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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Ghelthon, há 11 horas:

O mais triste deste OE é perceber, mais uma vez, que é tudo farinha do mesmo saco e ninguém está realmente interessado em melhorar a vida das pessoas.

AD: "Vá jovens, tomem lá estas excelentes reduções no IRS para começarem uma vida com mais alguma folga."

Também a AD: "Ah já agora, se tiverem de usar carro... f*dam-se! 😃"

O que se passou? Ando a procura de notícias referente a um aumento e não vejo nada 😅

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Citação de Descartes, há 6 minutos:

Bem sei que a minha suposta longevidade ecoa pelo universo cmptiano. Mas daí a arriscar 200 anos numa aposta parece-me exagerado.

 

Quanto à violação de todas as leis económicas, ajudava perceber o que é que, para ti, é a oferta e a procura no mercado publicitário. Tal como o que entendes como "saturação do mercado".

E é só.

Era 200 euros, mas ja vi que estas a fugir com o rabinho...

 

Saturacao do mercado so existe quando existe demasiada oferta para a procura. Ou seja demasiado tempo publicitario para a pouca oferta...

Quando existe demasiada procura e pouca oferta nao se chama saturacao de mercado mas sim "unsaturated market" que existe quando o ainda existe mercado para a oferta (neste caso) publicitaria crescar...

Como ja referi fui adjunto em macro na Nova e a minha vida ha varios anos passa por analises deste tipo, logo se achas mesmo que estas certo 'e so dizeres que apostamos. Se tens duvidas podes continuar com o rabinho entre as pernas velhote.

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Citação de Burkina2008, há 7 minutos:

Era 200 euros, mas ja vi que estas a fugir com o rabinho...

 

Saturacao do mercado so existe quando existe demasiada oferta para a procura. Ou seja demasiado tempo publicitario para a pouca oferta...

Quando existe demasiada procura e pouca oferta nao se chama saturacao de mercado mas sim "unsaturated market" que existe quando o ainda existe mercado para a oferta (neste caso) publicitaria crescar...

Como ja referi fui adjunto em macro na Nova e a minha vida ha varios anos passa por analises deste tipo, logo se achas mesmo que estas certo 'e so dizeres que apostamos. Se tens duvidas podes continuar com o rabinho entre as pernas velhote.

Atrevidos que me lançam argumentos de autoridade, como eu ao pequeno-almoço. Não te canses...

Explicaste o que entendes por saturação do mercado. Agora só te falta dizer, de forma clara, o que é a oferta e o que é a procura no mercado publicitário de televisão. É que perdi-me a meio entre o teu currículo e as menções simpáticas ao meu rabinho.

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Citação de Descartes, há 4 minutos:

Atrevidos que me lançam argumentos de autoridade, como eu ao pequeno-almoço. Não te canses...

Explicaste o que entendes por saturação do mercado. Agora só te falta dizer, de forma clara, o que é a oferta e o que é a procura no mercado publicitário de televisão. É que perdi-me a meio entre o teu currículo e as menções simpáticas ao meu rabinho.

"Market saturation occurs when the volume of a product or service in a market has reached its maximum. In the TV publicity market, market saturation can refer to the point at which additional sales from TV advertising reach a maximum, meaning any new sales would only happen in case of a lower price offering" 

Va mete la o rabinho entre as pernas...

 

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Citação de Burkina2008, há 9 minutos:

"Market saturation occurs when the volume of a product or service in a market has reached its maximum. In the TV publicity market, market saturation can refer to the point at which additional sales from TV advertising reach a maximum, meaning any new sales would only happen in case of a lower price offering" 

Va mete la o rabinho entre as pernas...

 

Não percebo inglês. O que não tem mal porque, aparentemente, tu não percebes português pelo que ficamos como que empatados.

Vamos a mais uma tentativa.

No mercado publicitário de televisão, defina:

PROCURA - _______________________________;

OFERTA - _________________________________;

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Citação de Sandes., Em 06/10/2024 at 19:20:

Vês como sabes pesquisar?

Alguém que apague sff que publicou uma citação antiga sem querer. 

Editado por Jimpo
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Citação de Descartes, há 2 minutos:

Não percebo inglês. O que não tem mal porque, aparentemente, tu não percebes português pelo que ficamos como que empatados.

Vamos a mais uma tentativa.

No mercado publicitário de televisão, defina:

PROCURA - _______________________________;

OFERTA - _________________________________;

A saturação do mercado ocorre quando o volume de um produto ou serviço num mercado atinge o seu máximo. No mercado de publicidade televisiva, a saturação do mercado pode referir-se ao ponto em que as vendas adicionais de publicidade televisiva atingem o máximo, o que significa que quaisquer novas vendas só aconteceriam no caso de uma oferta de preço mais baixo

Procura por parte de quem publicita na televisao por tempo publicitario

Oferta de tempo publicitario na televisao

Se existe menos tempo publicitario disponivel (sem a RTP) obviamente o mesmo nao pode gerar um aumento da saturacao de mercado, quanto muito faz com que um mercado ja saturado fique menos saturado mas nao ao ponto de mudar alguma coisa

Mercado saturado igual a pressao negativa sobre o preco

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Citação de Burkina2008, há 31 minutos:

