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Raphaël Guerreiro: «Espero um dia poder jogar no Benfica»

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ENTREVISTA EXCLUSIVA COM RAPHÄEL GUERREIRO

 

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Guerreiro e Renato: os encontros em casa para falar do Dortmund - Bayern

 

 

O próximo dia 19 de novembro marca o primeiro encontro entre dois campeões europeus na Liga alemã. O Borussia Dortmund de Raphaël Guerreiro recebe o Bayern München de Renato Sanches na 11ª jornada da Bundesliga; uma oportunidade para os dois amigos que se mudaram para a Alemanha no último verão medir forças em lados opostos.

 

Numa entrevista exclusiva ao zerozero, em Dortmund, Raphaël Guerreiro confessou que o assunto já foi discutido entre ambos, quer nas concentrações da seleção portuguesa ou até mesmo nos encontros caseiros que fazem um ao outro na Alemanha.

 

«Sim, é verdade que já falamos sobre isso, até noutras situações, aqui na Alemanha. Encontramo-nos em casa um do outro e falamos como será. Para nós também é importante darmo-nos bem, acima de tudo. Claro, quando jogarmos um contra o outro não haverá amigos dentro de campo, mas fora do campo haverá sempre esse bom relacionamento», contou o lateral esquerdo de 22 anos.

 

Tuchel tinha «avisado» Guerreiro

 

Se na seleção portuguesa e nos clubes que representou até chegar ao Borussia Dortmund Raphaël Guerreiro deu nas vistas como defesa esquerdo, na Alemanha acabou por revelar uma faceta totalmente nova: a de médio goleador. O internacional luso admitiu que a própria polivalência o surpreendeu, mas quando chegou a Dortmund até já sabia ao que ia.

 

"Para nós [ele e Renato Sanches] também é importante darmo-nos bem, acima de tudo. mas não haverá amigos dentro de campo"

 

«É verdade que me surpreendeu até a mim, porque nunca tinha jogado no meio-campo antes vir para cá, mas o treinador [Thomas Tuchel] já tinha falado comigo antes de eu vir, por isso até já sabia ao que vinha. As coisas estão a correr bem por enquanto, não sei o que o futuro me reserva, mas para já dou o máximo na posição em que o treinador me coloca, não importa qual seja», disse Guerreiro nesta entrevista ao zerozero.

A polivalência e a simplicidade de Rafa [como já é tratado na Alemanha] contagiaram os colegas no Borussia Dortmund. Sebastian Rode e Michael Zorc, diretor desportivo, já tinham manifestado esse carinho pelo português em declarações recentes ao zerozero; e Guerreiro confirmou.

 

«Todos os meus colegas e o staff demonstram muita confiança em mim e isso é algo que me faz dar o máximo em campo por este clube. E já ter a confiança dos colegas é a melhor coisa para que possa estar livre em campo para fazer o que quero.»

 

O fascínio pela «parede amarela»

 

Há uma imagem de Raphaël Guerreiro com ar de encantamento a olhar para a famosa «parede amarela», a bancada que alberga 25 mil adeptos no Signal Iduna Park, estádio do Borussia Dortmund. O zerozero mostrou essa imagem ao jovem jogador português que por entre sorrisos tentou explicar o que sente cada vez que a encara.

 

«É verdade que quando olho para a «parede amarela» fico muito surpreendido, porque não é algo que se veja todos os dias. É muita emoção, forçosamente, porque eles [os adeptos] estão ali por nós; é um momento incrível», revelou ao zerozero.

 

Guerreiro e a final do Euro: «Já tinha dificuldades em andar, mas era importante para o nosso país»

 

 

Natural de Le Blanc-Mesnil, uma localidade a 10 quilómetros do Stade de France, em Paris, Raphaël Guerreiro não podia ter escolhido melhor palco para se sagrar campeão da Europa por... Portugal. Numa entrevista exclusiva ao zerozero, o internacional português recorda as emoções do Euro 2016 e o momento em que viu a taça Henri Delaunay a brilhar no céu parisiense.

 

«Foi um momento muito grande para mim, porque ainda por cima eu nasci em França. Ganhar aquela taça em Paris, com a minha família e os meus amigos lá... ganhar aquele troféu perante eles foi qualquer coisa de inacreditável e que vou recordar para o resto da minha vida; é o melhor momento da minha carreira até agora», confessou o jovem de 22 anos.

