tenente Alfredo Assunção, de forma algo precipitada, oferece-se para ir falar com o Coronel António Romeiras. No Quartel do Carmo Marcello Caetano traça uma nova linha de guerra, era necessário bombardear o Terreiro do Paço, conseguir o apoio da Força Aérea e a Legião Portuguesa devia retirar aos Revoltosos as estações de rádio e a televisão. O Tenente Alfredo Assunção, quando se vai dirigir para falar com o Coronel António Romeiras, é direcionado para o diálogo com o Brigadeiro Junqueira dos Reis que o esbofeteia, dizendo que não parlamenta com tenentes. Antes disso, os Ministros já tinham fugido e pouco mais havia a fazer no Terreiro do Paço. Porém, um novo momento de tensão ia viver-se, quando o Major Pato Anselmo, na Rua Ribeira das Naus, se recusa, primeiro, a falar com um Alferes, segundo, se recusa a render ao Major Jaime Neves e, terceiro, exige falar com o Coronel Ferrand D’Almeida que estava preso. Era necessário fazer alguma coisa para ultrapassar este impasse, então o Tenente-Coronel Correia de Campos, que havia sido enviado pelo Posto de Comando para o Terreiro do Paço, por ser mais graduado, delega em Brito e Cunha, o único civil a participar no 25 de Abril de 1974 e antigo combatente na Guiné, a responsabilidade de resolver a situação. Este pede uma pistola, que esconde no interior do seu casaco e dirige-se para o Major Pato Anselmo. Ao aproximarem-se um do outro, Brito e Cunha saca da pistola e diz que Pato Anselmo tem três soluções, ou se rende ou Brito e Cunha o mata ou se passa para o lado dos Revoltosos. O oficial fiel ao Regime acaba por se render e as suas forças passam para o lado dos Revoltosos. Mais um momento de tensão resolvido, sem que nenhuma gota de sangue fosse deitada. Não seria este o último momento de colocar os nervos à flor da pele no Terreiro do Paço. Outro momento decisivo aproximava-se. O Brigadeiro Junqueira dos Reis dirige-se para a Rua Ribeira das Naus com o intuito de abrir fogo sobre o Terreiro do Paço, tal como tinha solicitado Marcello Caetano, mas é traído por um oficial fiel ao Regime, Alferes Sottomayor, que se recusa a disparar, sobre Salgueiro Maia, que estava na sua mira e tinha uma granada no bolso, e sobre as restantes forças que se encontravam no Terreiro do Paço. O Brigadeiro Junqueira dos Reis sofre um enorme revés e cria-se uma crença, entre os Revoltosos e as forças do Regime, que a Revolução terá um desfecho favorável aos primeiros. O Coronel António Romeiras acaba por participar desta traição, porque sendo o superior hierárquico direto do Alferes Sottomayor, diz que este só deve disparar à sua ordem. A Revolução no Terreiro do Paço está resolvida (a favor dos Revoltosos), havia agora que dividir forças, parte delas foram para o Quartel do Carmo (Capitão Salgueiro Maia) e a outra parte foi para o Quartel da Legião Portuguesa (Major Jaime Neves), situado na Penha de França. Entretanto o Rádio Clube Português, posto de rádio controlado pelos Revoltosos e que servia para a emissão dos seus comunicados ao País, estava a funcionar à luz da vela. A companhia da eletricidade cortou-lhes a energia, pensando que eles iam parar a emissão, contudo, estrategicamente, o Posto de Comando tinha escolhido esta rádio porque tinha um gerador, o que lhes possibilitava continuar a emitir mesmo sem eletricidade. O Regime estava a caminhar para a sua capitulação e essa situação parecia inevitável, a aviação estava “bloqueada”, a Fragata Gago Coutinho tinha retirado para o Mar da Palha e 50% dos carros de combate fiéis ao Regime tinham passado para o lado dos revoltosos. Iniciava-se o cerco ao Quartel do Carmo, onde se viveriam momentos de grande impasse, maioritariamente, causados pelo Regime que tentava resistir a todo o custo. O Capitão Salgueiro Maia começou uma série de avisos ao Quartel, ameaçando abrir fogo contra este se, ao fim de 10 minutos, não saísse ninguém. Um oficial desse Quartel, do lado dos Revoltosos, Major Hugo Velasco, saiu, sem autorização, à rua para dar conta do que se passava, mas isso não evitou que fossem disparados tiros contra aquelas instalações. Entravam, agora, dois delegados dentro do Quartel do Carmo, um deles teria um papel crucial para o rápido desenvolvimento desta situação, Dr. Pedro Feytor Pinto (Diretor dos Serviços de Informação) que ficou encarregue de levar a mensagem de rendição do Presidente do Conselho de Ministros ao General António de Spínola. O País estava à beira da Democracia e da vitória na Revolução. Sem ter conhecimento desta situação, o Posto de Comando encarrega o Capitão Salgueiro Maia de entrar no Quartel