Hammerfall Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Thierry Henry, há 7 minutos: O que tu estás a perder: eh pá, lindo 😂 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Petar Musa, há 2 horas: O voto na Iniciativa Liberal é um voto que faz falta a Portugal Cringe Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 7 Fevereiro 2024 o makeover que fizeram ao rui rocha é o próximo vídeo do jamie drake? 3 Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Plagio o Original, há 12 minutos: Cringe Quero acreditar que seja só porque o Rocha está sempre a repetir isso Compartilhar este post Link para o post
AndrePereiraReis Publicado 7 Fevereiro 2024 A Mariana Mortágua e o BE estão muito fortes nesta campanha, beneficiam e muita do problema da habitação onde o BE é o único partido que tem vindo a falar deste problema ao longo dos anos e são o partido que apresenta melhor propostas para resolver o problema tanto da oferta publica como da procura estrangeira que tem influenciado os preços. Quem estiver realmente preocupado com habitação o voto útil só pode ser no BE, espero que tenham de facto uma excelente votação. O Rui Rocha também está bem nos debates até agora, conseguiu colar o Ventura ao socialismo e até podia ter mostrado que o Chega desde 2019 já apresentou programas anarcocapitalistas, liberais e socialistas, sendo uma incógnita qual é a verdadeira ideologia do partido. Os restantes partidos não me tem despertado grande interesse, curioso apenas para ver o Rui Tavares em debates, costuma ser sempre uma pessoa com boa prestação. PCP e PAN simplesmente não tem uma boa liderança e no caso do PAN as causas que representam não são prioridade para a maioria dos portugueses, estou preocupado que podem de facto nem sequer eleger. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 7 Fevereiro 2024 Spoiler David Dinis Paulo Raimundo – 7 Inês de Sousa Real – 7 Um luxo nestes dias: 30 minutos de respeito mútuo, divergência saudável e discussão de soluções. Começou assim: Sousa Real agradeceu ao PCP a disponibilidade para adiar o debate, dado o acidente que lhe aconteceu. Não foi preciso, mas ficou bem aos dois. E prosseguiu com uma discussão interessante de como, mesmo mais à esquerda, é possível ter soluções diferentes sobre combate à corrupção (lóbi ou não?), agricultura (com mais ou menos foco no ambiente?) e SNS (há ou não falta de médicos em Portugal? E o privado deve ser envolvido?). Paulo Raimundo ganhou em humildade – que podia ter sido estendida àquela tentativa de valorizção dos resultados do PCP na Madeira e Açores), Sousa Real na tentativa de valorização das propostas que fez valer ao Governo PS nestes anos. Dificilmente um eleitor de direita terá tido muita curiosidade neste duelo, mas talvez um indeciso à esquerda possa ter ficado mais esclarecido. Em todo o caso, ganhou quem viu o debate: destes vale a pena. Liliana Valente Paulo Raimundo – 7 Inês de Sousa Real – 7 Muita da avaliação destes debates depende das expectativas e do modo como se olha para estes momentos. Eu prefiro um debate em que ambos expõem os seus argumentos e ideias em confronto com a do oponente, mas com elevação. Paulo Raimundo e Inês Sousa Real foram por isso uma agradável surpresa ao conseguiram expor as suas ideias e soluções. Foi, por isso, um debate interessante, civilizado e esclarecedor, mesmo que para alguns possa ser considerado “chato”. Contudo, acredito que a democracia se faz de debates menos empolgados e mais profundos. A estreia de Paulo Raimundo mostrou um secretário-geral do PCP a tentar tocar nos pontos principais da mensagem do partido nos temas abordados (corrupção, saúde e agricultura/ambiente), com alguma dificuldade em explicar o porquê de não defender a legalização do lobbying. Considera que não serve para nada, porque o grande problema está nas “negociatas” que se fazem às claras e apontou o caso das privatizações, com a da ANA em primeiro lugar. No caso da agricultura, tentou afastar a ideia de um confronto entre agricultores e ambiente, dizendo que a responsabilidade é da “ditadura da grande distribuição” que esmaga os pequenos produtores. O secretário-geral do PCP apena foi menos claro em futuros acordos com o PS do que Inês Sousa Real, repetindo a ideia que o PCP nunca faltará para medidas positivas. Inês Sousa Real mostrou a solidez das suas propostas nas áreas abordadas, propondo a legalização do lobbying, usando a Operação Influencer: “Se a legislação estivesse em vigor, saberíamos com quem João Galamba tinha reunido”. Além disso, defendeu que se deve dar mais apoios à agricultura biológica e não baixar os impostos sobre pesticidas. Tal como no debate do dia anterior, Sousa Real pareceu à vontade para defender as suas propostas, mesmo que elas sejam contestadas na rua, como no caso dos agricultores. Martim Silva Paulo Raimundo – 5 Inês de Sousa Real – 4 Há duas maneiras de ver o terceiro debate desta campanha e primeiro desta terça-feira: foi um confronto muito educado e civilizado, entre duas pessoas que se respeitam e sabem que um debate não é, ou não deve ser, uma arena de luta livre. Ao mesmo tempo, o frente a frente entre os líderes do PCP e do PAN foi um soporífero. Ganhou-se em educação, perdeu-se em confronto. Paulo Raimundo, que se estreia neste modelo, esteve mais assertivo e claro, sempre a repetir a habitual cassete comunista, como a “ditadura da grande distribuição”, as “privatizações” como grande culpadas da corrupção em Portugal, ou o saque dos privados ao SNS. Inês pareceu cansada depois do confronto de véspera com Ventura. Estava com o braço ao peito, com problemas na voz, e não se destacou. Cristina Figueiredo Paulo Raimundo – 6 Inês de Sousa