UnReal Publicado 2 Dezembro 2015 Obrigado Pep. ;) Se alguém tiver mais sugestões, agradeço. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 2 Dezembro 2015 Para o PSD/CDS? Duvido imenso. Mas de qualquer forma gostava de saber porque é que os gestores privados conseguem aquilo que os gestores públicos, pelos vistos, não conseguem. Para o PSD/CDS não sei, mas é a ideia por trás do mecanismo. Conseguem porque uma empresa pública tem outras prioridades (e consequentemente, outros gastos) para lá da maximização do lucro, que é o objectivo numa gestão privada. Desde logo, os gastos com pessoal, trabalhadores em excesso, regalias maiores para os funcionários públicos do que para os do privado, não há sinergias que os privados podem trazer - não é por acaso que se privatizam as empresas sob a forma de venda a outras empresas do sector, moral hazard, serviços desnecessários e com prejuizo tendo em vista a satisfação pública no mínimo discutivel, administração numerosa e ineficiente - muitas vezes com cargos não executivos, não há reestruturação de quadros, pressão por parte das autarquias e estado que se traduzem em custos para as empresas e, depois, outras especificidades que variam com o setor e a empresa em questão, que nos transportes teria a ver com a concessionária assegurar a manutenção dos transportes e outros equipamentos, beneficiar de melhores condições de financiamento, pagamento, transferência da dívida para os concessionários, etc. Eu olho para o estado actual das empresas de transportes públicos, e vejo uma enormidade de dívida acumulada com peso significativo na dívida pública. E depois olho para a possibilidade de uma concessão, em que parte desse peso seria aliviado, e com uma forte possibilidade de os contribuintes não só deixarem de pagar essa dívida, mas também de beneficiar de um serviço mais eficiente, potencialmente mais barato e certamente mais viável, sem todas estas greves dos últimos anos, e não consigo perceber porque é que isto é uma má ideia. Quero dizer, até percebo qual é o propósito da indignação pela esta via. Qual seria o impacto de uma greve geral, que a CGTP tanto gosta, se os transportes públicos estivessem a funcionar em pleno? Perdiam a jóia da coroa e quase todo o poder que têm sobre o poder político, bem como uma parte dos afiliados. Não tem nada a ver com o facto de ser mau para a economia ou para as empresas, como se viu aquando a privatização da CP Carga. Como não têm assim tantos funcionários e uma greve não teria grande impacto no dia-a-dia dos portugueses, a convulsão foi muito fraquinha, para não dizer nenhuma. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 2 Dezembro 2015 Para o PSD/CDS não sei, mas é a ideia por trás do mecanismo. Conseguem porque uma empresa pública tem outras prioridades (e consequentemente, outros gastos) para lá da maximização do lucro, que é o objectivo numa gestão privada. Desde logo, os gastos com pessoal, trabalhadores em excesso, regalias maiores para os funcionários públicos do que para os do privado, não há sinergias que os privados podem trazer - não é por acaso que se privatizam as empresas sob a forma de venda a outras empresas do sector, moral hazard, serviços desnecessários e com prejuizo tendo em vista a satisfação pública no mínimo discutivel, administração numerosa e ineficiente - muitas vezes com cargos não executivos, não há reestruturação de quadros, pressão por parte das autarquias e estado que se traduzem em custos para as empresas e, depois, outras especificidades que variam com o setor e a empresa em questão, que nos transportes teria a ver com a concessionária assegurar a manutenção dos transportes e outros equipamentos, beneficiar de melhores condições de financiamento, pagamento, transferência da dívida para os concessionários, etc. Eu olho para o estado actual das empresas de transportes públicos, e vejo uma enormidade de dívida acumulada com peso significativo na dívida pública. E depois olho para a possibilidade de uma concessão, em que parte desse peso seria aliviado, e com uma forte possibilidade de os contribuintes não só deixarem de pagar essa dívida, mas também de beneficiar de um serviço mais eficiente, potencialmente mais barato e certamente mais viável, sem todas estas greves dos últimos anos, e não consigo perceber porque é que isto é uma má ideia. Quero dizer, até percebo qual é o propósito da indignação pela esta via. Qual seria o impacto de uma greve geral, que a CGTP tanto gosta, se os transportes públicos estivessem a funcionar em pleno? Perdiam a jóia da coroa e quase todo o poder que têm sobre o poder político, bem como uma parte dos afiliados. Não tem nada a ver com o facto de ser mau