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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Guest Dpitz

nao andas a ler noticias lol não leias só o Avante, camarada!

 

subscreve é apenas depositos a prazo e contas normais, não entres nos esquemas deles de vantagem CR100 e wtv

Bem pelo contrário! Tenho lido o DN e o Público, só que estas coisas dos bancos/bolsa passo sempre à frente porque não pesco um caraças disso (faço mal, eu sei lol) e porque não tenho grande tempo para ler.

 

Aqui só tenho conta normal no BES, tanto que a pergunta nem era tanto para mim, mas mais para outra pessoa.

Gracias!

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.Para mim a desresponsabilização dos cidadãos é péssima, sim. É o que acontece em Portugal.

Vem uma chuvada e destroi culturas agrícolas "ai credo, é uma vergonha o Estado tem de cobrir isto". Mas esquecem-se que existem seguradoras para o efeito e que deviam ter atenuado o risco com as mesmas e não esperar a mama do costume.

 

Tens toda a razão nisso (em alguns cidadãos), mas continuo sem achar que este país é um país de esquerda.

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A segunda parte era uma crítica à corrente de pensamento generalizada portuguesa.

E que corrente de pensamento é essa?

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O Estado recusou ajudar o BES...

Ainda assim, a situação é bastante diferente de um cenário hipotético de falência iminente.

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Governo suspende candidaturas aos estágios para jovens até à entrada em vigor de novas regras

 

Suspensão é transitória e deverá durar três semanas, garante o Instituto do Emprego e Formação Profissional.

 

As candidaturas aos estágios apoiados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) estão suspensas desde segunda-feira e só serão desbloqueadas quando as novas regras, que estão em discussão com os parceiros sociais, entrarem em vigor.

 

Num e-mail enviado ontem aos directores dos centros de emprego, a que o PÚBLICO teve acesso, o IEFP justifica a suspensão da Medida Estágios Emprego com a alteração do programa e espera que a publicação da portaria ocorra “durante a primeira quinzena do mês de Julho”, altura em que será aberto um novo período de candidaturas.

 

Na mensagem, o instituto lembra que está em curso um processo de alteração à medida e que, entretanto, já estão a ser feitos ajustamentos nos sistemas informáticos de submissão e de análise de candidaturas, “tendo-se verificado ser tecnicamente aconselhável efectuar a suspensão das candidaturas”.

 

Na página do IEFP foi também publicada uma nota (com data de segunda-feira) a dar conta da suspensão das candidaturas aos estágios. Na nota, o instituto dirigido por Jorge Gaspar esclarecia, ainda, que as candidaturas em análise ou já aprovadas, continuam a obedecer às regras em vigor.

 

Fonte oficial do instituto acrescentou ao PÚBLICO que a decisão de suspensão das candidaturas tem “carácter transitório, com uma duração previsível de três semanas”, até à concretização das alterações que estão em discussão. “Trata-se de um procedimento comum, anteriormente já adoptado, neste tipo de situações”, acrescenta o gabinete de Jorge Gaspar.

 

No final da semana passada, o Governo entregou aos parceiros sociais várias propostas de alteração às medidas de apoio ao emprego. Entre elas está a reformulação dos estágios para jovens desempregados até aos 30 anos, que passam a ter uma duração mais curta e apoios mais reduzidos. Os representantes dos sindicatos e dos patrões têm até ao final da semana para se pronunciarem sobre as medidas e está marcada uma nova reunião de Concertação Social na próxima semana.

 

A CGTP já se pronunciou contra a generalização dos estágios. Para Joaquim Dionísio, dirigente da central sindical, os estágios só se justificam para jovens com altas-qualificações. “O problema é estarem a ser utilizados para jovens substituírem trabalhadores contratados por pseudo-estagiários”, concluindo que a medida acaba por contribuir para uma situação de precariedade no mercado de trabalho.

 

De acordo com a informação solicitada pelo PÚBLICO ao Governo, a medida Estágios Emprego abrangeu, até ao final de Maio, 39 mil jovens, dos quais 15.400 iniciaram o estágio em 2014 e os restantes transitaram do ano passado. Esta medida faz parte do programa Garantia Jovem que já abrangeu 45.877 mil jovens em estágios.