Real – 6 Uma conversa amena entre dois líderes partidários serenos e sem necessidade de gritarem mais alto que o adversário para se fazerem ouvir e só por isso o frente-a-frente já merece nota positiva. Paulo Raimundo, estreante nestas andanças, mostrou-se à vontade no papel mas, sem surpresa, não foi além do já mais que estafado argumentário comunista que reduz o problema da corrupção às “negociatas das privatizações”, o problema dos agricultores à lógica da PAC e à “ditadura da grande distribuição”, o problema da saúde ao “desmantelamento do SNS” e à entrega aos privados. Inês Sousa Real, sem a adrenalina da véspera (quando enfrentou André Ventura), com um braço ao peito e a voz a ameaçar ceder, aproveitou as questões com que foi confrontada para mostrar moderação e bom senso com soluções de que praticamente ninguém discordará. No final, na resposta à única pergunta verdadeiramente política do debate, ficámos a saber que acordo do PAN com o PS só “escrito”. Já Raimundo, como doutras vezes, recusou comprometer-se: “Da correlação de forças que sair das eleições se abrirá o caminho”. Sebastião Bugalho Inês Sousa Real - 8 Paulo Raimundo - 6 Com uma enorme dignidade, foi como correu o debate entre o secretário-geral do PCP, em estreia, e a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real. Os dois líderes partidários revelaram que quase adiaram o confronto devido à queda que vitimou o braço de Sousa Real e cumprimentaram-se mutuamente, preferindo discutir políticas a política. Raimundo, de forma muito equilibrada, apontava às bandeiras certas, mas sem conseguir concretizar soluções para os problemas que identificava. "Não conheço com pormenor" foi uma frase que fragilizou o próprio. Sousa Real, com números e dossiers na ponta da língua, saiu por cima. A tarimba parlamentar mostrou-se útil em televisão. Sobretudo, a líder do PAN escapou impune às suas maiores debilidades. O artigo de André Silva, anunciando a sua desfiliação no Público de hoje. E o facto de dançar entre a AD Madeirense e o PS de Pedro Nuno, com alguma intermitência política. Ora, nem uma nem outra foram recordadas neste debate pelo seu adversário. Para Sousa Real, dificilmente poderia ter corrrido melhor. ---/--- Spoiler Eunice Lourenço Mariana Mortágua - 7 Luís Montenegro - 6 Foi um ótimo debate entre dois líderes com visões muito diferentes da sociedade, da economia e do papel do Estado, com dois estreantes neste modelo, mas com suficiente experiência política e parlamentar mais do que suficientes para o desafio. Mariana Mortágua esteve bem a desmontar a solução dos “cheques cirurgia” na política de saúde. Montenegro melhor na defesa das propostas para a habitação. O líder do PSD teve de levar várias vezes com a acusação de que não tem ainda programa eleitoral e acabou o debate em perda e a citar dois países demasiado problemáticos na União Europeia – Polónia e Hungria – para serem citados como bons exemplos. Mariana Mortágua tem de evitar o olhar sobranceiro que lhe dá um ar de desdém para o adversário e que torna ouvi-la e vê-la duas experiências diferentes. Paulo Baldaia Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 6 Num debate vivo e interessante, com contraditório, foi possível aos portugueses conhecer melhor o que defendem PSD e Bloco de Esquerda em áreas como a Saúde, a Habitação e a Fiscalidade. Como é suposto ser para isto que os debates servem, os dois merecem nota positiva. Dois líderes estreantes nos frente-a-frente, mas com muita experiência no debate político, usaram de um registo que acabou por favorecer Mariana Mortágua. As picardias servem para procurar desconcentrar o adversário e deixá-lo sem resposta, o que acabou por ir acontecendo de parte a parte, mas o momento em que Luís Montenegro diz que a sua adversária quer um país como a Venezuela ou Cuba, permitiu a Mariana Mortágua embaraçar o líder do PSD dizendo-lhe que estava a ir por ali porque “não tem mais nada para dizer”. O final também correu melhor à líder do BE. Ganhou aos pontos. Sebastião Bugalho Mariana Mortágua - 8 Luís Montenegro - 8 Finalmente um debate, e um debate em que cada um brilhou para o seu respetivo eleitorado. Mariana Mortágua não conseguiu responder à questão inicial da moderadora sobre Saúde ("Se mais pessoas podem ter mais cuidados com o privado, porque não?"), mas Luís Montenegro também não foi capaz de responder aos usos e abusos dos privados nas PPP que a líder do Bloco trazia na manga. Na Habitação, Mortágua caiu na demagogia (a Caixa como fornecedora de spread a 1.5% para todos) e no exagero, mas teve um momento de carisma que conta em televisão, recordando o despejo de que a sua avó, revelou, foi alvo. Cada um teve os seus deslizes para a respetiva claque. Montenegro com Cuba e "a Venezuela". Mortágua com os vistos gold e uma tentativa – um pouco populista, diga-se – de colar Montenegro a Miguel Albuquerque. No final, sobre carga fiscal, que é a grande bandeira da AD, Mariana Mortágua conseguiu roubar o tema e a supremacia no pequeno ecrã ao líder do PSD. Foi assim o primeiro grande debate destas legislativas. E uma coisa é bastante previsível: cada um terá sentido que ganhou. E é possível que ambos tenham razão. Henrique Monteiro Mariana Mortágua – 4 Luís Montenegro – 7 Transformar um debate numa espécie de jogo de futebol é difícil, porque não há golos opinativos, nem objetivos mesuráveis iguais para os contendores. Por isso, só fazem sentido notas se tivermos em conta os objetivos específicos de cada líder e o modo como os conseguem expor. É nesse sentido que me parece que o líder do PSD foi muito melhor que a líder do Bloco. Pela positiva, sem atacar a adversária (seria escusada a referência à