para a economia ou para as empresas, como se viu aquando a privatização da CP Carga. Como não têm assim tantos funcionários e uma greve não teria grande impacto no dia-a-dia dos portugueses, a convulsão foi muito fraquinha, para não dizer nenhuma. Se há coisa que foi feita nos últimos anos foi reduzir-se pessoal, cortar nas regalias e administrações e racionalizar as carreiras, daí a quantidade de greves que tem havido. Não estou a ver bem onde é que uma gestão privada vai buscar ainda maior eficiência. E a dívida foi acumulada em boa parte porque essas empresas assumiram os custos de investimento que, do meu ponto de vista, deviam ter sido imputadas ao Estado. Nos casos que eu conheço a gestão privada de transportes não conseguiu melhores preços ou serviço que a gestão pública, tens até um exemplo disso por cá com a Fertagus (que cobra valores exorbitantes de bilhetes e passes) e tu acreditas mesmo no que estás a escrever? E continuo sem perceber onde é que está esse potencial todo de redução de dívida com a gestão privada. Eu indigno-me mas não é de certeza pelo que a CGTP pode ou não pode deixar de fazer, se há coisa que eu critico fortemente é o sindicalismo português. Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 3 Dezembro 2015 História das ideias políticas do Diogo Freitas do amaral. É de muito fácil leitura e tem textos sobre praticamente todos os teóricos políticos importantes desde a antiguidade. Aconselho vivamente. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 3 Dezembro 2015 Se há coisa que foi feita nos últimos anos foi reduzir-se pessoal, cortar nas regalias e administrações e racionalizar as carreiras, daí a quantidade de greves que tem havido. Não estou a ver bem onde é que uma gestão privada vai buscar ainda maior eficiência. E a dívida foi acumulada em boa parte porque essas empresas assumiram os custos de investimento que, do meu ponto de vista, deviam ter sido imputadas ao Estado. Nos casos que eu conheço a gestão privada de transportes não conseguiu melhores preços ou serviço que a gestão pública, tens até um exemplo disso por cá com a Fertagus (que cobra valores exorbitantes de bilhetes e passes) e tu acreditas mesmo no que estás a escrever? E continuo sem perceber onde é que está esse potencial todo de redução de dívida com a gestão privada. Eu indigno-me mas não é de certeza pelo que a CGTP pode ou não pode deixar de fazer, se há coisa que eu critico fortemente é o sindicalismo português. As eficiências não se buscam apenas pelo lado dos custos com pessoal, é apenas uma parte significativa, mas há outros aspecto onde se podem obter poupanças. Mas acho que independentemente dos cortes que tenham sido feitos nos últimos anos, uma gestão privada tem simplesmente mais condições para fazer uma reestruturação mais profunda. E eles sabem disso, caso contrário não haveria interessados nas concessões, mas não conseguem fazer eles próprios porque dói. Na parte da dívida tens razão, é certamente uma fatia importante, mas ela tem crescido a um nível ridículo ano após ano. Não é apenas culpa dos investimentos. Parte da dívida é assumida pelas concessionárias e sai do domínio público. Logo aí tens uma diminuição brutal da dívida, independentemente da capacidade de eles a conseguirem pagar ou não (mais uma vez, presume-se que sim, caso contrário não teriam interesse nas concessões). E não podes generalizar pelo caso da Fertagus, pois cada caso tem as suas especificidades. Mas de qualquer forma, eu falei em potencial, admito que não é um dado adquirido - depende da capacidade da empresa de cortar custos e melhorar a eficiência e produtividade dos equipamentos e pessoal. Mas a verdade é que tu, enquanto poupas no preço do bilhete (na forma como as coisas estão), estás a pagar pelo outro lado, através dos impostos, não te esqueças disso ;) Mas já agora, como é que sustentas a tua posição de manutenção destas empresas na esfera pública? Compartilhar este post Link para o post
Guest Lotterer. Publicado 3 Dezembro 2015 Estou agora a rever o orçamento de estado no parlamento, ainda não vou tecer uma posição muito aprofundada, porque desejo faze-lo mas como não tenho muito tempo para isso, irei fazer lá para segunda feira. Mas estou achar bastante curioso e risível, esta postura do BE (pelo menos só reparei neles, até agora) a fazer perguntas, o tom e a maneira que reagem as mesmas. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 3 Dezembro 2015 Estou agora a rever o orçamento de estado no parlamento, ainda não vou tecer uma posição muito aprofundada, porque desejo faze-lo mas como não tenho muito tempo para isso, irei fazer lá para segunda feira.Mas estou achar bastante curioso e risível, esta postura do BE (pelo menos só reparei neles, até agora) a fazer perguntas, o tom e a maneira que reagem as mesmas. :mrgreen: Ou o Programa de Governo? Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 3 Dezembro 2015 Ri-me com o gozo que o ministro das finanças levou. Foram buscar as suas próprias afirmações públicas de há 2 anos atrás de ideologia económica, nomeadamente sobre aumento de salário mínimo acima da produtividade trazer desemprego e a atomização das negociações trabalhadores - empregador (invés à centralização), que é diametralmente oposto ao que está no programa de governo. Compartilhar este post Link para o post
