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Liedson

Almada, Seixal e Barreiro transformam-se em Lisbon South Bay

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Lisbon South Bay é o novo nome adoptado para os territórios da margem sul do Tejo, geridos pela Baía do Tejo, empresa pública do universo Parpública, e integrados no Arco Ribeirinho Sul.

 

O nome, apresentado esta quinta-feira pela administração da empresa e pelos presidentes das três câmaras municipais (CDU), resulta de um estudo de marketing em que foram realizadas mais de mil entrevistas, a entidades e pessoas da região, e tem como objectivo, segundo o presidente da Baía do Tejo, facilitar a promoção internacional dos parques industriais do Barreiro e Seixal, e a Cidade da Água projectada para os terrenos da antiga Margueira, em Almada.

 

A opção por uma designação em língua inglesa foi justificada por Jacinto Pereira com a necessidade de um “posicionamento global” da estratégia que pretende “construir uma região de referência à escala internacional” e “atrair investimento e emprego”.

 

Os autarcas de Almada, Seixal e Barreiro, questionados pelo PÚBLICO, dizem não recear qualquer falta de identificação das populações destes concelhos com o nome em inglês. “Isto está como o Paracetamol para o Ben-u-ron, o Arco Ribeirinho Sul será sempre o nosso paracetamol”, disse Joaquim Judas, presidente da Câmara de Almada. Carlos Humberto, do Barreiro, acrescentou que “aquilo que interessa às populações é que se consiga atrair investimento, o que as pessoas querem é emprego”.

 

A designação Lisbon South Bay envolve apenas três dos seis municípios que integram o projecto Arco Ribeirinho Sul, por serem aqueles em que a Baía do Tejo detém territórios, e foi seleccionada entre 70 hipóteses iniciais por mostrar facilmente a localização geográfica. “É fácil, para qualquer investidor, encontrar Lisboa, o sul do Tejo e a baía”, defende Joaquim Judas.

 

O autarca do Seixal, Joaquim Santos, diz esperar que, com o novo plano de promoção, de que o nome é apenas o “primeiro passo”, a margem sul do Tejo passe a ser vista “não como um deserto, como se dizia há uns anos, mas como um oásis para investimento”.

 

@publico.pt

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Estes presidentes também são uns vendidos do crl. Tal como o resto do país.

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Lisbon South Bay ou o sul ridicularizado

 

Depois do malfadado Allgarve, tentativa canhestra de piscar o olho ao turista (e ainda por cima mal sucedida, como se viu) chega agora a vez da margem sul do Tejo abrir o “dicionário” do marketing e transformar Almada, Seixal e Barreiro, nomes com história na história nacional, em Lisbon South Bay.

 

Claro que tal renomeação é feita apenas com intuitos de propaganda, os lugares não vão mudar de nome, mas os estrangeiros, a quem cada vez mais negamos o uso e conhecimento de palavras portuguesas, não deixarão de ficar perplexos com tamanha (e desnecessária) bajulação. O invocado “posicionamento global” soa igualmente a ridículo. Os espanhóis “vendem” as suas terras com os nomes originais, orgulhosamente, não os traduzem com medo que os turistas não os visitem.

 

Num momento em que por aí tanto se apregoa a “universalidade” da língua portuguesa, isto só mostra que caminhamos em sentido contrário. Até que, um dia, a nossa língua desapareça.

 

Público

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f*da-se que palhaçada :lol:

Quem teve esta ideia deve ter sido alguem da laia do outro do bater punho

Editado por antifa

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E aquela cena de irem fazer uma nova EXPO desse lado do Tejo, ao pé da cena dos estaleiros antigos da Lisnave ou que era, com investimento chinês? Ficou no papel só?

 

É que o projeto parecia muito bom.

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Lisbon South Bay é o novo nome adoptado para os territórios da margem sul do Tejo, geridos pela Baía do Tejo, empresa pública do universo Parpública, e integrados no Arco Ribeirinho Sul.

 

O nome, apresentado esta quinta-feira pela administração da empresa e pelos presidentes das três câmaras municipais (CDU), resulta de um estudo de marketing em que foram realizadas mais de mil entrevistas, a entidades e pessoas da região, e tem como objectivo, segundo o presidente da Baía do Tejo, facilitar a promoção internacional dos parques industriais do Barreiro e Seixal, e a Cidade da Água projectada para os terrenos da antiga Margueira, em Almada.

 

 

Para quem está distraído, a contar com a pessoa do Público que escolheu o título da notícia, há que recordar que Almada, Seixal e Barreiro são muito mais do que a Margueira e os Parques Industriais da Siderurgia e da antiga CUF/Quimigal.

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Estamos em Portugal ou num país cuja lingua principal é o Inglês?