A saturação do mercado ocorre quando o volume de um produto ou serviço num mercado atinge o seu máximo. No mercado de publicidade televisiva, a saturação do mercado pode referir-se ao ponto em que as vendas adicionais de publicidade televisiva atingem o máximo, o que significa que quaisquer novas vendas só aconteceriam no caso de uma oferta de preço mais baixo

Procura por parte de quem publicita na televisao por tempo publicitario

Oferta de tempo publicitario na televisao

Se existe menos tempo publicitario disponivel (sem a RTP) obviamente o mesmo nao pode gerar um aumento da saturacao de mercado, quanto muito faz com que um mercado ja saturado fique menos saturado mas nao ao ponto de mudar alguma coisa

Mercado saturado igual a pressao negativa sobre o preco

 

1. Mercado saturado igual a pressao negativa sobre o preco - Certo.

2. Se existe menos tempo publicitario disponivel (sem a RTP) obviamente o mesmo nao pode gerar um aumento da saturacao de mercado, quanto muito faz com que um mercado ja saturado fique menos saturado - Certo. Portanto, pressão positiva sobre o preço. Ou seja, tendência inflacionista.

3. mas nao ao ponto de mudar alguma coisa - Essa é apenas a tua perceção. Que até pode estar correta. Mas daí a concluir que são violadas as leis económicas vai um grande passo. Muito pelo contrário, as leis económicas são postuladas pelos pontos 1. e 2.

 

Nem tudo é mau. Tu tens efetivamente razão numa coisa. O tratamento jornalístico das declarações do secretário geral da APAN não foi o melhor. Não se trata de saturação do mercado publicitário na TV. Trata-se de saturação da oferta publicitária pela TV. Do peso, medido em tempo utilizado, dos blocos publicitários na programação. Essa sim, é a saturação que se vai acentuar. O título e o primeiro parágrafo da notícia da Lusa fala em alhos e as declarações da APAN de bugalhos.

Editado por Descartes

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Citação de Descartes, há 2 minutos:

 

1. Mercado saturado igual a pressao negativa sobre o preco - Certo.

2. Se existe menos tempo publicitario disponivel (sem a RTP) obviamente o mesmo nao pode gerar um aumento da saturacao de mercado, quanto muito faz com que um mercado ja saturado fique menos saturado - Certo. Portanto, pressão positiva sobre o preço. Ou seja, tendência inflacionista.

3. mas nao ao ponto de mudar alguma coisa - Essa é apenas a tua perceção. Que até pode estar correta. Mas daí a concluir que são violadas as leis económicas vai um grande passo. Muito pelo contrário, as leis económicas são postuladas pelos pontos 1. e 2.

 

Nem tudo é mau. Tu tens efetivamente razão numa coisa. O tratamento jornalístico das declarações do secretário geral da APAN não foi o melhor. Não se trata de saturação do mercado publicitário na TV. Trata-se de saturação da oferta publicitária pela TV. Do peso, medido em tempo utilizado, dos blocos publicitários na programação. Essa sim, é a saturação que se vai acentuar. O título e o primeiro parágrafo da notícia da Lusa fala em alhos e as declarações da APAN de bugalhos.

Portanto eu li o artigo que diz que se isto for para a frente vai existir uma aumento da saturacao de mercado (termo economico) e que tal vai levar a uma tendencia inflacionista do preco do tempo publicitario em prime time. E eu disse que o que estava escrito vai contra todas as leis economicas...

Mas eu 'e que estou errado porque afinal "o tratamento jornalístico das declarações do secretário geral da APAN não foi o melhor" e que o APAN menciona afinal "a saturação da oferta publicitária pela TV" que nem percebo bem o que quer dizer visto que a nivel economico, mas se ele quer dizer que existe menos tempo oferecido pela tv do que empresas a quererem publicitar, parece ser algo contrario a evolucao dos precos dessa mesma publicidade dado que com os dados que encontro (tabela geral da SIC em Janeiro 2021 e tabela geral da media capital em Janeiro 2024) o preco aumentou em 11% enquanto que a inflacao acumulada foi de 12%. Ou seja o preco real baixou marginalmente nos ultimos 3 anos.

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Citação de Alonso., há 1 hora:

Obrigado!

Pensei que fosse um aumento no IUC, afinal é a subida do imposto. Menos mal.

Pelo menos acabaram com a injustiça do ISV, finalmente! Excelentes notícias !

O CM tinha lá umas comparações da receita fiscal do estado com impostos indiretos de 2024 e 2025. 

ISP: +21,9 (3442,2 milhões de euros para 4294,7 milhões euros)

ISV: +2,1% (458,4 para 468)

IUC: +4,7% (510,9 para 535)

A previsão para 2025 também aponta para subida da receita através do IVA (+6,4%), Tabaco (+4%), IABA (+4,7%) e Selo (+5,2%).

Editado por Genzo
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Citação de Burkina2008, há 5 minutos:

Portanto eu li o artigo que diz que se isto for para a frente vai existir uma aumento da saturacao de mercado (termo economico) e que tal vai levar a uma tendencia inflacionista do preco do tempo publicitario em prime time. E eu disse que o que estava escrito vai contra todas as leis economicas...

