bmfpcdm Publicado 17 Julho 2017 Se reparares em nem sequer te citei no meu comentário original sobre pedofilia, pois a minha intenção era clara, estabelecer que não é possível comparar homossexualidade com pedofilia, há demasiadas diferenças que no seu conjunto tornam qualquer comparação absurda e esta comparação só acontece tão repetidamente hoje em dia porque o estigma de doença psicológica associado à homossexualidade ainda persiste (no passado até era comum dizer-se que os homossexuais eram pedófilos). Sabendo-se que é este o contexto em que se tem vindo a lutar contra este estigma, não tenho dúvidas nenhumas que as palavras deste senhor não são dignas da sua profissão. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Acho que precisas de mais controlos, não apenas da nossa sociedade. Acho que a tua proposta e a minha se poderiam complementar. Quanto ao 4), a definição menos delinquente de parafilia é Parafilia é um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante do prazer não se encontra na cópula, mas em outra atividade.Em determinadas situações o comportamanto sexual parafílico pode ser considerado perversão ou anormalidade. Existem muitas práticas que podem ser consideradas como uma parafilia ou não, sendo assim é impossível elaborar um catálogo das parafilias, mas podemos citaras mais comuns: o sadismo, o masoquismo, o exibicionismo, o voyerismo, o fetichismo,a urofilia , etc.. Os homossexuais têm prazer na cópula. Nenhum deles tem mais ou menos prazer que um heterossexual ao imaginar a pessoa desejada, ou dar-lhe as mãos, ou cheirá-la... Para mim a parafilia, ou distúrbio, está num patamar de mais baixo-nível do que a orientação sexual. É possível qualquer parafilia existir para qualquer das orientações sexuais. Acho que o Mundo como ele é, com aproximadamente 50% de indivíduos de cada género, funciona suficientemente bem como grupo de controlo. 4. Temos que ter cuidado em não nos desviarmos demasiado do foco presente no ponto 4. Tu identificaste a pedofilia como patologia e a homossexualidade não. Eu questionei-te sobre os critérios. E depois de ajustarmos os conceitos chegaste ao que eu pretendia com a minha questão. Que a aceitação de determinados comportamentos por parte da Sociedade condiciona, em certa medida, a definição do que é ou não é patologia, parafilia, transtorno, perturbação, desvio, etc... Principalmente no que respeita a realidades do foro mental que não têm expressão física visível. Isso preocupa-me porque quando me detenho a pensar sobre o assunto e a ler umas coisas fico sempre com a sensação que há alguém com imensa necessidade de arranjar clientes e/ou esgotar stocks de medicamentos. Longe de mim desmerecer os profissionais da psiquiatria ou da psicologia mas causa-me alguma confusão que boa parte das dificuldades com que os seres-humanos hoje se deparam se resolvem com umas sessões de terapia e umas quantas embalagens de Prozac ou Ritalina ou outros químicos semelhantes. Daí simpatizar com as posições daqueles que se mostram contra o que está estabelecido. Mesmo se for contra o que diz a comunidade científica ou que está escrito nos estudos, compêndios ou na própria "Bíblia". Mesmo se as declarações forem um perfeito disparate com o qual eu não concordo, que é o caso. Em relação a este assunto eu não concordo com o que disse o Dr. Gentil Martins mas lutarei dentro das minhas possibilidades para que ele possa dizê-lo à vontade sem se sujeitar a perseguições e censuras. (Isto dito assim soa tão pretensioso... :mrgreen:) Se reparares em nem sequer te citei no meu comentário original sobre pedofilia, pois a minha intenção era clara, estabelecer que não é possível comparar homossexualidade com pedofilia, há demasiadas diferenças que no seu conjunto tornam qualquer comparação absurda e esta comparação só acontece tão repetidamente hoje em dia porque o estigma de doença psicológica associado à homossexualidade ainda persiste (no passado até era comum dizer-se que os homossexuais eram pedófilos). Sabendo-se que é este o contexto em que se