Venezuela), mas responsabilizando-a pela participação em seis anos de governação do PS em que o Bloco foi, pelo menos cúmplice, disse-lhe o evidente: o país está pior no SNS; na habitação e na carga fiscal – os três grandes temas discutidos. Montenegro ‘vendeu’ o seu programa e quem concorda com as suas teses ou está disposto a arriscar nelas não se terá sentido defraudado. Já Mariana Mortágua jogou com um tom muito negativo. Viu-se obrigada a demarcar-se do PS na Saúde; a criticá-lo na Habitação e a defender os impostos (o que seria expectável), defendendo que as grandes empresas paguem mais aos trabalhadores. Numa palavra, se conseguiu agradar - com algumas frases de bom efeito – aos seus eleitores, nunca conseguiu desmontar capazmente o que dizia o seu adversário. Num debate cordial, coube-lhe a frase menos agradável, quando o líder do PSD lhe perguntou: “Posso interrompe-la?” e ela respondeu um seco, talvez irritado “não, não pode!” As soluções de Mortágua foram sempre demasiado simples, para não lhes chamar demagógicas: pagar mais aos médicos (quais?) em troco de exclusividade; limitar as rendas e baixar os juros da banca (como se a CGD fosse um braço do Governo); e obrigar as grandes empresas a aumentar salários. Um mundo simples, que convence os convencidos; só que quando a esmola é grande… Rita Ferreira Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 4 Dando a saúde de avanço, porque aqui de facto as perspetivas dos dois partidos são muito diferentes - a AD quer uma aposta completa nos privados para resolver os problemas do SNS, o Bloco não consegue sequer ver os benefícios que algumas PPP na saúde tiveram - centremo-nos na habitação. E foi na habitação que Mariana Mortágua acordou de um início com uma atitude mais expectante para anular o discurso de Luís Montenegro. Para ser mais precisa: quem neste momento tem um problema com a habitação - e é muita gente - não ouviu uma palavra de Montenegro que o tranquilizasse. Subsídios ao arrendamento já há (não explica quais terá a mais) e os proprietários não estão propriamente com a corda na garganta com os preços a que as rendas estão nas grandes e médias cidades. E se Montenegro ainda tentou colar o Bloco ao governo da geringonça - da pior maneira porque sempre foi na saúde que se desentenderam - acabou colado ao PS quando Mariana Mortágua jogou a cartada dos vistos Gold e das isenções fiscais para os residentes estrangeiros de países ricos. Montenegro teve um momento Pedro Nuno Santos ("O que é que está pior?) quando perguntou: "Algum português deixou de ter casa por causa dos vistos Gold?" Na reta final, Mariana Mortágua ficou com a matéria que mais domina: a fiscalidade. Valeu a Montenegro não se ter fixado no registo paternalista que ali pelo meio ainda ensaiou. Pedro Cordeiro Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 6 Nota prévia: por recente que seja a eleição açoriana, não acho útil, em debates curtos de cariz nacional, dedicar tanto tempo ao cansativo assunto dos cenários da região autónoma. A coordenadora do BE não resistiu a equiparar o programa da AD aos da IL e mesmo do Chega. Serenamente assertiva na crítica às propostas do adversário e na defesa da saúde pública e do papel do Estado no mercado da habitação — frisando que a política do último governo laranja desprotegeu os inquilinos —, ouviu-o responsabilizá-la, a par do PS, pelas carências nos serviços. O líder conservador, que assumiu pose de aspirante a primeiro-ministro mas às vezes se deixou irritar, contrapôs com foco nos privados. Houve mesmo confronto de ideias. Ainda bem. Mortágua foi forte ao falar dos baixos salários e da necessidade de dar aos jovens perspetivas de vida independente, desmontando alguns dos argumentos de Montenegro sobre fiscalidade, sobretudo no tocante ao IRC e à isenção de IMT para os mais novos. Num debate com nível e qualidade, esteve melhor a bloquista, mas não por larga margem. David Dinis Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 7 Um belo embate, duro, mas leal — melhor do que o da noite anterior, entre Pedro Nuno e Rui Rocha. Deu-nos uma confirmação e uma surpresa. Confirmação foi a de Mariana Mortágua, muito eficaz a falar para a esquerda e muito eficaz também a falar simples, montando argumentos lógicos que deixavam mais frágeis os argumentos do PSD. Surpresa a de Luís Montenegro, melhor do debate do que em discursos, muito focado em passar, a cada argumento, as propostas que não tem conseguido passar ao grande público — procurando demonstrar alternativa e alguma solidez. O ponto frágil de Mortágua foi no SNS — mas também lhe faltou falar mais das suas propostas (não basta mostrar um programa). O mais difícil de Montenegro na reta final, quando a sua debatente o atacou nos impostos, sobretudo dos mais jovens. Mas nunca se desviou de a colar ao radicalismo (e ao colar Pedro Nuno a um Governo com o Bloco). ---/--- Spoiler João Vieira Pereira André Ventura — 1 Rui Rocha — 3 Um debate muito pobre, confuso, cheio de ruído provocado por Ventura que se mostrou incapaz de deixar o seu adversário falar e respeitar as regras. Ganharam as meias verdades e outras tantas mentiras, principalmente sobre como pagar a descida de impostos e aumentos de pensões através das receitas do combate à corrupção ou à economia paralela. Ventura falou para os seus eleitores e repetiu os chavões populistas com os quais tem crescido nas sondagens. Rui Rocha foi incapaz de desmontar estas alegadas ideias do Chega. Nem o truque do papel que trouxe para André Ventura assinar onde afirmava que viabilizaria um governo do PSD e da IL surtiu o efeito desejado pela confusão que gerou. A única coisa que conseguiu foi colar o Chega ao Partido