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Mesut Ozil

Árbitro do Chelsea-Tottenham de 2016: «Permiti que os spurs se autodestruíssem»

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Citação do jornal "Record" online

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Árbitro do Chelsea-Tottenham de 2016: «Permiti que os spurs se autodestruíssem»

O Tottenham tinha de vencer o Chelsea naquele jogo de 2 de maio de 2016 para continuar a manter viva a esperança de conquistar o título na Premier League, mas uma mistura de erros e de atitudes reprováveis dos futebolistas orientados por Mauricio Pochettino - e dos que estavam então sob as ordens de Guus Hiddink - deitaram tudo a perder, permitindo que os blues recuperassem de uma desvantagem de 0-2 e empatassem, resultado que consagrou o Leicester como campeão.

Mas um dado novo foi agora acrescentado à história do jogo que ficou conhecido como a 'Battle of the Bridge' - pelos 13 cartões amarelos que constam da ficha (nove deles para jogadores do Tottenham) -, pelo árbitro do encontro, o já retirado Mark Clattenburg, que admitiu ter entrado em campo com um plano delineado para evitar qualquer responsabilidade num eventual desfecho negativo para as aspirações dos spurs.

"Permiti que eles se autodestruíssem de forma a que toda a comunicação social, toda a gente no Mundo dissesse: 'O Tottenham perdeu o título'", adiantou Clattenburg no podcast do programa 'Men in Blazers' da NBC.

"Quais é que seriam as manchetes se eu tivesse expulsado três jogadores? 'Clattenburg tirou o título ao Tottenham'. Foi teatro puro que o Tottenham se tenha autodestruído frente ao Chelsea e que o Leicester tenha consuistado o título", adiantou o antigo árbitro da Premeier League, destacando: "Eu ajudei, o jogo beneficiou com o meu estilo de arbitrar."

"Alguns árbitros teriam optado por seguir as regras à risca - e Tottenham acabaria por ficar reduzido a sete ou oito jogadores, provavelmente seria derrotado e teria ali uma desculpa. Mas eu não lhe dei uma desculpa porque o meu plano de jogo era: 'que sejam eles a perder o título'", encerrou Clattenburg.

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Os árbitros "só" têm que aplicar as regras do jogo, mais nada. O contexto do jogo em si não pode influenciar a tomada de decisão. Para não usar um exemplo doméstico, acontecia muito isso nos jogos entre Real e Barça no tempo do Mourinho. Cacetada a monte, jogadas para vermelho levavam amarelo, jogadas para amarelo não eram sancionadas. Tudo, claro, devido à enorme pressão mediática que rodeavam aqueles jogos.

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Este tipo tinha um hype desgraçado. Não valia nada.

Olha aí, devíamos agradecer-lhe a "falta" não existente que antecedeu o golo do Éder. :mrgreen:

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Ele não se retirou, ainda no outro dia estava a apitar um jogo da CSL. "Retirou-se" :mrgreen:

 

Sempre foi fraco.

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Isto é uma vergonha, mas está longe de ser um caso isolado.

 

As arbitragens em Inglaterra são só mais uma ferramenta ao serviço da máquina de fazer dinheiro que é a Premier League. Quanto mais disputados fisicamente forem os jogos e quanto menos paragens tiverem, mais pessoas vão aos estádios e, consequentemente, mais dinheiro é movimentado...Se, para isso, for preciso ignorar sistematicamente as leis do jogo, é isso que é feito. Não tenho dúvidas nenhumas de que os árbitros ingleses recebem instruções para deixar jogar o mais possível, quando em lado algum isso consta das regras. Os árbitros estão lá para aplicar um conjunto de regras/leis que, de um modo geral, estão perfeitamente definidas. Ponto. Não têm que fazer interpretações das regras para "beneficiar o espectáculo", seja lá o que isso for. Aliás, o alarido só não é maior porque se convencionou que arbitrar à inglesa é que é bom.

 

Este caso é ligeiramente diferente, mas, no essencial, é idêntico: é um árbitro a atropelar as leis do jogo à descarada, simplesmente porque lhe apetece e sem que nada lhe aconteça.

Editado por Refutador

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Fiquei sempre com má impressão desse jogo porque calhou estar a vê-lo e recordo-me perfeitamente de o Chelsea, depois do empate, estar nitidamente a queimar tempo e coisas do género quando o resultado lhes seria completamente indiferente.

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"Maverick" Mark Clattenburg's handling of Tottenham's game at Chelsea in May 2016 was "a gamble too far", says ex-top-flight official Dermot Gallagher.

 

Ex-referee Clattenburg said he could have sent off three players but let Spurs "self-destruct" so he could not be blamed for them losing the title.

 

"We are duty bound to treat every player in every game firmly, fairly and consistently," said Gallagher.

 

"He [Clattenburg] certainly didn't. It was all about him, wasn't it?"

 

Spurs needed to beat Chelsea to retain any hope of winning the league.

 

Clattenburg - who is now head of referees in Saudi Arabia - booked nine Spurs players in the bad-tempered 2-2 draw and the two clubs later received record fines from the Football Association.

 

Tottenham midfielder Mousa Dembele was also banned for six games for violent conduct against Chelsea's Diego Costa.

 

"The only thing you would say about what he did on the night is that he was consistent throughout," Gallagher told BBC Radio 5 live.

 

"If he was a young referee making his way through and you saw a performance like that then an assessor would tear him to bits.