 

As críticas à seleção portuguesa

 

As críticas da imprensa francesa à forma como Portugal se apresentou no Europeu fizeram correr muita tinta. Raphaël Guerreiro admitiu que é natural ficar-se exposto às críticas, mas deixou bem claro o que de facto foi importante em França.

 

"Críticas? Sinceramente não importa a forma como chegamos ao fim, mas sim que chegamos, isso é o essencial"

 

«É certo que não podemos dar muita atenção à crítica... quero dizer, é inevitável estarmos sujeitos a ela, mas não podemos ligar a isso quando estamos dentro de campo. Estávamos, em primeiro lugar, 100 por cento focados em nos qualificar e sinceramente não importa a forma como chegamos ao fim, mas sim que chegamos, isso é o essencial», referiu o campeão europeu ao zerozero.

E com esse objetivo em vista, Raphaël teve mesmo de cerrar os dentes na final do dia 10 de julho, em Paris; e foi Cristiano Ronaldo quem lho pediu, já no prolongamento quando o defesa esquerdo se debatia com o cansaço.

 

«Lembro-me disso [quando Ronaldo foi junto à linha pedir-lhe que não saísse do campo]. Nesse momento eu já estava com cãibras e tinha dificuldades até em andar, mas o Cristiano veio ter comigo e disse para eu ficar em campo porque era um momento muito importante para o nosso país. E a verdade é que não importa se estamos cansados, era preciso usar as últimas forças», recordou Guerreiro.

 

Elogios a Ronaldo e as palavras de Fernando Santos

 

E as imagens do capitão de Portugal junto à linha lateral são outras das recordações daquela noite de 10 julho. Muitos criticaram Cristiano Ronaldo pela atitude, mas Rapahël Guerreiro tem outra opinião.

 

«A minha opinião é a de que ele esteve sempre ao nosso lado mesmo até ao fim, mesmo depois de ter saído devido a lesão. Ter alguém como ele ao nosso lado motiva-nos ainda mais, é o melhor jogador do mundo e tê-lo ao nosso lado obriga-nos a dar o máximo; e foi isso que fiz durante a final e durante todo o Europeu.»

 

Bem antes da glória em Paris, Raphaël Guerreiro apresentou-se na seleção principal em novembro de 2015, frente à Arménia. Mas foram os primeiros treinos que surpreenderam Fernando Santos, que mais tarde o confessou: «Pensei para mim: 'que talento é este?'», disse o selecionador português numa entrevista antes do Europeu. Palavras que apanharam o jogador de 22 anos de surpresa, até porque o «Engenheiro» nem é muito dado a essas coisas.

 

«Foi uma surpresa, até porque ele não costuma dizer esse tipo de coisas pessoalmente. E fica difícil dizer qualquer coisa, a não ser que fico muito contente por ouvir isso; é algo que motiva para dar ainda mais e para segurar o lugar de titular na seleção», revelou Guerreiro ao zerozero.

 

Raphaël Guerreiro: «Espero um dia poder jogar no Benfica»

 

 

Filho de pai português e mãe francesa, o futebol fez sempre parte da vida de Raphaël Guerreiro. E nesse particular, há um clube que sempre ocupou um lugar de destaque no coração do campeão europeu por Portugal: o Benfica.

 

Em entrevista exclusiva ao zerozero, o defesa/médio do Borussia Dortmund falou desse amor de sempre e não escondeu um desejo para o futuro.

 

"De Portugal houve algumas conversações, mas nunca tive uma proposta concreta"

 

«Sim, fui sempre adepto do Benfica e espero um dia poder jogar lá também. Vamos ver como é que a minha carreira vai decorrer, mas neste momento não é o meu objetivo», revelou Raphaël Guerreiro.

E precisamente por representar atualmente o Borussia Dortmund – para onde se transferiu no último verão – é que o sonho Benfica terá de esperar. «Neste momento penso que é complicado. Quero fazer uma grande carreira e no futuro pode ser que sim, mas por agora não é uma preocupação», admitiu.

 

Aos 22 anos, a carreira de Raphaël Guerreiro passou essencialmente por França. Caen e Lorient foram os clubes que o internacional português representou antes de mudar para o «gigante» da Vestefália. De Portugal chegaram sondagens, mas nada mais.

 

«Houve algumas conversações, mas nunca tive uma proposta concreta e por isso nunca se concretizou», atirou ao zerozero.