Socialista, e como razão, por causa de algumas das medidas económicas que Ventura defende. Rita Ferreira André Ventura – 6 Rui Rocha – 7 Partindo do meio da tabela de classificação, que é atingido quando se consegue fazer passar ideias para o eleitorado - e neste debate foi possível ouvir ideias de um e de outro - André Ventura consegue mais um ponto logo à cabeça por não ter gritado (muito) e Rui Rocha mais dois por ter tido a maior sequência temporal (medida empiricamente, é certo) até hoje conseguida a criticar ideias de André Ventura sem que este o tenha interrompido ao ponto de se perder o raciocínio ou mesmo o som da voz do oponente. E o raciocínio de Rui Rocha foi este: o Chega apresenta medidas socialistas quando quer subir o salário mínimo nacional para mil euros, taxar a banca, taxar as gasolineiras, aumentar as pensões e nacionalizar a TAP. Ventura responde, colando a IL aos "ricos" e dizendo que Rui Rocha só quer "privatizar e despedir trabalhadores". Para quem é de direita e pensa votar no Chega, é capaz de ter saído desta meia hora um pouco confuso. Como é que Rui Rocha quer que Ventura assine um compromisso em que viabilizaria um governo AD e IL, se tanto os distancia, ao ponto de não termos bem a certeza se de facto isto foi um debate com os dois partidos que se sentam junto um do outro no hemiciclo da Assembleia da República. Martim Silva André Ventura – 5 Rui Rocha – 7 Se a AD, com PSD e CDS, representa a direita que tivemos nas últimas décadas em Portugal, os oponentes desta noite, líderes do Chega e Iniciativa Liberal, representam a reconfiguração da direita nos últimos anos em Portugal. Por um lado, uma força assumidamente liberal, por outro uma formação polvilhada com uma mistura de populismo, algum liberalismo e muito proteccionismo e conservadorismo. Rui Rocha esteve bem ao denunciar a “aldrabice” de Ventura ao prometer tudo a todos. Ventura acusou os Liberais de serem o partido “dos ricos”. No final, o momento da noite quando Rui Rocha disse “ontem debati aqui com Pedro Nuno Santos. Hoje, com o líder do outro Partido Socialista”. Réplica de André Ventura: “E levou uma coça dos dois”. Eunice Lourenço Rui Rocha – 7 André Ventura – 5 Mais um debate esclarecedor. Muito interessante ver as diferenças à direita, com Rui Rocha a mostrar como a IL é muito mais de direita em termos económicos do que o Chega, que é muito estatizante. Rui Rocha não tinha um debate fácil - Ventura tem muito mais experiência e não se preocupa com a verdade, nem a coerência -, mas conseguiu mostrar as deficiências do seu opositor, desmontando as propostas do Chega. Não terá conseguido assim tão bem expor as suas ideias, mas o tempo não dá para tudo. Sebastião Bugalho Rui Rocha – 7 Ventura – 6 E ele move-se. Depois de algum nervosismo e hesitação, Rui Rocha trouxe política e programa para a difícil tarefa de enfrentar André Ventura. Ficou claro que o líder do Chega tem uma personalidade quando debate com um inimigo, só falando para o seu próprio eleitorado, e outra personalidade para quando debate com alguém a quem pode roubar votos. Com Rocha tentou, mas não conseguiu. Ventura acabou a ter de se refugiar nas sondagens e no ataque "aos ricos" para tentar ficar por cima no debate. Acabou fragilizado, sem conseguir provar a viabilidade das suas propostas e perdendo qualquer hipótese de seduzir moderados. 1 Compartilhar este post Link para o post
AndrePereiraReis Publicado 7 Fevereiro 2024 (editado) Quem é esse Henrique Monteiro que dá 7 ao MonteMerda e 4 à Mortagua? Ele deve ter visto outro debate Toda a gente sabe que a Mortagua ganhou o debate quando o MonteMerda vai buscar aquela da Venezuela, muito mas muito mau... Esperava isso dum Ventura ou dum Rui Rocha, do lider do PSD? Jamais... Editado 7 Fevereiro 2024 por AndrePereiraReis Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Lebohang, há 13 minutos: Mostrar conteúdo oculto David Dinis Paulo Raimundo – 7 Inês de Sousa Real – 7 Um luxo nestes dias: 30 minutos de respeito mútuo, divergência saudável e discussão de soluções. Começou assim: Sousa Real agradeceu ao PCP a disponibilidade para adiar o debate, dado o acidente que lhe aconteceu. Não foi preciso, mas ficou bem aos dois. E prosseguiu com uma discussão interessante de como, mesmo mais à esquerda, é possível ter soluções diferentes sobre combate à corrupção (lóbi ou não?), agricultura (com mais ou menos foco no ambiente?) e SNS (há ou não falta de médicos em Portugal? E o privado deve ser envolvido?). Paulo Raimundo ganhou em humildade – que podia ter sido estendida àquela tentativa de valorizção dos resultados do PCP na Madeira e Açores), Sousa Real na tentativa de valorização das propostas que fez valer ao Governo PS nestes anos. Dificilmente um eleitor de direita terá tido muita curiosidade neste duelo, mas talvez um indeciso à esquerda possa ter ficado mais esclarecido. Em todo o caso, ganhou quem viu o debate: destes vale a pena. Liliana Valente Paulo Raimundo – 7 Inês de Sousa Real – 7 Muita da avaliação destes debates depende das expectativas e do modo como se olha para estes momentos. Eu prefiro um debate em que ambos expõem os seus argumentos e ideias em confronto com a do oponente, mas com elevação. Paulo Raimundo e Inês Sousa Real foram por isso uma agradável surpresa ao conseguiram expor as suas ideias e soluções. Foi, por isso, um debate interessante, civilizado e esclarecedor, mesmo que para alguns possa ser considerado “chato”. Contudo, acredito que a democracia se faz de debates menos empolgados e mais profundos. A estreia de Paulo Raimundo mostrou um secretário-geral do PCP a tentar tocar nos pontos principais da mensagem do partido nos temas abordados (corrupção, saúde