 

"Let's not forget one thing, he was a fantastic referee. He was an individual, there's no doubt about that. He had a maverick side to him.

 

"He was a fantastic referee and maybe he thought because he was respected so much by the players he could take those gambles. On this occasion it was a gamble too far."

 

Speaking at his news conference before Wednesday's Champions League meeting with APOEL, Spurs boss Mauricio Pochettino did not want to discuss the matter, saying: "Two years ago. I am not going to say anything."

 

'What a load of rubbish'

 

Clattenburg took charge of the Euro 2016 final, as well as that year's Champions League and FA Cup finals, before quitting as a Premier League official the following season to move to Saudi Arabia.

 

"When you listen to him and that he went in with a gameplan because he didn't want the headline of 'Clattenburg costs Spurs the title', there's something wrong about that," added former Arsenal striker Ian Wright.

 

"I can't see how a referee can go into a game thinking about anything other than officiating it in isolation. If people have to be sent off they have to be sent off. It's baffling for me."

 

The draw against Chelsea meant Tottenham missed out on the title to Leicester.

 

"What a load of rubbish," added former Leicester striker Steve Claridge. "Say he doesn't send those Tottenham players off, they beat Chelsea and they win the league. How does his masterplan work then?"

 

Clattenburg is no longer part of the Professional Game Match Officials Board (PGMOL) select group, which provides all the referees for top flight matches, and it will not be commenting on his remarks.

 

http://www.bbc.com/sport/football/42234221

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se me lembro esse foi o único grande jogo que vi do hazard naquela época. O arbitro andava sempre a meter nojo com conversas com os jogadores interminaveis, por isso é que os jogadores tavam tao nervosos. O jogo era um derbi portanto claro que ia ter muitas faltas, inda pra mais decidia a continuidade do tottenham na luta pelo título.

Se o raio do arbrito desse cartões em vez de andar sempre a parar o raio do jogo e sempre a falar nao havia tantas faltas até porque os jogadores nao sao estupidos( arriscariam menos nas entradas se tivessem um amarelito)

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Isto é uma vergonha, mas está longe de ser um caso isolado.

 

As arbitragens em Inglaterra são só mais uma ferramenta ao serviço da máquina de fazer dinheiro que é a Premier League. Quanto mais disputados fisicamente forem os jogos e quanto menos paragens tiverem, mais pessoas vão aos estádios e, consequentemente, mais dinheiro é movimentado...Se, para isso, for preciso ignorar sistematicamente as leis do jogo, é isso que é feito.

 

Na Premier League e não só. Em praticamente todos os campeonatos principais e nas competições europeias passa-se o mesmo. Existe a pressão da TV e do dinheiro. Porque ninguém quer ver na TV um jogo de 10 contra 10 ou 9 contra 9.E os jogadores sabem disso e vão abusando cada vez mais

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Eu não quero ver é uma equipa que merecia estar a jogar com 9 e acaba com os 11 fds :lol:

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e depois estás 60 ou 70 minutos a ver uma equipa defender e queimar tempo e outra a atacar à parva. 99% dos adeptos não querem este espetaculo

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e depois estás 60 ou 70 minutos a ver uma equipa defender e queimar tempo e outra a atacar à parva. 99% dos adeptos não querem este espetaculo

 

Opah eu não falo pelos outros mas a mim custa-me muito mais o exemplo que eu te disse.

 

O futebol tem leis e as equipas entram em campo sabendo delas, se há um árbitro que não as cumpre pelo espectáculo deixa de ser futebol.

 

Eu sou a favor do critério largo mas critério largo não significa impunidade e portanto se houver efectivamente entradas para vermelho devem ser mostrados.

 

Se por exemplo o jogador que sofrer a falta ficar impossibilitado de continuar em campo em que medida isso favorece o espectáculo?

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Entra outro :lol: os jogadores e o jogo é o que menos interessa. Por exemplo, nos jogos das competições europeias quantos jogos têm o tempo de compensação de 3 minutos na 2ª parte? 95% no mínimo! E não é por acaso. Hoje em dia, no futebol profissional, tudo é pensado com base no dinheiro e nada no espectáculo

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Entra outro :lol: os jogadores e o jogo é o que menos interessa. Por exemplo, nos jogos das competições europeias quantos jogos têm o tempo de compensação de 3 minutos na 2ª parte? 95% no mínimo! E não é por acaso. Hoje em dia, no futebol profissional, tudo é pensado com base no dinheiro e nada no espectáculo

 

Isso até pode ser assim, não tenho essas estatísticas e não tenho uma opinião sobre isso porque nunca me apercebi muito bem disso mas tu enquanto árbitro estás contra isso certo?

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Eu não tenho qualquer ligação ao futebol profissional portanto falar de fora é tudo muito bonito.

 

O mundo do futebol (e agora vamos falar só do profissional) é um mundo de cunhas, interesses e favores e que gira à volta do dinheiro. Quem tem o dinheiro manda, quem o recebe tem de ser submisso. E funciona assim com TODOS os elementos que lá estão. Jogadores, dirigentes, agentes, árbitros, treinadores, tudo. Porque no fim do mês há contas para pagar e eles pagam-nas com a bola. E não se podem dar ao luxo de dizer alguns "não".

 

Neste momento o futebol português está em guerra com 3 clubes a meter uma casa a arder. E o povo gosta e o povo quer que assim seja. E assim vai continuar. Portanto, encosta a cadeira e desfruta o espectáculo que eles lá em cima continuam a receber ordenados principescos

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