 

Metade das verbas esgotadas

 

Quase metade das verbas destinadas aos Estágios-Emprego já estavam, segundo fonte oficial do Ministério do Emprego, esgotadas no final de Maio e será necessário “reforçar os recursos disponíveis para a execução desta medida”. No orçamento do IEFP para 2014, estavam orçamentados 226 milhões de euros para a medida, mas no final de Maio, os pagamentos ocorridos já ascendiam a 112 milhões de euros, uma execução de 49%.

 

Mas para o ex-presidente do IEFP, Francisco Madelino, o problema é mais profundo, alertando que o programa está bloqueado do ponto de vista orçamental: “Actualmente, 95% das verbas estão comprometidas com processos que transitaram do ano passado”.

 

A situação deve-se, segundo o antigo responsável do instituto, à “generosidade” dos apoios. E lembra que até à publicação, em Março, de uma alteração ao regulamento (que passou a recusar candidaturas de empresas que não tenham admitido pelo menos um estagiário em cada três) verificava-se “falta de selectividade” na aprovação destes estágios. Porém, o Governo não revelou qual o montante já comprometido com as candidaturas aprovadas nem qual o reforço orçamental que será necessário.

 

A demora, que em alguns casos chega aos quatro meses, na resposta aos jovens estagiários é outro dos problemas apontados ao programa. É o caso de Filipa Oliveira. A jovem mestre em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º ciclo recebeu uma proposta de estágio numa creche no início de Dezembro, contudo, começou a trabalhar em finais de Abril, mais de quatro meses depois. Filipa garante conhecer muitos colegas que estão na mesma situação.

 

Já o director executivo do programa Garantia Jovem, Victor Moura Pinheiro, afirma não ter conhecimento destas “insatisfações”, que considera serem “casos muito pontuais”, que variam de região para região. Fonte oficial do ministério, por sua vez, justifica a dificuldade em cumprir com o prazo previsto de 15 dias para decisão sobre as candidaturas com “o nível de actividade dos Estágios Emprego [que] tem sido muito elevado”.

 

Ao PÚBLICO, Filipa Oliveira conta ainda que ao longo do tempo de espera não recebeu qualquer informação do IEFP, apenas a empresa informou de que a candidatura envolve “muitas questões burocráticas por parte da empresa, que atrasam o processo”. A agora estagiária recorda o único contacto do centro de emprego neste período, foi uma chamada para outra entrevista de estágio: “Não estava relacionada com a candidatura que estava a decorrer, não tinham conhecimento. Só mostra a desorganização dos estágios”, critica.

 

a empresa de telecomunicações CBE garante que o recurso à medida Estágios Emprego “corresponde às expectativas”, nas palavras do funcionário Williams Cunha. A CBE recorreu ao programa em Janeiro, com 21 candidaturas, que foram aprovadas um mês depois e os estagiários já se encontram a trabalhar. Entretanto, a empresa submeteu mais três candidaturas, num total de 41 “ofertas de estágio”, segundo Williams Cunha.

 

@Publico.pt

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Que medidas é que o PSD tomou de livre e espontânea vontade que não estavam previstas no memorando da troika, ou que não teriam de ser algum tipo delas ser tomadas de modo a estar de acordo com o memorando? É mais fácil a pergunta deste modo.

 

Pois, bem me parecia que a pergunta era difícil. Nem uma para amostra?

Se não concordavam com o memorando não o assinavam, apoiavam e diziam que queriam ir "além da troika".

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O BES tem à venda toda a sua participação na seguradora Tranquilidade.

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Alguém me faz um resumo desta história do BES.

 

O Salgado saiu porquê? É que começo a ver aqui um padrão.

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Banco de Portugal afasta Salgado e a família Espírito Santo da gestão do BES

 

Depois de mais de duas décadas à frente do banco, Ricardo Salgado abandona a liderança do BES. Morais Pires é o presidente que se segue.

 

Surpresa! Amílcar Morais Pires vai mesmo ser proposto para liderar o Banco Espírito Santos (BES) até ao final do actual mandato, enquanto o deputado do PSD, Paulo Mota Pinto, será candidato a sentar-se na cadeira de chairman (presidente não executivo).

 

Já Ricardo Salgado, que deixa a liderança do grupo financeiro ao fim de 23 anos, renunciou por pressão do Banco de Portugal (BdP), enquanto José Maria Ricciardi, que tentou substituir o primo-direito, acabou por esclarecer que se manterá no BESI e que a sua prioridade agora é autonomizar o banco de investimento da casa mãe: o BES.