e agricultura/ambiente), com alguma dificuldade em explicar o porquê de não defender a legalização do lobbying. Considera que não serve para nada, porque o grande problema está nas “negociatas” que se fazem às claras e apontou o caso das privatizações, com a da ANA em primeiro lugar. No caso da agricultura, tentou afastar a ideia de um confronto entre agricultores e ambiente, dizendo que a responsabilidade é da “ditadura da grande distribuição” que esmaga os pequenos produtores. O secretário-geral do PCP apena foi menos claro em futuros acordos com o PS do que Inês Sousa Real, repetindo a ideia que o PCP nunca faltará para medidas positivas. Inês Sousa Real mostrou a solidez das suas propostas nas áreas abordadas, propondo a legalização do lobbying, usando a Operação Influencer: “Se a legislação estivesse em vigor, saberíamos com quem João Galamba tinha reunido”. Além disso, defendeu que se deve dar mais apoios à agricultura biológica e não baixar os impostos sobre pesticidas. Tal como no debate do dia anterior, Sousa Real pareceu à vontade para defender as suas propostas, mesmo que elas sejam contestadas na rua, como no caso dos agricultores. Martim Silva Paulo Raimundo – 5 Inês de Sousa Real – 4 Há duas maneiras de ver o terceiro debate desta campanha e primeiro desta terça-feira: foi um confronto muito educado e civilizado, entre duas pessoas que se respeitam e sabem que um debate não é, ou não deve ser, uma arena de luta livre. Ao mesmo tempo, o frente a frente entre os líderes do PCP e do PAN foi um soporífero. Ganhou-se em educação, perdeu-se em confronto. Paulo Raimundo, que se estreia neste modelo, esteve mais assertivo e claro, sempre a repetir a habitual cassete comunista, como a “ditadura da grande distribuição”, as “privatizações” como grande culpadas da corrupção em Portugal, ou o saque dos privados ao SNS. Inês pareceu cansada depois do confronto de véspera com Ventura. Estava com o braço ao peito, com problemas na voz, e não se destacou. Cristina Figueiredo Paulo Raimundo – 6 Inês de Sousa Real – 6 Uma conversa amena entre dois líderes partidários serenos e sem necessidade de gritarem mais alto que o adversário para se fazerem ouvir e só por isso o frente-a-frente já merece nota positiva. Paulo Raimundo, estreante nestas andanças, mostrou-se à vontade no papel mas, sem surpresa, não foi além do já mais que estafado argumentário comunista que reduz o problema da corrupção às “negociatas das privatizações”, o problema dos agricultores à lógica da PAC e à “ditadura da grande distribuição”, o problema da saúde ao “desmantelamento do SNS” e à entrega aos privados. Inês Sousa Real, sem a adrenalina da véspera (quando enfrentou André Ventura), com um braço ao peito e a voz a ameaçar ceder, aproveitou as questões com que foi confrontada para mostrar moderação e bom senso com soluções de que praticamente ninguém discordará. No final, na resposta à única pergunta verdadeiramente política do debate, ficámos a saber que acordo do PAN com o PS só “escrito”. Já Raimundo, como doutras vezes, recusou comprometer-se: “Da correlação de forças que sair das eleições se abrirá o caminho”. Sebastião Bugalho Inês Sousa Real - 8 Paulo Raimundo - 6 Com uma enorme dignidade, foi como correu o debate entre o secretário-geral do PCP, em estreia, e a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real. Os dois líderes partidários revelaram que quase adiaram o confronto devido à queda que vitimou o braço de Sousa Real e cumprimentaram-se mutuamente, preferindo discutir políticas a política. Raimundo, de forma muito equilibrada, apontava às bandeiras certas, mas sem conseguir concretizar soluções para os problemas que identificava. "Não conheço com pormenor" foi uma frase que fragilizou o próprio. Sousa Real, com números e dossiers na ponta da língua, saiu por cima. A tarimba parlamentar mostrou-se útil em televisão. Sobretudo, a líder do PAN escapou impune às suas maiores debilidades. O artigo de André Silva, anunciando a sua desfiliação no Público de hoje. E o facto de dançar entre a AD Madeirense e o PS de Pedro Nuno, com alguma intermitência política. Ora, nem uma nem outra foram recordadas neste debate pelo seu adversário. Para Sousa Real, dificilmente poderia ter corrrido melhor. ---/--- Mostrar conteúdo oculto Eunice Lourenço Mariana Mortágua - 7 Luís Montenegro - 6 Foi um ótimo debate entre dois líderes com visões muito diferentes da sociedade, da economia e do papel do Estado, com dois estreantes neste modelo, mas com suficiente experiência política e parlamentar mais do que suficientes para o desafio. Mariana Mortágua esteve bem a desmontar a solução dos “cheques cirurgia” na política de saúde. Montenegro melhor na defesa das propostas para a habitação. O líder do PSD teve de levar várias vezes com a acusação de que não tem ainda programa eleitoral e acabou o debate em perda e a citar dois países demasiado problemáticos na União Europeia – Polónia e Hungria – para serem citados como bons exemplos. Mariana Mortágua tem de evitar o olhar sobranceiro que lhe dá um ar de desdém para o adversário e que torna ouvi-la e vê-la duas experiências diferentes. Paulo Baldaia Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 6 Num debate vivo e interessante, com contraditório, foi possível aos portugueses conhecer melhor o que defendem PSD e Bloco de Esquerda em áreas como a Saúde, a Habitação e a Fiscalidade. Como é suposto ser para isto que os debates servem, os dois merecem nota positiva. Dois líderes estreantes nos frente-a-frente, mas com muita experiência no debate político, usaram de um registo que acabou por favorecer Mariana Mortágua. As picardias servem para procurar desconcentrar o