tem vindo a lutar contra este estigma, não tenho dúvidas nenhumas que as palavras deste senhor não são dignas da sua profissão. Não me citaste mas fui eu quem trouxe a matéria para discussão. Com origem na Roma Antiga associei a homossexualidade à pedofilia e à escravatura sexual. Não me parece que se tenha comparado a homossexualidade à pedofilia. Em termos de realidades são, como dizes, incomparáveis. O que se chegou a comparar foram características associadas a cada uma das situações. Começou por Roma em que havia quem argumentasse que como a homossexualidade já existia nessa altura então devia agora ser igualmente aceitável. E eu contrariei esse discurso com o facto de também a pedofilia ou a escravatura serem realidades comuns nessa época. Depois veio a questão da naturalidade da homossexualidade. E aí houve também quem apresentasse novamente a pedofilia como exemplo de algo natural nos indivíduos que a manifestam (terei sido também eu? talvez... já não me recordo e não estou para ir atrás confirmar). A ideia não é comparar as duas situações. É desmontar o argumento de que algo pode ser aceitável porque tem a característica A ou B, dado que essas características também estão (ou podem estar) presentes noutra coisa que é indiscutivelmente inaceitável. Nestes termos acho que a comparação é possível e válida. Finalmente, embora isto já seja repisar o que está mais do que pisado, não concordo que o combate ao estigma social seja realizado no âmbito estritamente profissional daquele que alimenta o estigma. A não ser que seja evidenciado que a atividade profissional tenha sido condicionada por esse mesmo estigma. Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 17 Julho 2017 (Isto dito assim soa tão pretensioso... :mrgreen:) Não, soa a Voltaire, um depravado que andava sempre apaixonado por mulheres casadas e que tinha vários amigos homossexuais na realeza europeia. Argumento subliminar, boa escolha 8-) Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Não, soa a Voltaire, um depravado que andava sempre apaixonado por mulheres casadas e que tinha vários amigos homossexuais na realeza europeia. Argumento subliminar, boa escolha 8-) É pretensioso por citar Voltaire. :wink: Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 17 Julho 2017 É pretensioso por citar Voltaire. :wink: Easy. Fazes como eu, usas a fábula que foi o Eça a dizer isso na altura do ultimato, bebedissimo em cima de um banco da plateia do São Carlos. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Easy. Fazes como eu, usas a fábula que foi o Eça a dizer isso na altura do ultimato, bebedissimo em cima de um banco da plateia do São Carlos. Continuo a achar pretensioso. Ainda se fosse o Jorge Palma no estado normal no palco do Coliseu... Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 17 Julho 2017 Continuo a achar pretensioso. Ainda se fosse o Jorge Palma no estado normal no palco do Coliseu... Hmmm, não sei, hesito... Acho que são palavras a mais. Mete um Adriano Correia de Oliveira no jardim da sereia ou um Bruno Nogueira nuns globos de ouro e pode ser que passe. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Hmmm, não sei, hesito... Acho que são palavras a mais. Mete um Adriano Correia de Oliveira no jardim da sereia ou um Bruno Nogueira nuns globos de ouro e pode ser que passe. Acho que vou optar pelo Adriano. Dá mais status e fico bem visto junto da esquerda mais ortodoxa. Tendo em consideração a zona onde vivo e a minha mania de por vezes contrariar as suas ideias fixas sobre assuntos de costumes, dá-me jeito arrecadar alguns créditos. :D Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 17 Julho 2017 Acho que vou optar pelo Adriano. Dá mais status e fico bem visto junto da esquerda mais ortodoxa. Tendo em consideração a zona onde vivo e a minha mania de por vezes contrariar as suas ideias fixas sobre assuntos de costumes, dá-me jeito arrecadar alguns créditos. :D Isso, isso. E Voltaire, só para dizeres que houve um franciú que escreveu umas coisas sobre o terramoto de 1755. Nada sobre pancadas no teatro, vai dar m*rda, garanto-te. Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 17 Julho 2017 (editado) Eu não estou a discutir o DSM V. Não questiono o conhecimento científico que está na sua origem nem a sua validade. Só questiono a forma como o utilizam. Não concordo quando dizes que não pode contrariar o que está escrito, seja no DSM V, na Bíblia ou na redação que eu fiz na 2ª classe. É claro que pode e tem o direito de o fazer. E se a sua mensagem está errada em termos científicos com certeza haverá muita gente suficientemente competente para exercer o contraditório de forma sustentada utilizando os meios meios que o Dr. Gentil Martins utilizou. Não é com queixas à Ordem, ameaças de procedimentos disciplinares e obrigando-o a calar as suas convicções que se repõe a verdade científica. Pretender assá-lo nas fogueiras modernas é equivalente aos processos utilizados no passado que os cientistas atuais tanto contestam. Eu não quero que o homem seja assado em lado nenhum. O que acho que legitima a denúncia à Ordem é que esta se demarque destas posições, que explique que a homossexualidade não é, à luz do conhecimento actual, o que o Dr. Gentil Martins disse que era. Dispenso bem o resto do folclore. Continuo a não concordar que o facto de ele ter exprimido uma opinião contrária ao que é aceite pela generalidade da comunidade científica, logo cientificamente errado, seja motivo para fundamentar uma queixa à Ordem. Só se essa opinião se refletisse em atos médicos impróprios quer ao nível do diagnóstico quer do tratamento é que eu entendo que faria sentido. Por exemplo, o outro médico maluco que por aí andava a aconselhar as pessoas a abandonar a medicação para o colesterol e que foi notícia há uns meses é, claramente, um caso merecedor de queixa à Ordem. Este não. E a Ordem interveio. A questão é que insistes em não perceber o quão perigosas podem estas declarações ser por legitimarem atitudes de terceiros sem qualquer base científica palpável. Ainda para mais numa época de fogueiras modernas como referenciaste acima. Houve n casos de colegas a relatar que tiveram doentes que abandonaram medicação devido ao caso que referes. Outro caso recente: tens os maluquinhos das vacinas que colocam em causa a imunidade de grupo baseados em pseudociência. E se o Dr. Gentil Martins se lembrasse de dizer que achava que as vacinas causavam autismo e as pessoas não as deviam tomar? Ou numa situação hipotética de discriminação para aproximar mais destas declarações sobre os homossexuais em particular, se resolvesse dizer que na opinião dele os pretos são geneticamente geneticamente predispostos para ter um nível de inteligência inferior ao dos brancos? Editado 17 Julho 2017 por Red Prince Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 17 Julho 2017 A questão é que insistes em não perceber o quão perigosas podem estas declarações ser por legitimarem atitudes de terceiros sem qualquer base científica palpável. Ainda para mais numa época de fogueiras modernas como referenciaste acima. Houve n casos de colegas a relatar que tiveram doentes que abandonaram medicação devido ao caso que referes. alguém me disse um dia que "a liberdade de expressão acaba onde começam os adjectivos". é a diferença entre dizer que foi uma entrevista com traços de senilidade e dizer que são parvoíces de um velho caquético que não dá uma para a caixa. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Isso, isso. E Voltaire, só para dizeres que houve um franciú que escreveu umas coisas sobre o terramoto de 1755. Nada sobre pancadas no teatro, vai dar m*rda, garanto-te. Não te esqueças que o pressuposto é estar enfrascado. Nessas condições a língua fica entaramelada e só se reconhecem as últimas sílabas. Não há azar... Eu não quero que o homem seja assado em lado nenhum. O que acho que legitima a denúncia à Ordem é que esta se demarque destas posições, que explique que a homossexualidade não é, à luz do conhecimento actual, o que o Dr. Gentil Martins disse que era. Dispenso bem o resto do folclore. Então