 

O anúncio de que Morais Pires, 53 anos, é o nome da ESFG para ser o CEO do BES até Março de 2016 (quando se inicia um novo mandato) apanhou de surpresa o meio financeiro, que já considerava esta opção “improvável”. E não por motivos técnicos, mas outras razões: Morais Pires não é consensual dentro da família ES, pois houve quem sugerisse José Maria Ricciardi para CEO; Morais Pires, tal como Ricciardi, é arguido num processo-crime de mercado que data de 2008 (envolvendo acções da EDP) e apareceu associado a outras polémicas ligadas ao BES e a Salgado (o BdP aprovou a ida de Jorge Tomé para o Banif, apesar de este ser também arguido num alegado crime de mercado). E há vários anos que o CFO do BES foi designado por Salgado, hoje com 70 anos e que sai com a imagem debilitada, o seu sucessor.

 

Há um terceiro motivo para justificar a perplexidade. É que nas últimas semanas o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de quem José Maria Ricciardi é consultor informal, manifestou-se contra a solução Morais Pires.

 

Por definição, o Banco de Portugal actua de modo independente e não deverá sujeitar-se a pressões. Carlos Costa já veio dizer que só depois da Assembleia-Geral, marcada para 31 de Julho, se pronunciará sobre Morais Pires, Ana Rita Barosa e Isabel Almeida Bernardino, ambas quadros do banco, e recrutadas para substituírem, na Comissão Executiva, Ricciardi e José Manuel Espírito Santo.

 

Do mesmo modo, Paulo Mota Pinto (que ficará no lugar de Alberto Oliveira Pinto) vai ser avaliado depois da reunião magna. O deputado do PSD, próximo de Ferreira Leite e Cavaco Silva, já assegurou que pretende “contribuir para o modelo de governo, estabilidade e sucesso de um banco que é, como todos reconhecem, uma das mais importantes instituições financeiras do nosso país”. “Caso seja eleito”, cessará “de imediato o exercício das funções públicas”.

 

Escândalos e investigações

A renúncia de Salgado ao lugar de CEO surge como o culminar de várias investigações em curso ao grupo familiar que apareceu envolvido em vários escândalos: Operação Furacão, Face Oculta, Portucale, contrapartidas da compra de submarinos pelo Estado português, Escom, desaparecimento no BES Angola de cerca de cinco mil milhões de euros. Isto para além do facto de Salgado ter sido obrigado a corrigir a sua declaração de rendimentos várias vezes, e ter recebido uma comissão de 8,5 milhões de euros do construtor José Guilherme por apoio aos negócios deste em Angola.

 

As exigências de Carlos Costa para a ESFG encontrar uma solução de gestão nova para o BES, fora da esfera familiar, visaram afastar a instabilidade do sector e proteger o BES das lutas e dos interesses accionistas. Mas a medida pode não resolver a questão financeira, se o aumento de capital que o BES efectuou com sucesso (1,047 mil milhões de euros), desenhado por Morais Pires, não chegar para tapar o buraco de cinco mil milhões provocado pelo BESA (ainda que o Estado angolano tenha dado uma garantia).

 

Insuficiências de capital

Terá sido neste contexto, segundo informações que circularam nesta sexta-feira, que a família procurou financiamento de 2,5 mil milhões junto da CGD e do BCP, mas que não foi conseguido. O jornal online Observador noticiou que o GES tentou que a Caixa liderasse um sindicato bancário nacional para investir na ESI e no Rio Forte (não-financeira), mas Passos Coelho bloqueou. A situação pode ganhar relevância, dado que o tema GES/BES se internacionalizou e já está no BCE e nas autoridades luxemburguesas, onde as holdings ESI e ESFG têm sede, e onde se concentram muitos problemas.

 

Com insuficiências de capital da ordem dos 2,5 mil milhões, as auditorias externas pedidas pelo BdP detectaram uma exposição a instrumentos de dívida de empresas do GES à volta de cinco mil milhões: 3% do PIB português. Recorde-se que, em entrevista ao Jornal de Negócios, Salgado reconheceu ter existido negligência na ESI, de que é administrador, mas remeteu “as culpas” para o contabilista, dando a entender que não existia um corpo executivo à frente da holding que concentra os interesses da família.

 

Um elenco fechado?