adversário e deixá-lo sem resposta, o que acabou por ir acontecendo de parte a parte, mas o momento em que Luís Montenegro diz que a sua adversária quer um país como a Venezuela ou Cuba, permitiu a Mariana Mortágua embaraçar o líder do PSD dizendo-lhe que estava a ir por ali porque “não tem mais nada para dizer”. O final também correu melhor à líder do BE. Ganhou aos pontos. Sebastião Bugalho Mariana Mortágua - 8 Luís Montenegro - 8 Finalmente um debate, e um debate em que cada um brilhou para o seu respetivo eleitorado. Mariana Mortágua não conseguiu responder à questão inicial da moderadora sobre Saúde ("Se mais pessoas podem ter mais cuidados com o privado, porque não?"), mas Luís Montenegro também não foi capaz de responder aos usos e abusos dos privados nas PPP que a líder do Bloco trazia na manga. Na Habitação, Mortágua caiu na demagogia (a Caixa como fornecedora de spread a 1.5% para todos) e no exagero, mas teve um momento de carisma que conta em televisão, recordando o despejo de que a sua avó, revelou, foi alvo. Cada um teve os seus deslizes para a respetiva claque. Montenegro com Cuba e "a Venezuela". Mortágua com os vistos gold e uma tentativa – um pouco populista, diga-se – de colar Montenegro a Miguel Albuquerque. No final, sobre carga fiscal, que é a grande bandeira da AD, Mariana Mortágua conseguiu roubar o tema e a supremacia no pequeno ecrã ao líder do PSD. Foi assim o primeiro grande debate destas legislativas. E uma coisa é bastante previsível: cada um terá sentido que ganhou. E é possível que ambos tenham razão. Henrique Monteiro Mariana Mortágua – 4 Luís Montenegro – 7 Transformar um debate numa espécie de jogo de futebol é difícil, porque não há golos opinativos, nem objetivos mesuráveis iguais para os contendores. Por isso, só fazem sentido notas se tivermos em conta os objetivos específicos de cada líder e o modo como os conseguem expor. É nesse sentido que me parece que o líder do PSD foi muito melhor que a líder do Bloco. Pela positiva, sem atacar a adversária (seria escusada a referência à Venezuela), mas responsabilizando-a pela participação em seis anos de governação do PS em que o Bloco foi, pelo menos cúmplice, disse-lhe o evidente: o país está pior no SNS; na habitação e na carga fiscal – os três grandes temas discutidos. Montenegro ‘vendeu’ o seu programa e quem concorda com as suas teses ou está disposto a arriscar nelas não se terá sentido defraudado. Já Mariana Mortágua jogou com um tom muito negativo. Viu-se obrigada a demarcar-se do PS na Saúde; a criticá-lo na Habitação e a defender os impostos (o que seria expectável), defendendo que as grandes empresas paguem mais aos trabalhadores. Numa palavra, se conseguiu agradar - com algumas frases de bom efeito – aos seus eleitores, nunca conseguiu desmontar capazmente o que dizia o seu adversário. Num debate cordial, coube-lhe a frase menos agradável, quando o líder do PSD lhe perguntou: “Posso interrompe-la?” e ela respondeu um seco, talvez irritado “não, não pode!” As soluções de Mortágua foram sempre demasiado simples, para não lhes chamar demagógicas: pagar mais aos médicos (quais?) em troco de exclusividade; limitar as rendas e baixar os juros da banca (como se a CGD fosse um braço do Governo); e obrigar as grandes empresas a aumentar salários. Um mundo simples, que convence os convencidos; só que quando a esmola é grande… Rita Ferreira Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 4 Dando a saúde de avanço, porque aqui de facto as perspetivas dos dois partidos são muito diferentes - a AD quer uma aposta completa nos privados para resolver os problemas do SNS, o Bloco não consegue sequer ver os benefícios que algumas PPP na saúde tiveram - centremo-nos na habitação. E foi na habitação que Mariana Mortágua acordou de um início com uma atitude mais expectante para anular o discurso de Luís Montenegro. Para ser mais precisa: quem neste momento tem um problema com a habitação - e é muita gente - não ouviu uma palavra de Montenegro que o tranquilizasse. Subsídios ao arrendamento já há (não explica quais terá a mais) e os proprietários não estão propriamente com a corda na garganta com os preços a que as rendas estão nas grandes e médias cidades. E se Montenegro ainda tentou colar o Bloco ao governo da geringonça - da pior maneira porque sempre foi na saúde que se desentenderam - acabou colado ao PS quando Mariana Mortágua jogou a cartada dos vistos Gold e das isenções fiscais para os residentes estrangeiros de países ricos. Montenegro teve um momento Pedro Nuno Santos ("O que é que está pior?) quando perguntou: "Algum português deixou de ter casa por causa dos vistos Gold?" Na reta final, Mariana Mortágua ficou com a matéria que mais domina: a fiscalidade. Valeu a Montenegro não se ter fixado no registo paternalista que ali pelo meio ainda ensaiou. Pedro Cordeiro Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 6 Nota prévia: por recente que seja a eleição açoriana, não acho útil, em debates curtos de cariz nacional, dedicar tanto tempo ao cansativo assunto dos cenários da região autónoma. A coordenadora do BE não resistiu a equiparar o programa da AD aos da IL e mesmo do Chega. Serenamente assertiva na crítica às propostas do adversário e na defesa da saúde pública e do papel do Estado no mercado da habitação — frisando que a política do último governo laranja desprotegeu os inquilinos —, ouviu-o responsabilizá-la, a par do PS, pelas carências nos serviços. O líder conservador, que assumiu pose de aspirante a primeiro-ministro mas às vezes se deixou irritar, contrapôs com foco nos privados. Houve mesmo confronto de ideias. Ainda bem. Mortágua foi forte ao falar dos baixos salários e da necessidade