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Greve das bombas de gasolina

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É uma putice. Eles é que estão mal por reivindicarem algo que sentem que merecem.

Não, não sou camionista mas gosta-se de falar tanto que o tuguinha é um manso que quando alguém quer fazer as coisas acontecer é um choque. Vejam o exemplo de França, o povo quando não é ouvido é o crl a 4.

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Citação de Hammerfall, há 5 minutos:

É uma putice. Eles é que estão mal por reivindicarem algo que sentem que merecem.

Não, não sou camionista mas gosta-se de falar tanto que o tuguinha é um manso que quando alguém quer fazer as coisas acontecer é um choque. Vejam o exemplo de França, o povo quando não é ouvido é o crl a 4.

Acho que não se pôs em causa o direito à greve aqui neste tópico, a questão é como o fazem. E sim, a França é um excelente exemplo de civismo, obviamente.

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Citação de Ghelthon, há 1 minuto:

Acho que não se pôs em causa o direito à greve aqui neste tópico, a questão é como o fazem. E sim, a França é um excelente exemplo de civismo, obviamente.

Mas se já viu que com a bullshit que o nosso país é relativamente à burocracia, aliando a isso a corrupção que passa behind the scenes, não achas que é desesperante para alguém que quer ver as coisas mudar?

E com isto concordo convosco, eles estão a ser burros, em furar os pneus por exemplo. Há maneiras e maneiras. Agora isso da requisição civil é que pronto.

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Citação de Hammerfall, há 7 minutos:

É uma putice. Eles é que estão mal por reivindicarem algo que sentem que merecem.

Não, não sou camionista mas gosta-se de falar tanto que o tuguinha é um manso que quando alguém quer fazer as coisas acontecer é um choque. Vejam o exemplo de França, o povo quando não é ouvido é o crl a 4.

Mesmo. Fossem assim em todas as profissões. Eu quando trabalhava numa superfície comercial e haviam greves era de rir. Um ou dois aderiam, o resto não porque não de pode fazer frente aos patrões e ficamos mal vistos na empresa.

Mentalidade tuga é assim.

Citação de Hammerfall, há 11 minutos:

É uma putice. Eles é que estão mal por reivindicarem algo que sentem que merecem.

Não, não sou camionista mas gosta-se de falar tanto que o tuguinha é um manso que quando alguém quer fazer as coisas acontecer é um choque. Vejam o exemplo de França, o povo quando não é ouvido é o crl a 4.

Para além que por greves já se viu que não lá.

Dando o exemplo da França quando aumentaram o combustível, tinhas a população a bloquear as principais estradas do país, motoristas não abastecerem postos. Criarem um caos para demonstrarem o seu descontentamento.

Podia ser feito de outra forma? Se calhar quem se manifesta até queria que se pudesse resolver de outra forma, só que quem governa só reage quando está apertado, triste realidade

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Citação de Alonso., há 7 minutos:

Mesmo. Fossem assim em todas as profissões. Eu quando trabalhava numa superfície comercial e haviam greves era de rir. Um ou dois aderiam, o resto não porque não de pode fazer frente aos patrões e ficamos mal vistos na empresa.

Mentalidade tuga é assim.

Para além que por greves já se viu que não lá.

Dando o exemplo da França quando aumentaram o combustível, tinhas a população a bloquear as principais estradas do país, motoristas não abastecerem postos. Criarem um caos para demonstrarem o seu descontentamento.

Podia ser feito de outra forma? Se calhar quem se manifesta até queria que se pudesse resolver de outra forma, só que quem governa só reage quando está apertado, triste realidade

Pois, levas logo o rótulo de anarquista por pensares assim.

 

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Que demore mais uns dias so para os supermercados ficarem apertados

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Porque é fixe chatear os supermercados, esses chulos!

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Uma mercearia pequena aqui no Marquês já não tem fruta. Realmente, o drama, o horror, falta fruta. Quando faltar mais coisas...

Venezuela 2.0...

esqueci-me das reticencias, para demonstrar a minha ironia...

Editado por Hammerfall

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Citação de Hammerfall, há 47 minutos:

É uma putice. Eles é que estão mal por reivindicarem algo que sentem que merecem.

Não, não sou camionista mas gosta-se de falar tanto que o tuguinha é um manso que quando alguém quer fazer as coisas acontecer é um choque. Vejam o exemplo de França, o povo quando não é ouvido é o crl a 4.

Isto é uma greve entre privados...

O estado e una terceira parte que se vê envolvida e prejudicada.

Isto não tem comparação com os coletes amarelos. Isto não é os portugueses contra o estado, são os camionistas contra os seus patrões. Pelo meio há um arrivista que aproveita para fazer política.

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Parece-me indiscutível o papel fulcral que a greve assume nas relações laborais. Alguns fantasiam que é a única forma de combater o poder excessivo dos patrões (esses malvados que se limitam a oprimir a classe trabalhadora e a explora-la). A verdade é que a greve é um mecanismo poderoso à disposição dos trabalhadores para tentarem valer os seus direitos e a sua vontade. 