estamos de acordo. Tudo se resolveria, no meu entendimento, com uma declaração formal do Bastonário complementado, se assim o entendessem, com um comunicado de teor científico por parte da direção do colégio da especialidade de psiquiatria. E a Ordem interveio. A questão é que insistes em não perceber o quão perigosas podem estas declarações ser por legitimarem atitudes de terceiros sem qualquer base científica palpável. Ainda para mais numa época de fogueiras modernas como referenciaste acima. Houve n casos de colegas a relatar que tiveram doentes que abandonaram medicação devido ao caso que referes. Outro caso recente: tens os maluquinhos das vacinas que colocam em causa a imunidade de grupo baseados em pseudociência. E se o Dr. Gentil Martins se lembrasse de dizer que achava que as vacinas causavam autismo e as pessoas não as deviam tomar? Ou numa situação hipotética de discriminação para aproximar mais destas declarações sobre os homossexuais em particular, se resolvesse dizer que na opinião dele os pretos são geneticamente geneticamente predispostos para ter um nível de inteligência inferior ao dos brancos? Exacto. E por isso eu disse que num caso como esse, em que se corre o risco de haver pacientes a abandonar medicação ou a optar por auto-medicação, deve ser feita queixa à Ordem. São situações distintas. Neste caso o que é que poderá acontecer? Ninguém está a ser medicado para tratar ou controlar a homossexualidade, que eu saiba... O único risco é de haver homossexuais que decidam recorrer a psicólogos ou psiquiatras para receberem tratamento no sentido de curar a anomalia de que padecem, acreditando nas palavras do Dr. Gentil Martins. E nesses casos, a haver, até acho que o efeito é positivo. Porque realmente devem padecer de qualquer coisa. No mínimo de estupidez... Se o Dr. Gentil Martins se lembrasse de dizer que as vacinas causavam autismo merecia queixa à Ordem. Mas não disse, pois não? Se o Dr. Gentil Martins se lembrasse de dizer que os pretos são geneticamente burros merecia queixa ao Ministério Público por racismo. Mas não disse, pois não? Em vez de nos preocuparmos com o que ele poderia ter dito mas não disse, porque é que não ficamos por aquilo que ele efetivamente disse? Que raio de suporte para uma queixa à Ordem vem a ser esse que se baseia naquilo que ele poderia ter dito? Ele fez um comentário público sobre a homossexualidade. Sem qualquer impacto na prática médica. Se houve associações de classe ou indivíduos que se sentiram ofendidos, difamados ou vilipendiados que apresentem queixa por homofobia às entidades competentes e deixem a Ordem profissional em paz que tem mais com que se preocupar. Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 17 Julho 2017 (editado) Há quem ainda venda "cura", as chamadas terapias de reorientação sexual. Algumas extremamente agressivas onde, entre outras coisas, são usados eletrochoques. Edit: E muitas vezes até são menores que são enviados pelas famílias para serem tratados. Nos Estados Unidos é uma situação tão recorrente, que até "South Park" dedicou um episódio a esse tópico. Editado 17 Julho 2017 por bmfpcdm Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 17 Julho 2017 (editado) Porque é que continuas a ignorar o risco evidente e que já tentei frisar - legitimar posições discriminatórias de terceiros por transmitir um erro que pode ser interpretado como uma assumpção científica (como calculas foi por aí que puxei o assunto das vacinas e, sobretudo, do racismo) - e preferes divagar por consequências rebuscadas e pouco plausíveis? A não ser que aches mais plausível (e/ou grave) esse exemplo dos homossexuais subitamente procurarem a cura do que grupos homofóbicos legitimarem eventuais acções futuras na mensagem (cientificamente errada) transmitida por um médico de méritos e carreira reconhecida, num órgão de comunicação social de grande tiragem e que teve bastante destaque mediático... Editado 17 Julho 2017 por Red Prince Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Há quem ainda venda "cura", as