Mas eu 'e que estou errado porque afinal "o tratamento jornalístico das declarações do secretário geral da APAN não foi o melhor" e que o APAN menciona afinal "a saturação da oferta publicitária pela TV" que nem percebo bem o que quer dizer visto que a nivel economico, mas se ele quer dizer que existe menos tempo oferecido pela tv do que empresas a quererem publicitar, parece ser algo contrario a evolucao dos precos dessa mesma publicidade dado que com os dados que encontro (tabela geral da SIC em Janeiro 2021 e tabela geral da media capital em Janeiro 2024) o preco aumentou em 11% enquanto que a inflacao acumulada foi de 12%. Ou seja o preco real baixou marginalmente nos ultimos 3 anos.

A questão é que existem 2 mercados. E a notícia baralhou-os.

Um dos mercados é aquele que temos estado a falar. O mercado publicitário em TV que tem como oferta o espaço publicitário disponível e como procura as empresas e marcas que pretendem colocar publicidade. Esse não está saturado. Por isso, com a diminuição da oferta haverá tendencialmente pressão para aumento do preço. De forma simplista, como eu comecei por dizer, porque ignora a questão da quebra de atratividade da televisão o que implica diminuição de audiências.

O outro mercado é aquele em que as televisões oferecem a sua programação com blocos publicitários e a procura corresponde ao público que consome televisão. Esse mercado está saturado e é sobre esse mercado que a APAN fala. É esse que tendencialmente ficará ainda mais saturado. Essa saturação traduz-se apenas indiretamente no custo da publicidade por minuto por via da potencial perda de audiências. Diretamente poderá afetar numa pressão para diminuição do preço das subscrições do serviço.

Em suma: Proibição de publicidade na RTP => Diminuição de espaço publicitário => Os operadores privados (SIC, TVI/CNN, CMTV) ganham quota de mercado => Preço por minuto de publicidade aumenta => Aumenta a saturação dos blocos publicitários no mercado televisivo => Diminuição das audiências => Transferência dos consumidores para outras plataformas => Crescimento do mercado publicitário nos meios digitais => Preço por minuto de publicidade em televisão diminui

Qual o efeito real em termos económicos? É uma questão de fé e de fidelização de públicos e audiências. Mas aparentemente os operadores privados e o Governo estão muito satisfeitos. A RTP, os anunciantes e os partidos de esquerda estão muito insatisfeitos.

Dando a volta ao círculo, eu apenas respondi ao @Hidden, que perguntou: Tenho lido pessoal a dizer que isto é para ajudar os amigos dos canais privados, mas eles sequer ganham alguma coisa com isto?  Eu tentei explicar porque é que eles esperam ganhar alguma coisa com isto.

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Citação de Descartes, há 4 horas:

A questão é que existem 2 mercados. E a notícia baralhou-os.

Um dos mercados é aquele que temos estado a falar. O mercado publicitário em TV que tem como oferta o espaço publicitário disponível e como procura as empresas e marcas que pretendem colocar publicidade. Esse não está saturado. Por isso, com a diminuição da oferta haverá tendencialmente pressão para aumento do preço. De forma simplista, como eu comecei por dizer, porque ignora a questão da quebra de atratividade da televisão o que implica diminuição de audiências.

O outro mercado é aquele em que as televisões oferecem a sua programação com blocos publicitários e a procura corresponde ao público que consome televisão. Esse mercado está saturado e é sobre esse mercado que a APAN fala. É esse que tendencialmente ficará ainda mais saturado. Essa saturação traduz-se apenas indiretamente no custo da publicidade por minuto por via da potencial perda de audiências. Diretamente poderá afetar numa pressão para diminuição do preço das subscrições do serviço.

Em suma: Proibição de publicidade na RTP => Diminuição de espaço publicitário => Os operadores privados (SIC, TVI/CNN, CMTV) ganham quota de mercado => Preço por minuto de publicidade aumenta => Aumenta a saturação dos blocos publicitários no mercado televisivo => Diminuição das audiências => Transferência dos consumidores para outras plataformas => Crescimento do mercado publicitário nos meios digitais => Preço por minuto de publicidade em televisão diminui

Qual o efeito real em termos económicos? É uma questão de fé e de fidelização de públicos e audiências. Mas aparentemente os operadores privados e o Governo estão muito satisfeitos. A RTP, os anunciantes e os partidos de esquerda estão muito insatisfeitos.

Dando a volta ao círculo, eu apenas respondi ao @Hidden, que perguntou: Tenho lido pessoal a dizer que isto é para ajudar os amigos dos canais privados, mas eles sequer ganham alguma coisa com isto?  Eu tentei explicar porque é que eles esperam ganhar alguma coisa com isto.

Estas a contar agora uma historia um pouco diferente da inicial e sim nao estamos de acordo e eu estou disposto a apostar algo na minha opiniao ao contrario de ti o que denota que nao estas seguro da mesma...

A publicidade em geral rege-se por um parametro de custo de angariacao de cliente. 

Logo a RTP nao ter publicidade nao 'e causa perda de share/audiencia (so por si) e uma empresa nao vai pagar mais 20%-30% etc do que pagava ontem por um spot em prime time na SIC ou na TVI, sendo que nao existem mais pessoas a ver esse spot hoje do que ontem.

Os budgets publicitarios sao finitos (exluindo provavelmente a publicidade a casinos/apostas que devem ficar proibidos mais cedo ou mais tarde) e sao feitos sobretudo em bens onde as margens raramente sao fartas. Logo aumento de um budget para publicidade ia incidir sobre aumento de custos da empresa e do preco ao consumidor, que faz baixar a procura (ou seja efeitos contrarios)...e obvio que como tu disseste se os precos aumentam posso tentar ver em que outros mercados de publicidade posso gastar (digital, radio, etc).