do Carmo para falar com Marcello Caetano, que o informa que enviou uma mensagem ao General António de Spínola, no sentido de resolver toda esta situação. Salgueiro Maia deixa uma ordem aos oficiais da Cavalaria de Santarém que ficavam na rua, se ao fim de alguns minutos ele não regressasse, deviam abrir fogo sobre o edifício, porém isso não foi necessário. A conversa entre Marcello Caetano e o Capitão Salgueiro Maia foi curta: SM - Apresenta-se o Capitão de Cavalaria Salgueiro Maia, comandante das forças sitiantes. Tenho ordens para exigir a sua rendição incondicional. MC - Já sei que não governo, só quero que me tratem com a dignidade com que sempre vivi. SM - Isso garanto-lhe eu. MC - O que é que me vão fazer? SM - Daqui vai para o Posto de Comando, a partir daí já não é comigo. MC - Quais são os vossos objetivos? SM - Liberdade e a democracia, o resto é com o povo e com a coordenadora do MFA. MC- Quem são os Generais que estão por detrás disto? SM - Este é o Movimento dos Capitães e isso chega. MC - Então, e o que vai ser do Ultramar? SM - Nova Índia não vai ser com certeza, tudo o resto está em discussão. MC - Senhor Capitão já falei ao telefone com o General Spínola, estou à espera dele. O que quer fazer? SM - Sendo assim, vou aguardar com as minhas forças a chegada do General Spínola. Durante esses momentos toca o telefone no Posto de Comando, do outro lado da linha estava o General Spínola. O General diz que tinha recebido uma carta do Presidente do Conselho de Ministros e que ele estava pronto a entregar-lhe o poder no Quartel do Carmo. O General havia garantido ao Presidente do Conselho de Ministros que não tinha levantado armas contra o Governo, mas que estava pronto para receber o poder se os responsáveis do Movimento das Forças Armadas assim o decidissem. A resposta do Posto de Comando foi positiva e assim se acabava com uma longa ditadura. O Governo cai com a rendição de Marcello Caetano. Numa tentativa de começar a “achincalhar” o novo poder, o ex-Presidente do Conselho de Ministros recusa sair pelas traseiras do Quartel do Carmo e exige sair por onde entrou, pela porta principal. Spínola diz que não é possível garantir a segurança de Marcello Caetano, ao que este lhe responde que a responsabilidade era, agora, do General, afinal ele era o novo responsável pelo País. Marcello acaba por sair pela porta da frente, foi do Carmo para o Posto de Comando na Pontinha e daí para a Madeira. Se o antigo Regime tinha sido deposto, o novo Regime começava, desde logo, a ter problemas. O General António de Spínola chega ao Quartel do Carmo, agradece o esforço de todos os oficiais que participaram na Revolução e disse que os ia promover a todos, algo que eles recusaram terminantemente. Depois disso, os oficiais disseram ao General Spínola que havia um programa a discutir antes de se fazer qualquer comunicação ao País, Spínola disse que eles já tinham feito o trabalho deles e que agora era a vez dos políticos tratarem da situação. Todavia, simpaticamente, os oficiais do Posto de Comando relembraram que ainda havia carros na rua e que se fosse preciso a Revolução continuava. Depois de largas, e duras, horas de discussão, entre Spínola e os oficiais Revoltosos, surge o primeiro comunicado da Junta de Salvação Nacional (General António de Spínola, General Francisco da Costa Gomes, Brigadeiro Jaime Silvério Marques, Capitão de Fragata António Alva Rosa Coutinho, Capitão de Mar e Guerra José Batista Pinheiro Azevedo, Coronel Carlos Galvão de Melo e General Manuel Diogo Neto) à Nação. O General António de Spínola emergia como Presidente da Junta e, por inerência, era agora Presidente da República. Portugal viveria, até 25 de Novembro de 1975, momentos bastante conturbados, mas o 25 de Abril de 1974 foi um marco histórico para o País, porque o libertou de uma longa ditadura e conseguiu fazer uma Revolução sem mortes. Os únicos mortos foram feitos pela PIDE/DGS, já em desespero com o aproximar do fim do Regime. A Liberdade que temos hoje é, quase da total responsabilidade, deste Golpe. A partir daqui, o País iria passar por tempos (muito) conturbados, politicamente, economicamente e socialmente, especialmente até ao 25 de Novembro. Abaixo, encontra-se um documentário da RTP que resume (em cerca de duas horas) tudo o que se passou no pré, durante e pós 25 de Abril. Editado 24 Abril 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 24 Abril 2015 Alguém que mova os posts do Vaart para um tópico sobre o 25 de Abril. Assim não fica perdido. Excelente trabalho, btw. Compartilhar este post Link para o post