chamadas terapias de reorientação sexual. Algumas extremamente agressivas onde, entre outras coisas, são usados eletrochoques. Edit: E muitas vezes até são menores que são enviados pelas famílias para serem tratados. Nos Estados Unidos é uma situação tão recorrente, que até "South Park" dedicou um episódio a esse tópico. Sabemos disso. E essa situação combate-se rebatendo cientificamente os argumentos. Não é mandando calar o homem. Mandá-lo calar até pode ser contra-producente. "O Dr. disse que a homossexualidade do meu Teobaldo pode ser curada, mas os bandidos do lobby gay calaram-no! Não querem que se saiba..." Porque é que continuas a ignorar o risco evidente e que já tentei frisar - legitimar posições discriminatórias de terceiros por transmitir um erro que pode ser interpretado como uma assumpção científica (como calculas foi por aí que puxei o assunto das vacinas e, sobretudo, do racismo) - e preferes divagar por consequências rebuscadas e pouco plausíveis? A não ser que aches mais plausível (e/ou grave) esse exemplo dos homossexuais subitamente procurarem a cura do que grupos homofóbicos legitimarem eventuais acções futuras na mensagem (cientificamente errada) transmitida por um médico de méritos e carreira reconhecida, num órgão de comunicação social de grande tiragem e que teve bastante destaque mediático... Porque não acho, de todo, que as palavras dele legitimem posições discriminatórias. Muito pelo contrário até acho que a ideia da homossexualidade ser uma doença poderia gerar o efeito de aumentar a tolerância e a não descriminação. Aconteceu esse efeito quando os drogados passaram a ser toxicodependentes e quando os bêbados passaram a alcoólicos. Com a integração da toxicodependência e do alcoolismo na categoria de doenças tratáveis diminuiu a discriminação. Apareceram Centros de Reabilitação como cogumelos e a Sociedade passou a encarar os novos doentes com outros olhos. Mais tolerantes. Estou convicto que poderia acontecer o mesmo com os homossexuais. Passariam a ser os "pobres infelizes que contraíram aquela maleita". Porque na minha opinião a intolerância decorre em boa parte do pensamento simplista do cidadão comum: se não é doença é escolha! Se é escolha podem ser criticados e desprezados. Afinal foram eles que escolheram essa vida... A dificuldade da comunidade homossexual é conseguir passar a mensagem de que não se trata de doença nem de escolha. E é compreensível que não queiram ser tratados como coitadinhos e diminuídos que seria o que aconteceria caso fosse considerado doença. Em suma, para mim não está em causa a legitimação de posições discriminatórias. Está em causa uma questão de afirmação própria de identidade e igualdade. Não aquela igualdade que se pretende para doentes ou deficientes físicos ou mentais mas uma igualdade de facto. Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 18 Julho 2017 Mas quem é quem mandou calar o Dr. Gentil Martins? Não só não foi silenciado como até já respondeu a toda esta polémica com o mesmo espaço mediático com que a criou. Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 18 Julho 2017 Sabemos disso. E essa situação combate-se rebatendo cientificamente os argumentos. Não é mandando calar o homem. Mandá-lo calar até pode ser contra-producente. "O Dr. disse que a homossexualidade do meu Teobaldo pode ser curada, mas os bandidos do lobby gay calaram-no! Não querem que se saiba..." Porque não acho, de todo, que as palavras dele legitimem posições discriminatórias. Muito pelo contrário até acho que a ideia da homossexualidade ser uma doença poderia gerar o efeito de aumentar a tolerância e a não descriminação. Aconteceu esse efeito quando os drogados passaram a ser toxicodependentes e quando os bêbados passaram a alcoólicos. Com a integração da toxicodependência e do alcoolismo na categoria de doenças tratáveis diminuiu a discriminação. Apareceram Centros de Reabilitação como cogumelos e a Sociedade passou a encarar os novos doentes com outros olhos. Mais tolerantes. Estou convicto que poderia acontecer o mesmo