Ainda que o BdP se reserve o direito de se pronunciar mais tarde sobre os novos gestores, seria estranho, tendo em conta o actual contexto, que o ESFG tenha avançado com o nome de Morais Pires sem a indicação de não oposição por parte da equipa de Carlos Costa. Na reunião que decorreu esta quinta-feira, entre o governador, o vice-governador, Pedro Neves, e o Conselho Superior do ESFG (que detém 25% do BES), e onde estão os cinco ramos da família, foram sugeridos dois nomes para CEO do BES: o de Ricciardi e o de Morais Pires. O governador “vetou” o do presidente do BESI, não por questões de idoneidade, mas por pertencer à família e poder haver conflito de interesses. Mas o facto de terem existido propostas distintas, e das movimentações terem continuado durante a tarde de sexta-feira, não torna impossível o aparecimento de candidaturas alternativas à divulgada.

 

Uma das medidas que será também apresentada a 31 de Julho prende-se com o modelo de governação do banco e a criação de um Conselho Estratégico, onde os interesses da família ficarão acantonados. Este corpo estranho terá poderes de consultoria à administração e será presidido por Ricardo Salgado. Carlos Costa já informou que só depois da reunião de 31 de Julho se pronunciará sobre o novo modelo de gestão.

 

@Publico.pt

 

Estão aí algumas das situações que levaram à situação atual, infelizmente não consegui arranjar uma reportagem que tivesse uma espécie de fita do tempo, onde fosse possível seguir todas as incidências do caso passo-a-passo.

Editado por Vaart

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Mas que raio se passou na cabeça dos dirigentes do PCP, para emitirem aquele comunicado sobre o BES?

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A cultura é cara, a incultura é mais cara ainda

 

 

1 - A ARTE deve ser livre porque o ato de criação é em si um ato de liberdade. Mas não é só a liberdade individual do artista que importa. Sabemos que quando a Arte não é livre o povo também não é livre. Há sempre uma profunda e estrutural unidade na liberdade. Onde o artista começa a não ser livre o povo começa a ser colonizado e a justiça torna-se parcial, unidimensional e abstrata. Se o ataque à liberdade cultural me preocupa tanto é porque a falta de liberdade cultural é um sintoma e significa sempre opressão para um povo inteiro.

 

2 - NÃO PENSO que exista uma arte para o povo. Existe sim uma arte para todos à qual o povo deve ter acesso porque esse acesso lhe deve ser possibilitado através dos meios de comunicação. Primeiro os "aedos" cantaram no palácio dos reis gregos "o canto venerável e antigo". Era uma arte profundamente aristocrática. Depois os rapsodos cantaram esse mesmo canto na praça pública. E Homero, foi, como se disse, o educador da Grécia. Isto é: a cultura foi posta em comum. E por isso os gregos inventaram a democracia. A política começa muito antes da política.

 

Penso que nenhum socialismo real será possível se a cultura não foi posta em comum. Quando o aedo, ou poeta medieval cantavam na praça o seu poema era ouvido por todos, mesmo pelo analfabeto. E viajava por todo o país e de país em país: por isso o mirandês canta Mirandolim-Marlbourg.

 

Depois a cultura fechou-se em livros e os analfabetos e os pobres foram rejeitados. Tudo se tornou mais complexo e complexado. As comunidades foram divididas e cada homem foi dividido dentro de si próprio. Será preciso um enorme paciente e múltiplo e obcecado esforço para construir o mundo de outra maneira. E é preciso que nenhum dirigismo esmague esse esforço.

 

É evidente que no mundo atual encontramos a par da arte uma meta-arte. O cubismo é uma meta pintura, uma pintura sobre a pintura. Arte e meta-arte alimentam-se e inspiram-se mutuamente e penso que este é um dos caminhos, uma das possibilidades. Foi a ler Proust e Rimbaud que aprendi a escrever para crianças. O simplismo e o populismo nunca conduzirão a nada. Se João Cabral de Melo é capaz de escrever uma obra como "Morte e Vida Severina" é porque é capaz de escrever "Uma Faca só Lâmina". "Morte e Vida Severina" é um poema que todos entendem, mas nele as imagens são tão precisas, e os versos tão densos como em "Uma Faca só Lâmina".

 

Creio que o "poema para todos" é, dentro da cultura em que estamos, o poema mais difícil de escrever. Creio que esse poema é necessário e por isso tenho procurado encontrar um caminho para ele. Por isso em "Livro Sexto" invoquei

O canto para todos

Por todos entendido

Mas sei que esse poema não se programa. E por isso, já depois do 25 de abril escrevi:

Um poema não se programa

Porém a disciplina

Sílaba por sílaba

O acompanha

Mas a disciplina do poema não é a da política.