 

A esquerda (e aqui estou completamente de acordo com eles), nao gosta dessa medida porque vai no long run diminuir a qualidade do conteudo da RTP (alias para mim 'e um milagre como aquilo se consegue fazer hoje com apenas 200 e poucos milhoes de Euros ano). As outras televisoes estao contentes por inumeras razoes, podem elas proprias baixar a qualidade de alguns programas se quiserem (poupando ai algum), ficam com maior capacidade de negociacao com as suas "estrelas" e as da RTP, porque a RTP nao vai conseguir competir em salarios (mais uma vez poupando ai algum), podem possivelmente conseguir direitos de transmissao para certos programas que efectivamente podem aumentar o share de audiencia, entre outras coisas. O governo esta contente porque 'e um primeiro step para privatizar a RTP, simples.

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Citação de Burkina2008, há 11 horas:

Estas a contar agora uma historia um pouco diferente da inicial e sim nao estamos de acordo e eu estou disposto a apostar algo na minha opiniao ao contrario de ti o que denota que nao estas seguro da mesma...

A publicidade em geral rege-se por um parametro de custo de angariacao de cliente. 

Logo a RTP nao ter publicidade nao 'e causa perda de share/audiencia (so por si) e uma empresa nao vai pagar mais 20%-30% etc do que pagava ontem por um spot em prime time na SIC ou na TVI, sendo que nao existem mais pessoas a ver esse spot hoje do que ontem.

Os budgets publicitarios sao finitos (exluindo provavelmente a publicidade a casinos/apostas que devem ficar proibidos mais cedo ou mais tarde) e sao feitos sobretudo em bens onde as margens raramente sao fartas. Logo aumento de um budget para publicidade ia incidir sobre aumento de custos da empresa e do preco ao consumidor, que faz baixar a procura (ou seja efeitos contrarios)...e obvio que como tu disseste se os precos aumentam posso tentar ver em que outros mercados de publicidade posso gastar (digital, radio, etc).

 

A esquerda (e aqui estou completamente de acordo com eles), nao gosta dessa medida porque vai no long run diminuir a qualidade do conteudo da RTP (alias para mim 'e um milagre como aquilo se consegue fazer hoje com apenas 200 e poucos milhoes de Euros ano). As outras televisoes estao contentes por inumeras razoes, podem elas proprias baixar a qualidade de alguns programas se quiserem (poupando ai algum), ficam com maior capacidade de negociacao com as suas "estrelas" e as da RTP, porque a RTP nao vai conseguir competir em salarios (mais uma vez poupando ai algum), podem possivelmente conseguir direitos de transmissao para certos programas que efectivamente podem aumentar o share de audiencia, entre outras coisas. O governo esta contente porque 'e um primeiro step para privatizar a RTP, simples.

Verdade. Não estamos de acordo. Eu defendo que a SIC e a TVI ficam satisfeitas com esta proibição porque têm expetativas de aumentar as suas receitas com a publicidade. Tu dizes que elas ficam satisfeitas porque podem piorar a qualidade dos seus programas, pagar menos aos seus funcionários e podem ir buscar a Catarina Furtado e o Fernando Mendes.

Não percebo porque estás agora a introduzir o tema do aumento dos fundos para publicidade. Ninguém tinha falado disso antes.

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Citação de Descartes, há 3 horas:

Verdade. Não estamos de acordo. Eu defendo que a SIC e a TVI ficam satisfeitas com esta proibição porque têm expetativas de aumentar as suas receitas com a publicidade. Tu dizes que elas ficam satisfeitas porque podem piorar a qualidade dos seus programas, pagar menos aos seus funcionários e podem ir buscar a Catarina Furtado e o Fernando Mendes.

Não percebo porque estás agora a introduzir o tema do aumento dos fundos para publicidade. Ninguém tinha falado disso antes.

Porque tu falas e como disseste "de forma simplista" como se o mercado de publicidade nao tivesse substitutos. Ou seja falas como se o mercado fosse unicamente tempo para publicidade em televisao vs. empresas a comprarem esses spots publicitarios, quando na realidade o mercado 'e publicidade em geral vs. empresas a comprarem publicidade. Dito isto e passando do termo logico que os budgets publicitarios nao iriam aumentar ou nao sao estaticos a simplesmente "spots publicitarios na televisao", quando se fala em aumentar o preco de um minuto de publicidade na tv, sem que esse minuto tenha mais viewership, a logica economica 'e encontrar outras formas de publicidade com o mesmo budget.

De uma forma muito basica falamos de um mercado de manteiga e de pessoas que tem um rendimento de 300 que apenas podem utilizar em substancias para barrar no pao.

Tu tens 3 marcas de Manteiga que cada uma produz 10 manteigas (Mimosa, Ucal e Continente). O equilibrio de mercado do utilizador que prefere gastar todo o seu buget em manteiga sera 300/30 ou seja o preco da manteiga a 10 Euros cada e um mercado dividido em 33/33/33. A Continente vai a falencia e agora em teoria economica apenas existe oferta de 20 manteigas logo o novo equilibro de mercado seria 300/20 ou seja o preco da manteiga passaria a 15 Euros cada e um mercado dividido em 50/50. Que 'e o ponto onde tu chegas.