A verdade é que desde há muito que assistimos a um uso abusivo do direito à greve. Aquela que, outrora, era uma arma com um poder dissuasor, banalizou-se. Multiplicam-se as greves. Umas com mais legitimidade que outras. Umas com mais adesão que outras. Mas hoje em dia parece que esta arma (poderosa) é utilizada de forma irrefletida. Muitas vezes a responsabilidade está nas estruturas sindicais que vivem à conta desta luta de classes

Curiosamente, o direito à greve corresponde a um direito fundamental dos trabalhadores. O mesmo concretiza-se, ou não, com a adesão, individual, de cada trabalhador à greve. Apesar de ser exercido coletivamente, e a lei até prevê que as associações possam declarar greves, a verdade é que, atualmente, parece que se apagou a individualidade que sucumbe pera a instrumentalização política dos sindicatos e associações. Mas a maior curiosidade prende-se com a ironia do direito à greve ser tão acerrimamente defendido, mas a liberdade de não aderir às greves já é mal vista (independentemente das causas subjacentes à decisão de não aderir a uma greve).

É no mínimo irónico que se defenda com unhas e dentes o direito à greve e, como já foi visto neste tópico, a um conjunto de ilegalidades que, em teoria, visam apenas assegurar o direito à greve, mas em contrapartida não se defende o direito de não fazer greve. Dá-me sempre alguma vontade de rir ver aqueles piqueteiros a tentar convencer os trabalhadores que não pretendem aderir a fazê-lo. Quando não conseguem partem, por vezes, para a agressão verbal ou física. Liberdade sim. Mas só para o que nos dá jeito. 

Aquilo que as pessoas precisam de meter na cabeça é que, não obstante ser um direito fundamental, constitucionalmente consagrado, o direito à greve não é ilimitado. O seu exercício, como o de demais direitos, deve respeitar, desde logo, os limites ao exercício dos direitos fundamentais, e ainda à legislação ordinária em vigor (com base nisto custa-me mesmo aceitar as práticas abusivas dos piqueteiros, mas todos os dias se fala neles na TV e ninguém diz nada, na volta sou eu que estou enganado). Mas isso é mais chato. É preferível andar com a ladaínha que os grevistas sofrem a bom sofrer e que como já são oprimidos e explorados desde sempre tem carta branca para tudo e mais um par de botas. Afinal a greve é um direito constitucionalmente consagrado.

Editado por w0
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Isto também pode ser um plot da CIA para desestabilizar o nosso regime socialista democrático, como fizeram com o Chile do Allende. 

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Já agora, há algum limite no tempo em que se faz greve? Por exemplo, o patrão pode despedir após X dias?

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Citação de Ghelthon, Agora:

Já agora, há algum limite no tempo em que se faz greve? Por exemplo, o patrão pode despedir após X dias?

Não e não. Mas julgo que também não recebem salário. Se a greve durar um mês é um mês de salario a menos. 

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Citação de Mayday, há 1 minuto:

Não e não. Mas julgo que também não recebem salário. Se a greve durar um mês é um mês de salario a menos. 

Certo, tinha essa curiosidade. Então olha, eles que fiquem "10 anos de greve", como disse o Pardal.

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Citação de Mayday, há 16 minutos:

Isto é uma greve entre privados...

O estado e una terceira parte que se vê envolvida e prejudicada.

Isto não tem comparação com os coletes amarelos. Isto não é os portugueses contra o estado, são os camionistas contra os seus patrões. Pelo meio há um arrivista que aproveita para fazer política.

Mas não concordas que essa greve está a prejudicar os portugueses? Até que ponto o estado não pode ter mão neles? (entenda-se privados)

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Vai parecer conversa de velho mas não. 

Ainda me lembro daquela greve dos motoristas com tudo parado à beira das estradas, ninguém deixava andar os outros, quer a carga se estrague ou não. 

Ainda durou salvo erro uma boa semana. 

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Visitante
Citação de Hammerfall, há 1 hora:

É uma putice. Eles é que estão mal por reivindicarem algo que sentem que merecem.

Não, não sou camionista mas gosta-se de falar tanto que o tuguinha é um manso que quando alguém quer fazer as coisas acontecer é um choque. Vejam o exemplo de França, o povo quando não é ouvido é o crl a 4.

Merecem eles e merecemos nós todos. Eles têm o direito de reivindicar, os patrões não têm margem para cumprir as exigências (li que o setor gerava 80M de lucro, e que as reivindicações ascenderiam a 75M de despesa acrescida). Temos tido uma série de Governos que não fazem porra nenhuma pela economia a não ser empurrar os problemas com a barriga. Se a malta está assim tão solidária com os motoristas de matérias perigosas, que obriguem o governo a abdicar de parte dos 70 e tal cêntimos que cobra por cada litro de combustível vendido.