Guest Lotterer. Publicado 3 Dezembro 2015 (editado) Ou o Programa de Governo? ou isso. :mrgreen: Editado 3 Dezembro 2015 por Lotterer. Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 3 Dezembro 2015 Paulo Portas para Costa: “Sr. primeiro-ministro, vírgula, que o povo não escolheu” Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 3 Dezembro 2015 Ri-me muito com aquela do "BFF". Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 3 Dezembro 2015 (editado) O Ferro Rodrigues podia fingir ser imparcial. Editado 3 Dezembro 2015 por Sumudica by Night Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 3 Dezembro 2015 O Ferro Rodrigues podia fingir ser imparcial. Foi um erro de casting tremendo para aquele lugar. Viu-se logo nas primeira vezes. Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 3 Dezembro 2015 Que lixo de debates. Sempre à volta da pseudo legitimidade do Governo. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 3 Dezembro 2015 Espero que isto seja só nos primeiros meses de legislatura. Compartilhar este post Link para o post
Guest Lotterer. Publicado 3 Dezembro 2015 O Ferro Rodrigues podia fingir ser imparcial. Ontem do que vi, fiquei com opinião contraria da tua, pareceu ser bastante imparcial. Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 3 Dezembro 2015 Foi um erro de casting tremendo para aquele lugar. Viu-se logo nas primeira vezes. Estava a ver que era só imaginação minha. O homem está ali com uma postura de gozo totalmente inadequada. É que por muito que me satisfaça ver o PAF a colher o que semeou, um PA n pode de forma alguma ter uma postura daquelas. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 3 Dezembro 2015 Espero que isto seja só nos primeiros meses de legislatura. Sim, porque depois vêm as eleições :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 3 Dezembro 2015 Estava a ver que era só imaginação minha.O homem está ali com uma postura de gozo totalmente inadequada. Ele não tem arcaboiço para ser Presidente da AR. Parece que anda constantemente a gozar com o ex-Governo. Compartilhar este post Link para o post
Jone Sampaoli Publicado 3 Dezembro 2015 mas alguma vez o Ferro Rodrigues teve arcaboiço para qualquer coisa? :lol: Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 3 Dezembro 2015 Plenário da Newshold. 30 de Novembro de 2015 O que é isto? :lol: Ainda só ouvi 6 minutos, mas tem potencial. Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 3 Dezembro 2015 Que lixo de debates. Sempre à volta da pseudo legitimidade do Governo. É impressionante como a coligação trata os Portugueses como atrasados mentais. Mas o mais impressionante é que a estratégia tem de estar a dar alguns frutos para continuarem com ela. Não lhes perdoo! Acaba hoje aquela que constitui a mais penosa experiência política a que me foi dado assistir na minha vida adulta em democracia. Salvaguardadas as exceções que sempre existem, quero dizer que nunca me senti tão distante de uma governação como daquela que este país sofreu desde 2011. Não duvido que alguns dos governantes que hoje transitam para o passado tentaram fazer o seu melhor ao longo destes cerca de quatro anos e meio. Em alguns deles detetei mesmo competência técnica e profissional, fidelidade a uma linha de orientação que consideraram ser a melhor para o país que lhes calhou governarem. Mas há coisas que, na globalidade do governo a que pertenceram, nunca lhes perdoarei. Desde logo, a mentira, a descarada mentira com que conquistaram os votos crédulos dos portugueses em 2011, para, poucas semanas depois, virem a pôr em prática uma governação em que viriam a fazer precisamente o contrário daquilo que haviam prometido. As palavras fortes existem para serem usadas e a isso chama-se desonestidade política. Depois, a insensibilidade social. Assistimos no governo que agora se vai, sempre com cobertura ao nível mais elevado, a uma obscena política de agravamento das clivagens sociais, destruidora do tecido de solidariedade que faz parte da nossa matriz como país, como que