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Carlos Daniel: "Jorge Jesus não é o único que pensa futebol”

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Visitante

:lol:

 

Como se mandar uns bitaites de vez em quando sobre futebol num programa desportivo qualquer bastasse para ocupar um cargo desses. É isso e fundamentar opiniões com conceitos completamente retrógrados e desprovidos de sentido, encaixa-os entrelinhas e siga, o leigo que está em casa não vai perceber patavina mas como são palavras caras que, provavelmente, nunca ouviu aplaude e come umas pipocas.

 

Epá, o homem disse que se lhe fosse proposto, ele ponderaria. Se ele gosta de futebol, que mal tem dizer que ponderaria se pudesse participar profissionalmente nessa área?

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Nem acho que isso seja verdade, mas é um defeito porquê? Só mostra que tem convicções e que não é um saco cheio de ar que elogia tudo e o seu contrário, como o grande LFL.

 

O grande problema do LFL é prestar-se a um papel de valorização do futebol em geral e do futebol português em particular. É como se o homem fosse apaixonado pelo jogo, então tudo o que acontece de bom é lindo e espetacular. Ele excita-se da mesma forma quando o Diogo Jota parte três do Tondela para a meter lá dentro e vencer em Paços como quando o Messi parte três do Bayern para a meter lá dentro e ganhar a Champions.

 

Tenta sempre fazer comentário "positivo", elogioso para com as equipas e jogadores e acaba a passar essa imagem de que falas. Acaba por ser, por vezes, ridículo ou pelo menos desmesurado nos elogios que faz. É um estilo.

Editado por UnReal

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:lol:

 

Como se mandar uns bitaites de vez em quando sobre futebol num programa desportivo qualquer bastasse para ocupar um cargo desses. É isso e fundamentar opiniões com conceitos completamente retrógrados e desprovidos de sentido, encaixa-os entrelinhas e siga, o leigo que está em casa não vai perceber patavina mas como são palavras caras que, provavelmente, nunca ouviu aplaude e come umas pipocas.

 

Se há coisa que o Carlos Daniel não é, é retrógrado.

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Se há coisa que o Carlos Daniel não é, é retrógrado.

 

Falei dos conceitos que, por vezes, o próprio utiliza para argumentar uma situação de jogo - concepções que nem no curso de treinadores pela federação ou superior te transmitem. E, para que fique bem claro, não tenho nada contra o homem e até reconheço que é um dos bons jornalista que cá temos.

 

Espera aí, não és tu que vives nos Açores?

Editado por johan

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O problema dele é ser um romântico do caraças com a mania da isenção. Todos são grandes clubes, todos os estilos de jogo são bons...

 

No jogo jogado da TSF ele zangou-se algumas vezes e dessas poucas vezes, marcou a sua opinião mostrando algum nervo e que se devia soltar mais.

Estes momentos valem muito mais do que quanto concorda com o mono do Bruno Prata.

Ainda consegue ter o bónus de ser o mais parecido que podíamos ter de um Gabriel Alves dos tempos modernos :biggrin:

 

O grande problema do LFL é prestar-se a um papel de valorização do futebol em geral e do futebol português em particular. É como se o homem fosse apaixonado pelo jogo, então tudo o que acontece de bom é lindo e espetacular. Ele excita-se da mesma forma quando o Diogo Jota parte três do Tondela para a meter lá dentro e vencer em Paços como quando o Messi parte três do Bayern para a meter lá dentro e ganhar a Champions.

 

Tenta sempre fazer comentário "positivo", elogioso para com as equipas e jogadores e acaba a passar essa imagem de que falas. Acaba por ser, por vezes, ridículo ou pelo menos desmesurado nos elogios que faz. É um estilo.

Exactamente.

 

Não tenho nada contra o Luís Freitas Lobo, é uma figura simpática, mas não acho que essa característica que apontaram seja uma qualidade num comentador de futebol e parece-me que acaba por se perder muita capacidade analítica no meio de tanta metáfora e tanto elogio gratuito.