O problema 'e que o consumidor, nao 'e um consumidor de manteiga (pode ate ter preferencia para isso mas nao exclusividade), logo e tendo em conta que agora so pode comprar 20 manteigas em vez de 30, tem duas opcoes, ou pede um aumento de 150 para poder comprar 30 manteigas outras vez (ninguem o vai aumentar nesse valor), ou vai comprar margarina, pate, marmelada, azeite...fazendo com que diminua a procura no mercado da manteiga ate se voltar a atingir um preco de equilibrio que sera sempre perto do inicial.

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Saudades das notas?
 

Citação

De 0 a 10, que nota merece o Orçamento do Estado? 11 comentadores fazem a avaliação e a maioria dá positiva (mas a média não chega a 6)

TERESA VIOLANTE

Nota: 4

Potenciais inconstitucionalidades no OE 2025

A proposta mantém inalterados dois tributos sobre os quais pende a ameaça de (mais) decisões de inconstitucionalidade: a contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) e o adicional de solidariedade sobre o setor bancário (ASSB). Em ambos os casos os tributos foram criados em contextos excecionais, para fazer face a situações supostamente provisórias.

Um legislador orçamental prudente deve equacionar as situações de risco constitucional, sobretudo quando existem várias decisões do Tribunal Constitucional proferidas em fiscalização concreta que decidem no sentido da inconstitucionalidade. No caso do ASSB, existe ainda uma recomendação da Provedora de Justiça enviada em setembro de 2023 a Fernando Medina, explicando que se abstinha expressamente de desencadear a intervenção do Tribunal Constitucional para evitar uma situação com impactos nefastos para o Orçamento da Segurança Social (a receita do ASSB reverte para o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social). A recomendação ficou sem resposta.

O Tribunal Constitucional parece estar a perder a paciência com legislação tributária “ofegante”, cuja provisoriedade se arrasta no tempo. Litigância pendente pode conduzir não só a desfechos com impactos diretos na receita a cobrar em 2025, mas também a declarações de inconstitucionalidade que, na ausência de restrição de efeitos, podem produzir sérios estragos na execução orçamental. Basta pensar que, entre 2021 e 2023, a CESE representou mais de 300 milhões de euros para os cofres do Estado.

Teresa Violante é constitucionalista, professora e investigadora.

BERNARDO FERRÃO

Nota: 7

E se a direita trouxer o défice?

O equilíbrio das contas públicas tornou-se numa conquista fundamental dos últimos anos. Depois de anos de descalabro, os excedentes orçamentais e a queda da dívida pública permitiram ao PS de António Costa limpar a imagem do passado. Inverter este caminho é demasiado perigoso, para o país e para quem ocupa o poder.

Olho por isso desconfiado para este OE, traz marca eleitoralista e de centrão, promete muito a muitos, como se o tempo fosse de campanha eleitoral (será?). A margem, como admitiu Miranda Sarmento, é curta e em 2025 o mundo não pára. Novas medidas serão tomadas, haverá pressão para gastar mais e a geometria parlamentar pode impor mais despesa. Todos os cuidados são poucos. O défice está à espreita e a dívida cai menos do que o previsto.

O próximo ano será um teste a um PSD que sempre se afirmou como reparador dos estragos socialistas. Luis Montenegro terá de evitar essa inversão de papéis até porque o país não aguenta um regresso a tempos de má memória. Mas a exigência é partilhada, à imagem do equilíbrio parlamentar. Se o Governo devia dobrar os cuidados, o PS de Pedro Nuno Santos não pode cair em jogos ou coligações que acarretem descontrolos ou um OE desfigurado. Por mais que os socialistas se queiram por fora do filme, este é o momento de fazer jus à sua história não desistindo da sua autonomia, mas garantindo responsabilidade. Os tempos dispensam competições juvenis de testosterona. O mundo não está de feição, e os “cataventos” estão ao virar da esquina.

Bernardo Ferrão é diretor-adjunto de informação da SIC.

MÁRCIA SILVA PEREIRA

Nota: 6

Aquém do ímpeto reformista prometido

Este OE traz algum desagravamento fiscal, mas não resolve os principais desafios da economia portuguesa e fica aquém do ímpeto reformista prometido.

Sobre os rendimentos do trabalho, dois pontos positivos são a continuação do aumento do salário mínimo e a atualização dos escalões de IRS acima da inflação. Os efeitos do IRS Jovem na retenção de jovens no país são incertos, criando um sentimento de injustiça intergeracional e uma perda de receita significativa.

No caso das empresas, mais importante do que diminuir a taxa de IRC é diminuir a complexidade da taxação, através da redução de benefícios fiscais e tributações autónomas, e diminuir a progressividade, que desincentiva ganhos de escala e investimento.

Finalmente, um dos maiores desafios fica por resolver: a crise da habitação. Agravar a fiscalidade para segundas ou mais habitações ou a cobrança de IVA sobre a renda implícita de imóveis para uso próprio aumentaria a base tributária, aumentando a oferta no curto prazo e permitindo reduzir outros impostos.

Márcia Silva Pereira é economista.

PEDRO GOMES SANCHES

Nota: 6

Quem és, de onde vens e para onde vais?