com os homossexuais. Passariam a ser os "pobres infelizes que contraíram aquela maleita". Porque na minha opinião a intolerância decorre em boa parte do pensamento simplista do cidadão comum: se não é doença é escolha! Se é escolha podem ser criticados e desprezados. Afinal foram eles que escolheram essa vida... A dificuldade da comunidade homossexual é conseguir passar a mensagem de que não se trata de doença nem de escolha. E é compreensível que não queiram ser tratados como coitadinhos e diminuídos que seria o que aconteceria caso fosse considerado doença. Em suma, para mim não está em causa a legitimação de posições discriminatórias. Está em causa uma questão de afirmação própria de identidade e igualdade. Não aquela igualdade que se pretende para doentes ou deficientes físicos ou mentais mas uma igualdade de facto. Percebi bem? Sabes disso, mas até achas que os homossexuais beneficiariam de serem rotulados de doentes? Eu vejo isso antes como uma legitimação dos tais "centros terapêuticos" em que a "cura" é à base de métodos doentios. Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 18 Julho 2017 Já não bastavam os esclavagistas e os pedófilos e agora também temos os alcoólicos e os toxicopendentes. Obrigado ao Dr. Gentil Martins por permitir aos homossexuais clarificarem a sua situação perante a sociedade. Agora já não serão gays, panelei*os e bichas mas sim homossexuais. Festa no Finalmente, after no 49. :lol: Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 18 Julho 2017 Mas quem é quem mandou calar o Dr. Gentil Martins? Não só não foi silenciado como até já respondeu a toda esta polémica com o mesmo espaço mediático com que a criou. Quem ameaçou e, eventualmente, concretizou a queixa à Ordem. Mandaram-no calar mas ele não se calou. Onde é que está a contradição? Percebi bem? Sabes disso, mas até achas que os homossexuais beneficiariam de serem rotulados de doentes? Eu vejo isso antes como uma legitimação dos tais "centros terapêuticos" em que a "cura" é à base de métodos doentios. Deu-te jeito os dois comentários no mesmo post não foi? No entanto é abusivo juntá-los. Na resposta ao Red Prince só disse que considerar a homossexualidade como doença não legitima, na minha opinião, nenhum agravamento de posições discriminatórias. Se legitima os "centros terapêuticos" que descreveste? Não acho. O Dr. Gentil Martins nunca chegou a dizer que a anomalia ou desvio de personalidade seria curável ou tratável. Muito menos identificou métodos de tratamento. Não é por se dizer que os psicopatas são doentes que se está a legitimar as lobotomias... Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 18 Julho 2017 Deu-te jeito os dois comentários no mesmo post não foi? No entanto é abusivo juntá-los. Na resposta ao Red Prince só disse que considerar a homossexualidade como doença não legitima, na minha opinião, nenhum agravamento de posições discriminatórias. Se legitima os "centros terapêuticos" que descreveste? Não acho. O Dr. Gentil Martins nunca chegou a dizer que a anomalia ou desvio de personalidade seria curável ou tratável. Muito menos identificou métodos de tratamento. Não é por se dizer que os psicopatas são doentes que se está a legitimar as lobotomias... Eu agora até estou mais interessado nas tuas palavras do que nas do cirurgião. A verdade é que as "curas" não caíram do céu, elas apareceram porque o estigma de doença estava lá para as suportar. Se agora vamos rotular os homossexuais de doentes, esperas mesmo que isso não vá legitimar tais centros aos olhos de quem possa acreditar que é mesmo uma doença? Não é uma doença, não há tratamento ou cura. Esta tua crença de que o rótulo tem a possibilidade de beneficiar os homossexuais deixou-me estupefacto, para te ser sincero. Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 18 Julho 2017 Quem ameaçou e, eventualmente, concretizou a queixa à Ordem. Mandaram-no calar mas ele não se calou. Onde é que está a contradição? Mandaram-no calar como? Por fazerem queixa e abrirem um inquérito? Só isso. Bem fez o senhor então em reafirmar o que disse. A própria ordem até disse que enquanto cidadão ele tem o direito de proferir aquelas declarações mas os seus colegas de profissão - foram eles que efectuaram a queixa - dizem que enquanto médico, e tendo em conta que ele foi entrevistado como tal, tem de ter um comportamento público adequado à dignidade da profissão, e por estar possivelmente a violar o código deontológico e a contradizer tudo aquilo que o Red já disse aí para cima se devia fazer queixa e abrir uma inquérito. Ainda estava à espera que falasses das fogueiras mas nem por aí terias razão. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 18 Julho 2017 (editado) Eu agora até estou mais interessado nas tuas palavras do que nas do cirurgião. A verdade é que as "curas" não caíram do céu, elas apareceram porque o estigma de doença estava lá para as suportar. Se agora vamos rotular os homossexuais de doentes, esperas mesmo que isso não vá legitimar tais centros aos olhos de quem possa acreditar que é mesmo uma doença? Se legitima os "centros terapêuticos" que descreveste? Não acho. O Dr. Gentil Martins nunca chegou a dizer que a anomalia ou desvio de personalidade seria curável ou tratável. Muito menos identificou métodos de tratamento. Não é por se dizer que os psicopatas são doentes que se está a legitimar as lobotomias... Podemos continuar, se quiseres. Tu continuas a perguntar: mas não achas mesmo? E eu continuo a quotar o que já escrevi. Não é uma doença, não há tratamento ou cura. Esta tua crença de que o rótulo tem a possibilidade de beneficiar os homossexuais deixou-me estupefacto, para te ser sincero. só disse que considerar a homossexualidade como doença não legitima, na minha opinião, nenhum agravamento de posições discriminatórias. E daqui retiras que eu tenho uma crença de que o rótulo de "doentes" os beneficia. Quanto muito poderias alegar que eu afirmei que não os prejudicaria, mas não. É logo a fazer sangue! Mandaram-no calar como? Por fazerem queixa e abrirem um inquérito? Sim. Apenas por esse fait-divers... Essa coisa sem qualquer importância, vê lá tu bem a minha ideia... Achar que uma queixa à Ordem dos Médicos é uma coisa relevante. Manias minhas... Editado 18 Julho 2017 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 18 Julho 2017 (editado) Não, a minha interpretação surge por isto: Muito pelo contrário até acho que a ideia da homossexualidade ser uma doença poderia gerar o efeito de aumentar a tolerância e a não descriminação. Aconteceu esse efeito quando os drogados passaram a ser toxicodependentes e quando os bêbados passaram a alcoólicos. Com a integração da toxicodependência e do alcoolismo na categoria de doenças tratáveis diminuiu a discriminação. Apareceram Centros de Reabilitação como cogumelos e a Sociedade passou a encarar os novos doentes com outros olhos. Mais tolerantes. Estou convicto que poderia acontecer o mesmo com os homossexuais. Editado 18 Julho 2017 por bmfpcdm Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 18 Julho 2017 Que continua assim: Passariam a ser os "pobres infelizes que contraíram aquela maleita". Porque na minha opinião a intolerância decorre em boa parte do pensamento simplista do cidadão comum: se não é doença é escolha! Se é escolha podem ser criticados e desprezados. Afinal foram eles que escolheram essa vida... A dificuldade da comunidade homossexual é conseguir passar a mensagem de que não se trata de doença nem de escolha. E é compreensível que não queiram ser tratados como coitadinhos e diminuídos que seria o que aconteceria caso fosse considerado doença. Belo benefício, hein? Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 18 Julho 2017 Que continua assim: Belo benefício, hein? Desculpa, mas isso não invalida o que disseste anteriormente. O benefício que eu interpretei é o tal aumento da tolerância que mencionaste quando estes são rotulados de doentes, pois por alguma razão consideras que isso lhes ia conferir um estatuto de coitadinhos aos olhos de pessoas preconceituosas. Compartilhar este post Link para o post