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Exactamente.

Não tenho nada contra o Luís Freitas Lobo, é uma figura simpática, mas não acho que essa característica que apontaram seja uma qualidade num comentador de futebol e parece-me que acaba por se perder muita capacidade analítica no meio de tanta metáfora e tanto elogio gratuito.

Que achas da Helena Costa?

Editado por pedritsh

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Falei dos conceitos que, por vezes, o próprio utiliza para argumentar uma situação de jogo - concepções que nem no curso de treinadores pela federação ou superior te transmitem. E, para que fique bem claro, não tenho nada contra o homem e até reconheço que é um dos bons jornalista que cá temos.

 

Espera aí, não és tu que vives nos Açores?

Eu repito-me: O Carlos Daniel é um comentador decente. É um péssimo (!!!!) jornalista. Péssimo para não o insultar.

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Falei dos conceitos que, por vezes, o próprio utiliza para argumentar uma situação de jogo - concepções que nem no curso de treinadores pela federação ou superior te transmitem. E, para que fique bem claro, não tenho nada contra o homem e até reconheço que é um dos bons jornalista que cá temos.

 

Espera aí, não és tu que vives nos Açores?

 

Sim, e?

 

E dizer que o Carlos Daniel "é um dos bons jornalista que cá temos." :weedman:

Editado por Green Arrow

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Nada! É perfeitamente normal que não aches os conceitos retrógrados. :)

Editado por johan

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E já agora, porque é que não o consideras bom jornalista?

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Há bons jornalistas em Portugal?

 

No mundo?

 

No Universo?

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Porque é muito parcial, porque para ele as coisas só têm um prisma. É um JRS, mas com menos tempo de antena no jornal das 7.

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O pior do Carlos Daniel é a quantidade de vezes que interrompe os outros. É demais mesmo.

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O Carlos Daniel é o equivalente àquelas gajas que sentem que têm uma personalidade forte e muito seguras de si e por isso falam por cima de toda a gente e dão a sua opinião sobre tudo.

 

Crónica do LFL sobre a selecção:

 

MAS, AFINAL, COMO QUER JOGAR PORTUGAL?

 

Após passar dois anos da sua vida a moldar taticamente o nosso jogo para poder expressar-se em 4x4x2, não faz sentido, chegar á fase final do Euro e, depois de um primeiro jogo não conseguido exibicionalmente, colocar essa identidade em causa, mudar para 4x3x3, e perder as referências que tanto tinha custado a criar.

 

Dirão que tudo depende sempre mais das dinâmicas e que os sistemas não têm, por si só, vida própria (o que é verdade) mas a verdade também é que é exatamente a melhor aplicação delas que fica em causa quando se muda o posicionamento (o sistema) dos jogadores nos quais se começa a jogar (a meter dinâmica o jogo).

 

Uma alteração que, para além da mudança de intérpretes (e suas características em diferentes posições-chave) como que colocou Portugal a certo ponto do jogo com a Áustria a jogar sem estrutura táctica totalmente definida, quase como preso entre dois sistemas (sobretudo quando saiu Quaresma e entrou João Mário, deixando indefinida a posição de André Gomes e com Nani e Ronaldo a jogarem os seus “jogos de movimentos quase particulares” à margem do coletivo).

 

Fernando Santos não deixou cair Moutinho da equipa, mas para juntar Quaresma no mesmo onze de Ronaldo e Nani, em vez de procurar apenas encaixar Quaresma a partir de uma ala do 4x4x2 clássico (procurando depois os necessários equilíbrios defensivos coletivos sem bola), não só tirou João Mário como passou para um 4x3x3 híbrido para o qual não temos ponta-de-lança e ainda fixou mais a posição de Ronaldo no centro a 9 (onde se sente pior, longe do lado esquerdo desde o qual, mesmo desgastado e sem poder de explosão, remata/joga melhor).

