Cannonball Publicado 16 Julho 2017 E quanto a mamíferos? Arranja-se algum exemplo? http://www.hetnatuurhistorisch.nl/fileadmin/user_upload/documents-nmr/Persberichten/Persberichten/persberichten_2013/DSA8_243-248.pdf Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 16 Julho 2017 A pedofilia e a escravatura não são naturais ao ser humano como é a homossexualidade, e isso sim, deve ser o que o Gentil Martins chama de anomalia. Não vou discutir nada que seja contranatura em comparação com a homossexualidade, lamento. O uso da palavra natural é um bocado perigoso... :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 16 Julho 2017 O foco do meu argumento é que considero um absurdo que os médicos entendam estes comentários como dignos de queixa. Porque não me parece que eles se venham a refletir em quaisquer práticas médicas condenáveis quer as que são exercidas pelo próprio autor dos comentários quer por parte de outros médicos. Imagino que essa não seja a única razão para que uma queixa possa ocorrer. O que está em causa, até mencionado na notícia, é a seguinte alínea: "9 — O médico deve ter comportamento público e profissional adequado à dignidade da sua profissão, sem prejuízo dos seus direitos de cidadania e liberdade individual." De facto não tinha noção que os desvios de personalidade correspondiam a patologias. Sendo assim concordo que o Dr. Gentil Martins deveria ter mais cuidado com a terminologia que utilizou. Embora me pareça difícil que o leitor comum (como eu) retire imediatamente do texto que ele está a dizer que os homossexuais são doentes. Eu, pelo menos, não li aquilo assim. Julgando que a transcrição da entrevista é fiel ao discurso do homem, mesmo que eu tivesse dúvidas sobre aquilo que ele queria dizer com "desvio de personalidade", logo a seguir ele dá os exemplos do sadomasoquismo e da automutilação, que esclarece logo que ele põe tudo aquilo no mesmo saco, portanto, tudo doenças psicológicas. Compartilhar este post Link para o post
Hartelk Publicado 16 Julho 2017 (editado) http://www.hetnatuurhistorisch.nl/fileadmin/user_upload/documents-nmr/Persberichten/Persberichten/persberichten_2013/DSA8_243-248.pdf Epá, nem sei por onde começar, se por aves não serem mamíferos ou se violações pós-morte não terem muito a ver para o caso. Sinto que encontraste isto e estavas mortinho para mostrar ao pessoal :mrgreen: Ri-me muito com o abstract Editado 16 Julho 2017 por Hartelk Compartilhar este post Link para o post
Pan Publicado 17 Julho 2017 (editado) O uso da palavra natural é um bocado perigoso... :mrgreen: Eu acho que não. Se nasces homossexual, como não pode ser natural? É tao intrínseco e genético como teres cabelo preto ou olhos azuis. Isto visto de um ponto de vista puramente genético: a homossexualidade é algo natural, mas fisiologicamente/biologicamente anormal relativamente à espécie (somos reféns dos nossos genes e o objetivo da vida é que nos possamos reproduzir, o que só acontece por meios naturais com a heterossexualidade). Será então resultado de uma mutação genética (ou conjunto delas) que modificam a sensibilidade que temos ou atração que sentimos por pessoas do mesmo sexo. O facto de ser anormal não pode é nunca justificar o tratamento desigual dos homossexuais e, na minha opinião, privá-los da sua liberdade, de casar e até de adotar. O facto de teres características biológicas fora da normal nem sempre implicam que és uma aberração e há certas anormalidades naturais que são completamente irrelevantes para o bem estar social. Esta é uma delas. Em suma, a homossexualidade é completamente natural e é apenas e só uma diferença genética, biológica e fisiológica. Não é e nunca será uma patologia. Editado 17 Julho 2017 por Pan Compartilhar este post Link para o post
Ion Timofte Publicado 17 Julho 2017 Eu acho que não. Se nasces homossexual, como não pode ser natural? É tao intrínseco e genético como teres cabelo preto ou olhos azuis. E se nasces com tendências pedófilas? Se nasceste assim, como pode não ser natural? (atenção que nem sou a favor da pedófila nem contra a homossexualidade) Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 17 Julho 2017 E se nasces com tendências pedófilas? Se nasceste assim, como pode não ser natural? (atenção que nem sou a favor da pedófila nem contra a homossexualidade) Tb interpretei o comentário do Ronin sobre os perigos de usar a palavra natural como isso. Compartilhar este post Link para o post
Pan Publicado 17 Julho 2017 Sim, isso também é natural. Mas é um natural patológico. Compartilhar este post Link para o post
ventura21 Publicado 17 Julho 2017 E se nasces com tendências pedófilas? Se nasceste assim, como pode não ser natural? (atenção que nem sou a favor da pedófila nem contra a homossexualidade) Eish, foste do 8 ou 80 crl. Tive um prof na faculdade que nos dizia que através de desenhos das crianças (até X idade) era possível saber que estas estariam mais vulneráveis a serem psicopatas ou sociopatas ou se teriam uma família disfuncional, se os pais eram carionhosos ou não se eram presentes ou não. Mas vá... Uma pessoa não nasce com esse tipo ou qualquer outro tipo de tendência (se calhar, podes nascer com algumas). Por exemplo, pessoa A tem pais alcoólicos, este por ver a destruição do álcool nos pais provavelmente nunca tocará num gota de álcool, por outro lado, poderá tornar-se num toxicodependente ou então será 100% saudável, No Drugs No Alcohol. Tu tendes a afastar-te das coisas que te traumatizam. Um pedófilo é pedófilo, muito provavelmente porque foi violado e para se "vingar" de quem o violou, viola e ou abusa sexualmente dos outros. Para terminar, existem certos tipos de características que nascem contigo (ser-se homo) outras não (ser-se pedo). Posto isto, concordo com o que o Pan disse. btw, passei cá só para dizer que este senhor salvou-me a vida, ainda eu era recém nascido. Vá, não se chateiem com estas m*rda, se concordássemos todos com tudo, o sitio onde estamos a viver seria um m*rda. