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Tugax.

Oceanos podem ter origem nos asteróides

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A agência espacial europeia (ESA) anunciou que uma descoberta da sonda Rosetta poderá explicar a origem da água do planeta azul.

 

67pchuryumov-gerasimenko-ef35.jpg

 

A sonda Rosetta detetou água no cometa que alcançou em agosto, com composição bastante diferente da encontrada na Terra, fortalecendo a hipótese de os oceanos terrestres terem origem nos asteróides, informou hoje a agência espacial europeia ESA.

 

Um estudo publicado hoje na revista Science, e citado pela ESA, revela que, no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, o rácio deutério/hidrogénio medido é três vezes maior do que o dos oceanos terrestres e igualmente superior ao do cometa 103P/Hartley 2, também da família dos cometas de Júpiter, onde a composição da água "bate certo" com a da Terra.

 

Nos meteoritos, com origem na Cintura de Asteróides, a "assinatura" da água encaixa com a da Terra, adianta a ESA, numa nota a propósito do estudo.

 

Pela comparação entre o rácio de hidrogénio e deutério - uma forma mais pesada de hidrogénio, com um neutrão adicional - na água dos oceanos terrestres e o rácio medido em corpos celestes, os astrónomos podem tentar identificar a origem da água do "planeta azul".

 

Apesar de os asteróides (corpos rochosos) terem, globalmente, muito menos teor de água, comparativamente aos cometas, o seu impacto na Terra, quando colidem com o planeta, é muito maior, o que pode ter dado origem aos oceanos do "planeta azul", assinala a agência espacial europeia.

 

"A nossa descoberta exclui a ideia de que apenas os cometas da família de Júpiter contêm água semelhante à dos oceanos da Terra, e acrescenta peso aos modelos que atribuem maior ênfase aos asteróides", enquanto principais meios de transporte da água para a Terra, sustentou Kathrin Altwegg, que lidera a investigação, conduzida a partir dos dados recolhidos pelo espetrómetro ROSINA (Rosetta Orbiter Spectrometer for Ion and Neutral Analysis).

 

De acordo com a ESA, foram feitas, anteriormente, medições de rácios deutério/hidrogénio em 11 cometas. Somente no cometa 103P/Hartley2 foi encontrada composição de água semelhante à da Terra, na sequência de observações efetuadas com o telescópio de infravermelhos Herschel, em 2011.

 

As medições do rácio deutério/hidrogénio do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko foram feitas depois de a sonda Rosetta o ter alcançado, a 06 de agosto.

 

As análises baseiam-se na avaliação de mais de 50 espetros recolhidos entre 08 de agosto e 5 de setembro.

 

O cometa viaja em redor do Sol, entre as órbitas da Terra e de Júpiter, demorando seis anos e meio a completar a trajetória.

 

Expresso

Editado por Tugax.

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Já se sabia há algum tempo que os Oceanos têm origem nas estrelas. Alguns até vêm com marca de origem:

 

getimage3.jpeg

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Fdx, quantos asteroides é que eram precisos para meter cá esta água toda?

 

A água não é suposto vir lá do crl mais velhos, das entranhas deste belo planeta?

 

Não pesco nada destas cenas, mas quem me quiser elucidar e enobrecer a minha cultura eu agradeço desde já!

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Fdx, quantos asteroides é que eram precisos para meter cá esta água toda?

 

A água não é suposto vir lá do crl mais velhos, das entranhas deste belo planeta?

 

Não pesco nada destas cenas, mas quem me quiser elucidar e enobrecer a minha cultura eu agradeço desde já!

When thinking about this, it helps to remember that the Earth essentially started out as two asteroids colliding and sticking together to form one bigger asteroid. That then hit a third asteroid to make it slightly bigger... and thousands of collisions later you've built up something roughly the mass of the Earth. The Earth is only ~0.03% water, so you don't need to have too many of those thousands of collisions be icy objects to get an ocean's worth of water.

 

Water is very abundant in space, and beyond the snow line in your planetary disk, water is cold enough to be ice and thus make up a larger fraction (~10-80%) of the solid material.