 

Raphaël Guerreiro: «Gelson impressionou-me»

 

 

Foi uma das muitas ausências por lesão do Borussia Dortmund em Alvalade, no jogo da primeira volta da fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, Raphaël Guerreiro garantiu estar recuperado e pronto para ir a jogo na próxima quarta-feira, dia em que o Sporting visita o Signal Iduna Park, em Dortmund.

 

«Em condições normais posso jogar, mas tudo vai depender da escolha do treinador porque não tenho jogos nas pernas e talvez ele ache que o melhor é preservar-me para mais tarde. Vamos ver, mas eu estou bastante ansioso para jogar, isso é certo», confessou o internacional português em exclusivo ao zerozero, em Dortmund.

 

Gelson, pois claro e o «medo» em frente à TV

 

A sofrer à distância aquando da visita do Borussia Dortmund a Lisboa, Raphaël Guerreiro admitiu que chegou a ter «medo» ao ver o jogo pela televisão. «A verdade é que eles nos surpreenderam na segunda parte no primeiro jogo, foi muito difícil; tive um bocado de medo ao ver o jogo pela televisão. Mas ganhamos e agora vamos ver o segundo jogo. Queremos ganhar porque queremos ser primeiros do grupo», disse.

 

"Sporting? No papel nós somos melhores mas dentro de campo isso não quer dizer nada"

 

Convidado pelo zerozero a eleger os pontos fortes do leão, o defesa de 22 anos não hesitou em apontar o mais recente colega na seleção portuguesa: Gelson Martins.

«O ponto mais forte é sobretudo a velocidade nas linhas, com Gelson por exemplo, que é muito forte e que eu conheci na seleção. Tive de o marcar e impressionou-me. Depois há jogadores-referência no meio-campo, falta o Adrien claro, mas eles são muito fortes mesmo sem ele, por isso temos de ter cuidado com todos.»

 

Mais fortes no papel, mas...

 

Cauteloso na abordagem ao jogo da próxima quarta-feira frente ao Sporting, Raphaël Guerreiro até aceita a superioridade teórica do Borussia Dortmund, mas deixa um aviso: «dentro de campo isso não quer dizer nada.»

 

«Se somos melhores? Não posso dizer isso dessa forma... é certo que temos jogadores muito bons que não estão lesionados e que são um garante de qualidade. Forçosamente terei de dizer que no papel nós somos melhores mas dentro de campo isso não quer dizer nada. Temos de nos bater para procurar a vitória. Não importa qual a equipa que nos enfrenta, temos que nos bater para a vencer», referiu.

 

E caso Raphaël e o Borussia Dortmund vençam mesmo o Sporting, o internacional português já sabe com quem se vai meter. É que na família Guerreiro há espaço para os três grandes de Portugal.

 

«Sim, é verdade. Somos quatro irmãos, dois benfiquistas, um portista e outro sportinguista. Era um bocado caótico lá em casa. Hoje em dia já não é tanto assim porque crescemos, mas claro que me vou meter com ele se ganharmos ao Sporting», rematou Raphaël Guerreiro ao zerozero.

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Mas ele nem português arranha para sacar uma entrevista ao zerozero? :estrelas:

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Mas ele nem português arranha para sacar uma entrevista ao zerozero? :estrelas:

Nota: Raphaël Guerreiro fala português, no entanto expressa-se muito melhor em francês fruto do facto de ter nascido e crescido em França. Para que se sentisse mais à vontade e também na ótica de melhor informar os nossos leitores/espectadores, o zerozero optou por fazer a entrevista em francês.

 

É o que diz no site deles.

Editado por wolfking

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Não compreendo como é que nenhum dos 3 grandes o foi buscar, qualquer um via a qualidade dele já há anos. Agora é tarde.

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Não compreendo como é que nenhum dos 3 grandes o foi buscar, qualquer um via a qualidade dele já há anos. Agora é tarde.

É português

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Por acaso foi uma falha gritante :lol: O miúdo andou uns 3 anos no Lorient e nos sub-21 com uma regularidade apreciável para um jogador tão novo, e ninguém se mexeu.

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Acho que o ano passado o Sporting demonstrou interesse, até o diretor desportivo veio dizer que só vendia por 10M.

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Tanto o Raphael Guerreiro como o Rafa já podiam e deviam ter sido contratos logo na época passada.

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