insultando e tratando com desprezo as pessoas idosas e mais frágeis, desenvolvendo uma doutrina que teve o seu expoente na frase de um anormal que jocosamente falou, sem reação de ninguém com responsabilidade, de "peste grisalha". Vimos surgir, escudado na cumplicidade objetiva do primeiro-ministro, um discurso "jeuniste" que chegou mesmo a procurar filosofar sobre a legitimidade da quebra da solidariedade inter-geracional. Um dia, ouvi da boca de um dos "golden boys" desta governação, a enormidade de assumir que considerava "legítimo que os reformados e pensionistas fossem os mais sacrificados nos cortes, pela fatia que isso representava nas despesas do Estado mas, igualmente, pela circunstância da sua capacidade reivindicativa de reação ser muito menor dos que os trabalhadores no ativo", o que suscitava menos problemas políticos na execução das medidas. Essa personagem foi ao ponto de sugerir a necessidade de medidas que estimulassem, presumo que de forma não constrangente, o regresso dos velhos reformados e pensionistas, residentes nas grandes cidades, "à provincia de onde tinham saído", onde uma vida mais barata poderia ser mais compatível com a redução dos seus meios de subsistência. Fui testemunha de atos de desprezo por interesses económicos geoestratégicos do país, pela assunção, por mera opção ideológica, por sectarismo político nunca antes visto, de um desmantelar do papel do Estado na economia, que chegou a limites quase criminosos. Assisti a um governante, que hoje sai do poder feito ministro, dizer um dia, com ar orgulhosamente convicto, perante investidores estrangeiros, que "depois deste processo de privatizações, o Estado não ficará na sua posse com nada que dê lucro". Ouvi da boca de outro alto responsável, a propósito do processo de privatizações, que "o encaixe de capital está longe de ser a nossa principal preocupação. O que queremos mostrar com a aceleração desse processo, bem como com o fim das "golden shares" e pela anulação de todos os mecanismos de intervenção e controlo do Estado na economia, é que Portugal passa a ser a sociedade mais liberal da Europa, onde o investimento encontra um terreno sem o menor obstáculo, com a menor regulação possível, ao nível dos países mais "business-friendly" do mundo". Assisti a isto e a muito mais. Fui testemunha do desprezo profundo com que a nossa Administração Pública foi tratada, pela fabricação artificial da clivagem público-privado, fruto da acaparação da máquina do Estado por um grupo organizado que verdadeiramente o odiava, que o tentou destruir, que arruinou serviços públicos, procurando que o cidadão-utente, ao corporizar o seu mal-estar na entidade Estado, acabasse por se sentir solidário com as próprias políticas que aviltavam a máquina pública. No Ministério dos Negócios Estrangeiros, fui testemunha de uma operação de desmantelamento criterioso das estruturas que serviam os cidadãos expatriados e garantiam a capacidade mínima para dar a Portugal meios para sustentar a sua projeção e a possibilidade da máquina diplomática e consular defender os interesses nacionais na ordem externa. Assisti ao encerramento cego de estruturas consulares e diplomáticas (e à alegre reversão de algumas destas medidas, quando conveio), à retirada de meios financeiros e humanos um pouco por todo o lado, à delapidação de património adquirido com esforço pelo país durante décadas, cuja alienação se fez com uma irresponsável leveza de decisão. Nunca lhes perdoarei o que fizeram a este país ao longo dos últimos anos. E, muito em especial, não esquecerei que a atuação dessas pessoas, à frente de um Estado que tinham por jurado inimigo e no seio do qual foram uma assumida "quinta coluna", conseguiu criar em mim, pela primeira vez em mais de quatro décadas de dedicação ao serviço público - em que cultivei um orgulho de ser servidor do Estado, que aprendi com os exemplos do meu avô e do meu pai -, um sentimento de desgostosa dessolidarização com o Estado que lhes coube titular durante este triste quadriénio. Por essa razão, neste dia em que, com imensa alegria, os vejo partir, não podia calar este meu sentimento profundo. Há dúvidas quanto ao futuro que aí vem? Pode haver, mas todas as dúvidas serão sempre mais promissoras que este passado recente que nos fizeram atravessar. Fosse eu católico e dir-lhes-ia: vão com deus. Como não sou, deixo-lhe apenas o meu silêncio. Francisco Seixas da Costa Grande texto. Juro que não percebo como é que há quem ache que estes pafiosos são gente de bem... 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Grillo Publicado 3 Dezembro 2015 Para criancinhas. entao mas ele não é socialista? Compartilhar este post Link para o post