Reza a história que foi com estas perguntas que os homens do Pina Manique interpelaram Bocage. Resposta: sou o Bocage, venho do Nicola e vou para o outro mundo se disparas a pistola. A estas perguntas respondeu o Governo: sou o Governo minoritário de Portugal, venho de 8 anos de governos socialistas com a maior carga fiscal da história, e vou para um país mais próspero, mais competitivo e mais livre (ou para novas eleições, se “disparam a pistola”).

Este orçamento diminui impostos sobre rendimentos, a empresas e trabalhadores. Aumenta liquidez. Aumenta a competitividade da economia, libertando-a mais do que a constrangendo. Dignifica carreiras de quem zela pela autoridade do Estado e assegura as suas funções essenciais.

Podia ser melhor, ir mais longe, ir mais depressa? Podia. Podia ser muito melhor, ir muito mais longe e muito mais depressa. Mas também podia ser pior: podia, por exemplo, ser um orçamento do PS.

Pedro Gomes Sanches é docente universitário e gestor.

EUNICE LOURENÇO

Nota: 5

Um Orçamento de teste

Uma proposta de Orçamento do Estado que é entregue no Parlamento sem garantias de aprovação não pode ter nota positiva, por isso, por agora, fica numa nota a meio caminho, como ficou a meio caminho a tentativa de acordo entre o Governo e o PS: não existe acordo, mas também ainda não é definitivo um voto contra do PS.

É um orçamento de teste: ao Governo, à oposição, ao próprio sistema parlamentar e à sua capacidade de gerar equilíbrios, e ao Presidente da República, que pode enfrentar não um miniciclo, mas mesmo um microciclo. E é também um orçamento de teste a dois líderes que estão a aprender a desempenhar os seus papéis numa conjuntura que não tem comparação na história parlamentar: não, não estamos em 1985-87 e o Chega não é o PSD e enão, não estamos em 1996-98 e Montenegro e Pedro Nuno não têm nada a ver com Marcelo e Guterres.

Quanto ao terceiro líder desta equação – André Ventura – é o que está há mais tempo em funções e parece estar só a testar os nervos dos outros dois, mas está a gerar o caos e a confusão que tanto lhe servem.

Eunice Lourenço é editora de Política do Expresso.

LUÍS AGUIAR-CONRARIA

Nota: 7

Vitória política com medidas criticáveis

Politicamente, o novo Orçamento de Estado é um sucesso. Entalou o PS, que ficará mal na fotografia quer o viabilize quer vote contra.

Economicamente, discordo das duas medidas mais emblemáticas. A descida do IRC não corrige o principal absurdo da nossa tributação às empresas, que tem a ver com a progressividade da derrama estadual o que penaliza as maiores empresas (que são as mais produtivas, as que exportam mais e que pagam melhor aos seus trabalhadores). Adicionalmente, ao reforçar o IRC como um instrumento de intervenção do Estado nas empresas, complicou-se ainda mais um imposto que já é deveras complexo.

O IRS jovem é um erro ético. É também um risco, dado que não se consegue estimar a sua eficácia. O facto de ser mais gradual e mais limitado no tempo mitiga os seus defeitos e riscos.

Duas considerações finais:

1. Há razões para dar liberdade às Instituições de Ensino Superior para fixar as propinas. Também há razões para acabar com elas. O que não há é nenhuma razão para as manter congeladas quando há mestrados que cobram 15.000 euros e outros 1.500. É congelar a desigualdade. Imagino que queiram dar menos desculpas à bancada socialista para votar contra, mas as propinas dos mestrados deveriam ter sido descongeladas.

2. Uma nota muito positiva para o compromisso com um excedente orçamental para 2025. Havia grandes dúvidas relativamente a esse compromisso, que agora desaparecem.

Luís Aguiar-Conraria é professor de Economia da Universidade do Minho.

LILIANA VALENTE

Nota: 6

Um orçamento como os melões. É preciso executar

O Governo está desde que entrou em funções a executar o “orçamento pipi e betinho” de Fernando Medina. Não sei se Luís Montenegro se referirá a este seu primeiro orçamento nos mesmos termos, mas percebe-se que houve uma tentativa de o embelezar para parecer bonito. Tudo depende, no entanto, de como for executado, se chegar a sê-lo.

A geração traumatizada da troika, por exemplo, tem pouco neste orçamento. Os trabalhadores pobres, idem. Se António Costa fazia medidas mais transversais, cujos efeitos se diluam, aqui há um investimento em grupos específicos.

Tenho lido que este é um orçamento de continuidade daqueles apresentados por António Costa, e, talvez por isso, não concordo na totalidade. Será semelhante por prever excedente orçamental, por ter medidas moldadas na negociação com o PS, mas as opções políticas deste OE focam-se (pela sua dimensão) nos jovens até aos 35 anos, com mais de 500 milhões para o IRS Jovem. Não há uma descida geral de IRS para todos, ainda que haja uma atualização dos escalões (como deveria haver sempre). Numa primeira leitura, é preciso começar a ver a execução para perceber se o comportamento da despesa pública não descontrola e se a receita (reduzida no IRS Jovem) permite a folga para fazer tudo.

Liliana Valente é coordenadora de Política do Expresso.