 

Entre os dois jogos, Fernando Santos terá pensado tanto, tanto, que após dois anos a jogar com certezas passou no espaço de quatro dias a jogar com... dúvidas (colocando em causa as bases de tudo que fizera antes). E nenhuma equipa joga melhor em cima de duvidas.

 

Confundido entre “dois sistemas”

 

A Áustria surpreendeu claramente Portugal na sua forma de jogar sem ponta-de-lança (algo que antes nunca tinha acontecido) e quase renunciou a atacar para jogar num bloco recuado. Perante esta estratégia austríaca, o jogo português tornou-se uma “sucessão de jogadas” a partir das iniciativas dos jogadores e não consequência dum jogo, movimentação coletiva, verdadeiramente pensado.

 

É verdade que se criaram oportunidades e bastaria uma ou outra ter entrado para tudo ser diferente. Pura ilusão. Seria diferente o resultado, sem duvida. Não seria a encruzilhada mental de abordagem ao jogo em que Portugal se deixara cair: colocar em causa as bases de tudo o que fizera antes e passar a jogar (num sistema e dinâmicas) no qual nunca antes procurara criar raízes.

 

Por isso, nesta fase a questão é só uma: Portugal (isto é, Fernando Santos) tem de decidir como quer jogar. Sistema, dinâmicas e jogadores para o interpretar. Viver no meio de dois sistemas só leva a perder identidade e colocar-se na dependência da bola bater no poste ou entrar.

 

O futebol em vez de ser o jogo de “sorte ou azar” a que muitos gostam de resumir, é antes um jogo de pensamento táctico e estratégico. E ganha quem o pensa melhor (tem é de ter uma identidade, uma ideia clara do que quer fazer). Sem isso, nada faz sentido. Seja qual for o resultado.

 

Editado por Ion Timofte

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Que achas da Helena Costa?

Não tenho opinião formada, não vi muitos jogos comentados por ela. O discurso dela é actualizado e tem algumas referências interessantes, mas não posso dizer muito mais.

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Quem diz que não gosta do Carlos Daniel é a mesma coisa que dizer que não gosta de qualidade. Não há melhor analista desportivo em Portugal. Se é arrogante? quem quer saber? lol

Mas verdade seja dita, qualidade não abunda por terras Lusas no que toca a comentadores desportivos

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É o melhor, logo pode ser um arrogantezinho de m*rda. :lol:

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O grande problema do LFL é prestar-se a um papel de valorização do futebol em geral e do futebol português em particular. É como se o homem fosse apaixonado pelo jogo, então tudo o que acontece de bom é lindo e espetacular. Ele excita-se da mesma forma quando o Diogo Jota parte três do Tondela para a meter lá dentro e vencer em Paços como quando o Messi parte três do Bayern para a meter lá dentro e ganhar a Champions.

 

Tenta sempre fazer comentário "positivo", elogioso para com as equipas e jogadores e acaba a passar essa imagem de que falas. Acaba por ser, por vezes, ridículo ou pelo menos desmesurado nos elogios que faz. É um estilo.

Eu acho que ele não se presta a esse papel. Ele parece-me ser genuinamente assim. E é por isso que também o acho, de longe, o melhor comentador desportivo em Portugal. É claro que o ideal era ter essa vertente, ser um bom comunicador (ele não é assim tão bom quanto isso) e perceber bastante do jogo (ele tem muito conhecimento do jogo e do que o envolve, mas não percebe assim tão bem o jogo quanto isso). Mas enquanto não caminhamos para isso, antes o LFL que qualquer outro.

 

Pode ser que esta recente moda de meter treinadores sem clube e ex-jogadores a comentar venha para ficar. É que, se há alguns que não percebem ponta da coisa, também há alguns que, de uma forma ou de outra, têm contributos muito interessantes para o jogo.

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