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Imagino que essa não seja a única razão para que uma queixa possa ocorrer. O que está em causa, até mencionado na notícia, é a seguinte alínea: "9 — O médico deve ter comportamento público e profissional adequado à dignidade da sua profissão, sem prejuízo dos seus direitos de cidadania e liberdade individual." Julgando que a transcrição da entrevista é fiel ao discurso do homem, mesmo que eu tivesse dúvidas sobre aquilo que ele queria dizer com "desvio de personalidade", logo a seguir ele dá os exemplos do sadomasoquismo e da automutilação, que esclarece logo que ele põe tudo aquilo no mesmo saco, portanto, tudo doenças psicológicas. Mais uma razão para eu não concordar que existam motivos para apresentar queixa. Expressar uma opinião sobre orientação sexual, ainda que errada em termos científicos, não deveria significar um comportamento indigno. Embora o atual Bastonário já tenha dito (hoje ou ontem) que os médicos não se devem pronunciar sobre determinados assuntos, como raça ou orientação sexual. A não ser, acrescento eu, que sigam a cartilha do politicamente correto, claro. Não estou a ver ninguém a apresentar queixa na Ordem por um médico dizer que os homossexuais são pessoas como as outras que devem ter os mesmos direitos e deveres sem nada que os distingam da restante população. Quanto ao mesmo saco tu foste o primeiro a questionar que o sadomasoquismo seja uma doença psicológica. E eu acrescento que a auto-mutilação também não é uma doença psicológica. É, quanto muito, uma manifestação dela(s). Eu acho que não. Se nasces homossexual, como não pode ser natural? É tao intrínseco e genético como teres cabelo preto ou olhos azuis. Isto visto de um ponto de vista puramente genético: a homossexualidade é algo natural, mas fisiologicamente/biologicamente anormal relativamente à espécie (somos reféns dos nossos genes e o objetivo da vida é que nos possamos reproduzir, o que só acontece por meios naturais com a heterossexualidade). Será então resultado de uma mutação genética (ou conjunto delas) que modificam a sensibilidade que temos ou atração que sentimos por pessoas do mesmo sexo. O facto de ser anormal não pode é nunca justificar o tratamento desigual dos homossexuais e, na minha opinião, privá-los da sua liberdade, de casar e até de adotar. O facto de teres características biológicas fora da normal nem sempre implicam que és uma aberração e há certas anormalidades naturais que são completamente irrelevantes para o bem estar social. Esta é uma delas. Em suma, a homossexualidade é completamente natural e é apenas e só uma diferença genética, biológica e fisiológica. Não é e nunca será uma patologia. Já se sabe cientificamente que a orientação sexual tem causas genéticas? Será que se o Dr. Gentil Martins dissesse que a homossexualidade é algo anormal estaria a salvo de queixas na Ordem? Ou que os homossexuais são mutantes? A homossexualidade nunca será uma patologia? Só deixou de ser há 20 ou 30 anos... Sim, isso também é natural. Mas é um natural patológico. E quais são os critérios que definem o que é patológico? Compartilhar este post Link para o post
Ion Timofte Publicado 17 Julho 2017 (editado) Eu sei que fui do 8 ao 80, e eu até concordo com o Pan, mas, indo de encontro ao Ronin, era só para tentar arranjar uma melhor argumentação sobre o que ele disse. O problema é que da mesma forma que nós achamos a pedofilia algo natural patológico, há maluquinhos que acham que a homossexualidade também o é! Em que bases podemos justificar que a pedofilia é natural patológico e a homossexualidade não? Ponho isto em questão porque acho que nesta discussão chegamos muito mais depressa a uma conclusão uma vez que todos concordamos que a pedófila é um terror e a homossexualidade não) Um pedófilo é pedófilo, muito provavelmente porque foi violado e para se "vingar" de quem o violou, viola e ou abusa sexualmente dos outros. Para terminar, existem certos tipos de características que nascem contigo (ser-se homo) outras não (ser-se pedo). Acho que as tuas duas frases estão absolutamente erradas. Quanto às vítimas de alcoolismo, já vivi a questão muito de perto, até já acolhemos cá em casa um miúdo que o pai era alcoólatra, e até que concordo contigo. btw: assisti há pouco tempo a uma palestra sobre o homem e ele é realmente um "herói" nacional. O trabalho dele na medicina é incrível! EDIT: E quais são os critérios que definem o que é patológico? Só li isto depois de escrever este post. Era aqui que eu queria chegar Editado 17 Julho 2017 por Ion Timofte Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 17 Julho 2017 Mais uma razão para eu não concordar que existam motivos para apresentar queixa. Expressar uma opinião sobre orientação sexual, ainda que errada em termos