DANIEL OLIVEIRA

Nota: 4

Orçamento para calendário eleitoral incerto

A ideia de que ceder à pressão de professores, polícias ou militares (de médicos e enfermeiros menos, que há privados à espera deles), com as funções do Estado em colapso, é uma política de esquerda é insultuosa para a direita. De direita é canalizar recursos públicos para subsidiar os seguros de saúde ou privatizar as USF, uma das melhores experiências recentes do nosso SNS. É preparar a privatização do já quase inexistente setor empresarial do Estado. Ou baixar cegamente impostos para as maiores empresas e contribuintes mais abonados, como se tentou no IRS, IRS Jovem e IRC.

O Orçamento de Estado não é de esquerda porque distribui dinheiro. Isso é caricatura. É de direita no seu programa e é eleitoralista nas motivações para algumas decisões. Fora a dicotomia simplista, concentra-se na política de curto-prazo. É contraditório porque, respondendo à incerteza do seu desfecho, prepara eleições e governação, em simultâneo. É assim que um governo aumenta a despesa, baixa a receita e fia-se no excedente. Se a situação económica (e orçamental) que este governo herdou o permitir, até pode correr bem no início. Quando houver um solavanco não parece provável que opte por aumentar os impostos que desceu para as maiores empresas e alguns jovens. É mais provável que, sem a sombra de eleições e com o excedente em risco, faça o que dá menos nas vistas: deixar degradar as funções do Estado, como já tem projetado para o SNS, a CP ou a RTP, transferindo recursos e clientela para o privado.

E há as famosas conquistas do PS: menos um ponto percentual na descida do IRC. No IRS Jovem, o PS limitou-se a salvar o governo de um chumbo no Tribunal Constitucional. Com as posições do FMI e do Conselho de Finanças Públicas, a proposta já estava politicamente morta. Como Montenegro quase reconheceu, foi a TSU deste governo, nascida para ser negociada. E, apesar de ser uma linha vermelha (o que geralmente quer dizer que não se negoceia) para o PS, não caiu. A versão final, que custa quase tanto como todo o excedente orçamental previsto, agrava uma injustiça geracional que será compensada com a redução do ordenado bruto de entrada.

O programa não mudou, o calendário eleitoral é que ainda não é claro. Apesar de quase toda a gente achar que este não é um Orçamento de fiar, quase toda a gente acha que deve ser aprovado sem grandes alterações. Se a estabilidade política vale mais do que as políticas, não nos devemos espantar com os resultados.

Daniel Oliveira é colunista do Expresso.

JOÃO PINTO

Nota: 7

OE equilibrado

Em termos gerais, é um orçamento equilibrado pois prevê um crescimento económico de 2,1%, reduz a carga fiscal para particulares e empresas, prevendo, simultaneamente, um excedente orçamental de cerca de 800 milhões de euros.

Aposta na melhoria da competitividade das empresas, com uma redução da taxa efetiva de IRC, através da redução da taxa geral e da tributação autónoma. A criação de um programa ao nível da administração pública para pagamento a fornecedores em 30 dias é muito relevante, bem como o reforço da oferta de camas no ensino superior.

Contudo, não aposta na redução da complexidade fiscal e do número de benefícios e exceções fiscais, nem se encontram medidas robustas que apoiem o financiamento e a capitalização das empresas, nomeadamente para as que acelerem a transição para uma economia mais sustentável.

Verifica-se ainda ausência de medidas eficazes e focadas na flexibilização da legislação laboral, em (re)qualificar, fixar e atrair mão-de-obra, e ainda apoiar a natalidade.

João Pinto é diretor da Católica Porto Business School.

JOÃO SILVESTRE

Nota: 5

Orçamento sem surpresas e sem brilho

Este Orçamento do Estado é um dos que menos surpreende dos últimos anos. O que não é necessariamente mau se nos recordarmos que, no passado, as surpresas foram quase más notícias: cortes de despesa e/ou subidas de impostos. Desta vez não há novidades. Acaba por ser um Orçamento de continuidade que poderia, facilmente, ter sido apresentado por António Costa.

O principal mérito é manter excedentes orçamentais e a redução da dívida publica. Mesmo que o ritmo de descida da dívida seja inferior ao que foi projetado antes, cumpre os mínimos e há uns meses não era certo que assim fosse. Não só porque o próprio Governo alimentou a ideia de poder haver uma derrapagem nas contas, mas também porque este ambiente pré-eleitoral tem levado à aprovação de sucessivas medidas com impacto nas contas. O facto de Portugal ter hoje rating A nas principais agências e juros inferiores a vários países da zona euro é um ativo que convém não desbaratar.

As ‘novidades’ deste Orçamento são o IRC e o IRS Jovem, este último compensado pelo agravamento da tributação dos combustíveis. E isso é muito pouco. Pior ainda porque são medidas que dificilmente atingem os objetivos que pretendem alcançar: mais crescimento económico (no caso do IRC) e retenção de jovens (com o IRS que tem ainda problemas de equidade que já existem na versão em vigor).

João Silvestre é editor da edição semanal do Expresso.

LUÍS MARQUES

Nota: 7

O paraíso de Miranda Sarmento

1 – Até agora a melhor síntese é um título de João Silvestre: ”O Orçamento mais fácil de sempre”. Depois de ter gerido um país de tanga, com Durão Barroso, e de ter ido além da “troika”, com Passos Coelho, o PSD herdou finalmente um excedente. Herdou e gostou. Miranda Sarmento não esconde a felicidade de distribuir como nunca.