O poema é disciplinado pela sua própria necessidade.

 

Nem o próprio artista se pode programar a si próprio. O Ministro da Comunicação Social disse que os períodos revolucionários não eram propícios às artes de vanguarda. Não podemos esquecer que também Hitler e Salazar não se entendiam bem com a arte de vanguarda e que ambos a perseguiam. Um verdadeiro período revolucionário está aberto a todas as formas de criação.

 

3 - É EVIDENTE que há incoerência. As campanhas de dinamização são mais políticas do que culturais. Fazem um doutrinamento político que deve ser feito pelos partidos. Pois não há doutrinamento apartidário. Não há angelismo político. Um doutrinamento político que se apresenta como apartidário é necessariamente ambíguo.

 

Vivemos no pluralismo. Mas não queremos viver na ambiguidade. Queremos que o pluralismo seja nítido e declarado com clareza. Que todo aquele que exerce uma atividade de doutrinamento político diga aos outros o partido a que pertence ou que apoia.

 

Queremos uma revolução clara. Queremos a clareza e a coerência dessa clareza. Este país tem neste momento uma intensa consciência da necessidade de clareza.

 

A política é um capítulo da moral. O povo que somos votou conscientemente e quer a política que escolheu. Queremos justiça social concreta mas sabemos que essa justiça só se poderá construir na liberdade e na verdade.

 

Sabemos muito claramente o que não queremos. Não queremos a violência, não queremos que a liberdade seja sofismada. Não queremos nem inquisições nem perseguições. Não queremos política da terra queimada. Não queremos política imposta. E no plano da cultura queremos acima de tudo que a política não seja anti-cultura.

 

A demagogia é a traição cultural da revolução. Porque a demagogia é a arte de ensinar um povo a não pensar. Um provérbio africano diz: Uma palavra que está sempre na boca transforma-se em baba. Não queremos continuar a suportar a baba dos slogans.

 

Querer fazer política cultural quando os meios de comunicação estão inundados de demagogia é uma incoerência radical. O ministro da comunicação referiu-se ao facto de o trabalho dos artistas ser agora pago pelo povo. Também muitos jornais são agora pagos pelo povo e todos os dias custam ao povo uma despesa escandalosa.

 

A cultura é cara. A incultura acaba sempre por sair mais cara. E a demagogia custa sempre caríssimo.

 

Crónica de Sophia de Mello Breyner no Expresso, a 12 de Julho de 75.

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Mas que raio se passou na cabeça dos dirigentes do PCP, para emitirem aquele comunicado sobre o BES?

:lol: crl mesmo

 

ainda por cima o Governo teve bem na maneira como geriu as negociações com o BES, foi intransigente e isso até me surpreendeu.

 

e o PCP 'tava mortinho para mandar uma facadinha no capitalismo, e não resistiram :lol: deviam tar caladinhos, crl, eles vao-se enterrar sozinhos!

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Vai ter o mesmo destino que os outros mas ao menos dá umas respostas com pinta:

 

Além disso, Weidmann, em resposta aos apelos de Renzi para que seja dado à Itália mais tempo para cumprir as metas do tratado orçamental, defendeu que “aumentar a dívida não produz crescimento”, acusando a Itália de apenas anunciar reformas, sem as passar à prática.

 

A resposta de Matteo Renzi não se fez esperar. O primeiro-ministro italiano começou por dizer que não tinha ainda ouvido qualquer comentário negativo às suas políticas orçamentais por parte do governo alemão. As críticas, disse, vêm dos banqueiros. “O Bundesbank não tem como sua tarefa participar no debate político italiano. Da mesma maneira que eu não falo sobre o Sparkassen ou os Landesbanken”, afirmou numa referência aos bancos regionais alemães que beneficiaram de algumas excepções no apertar das regras de regulação financeira na Europa. “A Europa pertence aos seus cidadãos, não aos banqueiros, sejam eles alemães ou italianos”, finalizou Renzi. Em declarações a vários meios de comunicação italianos, fonte do gabinete do primeiro-ministro italiano respondeu ainda que “se o objectivo é criarem medo, enganaram-se no país e no governo”.

http://www.publico.pt/economia/noticia/weidmann-ataca-italia-renzi-responde-1661638

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Posso ficar já assustado com o BES, ou ainda posso esperar mais uns dias?

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