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Se estamos a falar de Lisboa o nome devia ser antes assim: لشبونة هو القرف، ويعيش بورتو

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Notícia para encher chouriços, chatear quem não percebeu bem o que significa, dar AVCs à terceira idade e para ler shitstorms e nas caixas de comentários.

 

- É um parque/terreno para construção/empresarial/desportivo/habitacional - detido por uma empresa para fazerem o que quiserem. Se quiserem chamar aquilo de "Parque Enormes Seios", eles chamam isso. No fundo é como se fosse um Tagus Park, que fica efetivamente mais perto do Tejo.

- Toda a gente aqui conhece a Almada, o Barreiro e o Seixal, e gostamos todos imenso de ir lá buscar os nossos carros quando são roubados, mas para os estrangeiros (leia-se investidores, que é o objetivo) - não necessariamente ingleses, mas chineses, japoneses, árabes e até gente que possa nem saber o que é um Portugal. Para eles, se tiverem um conhecimento básico do nosso país, são capazes ainda de ficar com as noções de "Lisbon" e de "Oporto", pouco mais. São pessoas para quem Samora Correia, Alcochete e Amora não lhes diz absolutamente nada, e não lhes aproxima nada em termos de investimento. Por outro lado, será que também conhecemos assim tantas cidades em países bastante longe de nós e de importância/dimensão relativamente pequenas?

- Já sabemos que quem anda agora com dinheiro são os chinocas e têm investido bastante em Portugal. Sendo que o Inglês é a língua que os aproxima a eles da Europa e da maior parte do comércio mundial, preferiam que esta área se chamasse Lisbon South Bay (numa língua que dá para quase todos percebermos) ou uma placa enorme com um "吮吸" ou uma porcaria qualquer parecida?

 

Não percebo esta coisa da super-defesa da língua portuguesa e que não se pode ter nada em estrangeiro, porque é que também não se faz uma manifestação contra as discotecas que só passam música africana?

Editado por Ricardo Gouveia

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Eu quero é que os investidores chineses e árabes se f*dam todos.

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Eu quero é que os investidores chineses e árabes se f*dam todos.

 

ah crl mesmo á zé tuga

 

portugueses <3

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Epá enquanto no estrangeiro se pensar que os portugueses falam espanhol ou portujizz, creio que chamar Lisbon South Bay é um pormenor.

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Notícia para encher chouriços, chatear quem não percebeu bem o que significa, dar AVCs à terceira idade e para ler shitstorms e nas caixas de comentários.

 

- É um parque/terreno para construção/empresarial/desportivo/habitacional - detido por uma empresa para fazerem o que quiserem. Se quiserem chamar aquilo de "Parque Enormes Seios", eles chamam isso. No fundo é como se fosse um Tagus Park, que fica efetivamente mais perto do Tejo.

- Toda a gente aqui conhece a Almada, o Barreiro e o Seixal, e gostamos todos imenso de ir lá buscar os nossos carros quando são roubados, mas para os estrangeiros (leia-se investidores, que é o objetivo) - não necessariamente ingleses, mas chineses, japoneses, árabes e até gente que possa nem saber o que é um Portugal. Para eles, se tiverem um conhecimento básico do nosso país, são capazes ainda de ficar com as noções de "Lisbon" e de "Oporto", pouco mais. São pessoas para quem Samora Correia, Alcochete e Amora não lhes diz absolutamente nada, e não lhes aproxima nada em termos de investimento. Por outro lado, será que também conhecemos assim tantas cidades em países bastante longe de nós e de importância/dimensão relativamente pequenas?

- Já sabemos que quem anda agora com dinheiro são os chinocas e têm investido bastante em Portugal. Sendo que o Inglês é a língua que os aproxima a eles da Europa e da maior parte do comércio mundial, preferiam que esta área se chamasse Lisbon South Bay (numa língua que dá para quase todos percebermos) ou uma placa enorme com um "吮吸" ou uma porcaria qualquer parecida?

 

Não percebo esta coisa da super-defesa da língua portuguesa e que não se pode ter nada em estrangeiro, porque é que também não se faz uma manifestação contra as discotecas que só passam música africana?

Eu preferia que se chamasse pelo nome certo. A maneira como eles o pronunciam ou se não sabem dizê-lo nem sabem o que é, é um problema deles. Já não basta terem transformado Lisboa numa cidade privilegiada para os Turistas e com cada vez menos espaço para os Lisboetas (e para o pessoal da Lisbon South Bay) agora também andam a internacionalizar bocados de terra porque os coitadinhos dos estrangeiros não sabem pronunciar.

Editado por Mayday

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Margem Sul será sempre Margem Sul. Porque Margem Sul é f*da e tudo o resto é apenas moda.

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Eu preferia que se chamasse pelo nome certo. A maneira como eles o pronunciam ou se não sabem dizê-lo nem sabem o que é, é um problema deles. Já não basta terem transformado Lisboa numa cidade privilegiada para os Turistas e com cada vez menos espaço para os Lisboetas (e para o pessoal da Lisbon South Bay) agora também andam a internacionalizar bocados de terra porque os coitadinhos dos estrangeiros não sabem pronunciar.