2 – Utiliza folgas passadas e atuais para contentar (quase) todos os descontentes, desde classes profissionais a partidos, com exceção do Chega que nunca está contente com nada. É um Orçamento de compromisso(s), não de rutura. A polémica baixa de IRC foi o máximo que se arranjou para definir a fronteira política entre esquerda e direita.

3 – Tem truques, como todos. Garante não aumentar impostos, o que é verdade se esquecermos o descongelamento da taxa de carbono. Destaca que, em função do PIB, a carga fiscal desce, mas são apenas três décimas. O mesmo com a despesa pública. Baixa 0,5% do PIB, mas sobe em termos nominais. E bastante. Alguns dos problemas do passado estão lá, mas disfarçados.

4 – Depois de ultrapassar tantas linhas vermelhas, este orçamento tem a sua própria linha vermelha. Provavelmente não será repetível. A incerteza será o seu grande inimigo. A prudência, ou a falta dela, pode ser o seu grande pecado.

 5 – Apesar de tudo, é um Orçamento que merece viver, para evitar o inferno.

Luis Marques é cronista do Expresso.

 

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Citação de Burkina2008, há 4 horas:

Porque tu falas e como disseste "de forma simplista" como se o mercado de publicidade nao tivesse substitutos. Ou seja falas como se o mercado fosse unicamente tempo para publicidade em televisao vs. empresas a comprarem esses spots publicitarios, quando na realidade o mercado 'e publicidade em geral vs. empresas a comprarem publicidade. Dito isto e passando do termo logico que os budgets publicitarios nao iriam aumentar ou nao sao estaticos a simplesmente "spots publicitarios na televisao", quando se fala em aumentar o preco de um minuto de publicidade na tv, sem que esse minuto tenha mais viewership, a logica economica 'e encontrar outras formas de publicidade com o mesmo budget.

De uma forma muito basica falamos de um mercado de manteiga e de pessoas que tem um rendimento de 300 que apenas podem utilizar em substancias para barrar no pao.

Tu tens 3 marcas de Manteiga que cada uma produz 10 manteigas (Mimosa, Ucal e Continente). O equilibrio de mercado do utilizador que prefere gastar todo o seu buget em manteiga sera 300/30 ou seja o preco da manteiga a 10 Euros cada e um mercado dividido em 33/33/33. A Continente vai a falencia e agora em teoria economica apenas existe oferta de 20 manteigas logo o novo equilibro de mercado seria 300/20 ou seja o preco da manteiga passaria a 15 Euros cada e um mercado dividido em 50/50. Que 'e o ponto onde tu chegas.

O problema 'e que o consumidor, nao 'e um consumidor de manteiga (pode ate ter preferencia para isso mas nao exclusividade), logo e tendo em conta que agora so pode comprar 20 manteigas em vez de 30, tem duas opcoes, ou pede um aumento de 150 para poder comprar 30 manteigas outras vez (ninguem o vai aumentar nesse valor), ou vai comprar margarina, pate, marmelada, azeite...fazendo com que diminua a procura no mercado da manteiga ate se voltar a atingir um preco de equilibrio que sera sempre perto do inicial.

É isso mesmo. O 3º parágrafo é uma analogia perfeita sobre o que eu disse. E é a única explicação possível que encontro para que se diga que o Governo fez um favor aos amigos e para a satisfação evidente que se viu e ouviu da parte dos representantes dos operadores privados.

Tu, pelo que muito bem explicaste no último parágrafo, entendes que eles não têm nada que ficar contentes porque em termos económicos não terão ganhos relevantes. Como não os queres apelidar de burros colocas a hipótese de que eles estão satisfeitos porque podem contratar o Vasco Palmeirim a preço da uva mijona. Talvez seja isso...

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Então, porque quando chegaram encontraram uma situação muito pior do que a que imaginavam.

Não conheces o script?

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Citação de HappyKing, há 14 minutos:

20241013-155808.jpg

Miranda Sarmento: “Não é difícil pôr a economia portuguesa a crescer acima de 3%"

Receio que o governo, e o ministro das finanças em particular, não vá explicar onde ficou a facilidade do crescimento ou as previsões de crescimento sempre a subir do seu programa.

é natural, só depois de lá estar é que se depararam com as despesas deixadas pelo José Sócrates

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Citação de Mica, há 3 minutos:

Então, porque quando chegaram encontraram uma situação muito pior do que a que imaginavam.

Não conheces o script?

Eles bem tentaram essa via mas rapidamente se percebeu que era melhor a abandonarem para não caírem no ridículo. Um exemplo apenas dessa altura:

Bruxelas retira Portugal da lista dos países com desequilíbrios macroeconómicos | União Europeia | PÚBLICO (publico.pt)
“Damos os parabéns a Portugal pelo seu desempenho impressionante na resolução dos seus desequilíbrios macroeconómicos”, afirmou o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, que fundamentou a retirada do país do mecanismo de alerta. “A decisão está ligada à performance da política orçamental, que resultou num excedente que é raro, e num declínio acelerado da dívida pública, que caiu para baixo dos 100% do PIB”, justificou.

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Citação de HappyKing, há 22 minutos:

20241013-155808.jpg

Miranda Sarmento: “Não é difícil pôr a economia portuguesa a crescer acima de 3%"

Receio que o governo, e o ministro das finanças em particular, não vá explicar onde ficou a facilidade do crescimento ou as previsões de crescimento sempre a subir do seu programa.

Fácil. O PS não os deixa diminuir os impostos como eles ambicionavam.

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