de dar aos jovens perspetivas de vida independente, desmontando alguns dos argumentos de Montenegro sobre fiscalidade, sobretudo no tocante ao IRC e à isenção de IMT para os mais novos. Num debate com nível e qualidade, esteve melhor a bloquista, mas não por larga margem. David Dinis Mariana Mortágua – 7 Luís Montenegro – 7 Um belo embate, duro, mas leal — melhor do que o da noite anterior, entre Pedro Nuno e Rui Rocha. Deu-nos uma confirmação e uma surpresa. Confirmação foi a de Mariana Mortágua, muito eficaz a falar para a esquerda e muito eficaz também a falar simples, montando argumentos lógicos que deixavam mais frágeis os argumentos do PSD. Surpresa a de Luís Montenegro, melhor do debate do que em discursos, muito focado em passar, a cada argumento, as propostas que não tem conseguido passar ao grande público — procurando demonstrar alternativa e alguma solidez. O ponto frágil de Mortágua foi no SNS — mas também lhe faltou falar mais das suas propostas (não basta mostrar um programa). O mais difícil de Montenegro na reta final, quando a sua debatente o atacou nos impostos, sobretudo dos mais jovens. Mas nunca se desviou de a colar ao radicalismo (e ao colar Pedro Nuno a um Governo com o Bloco). ---/--- Mostrar conteúdo oculto João Vieira Pereira André Ventura — 1 Rui Rocha — 3 Um debate muito pobre, confuso, cheio de ruído provocado por Ventura que se mostrou incapaz de deixar o seu adversário falar e respeitar as regras. Ganharam as meias verdades e outras tantas mentiras, principalmente sobre como pagar a descida de impostos e aumentos de pensões através das receitas do combate à corrupção ou à economia paralela. Ventura falou para os seus eleitores e repetiu os chavões populistas com os quais tem crescido nas sondagens. Rui Rocha foi incapaz de desmontar estas alegadas ideias do Chega. Nem o truque do papel que trouxe para André Ventura assinar onde afirmava que viabilizaria um governo do PSD e da IL surtiu o efeito desejado pela confusão que gerou. A única coisa que conseguiu foi colar o Chega ao Partido Socialista, e como razão, por causa de algumas das medidas económicas que Ventura defende. Rita Ferreira André Ventura – 6 Rui Rocha – 7 Partindo do meio da tabela de classificação, que é atingido quando se consegue fazer passar ideias para o eleitorado - e neste debate foi possível ouvir ideias de um e de outro - André Ventura consegue mais um ponto logo à cabeça por não ter gritado (muito) e Rui Rocha mais dois por ter tido a maior sequência temporal (medida empiricamente, é certo) até hoje conseguida a criticar ideias de André Ventura sem que este o tenha interrompido ao ponto de se perder o raciocínio ou mesmo o som da voz do oponente. E o raciocínio de Rui Rocha foi este: o Chega apresenta medidas socialistas quando quer subir o salário mínimo nacional para mil euros, taxar a banca, taxar as gasolineiras, aumentar as pensões e nacionalizar a TAP. Ventura responde, colando a IL aos "ricos" e dizendo que Rui Rocha só quer "privatizar e despedir trabalhadores". Para quem é de direita e pensa votar no Chega, é capaz de ter saído desta meia hora um pouco confuso. Como é que Rui Rocha quer que Ventura assine um compromisso em que viabilizaria um governo AD e IL, se tanto os distancia, ao ponto de não termos bem a certeza se de facto isto foi um debate com os dois partidos que se sentam junto um do outro no hemiciclo da Assembleia da República. Martim Silva André Ventura – 5 Rui Rocha – 7 Se a AD, com PSD e CDS, representa a direita que tivemos nas últimas décadas em Portugal, os oponentes desta noite, líderes do Chega e Iniciativa Liberal, representam a reconfiguração da direita nos últimos anos em Portugal. Por um lado, uma força assumidamente liberal, por outro uma formação polvilhada com uma mistura de populismo, algum liberalismo e muito proteccionismo e conservadorismo. Rui Rocha esteve bem ao denunciar a “aldrabice” de Ventura ao prometer tudo a todos. Ventura acusou os Liberais de serem o partido “dos ricos”. No final, o momento da noite quando Rui Rocha disse “ontem debati aqui com Pedro Nuno Santos. Hoje, com o líder do outro Partido Socialista”. Réplica de André Ventura: “E levou uma coça dos dois”. Eunice Lourenço Rui Rocha – 7 André Ventura – 5 Mais um debate esclarecedor. Muito interessante ver as diferenças à direita, com Rui Rocha a mostrar como a IL é muito mais de direita em termos económicos do que o Chega, que é muito estatizante. Rui Rocha não tinha um debate fácil - Ventura tem muito mais experiência e não se preocupa com a verdade, nem a coerência -, mas conseguiu mostrar as deficiências do seu opositor, desmontando as propostas do Chega. Não terá conseguido assim tão bem expor as suas ideias, mas o tempo não dá para tudo. Sebastião Bugalho Rui Rocha – 7 Ventura – 6 E ele move-se. Depois de algum nervosismo e hesitação, Rui Rocha trouxe política e programa para a difícil tarefa de enfrentar André Ventura. Ficou claro que o líder do Chega tem uma personalidade quando debate com um inimigo, só falando para o seu próprio eleitorado, e outra personalidade para quando debate com alguém a quem pode roubar votos. Com Rocha tentou, mas não conseguiu. Ventura acabou a ter de se refugiar nas sondagens e no ataque "aos ricos" para tentar ficar por cima no debate. Acabou fragilizado, sem conseguir provar a viabilidade das suas propostas e perdendo qualquer hipótese de seduzir moderados. Enganaram-se na foto do Rui Rocha Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 7 Fevereiro 2024 Percebo a cena das notas, é uma medida gira que nos permite medir a opinião geral dos debates, mas no fim do dia é quase impossível dissociar o quão realistas algumas das medidas