científicos, não deveria significar um comportamento indigno. Embora o atual Bastonário já tenha dito (hoje ou ontem) que os médicos não se devem pronunciar sobre determinados assuntos, como raça ou orientação sexual. A não ser, acrescento eu, que sigam a cartilha do politicamente correto, claro. Não estou a ver ninguém a apresentar queixa na Ordem por um médico dizer que os homossexuais são pessoas como as outras que devem ter os mesmos direitos e deveres sem nada que os distingam da restante população. Quanto ao mesmo saco tu foste o primeiro a questionar que o sadomasoquismo seja uma doença psicológica. E eu acrescento que a auto-mutilação também não é uma doença psicológica. É, quanto muito, uma manifestação dela(s). Eu não questionei, eu afirmei que em determinado contexto o sadomasoquismo não tem motivo para ser considerado uma patologia; ou seja, os comportamentos sadomasoquistas em determinadas condições são adequados a uma vida sexual perfeitamente ajustada e saudável, sem que ninguém sofra consequências negativas, sejam físicas ou psicológicas; no entanto, nem sempre é esse o caso. Já a automutilação está associada a condições do foro psicológico, e obviamente não é um comportamento que se possa considerar psicologicamente saudável, o que reforça a ideia de que este senhor tem uma opinião negativa no que concerne a homossexualidade quando ao falar "de desvio de personalidade", dá os exemplos de sadomasoquismo e automutilação, e é nesse contexto que as suas palavras podem muito bem ser interpretadas como indignas da sua profissão. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 17 Julho 2017 A opinião dele como médico sobre a homossexualidade deve reger-se pelo que é aceite como conhecimento científico actual e à luz da DSM V a homossexualidade não é um desvio da personalidade nem uma parafilia como se pode percepcionar pela opinião pública do que ele diz na entrevista. Como médico está sujeito ao código deontológico no tipo de declarações que profere e na informação que passa ao grande público. Acho que isto basicamente encerra a discussão. Compartilhar este post Link para o post
G1njas Publicado 17 Julho 2017 Uma gentil noite de amor :estrelas: Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 17 Julho 2017 Sobre a pedofilia. Não se trata de uma orientação sexual, portanto as comparações com a homossexualidade acabam logo aí. Há evidências de que o indivíduo padece de uma condição psicológica, quando, por exemplo, não é raro que tenha memórias traumáticas relacionadas com pedofilia. Em certos casos também é por demais evidente que existe uma perceção distorcida da realidade, em que o indivíduo justifica os atos por serem vontade da própria criança, e ele está apenas a cumprir com esse desejo. Em outros casos, o indivíduo está perfeitamente consciente de que os seus desejos são moralmente errados e isso é devastador psicologicamente; em casos extremos até automutilação genital pode acontecer, para não falar de suicídio. Em conclusão, é com grande tristeza que vejo vezes sem conta em discussões sobre uma mera orientação sexual a pedofilia ser trazida à conversa. Tudo isto porque o estigma de doença ainda persegue a homossexualidade, e os comentários deste senhor não ajudam a dissipar esse estigma. Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 17 Julho 2017 Uma gentil noite de amor :estrelas: :lol: Os direitolas, nas caixas de comentários, todos arreliados. Lindo. Compartilhar este post Link para o post
Pan Publicado 17 Julho 2017 1. Já se sabe cientificamente que a orientação sexual tem causas genéticas? 2. Será que se o Dr. Gentil Martins dissesse que a homossexualidade é algo anormal estaria a salvo de queixas na Ordem? Ou que os homossexuais são mutantes? 3. A homossexualidade nunca será uma patologia? Só deixou de ser há 20 ou 30 anos... 4. E quais são os critérios que definem o que é patológico? 1. A partir do momento em que um estímulo sexual é instintivo e químico (posso conceder que existem casos em que haverá alguma interferência psicológica que mascare o "programado geneticamente"), só poderá ser genético. Não é uma escolha. E não, não acho que essa interferência psicológica possa existir em todos os homossexuais. Não tenho provas para o defender, mas é aquilo em que acredito, baseado naquilo que estudei. 2. Eu também acho que a queixa é estúpida e que nem há fundamentos para ela. É-me indiferente e irrelevante para a discussão se ele foi alvo de queixas e nem me interessa discutir que a OM fez bem ou mal. Mas acredito que seria processado na mesma. 3. Não estou a prever o futuro. O "nunca será" foi em jeito de conclusão do meu argumento, i.e. "tendo por base as minhas premissas, concluo que não será X". 4. O Red já explicou aí atrás que a homossexualidade não é uma parafilia, segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM V). Patologia não será a palavra certa. Não sou médico, portanto não posso dizer quais os critérios utilizados para determinar o que é ou não uma parafilia. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 Eu não questionei, eu afirmei que em determinado contexto o sadomasoquismo não tem motivo para ser considerado uma patologia; ou seja, os comportamentos sadomasoquistas em determinadas condições são adequados a uma vida sexual perfeitamente ajustada e saudável, sem que ninguém sofra consequências negativas, sejam físicas ou psicológicas; no entanto, nem sempre é esse o caso. Já a automutilação está associada a condições do foro psicológico, e obviamente não é um comportamento que se possa considerar psicologicamente saudável, o que reforça a ideia de que este senhor tem uma opinião negativa no que concerne a homossexualidade quando ao falar "de desvio de personalidade", dá os exemplos de sadomasoquismo e automutilação, e é nesse contexto que as suas palavras podem muito bem ser interpretadas como indignas da sua profissão. O sadomasoquismo não está aqui em discussão mas não posso deixar de referir que acho extraordinário que não se considere uma patologia o prazer retirado do sofrimento próprio ou alheio. Que só se possa falar em patologia quando não existe consentimento por parte de um dos intervenientes. Para mim se não há consentimento estamos perante outra coisa. Violação, tortura, maus tratos... Mas devo ser eu que estou a ver mal o filme... Claro que a auto-mutilação está associada a perturbações psicológicas. Estas é que são as doenças, as patologias, os distúrbios, os desvios. A auto-mutilação é apenas a sua manifestação. Seria como dizer que o suicídio é uma doença psicológica... É claro que ele tem uma opinião negativa no que concerne à homossexualidade. Isso não está em causa. E ele disse-o claramente. O que está aqui em questão é a liberdade que ele tem, ou não tem, de ter uma opinião negativa sobre esse assunto. O final do teu post ilustra muito bem aquilo que eu venho contestando aqui: o homem tem uma opinião negativa e isso está a ser automaticamente caracterizado como indigno à profissão. Dito por outras palavras um médico só pode ser digno se manifestar opiniões positivas ou neutras face à homossexualidade. Se isto não é uma nova forma de censura não sei o que será... Acho que isto basicamente encerra a discussão. Claro que sim. Está na Bíblia dos psiquiatras é dogma! Sim, o termo "Bíblia" foi utilizado propositadamente. :wink: Uma gentil noite de amor :estrelas: Gostava de saber se a maioria dos homossexuais se reconhece num texto deste género. :lol: Se a intenção era dar mais argumentos ao Dr. Gentil Martins para suportar a sua opinião então julgo que foi plenamente atingido. Sobre a pedofilia. Não se trata de uma orientação sexual, portanto as comparações com a homossexualidade acabam logo aí. Há evidências de que o indivíduo padece de uma condição psicológica, quando, por exemplo, não é raro que tenha memórias traumáticas relacionadas com pedofilia. Em certos casos também é por demais evidente que existe uma perceção distorcida da realidade, em que o indivíduo justifica os atos por serem vontade da própria criança, e ele está apenas a cumprir com esse desejo. Em outros casos, o indivíduo está perfeitamente consciente de que os seus desejos são moralmente errados e isso é devastador psicologicamente; em casos extremos até automutilação genital pode acontecer, para não falar de suicídio. Em conclusão, é com grande tristeza que vejo vezes sem conta em discussões sobre uma mera orientação sexual a pedofilia ser trazida à conversa. Tudo isto porque o estigma de doença ainda persegue a homossexualidade, e os comentários deste senhor não ajudam a dissipar esse estigma. Também são frequentes em indivíduos homossexuais as memórias traumáticas relacionadas com abusos sexuais na infância. Também há exemplos de indivíduos homossexuais devastados porque acreditam que os seus desejos são moralmente errados e há casos de auto-mutilação e suicídio. A diferença para os pedófilos, segundo a norma vigente, é que estes estão mesmo errados enquanto que no caso dos homossexuais é a moral e a sociedade em que se insere que está errada. 1. A partir do momento em que um estímulo sexual é instintivo e químico (posso conceder que existem casos em que haverá alguma interferência psicológica que mascare o "programado geneticamente"), só poderá ser genético. Não é uma escolha. E não, não acho que essa interferência psicológica possa existir em todos os homossexuais. Não tenho provas para o defender, mas é aquilo em que acredito, baseado naquilo que estudei. 2. Eu também acho que a queixa é estúpida e que nem há fundamentos para ela. É-me indiferente e irrelevante para a discussão se ele foi alvo de queixas e nem me interessa discutir que a OM fez bem ou mal. Mas acredito que seria processado na mesma. 3. Não estou a prever o futuro. O "nunca será" foi em jeito de conclusão do meu argumento, i.e. "tendo por base as minhas premissas, concluo que não será X". 4. O Red já explicou aí atrás que a homossexualidade não é uma parafilia, segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM V). Patologia não será a palavra certa. Não sou médico, portanto não posso dizer quais os critérios utilizados para determinar o que é ou não uma parafilia. 1. Se um dia se fizesse uma experiência em que se colocavam vários bebés do sexo masculino a viver numa ilha onde só havia homens e não se permitisse que eles tivessem nenhum contacto com mulheres nem sequer conhecimento da sua existência (pode trocar-se os sexos que vai dar ao mesmo) achas que só dariam em homossexuais aqueles que geneticamente estivessem destinados para o ser? 2 . Pois. Eu também. Era só para confirmar que tu tinhas designado os homossexuais como mutantes ou anormais de forma consciente. 