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Citação de Hammerfall, há 4 minutos:

Mas não concordas que essa greve está a prejudicar os portugueses? Até que ponto o estado não pode ter mão neles? (entenda-se privados)

Concordo, mas esse prejuízo não é em prol dos portugueses. Mas sim de uma classe. 

Não pode porque são privados. 

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Visitante
Citação de w0, há 22 minutos:

Parece-me indiscutível o papel fulcral que a greve assume nas relações laborais. Alguns fantasiam que é a única forma de combater o poder excessivo dos patrões (esses malvados que se limitam a oprimir a classe trabalhadora e a explora-la). A verdade é que a greve é um mecanismo poderoso à disposição dos trabalhadores para tentarem valer os seus direitos e a sua vontade. 

A verdade é que desde há muito que assistimos a um uso abusivo do direito à greve. Aquela que, outrora, era uma arma com um poder dissuasor, banalizou-se. Multiplicam-se as greves. Umas com mais legitimidade que outras. Umas com mais adesão que outras. Mas hoje em dia parece que esta arma (poderosa) é utilizada de forma irrefletida. Muitas vezes a responsabilidade está nas estruturas sindicais que vivem à conta desta luta de classes

Curiosamente, o direito à greve corresponde a um direito fundamental dos trabalhadores. O mesmo concretiza-se, ou não, com a adesão, individual, de cada trabalhador à greve. Apesar de ser exercido coletivamente, e a lei até prevê que as associações possam declarar greves, a verdade é que, atualmente, parece que se apagou a individualidade que sucumbe pera a instrumentalização política dos sindicatos e associações. Mas a maior curiosidade prende-se com a ironia do direito à greve ser tão acerrimamente defendido, mas a liberdade de não aderir às greves já é mal vista (independentemente das causas subjacentes à decisão de não aderir a uma greve).

É no mínimo irónico que se defenda com unhas e dentes o direito à greve e, como já foi visto neste tópico, a um conjunto de ilegalidades que, em teoria, visam apenas assegurar o direito à greve, mas em contrapartida não se defende o direito de não fazer greve. Dá-me sempre alguma vontade de rir ver aqueles piqueteiros a tentar convencer os trabalhadores que não pretendem aderir a fazê-lo. Quando não conseguem partem, por vezes, para a agressão verbal ou física. Liberdade sim. Mas só para o que nos dá jeito. 

Aquilo que as pessoas precisam de meter na cabeça é que, não obstante ser um direito fundamental, constitucionalmente consagrado, o direito à greve não é ilimitado. O seu exercício, como o de demais direitos, deve respeitar, desde logo, os limites ao exercício dos direitos fundamentais, e ainda à legislação ordinária em vigor (com base nisto custa-me mesmo aceitar as práticas abusivas dos piqueteiros, mas todos os dias se fala neles na TV e ninguém diz nada, na volta sou eu que estou enganado). Mas isso é mais chato. É preferível andar com a ladaínha que os grevistas sofrem a bom sofrer e que como já são oprimidos e explorados desde sempre tem carta branca para tudo e mais um par de botas. Afinal a greve é um direito constitucionalmente consagrado.

Grande!

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Citação de King JC, há 52 minutos:

Que demore mais uns dias so para os supermercados ficarem apertados

É da maneira que dá para escoar retalho antigo do armazém 🤣

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Citação de ElliotReid13, há 13 minutos:

Merecem eles e merecemos nós todos. Eles têm o direito de reivindicar, os patrões não têm margem para cumprir as exigências (li que o setor gerava 80M de lucro, e que as reivindicações ascenderiam a 75M de despesa acrescida). Temos tido uma série de Governos que não fazem porra nenhuma pela economia a não ser empurrar os problemas com a barriga. Se a malta está assim tão solidária com os motoristas de matérias perigosas, que obriguem o governo a abdicar de parte dos 70 e tal cêntimos que cobra por cada litro de combustível vendido.

Dobrar o salário também me parece que não seja razoável da parte deles. Há que acelerar as negociações e aí o Governo poderia colocar alguma pressão. Ou não?

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Visitante
Citação de Hammerfall, há 3 minutos:

Dobrar o salário também me parece que não seja razoável da parte deles. Há que acelerar as negociações e aí o Governo poderia colocar alguma pressão. Ou não?

Mas acelerar porquê? Não havia um acordo anterior que assegurava um normal decorrer das negociações até ao final do ano, em troca de contrapartidas para os trabalhadores?

O governo não tem de assegurar nada excepto que o direito à greve e não-greve é cumprido, e que os serviços mínimos são assegurados. O resto é um braço de ferro entre trabalhadores e empresas do setor, e ambos perdem bastante nesta posição de força, portanto encontrar uma solução rápida é (ou deveria ser) o interesse de ambas as partes.

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A melhor solução seria expropriar as empresas e converte-las em cooperativas de trabalhadores. Eles depois que se decidissem democraticamente. 

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