são para nós e aquilo que os candidatos defendem. Se eu for liberal vou ter sempre muitas dificuldades em achar que um debate da Mariana Mortágua é bom. Posso elogiar a postura, saber esperar para falar, etc, mas na hora de apresentar propostas, como estão tão longe do que defendo, é uma tarefa herculeana separar o trigo do joio. Sei que estes são profissionais, mas também tem opinião e são humanos. A CNN tem um pulsómetro ainda pior porque mede as opiniões das redes sociais, onde a sociedade não está representada de forma equitativa. Sem surpresas, o PS, partido que mais tem perdido popularidade entre os mais jovens, é o grande derrotado nesse pulsómetro. Aliás já não vejo um elogio ao PS numa rede social há uns bons meses, já à IL... Tenho para mim que o melhor mesmo é reservar meia hora e ler as primeiras páginas dos programas dos partidos. Não necessariamente todos, mas aqueles 2 ou 3 que tem ideias próximas ao que defendemos. Dificilmente não colocam as principais bandeiras logo a abrir. Com isto não quero dizer que devam cagar para isso, eu próprio gosto de ver o que dizem, mas levem o saleiro convosco. 2 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Mica, há 3 minutos: Tenho para mim que o melhor mesmo é reservar meia hora e ler as primeiras páginas dos programas dos partidos. Não necessariamente todos, mas aqueles 2 ou 3 que tem ideias próximas ao que defendemos. Dificilmente não colocam as principais bandeiras logo a abrir. . O que faço é ler as gordas dos programas de todos os partidos. Quando é sobre algo que me interessa ou intriga, leio na íntegra o que o partido propõe. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 7 Fevereiro 2024 Hoje o Rui Tavares vs Rui Rocha promete ser engraçado. 2 Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Mica, há 53 minutos: Percebo a cena das notas, é uma medida gira que nos permite medir a opinião geral dos debates, mas no fim do dia é quase impossível dissociar o quão realistas algumas das medidas são para nós e aquilo que os candidatos defendem. Se eu for liberal vou ter sempre muitas dificuldades em achar que um debate da Mariana Mortágua é bom. Posso elogiar a postura, saber esperar para falar, etc, mas na hora de apresentar propostas, como estão tão longe do que defendo, é uma tarefa herculeana separar o trigo do joio. Sei que estes são profissionais, mas também tem opinião e são humanos. A CNN tem um pulsómetro ainda pior porque mede as opiniões das redes sociais, onde a sociedade não está representada de forma equitativa. Sem surpresas, o PS, partido que mais tem perdido popularidade entre os mais jovens, é o grande derrotado nesse pulsómetro. Aliás já não vejo um elogio ao PS numa rede social há uns bons meses, já à IL... Tenho para mim que o melhor mesmo é reservar meia hora e ler as primeiras páginas dos programas dos partidos. Não necessariamente todos, mas aqueles 2 ou 3 que tem ideias próximas ao que defendemos. Dificilmente não colocam as principais bandeiras logo a abrir. Com isto não quero dizer que devam cagar para isso, eu próprio gosto de ver o que dizem, mas levem o saleiro convosco. Duvido que a IL perca algum debate no pulsometro da CNN, até contra o PNS o Rocha está a vencer com 72% Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Mica, há 58 minutos: A CNN tem um pulsómetro ainda pior porque mede as opiniões das redes sociais Meu rico pulso. Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Puto Perdiz, há 6 minutos: que filme é esse? "Green Room" Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 7 Fevereiro 2024 Alguém sabe os critérios de avaliação dos debates? Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 7 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Plagio o Original, há 21 minutos: Alguém sabe os critérios de avaliação dos debates? Quais? Dos comentadores ou do pulsómetro? Se for do pulsometro no fim de todos os debates será natural uma média superior da IL. Seguida pelo Chega. Seguida pela AD. Seguida pelo Livre. Com PS e CDU em último ou perto disso. Editado 7 Fevereiro 2024 por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de bmfpcdm, há 1 hora: "Green Room" pensava que estavam a ser atacados por zombies. Afinal é por neonazis, o que acaba por ser quase igual. Citação de Plagio o Original, há 54 minutos: Alguém sabe os critérios de avaliação dos debates? o principal é o "apeteceu-me" Citação de Ticampos, há 36 minutos: Seguida pelo Livre. ver se esses conseguem acordar com o debate de hoje. Estão mortos em comparação com anos anteriores. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 7 Fevereiro 2024 Pulsómetro lembra masturbação. 2 Compartilhar este post Link para o post
Snytram97 Publicado 7 Fevereiro 2024 Existe alguma forma de assistir aos debates de ontem, em diferido? Para quem não tem a hipótese de "puxar a box atrás" Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 7 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Snytram97, há 7 minutos: Existe alguma forma de assistir aos debates de ontem, em diferido? Para quem não tem a hipótese de "puxar a box atrás" rtp play https://www.rtp.pt/play/colecao/legislativas2024 Editado 7 Fevereiro 2024 por Puto Perdiz Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 7 Fevereiro 2024 Citação de Snytram97, há 13 minutos: Existe alguma forma de assistir aos debates de ontem, em diferido? Para quem não tem a hipótese de "puxar a box atrás" https://youtube.com/@ArenaLegislativa?si=QRG3_mir7PQYh73B 1 Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 7 Fevereiro 2024 Ontem À noite passarem os 3 seguidos na rtp3. Foi nice para puxar atrás e ver logo tudo seguido. Compartilhar este post Link para o post