3 - Eu não falei de futuro. Falei do passado. Para olhar para o passado não é necessário que sejamos videntes. É talvez preciosismo da minha parte mas li esse "nunca será" como impossibilidade absoluta. Se tivesses escrito "nunca mais será" nem me tinha chamado a atenção. 4 - Não sabes os critérios mas isso não te impediu de dizer que a condição A é uma patologia enquanto que a condição B não é. Ah pois... está na Bíblia... :wink: Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 17 Julho 2017 A Bíblia psiquiátrica e os seus dogmas não resultam propriamente de inspiração divina. A prática da Medicina tem de ser baseada na evidência e o DSM V tenta reunir o estado da arte relativo à psicopatologia à luz do conhecimento actual. É um documento científico. O Dr. Gentil Martins pode ter as opiniões que quiser. Pode-as partilhar com quem quiser. Tem é de compreender que ao ser entrevistado na condição de médico (e de médico com méritos indesmentíveis na história da Medicina portuguesa) as suas declarações têm consequências porque são interpretadas dessa forma pelo grande público. Mesmo que não seja um especialista em saúde mental! Não pode ao abrigo do código deontológico transmitir uma mensagem que é errada à luz do estado da arte actual. A homossexualidade não é "uma anomalia" nem "um desvio da personalidade" de acordo com o documento científico que norteia a prática da psiquiatria actualmente, portanto ele não pode dizê-lo. Não é opinativo. Quanto ao resto do que ele diz, creio que até podia dizer que pegava nos homossexuais todos e os mandava para o fundo do mar agarrados a um calhau, não seria tão grave em termos deontológicos como o ter um médico a legitimar através da deturpação do que é cientificamente factual hoje a possível discriminação negativa baseada na orientação sexual. E não vale a pena discutir o DSM V aqui, nenhum de nós tem o conhecimento ou a capacidade para o fazer. Nem o Dr. Gentil Martins o terá nem foi isso, decerto, que procurou fazer. Compartilhar este post Link para o post
Pan Publicado 17 Julho 2017 (editado) @Descartes, 1. Essa experiência tem algum viés. A descoberta da sexualidade é algo que aparece com a tua pré-adolescência e depois na adolescência. Se, na descoberta da tua sexualidade e do teu corpo estás rodeado por pessoas do mesmo sexo, ficas psicologicamente condicionado a outros seres vivos que encontras, diria eu. O que podias fazer era colocar 50% de homens e 50% de mulheres no mesmo espaço e ver quais seriam os comportamentos instintivos. 2. Sim, designei-os de anormais e mutantes conscientemente. 3. Alright. Devia ter sido mais claro. 4. Tive um professor de anatomia que nos falou de um estudo feito na URSS, em que tinhas dois grupos de mulheres grávidas. Umas foram tratadas como princesas, com todos os cuidados e evitando qualquer fonte de stress na sua vida. As outras foram expostas a diversos fatores de stress, desde alimentação até drogas e pressão psicológica. A tese deles era que o feto era exposto às mesmas pressões da mãe e, como consequência do stress, perdiam a capacidade total de produzir estrogénio "masculino" deles nas glândulas supra-renais. Esse estrogénio seria usado na maturação e no estabelecimento de sinapses no cérebro. Como estava em falta, os fetos usariam o estrogénio da mãe, estrogénio "feminino" que ativaria vias metabólicas típicas femininas. Os resultados tinham, alegadamente, significância estatística e indicavam que mães sujeitas a stress tinham mais probabilidade de originar filhos homens homossexuais. Por razões éticas, isto não pode ser repetido e também nunca li o estudo. Porque trouxe este exemplo para aqui? Porque há muito por saber quanto a isto. Além disso, o diagnóstico não é apenas semiológico. Não olhas para sintomas e dizes: "Por A+B, temos C". O que consideramos como uma doença que necessita de tratamento também não se pode reger apenas pelo científico ou conhecimento objetivo adquirido. O bom-senso ocupa lugar, mesmo que seja com base naquilo em que acreditamos como sendo socialmente certo. Vamos colocar homossexualidade e pedofilia ambas na categoria de "doença". De um lado tens doentes cuja única manifestação (à falta de outra parafilia) é gostar de pessoas do mesmo sexo e que vivem a sua vida sem fazer mal a ninguém. Do outro tens doentes cuja manifestação é sentir prazer e desejo por menores de idade, abusando deles e causando algumas vezes traumas (comprovados e descritos) para a vida. Juntando isso ao facto da grande maioria das vezes serem também abusos sexuais, encontras uma linha ética, e não médica, para definir o que é uma parafilia. Não vejo nada de errado nisso. A sociedade evolui. Se a "Bíblia" dissesse que a homossexualidade é uma parafilia, eu argumentaria contra, com a mesma vontade, porque estaria a ir contra aquilo que eu acredito que não há provas objetivas de que a homossexualidade tenha que ser tratada. A pedofilia tem. Editado 17 Julho 2017 por Pan Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 17 Julho 2017 Vou-vos contar a história dos Neanderthal, eram 2 NeandroHomoSexuais que viveram felizes para sempre e .... acabou porque não houve descendência :mrgreen: Agora mais a sério, o ser humano "virou" monogâmico por causa das DST's, o facto de ter várias parceiras proliferava as doenças e desse modo começaram a ver que era melhor não arriscar em surubas. Hoje em dia a homosexualidade não é um problema porque não há risco de a humanidade "acabar" Não há problema nenhum, não é nenhuma deficiência e tem de ser aceite. Agora, e alguém falou aí atrás, também não gosto que "me esfreguem" a homesexualidade na cara como quando passei por uma marcha gigante LGBT, mas eu também não gosto que "me esfreguem" a heterosexualidade na cara também. Há sítio para fazer isso e é num quarto. Mão dada na rua e abraço tudo bem, agora aquele marmelanço ao teu lado num metro sem espaço para afastar os braços é reprovável seja qual a sexualidade. As declarações do Dr. são escusadas. Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 17 Julho 2017 O sadomasoquismo não está aqui em discussão mas não posso deixar de referir que acho extraordinário que não se considere uma patologia o prazer retirado do sofrimento próprio ou alheio. Que só se possa falar em patologia quando não existe consentimento por parte de um dos intervenientes. Para mim se não há consentimento estamos perante outra coisa. Violação, tortura, maus tratos... Mas devo ser eu que estou a ver mal o filme... Claro que a auto-mutilação está associada a perturbações psicológicas. Estas é que são as doenças, as patologias, os distúrbios, os desvios. A auto-mutilação é apenas a sua manifestação. Seria como dizer que o suicídio é uma doença psicológica... O sadomasoquista, que não se enquadra no campo de possível patologia, encontra prazer na dor, tal como pode retirar prazer no ato de infligir dor em alguém que também encontra prazer nessa dor. Neste contexto não há um verdadeiro sofrimento, mas antes prazer derivado da dor. Desta forma é perfeitamente possível ter uma vida sexual segura e saudável, sem consequências negativas a nível psicológico ou físico. Quando o prazer é derivado de causar dor em alguém que não deriva qualquer prazer dessa dor, ou quando a dor é mais importante do que o prazer, aí sim já poderemos estar a entrar no campo patológico, pois o sofrimento de que falas poderá ter um forte relevo nas tendências dessa pessoa, deixando de ser compatível com uma vida sexual saudável e segura. Concordo com tudo o que dizes sobre automutilação, e é por isso mesmo que o senhor mencionou esse ato como exemplificativo, pois é um ato associado a patologias, onde ele inclui a homossexualidade. É claro que ele tem uma opinião negativa no que concerne à homossexualidade. Isso não está em causa. E ele disse-o claramente. O que está aqui em questão é a liberdade que ele tem, ou não tem, de ter uma opinião negativa sobre esse assunto. O final do teu post ilustra muito bem aquilo que eu venho contestando aqui: o homem tem uma opinião negativa e isso está a ser automaticamente caracterizado como indigno à profissão. Dito por outras palavras um médico só pode ser digno se manifestar opiniões positivas ou neutras face à homossexualidade. Se isto não é uma nova forma de censura não sei o que será... Tem uma opinião negativa em mais do que um aspeto, ignoremos o aspeto moral, o aspeto importante para validar uma queixa encerra-se apenas e somente (repito mais uma vez) na forma como ele caracteriza a homossexualidade como um desvio de personalidade, o que é falso e vai contra o estabelecido pela comunidade profissional, sua colega (sublinho que é só neste aspeto que as suas afirmações não são dignas). Também são frequentes em indivíduos homossexuais as memórias traumáticas relacionadas com abusos sexuais na infância. Também há exemplos de indivíduos homossexuais devastados porque acreditam que os seus desejos são moralmente errados e há casos de auto-mutilação e suicídio. A diferença para os pedófilos, segundo a norma vigente, é que estes estão mesmo errados enquanto que no caso dos homossexuais é a moral e a sociedade em que se insere que está errada. A diferença é essa? Desculpa, mas pareces estar a ignorar que a pedofilia invariavelmente causa vítimas. Tal como escolheste ignorar em como pode originar uma perceção distorcida da realidade por parte do pedófilo, ao ponto de, em alguns casos, desejos sexuais serem projetados em crianças, que devido à idade, são incapazes de sequer ter desejos sexuais. Tudo isto associado com o que eu já descrevi, não deveria deixar dúvidas de que não há comparação sequer possível, pois não há contexto nenhum em que um pedófilo possa ter uma vida sexual ajustada e saudável (algo que é perfeitamente alcançável para homossexuais e bissexuais). Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 A Bíblia psiquiátrica e os seus dogmas não resultam propriamente de inspiração divina. A prática da Medicina tem de ser baseada na evidência e o DSM V tenta reunir o estado da arte relativo à psicopatologia à luz do conhecimento actual. É um documento científico. O Dr. Gentil Martins pode ter as opiniões que quiser. Pode-as partilhar com quem quiser. Tem é de compreender que ao ser entrevistado na condição de médico (e de médico com méritos indesmentíveis na história da Medicina portuguesa) as suas declarações têm consequências porque são interpretadas dessa forma pelo grande público. Mesmo que não seja um especialista em saúde mental! Não pode ao abrigo do código deontológico transmitir uma mensagem que é errada à luz do estado da arte actual. A homossexualidade não é "uma anomalia" nem "um desvio da personalidade" de acordo com o documento científico que norteia a prática da psiquiatria actualmente, portanto ele não pode dizê-lo. Não é opinativo. Quanto ao resto do que ele diz, creio que até podia