Percebo onde queres chegar e concordo com o que queres dizer, mas acaba por não ser o que faz as coisas andar.

Adorava viver em Lisboa, ter casa e etc., mas esta novidade do turismo e de sermos os maiores do mundo no turismo e Lisbon-best-tourism-ever faz com que o aproveitamento turístico acabe por ganhar e os habitantes nativos se afastem ou sejam afastados - também acontece em tanto lado, como Barcelona, e já se falou no tópico das Viagens.

Da mesma forma que quando os portugueses vão a sítios como Marrocos, Tunísia, Grécia, Punta Cana não falamos as línguas nativas (um casal que vá fazer a lua-de-mel para Santorini não chega lá e ou fala grego ou passa fome que ninguém lhes serve comida), esperamos que exista algum apoio do outro lado, nem que seja um meio termo (neste caso, o inglês é o melhor meio-termo e veículo linguístico mundial). . - e como disse, antes dar nomes ingleses do que chineses ou alemães.

 

O país tem dívidas e contas para pagar, e há postos de trabalho para criar (não que me rale, estou relativamente seguro), também se diz que somos um país espetacular e que nos faltam meios para fazer mais. Estamos a atrair investidores como não tinha sido possível antes (para o bem ou para o mal), e simplesmente com uma atitude de "invistam em nós e é se querem!" não funciona e vão dar dinheiro aos espanhóis ou a outros quaisquer.

 

Continuo a não perceber a indignação que os portugueses têm com as estrangeirisses: de x em x meses, costuma haver um jogo de futebol na 2ª Circular: o Sport L. Benfica contra o Sporting, onde são brasileiros, argentinos, espanhóis e sérvios, patrocinados pela Emirates e pela Super Bock a jogar à bola. No fim, anda tudo à porrada na rua ou no Facebook. Aí já os nacionalismos e as línguas portuguesas ficam de lado.

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Lisbon South Bay também é para os parques industriais portanto não deve ter grande divulgação a não ser nalguma comunicação para investidores estrangeiros.

Editado por Lebohang

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Eu preferia que se chamasse pelo nome certo. A maneira como eles o pronunciam ou se não sabem dizê-lo nem sabem o que é, é um problema deles. Já não basta terem transformado Lisboa numa cidade privilegiada para os Turistas e com cada vez menos espaço para os Lisboetas (e para o pessoal da Lisbon South Bay) agora também andam a internacionalizar bocados de terra porque os coitadinhos dos estrangeiros não sabem pronunciar.

 

Ainda bem para muito boa gente que Lisboa se tornou num dos grandes pólos turísticos da Europa/Mundo. Sou alfacinha e não sinto nada que haja cada vez menos espaço para os Lisboetas. Aliás, nem eu quero que Lisboa seja só nossa, dos Lisboetas. Gosto bastante de receber cá estrangeiros, acho que é também graças a eles que Lisboa foi crescendo e se tornou ainda melhor. Já era das cidades mais bonitas do mundo mas muitas das melhorias surgiram a expensas dos "vilões" turistas, que fazem com que a nossa economia local floresça.

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"Bock" é uma palavra alemã.

 

Mas ao menos sabes o que é? É que essa referência nem faz muito sentido.

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Ainda bem para muito boa gente que Lisboa se tornou num dos grandes pólos turísticos da Europa/Mundo. Sou alfacinha e não sinto nada que haja cada vez menos espaço para os Lisboetas. Aliás, nem eu quero que Lisboa seja só nossa, dos Lisboetas. Gosto bastante de receber cá estrangeiros, acho que é também graças a eles que Lisboa foi crescendo e se tornou ainda melhor. Já era das cidades mais bonitas do mundo mas muitas das melhorias surgiram a expensas dos "vilões" turistas, que fazem com que a nossa economia local floresça.

O meu post não tem nada de extremista. Por isso não percebo bem o teu post. Porque eu não disse que Lisboa devia ser só dos Lisboetas e não devíamos receber turistas. Acho é que esta invasão turística à cidade de Lisboa está a prejudicar a cidade e os Lisboetas. E ela não deixa de ser bonita com ou sem turistas. E porque acima de tudo Lisboa não é uma cidade só para se ver, é uma cidade para se viver. O que está cada vez mais difícil. A não ser claro que tenhas o poder de compra da maioria dos turistas. Ou que passes bem por turista e possas usufruir do modo como a cidade está montada.

 

Agora, se tu gostas desta Lisboa. Óptimo. Eu não gosto.

Editado por Mayday

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Estou farto e cansado da necessidade dos nossos dirigentes em nos colar a Lisboa à força e de nos fazer um bairro da capital.

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