 

In the planet formation process, billions of comets form out beyond the snow line that are largely ice. Over the 20 million years of the planet formation process, lots of those billions of icy things end up getting scattered into the inner solar system and colliding with the large asteroids/proto-planets and giving them water.

 

Simulations of this planet forming process show that it's easy to get many oceans of water into these habitable zone planets, but the amount of water delivered can vary quite a lot just due to random chance and exactly how many collisions happen.

 

Simulations specific to our solar system back this up, and show that it's really not hard to get water from comets onto the Earth.

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hmm... isso faz-me um bocado de confusão...

 

Então, há essas colisões todas e quê, ok. Mas os planetas são todos redondinhos crl... Porquê?

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hmm... isso faz-me um bocado de confusão...

 

Então, há essas colisões todas e quê, ok. Mas os planetas são todos redondinhos crl... Porquê?

Quite simply: gravity.

 

Once you get above a certain size, gravity is strong enough that it will even deform an object into a sphere, which minimizes the gravitational potential energy on the object (everything is as close to the center as it can be).

 

It isn't perfectly round though. Mountains an valleys produce (relativistically small) imperfections in the surface and spin produces a bulge, making the term for an object like the Earth an approximate oblate spheroid.

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Para onde é que vai a água quando a maré vaza?

 

Para o sítio de onde vem quanto a maré enche.

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Estou impressionado com a qualidade do inglês do Foster, muito bem!

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Para onde é que vai a água quando a maré vaza?

To the other places on the planet where the tide is coming in!

 

Tides happen because the gravity of the moon pulls the water on Earth's surface into a sort of football shape, (though not quite that extreme). One of the pointy ends is always directed towards the moon. The earth rotates about its own axis ~30 times faster than the moon orbits the earth, so it's essentially spinning inside this football shaped blob of water. High tides happen when you spin into the pointy part, and low tides when you spin into the side parts.

 

Does that make sense?

 

Estou impressionado com a qualidade do inglês do Foster, muito bem!

pff puh-lease.

Editado por Foster

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hmm... isso faz-me um bocado de confusão...

 

Então, há essas colisões todas e quê, ok. Mas os planetas são todos redondinhos crl... Porquê?

 

É como se martelares um pedaço de madeira aleatoriamente, por exemplo. Imagina que martelas um cubo de madeira nos vértices, p.e. Com as marteladas ele vai ficando arredondado. O mesmo com os planetas e os meteoritos que colidem. Para além disso tens os fenómenos erosivos (vento, chuvas, etc) que ainda "limam" mais a superfície do nosso planeta, fazendo-o ficar mais redondo.

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É como se martelares um pedaço de madeira aleatoriamente, por exemplo. Imagina que martelas um cubo de madeira nos vértices, p.e. Com as marteladas ele vai ficando arredondado. O mesmo com os planetas e os meteoritos que colidem. Para além disso tens os fenómenos erosivos (vento, chuvas, etc) que ainda "limam" mais a superfície do nosso planeta, fazendo-o ficar mais redondo.

 

Não é só por causa disso, mas principalmente por questões de energia interna destes objectos ou entropia (grau de desordem) e pela acção da força granítica. É que como a esfera é a geometria de menor razão de área de superfície por volume, esta acaba por ser aquela que os planetas tendem a tomar de modo a estar o mais perto possível dum estado mínimo de energia/entropia.

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Não é só por causa disso, mas principalmente por questões de energia interna destes objectos ou entropia (grau de desordem) e pela acção da força granítica. É que como a esfera é a geometria de menor razão de área de superfície por volume, esta acaba por ser aquela que os planetas tendem a tomar de modo a estar o mais perto possível dum estado mínimo de energia/entropia.

E é por isso que às vezes chove "granito" :mrgreen:

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Não é só por causa disso, mas principalmente por questões de energia interna destes objectos ou entropia (grau de desordem) e pela acção da força granítica. É que como a esfera é a geometria de menor razão de área de superfície por volume, esta acaba por ser aquela que os planetas tendem a tomar de modo a estar o mais perto possível dum estado mínimo de energia/entropia.

 

Nunca tinha pensado nisso. Curti a explicação :handclap:

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