dizer que pegava nos homossexuais todos e os mandava para o fundo do mar agarrados a um calhau, não seria tão grave em termos deontológicos como o ter um médico a legitimar através da deturpação do que é cientificamente factual hoje a possível discriminação negativa baseada na orientação sexual. E não vale a pena discutir o DSM V aqui, nenhum de nós tem o conhecimento ou a capacidade para o fazer. Nem o Dr. Gentil Martins o terá nem foi isso, decerto, que procurou fazer. Eu não estou a discutir o DSM V. Não questiono o conhecimento científico que está na sua origem nem a sua validade. Só questiono a forma como o utilizam. Não concordo quando dizes que não pode contrariar o que está escrito, seja no DSM V, na Bíblia ou na redação que eu fiz na 2ª classe. É claro que pode e tem o direito de o fazer. E se a sua mensagem está errada em termos científicos com certeza haverá muita gente suficientemente competente para exercer o contraditório de forma sustentada utilizando os meios meios que o Dr. Gentil Martins utilizou. Não é com queixas à Ordem, ameaças de procedimentos disciplinares e obrigando-o a calar as suas convicções que se repõe a verdade científica. Pretender assá-lo nas fogueiras modernas é equivalente aos processos utilizados no passado que os cientistas atuais tanto contestam. @Descartes, 1. Essa experiência tem algum viés. A descoberta da sexualidade é algo que aparece com a tua pré-adolescência e depois na adolescência. Se, na descoberta da tua sexualidade e do teu corpo estás rodeado por pessoas do mesmo sexo, ficas psicologicamente condicionado a outros seres vivos que encontras, diria eu. O que podias fazer era colocar 50% de homens e 50% de mulheres no mesmo espaço e ver quais seriam os comportamentos instintivos. 2. Sim, designei-os de anormais e mutantes conscientemente. 3. Alright. Devia ter sido mais claro. 4. Tive um professor de anatomia que nos falou de um estudo feito na URSS, em que tinhas dois grupos de mulheres grávidas. Umas foram tratadas como princesas, com todos os cuidados e evitando qualquer fonte de stress na sua vida. As outras foram expostas a diversos fatores de stress, desde alimentação até drogas e pressão psicológica. A tese deles era que o feto era exposto às mesmas pressões da mãe e, como consequência do stress, perdiam a capacidade total de produzir estrogénio "masculino" deles nas glândulas supra-renais. Esse estrogénio seria usado na maturação e no estabelecimento de sinapses no cérebro. Como estava em falta, os fetos usariam o estrogénio da mãe, estrogénio "feminino" que ativaria vias metabólicas típicas femininas. Os resultados tinham, alegadamente, significância estatística e indicavam que mães sujeitas a stress tinham mais probabilidade de originar filhos homens homossexuais. Por razões éticas, isto não pode ser repetido e também nunca li o estudo. Porque trouxe este exemplo para aqui? Porque há muito por saber quanto a isto. Além disso, o diagnóstico não é apenas semiológico. Não olhas para sintomas e dizes: "Por A+B, temos C". O que consideramos como uma doença que necessita de tratamento também não se pode reger apenas pelo científico ou conhecimento objetivo adquirido. O bom-senso ocupa lugar, mesmo que seja com base naquilo em que acreditamos como sendo socialmente certo. Vamos colocar homossexualidade e pedofilia ambas na categoria de "doença". De um lado tens doentes cuja única manifestação (à falta de outra parafilia) é gostar de pessoas do mesmo sexo e que vivem a sua vida sem fazer mal a ninguém. Do outro tens doentes cuja manifestação é sentir prazer e desejo por menores de idade, abusando deles e causando algumas vezes traumas (comprovados e descritos) para a vida. Juntando isso ao facto da grande maioria das vezes serem também abusos sexuais, encontras uma linha ética, e não médica, para definir o que é uma parafilia. Não vejo nada de errado nisso. A sociedade evolui. Se a "Bíblia" dissesse que a homossexualidade é uma parafilia, eu argumentaria contra, com a mesma vontade, porque estaria a ir contra aquilo que eu acredito que não há provas objetivas de que a homossexualidade tenha que ser tratada. A pedofilia tem. 1. Não julgo que seja uma experiência enviesada. Só assim se determinaria se a homossexualidade decorre de fatores genéticos ou também se define por fatores ambientais. Se for meramente genético a percentagem de indivíduos que enveredaria pela homossexualidade seria semelhante à que existe num ambiente normal com presença de ambos os sexos. Caso a percentagem fosse superior então teríamos que considerar que os fatores ambientais também desempenham um papel. Quando afirmas que a homossexualidade é uma característica, biológica, genética ou fisiológica estás a dizer que, numa experiência como a que descrevi, a percentagem de indivíduos homossexuais seria semelhante à que existe na nossa sociedade. 4. Era só ao que coloquei em bold que queria chegar. A ideia que tenho é que a linha que separa o que é doença, distúrbio, desvio, perturbação mental do que não é reside, em grande medida, nos valores e ética que domina a sociedade a cada momento. A homossexualidade era doença e deixou de ser não porque o conhecimento científico evoluiu nesse sentido mas porque a sociedade evoluiu para aí. Tal como a hiperatividade infantil não era doença e agora é. Porque a Sociedade deixou de poder acolher as crianças irrequietas e pretende mantê-las todas muito sossegadinhas horas inteiras sentadas a ouvir uns chatos a debitar coisas para as quais não estão minimamente motivadas. E daí termos hoje putos com 6 anos atulhados em Ritalina. A hiperatividade como exemplo em vez da Pedofilia que tem sido utilizada no tópico porque eu tenho muitas dúvidas que esta seja uma doença. Para mim é um crime. Os pedófilos, tal como os violadores ou os pirómanos são criminosos. Podendo ou não serem os crimes que praticam efeitos de doença. Esta é a minha opinião sem qualquer fundamento científico, dado que nunca li o DSM V. Compartilhar este post Link para o post
Pan Publicado 17 Julho 2017 (editado) Acho que precisas de mais controlos, não apenas da nossa sociedade. Acho que a tua proposta e a minha se poderiam complementar. Quanto ao 4), a definição menos delinquente de parafilia é Parafilia é um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante do prazer não se encontra na cópula, mas em outra atividade.Em determinadas situações o comportamanto sexual parafílico pode ser considerado perversão ou anormalidade. Existem muitas práticas que podem ser consideradas como uma parafilia ou não, sendo assim é impossível elaborar um catálogo das parafilias, mas podemos citaras mais comuns: o sadismo, o masoquismo, o exibicionismo, o voyerismo, o fetichismo,a urofilia , etc.. Os homossexuais têm prazer na cópula. Nenhum deles tem mais ou menos prazer que um heterossexual ao imaginar a pessoa desejada, ou dar-lhe as mãos, ou cheirá-la... Para mim a parafilia, ou distúrbio, está num patamar de mais baixo-nível do que a orientação sexual. É possível qualquer parafilia existir para qualquer das orientações sexuais. Editado 17 Julho 2017 por Pan Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2017 O sadomasoquista, que não se enquadra no campo de possível patologia, encontra prazer na dor, tal como pode retirar prazer no ato de infligir dor em alguém que também encontra prazer nessa dor. Neste contexto não há um verdadeiro sofrimento, mas antes prazer derivado da dor. Desta forma é perfeitamente possível ter uma vida sexual segura e saudável, sem consequências negativas a nível psicológico ou físico. Quando o prazer é derivado de causar dor em alguém que não deriva qualquer prazer dessa dor, ou quando a dor é mais importante do que o prazer, aí sim já poderemos estar a entrar no campo patológico, pois o sofrimento de que falas poderá ter um forte relevo nas tendências dessa pessoa, deixando de ser compatível com uma vida sexual saudável e segura. Concordo com tudo o que dizes sobre automutilação, e é por isso mesmo que o senhor mencionou esse ato como exemplificativo, pois é um ato associado a patologias, onde ele inclui a homossexualidade. Tem uma opinião negativa em mais do que um aspeto, ignoremos o aspeto moral, o aspeto importante para validar uma queixa encerra-se apenas e somente (repito mais uma vez) na forma como ele caracteriza a homossexualidade como um desvio de personalidade, o que é falso e vai contra o estabelecido pela comunidade profissional, sua colega (sublinho que é só neste aspeto que as suas afirmações não são dignas). A diferença é essa? Desculpa, mas pareces estar a ignorar que a pedofilia invariavelmente causa vítimas. Tal como escolheste ignorar em como pode originar uma perceção distorcida da realidade por parte do pedófilo, ao ponto de, em alguns casos, desejos sexuais serem projetados em crianças, que devido à idade, são incapazes de sequer ter desejos sexuais. Tudo isto associado com o que eu já descrevi, não deveria deixar dúvidas de que não há comparação sequer possível, pois não há contexto nenhum em que um pedófilo possa ter uma vida sexual ajustada e saudável (algo que é perfeitamente alcançável para homossexuais e bissexuais). Como referi atrás o sadomasoquismo não é o assunto do tópico. Surge apenas nas declarações do médico como comparação com a homossexualidade e aí estamos de acordo que é para acentuar e afirmar a opinião negativa que ele tem. Continuo a não concordar que o facto de ele ter exprimido uma opinião contrária ao que é aceite pela generalidade da comunidade científica, logo cientificamente errado, seja motivo para fundamentar uma queixa à Ordem. Só se essa opinião se refletisse em atos médicos impróprios quer ao nível do diagnóstico quer do tratamento é que eu entendo que faria sentido. Por exemplo, o outro médico maluco que por aí andava a aconselhar as pessoas a abandonar a medicação para o colesterol e que foi notícia há uns meses é, claramente, um caso merecedor de queixa à Ordem. Este não. Quanto ao último parágrafo não ignorei nada. Apenas selecionei situações em que existe possibilidade de estabelecer comparações. E não esqueci as vítimas mas estamos a falar de doenças. E as doenças afetam o próprio. Não me parece que se possa definir algo como doença porque causa vítimas inocentes. A comparação entre as duas realidades foi estabelecida no contexto em que alguém dizia que a homossexualidade era natural e, como tal, não poderia ser considerada uma anomalia ou desvio de personalidade. Daí terem surgido outras realidades que também podem ser consideradas como naturais naquele contexto e que são, mais do que anomalias, profundamente imorais, abjectas e condenáveis. Para concluir que essa "naturalidade" ou "normalidade" na prática não conduz a coisa nenhuma. Compartilhar este post Link para o post